Comércio Exterior, Exportação

Exportações de carne suína crescem 14,6% em abril e receita supera US$ 301 milhões

As exportações brasileiras de carne suína (considerando produtos in natura e processados) alcançaram 129,2 mil toneladas em abril de 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número representa um crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram exportadas 112,7 mil toneladas.

Em receita, as vendas internacionais do mês somaram US$ 301,5 milhões, valor 24,7% superior ao registrado em abril de 2024, com US$ 241,9 milhões.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2025, o Brasil embarcou 466 mil toneladas de carne suína, alta de 15,9% em comparação ao mesmo período do ano passado (402,2 mil toneladas). A receita cambial no período atingiu US$ 1,09 bilhão, crescimento de 29,9% em relação aos US$ 839,6 milhões obtidos entre janeiro e abril de 2024.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de carne suína a partir de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne Suína | Jan 2022 – Mar 2025 | TEUs

“O resultado de abril reforça a tendência de alta nas exportações em 2025, com avanço nos principais mercados e expansão em destinos estratégicos da Ásia e América Latina. Além do aumento em volume, o setor registra uma valorização importante na receita, refletindo a qualidade do produto brasileiro e o reconhecimento internacional do nosso status sanitário”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principais destinos em abril de 2025:

  • Filipinas – 29,8 mil toneladas (+78,4%), com US$ 66,2 milhões (+90,4%);
  • China – 15,1 mil toneladas (-30,0%), com US$ 32,4 milhões (-29,2%);
  • Hong Kong – 12,2 mil toneladas (+34,1%), com US$ 29,9 milhões (+63,6%);
  • Chile – 9,1 mil toneladas (+24,7%), com US$ 22,9 milhões (+45,8%);
  • México – 7,3 mil toneladas (+121,6%), com US$ 16,7 milhões (+109,9%);
  • Japão – 7,2 mil toneladas (+2,0%), com US$ 25 milhões (+10,9%);
  • Singapura – 6,7 mil toneladas (-17,7%), com US$ 19,2 milhões (-0,7%)
  • Argentina – 5,9 mil toneladas (+630,0%), com US$ 16,5 milhões (+693,0%);
  • Estados Unidos – 4,7 mil toneladas (+43,6%), com US$ 7,3 milhões (+27,2%).

Desempenho por estado exportador
Os principais estados exportadores de carne suína em abril foram:

  • Santa Catarina – 66,3 mil toneladas, com alta de 6,8% em relação a abril de 2024;
  • Rio Grande do Sul – 27,9 mil toneladas, com crescimento de 29,2%;
  • Paraná – 21,5 mil toneladas, registrando expansão de 25,5%.
  • Minas Gerais – 3,5 mil toneladas,incrementando em 114,7%;
  • Mato Grosso – 2,9 mil toneladas, com retração de 26,7%.

A ABPA projeta que o ritmo positivo se manterá nos meses seguintes, impulsionado por novas aberturas de mercado, maior previsibilidade logística e negociações sanitárias em curso com mercados da América do Norte e do Sudeste Asiático. A manutenção dos padrões de biossegurança e o compromisso com práticas sustentáveis seguirão como alicerces para a expansão da carne suína brasileira no comércio global.

(*) Com informações da ABPA

Fonte: Comex do Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação, Tributação

Exportação de carne bovina do Brasil aos EUA dispara 498% apesar das tarifas de Trump

Em abril, Trump anunciou uma sobretaxa de 10% sobre as importações de carne bovina.

Em abril de 2025, as exportações de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos registraram um crescimento impressionante de 498% em relação ao mesmo período de 2024, saltando de 8 mil para cerca de 48 mil toneladas. Esse aumento, descrito como “surpreendente” por Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), ocorreu mesmo após a imposição de tarifas mais altas pelo governo de Donald Trump.

Mas o que explica esse fenômeno? E quais são as implicações para o mercado global de carne? Este artigo explora as razões por trás desse salto, os desafios das tarifas e o futuro das exportações brasileiras.

Por que as exportações brasileiras dispararam?

