Comércio Exterior, Economia, Exportação, Negócios

Exportações de Carne de Frango do Brasil Sobem 13,7% no 1º Trimestre

As exportações brasileiras de carne de frango somaram 1,387 milhão de toneladas no primeiro trimestre, aumento de 13,7% ante o mesmo período de 2024, informou nesta segunda-feira (7) a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em receita, o crescimento é ainda “mais expressivo”, com alta de 20,8%, para US$ 2,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões), acrescentou a ABPA em nota.

“Diversos dos mercados de mais alto valor agregado apresentaram altas expressivas, o que se refletiu, também, em uma receita em nível de crescimento mais elevado em relação aos volumes”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Em comunicado, ele acrescentou a média das exportações de carne de frango se manteve acima das 460 mil toneladas mensais neste primeiro trimestre, algo inédito no setor. Isso “aponta para uma provável superação das projeções iniciais da ABPA para este ano”, comentou.

Em março, as exportações do Brasil, maior exportador global, totalizaram 476 mil toneladas em março, avanço de 13,8% ante o mesmo mês de 2024. A receita gerada alcançou US$ 889,9 milhões (R$ 4,4 milhões), valor 18,5% maior.

Entre os principais destinos de exportação em março, a China manteve a liderança, com 46,4 mil toneladas embarcadas — volume 19,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2024. Na sequência aparecem: Arábia Saudita, com 40,5 mil toneladas (+15,7%); Emirados Árabes Unidos, com 32,2 mil toneladas (-21%); Japão, com 29,8 mil toneladas (-5,5%).

Filipinas, com 25,1 mil toneladas (+43,6%), União Europeia, com 23 mil toneladas (+29,9%), México, com 20,4 mil toneladas (+52,4%) e Coreia do Sul, com 14,9 mil toneladas (+18,4%), são os outros destaques positivos, segundo a ABPA.

FONTE: FORBES
Exportações de Carne de Frango do Brasil Sobem 13,7% no 1º Trimestre

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Notícias, Portos

Portos respondem por mais de 90% do comércio exterior do Brasil, e Santos exerce papel estratégico nisso

Conectando mar e terra, os portos brasileiros são a espinha dorsal do comércio exterior, movimentando aproximadamente 95% das importações e exportações do país, garantindo o abastecimento de produtos que chegam aos lares brasileiros.

O mais importante e estratégico é o Porto de Santos, o maior do Hemisfério Sul. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), ele está conectado a 600 destinos em mais de 190 países e responde por 30% do fluxo comercial nacional.

Para o presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o sistema portuário é fundamental para o país. “O porto para o Brasil é vida. Sem portos, não há economia, vida, desenvolvimento econômico, nada”, afirma.

Santos é a porta de entrada de diversos bens de consumo. Ele garante que produtos importados cheguem ao país com eficiência, influenciando os preços dos bens no mercado e sustentando diversas indústrias com insumos essenciais. Por isso, o Porto de Santos recebe e distribui milhares de produtos, desde os smartphones mais modernos desejados pelos jovens até o suco de laranja que adoça o dia a dia da população ou os fertilizantes usados pelo agronegócio para potencializar as lavouras do país.

O consultor portuário Roberto Paveck afirma que praticamente todo brasileiro consome ou utiliza algo que passa pelo Porto de Santos. “Seja alimento, eletrônico, remédio ou um veículo, sua operação impacta diretamente o cotidiano da população. Desde o final do século XIX, quando foi essencial para a imigração e exportação do café, tornou-se a principal conexão entre o Brasil e o mundo”, destaca.

O presidente da APS, Anderson Pomini, afirma que China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Índia são os principais países parceiros do Porto de Santos. São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul se destacam entre os estados atendidos. Esses estados, com uma população de 86 milhões de pessoas, representam mais de 50% do PIB do Brasil.

Ele ressalta: “Em 2024, atingimos o recorde de 180 milhões de toneladas movimentadas. A APS, responsável pela gestão do porto, também registrou lucro líquido recorde de R$ 844 milhões. Isso comprova a eficiência e o comprometimento da empresa, que busca avançar ainda mais.”

O gráfico abaixo revela os dez principais portos do Brasil em termos de participação de carga (exportações e importações de contêineres) em janeiro de 2025. Os dados vêm do DataLiner.

Top 10 Portos | Exportações e Importações | 2025

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Exportações

Os principais produtos exportados pelo Porto de Santos incluem óleos e minerais de petróleo (14%), minério de ferro (8,1%), soja (6,2%), café não torrado (4,9%), celulose (3,7%), carne bovina (3,8%) e açúcares e melaços (3,8%). Juntas, essas exportações geram US$ 48,3 bilhões para o Brasil.

