Comércio Exterior, Exportação

Feijão: Brasil bate recorde nas exportações

O Brasil acaba de registrar um marco histórico: entre maio de 2024 e abril de 2025, foram exportadas mais de 400 mil toneladas de feijões, movimentando mais de R$ 2 bilhões e consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de pulses — grupo que inclui também ervilhas, lentilhas e grão-de-bico.

Esse recorde foi coroado com um reconhecimento importante: o prêmio de Sustentabilidade entregue pelo Global Pulse Confederation (GPC), em Singapura, ao projeto Pulse Day. Criado pelo Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (Ibrafe), o Pulse Day conecta produtores às últimas inovações, incentivando-os por meio de conhecimento, aproximando a pesquisa do campo e promovendo práticas mais eficientes e sustentáveis.

Por trás desses números, está uma trajetória de décadas. O Brasil, que no passado exportava apenas três cultivares de feijão, hoje atende mais de 75 países com mais de 20 variedades — resultado do trabalho conjunto entre produtores, pesquisadores da Embrapa, IAC, IDR-Paraná e exportadores, que, ao lado do Ibrafe, ajudaram a ampliar mercados e a melhorar a competitividade do produto brasileiro.

Mas os desafios são grandes. O setor enfrenta gargalos logísticos severos: portos congestionados, falta de fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para liberar cargas, estradas em más condições e processos burocráticos que encarecem e atrasam operações. Em um mercado global altamente competitivo, com gigantes como Índia, Canadá, Estados Unidos e Austrália, cada atraso é uma perda de oportunidade.

Ao lado das soluções técnicas, o Brasil conta com aliados institucionais essenciais. Os adidos agrícolas no exterior, com apoio do Mapa, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e Ministério das Relações Exteriores (MRE), têm sido fundamentais para abrir portas, destravar negociações, alinhar protocolos sanitários e posicionar o Feijão brasileiro como produto competitivo e confiável.

Além disso, o projeto Brazil Superfoods, desenvolvido pelo Ibrafe com apoio da ApexBrasil, vem ampliando a presença do feijão e outros pulses brasileiros em mercados premium, reforçando a imagem de alimentos sustentáveis, saudáveis e alinhados às novas tendências globais de consumo.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de feijão e outras leguminosas secas a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Feijões e outras leguminosas secas | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

Manter o crescimento das exportações depende de investimentos em infraestrutura, digitalização, rastreabilidade e certificações. É preciso fortalecer a base logística e aduaneira para garantir que o Brasil continue avançando no mercado global, com eficiência e inovação.

O prêmio recebido no GPC não é apenas uma conquista simbólica — é um sinal de que, quando pesquisa, produtores, governo e setor privado trabalham juntos, os resultados aparecem. A liderança no mercado global de pulses exige alinhamento estratégico e compromisso com o futuro.

*Marcelo Lüders é presidente do Ibrafe, especialista em pulses e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional

Fonte: Canal Rural

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Exportação, Internacional

A infraestrutura argentina não está de acordo com as necessidades de exportação

O presidente da Câmara de Comércio Exterior de Santa Fé afirmou que o país precisa resolver seus gargalos logísticos

Rodovias saturadas, infraestrutura que não dá conta de acompanhar o volume de exportações que, apesar da incerteza econômica, continua fluindo, são alguns dos obstáculos enfrentados pelo comércio exterior argentino em todo o território. A província de Santa Fé, um dos motores agroexportadores do país, não é exceção e também enfrenta esses desafios estruturais que vão além das oscilações dos mercados globais.

Em entrevista à Ser Industria Radio, o presidente da Câmara de Comércio Exterior de Santa Fé (CaCESFe), Enzo Zamboni, alertou que há um colapso nos portos localizados no Rio Paraná devido às quantidades de grãos vendidas para o exterior. Com uma safra de soja que ele classificou como “boa” e uma recuperação do sorgo, a província vê suas capacidades limitadas não por falta de produção, mas por gargalos logísticos, burocráticos e estruturais.