O crescimento das exportações de carne bovina do Brasil para os EUA está diretamente ligado a uma combinação de oferta escassa nos Estados Unidos e alta demanda por carne. Segundo Perosa, o rebanho bovino americano atingiu seu menor nível em 80 anos, impactado por fatores como secas intensas e a migração de produtores para atividades mais lucrativas. Enquanto isso, a demanda por carne bovina nos EUA permanece robusta. “Nos Estados Unidos, eles comem hambúrguer todo dia. É cultural”, destaca Perosa, comparando a situação ao hábito brasileiro de consumir arroz e feijão.

Essa escassez elevou os preços da carne americana, com a arroba do boi gordo custando entre US$ 115 e US$ 120, contra US$ 54 a US$ 55 no Brasil, conforme explica Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado. Mesmo com tarifas de importação, a carne brasileira segue competitiva.“ A carne americana está tão cara que, mesmo com a tarifa de 36,4%, o Brasil continua nadando de braçada nesse mercado”, afirma Iglesias.

Como funcionam as novas tarifas de trump?

Em abril de 2025, o presidente Donald Trump anunciou uma sobretaxa de 10% sobre as importações de carne bovina, elevando a tarifa total para 36,4% sobre o volume que excede a cota anual de 65 mil toneladas. Dentro dessa cota, a tarifa passou de zero para 10%. Segundo Perosa, o Brasil domina essa cota, que geralmente é preenchida até meados de janeiro, devido à limitada capacidade de outros países concorrentes.

Apesar do aumento tarifário, o impacto sobre as exportações brasileiras foi mínimo. “A carne americana está tão cara que essas tarifas não estão freando as compras”, explica Perosa. No primeiro quadrimestre de 2025, os EUA importaram 135,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, quase cinco vezes mais que no mesmo período de 2024, com um faturamento adicional de US$ 402 milhões.

Brasil x Austrália: quem lidera o mercado americano?

Embora o Brasil tenha se destacado, a Austrália permanece como o maior fornecedor de carne bovina para os EUA, seguida por Canadá, México e, agora, o Brasil em quarto lugar. A diferença está no tipo de produto: enquanto os australianos fornecem cortes prontos para as prateleiras, o Brasil atende principalmente a indústria de carne processada, como hambúrgueres. “A Austrália opera em um canal diferente, mas o Brasil está conquistando espaço”, observa Perosa.

Essa complementaridade reduz a concorrência direta e reforça a posição do Brasil como um parceiro estratégico. Com a produção de carne bovina brasileira projetada para atingir 10,2 milhões de toneladas em 2025, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país está bem posicionado para atender à crescente demanda americana.

Quais são os desafios e oportunidades para o futuro?

O aumento das exportações para os EUA é uma oportunidade significativa para o setor pecuário brasileiro, que já exporta para mais de 150 países. No entanto, desafios persistem. A dependência de mercados como China (44,5% das exportações brasileiras) e EUA expõe o setor a riscos de mudanças políticas ou econômicas. Além disso, possíveis mudanças regulatórias, como a proposta de rotulagem de origem defendida por Robert F. Kennedy Jr., poderiam influenciar a preferência dos consumidores americanos por carne nacional, impactando as exportações brasileiras.

Por outro lado, a competitividade do Brasil, impulsionada por custos de produção mais baixos e investimentos em qualidade e sustentabilidade, deve sustentar o crescimento. “Estamos preparados para atender à demanda por alimentos de alta qualidade e segurança”, afirma Antônio Jorge Camardelli, presidente da Abiec.

O que isso significa para os brasileiros?

Para o consumidor brasileiro, o aumento das exportações pode gerar preocupações sobre os preços internos. Em 2025, os preços da carne no mercado doméstico já subiram 7% entre novembro e dezembro, segundo dados da Comex Stat. No entanto, a produção recorde prevista para este ano deve garantir o abastecimento interno, conforme destaca Edegar Pretto, presidente da Conab: “Com a produção recorde, teremos mais carne no mercado, o que pode reduzir os preços ao consumidor.” Para os pecuaristas e a economia brasileira, o salto nas exportações reforça a importância do setor, que movimentou US$ 4,1 bilhões no primeiro quadrimestre de 2025, um recorde para o período.