Ele destaca: “Nosso porto é responsável pela segurança alimentar de vários países ao exportar grãos e proteínas essenciais para populações massivas da Ásia, África e até da Europa.”

Exportações totalizam US$ 22 bilhões em fevereiro

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que, em fevereiro deste ano, as exportações totalizaram US$ 22,93 bilhões e as importações US$ 23,25 bilhões. O fluxo total do comércio exterior foi de US$ 46,18 bilhões, representando um aumento de 11,1% em relação a fevereiro de 2024.

O valor de US$ 22,93 bilhões exportado representa uma queda de 1,8% em comparação com o mesmo mês de 2024 (US$ 23,35 bilhões). Por outro lado, as importações cresceram 27,6% em relação a fevereiro de 2024 (US$ 18,22 bilhões).

A compra de uma plataforma de petróleo da China no valor de US$ 2,7 bilhões impulsionou as importações.

A indústria de transformação se destacou nas exportações, com crescimento de 8,1% no mês. Entre os principais produtos industriais exportados estão a celulose e a carne.

Impactos

O Porto de Santos garante o fluxo eficiente de mercadorias e impacta outros setores. Ivam Jardim, diretor da Agência Porto Consultoria, afirma que o sistema promove empregos, infraestrutura e melhorias.

“O porto impulsiona a economia regional e nacional ao gerar empregos diretos e indiretos, fomentando o desenvolvimento da infraestrutura logística”, enfatiza.

Essa combinação de logística eficiente e acesso estratégico amplia as possibilidades de desenvolvimento econômico e geração de riqueza para o país. Isso resulta em atividades que impactam diretamente a vida dos moradores locais, como as obras da Avenida Perimetral, a construção do tão aguardado túnel Santos-Guarujá e o Parque Valongo, explica Jardim.

Importações

Entre os itens importados pelo Brasil estão peças automotivas, automóveis, medicamentos, inseticidas, herbicidas, compostos nitrogenados e fertilizantes, que são essenciais para o país. O Brasil também recebe embarcações, plataformas e estruturas flutuantes, que são utilizadas em diferentes setores da economia. As principais origens e destinos dos fluxos comerciais que passam pelo Porto de Santos foram China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Índia. O comércio internacional é intenso com esses países, mas a expansão para novos mercados é uma prioridade, segundo a APS, que recebe delegações internacionais ao longo do ano para explorar novas oportunidades.

Fonte: A Tribuna
Portos respondem por mais de 90% do comércio exterior do Brasil e Santos tem papel estratégico nisso

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Balança comercial: Brasil tem superávit de US$ 8,15 bi em março com exportações saltando 5%

A balança comercial brasileira fechou o mês de março no campo positivo, com superávit de US$ 8,155 bilhões, crescimento de 13,8% ante mesmo mês do ano anterior.

Trata-se do melhor saldo para um mês de março já registrado na série histórica. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira, 4.

O resultado da balança comercial é saldo de US$ 29,2 bilhões em exportações e US$ 21 bilhões em importações.

Em termos de volume, tanto exportações quanto importações tiveram crescimento na base anual, de 5% e 4,2%, respectivamente. Olhando para preço, as exportações tiveram aumento de 0,4%, ao passo que as importações apresentaram recuo de 1,5%.

O time de pesquisa macroeconômica do Itaú Unibanco, chefiado pelo economista Mario Mesquita, comenta que o resultado superou as projeções da casa e da mediana das expectativas de mercado, já que ambas em miravam US$ 7 bilhões de superávit.

“O resultado mais forte do que o esperado, com exportações maiores e importações menores do que o projetado por nós. As exportações aceleraram com o avanço da safra de soja e aumento das exportações de carne. Já as importações desaceleraram após dois meses de leitura mais pressionada. Esperamos que a balança comercial siga melhorando com a safra recorde e desaceleração da atividade econômica à frente.”

Em se tratando dos setores, a agropecuária teve a maior alta no valor, com variação de 16% na base anual, para US$ 8,2 bilhões:

  • Agropecuária: US$ 8,2 bilhões (+16% em valor e +10,8% em volume)
  • Indústria Extrativa: US$ 5,5 bilhões (-15,3% em valor e -10,6% em volume)
  • Indústria de transformação: US$ 15,3 bilhões (+10,1% em valor e +9% em volume)

Olhando para os produtos, foram US$ 5,73 bilhões exportados em soja, ante US$ 5,35 bilhões em igual etapa do ano anterior. O produto representou 19,6% das exportações em março deste ano.

No caso do café foram US$ 1,42 bilhão, alta de 92% na base anual e representando 4,9% das exportações.