Além disso, ele destacou que “não é a primeira vez que a rodovia Santa Fé-Rosário está colapsada para o escoamento pelos portos de Timbúes até Villa Constitución”. Esse corredor, junto com os portos da província de Buenos Aires, é um dos mais ativos do país. “O problema é que a infraestrutura argentina não está de acordo com as necessidades de exportação, nem em tempo, nem em forma”, afirmou.

Enquanto os caminhões aguardam sua vez no acostamento, uma pergunta de fundo agita o setor: basta exportar matérias-primas? Para Zamboni, a resposta é clara. “Precisamos entrar em uma fase de agregação de valor a todos os recursos naturais que exportamos como forma de melhorar nossa balança comercial”, indicou.

Conta pendente

Zamboni insistiu em pensar em termos de valor agregado, transformação industrial e desenvolvimento tecnológico. “Quando se visita feiras internacionais, o que chama a atenção é que damos pouco valor agregado a tudo o que exportamos”, apontou. “Por causa da urgência em gerar divisas, nossas exportações são de recursos naturais e não de produtos elaborados, o que faz com que percamos uma maior renda”, explicou.

Na sua visão, o país atravessa uma tensão entre a necessidade de obter divisas de forma urgente e a construção de um modelo exportador sustentável a longo prazo. “Precisamos equilibrar a balança puramente agrícola com uma de valor agregado industrial”, afirmou.

Não é apenas um problema teórico. Segundo dados que compartilhou após uma reunião com a Federação das Câmaras de Comércio Exterior da República Argentina (FECACERA), o número de empresas exportadoras caiu drasticamente. “De 15.000 passamos para 9.000. Infelizmente, o potencial exportador das indústrias que agregam valor está diminuindo”, disse Zamboni.

Apesar desse panorama, há setores que conseguem manter uma dinâmica positiva, como o de máquinas agrícolas, que “está passando por uma espécie de renovação, de aclimatação”, explicou, acrescentando que é uma indústria que “tem tecnologia muito boa e está exportando bem”.

No entanto, ele alerta que o caminho não é automático. “Isso requer, logicamente, uma adaptação a todas as normas internacionais no que diz respeito a poder competir em outros lugares do mundo que não seja somente a América Latina.”

Zamboni também trouxe uma visão mais ampla e considerou que “a Argentina tem a possibilidade de ser um dos países que acelere seu ritmo de crescimento. Poderiam nos considerar um tigre da América Latina”. Para isso, enumerou setores com potencial como “a indústria do conhecimento, software, games, engenharia eletrônica”, além da incorporação de sensores e drones à maquinaria agrícola.

Segundo ele, o foco não deve estar apenas em reduzir impostos, mas em gerar condições estruturais. “Em vez de seguir o caminho das retenções, que obviamente entendemos que o Estado pode precisar, seria interessante optar por não reter e tentar melhorar todo o perfil de todos os problemas que vão além da exportação.”

Mudanças e competição
Em relação à política de desregulamentação do comércio exterior impulsionada pelo governo de Javier Milei, Zamboni se mostra cauteloso, mas crítico. Ele apontou a eliminação das retenções para 4.411 posições tarifárias de produtos industriais, que representam 88% dos que são exportados, e destacou que têm “uma análise bastante crítica, mas reservada.”

Nesse sentido, ele questionou a falta de lógica setorial na implementação. “Não sabemos os critérios, mas há uma nova forma de fazer as coisas. A informação está nos atores privados e os atores públicos precisam ouvir”, reclamou. Por isso, para ele a chave está em uma abertura “seletiva, equilibrada”, em vez de uma liberalização indiscriminada.

O comércio exterior também depende de insumos importados. “Depende do setor, há alguns que precisam de insumos importados de última geração”, diz Zamboni. E, embora ele advirta sobre “importações luxuosas”, reconhece que “para poder competir internacionalmente é preciso usar insumos nacionais e internacionais”.

