Exportação

Exportações da China intensificam tensão comercial com a Europa

As exportações da China vêm alimentando um clima de tensão com a Europa, que já fala abertamente em risco de confronto comercial. O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o desequilíbrio nas trocas com Pequim como “insuportável” e afirmou que a situação representa “vida ou morte para a indústria europeia”. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também declarou que os laços econômicos com a China “chegaram a um ponto de inflexão”.

O alerta ganhou força após o anúncio de que o superávit chinês com a União Europeia (UE) atingiu o nível recorde de quase 300 bilhões em 2025. As exportações chinesas para o bloco já superam em mais do dobro o volume importado, impulsionadas pelo redirecionamento de produtos que enfrentam novas tarifas nos Estados Unidos.

Pressão por mudanças na política europeia

Para analistas, o impacto do chamado “choque chinês” está se tornando visível. Andrew Small, diretor do programa Ásia do Conselho Europeu de Relações Exteriores, afirma que a UE vive um momento de urgência e que reuniões internas de crise já são frequentes. Segundo ele, o cenário pode levar à maior revisão da política europeia para a China em mais de uma década.

Nos últimos anos, a atenção da Europa esteve voltada à guerra na Ucrânia e às tensões comerciais com os EUA, mas Pequim voltou ao centro das preocupações. Um pacote de medidas considerado “represado”, segundo Small, está em preparação.

Estratégia europeia para proteger suas indústrias

Em resposta ao avanço das exportações chinesas, a Comissão Europeia apresentou um plano para impedir que indústrias do bloco sejam ultrapassadas por concorrentes globais. Entre as propostas estão a criação de um centro de segurança econômica, novos critérios para investimentos estrangeiros e políticas para evitar que produtos baratos inundem o mercado único.

O movimento ocorre no momento em que outras grandes economias também erguem barreiras comerciais. No México, legisladores aprovaram novas tarifas sobre importações asiáticas.

Impacto econômico direto na Europa

Economistas do Goldman Sachs estimam que a pressão das exportações chinesas deve reduzir o crescimento do PIB de países como Alemanha, Espanha e Itália em pelo menos 0,2 ponto percentual ao ano entre 2026 e 2029. Estudo do Banco Central Europeu aponta que quase um terço dos empregos da zona do euro pode ser afetado — mais de 50 milhões de trabalhadores.

Segundo Stephen Jen, CEO da Eurizon SLJ Capital, a combinação de comércio acelerado e moeda desvalorizada torna o cenário “insustentável”. Para ele, a desvalorização do yuan funciona como um “subsídio” às exportações chinesas, ao mesmo tempo em que reduz o poder de compra interno.

Dependência europeia e riscos estratégicos

A UE continua sendo um dos poucos mercados grandes o suficiente para absorver produtos chineses antes destinados aos EUA. Em Bruxelas, preocupações aumentaram após Pequim usar sua dominância sobre terras raras para pressionar setores estratégicos, provocando paralisações em indústrias europeias.

Apesar de ter reservado ao menos 3 bilhões de euros para diminuir a dependência de insumos chineses, especialistas afirmam que os efeitos dessas medidas levarão anos para aparecer.

Superávit em expansão e concorrência crescente

A disparada das exportações chinesas durante a pandemia ampliou a diferença comercial. Com consumidores comprando mais produtos ligados ao home office e à vida doméstica, e com empresas chinesas avançando em setores de alta tecnologia, como carros elétricos e dispositivos médicos, o desequilíbrio aumentou.

Hoje, a China responde por 7% das exportações europeias, mas fornece quase um quarto de todas as importações externas do bloco. Seu superávit com UE e Reino Unido já representa um terço do total comercial chinês, que ultrapassou 1 trilhão.

Alemanha: o epicentro da crise comercial

A Alemanha, maior economia europeia, sentiu o impacto de forma mais intensa. Em 2019, a China tinha um déficit de 25 bilhões com o país; agora, registrou superávit de 23 bilhões nos primeiros 11 meses do ano, reflexo da queda drástica nas importações alemãs.