Óleos brutos tiveram queda de 20%, para US$ 2,8 bilhões e representaram 10% das exportações em março de 2025. Minério de ferro, por sua vez, teve queda de 16,5% para US$ 2 bilhões neste ano, representando uma fatia de 7% das exportações da balança comercial brasileira.

Projeções para 2025

O MDIC estima um superávit comercial de US$ 70,2 bilhões para este ano. Com essa cifra, o superávit apresentaria um recuo ante o resultado do ano anterior, que foi de um superávit de US$ 74,2 bilhões.

A estimativa para as exportações é de US$ 353,1 bilhões, ante US$ 337 bilhões registrados no ano anterior.

Por fim, a projeção para as importações é de US$ 282,9 bilhões, ao passo que em 2024 foram US$ 262,9 bilhões.

Brasil x EUA

Sobre um eventual impacto da política de tarifas dos EUA, especialistas da pasta destacaram que ‘não comentam’ o tema, pois os dados dessa divulgação ainda não contemplam os efeitos das novas diretrizes do governo Trump.

O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, comenta que sequer as tarifas no aço, implementadas há algumas semanas, tiveram impacto nos dados referentes a março.

“Temos o que chamamos de embarque antecipado: as empresas embarcam os bens e depois declaram. Operações de commodities estão atrasadas em relação ao calendário. Aço semimanufaturado, o aço bruto que é o mais exportado para os EUA, foi US$ 372 milhões, ou seja, teve inclusive um crescimento de 23,9%.”

Todavia, o crescimento pode ter tido impacto pelos anúncios de Trump.

Indagado sobre esse impacto, Brandão comenta: “Não posso fazer essa afirmação, mas é um comportamento comum no comércio internacional quando se anuncia alguma medida. Vemos isso quando o Brasil vai aplicar um antidumping, uma medida de sobretaxar algum setor, vemos um grande aumento [de importações] antes de entrar em vigor”.

Nos dados da balança referentes a março, as principais quedas de exportação para os EUA foram óleos brutos de petróleo, com queda de 90%, instalações e equipamentos de engenharia (-62%) e aeronaves e outros equipamentos (-21,7%).

De importações, foram motores e máquinas, um crescimento de 42%, óleos brutos de petróleo, crescimento de 78%, maquina de processamento automático e dados, 94% de crescimento.

Balança comercial reverteu déficit

Com o resultado, foi revertido o déficit de fevereiro, quando foi registrado saldo negativo de US$ 324 milhões, calculado a partir de US$ 22,929 bilhões em exportações e US$ 23,253 bilhões em importações.

Foi o primeiro déficit registrado pela balança comercial desde janeiro de 2022, quando foi registrado saldo negativo de US$ 59 milhões. O resultado em questão foi impactado por uma queda de 1,8% no valor exportado em relação ao mesmo mês do ano anterior.

FONTE: Isto é Dinheiro
Balança comercial: Brasil tem superávit de US$ 8,15 bi em março com exportações saltando 5% – ISTOÉ DINHEIRO

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Camboja anuncia redução imediata de tarifas sobre exportações dos EUA

Ministro do Comércio, Cham Nimul, disse que o Camboja está solicitando que os EUA abram negociações com o país do Sudeste Asiático e estendam o prazo para implementação das tarifas de Trump

Depois que o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa “recíproca” de 49% sobre todas as importações cambojanas no início desta semana, o Camboja disse que reduzirá as tarifas que havia em vigor sobre produtos dos EUA.

“O Camboja está comprometido em promover as importações de produtos dos EUA com uma redução imediata de 19 categorias de produtos de nossa taxa máxima de tarifa consolidada de 35% para uma taxa de tarifa aplicada de 5%”, disse o Ministro do Comércio, Cham Nimul, em uma carta endereçada ao Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer.

Os produtos incluem motocicletas, carros e diversos produtos agrícolas.

Nimul disse que o Camboja agora está solicitando que os EUA abram negociações com o país do Sudeste Asiático e estendam o prazo para implementação das tarifas de Trump.

Não está claro se a mudança levará a quaisquer mudanças no fim da administração Trump.

O presidente e vários de seus principais arquitetos de política comercial alegaram que barreiras comerciais não tarifárias, como manipulação de moeda e regimes fiscais que eles consideram injustos, são muito piores do que tarifas.

Mais cedo nesta manhã, Trump postou no Truth Social que suas políticas “nunca mudarão”, embora ele também tenha aberto a porta para alguma negociação.