Fonte: AF Notícias

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Comércio Exterior, Exportação, Internacional

Exportações da China superam expectativas e saltam 8,1% em abril

As exportações da China superaram as previsões em abril, impulsionadas pela demanda de fabricantes estrangeiros que se apressaram em lançar produtos para aproveitar ao máximo a pausa de 90 dias nas tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As duas maiores economias do mundo estão envolvidas em uma guerra tarifária contundente, e as empresas de ambos os lados do Pacífico buscarão algum tipo de solução nas negociações comerciais na Suíça, neste fim de semana.

Dados da alfândega mostraram nesta sexta-feira que os embarques da China aumentaram 8,1% em abril em relação ao ano anterior, superando a previsão de alta de 1,9% em uma pesquisa da Reuters com economistas, mas desacelerando em relação ao salto de 12,4% em março.

Trump anunciou “tarifas recíprocas” abrangentes de 10% em 2 de abril, antes de oferecer uma pausa para a maioria dos países enquanto a Casa Branca trabalha em vários acordos comerciais. A China, no entanto, foi excluída e recebeu tarifas de 145%, dando início a um prolongado jogo de gato e rato que abalou os mercados globais e as cadeias de oferta.

Os fabricantes chineses também anteciparam os envios em antecipação às tarifas, mas agora estão apostando em negociações para quebrar o gelo entre autoridades norte-americanas e chinesas em Genebra no sábado.

As importações caíram 0,2%, em comparação com expectativas de queda de 5,9%, sugerindo que a demanda doméstica pode estar melhor do que o esperado, uma vez que as autoridades continuam a tomar medidas para sustentar a economia de US$19 trilhões.

“Os países da ASEAN estão acelerando sua produção para vencer o prazo de julho, o intervalo de negociação de 90 dias. Sua produção é altamente dependente das exportações da China em matérias-primas e insumos industriais, de modo que as exportações da China receberam suporte”, disse Dan Wang, diretor da China no Eurasia Group.

“Nos próximos dois meses, as exportações da China podem continuar fortes devido à realocação da capacidade industrial, mas os dados comerciais podem se deteriorar rapidamente se as tarifas de 145% sobre a China ainda estiverem em vigor e as negociações dos países da ASEAN (com o governo Trump) não progredirem”, acrescentou.

As exportações para os países do sudeste asiático aumentaram 20,8% em abril.

As exportações da China para os EUA, por sua vez, caíram 21%. Isso significou que o superávit comercial com os EUA caiu de US$27,6 bilhões em março para US$20,5 bilhões, uma vitória para Trump, que tem dito repetidamente que quer reduzir a diferença.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Comércio, Exportação

Exportações de SC crescem 7,52% de janeiro a abril

Vendas externas catarinenses somam US$ 3,85 bilhões nos quatro primeiros meses de 2025. Importações sobem 8,45%, para US$ 11,4 bilhões no período.

O comércio exterior catarinense está em um bom momento, com importações e exportações crescendo nos quatro primeiros meses de 2025. De janeiro a abril, as exportações avançaram 7,52% e atingiram US$ 3,85 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e foram compilados pelo Observatório FIESC.

Os principais produtos vendidos por Santa Catarina ao exterior foram carnes de aves, com US$ 682,73 milhões exportados de janeiro a abril. A carne suína foi o segundo principal item da pauta exportadora do estado, com US$ 544,3 milhões no período. “Observamos um aumento expressivo de exportações de proteína animal para o Japão e China, que já são parceiros tradicionais, mas também o incremento de vendas de carnes de aves e suína para países como Chile e México”, explica o presidente da Federação das Indústrias de SC, Mario Cezar de Aguiar.

As vendas de motores elétricos, terceiro produto na lista dos mais vendidos, somaram US$ 178,45 milhões. As exportações de partes de motor atingiram US$ 134,73 milhões, enquanto as de madeira serrada alcançaram US$ 128,43 milhões. “As exportações do setor madeireiro também ganharam espaço, especialmente com incremento de vendas para países como China e Europa”, avalia Aguiar.