A indústria alemã enfrenta estagnação, perda de competitividade e cortes superiores a 10 mil empregos por mês, segundo a Destatis. Combinados a preços altos de energia e ao envelhecimento populacional, esses fatores levaram o governo a revisar para baixo a previsão de crescimento, que deve ficar abaixo de 1%.

Avanço chinês em todas as frentes

A competitividade chinesa não se restringe a produtos de ponta. A China segue dominando o mercado de bens de consumo baratos, roupas, calçados e itens vendidos por plataformas de comércio eletrônico. O volume de produtos enviados por essas plataformas subiu 56% nos primeiros dez meses do ano em comparação a 2024.

Para a Câmara de Comércio da UE, esse ritmo pode criar uma falsa sensação de segurança para Pequim, que aposta na autossuficiência enquanto aproveita sua posição dominante no comércio global.

Caminho para novas barreiras comerciais

Diante da pressão crescente, especialistas afirmam que governos podem adotar tanto tarifas antidumping quanto novas ferramentas comerciais para conter o fluxo de produtos chineses. Wendy Cutler, ex-negociadora dos EUA, prevê que a UE e outros países adotem medidas adicionais para limitar as importações da China ao longo do próximo ano.

FONTE: Valor
TEXTO: Redação
IMAGEM: glaborde7/Pixabay

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Exportação

México pode afetar US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras com novas tarifas, alerta CNI

Impacto direto nas vendas do Brasil ao México
A decisão do México de elevar tarifas de importação pode atingir US$ 1,7 bilhão em exportações da indústria brasileira, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O projeto tarifário foi aprovado pelo Congresso mexicano e aguarda a sanção da presidente Claudia Sheinbaum. Além do Brasil, a medida também mira a China e outros nove países.

Setores industriais sob pressão
O texto aprovado prevê aumentos tarifários sobre 983 produtos distribuídos em 19 setores industriais. O Brasil aparece como o quinto país mais afetado, com 232 produtos da indústria de transformação sujeitos às novas taxas. Em 2024, esses itens representaram 14,7% das exportações brasileiras para o México, somando os US$ 1,7 bilhão agora ameaçados.

Em estudo divulgado nesta segunda-feira, a CNI alerta que o reajuste “pode elevar custos de produção e prejudicar os fluxos de comércio exterior e investimentos entre os dois países”.

Acordos atuais não evitam prejuízos
De acordo com a confederação, os acordos comerciais vigentes entre Brasil e México não neutralizam os efeitos da medida. Em agosto, os dois governos firmaram um plano de trabalho para atualizar esses instrumentos, mas as negociações continuam em andamento — e sem garantia de conclusão antes da entrada das novas tarifas.

CNI pede articulação urgente
Para a entidade, é essencial que Brasília e Cidade do México reforcem o diálogo bilateral e acelerem a negociação de um novo acordo comercial, capaz de reduzir o risco de perdas para a indústria dos dois países.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPOR

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Exportação

Mato Grosso bate recorde histórico nas exportações de carne bovina

O Mato Grosso alcançou um novo recorde ao exportar 112,81 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) de carne bovina in natura. O resultado — 4,52% maior que o de outubro — representa o maior volume mensal já enviado pelo estado ao mercado internacional, impulsionado pela expansão de mercados e pela demanda aquecida.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro e novembro de 2025, as exportações totalizaram 867,72 mil TEC, um avanço de 23,87% em comparação ao mesmo período de 2024, que já havia registrado recorde histórico.

China, Rússia e Chile impulsionam embarques

O forte crescimento das vendas externas está diretamente ligado ao aumento significativo das compras por China, Rússia e Chile, conforme análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Esses países ampliaram sua participação no total exportado e reforçaram o desempenho da proteína brasileira ao longo de 2025.

O Imea destaca que parte desse avanço decorre da abertura de novos mercados e do ganho de competitividade da carne mato-grossense, que vem conseguindo atender com eficiência a demanda global em alta.