FONTE: CNN Brasil
Camboja anuncia redução imediata de tarifas sobre exportações dos EUA | CNN Brasil

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Medidas Comerciais Adotadas pelo Governo dos Estados Unidos em 2 de abril de 2025

O governo brasileiro lamenta a decisão tomada pelo governo norte-americano no dia de hoje, 2 de abril, de impor tarifas adicionais no valor de 10% a todas as exportações brasileiras para aquele país.

A nova medida, como as demais tarifas já impostas aos setores de aço, alumínio e automóveis, viola os compromissos dos EUA perante a Organização Mundial do Comércio e impactará todas as exportações brasileiras de bens para os EUA.

Segundo dados do governo norte-americano, o superávit comercial dos EUA com o Brasil em 2024 foi da ordem de US$ 7 bilhões, somente em bens. Somados bens e serviços, o superávit chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado. Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo.

Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$ 410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a “reciprocidade comercial” não reflete a realidade.

Em defesa dos trabalhadores e das empresas brasileiros, à luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais.

Nesse sentido, o governo brasileiro destaca a aprovação pelo Senado Federal do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, já em apreciação pela Câmara dos Deputados.

FONTE: MAPA.gov
Medidas Comerciais Adotadas pelo Governo dos Estados Unidos em 2 de abril de 2025 — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Atraso nos portos causou custos adicionais de US$ 2,3 bilhões ao Brasil em 2024

Em 2024, o Brasil incorreu em US$ 2,3 bilhões em custos de demurrage – despesas relacionadas ao atraso no desembaraço de cargas nos portos. Gargalos de infraestrutura, interrupções no transporte marítimo e fatores relacionados ao clima estavam por trás desses custos adicionais. Isso representa um aumento de 15% em relação a 2023, conforme analisado pela Bain & Company.

De acordo com o estudo, minério de ferro, grãos, fertilizantes e petróleo e seus derivados tiveram os maiores custos totais.

“As causas da demurrage são diversas e, geralmente, há mais de um motivo. Eles variam de condições climáticas, como variações de maré e chuva, a gargalos de infraestrutura, filas portuárias, questões burocráticas e atrasos na documentação de carga. Também há variações entre os portos”, disse Felipe Cammarata, sócio da Bain.

Segundo ele, o aumento do ano passado está intimamente ligado ao aumento dos preços do frete marítimo e ao aumento dos volumes de transporte marítimo dentro do país. “O tempo médio de operação vem diminuindo no Brasil. Há melhorias na infraestrutura, mas elas são insuficientes para compensar o crescimento da demanda de cargas e dos preços dos fretes”, disse Wagner Costa, outro sócio da consultoria.

Graves interrupções no transporte marítimo global em 2024 – causadas por eventos como ataques no Mar Vermelho e seca no Canal do Panamá – estão entre os fatores que pressionam os preços do frete marítimo e alimentam esses custos, disse Leandro Barreto, sócio da Solve Shipping. “Existe uma relação estreita entre demurrage e atrasos de navios. No ano passado, tivemos uma combinação explosiva de alta utilização do terminal, questões geopolíticas e condições climáticas, levando a atrasos, capotamentos de carga e demurrage”, disse ele.

Além disso, cada tipo de carga enfrenta desafios específicos. Para granéis líquidos, o principal problema nos terminais brasileiros é a falta de berços para navios nos portos, disse Antônio Carlos Sepúlveda, presidente da Santos Brasil, operadora de três terminais de combustíveis no Porto de Itaqui, em São Luís.

“Nos últimos anos, muito foi investido no aumento da capacidade do terminal, mas os investimentos do setor público em novos berços não acompanharam a expansão. Embora haja capacidade de armazenamento ociosa, vemos uma escassez de espaço para beliches”, destacou o executivo. “Isso é preocupante, pois a demanda do agronegócio está aumentando no Matopiba [Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia]. O porto fornece diesel para esta região, e o setor também está começando a expandir as exportações de biodiesel.”

De acordo com a consultora Jennyfer Tsai, ex-diretora de infraestrutura da Santos Port Authority, a falta de berços também é um gargalo no cais santista para granéis líquidos.

Para ela, gerenciar o acesso em Santos é uma preocupação para todas as cargas, principalmente com a perspectiva de aumento do fluxo portuário e embarcações cada vez maiores. “Isso tende a aumentar a fila de navios, criando demurrage”, disse ela. A Sra. Tsai sugeriu que uma solução potencial seria delegar essa operação aos operadores de terminais em um arranjo semelhante a um condomínio, semelhante ao sistema ferroviário doméstico. No entanto, ela observou que não há um plano claro para melhorar o sistema.

