Agricultura, Comércio Exterior, Exportação, Internacional

Governo Milei aumenta imposto sobre exportação de soja e milho na Argentina

O governo do presidente argentino, Javier Milei, publicou um decreto nesta sexta-feira, 27, aumentando as taxas de exportação (retenciones) para soja e milho a partir de terça-feira, 1º de julho.

Segundo o documento, a alíquota sobre a soja será elevada de 26% para 33%, enquanto as taxas sobre milho e sorgo passarão de 9,5% para 12%. A alíquota do girassol subirá de 5,5% para 7%. Por outro lado, a taxa sobre o trigo e cevada foi mantida em 9,5%, enquanto o imposto sobre a farinha de trigo caiu para 5,5%.

Desde que assumiu a Presidência, em dezembro de 2023, Milei tem implementado uma série de reformas econômicas. Uma das mais aguardadas e solicitadas durante sua campanha foi a redução ou eliminação das retenciones, o imposto sobre exportações agrícolas.

O imposto sobre a soja em grão foi reduzido de 33% para 26%, enquanto as taxas sobre farelo e óleo de soja caíram de 31% para 24,5%. As retenciones sobre trigo e milho também sofreram redução, passando de 12% para 9,5%. Contudo, em abril, o presidente argentino anunciou que essas taxas retornariam aos níveis anteriores até o final de junho.

As críticas entre as entidades do setor foram mistas. Tanto a Confederação Rural Argentina (CRA) quanto a Coninagro expressaram preocupações sobre os prejuízos que o aumento de impostos está causando aos produtores. No entanto, Nicolás Pino, presidente da Sociedade Rural Argentina, pediu “calma”.

“Não tenho motivos para duvidar das palavras do presidente quando disse durante a campanha, e depois as repetiu aqui em casa, que as retenciones são um imposto terrível. Estamos no caminho certo, e é por isso que digo moderação. Vamos esperar um pouco,” afirmou.

Pino anunciou que Milei deve comparecer à cerimônia de abertura do Rural de Palermo, feira anual, e há incertezas sobre como os produtores o receberão.

Segundo estimativa da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), a Argentina deve recuperar sua produção de soja e milho na safra 2024/25.

Após duas temporadas consecutivas de queda em razão das condições climáticas, o país vizinho projeta uma produção de 50,3 milhões de toneladas de soja e 49 milhões de toneladas de milho.

Farelo de soja para a China
O aumento dos impostos de exportação ocorre em meio às especulações de que a Argentina enviou o primeiro carregamento de farelo de soja para a China.

Segundo informações da Bloomberg, o país asiático comprou a commodity argentina em meio à guerra comercial iniciada pelo presidente dos Estados Unidos.

A Argentina é a maior exportadora global de farelo de soja, com 50 milhões de toneladas, e Pequim havia autorizado a importação desse importante insumo para ração animal em 2019. No entanto, desde então, nenhuma compra efetiva havia sido concretizada.

Essa primeira importação será um teste de mercado e envolverá um carregamento de 30 mil toneladas, que deve deixar a Argentina em julho e chegar à província de Guangdong, no sul da China, em setembro, diz a Bloomberg.

A encomenda foi realizada em conjunto por traders e produtores de ração chineses. A carga foi cotada a cerca de US$ 360 por tonelada, incluindo o frete.

Fonte: Exame

Ler Mais
Exportação

Exportações de carne de frango caem 22%

As exportações brasileiras de carne de frango caíram 22% nas três primeiras semanas de junho. O preço médio se manteve em torno de USD 1.800 por tonelada, sem variações significativas em relação ao mesmo período do ano anterior.

A queda ocorre em um contexto de alerta sanitário devido à gripe aviária, que levou à imposição de restrições por parte de vários dos principais mercados importadores do Brasil.

Destinos-chave fora do mercado

China, União Europeia, Argentina, Uruguai e outros países mantêm suspensas suas compras de carne de frango brasileira. Ao todo, 15 destinos impõem restrições ao conjunto do país.