Para exemplificar, tomou como exemplo a maquinaria agrícola argentina, que descreveu como “muito boa”. Por isso, destacou que não vê em que “a maquinaria que venha do exterior poderia contribuir. Mas sim dar à nossa fabricante a oportunidade de assumir uma mudança na sua produção, melhoria tecnológica e inovação, com créditos que a acompanhem na reconversão.”

No que diz respeito à competitividade, o custo logístico é um dos maiores obstáculos. A esse respeito, destacou que os custos fluviais são muito mais baixos do que os do transporte terrestre. O problema não é novo, mas é cada vez mais urgente. “Nós temos custos logísticos que são caros e, infelizmente, isso acaba influenciando muito na exportação.” Diante disso, Zamboni propôs que é preciso “olhar com atenção as obras públicas que são necessárias para melhorar os custos de transporte do que será exportado.”

“Quando se começa a exportar, começa o que costumo chamar de efeito da cerca de arame farpado, e começam efeitos de contágio, de informação que vai e volta, que entram e saem entre os pontos que estamos buscando. Reintegrar-se internacionalmente também tem um efeito cultural e social muito importante”, concluiu.

Fonte: Ser Industria

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Exportação, Internacional, Mercado Internacional

EUA suspendem exportação de semicondutores à China

O governo dos Estados Unidos determinou que empresas norte-americanas de software para design de semicondutores interrompam a venda de seus serviços a grupos chineses. A decisão, conduzida pelo Departamento de Comércio dos EUA, foi comunicada por meio de cartas enviadas a empresas de automação de design eletrônico (EDA), como Cadence, Synopsys e Siemens.

De acordo com fontes ouvidas pelo Financial Times na última quarta-feira, 28, a ordem foi expedida pelo Bureau of Industry and Security (BIS), órgão responsável pelos controles de exportação dentro do Departamento de Comércio norte-americano. Não está claro se todas as empresas do setor receberam a notificação.

O movimento representa um novo esforço do governo norte-americano para limitar a capacidade da China de desenvolver chips avançados, particularmente voltados para aplicações de inteligência artificial. Em abril, Washington já havia restringido a exportação dos chips de IA desenvolvidos pela Nvidia especificamente para o mercado chinês.

Durante teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre, o diretor executivo da Synopsys, Sassine Ghazi, comunicou ter recebido a carta do governo e anunciou a suspensão de sua previsão financeira para o ano fiscal.

Um porta-voz do Departamento de Comércio afirmou que o governo está “revisando exportações de importância estratégica para a China”. Segundo ele, “em alguns casos, [o departamento] suspendeu licenças de exportação existentes ou impôs requisitos adicionais de licença enquanto a revisão está pendente”.

A iniciativa ocorre em meio a um período de trégua comercial entre os dois países. Depois de negociações em Genebra, China e EUA acordaram uma pausa de 90 dias nas tarifas impostas mutuamente.

No entanto, segundo o ex-analista da CIA Christopher Johnson, os novos controles demonstram a “fragilidade inata” da trégua. “Com ambos os lados querendo manter e continuar demonstrando a potência de suas respectivas capacidades de estrangulamento, o risco de que o cessar-fogo se desfaça mesmo dentro da pausa de 90 dias é onipresente”, avalia.

Johnson, atualmente à frente da consultoria China Strategies Group, acrescentou que a China utilizou com sucesso seu domínio sobre o fornecimento de terras raras para levar os EUA à mesa de negociações, o que “deixou os chefes da administração Trump em relação à China ansiosos para demonstrar que suas armas de controle de exportação ainda têm eficácia.”

Fonte: Revista Oeste

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Agronegócio, Exportação, Exportadores agrícolas

Abertura de dez novos mercados para a exportação agropecuária brasileira

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023

O governo brasileiro concluiu, nesta semana, dez negociações na área agrícola com seis parceiros comerciais: Bahamas, Cameroun, Coreia do Sul, Costa Rica, Japão e Peru. As novas autorizações contemplam uma variedade de produtos, como carne bovina, carne suína, carne de aves e seus derivados, material genético bovino, material genético avícola, óleo de peixe e produtos do etanol de milho.