A situação é ainda mais complexa para o transporte de grãos, já que a demurrage decorre de uma questão estrutural no mercado, explicou Helcio Tokeshi, presidente da CLI (Corredor Logística e Infraestrutura), stakeholder em terminais de grãos no Maranhão e em Santos.

Devido às flutuações globais dos preços das commodities, as tradings do agronegócio tendem a concentrar sua demanda por navios nos dias em que os preços são mais favoráveis, causando congestionamento portuário. “A dinâmica do mercado favorece essa concentração, com safra e período de safra”, observou.

Com o objetivo de reduzir os custos dos clientes, o terminal da empresa no Maranhão adotou horários flexíveis em 2024 para dar aos navios mais margem de manobra para atracação, explicou Marcos Pepe Bertoni, diretor de operações da CLI. “Estendemos essa janela, reduzindo os custos de demurrage dos clientes em cerca de 50%. Conseguimos reduzir as filas.”

Em contêineres, o setor viveu um cenário caótico em 2024 com altas taxas de frete e terminais e armazéns congestionados, o que também aumentou os custos de demurrage devido às devoluções tardias de contêineres. De acordo com Barreto, devido às interrupções, as empresas de navegação dispensaram as taxas dos proprietários de carga em muitos casos.

Este ano, o setor vê a situação mais controlada, disse Maiara Córdova, gerente do Grupo Allog. “O setor experimentou picos piores no ano passado; Hoje, a situação está mais controlada”, disse ela. De acordo com Barreto, com o início da baixa temporada e a adição de novos navios, que aumentaram a capacidade, as taxas de frete de contêineres tiveram uma queda significativa.

De acordo com os consultores da Bain, a redução dos custos de demurrage no longo prazo depende de investimentos em infraestrutura e da flexibilização dos gargalos do Brasil. No entanto, também existem soluções de curto prazo. “Reduções significativas podem ser alcançadas melhorando a gestão, identificando as causas dos atrasos e adotando planos de ação para mitigar os impactos. As ferramentas de monitoramento das condições climáticas também ajudam a antecipar problemas”, afirmou Cammarata.

FONTE: Valor Internacional
Atraso nos portos causou custos adicionais de US$ 2,3 bilhões para o Brasil em 2024 | Negócios | valorinternational

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Berço do zebu, Índia torna-se grande compradora de genética bovina do Brasil

A raça zebuína que deu origem à base da pecuária brasileira está fazendo o caminho de volta para a Índia por meio da exportação crescente de material genético brasileiro.

No ano passado, só a Alta Genetics Brasil, que tem um terço de share no mercado brasileiro de material genético bovino, exportou 40 mil doses de sêmen para o melhoramento genético do gado leiteiro na Índia, maior produtor mundial de leite. Neste ano, a Geneal Genética e Biologia Animal vai fazer a primeira exportação de embriões para a Índia.

“Os indianos nos disseram ter reconhecido que o zebu teve um melhoramento genético incrível no Brasil e agora querem levar isso para lá visando aumentar a produtividade do seu rebanho leiteiro”, explica Raquel Dal Secco Borges, supervisora do departamento de relações internacionais da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Raquel trabalha no Brazilian Cattle, um dos projetos setoriais executados pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) desde 2003 em parceria com a ABCZ que visa abrir novos mercados e consolidar os atuais para elevar a exportação dos produtos das empresas da cadeia pecuária brasileira. O projeto tem 113 empresas de toda a cadeia pecuária como associadas, entre elas Alta e Geneal.

No ano passado, as exportações brasileiras de sêmen e embriões bovinos, segundo o Agrostat, sistema de estatísticas do agronegócio brasileiro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), renderam US$ 6,11 milhões ante os US$ 4,7 milhões de 2023, um crescimento de cerca de 30%. O maior aumento percentual de receita foi dos embriões, que passaram de US$ 818,9 mil para US$ 1,41 milhão, crescimento de 73,3%. Em volume, foram exportados 1.450 kg de material genético ante os 942 kg de 2023.

Os embarques de sêmen para a Índia tiveram o maior crescimento no período, passando de US$ 37,6 mil para US$ 618,9 mil, um aumento de 16 vezes e uma participação de 10% no total exportado.

No ranking das empresas associadas do Brazilian Cattle, responsáveis por 80% das exportações brasileiras de material genético bovino, a Índia passou de 16º maior importador em 2023 para a liderança, seguida por Colômbia, Paraguai, Equador e Costa Rica.

Os países da América Latina ainda lideram as importações do setor, mas a Índia, o Paquistão (que fazia parte da grande Índia quando o Brasil importou os primeiros animais do berço do zebu) e os países africanos vêm ganhando cada vez mais espaço. Segundo Raquel, nesses países o foco é na genética leiteira, que representa atualmente cerca de 40% do total de material genético exportado pelo Brasil.