China amplia liderança como principal destino

Na distribuição dos destinos, a China segue líder absoluta, respondendo por 54,88% de toda a carne bovina embarcada pelo estado este ano — um salto em relação aos 46,31% registrados em 2024.

A Rússia também ampliou sua fatia, passando de 3,13% para 6,39%, enquanto o Chile avançou de 4,28% para 4,66%. Já os Estados Unidos, afetados pelo aumento de tarifas, reduziram sua participação de 5,14% para 4,03%.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações de soja do Brasil sobem para 3,33 milhões de toneladas em dezembro

As exportações de soja do Brasil devem alcançar 3,33 milhões de toneladas em dezembro, segundo novas estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O volume representa um aumento de cerca de 500 mil toneladas em relação à projeção da semana anterior e mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2024, quando os embarques somaram 1,47 milhão de toneladas.

O desempenho é impulsionado pela safra recorde brasileira em 2025, que mantém o fluxo de exportações ativo mesmo na entressafra, e pela demanda consistente da China, principal destino da oleaginosa.

Milho e farelo também registram crescimento
As exportações de milho também foram revisadas para cima e devem atingir 6,30 milhões de toneladas em dezembro, acima das 4,99 milhões estimadas na semana anterior. Na comparação anual, o aumento é de 2,7 milhões de toneladas.

Já os embarques de farelo de soja foram ajustados para 1,83 milhão de toneladas, ante 1,33 milhão na projeção anterior, apresentando leve alta em relação ao mesmo mês do último ano.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Flavio Benedito Conceição/Getty Images

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Exportação

Safra de laranja cai 3,9% no Cinturão Citrícola e pressiona oferta de suco

Produção revisada para baixo
A safra de laranja 2025/26 no Cinturão Citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro foi revisada para 294,81 milhões de caixas (40,8 kg), queda de 3,9% em relação à projeção anterior, informou o Fundecitrus nesta quarta-feira (10). A nova estimativa reflete problemas climáticos e o avanço do greening, doença que reduz a produtividade dos pomares.

Segundo a CitrusBR, a redução na colheita afetará diretamente a oferta brasileira de suco de laranja, segmento em que o país lidera a produção e exportação global.

Clima adverso e greening pesam sobre os pomares
O Fundecitrus detalhou que dois fatores explicam a retração: o menor tamanho dos frutos devido à falta de chuvas e a alta da taxa de queda dos frutos, que passou de 22% para 23%. O aumento está ligado ao agravamento do greening, ao ritmo acelerado da colheita e às condições climáticas desfavoráveis.

Mesmo com o corte, a safra atual deve superar em 27,7% a colheita do ciclo anterior, marcada como a segunda menor em quase quatro décadas.

Ritmo da colheita e impacto industrial
De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a reestimativa reforça a imprevisibilidade climática: “Por mais que uma safra comece bem, nada garante que termine bem.” Ele destacou que a quebra representa 20 milhões de caixas, volume capaz de alterar o “patamar de safra”.

Para a indústria, isso significa uma redução entre 65 mil e 70 mil toneladas de suco — perda que dificilmente será compensada pelo rendimento industrial, também afetado pelo clima. “Isso enxuga a disponibilidade de produto ao fim do ciclo”, afirmou.

Até meados de novembro, cerca de 65% da safra havia sido colhida. Entre as variedades, as precoces (hamlin, westin e rubi) estavam praticamente concluídas (99%), enquanto as demais precoces somavam 95%. A pera tinha 85% colhidos e, entre as tardias, valência e folha murcha acumulavam 40%, e natal, 30%.

Mercado internacional e preços em queda
Apesar da previsão menor no Brasil, o contrato futuro do suco de laranja congelado e concentrado em Nova York recuava 1,7%, para US$ 1,54/lb. A commodity segue em forte queda desde o recorde acima de US$ 5 registrado no fim do ano passado, quando a safra brasileira foi fraca.

A disparada anterior das cotações derrubou o consumo mundial e permitiu que os estoques finais da última safra subissem mais de 25%, segundo dados da CitrusBR.