Nas Bahamas, as autoridades locais aprovaram o certificado sanitário para que o Brasil exporte carne bovina, carne suína, carne de aves e seus produtos. Essa abertura reflete o elevado grau de confiança no sistema de controle sanitário brasileiro e poderá contribuir para a segurança alimentar da população bahamense.

No Cameroun, as autoridades locais aprovaram a exportação de bovinos vivos para reprodução e material genético bovino pelo Brasil, o que permitirá o fortalecimento da pecuária local, além de oferecer aos produtores brasileiros oportunidades futuras para ampliação de negócios na África.

Na Coreia do Sul, as autoridades locais autorizaram a exportação de material genético avícola (ovos férteis e pintos de um dia), reforçando a liderança do Brasil nessa área e o reconhecimento internacional sobre a qualidade, a sanidade e a rastreabilidade do plantel brasileiro.

Na Costa Rica, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de “grãos secos de destilaria” (DDG e DDGS, na sigla em inglês). Trata-se de um subproduto do etanol de milho que constitui fonte valiosa de proteína para alimentação animal e que, pelas características produtivas, reflete as credenciais de sustentabilidade da produção bioenergética brasileira.

No Japão, as autoridades sanitárias autorizaram a exportação de óleo de peixe produzido no Brasil, o que corrobora o elevado nível de confiança depositado por aquele país nos padrões sanitários brasileiros.

No Peru, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de filé de tilápia refrigerada ou congelada do Brasil. Essa abertura poderá ampliar as oportunidades de negócio para a piscicultura nacional, uma vez que o país andino é grande importador de pescados.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Notícias Agrícolas


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Comércio Exterior, Exportação

Alta oferta e exportações fracas pressionam preços do arroz no Brasil, aponta relatório do Itaú BBA

Cotações seguem pressionadas com estabilidade nos preços

O aumento no volume da safra 2024/25 tem mantido pressão sobre os preços do arroz no Brasil. Segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o valor médio da saca de 50 kg ficou em R$ 76 ao longo de abril, com leve queda para R$ 75 até o dia 20 de maio. A baixa nas exportações tem dificultado o escoamento da produção, limitando a recuperação das cotações.

Mercado lento e produtores resistentes à venda

Durante abril, os preços ficaram praticamente estáveis, com média de R$ 76,27/sc. No final do mês e início de maio, recuaram para R$ 75,02/sc. A comercialização seguiu em ritmo lento, concentrada principalmente na reposição de estoques pelas indústrias. Muitos produtores optaram por vender apenas em casos de necessidade financeira, devido à percepção de que os preços não cobrem os custos operacionais.

Colheita próxima do fim e produção cresce quase 15%

A colheita da safra 2024/25 está praticamente concluída, com 95,1% das áreas já colhidas até 17 de maio, conforme dados da Conab. Mesmo com chuvas em abril, que causaram acamamento e maior porcentagem de grãos quebrados, os resultados foram positivos. A produtividade média nacional é de 7 toneladas por hectare, aumento de 7,4% em relação à safra anterior. Com o crescimento de 6,9% na área plantada, a produção total deve alcançar 12,1 milhões de toneladas, avanço de 14,8% frente a 2023/24.

Exportações em queda e concorrência internacional pressionam o mercado

As exportações brasileiras de arroz seguem enfraquecidas. Em abril, o volume embarcado caiu 28% em comparação com março. Apesar da alta oferta interna, a concorrência com países como Paraguai e Uruguai tem dificultado a colocação do produto brasileiro no mercado externo. A perda de competitividade mantém o arroz no mercado doméstico, o que impede uma recuperação dos preços.

Projeção de produção global recorde também impacta preços futuros

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou projeções indicando uma produção global recorde de arroz para a safra 2025/26, o que contribuiu para a queda dos contratos futuros em Chicago. A média parcial dos preços caiu para US$ 277 por tonelada em maio, frente aos US$ 292 registrados em abril. A estimativa do USDA aponta produção e consumo globais em equilíbrio (538,7 e 538,8 milhões de toneladas, respectivamente), com estoques finais mantidos.