Os principais destinos das exportações de SC seguem sendo os Estados Unidos. De janeiro a abril, os embarques para os EUA somaram US$ 542,06 milhões. A China mantém-se como segundo destino, com US$ 372,31 milhões. Ocupando o terceiro lugar, as vendas para a Argentina atingiram US$ 294,92 milhões.

Importações
Do lado das importações, SC elevou suas compras no exterior em 8,45% no ano até abril, em relação a igual período de 2024, para US$ 11,4 bilhões.

Destacam-se as importações de cobre refinado, com US$ 440,9 milhões; de partes e acessórios para veículos, que somaram US$ 300,15 milhões; de polímeros de etileno, com US$ 230,17 milhões; semicondutores, somando US$ 206,42 milhões, e fertilizantes nitrogenados, com importações de US$ 192,34 milhões.

A China segue como a principal origem das compras externas catarinenses, e foi responsável por US$ 5,02 bilhões de janeiro a abril. Os Estados Unidos são o segundo país no ranking das importações, com
US$ 716,03 milhões, seguido pelo Chile, com US$ 687,24 milhões.

Fonte: FIESC

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Agronegócio, Comércio, Exportação, Exportadores agrícolas

Exportações de carne bovina em abril/25 registram o segundo melhor desempenho da série histórica

Volume exportado alcançou 241,5 mil toneladas em abril de 2025

O volume exportado de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada  alcançou 241,5 mil toneladas em abril de 2025. De acordo com as informações da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), é o segundo melhor desempenho da série histórica, ficando atrás apenas do mês de outubro/24 que embarcou 270,2 mil toneladas. 

O embarque representou um avanço de 16,30% no comparativo anual, em que o mês de abril/24 exportou 207,7 mil toneladas. Já no comparativo mensal, o incremento é de 12,16% frente ao exportado em março de 2025, que enviou 215,4 mil toneladas.

De acordo com as informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária exportada até a quinta semana de abril/25 ficou em 12,07 mil toneladas e registrou alta de 27,93%, quando se compara com a média observada em abril de 2024, que estava em 9,4 mil toneladas.

Os preços médios pagos pela carne bovina ficaram próximos de US$ 5.030 mil por tonelada na quinta semana de abril/25, isso representa um ganho anual de 11,00%, quando se compara com os valores observados em abril de 2024, em que estavam precificados em US$ 4,530,90 mil por tonelada. 

O valor negociado para a carne bovina até a quinta semana de abril ficou em US$ 1.215,299 milhão, sendo que no ano anterior a receita total foi de US$ 941,148 milhões. 

A média diária do faturamento ficou em US$ 60,762 milhões e registrou um ganho de 29,01%, frente ao observado no mês de abril do ano passado, que ficou em US$ 42,779 milhões.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Comércio, Exportação, Logística

Brasil fecha abril com recorde de US$ 30,4 bi em exportações

Já as importações alcançaram US$ 22,3 bi, com saldo positivo de US$ 8,2 bi e corrente de comércio de US$ 52,7 bi

A Balança Comercial do mês de abril bateu recordes de exportação e importação para meses de abril. As exportações somaram US$ 30,41 bilhões agora, contra US$ 30,33 bilhões em abril de 2024, crescimento de 0,3%. Já as importações foram de US$ 22,26 bilhões, aumento de 1,6% sobre os US$ 21,9 bilhões de abril/24.

Assim, em abril a corrente de comércio totalizou US$ 52,67 bilhões, com saldo de US$ 8,15 bi. Em relação a abril do ano passado, a corrente cresceu 0,8%.

No ano, as exportações totalizam US$ 107,3 bilhões e as importações US$ 89,6 bilhões, com saldo de US$ 17,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 196,9 bi. Essas e outras informações foram divulgados nesta quarta-feira (7/5) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Comparativo Totais
Ainda na comparação anual, as importações de janeiro abril tiveram aumento de 10,4% sobre o primeiro quadrimestre de 2024 (US$ 81,11 bilhões). Já as exportações totais caíram 0,7% ante US$ 108,04 bilhões do mesmo período do ano passado. A corrente de comércio totalizou US$ 196,88 bilhões, crescimento de 4,1%.