Mesmo com preços mais baixos em 2024, as exportações brasileiras de suco caíram 12,29% no acumulado da safra 2025/26 (julho a novembro), para 367 mil toneladas, principalmente devido à retração da demanda europeia. Os Estados Unidos agora assumem a liderança como principal destino.

“Suco de laranja é altamente elástico: preço sobe, consumo cai”, explicou Netto. Ele reconhece que a queda nos preços pode estimular uma recuperação do consumo europeu, mas ressalta que esse retorno costuma ser gradual.

Em receita, as exportações despencaram 25%, somando US$ 1,2 bilhão.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

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Exportação

Brasil amplia exportações de carne bovina com abertura do mercado da Guatemala

O Brasil recebeu a confirmação das autoridades sanitárias da Guatemala para exportar carne bovina e derivados ao país. A autorização reforça o avanço do agronegócio brasileiro e consolida a liderança nacional no comércio global da proteína.

Guatemala amplia compras do agronegócio brasileiro

Com cerca de 18 milhões de habitantes, a Guatemala importou mais de US$ 192 milhões em produtos agropecuários do Brasil entre janeiro e outubro de 2025, com destaque para os cereais. No mesmo ano, o país centro-americano adquiriu US$ 155,6 milhões em carne bovina, volume equivalente a 8,6% do consumo interno, confirmando o forte potencial de expansão desse mercado. O valor importado representa aumento de 122% frente aos anos anteriores.

A habilitação ocorre em um cenário de desempenho histórico da pecuária nacional. O Brasil mantém a posição de maior exportador mundial de carne bovina, com embarques superiores a US$ 12 bilhões em 2024 — cerca de 2,8 milhões de toneladas destinadas a mais de 150 países. Em 2025, o ritmo segue crescente: até outubro, as vendas externas já superaram US$ 14 bilhões.

Novas oportunidades para carne congelada

A abertura do mercado guatemalteco fortalece especialmente a demanda por cortes congelados, que representam mais de 70% das importações do país nesse segmento. Para a Guatemala, a entrada da carne brasileira ajuda a garantir estabilidade na oferta e melhora o acesso da indústria e dos consumidores a proteínas de qualidade.

Com a inclusão da Guatemala, o agronegócio brasileiro atinge 500 novos mercados abertos desde 2023.
“O aumento das exportações significa mais renda no campo e mais oportunidades para quem produz, preservando o abastecimento interno”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Brasil e Índia firmam acordo pioneiro em genômica da pecuária leiteira

A Embrapa assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com um consórcio formado por cinco empresas — três indianas e duas brasileiras — para cooperação em tecnologias genômicas voltadas à pecuária leiteira da Índia. O acordo, válido por dez anos, envolve as companhias indianas Leads Agri Genetics, LeadsConnect Services e B.L. Kamdhenu Farms, além das brasileiras Fazenda Floresta e DNAMARK.

Segundo o embaixador da Índia no Brasil, Dinesh Bhatia, esta é a primeira iniciativa técnico-científica conjunta entre empresas dos dois países na área de melhoramento genético e resulta da parceria entre Embrapa e o ICAR (Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola).

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destaca que o acordo amplia uma colaboração histórica e cria novas frentes em genômica, biotecnologia e bioinformática. O escopo da parceria é amplo, embora o foco inicial esteja na pecuária.

O pesquisador Marcos Vinícius G. B. Silva, da Embrapa Gado de Leite, explica que o projeto permitirá levar à Índia o portfólio brasileiro de tecnologias genômicas, inicialmente voltado às raças zebuínas. Em troca, o Brasil terá acesso a bancos de dados genômicos e fenotípicos de raças indianas.

Impactos esperados e metas dos projetos

A cooperação também contempla ações em áreas como mudanças climáticas, bioeconomia, agricultura digital e automação. Entre as metas práticas estão:

  • criação de um laboratório de genômica e bioinformática na Índia
  • aumento da produção de leite para 330 milhões de toneladas anuais até 2034
  • implantação de um sistema produtivo com 10 mil vacas
  • programas de melhoramento das raças Sindi e Sahiwal

Para o Brasil, o acordo abre espaço para a exportação de sêmen e embriões, além de aumentar a diversidade genética do Gir Leiteiro, reduzindo riscos de endogamia. Segundo José Luiz Bellini, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, a parceria reconhece internacionalmente a excelência brasileira no setor.