Baixo ritmo de exportações acende alerta no mercado brasileiro

O ritmo lento das exportações brasileiras preocupa o setor. Sem aceleração no escoamento, os preços podem continuar em queda. A janela para exportações deve se estreitar a partir de agosto, com o aumento da oferta dos Estados Unidos. De janeiro a abril, o Brasil exportou 6,6% mais que no mesmo período de 2024, mas os volumes ainda são 29% menores em comparação com 2023. A queda nos preços praticados por concorrentes do Mercosul também compromete a competitividade do arroz nacional.

Margens apertadas exigem atenção à gestão e estratégias comerciais

O cenário atual exige cautela por parte dos produtores. Segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), o custo variável de produção no Rio Grande do Sul gira em torno de R$ 76 por saca. Com preços médios no mesmo patamar, muitos produtores operam com margens apertadas ou até negativas, dependendo da produtividade alcançada. O relatório do Itaú BBA destaca a importância da gestão eficiente e de estratégias comerciais bem planejadas para enfrentar os desafios do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio Exterior, Exportação

Exportações de mel crescem no 1º quadrimestre

Minas e Paraná lideram exportações de mel

As exportações brasileiras de mel “in natura” registraram alta no primeiro quadrimestre de 2025, segundo dados da Agrostat Brasil divulgados no Boletim de Conjuntura Agropecuária da última quinta-feira (29), elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Entre janeiro e abril, o Brasil exportou 11.901 toneladas do produto, o que representa um aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 11.000 toneladas.

A receita cambial obtida no período foi de US$ 37,431 milhões, um crescimento de 34,9% em comparação aos US$ 27,740 milhões registrados no ano anterior. O preço médio por tonelada subiu 24,7%, passando de US$ 2.521,83 para US$ 3.145,23 – o equivalente a US$ 3,15 por quilo.

No recorte estadual, Minas Gerais liderou as exportações com 2.991 toneladas embarcadas, gerando receita de US$ 9,504 milhões. O Paraná manteve-se na segunda posição, com 2.409 toneladas e receita de US$ 7,774 milhões. “O Paraná apresentou crescimento expressivo de 129,6% em volume exportado e de 201,8% em receita”, destacaram os analistas do Deral.

Na sequência, aparecem o Piauí, com 1.843 toneladas e receita de US$ 5,487 milhões; Santa Catarina, com 1.317 toneladas e US$ 4,025 milhões; e São Paulo, com 1.115 toneladas e receita de US$ 5,572 milhões.

O principal destino do mel brasileiro continua sendo os Estados Unidos, que absorveram 83,1% do volume total exportado, o equivalente a 9.889 toneladas, com receita de US$ 31,023 milhões. No mesmo período de 2024, o país havia importado 9.600 toneladas, ao custo de US$ 23,093 milhões.

Além dos EUA, outros mercados relevantes foram Canadá (950 toneladas e US$ 3,017 milhões), Alemanha (421 toneladas e US$ 1,308 milhão), Reino Unido (268 toneladas e US$ 794 mil), Países Baixos (200 toneladas e US$ 624 mil) e Austrália (40,6 toneladas e US$ 98,9 mil).

Fonte: AgroLink

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação

Abertura de dez novos mercados para a exportação agropecuária brasileira

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023

O governo brasileiro concluiu, nesta semana, dez negociações na área agrícola com seis parceiros comerciais: Bahamas, Cameroun, Coreia do Sul, Costa Rica, Japão e Peru. As novas autorizações contemplam uma variedade de produtos, como carne bovina, carne suína, carne de aves e seus derivados, material genético bovino, material genético avícola, óleo de peixe e produtos do etanol de milho.

Nas Bahamas, as autoridades locais aprovaram o certificado sanitário para que o Brasil exporte carne bovina, carne suína, carne de aves e seus produtos. Essa abertura reflete o elevado grau de confiança no sistema de controle sanitário brasileiro e poderá contribuir para a segurança alimentar da população bahamense.