A essa lista somam-se outros 15 países que apenas limitam as importações vindas do estado do Rio Grande do Sul, onde foi detectado um surto em estabelecimentos comerciais no dia 19 de maio.

Impacto no Uruguai

No caso do Uruguai, as importações de carne de frango brasileira foram estáveis até abril. No entanto, em maio caíram 65% devido às restrições sanitárias.

Sinais de recuperação

Segundo informou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o Brasil recuperou o status de país livre de gripe aviária. Como resultado, seis países já suspenderam as restrições: Coreia do Sul, Bolívia, Marrocos, Sri Lanka, República Dominicana e Iraque.

Perspectivas do setor

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango. As restrições afetam tanto a logística de exportação quanto as receitas do setor de carnes, que é fundamental para a economia do país.

As autoridades e os produtores esperam que a recuperação do status sanitário impulsione a reabertura de mais mercados. Enquanto isso, o setor enfrenta um cenário de preços estáveis, porém com forte queda no volume exportado.

Fonte: Todo Logística News

Ler Mais
Exportação, Exportadores agrícolas, Mercado Internacional

Exportações de milho paraguaio crescem

As exportações de milho paraguaio mostram sinais de recuperação em 2025, com aumento nas vendas e nas divisas, apesar do baixo estoque da safra anterior.

Entre junho de 2024 e maio de 2025, foram enviadas 1,9 milhão de toneladas — menos do que no período anterior, mas as exportações por ano-calendário aumentaram em 112.741 toneladas.

Certamente, esse crescimento gerou receitas de 93 milhões de dólares, 23 milhões a mais do que em maio de 2024. Segundo Sonia Tomassone, assessora de comércio exterior da Capeco, a melhora nos preços foi influenciada pelo mercado brasileiro e pela escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo e beneficiou o consumo de etanol de milho.

O Brasil continua sendo o principal destino do milho paraguaio, absorvendo 92% das exportações, seguido por Uruguai, Senegal, Camarões e Chile. O relatório também destaca que Agrofértil, LAR e C. Vale lideram o ranking de exportadores com 44% do volume total.

Embora o mercado apresente volatilidade nos preços, as usinas de etanol mantêm uma demanda constante que ajuda a estabilizar as vendas internas. Espera-se que os embarques referentes à safra 2025 comecem entre junho e julho, o que poderá impulsionar novamente o volume exportado nos próximos meses.

As condições climáticas e a dinâmica do mercado regional continuarão sendo fatores-chave para o comportamento do comércio de milho no Paraguai. Especialistas também apontam que a demanda do Brasil e de outros países vizinhos poderá manter a pressão sobre os preços e as exportações.

Por isso, produtores e exportadores estão atentos às flutuações para ajustar suas estratégias comerciais e também aproveitar as oportunidades em um ambiente que continua volátil, mas com potencial de crescimento.

Fonte: Todo Logística News

Ler Mais
Agricultura, Exportação

Exportações brasileiras de soja em grão devem atingir quase 15 milhões de toneladas em junho, aponta Anec

Segundo relatório semanal divulgado nesta terça-feira (24) pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deve exportar 14,986 milhões de toneladas de soja em grão em junho. O volume representa um aumento em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 13,829 milhões de toneladas.

Farelo de soja tem leve queda nas exportações
As exportações de farelo de soja, por sua vez, devem somar 1,923 milhão de toneladas neste mês. O número é inferior ao registrado em junho de 2024, quando o país embarcou 2,047 milhões de toneladas do produto.

Milho também apresenta recuo nos embarques
Já as exportações de milho estão projetadas em 828,959 mil toneladas para junho, volume abaixo das 982,812 mil toneladas embarcadas no mesmo mês do ano passado.

Panorama geral
Os dados divulgados pela Anec indicam que, apesar do crescimento expressivo nos embarques de soja em grão, os volumes de farelo e milho seguem abaixo dos patamares registrados no ano anterior para o mesmo período.