“De importador, o Brasil passa a exportar conhecimento em melhoramento genético para o país de origem da raça”, reforça Silva. O avanço é resultado do PNMGL, programa criado em 1985 pela Embrapa em parceria com ABCGIL e ABCZ, responsável por transformar a raça com testes de progênie e, mais recentemente, com o uso da genômica.

FONTE: Agrofy News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrofy News

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Exportação

Exportações do Paraná: nove produtos avançam mais de 30% em 2025

O desempenho das exportações do Paraná manteve ritmo forte ao longo de 2025. Segundo o relatório de novembro do Ipardes, baseado em dados do MDIC, nove produtos paranaenses registraram crescimento superior a 30% nas vendas externas entre janeiro e novembro, em comparação ao mesmo período de 2024.

Cereais e carne bovina impulsionam o avanço

Entre os itens com maior salto nas exportações, os cereais lideram com folga. As vendas passaram de US$ 478 milhões para US$ 1 bilhão, avanço de 109%. Na mesma direção, a carne bovina in natura ampliou sua presença no mercado internacional, crescendo 63% e alcançando US$ 187 milhões.

O balanço também mostra aumentos relevantes em outros segmentos, reforçando a expansão da pauta exportadora do Estado. Entre os produtos com altas acima de 30% aparecem:

  • Carne suína in natura (+41,2%)
  • Torneiras e válvulas (+41%)
  • Tratores (+38%)
  • Automóveis (+37%)
  • Veículos de carga (+34,4%)
  • Óleo de soja bruto (+34%)
  • Café solúvel (+32%)

O conjunto desses resultados demonstra a força tanto de itens do agronegócio quanto de bens industrializados, especialmente aqueles com maior conteúdo tecnológico.

Diversificação fortalece competitividade do Estado

Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, a variedade de produtos é reflexo do amadurecimento da estrutura produtiva paranaense. Ele destaca que o Estado consegue avançar simultaneamente em itens agrícolas e industriais devido à política de atração de investimentos.

O secretário do Planejamento, Ulisses Maia, reforça que essa diversificação torna o Paraná menos vulnerável às oscilações internacionais. Segundo ele, mesmo com o aumento das barreiras tarifárias dos Estados Unidos, o Estado manteve resultados expressivos, evidenciando a capacidade competitiva dos exportadores locais.

Principais produtos e mercados compradores

De janeiro a novembro, o Paraná exportou US$ 21,6 bilhões, o que coloca o Estado na sexta posição do ranking nacional e como o líder da região Sul. Os produtos mais vendidos foram:

  • Soja em grãos – US$ 4,3 bilhões
  • Carne de frango in natura – US$ 3,2 bilhões
  • Farelo de soja – US$ 1,1 bilhão
  • Açúcar bruto – US$ 1 bilhão
  • Cereais – US$ 999 milhões

Os principais destinos foram China (US$ 4,9 bilhões), Argentina (US$ 1,7 bilhão), Estados Unidos (US$ 1,1 bilhão) e México (US$ 837 milhões). Houve crescimento destaque nas relações com Argentina (+59,5%), Irã (+47,7%), Emirados Árabes Unidos (+35,9%), Paraguai (+6,5%), Chile (+2,6%) e Peru (+9,1%).

Saldo comercial positivo

A balança comercial do Paraná acumulou superávit de US$ 2,6 bilhões até novembro. O resultado é fruto de US$ 21,6 bilhões em exportações e US$ 18,8 bilhões em importações, concentradas sobretudo em fertilizantes, autopeças, óleos e combustíveis e produtos farmacêuticos.