“O Paquistão e países da África como Senegal e Nigéria estão até importando gado vivo do Brasil por avião para melhorar a genética do rebanho de pequenos produtores que focam na renda diária do leite, mas, obviamente, a importação de sêmen é mais barata e de melhor logística.”

Flávia Roseane Paschoal, coordenadora de comércio exterior da Alta Genetics, diz que, das 24 milhões de doses de sêmen comercializadas pelas centrais brasileiras no ano passado no mercado interno e externo, 970 mil doses foram exportadas graças ao reconhecimento da genética brasileira e a abertura de novos mercados.

Segundo ela, a exportação de 40 mil doses de sêmen de gir para Mumbai, na costa oeste da Índia, no ano passado, foi a maior do país e teve que ser aprovada por um comitê do governo indiano que cuida do desenvolvimento leiteiro. A negociação começou em 2020, as doses foram produzidas em 2023 e o primeiro lote foi embarcado em janeiro do ano passado. As doses vieram de quatro touros renomados de quatro fazendas.

A unidade da Alta no Brasil, que tem o segundo maior faturamento da multinacional atuante em 90 países, fez ainda mais três exportações menores de sêmen, com 4 a 5 mil doses, para pequenos produtores indianos e está negociando para exportar também embriões.

“Os indianos são mais exigentes que outros mercados, mas estão muito interessados em melhorar a produção do seu rebanho leiteiro com a genética brasileira”, disse Flávia.

O índex da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) aponta que o Brasil produziu no ano passado 20.539.086 doses de sêmen, um aumento de 6% em relação a 2023. Desse total, 833.276 doses foram exportadas para 31 países, uma queda de 5% em relação às 873.674 do ano anterior.

As importações de sêmen ainda superam com folga as exportações, com 5.741.702 doses no ano passado, um aumento de 14%. No total, foram comercializadas 26.280.788 doses, um crescimento de 7,4% nesse mercado.

“O mercado de sêmen caminha muito próximo da demanda do preço da arroba. O ciclo pecuário está agora retomando seu movimento de alta e, no segundo semestre, quando começa a estação de monta, geralmente já ocorre um aumento. Neste ano, as exportações devem crescer bem porque esperamos ter o Brasil declarado livre de aftosa sem vacinação”, diz Lilian Roberta Matimoto Makabashi, diretora-executiva da Asbia.

De acordo com ela, nesse contexto, o Japão, que acaba de receber a visita do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e a Coréia do Sul se destacam como mercados promissores a serem abertos para o material genético bovino do país.

A diretora-executiva ressalta que a tecnologia no setor tem avançado bastante no Brasil nos últimos anos, o que atrai a atenção de outros países com clima tropical que ainda compram material genético de países de clima temperado. Segundo ela, um indicador do avanço da tecnologia é que no ano passado foram produzidas 1,1 milhão de doses sexadas no país, um recorde.

“Os criadores estão cada vez mais entendendo que precisam investir no melhoramento genético para elevar sua renda e as centrais estão elevando a produção de sêmen para atender a demanda. Há 20 anos, tínhamos 5% de fêmeas inseminadas no Brasil e hoje o percentual já chega a 23% graças à pressão do mercado por um animal mais produtivo.”

Novos mercados
O Brazilian Cattle trabalha atualmente na abertura de 24 novos destinos para material genético e 21 para animais vivos. Raquel Borges aponta México e África do Sul como grandes desafios, além da Austrália, mas diz que as negociações podem ser aceleradas se Brasil for mesmo reconhecido internacionalmente como território livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa). A votação na Omsa está prevista para ocorrer em maio em Paris.

Segundo Raquel, o Brasil já tem um protocolo sanitário muito eficiente e rigoroso, mas na hora de exportar tem que atender requisitos diferentes de cada país para um mesmo produto.

“Protocolos sanitários são afetados pela legislação adotada pelo país importador e interesses comerciais defendidos por eles. Isso influencia o ritmo e celeridade das negociações.”

Conheça a fazenda escolhida pelos indianos
Para fechar sua primeira compra de mil embriões bovinos brasileiros, os indianos visitaram várias propriedades no país e escolheram a genética da Fazenda Floresta, em Lins, no interior paulista, que trabalha com melhoramento de gado leiteiro desde 2007.

A produtora Roberta Bertin Barros diz que sua fazenda é a única do país que tem três laboratórios dentro de seus 192 hectares: de análises clínicas veterinárias, de produção em vitro e de genômica. Ela conta que, além de receber os indianos, foi até o país asiático mostrar com vídeos e palestras como é feito o melhoramento do gir na fazenda, que também produz 20 mil litros de leite por dia para a Nestlé com suas vacas no sistema compost barn.