No Cameroun, as autoridades locais aprovaram a exportação de bovinos vivos para reprodução e material genético bovino pelo Brasil, o que permitirá o fortalecimento da pecuária local, além de oferecer aos produtores brasileiros oportunidades futuras para ampliação de negócios na África.

Na Coreia do Sul, as autoridades locais autorizaram a exportação de material genético avícola (ovos férteis e pintos de um dia), reforçando a liderança do Brasil nessa área e o reconhecimento internacional sobre a qualidade, a sanidade e a rastreabilidade do plantel brasileiro.

Na Costa Rica, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de “grãos secos de destilaria” (DDG e DDGS, na sigla em inglês). Trata-se de um subproduto do etanol de milho que constitui fonte valiosa de proteína para alimentação animal e que, pelas características produtivas, reflete as credenciais de sustentabilidade da produção bioenergética brasileira.

No Japão, as autoridades sanitárias autorizaram a exportação de óleo de peixe produzido no Brasil, o que corrobora o elevado nível de confiança depositado por aquele país nos padrões sanitários brasileiros.

No Peru, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de filé de tilápia refrigerada ou congelada do Brasil. Essa abertura poderá ampliar as oportunidades de negócio para a piscicultura nacional, uma vez que o país andino é grande importador de pescados.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Governo Federal – Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio, Exportação

Receita de Exportação de Pescados do Paraná cresce 4.600% em Cinco Anos

O estado do Paraná apresentou um crescimento expressivo nas exportações de pescados, alcançando um faturamento de US$ 11,15 milhões nos primeiros quatro meses de 2025, um aumento de mais de 4.600% em comparação ao mesmo período de 2020, quando a receita foi de apenas US$ 233,2 mil. Esses dados constam no Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Crescimento em Volume de Exportações
O volume de peixes exportados também apresentou um aumento significativo. No primeiro quadrimestre de 2025, o estado exportou 2,7 mil toneladas, o que representa uma alta de 1.300% em relação às 187 toneladas exportadas no mesmo período de 2020. Além disso, houve um crescimento de 43% em comparação ao primeiro quadrimestre de 2024.

Participação Nacional do Paraná
O Paraná tem expandido sua participação nas exportações de pescados ao longo dos anos. Em 2020, o estado correspondia a pouco mais de 1% das exportações nacionais; em 2024, esse percentual subiu para 11,8%. O principal produto exportado é a tilápia, que representa quase 90% do volume exportado, com os Estados Unidos sendo o principal mercado, responsável por praticamente toda a demanda.

Fonte: Busão Curitiba

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Exportação, Mercado Internacional

Livre da febre aftosa, Brasil deve iniciar exportações de carne bovina para o Japão

A produção brasileira de carne bovina está cada vez mais próxima do Japão. Nesta quinta-feira (29), o Brasil vai receber o certificado de reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), como área livre de febre aftosa sem vacinação. A medida viabiliza o acesso em mercados mais exigentes, como o japonês, com abertura da exportações no segundo semestre deste ano.

No início do mês, uma autoridade do governo do Japão esteve no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília, com retorno previsto na segunda quinzena de junho, para uma inspeção geral do sistema sanitário brasileiro.

A comitiva japonesa deve elaborar um relatório técnico e liberar a etapa de habilitação, com base no modelo de pre-listing, que inclui os fornecedores que se enquadram nos critérios estabelecidos.

“O processo pode levar cerca de 60 dias após a visita. Estamos otimistas e trabalhando para que a liberação aconteça ainda em 2025, preferencialmente no segundo semestre”, afirma Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Governo Lula não envia representante para certificado internacional

governo Lula (PT) não vai enviar autoridades do primeiro escalão à cerimônia da OMSA, em Paris, para a entrega da certificação de país livre de aftosa. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, desistiu da viagem e acompanhará o presidente petista na agenda internacional na França na semana seguinte.

O governo também cancelou as viagens do secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e de seu adjunto, Allan Alvarenga, conforme informações publicadas no Diário Oficial da União. O ministério designou uma fiscal agropecuária para representar o país.