FONTE: Governo do Estado do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Dziura Jr/AEN

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Exportação

Exportações de café do Brasil recuam 26,7% em novembro, apesar de alta na receita

Preços mais elevados sustentam ganhos cambiais mesmo com queda expressiva no volume embarcado

As exportações de café do Brasil totalizaram 3,58 milhões de sacas de 60 kg em novembro, registrando uma retração de 26,7% frente ao mesmo mês de 2024. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados nesta terça-feira (9/12).

Receita cresce com valorização do café brasileiro

Apesar da queda no volume, a receita cambial avançou 8,9%, chegando a US$ 1,535 bilhão. Em reais, o crescimento foi leve, de 0,2%, totalizando R$ 8,198 bilhões.
O preço médio do café exportado atingiu US$ 428,55 por saca, alta de 48,68% na comparação anual, impulsionada pela forte valorização do produto no mercado internacional.

No acumulado dos primeiros cinco meses da safra 2025/26, o Brasil exportou 17,43 milhões de sacas, queda de 21,7%. Em valor, houve aumento de 11,6%, somando US$ 6,723 bilhões.

Impactos do tarifaço dos EUA e gargalos logísticos

De janeiro a novembro de 2025, o país embarcou 36,87 milhões de sacas, recuo de 21%. Ainda assim, a receita subiu 25,3%, para US$ 14,253 bilhões.
Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho foi afetado por três fatores principais:

  • Menor oferta de café após o recorde de 2024;
  • Tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos durante quase quatro meses;
  • Deficiências na infraestrutura portuária, que limitaram embarques.

Entre agosto e novembro, período do tarifaço, as exportações para os EUA desabaram 54,9%, para 1,31 milhão de sacas.

Ferreira afirmou que a remoção da tarifa para cafés arábica, conilon, robusta, torrado e torrado e moído já começa a reativar as negociações. No entanto, o café solúvel — cerca de 10% das exportações ao mercado americano — permanece sujeito ao imposto de 50%.

A crise logística também pesou: em outubro, 2.065 contêineres deixaram de ser embarcados, causando prejuízo de R$ 8,72 milhões, segundo o Boletim DTZ, elaborado pela ElloX Digital e Cecafé. Do total de navios programados, 52% registraram atraso ou alteração de escala.

Principais destinos do café brasileiro

Mesmo com a queda, os Estados Unidos seguem na liderança das importações de café brasileiro em 2025, com 5,04 milhões de sacas (–32,2%).
Na sequência aparecem:

  • Alemanha – 5 milhões de sacas (–31%)
  • Itália – 2,91 milhões (–21,7%)
  • Japão – 2,41 milhões (+17,5%)
  • Bélgica – 2,15 milhões (–47,5%)

O Porto de Santos concentra 78,8% de todo o volume, com 29,06 milhões de sacas embarcadas até novembro.

Desempenho por tipo de café

Café arábica

  • Novembro: 3,02 milhões de sacas (–18,3%)
  • Jan–Nov: 29,63 milhões de sacas (–13,1%)
  • Preço médio: US$ 455,85

Café canéfora (conilon + robusta)

  • Novembro: 259,3 mil sacas (–67,9%)
  • Ano: 3,77 milhões de sacas (–57,1%)
  • Preço médio: US$ 262,77

Café solúvel

  • Novembro: 292,9 mil sacas (–21,6%)
  • Ano: 3,41 milhões de sacas (–7,9%)
  • Preço médio: US$ 289,11

Café torrado e moído

  • Novembro: 4.264 sacas (–32,7%)

Cafés diferenciados ganham destaque na receita

Os cafés diferenciados — certificados, de alta qualidade ou especiais — responderam por 19,6% das exportações em 2025, somando 7,22 milhões de sacas (–11%).
Com preço médio de US$ 432,41, esses produtos geraram US$ 3,122 bilhões, representando 21,9% da receita total — alta de 42,9% em relação a 2024.