“Nossos animais são 100% produzidos em laboratório. Fazemos aqui todos os exames e, na pesquisa genômica, identificamos os defeitos genéticos e a ancestralidade dos animais para provar que não houve mistura com outras raças zebuínas. A Índia é o único país para o qual exportamos que exigiu esses dados para fechar o embarque dos embriões.”

Um lote de 200 embriões deve seguir para o berço do zebu em maio e mais 800 serão enviados em 2026. A própria Roberta, que é veterinária, e parte de sua equipe vão para a Índia acompanhar a transferência dos embriões para vacas selecionadas lá que também estão sendo submetidas a exames sanitários de tuberculose, brucelose e outras doenças, além de exames reprodutivos para não abortar.

“Não basta vender. É preciso ensinar manejo, dar dicas de nutrição etc. Por isso, pedimos aos compradores para enviar seus técnicos para estágio em nossa fazenda.”

A Fazenda Floresta exporta embriões congelados de gir e de girolando para países da América Central e África, além de vender o material genético e animais no mercado interno. No ano passado, a vaca Britânia FIV do Basa, criada na fazenda, foi a campeã nacional do ranking de gir. Ela foi vendida em seguida para um condomínio de produtores pelo recorde de R$ 1,05 milhão.

Roberta conta que os indianos estão tão interessados na genética brasileira que foram os primeiros a lhe dar parabéns pela vitória da Britânia.

Neste ano, as exportações da fazenda devem representar 50% graças ao embarque de animais vivos para a Nigéria. “Enviamos 90 animais em voo fretado para um criador que estava tão interessado em melhorar seu rebanho leiteiro que trabalhou junto ao seu governo para abrir o mercado nigeriano para o Brasil.”

A produção dos embriões que serão exportados para a Índia acontece no laboratório da Geneal, em Uberaba (MG), que tem a licença junto ao Mapa para o quarentenário das doadoras e uma parceria de longos anos com a Fazenda Floresta. Antes e depois da quarentena, os animais selecionados seguindo protocolos indianos de sanidade, pureza e produtividade passam por rigorosos exames.

Paulo Cerântola, gerente comercial da Geneal, diz que a empresa produziu 5.000 embriões para exportação em 2024, um aumento de 15%, e deve dobrar o número neste ano. No mercado interno, a empresa de Uberaba que também faz clonagem de bovinos comercializa mais de 30 mil embriões por ano.

Fonte: Globo Rural
Berço do zebu, Índia torna-se grande compradora de genética bovina do Brasil

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Comércio Exterior, Exportação, Industria, Informação, Negócios

Brasil vende mais frutas e calçados ao Kuwait

Apesar do recuo nas exportações como um todo do Brasil ao Kuwait em fevereiro, houve aumento nas vendas de alguns produtos nem tão tradicionais da pauta, como obras de ferro fundido, frutas, calçados, madeira, papel e cartão e móveis.

As exportações brasileiras gerais ao país somaram US$ 19 milhões, com queda de 50% sobre o mesmo mês de 2024, quando estavam em US$ 28 milhões.

As informações foram coletadas junto ao Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A queda geral foi influenciada por vendas menores de produtos como carnes e miudezas, que são as principais embarcadas, com US$ 17,7 milhões em fevereiro do ano passado e US$ 16,4 milhões em igual mês deste ano. Também recuaram as exportações de café, de US$ 256,3 mil para US$ 237,6 mil no mesmo comparativo, e de preparações de carne, de US$ 528,9 mil para US$ 168,9 mil.

Já as exportações de obras de ferro fundido, inexistentes em fevereiro de 2024, ficaram em US$ 407 mil no mês passado. Frutas saíram de vendas de US$ 18,2 mil para US$ 346,4 mil no mesmo comparativo, os calçados de US$ 133,9 mil para US$ US$ 306,2 mil, a madeira de US$ 87,8 mil para US$ 201,8 mil, papel e cartão de US$ 73,3 mil para US$ 172,7 mil e os móveis de US$ 79,9 mil para US$ 139,9 mil.

Origem das exportações

O estado brasileiro que mais fez exportações do Kuwait em fevereiro foi o Paraná, seguido por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Ceará, Mato Grosso e Espírito Santo. Os portos de Paranaguá, no Paraná, de São Francisco do Sul, cidade catarinense, e de Rio Grande, no estado gaúcho, foram os três pelos quais foram embarcadas a maior parte das mercadorias.