Fonte: MinutoMT

Ler Mais
Exportação, Internacional

Alckmin mira Nigéria para diversificar exportação

Em um momento de incertezas no mercado de petróleo devido às instabilidades no Oriente Médio e dificuldades de fornecimento de fertilizantes por causa da guerra na Ucrânia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, concluiu nesta quarta-feira (25) uma missão à Nigéria, país com o qual o Brasil quer diversificar sua pauta de exportações e pode ampliar as compras nos setores de petróleo, gás natural liquefeito e fertilizantes.

A Nigéria está entre as maiores economias do continente africano e tem a sexta maior população do mundo, com 223,8 milhões de habitantes – o Brasil tem a sétima maior. Segundo Alckmin, esse mercado deve crescer ainda mais, uma vez que a expectativa é que em 2050 o país passe a ter a terceira ou quarta maior população do mundo. “É um país que tem escala, cresce numa velocidade impressionante”, disse ele em entrevista ao Valor por telefone.

À frente de uma missão de empresários e autoridades, Alckmin afirmou que o Brasil prospecta oportunidades no setor de laticínios, aviões comerciais e de defesa, coletes balísticos e blindagem de veículos, indústria têxtil, máquinas agrícolas, biocombustíveis e arroz, principal item do cardápio dos nigerianos. Também se tratou da possibilidade de Brasil e Nigéria terem uma ligação aérea direta – primeiramente para cargas, mas eventualmente depois para passageiros também. Em outra frente, a indústria de carnes já está investindo no país.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras via contêineres para a Nigéria a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras via Contêineres para a Nigéria | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

“A nossa busca é a diversificação. Hoje, a nossa exportação para a Nigéria está muito em cima do açúcar. É o principal produto, commodity. Queremos diversificar mais”, comentou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento.

A expectativa é que o presidente nigeriano, Bola Tinubu, participe como convidado da cúpula do Brics no próximo mês, no Rio de Janeiro, e em agosto faça uma visita de Estado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília.

Também se espera que representantes de empresas do país africano busquem parcerias no Brasil para ampliar as vendas de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

“Nós dependemos do nitrogenado, do fertilizante. Está crescendo no Brasil [a produção local], mas ainda 80% são importados. Isso é para a segurança alimentar. Deveremos ter este ano uma safra recorde, 10% maior, então a demanda por fertilizantes vai ser de dois dígitos”, acrescentou Alckmin.

Segundo o Mdic, a Nigéria é atualmente o 49º maior destino das exportações brasileiras. Em 2024, o Brasil exportou US$ 978,5 milhões para o país, com destaque para açúcares e melaços. Já a importações brasileira da Nigéria totalizou US$ 1,1 bilhão no mesmo período, sendo quase metade (48%) composta por adubos e fertilizantes químicos. O maior parceiro comercial da Nigéria é a China.

Fonte: Valor Econômico 

Ler Mais
Exportação, Negócios

Fábrica da Stellantis no Brasil bate recorde de exportações em junho

O Polo Automotivo Stellantis de Goiana (PE) acaba de atingir um marco importante. De uma só vez, a unidade exportou mais de 4 mil carros. Esse número representa a maior operação de exportação de veículos já realizada pela Stellantis em uma única remessa. Ao todo, 4.006 unidades produzidas na fábrica pernambucana foram embarcadas pelo Porto de Suape com destino à Argentina.

Inaugurada há 10 anos, a fábrica da Stellantis em Goiana produz atualmente os modelos Jeep Renegade, Compass e Commander, além das picapes Fiat Toro e Ram Rampage. A picape Fiat Toro ainda é feita na versão Ram 1000 para exportação. A operação de exportação mobilizou dezenas de trabalhadores ao longo de 48 horas.

Os veículos foram carregados a bordo do navio Dover Highway (K-Line), dedicado exclusivamente à operação da Stellantis. A ação estabelece um novo recorde de exportação de automóveis na história do Porto de Suape, que figura entre os seis portos públicos mais movimentados do Brasil.