Com a ausência da alta cúpula do governo federal, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, deve assumir o protagonismo no evento para destacar a importância dos estados brasileiros na produção de carne bovina. Ela viaja a Paris pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deve discursar em nome do setor.

São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Pernambuco, Amazonas, Tocantins e outros estados participam da assembleia da OMSA, com delegações enviadas para o evento que começou no último domingo (25).

Pecuária aposta em tecnologia para qualidade de carne no Brasil

O mercado japonês de carne bovina depende fortemente da importação, o que é motivo de interesse para os produtores brasileiros. “O Japão importa 65% da carne que consome e o Brasil produz carne de qualidade, com um trato sanitário reconhecido no mundo todo. Temos uma das carnes mais baratas do mundo e em grande volume. A expectativa é muito boa. Nossa possibilidade de exportação é muito grande”, aponta o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Marcelo El Kadri.

Novas tecnologias e a mecanização tem garantido mais eficiência e padronização na produção, o que respalda a exportação brasileira. Os produtores entendem que as práticas de manejo de excelência são essenciais para atender aos padrões rigorosos do Japão.

 “Hoje existe uma pulverização por drone, via satélite, onde você só pulveriza onde é necessário e isso gera economia e precisão na aplicação. Atualmente utilizamos um chip que possibilita a pesagem do animal em confinamento, sem que ele sofra estresse. A alimentação fica em lado oposto à água e no deslocamento entre os dois, o animal é pesado até duas vezes por dia. O Brasil está muito avançado e com novas expectativas, isso agrada o mercado japonês”, explica El Kadri.

Fonte: Gazeta do Povo

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Exportação, Internacional, Negócios

Argentina está prestes a fechar acordo para exportação de miúdos bovinos à China

Autoridades chinesas têm visita marcada ao país sul-americano em 8 de junho de 2025 para novas rodadas de diálogo, segundo informações da Reuters

A Argentina está cada vez mais próxima de fechar um acordo com a China que permitirá a exportação de subprodutos de carne bovina ao país asiático, conforme revelou uma reportagem da agência Reuters, enviada de Pequim.

Fontes com conhecimento direto das negociações relataram que os dois países estão em fase final de acertos técnicos, com o governo chinês mostrando pressa em diversificar suas fontes de importação alimentar em meio a um cenário global incerto.

Segundo Georges Breitschmitt, presidente do Instituto de Promoção da Carne Bovina da Argentina (IPCVA), a conclusão das negociações parece iminente. “Estamos nos aproximando do encerramento das conversas entre os dois governos. Restam apenas ajustes técnicos específicos”, afirmou ele em entrevista concedida à Reuters durante visita à capital chinesa.

Breitschmitt destacou ainda que o ritmo das conversas se intensificou, embora não haja uma data oficial definida para a assinatura do acordo. Uma segunda fonte consultada pela agência também indicou que a conclusão deve ocorrer “muito em breve”.

Conforme apurou a Reuters, autoridades chinesas têm visita marcada à Argentina no próximo dia 8 de junho para dar continuidade às discussões técnicas e avançar rumo à formalização do pacto.

Esse movimento acontece em um momento estratégico, com a China ampliando seus canais de fornecimento agrícola diante das tensões comerciais persistentes com os Estados Unidos. Buenos Aires e Brasília despontam como parceiros relevantes nesse novo arranjo comercial impulsionado por Pequim.

Atualmente, a China já representa o principal destino da carne bovina argentina, absorvendo cerca de dois terços das exportações do setor, que somam aproximadamente 30% da produção total do país. No entanto, quando se trata de subprodutos — como miúdos, peles e ossos — o fluxo comercial segue outra lógica, com maior presença em mercados diversos e consumo doméstico reduzido.

A reportagem da Reuters observou que nem as autoridades chinesas nem a embaixada argentina em Pequim responderam aos pedidos de comentário sobre o tema. A agência também informou que tentativas de contato por telefone não foram atendidas.

Fonte: Compre Rural

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