Fonte: ANBA
Brasil vende mais frutas e calçados ao Kuwait

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Agricultura, Exportação, Industria, Informação

Para USDA, produção brasileira de carne de frango aumenta 2,3% em 2025; as exportações, quase 5%

Em sua segunda projeção sobre as tendências da carne de frango brasileira no corrente exercício, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), através de seu staff em Brasília, estimou que o volume produzido em 2025 deve chegar aos 15,350 milhões de toneladas, enquanto as exportações ficarão próximas dos 5,250 milhões de toneladas, representando aumentos de, respectivamente, 2,33% e 4,98%.

Nas mesmas projeções são consolidados os dados de 2024. Eles indicam aumento de apenas 0,67% no volume produzido que, assim, chegou aos 15 milhões de toneladas. Já as exportações, anteriormente estimadas em 4,900 milhões de toneladas, chegaram aos 4,996 milhões de toneladas – resultado que (ressalta o USDA) não inclui as exportações de pés/patas de frango.

O gráfico abaixo exibe as exportações mensais de carne de aves do Brasil entre janeiro de 2022 e janeiro de 2025. As informações vêm do DataLiner da Datamar.

Exportações de Carne de Aves | Brasil | Jan 2022 – Jan 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Mas o atual estudo do USDA sobre as perspectivas da carne de frango brasileira vão muito além desses números. Clique aqui para acessar sua íntegra e informar-se sobre os pontos de vista do órgão não só em relação ao setor, mas também sobre as tendências do clima, da economia, da produção de matérias-primas e, inclusive, do consumo

Fonte: AviSite
Para USDA, produção brasileira de carne de frango aumenta 2,3% em 2025; as exportações, quase 5% – AviSite

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Comércio Exterior, Exportação, Industria, Informação, Negócios

Exportação de peixes: Oportunidade e desafios para a piscicultura brasileira

A piscicultura brasileira tem crescido exponencialmente nos últimos anos, e com esse avanço surgem novas oportunidades de mercado. Entre elas, a exportação de peixes/pescado tem se destacado como uma alternativa lucrativa para produtores que buscam expandir seus horizontes.

A tilápia continua sendo a espécie líder em exportação, com os Estados Unidos absorvendo cerca de 84% do volume total exportado pelo Brasil. Em 2024, o volume de tilápia exportada aumentou 102% em relação a 2023. Esse crescimento expressivo pode estar relacionado à necessidade de grandes empresas encontrarem estratégias mais rentáveis de comercialização, diante de preços internos menos
atrativos.

Mas o cenário de exportação não é favorável apenas à tilápia. Durante a Seafood Expo North America, uma das maiores feiras de negócios de pescado e frutos do mar do mundo, realizada em Boston (EUA), o tambaqui roubou a cena. A comitiva brasileira, composta por 20 empresas e representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e da ApexBrasil, viu de perto o crescente interesse internacional por essa espécie nativa da Amazônia. O resultado? Negócios fechados e um novo horizonte para piscicultores que desejam entrar no mercado de exportação.

Esse interesse internacional demonstra que o Brasil tem potencial para aumentar sua produção, atendendo tanto ao mercado interno quanto externo. No entanto, para aproveitar essa oportunidade, os piscicultores precisam estar preparados para atender às exigências de qualidade do mercado internacional e, ao mesmo tempo, garantir que seus custos de produção sejam competitivos.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de peixes. Os dados são do DataLiner:

Brazilian Fish Exports Jan 2021 – Jan 2025 | TEUs

Tirar de Letra os Desafios da Eficiência na Piscicultura
Um dos principais gargalos da piscicultura brasileira é a falta de eficiência no manejo. Dados do Ministério da Pesca e Aquicultura apontam que os altos custos do setor não são apenas reflexo do preço dos insumos, mas, principalmente, da ausência de estratégias adequadas de manejo.

Em meu trabalho com piscicultores de todo o Brasil, vejo constantemente empresas que atuam há anos no setor, mas que ainda operam de forma amadora, sem planejamento eficiente. Quando aplicamos as estratégias corretas de manejo, o impacto financeiro é imediato: redução de custos, aumento da qualidade do pescado e maior facilidade na comercialização, inclusive no mercado externo.

Se você é piscicultor e deseja aproveitar a crescente demanda internacional por pescado brasileiro, a hora de agir é agora! Implementando as estratégias da Piscicultura de Alta Performance, você pode elevar sua margem de lucro e se tornar um dos protagonistas desse mercado em expansão.
A exportação de peixes é uma realidade, e aqueles que estiverem preparados irão colher os melhores resultados. Está pronto para levar sua piscicultura para o próximo nível?

Fonte: Compre Rural
Exportação de peixes: Oportunidade e desafios para a piscicultura brasileira — CompreRural

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