Exportações e importações por setor
Nas exportações, o desempenho dos setores em abril deste ano, sobre abril de 2024, indica crescimento de US$ 0,35 bilhão (2,4%) na Indústria de Transformação; queda de US$ 0,05 bilhão (0,7%) em Agropecuária, e queda de US$ 0,28 bilhão (3,8%) em Indústria Extrativa.

No acumulado do ano, as exportações cresceram US$ 0,64 bilhão (2,6%) em Agropecuária e US$ 2,3 bilhões (4,1%) na Indústria de Transformação; com queda de US$ 3,76 bilhões (13,5%) na Indústria Extrativa.

Em relação as importações, abril teve crescimento de US$ 0,02 bilhão (3,3%) em Agropecuária e de US$ 0,86 bilhão (4,4%) na Indústria de Transformação; com queda de US$ 0,51 bilhão (31,5%) na indústria extrativista.

No acumulado do ano, as importações somam crescimento de US$ 0,35 bilhão (18,2%) em Agropecuária e de US$ 9,39 bilhões (12,8%) na Indústria de Transformação; com queda de US$ 1,3 bilhão (24,0%) na indústria extrativista.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Agronegócio, Comércio, Exportação

Grãos/Argentina: receita com exportação aumenta 32% em abril, para US$ 2,524 bi

No acumulado do ano, a receita somou US$ 8,659 bilhões, representando aumento de 35% na comparação com igual período do ano anterior.

As exportações argentinas de grãos e derivados resultaram em receita de US$ 2,524 bilhões em abril. O montante representa aumento de 34% ante o mês anterior e de 32% na comparação com abril de 2024.

No acumulado do ano, a receita somou US$ 8,659 bilhões, representando aumento de 35% na comparação com igual período do ano anterior.

Os dados foram divulgados pela Câmara da Indústria Oleaginosa da República Argentina (Ciara) e pelo Centro de Exportadores de Cereais (CEC), entidades que representam 48% das exportações totais argentinas.

A receita em abril é resultado da redução dos impostos de exportação, de um novo regime cambial e do início da colheita da soja nos últimos dias do mês, disseram as entidades em comunicado.

O principal produto exportado pelo setor é o farelo de soja, seguido pelo óleo de soja e pelo milho.

Fonte: Compre Rural

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Comércio, Exportação

Preço do boi gordo deve cair em maio, mas exportação ainda segura tombo maior

Em comparação ao mesmo período de 2024, houve alta de 46,1% no valor médio diário de exportação de carne bovina

O mercado brasileiro de boi gordo registrou preços mistos ao longo de abril. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a primeira metade do mês foi pautada por um aumento das cotações nas principais praças pecuárias do Brasil.

Segundo ele, na segunda metade do mês, a indústria encontrou uma maior oferta de animais para compor suas escalas de abate e os preços acabaram cedendo em grande parte do Brasil, em especial nos estados de São Paulo e Goiás.

Iglesias sinaliza que, para maio, a expectativa é de queda das cotações, diante da sazonalidade já antecipada para o período, que marca o auge da entrada de oferta de boi gordo no mercado.

“O Dia das Mães, no segundo domingo do mês, e exportações em forte ritmo, são fatores limitadores à queda mais expressiva nos preços”, pontua.

Variação da arroba do boi gordo no mês
Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 30 de abril em comparação a 31 de março:

  • São Paulo (Capital): R$ 315, recuo de 1,56% (R$ 320)
  • Goiás (Goiânia): R$ 300, queda de 3,23% (R$ 310)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, aumento de 4,92% (R$ 305)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, avanço de 1,59% (R$ 315)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 325, aumento de 6,56% (R$ 305)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, alta de 1,82% (R$ 275)


Mercado atacadista
O mercado atacadista apresentou um forte movimento de valorização nos preços ao longo de abril, em meio ao cenário de oferta mais ajustado.