O recorde anterior da Stellantis foi registrado em maio de 2023, quando 3 mil veículos produzidos nos polos de Goiana (PE) e Betim (MG) foram exportados em uma única operação para o Porto de Vera Cruz, no México. O volume atual representa um crescimento de aproximadamente 36,7% em relação àquele embarque.

“Esse recorde, somado ao desempenho histórico registrado em maio, confirma o fortalecimento das nossas operações na América do Sul e sinaliza uma retomada importante da demanda para a Argentina, um mercado estratégico para a Stellantis”, afirma Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis para a América do Sul.

O Jeep Renegade foi o modelo mais exportado nesta operação, respondendo por 26% do volume total. Em seguida, destacaram-se o Jeep Compass (25%), a Fiat Toro (24%), a Ram Rampage (16%) e o Jeep Commander (9%).

Fonte: Terra

Ler Mais
Economia, Exportação, Investimento, Notícias

Tupy espera reação em mercado de autopeças no 2º semestre

Multinacional metalúrgica teve uma queda de 4,4% no faturamento ante igual período de 2024.

O cenário para o mercado autopeças é bastante desafiador com juros mais altos, instabilidades comerciais e geopolíticas, mas a expectativa ainda é de reação no segundo semestre, disse o presidente-executivo da multinacional metalúrgica Tupy, Rafael Lucches.

“O segundo semestre pode reservar um clima mais favorável”, afirmou o executivo à Reuters.

No primeiro trimestre, a Tupy teve uma queda de 4,4% no faturamento ante igual período de 2024 e o segundo trimestre também se mostra bastante desafiador para o setor por conta da conjuntura econômica, disse Lucchesi.

“As atividades econômicas globais estão num nível baixo por conta de incerteza global, geopolítica, guerras, tarifas comerciais e protecionismo. Tudo isso gera incertezas e investimentos em queda. Vai ser um ano mais apertado, complexo e mais difícil”, afirmou.

A Tupy, sediada em Santa Catarina, tem também fábricas no México e em Portugal. Segundo Lucchesi, 70% do mercado da Tupy está fora do Brasil.

O executivo criticou o atual patamar de 15% da taxa Selic e entende que além de acima do ideal acaba por reduzir a demanda interna.

“A gente também precisa melhorar nossa equação fiscal que é algo preocupante ao mesmo tempo que a gente tem uma taxa de juros que pune muito o setor produtivo”, disse ele à Reuters.

Os juros mais elevados afetam a demanda por bens de capital no mercado interno e automaticamente impactam as vendas da empresa.

“As montadoras vendem caminhões, tratores e colheitadeiras. O bloco (do motor) e cabeçote é da Tupy. Quando o frotista reduz a produção por óbvio que quem produz caminhões, tratores e colheitadeiras também reduz e estamos sentindo isso”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Industria

Setor moveleiro debate estratégias para ampliar mercados de exportação

Indústrias estudam impactos de tarifas e da economia norte-americana nas vendas externas; EUA são principal destino das exportações do segmento em SC, com 48,4% do total em 2024

 A indústria de móveis de Santa Catarina acompanha o desempenho das exportações do setor e avalia estratégias para vencer potenciais desafios diante do comportamento da economia dos Estados Unidos – principal comprador externo de móveis de madeira do estado. O país foi o destino de 48,4% das exportações catarinenses em 2024.

Em reunião da Câmara da Indústria do Mobiliário da Federação das Indústrias de SC (FIESC) realizada nesta quinta (26), a presidente da Câmara de Comércio Exterior, Maria Teresa Bustamante, destacou que desde o tarifaço e da abertura de uma investigação pelo governo dos EUA para avaliar o impacto das importações de madeira e seus derivados na segurança do país – a chamada seção 232, o segmento vem estudando estratégias para os desafios decorrentes da elevação de tarifas.

Estudo da FIESC aponta ainda que uma possível desaceleração da economia norte-americana também poderá ter efeitos sobre as encomendas de produtos brasileiros, já que a expectativa é de que, com uma inflação maior por lá e uma manutenção de juros, haveria redução de demanda. 