Os principais compradores foram:

  • Estados Unidos – 1,19 milhão de sacas
  • Alemanha – 1,111 milhão
  • Bélgica – 729.675 sacas
  • Holanda – 691.008 sacas
  • Itália – 416.948 sacas

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gustavo Facanalli/Embrapa

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Exportação

Exportações da China sobem 5,9% em novembro enquanto envios para EUA caem 29%

As exportações da China cresceram 5,9% em novembro na comparação anual, recuperando-se da contração de 1,1% registrada em outubro, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas. O valor total das vendas externas alcançou US$ 330,3 bilhões, superando as expectativas dos economistas e indicando uma melhora frente ao mês anterior.

O resultado reforça o aumento do superávit comercial, que nos primeiros 11 meses de 2025 ultrapassou US$ 1,08 trilhão, maior nível anual da série histórica, acima do excedente de US$ 992 bilhões registrado em 2024.

Exportações para os EUA em queda

Apesar do crescimento geral, as exportações chinesas para os Estados Unidos recuaram quase 29% em novembro, marcando o oitavo mês consecutivo de quedas de dois dígitos. O declínio reflete o impacto de tarifas aplicadas durante a guerra comercial, embora a trégua anunciada em outubro entre Xi Jinping e Donald Trump abra espaço para recuperação nos próximos meses.

Economistas apontam que os efeitos do corte de tarifas ainda não foram totalmente refletidos nos números de novembro, e o desempenho futuro dependerá do avanço do acordo e da demanda externa.

Exportações para outros mercados se fortalecem

Enquanto os envios para os EUA caíram, as exportações chinesas dispararam para outras regiões, incluindo Sudeste Asiático, América Latina, África e União Europeia, diversificando os mercados e compensando parcialmente o recuo no principal parceiro comercial.

As importações da China também apresentaram crescimento de 1,9% em novembro, atingindo US$ 218,6 bilhões, melhorando frente à alta de 1% de outubro, apesar da crise persistente no setor imobiliário e da desaceleração nos investimentos empresariais.

Foco em manufatura avançada e crescimento interno

Em paralelo, o governo chinês reforçou a aposta no fabrico avançado como motor de crescimento para os próximos anos. Durante a reunião anual de planejamento econômico, liderada por Xi Jinping, foi destacado o compromisso com “prosseguir o progresso garantindo a estabilidade”, priorizando novas tecnologias e indústrias emergentes.

Apesar das tensões comerciais e do protecionismo internacional, especialistas esperam que a China continue ganhando quota de mercado global. A Morgan Stanley projeta que, até 2030, o país alcance 16,5% da participação nas exportações mundiais, impulsionado por setores de alto crescimento, como veículos elétricos, robótica e baterias.

Perspectivas para a economia chinesa

Mesmo com a trégua comercial temporária, analistas destacam que o ambiente global de comércio permanece incerto, com relações entre China e EUA ainda fragilizadas. No entanto, o crescimento das exportações fora do mercado americano e o foco em inovação tecnológica reforçam a capacidade do país em manter a liderança no comércio internacional nos próximos anos.

FONTE: Euronews
TEXTO: Redação
IMAGEM: AP/Chinatopix

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Exportação

Exportação de milho em Mato Grosso cai 13% devido à oferta global

As exportações de milho de Mato Grosso na temporada 2024/25, de julho a novembro, registraram recuo de 13,08% em relação ao mesmo período da safra 2023/24. Segundo especialistas, o aumento da oferta global do cereal, impulsionado por safras maiores nos Estados Unidos, China e Argentina, pressionou os embarques do estado.

No acumulado da temporada, foram exportadas 16,46 milhões de toneladas de milho, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal.

Desempenho de novembro

Em novembro, Mato Grosso embarcou 2,77 milhões de toneladas, volume 30,92% menor que em outubro e 9,6% inferior ao registrado no mesmo mês de 2024.

Apesar da redução, o levantamento do Imea aponta que houve elevação mensal nos preços, tanto na paridade de exportação quanto na CME Group, com aumentos de 4,72% e 2,10%, respectivamente.

Segundo o instituto, o mercado interno mais firme manteve a saca de milho em Mato Grosso mais atraente do que os preços externos, incentivando os produtores a direcionarem suas vendas para o mercado doméstico.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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