Para maio, a expectativa ainda é de elevação dos preços no decorrer da primeira quinzena do mês, considerando a entrada dos salários na economia e a comemoração do Dia das Mães, data que, historicamente, motiva o consumo de carne bovina.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 25,00 o quilo, queda de 1,96% frente aos R$ 25,50 praticado no mês passado. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 20,50 o quilo, avanço de 8,11% frente aos R$ 18,50 registrados no final de março.


Exportações de carne bovina
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,062 bilhão em abril (17 dias úteis), com média diária de US$ 62,438 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 211,548 mil toneladas, com média diária de 12,444 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.021,20.

Em relação a abril de 2024, houve alta de 46,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 31,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,8% no preço médio.

Fonte: Jornal da Nova

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Comércio, Exportação

Com tarifa zerada, Brasil pode ampliar exportação de carne suína à Coreia do Sul

País asiático autoriza cota de 10 mil toneladas com isenção

A Coreia do Sul anunciou a criação de uma cota de 10 mil toneladas para importação de carne suína congelada do Brasil com tarifa zero, medida que deve impulsionar o comércio bilateral.

Até então, o produto brasileiro era tributado em 25%. A isenção, no entanto, não se aplica ao corte conhecido como “barriga”.

A medida foi comunicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e comemorada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que vê na decisão um passo relevante para o fortalecimento das exportações brasileiras ao país asiático.

Hoje, a Coreia do Sul ocupa a 16ª posição entre os principais destinos da carne suína brasileira, com a importação de 3,7 mil toneladas no primeiro trimestre deste ano.

país é ainda o quarto maior importador global da proteína, com um consumo per capita de aproximadamente 29 quilos e 785 mil toneladas importadas em 2024, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, a nova cota tarifária representa um avanço nas negociações conduzidas pelo governo brasileiro.

“O estabelecimento de uma cota isenta é um sinal importante para os avanços das exportações brasileiras de carne suína para a Coreia do Sul, conquistada pelo Ministério da Agricultura. Isto, especialmente em meio às negociações lideradas pelo ministro Carlos Fávaro e seus secretários, em função do reconhecimento do Paraná, Rio Grande do Sul e de outros estados como livres de febre aftosa sem vacinação”, afirmou. 

Atualmente, apenas Santa Catarina tem autorização para exportar carne suína ao mercado sul-coreano, por ser o único estado brasileiro com status sanitário reconhecido pelas autoridades do país.

Fonte: Agrofy News

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Exportação, Industria

Indústria de máquinas e equipamentos registra crescimento em vendas internas, mas exportações caem no primeiro trimestre

A receita de vendas do setor de máquinas e equipamentos no Brasil atingiu R$ 67,5 bilhões nos três primeiros meses do ano, um aumento de 15,2% em comparação com o mesmo período de 2024. Dados divulgados pela Abimaq mostram que as vendas internas somaram R$ 51,6 bilhões, crescimento de 18%, impulsionando um primeiro semestre positivo. No entanto, a entidade alerta para possíveis desafios na segunda metade do ano, devido aos efeitos do aperto monetário e a um cenário macroeconômico mais desfavorável.

As exportações do setor caíram 5,8% no primeiro trimestre, totalizando US$ 2,7 bilhões. Houve redução significativa nas vendas para a América do Norte, com quedas de 30,2% para os Estados Unidos, 30% para o México e 27,2% para o Canadá. Em contraste, as exportações para Europa e América do Sul cresceram 16,1% e 12,9%, respectivamente, com destaque para a Argentina, que registrou alta de 59,3% em máquinas para agricultura e construção civil. A China também se destacou, com um aumento de 203,1% nas exportações, tornando-se o sexto maior destino.

As importações de máquinas e equipamentos subiram 12,9%, alcançando US$ 7,8 bilhões no período. A China consolidou-se como principal fornecedora, com participação de 34% no mercado brasileiro, superando Estados Unidos e Alemanha. A Abimaq destacou que esse movimento reflete uma tendência de longo prazo, reforçando a influência chinesa no mercado global de bens de capital.

Fonte: Brasil em Folhas

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