A despeito da concentração de vendas aos Estados Unidos, Maria Teresa destaca que as exportações catarinenses de móveis de madeira têm destinos diversificados. “O setor tem uma clara capacidade de abertura de mercados, o que se reflete em oportunidades para ampliar essas parcerias e reduzir o impacto das exportações para os Estados Unidos”, afirmou.

Potência no estado

Análise da FIESC mostrou ainda o forte encadeamento produtivo local do setor de móveis, evidenciando ainda mais a relevância do segmento para o estado. O estudo mostra que 65% dos insumos do segmento têm origem em SC, e 43% da produção tem como destino o consumo das famílias no próprio estado. A análise mostra que R$ 100 milhões em pedidos geram R$ 318 milhões em produção, capazes de se refletir na geração de 2,8 mil empregos.

Apesar do dinamismo do ramo, a atração e a formação de profissionais qualificados é um desafio. Para fortalecer a imagem do setor e apresentá-lo como atrativo para uma carreira, um o polo moveleiro do Planalto Norte criou o AMPLIA, com foco em construir estratégias que contribuam com a valorização e o desenvolvimento sustentável, através do aperfeiçoamento profissional, da qualidade de vida e da evolução tecnológica do setor moveleiro da região. “Com a participação das empresas e das entidades parceiras, estamos buscando soluções para oferecer qualificação e oportunidades de trabalho no setor, mostrando que é inovador, tecnológico e pode ser uma opção para os jovens entrarem no mercado de trabalho”, informa o vice-presidente da FIESC para o Planalto Norte e presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria do Mobiliário, Arnaldo Huebl.

Fonte: FIESC

Ler Mais
Economia, Exportação, Importação, Negócios, Notícias, Tributação

Déficit comercial dos EUA cresce em maio com queda nas exportações

O déficit comercial dos EUA em bens aumentou em maio em meio a um declínio nas exportações, mas uma diminuição no fluxo de importações provavelmente posiciona o comércio para fazer uma grande contribuição ao produto interno bruto no segundo trimestre.

O déficit comercial de bens aumentou 11,1%, para US$ 96,6 bilhões no mês passado, informou o Censo do Departamento de Comércio na quinta-feira. As exportações de bens caíram US$ 9,7 bilhões, para US$ 179,2 bilhões. As importações de bens permaneceram praticamente inalteradas, em US$ 275,8 bilhões.

Uma enxurrada de importações, causada pela pressa das empresas em trazer produtos antes das tarifas abrangentes do presidente Donald Trump entrarem em vigor, elevou o déficit comercial de bens a um recorde no primeiro trimestre, sendo responsável por grande parte da taxa anualizada de declínio de 0,5% do PIB durante esse período.

O Federal Reserve de Atlanta prevê uma aceleração do PIB de 3,4% neste trimestre. Dadas as oscilações das importações, economistas alertaram contra a interpretação da recuperação prevista do PIB como um sinal de força econômica.

Dados sobre vendas no varejo, mercado imobiliário e mercado de trabalho sugerem que a atividade econômica está enfraquecendo.

Fonte: Brasil 247

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação

Gripe aviária: 16 países retiram embargo à exportação brasileira de carne de aves

Governos federal e estadual negociam liberação de outros países, como a China

Com o fim do estado de emergência devido ao caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, em maio, ao menos 16 países retiraram as restrições de exportação da carne de aves brasileiras, disse o Ministério da Agricultura na terça. Entre os principais clientes, a China ainda mantém a suspensão total.

Entre os países que retiraram o embargo ao frango do Brasil estão: Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã. O Japão limitou a suspensão às cidades de Montenegro (RS), onde teve o caso de gripe aviária, Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO).

Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia também mantiveram embargo parcial, restrito às carnes de aves produzidas em Montenegro. Outras suspensões de compra foram limitadas ao estado do Rio Grande do Sul, em medida adotada por 19 países, entre eles Arábia Saudita, Coreia do Sul, Cuba, México, Reino Unido, Rússia e Ucrânia.

O embargo total das exportações do Brasil segue mantido por 15 países. A retomada é esperada desde a portaria do governo federal publicada na quarta passada, que declarou o fim do estado de emergência zoossanitária em Montenegro (RS), em função do foco detectado de gripe aviária.

A retomada é esperada desde a portaria do governo federal publicada na quarta-feira passada, que declarou o fim do estado de emergência zoossanitária em Montenegro (RS), em função do foco detectado de gripe aviária. 

“Com o encerramento do período de vazio sanitário e sem novas ocorrências, o Brasil concluiu todas as ações sanitárias exigidas e informou à OMSA [Organização Mundial de Saúde Animal], recuperando novamente o status de livre da doença”, explicou o ministério. 

Governador pede retomada das exportações de frango de SC para a China

Em missão na Ásia com comitiva catarinense, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), aproveitou a reunião com o vice-ministro da Administração Geral das Alfândegas da China, Zhao Zenglian, para pedir a retomada das exportações de carne de frango do estado ao mercado chinês. O encontro foi na terça-feira.

Santa Catarina é o segundo maior exportador brasileiro de carne de frango para a China. O foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul fez o governo chinês, a exemplo de outros países, suspender temporariamente as compras de frango do Brasil, como medida preventiva. 

O governador citou o exemplo do Japão, reconhecido com um dos sistemas sanitários mais rigorosos do mundo, que decidiu manter as importações de carne de frango de Santa Catarina por entender que o foco da doença está restrito a uma única cidade do Rio Grande do Sul.

“Nós somos o estado que mais cuida da sanidade animal. Eu não tenho dúvida de que os chineses também entenderam o valor que damos ao sistema de defesa agropecuária de excelência que entregamos ao mundo com um trabalho sério de prevenção”, destacou Jorginho. 

O pedido foi reforçado pelo secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, que integra a comitiva catarinense. “Nosso compromisso é reforçar, com base em evidências técnicas e diálogo institucional, que Santa Catarina oferece segurança para a retomada das exportações de carne de frango”, comentou. 

Há previsão de as autoridades chinesas visitarem o estado pro avanço das negociações. Para evitar travar exportações, o estado defende a regionalização diante de casos de focos sanitários. Com o critério adotado em países como o Japão, regiões do país não afetadas por foco de doença manteriam o comércio internacional de produtos de origem animal. 

Complexo de Itajaí

Os países asiáticos são grandes compradores de proteína animal brasileira. No primeiro trimestre deste ano, a China importou 140 mil toneladas de carne de frango e outras 53,4 mil toneladas de carne suína. Santa Catarina é responsável por metade da produção de cortes suínos exportados pelo país e está entre os maiores na avicultura também. 

O complexo portuário de Itajaí é fundamental no escoamento das exportações brasileiras de frango e carne suína, com mais da metade das operações dos produtos saindo pelos portos de Itajaí e Navegantes. 

Conforme o governo do estado, não houve impactos significativos na exportação de carne de aves no balanço até maio. Os dados de junho ainda serão divulgados. “A Sobre os impactos no complexo, a Portonave explicou que acompanha atentamente o cenário da gripe aviária no país e seus impactos nas exportações. “Monitoramos os desdobramentos e aguardamos a normalização das operações no comércio exterior”. Já a JBS Terminais preferiu não comentar o assunto e a Superintendência do Porto de Itajaí ainda não se manifestou. 

Situação dos embargos ao frango brasileiro

Retirada da suspensão

Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã

Suspensão total do Brasil

Albânia, Argentina, Canadá, Chile, China, Filipinas, Índia, Macedônia do Norte, Malásia, Mauritânia, Paquistão, Peru, Timor-Leste, União Europeia e Uruguai 

Suspensão restrita ao Rio Grande do Sul 

África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Cuba, Kuwait, México, Namíbia, Omã, Quirguistão, Reino Unido, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia

Suspensão restrita à cidade de Montenegro (RS)

Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia

Suspensão restrita a Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO) 

Japão

Suspensão limitada à zona sanitária específica 

Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suriname e Uzbequistão

Fonte: Diarinho

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook