Exportação

Receita estabelece requisitos para concessão dos benefícios nas Zonas de Processamento de Exportação

Instrução Normativa traz as condições para fruição dos benefícios fiscais para empresas exportadoras que tenham projeto aprovado pelo Conselho Nacional das ZPEs

A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou, no Diário Oficial da União de quinta-feira (17/07), a Instrução Normativa (IN) nº 2.269, que estabelece os requisitos e condições para fruição dos benefícios fiscais relativos ao regime das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) para empresas prestadoras de serviços exclusivamente ao mercado externo. O regime tributário, cambial e administrativo aplicável às ZPE está previsto na Lei nº 11.508/2007.

Os serviços abrangidos pela IN são os determinados pelo Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), na Resolução CZPE/MDIC Nº 95, de 29 de maio deste ano, como, por exemplo, licenciamento de direitos de uso de softwares e de bancos de dados; serviços de pesquisa e desenvolvimento em diversas áreas; serviços de engenharia para vários tipos de projetos; diversos serviços de Tecnologia da Informação (TI); serviços de manutenção de aplicativos e programas; serviços de processamento de dados, de acesso à internet banda larga, entre outros.

Principal instância decisória da Política Nacional das ZPEs, o Conselho é um órgão deliberativo da estrutura do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), sendo composto por diversos Ministérios, como o da Fazenda. Para ter acesso aos benefícios, as empresas precisam ter projeto aprovado pelo CZPE, para prestação de serviços exclusivamente ao mercado externo.

Com a publicação da Resolução e da Instrução Normativa, as empresas prestadoras de serviços poderão aproveitar os benefícios previstos na Lei nº 11.508/2007, incluindo, por exemplo, a possibilidade de importar ou adquirir, no mercado interno, máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos com isenção de Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Cofins-Importação, Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep); Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

FONTE: RECEITA FEDERAL

IMAGEM: DIVULGAÇÃO RECEITA FEDERAL

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Agronegócio, Exportação

Exportações do agronegócio somam US$ 82 bilhões no 1º semestre de 2025 e mantêm protagonismo na balança comercial

Apesar de leve queda em relação ao ano anterior, setor responde por quase metade das vendas externas do país, com destaque para carnes, soja e aumento na diversificação de destinos

Balança comercial do agro mantém superávit robusto

As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 82,1 bilhões no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento da Consultoria Agro do Itaú BBA, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No mesmo período, as importações do setor somaram US$ 10,1 bilhões, resultando em um superávit de US$ 71,9 bilhões — uma leve retração de 1,1% em comparação a 2024.

A queda se deve a uma leve redução nas exportações (-0,2%) e aumento nas importações (+5,9%), impulsionadas principalmente pelos desembarques de cacau (319%), óleo de palma (48%) e trigo (3%).

Setor agro mantém quase metade da receita das exportações brasileiras

O agronegócio foi responsável por 49% de toda a receita das exportações do Brasil entre janeiro e junho de 2025, mesma participação registrada no mesmo período de 2024. O índice segue em linha com a média dos últimos cinco anos, consolidando o papel do setor como principal motor da balança comercial brasileira.

Junho fecha em leve queda, mas semestre é o terceiro melhor da história

Em junho, o setor exportou US$ 14,61 bilhões, valor 1,2% inferior ao de maio e 1,3% abaixo do mesmo mês de 2024. Ainda assim, o desempenho do semestre em dólares foi o terceiro melhor da história. A valorização cambial também favoreceu a receita em reais, com o dólar cotado, em média, a R$ 5,76 — alta de 13,27% na comparação anual.

Carnes ganham espaço; soja mantém liderança

A soja em grãos continuou liderando a pauta de exportações, com 31% de participação no total exportado — ligeira queda em relação aos 34% de 2024. Essa redução foi compensada por ganhos nas exportações de carne bovina, cuja participação subiu de 6% para 8%, com avanços em volume e preço. As carnes suína e de frango também apresentaram bom desempenho, embora esta última tenha sido impactada pela gripe aviária no Rio Grande do Sul a partir de maio.

No setor sucroenergético, os embarques de açúcar e etanol caíram em razão da antecipação da safra em 2024, o que distorce a base de comparação.

China segue como principal destino, mas perde participação

A China permaneceu como o maior mercado para o agro brasileiro, com 34% das exportações no semestre. No entanto, esse percentual foi ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período de 2024 (35%). Ao mesmo tempo, mercados como os Estados Unidos, União Europeia e países asiáticos emergentes ampliaram sua participação, indicando maior diversificação nos destinos.

Exportações para a Ásia somam US$ 41,5 bilhões

As vendas para o continente asiático caíram 2,7% em receita no semestre, reflexo da queda nos preços da soja. A China foi responsável por 67% das exportações para a região. Os principais produtos enviados foram soja em grãos, carne bovina, celulose e açúcar VHP.

União Europeia amplia compras, com destaque para café e farelo de soja

A União Europeia importou US$ 12 bilhões do agro brasileiro no primeiro semestre, crescimento de 8,6% em relação ao mesmo período de 2024. O café verde liderou as vendas, seguido por farelo de soja e soja em grãos. A Alemanha foi o maior comprador de café dentro do bloco, com 30% de participação.

Estados Unidos elevam importações mesmo com tarifas

Apesar de tarifas impostas em abril, os embarques para os EUA somaram US$ 6,6 bilhões — alta de 20% em relação ao 1º semestre de 2024. A carne bovina se destacou, com aumento superior a 100% no volume exportado, atingindo 157 mil toneladas e receita de US$ 791 milhões.

Desempenho por produto no semestre

Confira os principais números do 1º semestre de 2025:

  • Soja em grãos: 64,9 milhões de toneladas (+1%), com preço médio de US$ 391,5/t (-10%)
  • Óleo de soja: +26% no volume; preço médio de US$ 1.032,5/t (+9%)
  • Carne bovina: 1,29 milhão de toneladas (+13%), com preço médio 13% maior (US$ 5.100/t)
  • Etanol: Queda de 26% nos volumes; alta de 4% no preço médio
  • Milho: Redução de 22% no volume exportado; leve alta nos preços
  • Café verde: Queda de 18% no volume, mas alta de 79% nos preços (US$ 6.456,4/t)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agricultura, Economia, Exportação, Importação, Tributação

Importados do Brasil pesam na inflação dos EUA antes mesmo da tarifa

Grupo alimentação puxou preços ao consumidor, com destaque para café e frutas cítricas

A inflação nos Estados Unidos voltou a subir em junho, atingindo seu nível mais alto em quatro meses, à medida que o aumento de preços — incluindo aqueles provenientes de tarifas — tiveram um impacto maior.

Os preços ao consumidor subiram 0,3% no mês passado, elevando a taxa de inflação anual para 2,7%, a mais alta desde fevereiro, de acordo com os últimos dados do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) divulgados na terça-feira (15) pelo BLS (Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA).

Esperava-se que o dado de junho fosse um “ponto de virada” em que tarifas elevadas deixariam uma marca ainda maior nos dados de inflação. No entanto, até que ponto as tarifas podem aumentar a inflação e por quanto tempo isso pode durar ainda é uma questão em aberto.

Economistas como Heather Long, da Navy Federal Credit Union, alertaram que os impactos relacionados às tarifas ainda são iniciais.

“As tarifas estão começando a pesar”, disse a economista-chefe da Navy Federal Credit Union, em entrevista à CNN Internacional. “Não foi tão ruim quanto o esperado, mas dá para ver nos dados. Isso parece o primeiro inning, os estágios iniciais do que provavelmente será um número cada vez maior de itens apresentando aumento de preço.”

Ela observou como os preços do café e da laranja — categorias já duramente afetadas pelos impactos climáticos e que também devem sofrer pressão adicional com as tarifas — dispararam em junho.

Os produtos são duas das principais exportações que o Brasil faz aos EUA. Enquanto o café é 3º item mais vendido, somando US$ 1,172 bilhão entre janeiro e junho deste ano, os sucos de frutas — dentre os quais prevalece o da laranja — são o 6º, com US% 743 milhões.

O CPI apurou que o café subiu 2,2% nos EUA ao longo do último ano, enquanto as frutas cítricas 2,3%, acima da meta perseguida pelo Fed (Federal Reserve) de 2%.

“Você não compra uma máquina de lavar nova toda semana, mas compra frutas e vegetais”, disse Long.

Na terça, Trump comemorou a queda dos preços ao consumidor e autoridades da Casa Branca minimizaram o efeito das tarifas sobre a inflação geral. Trump pediu ao Fed que cortasse as taxas de juros “agora!”.

Os dados vieram em linha com as previsões dos economistas de que o CPI geral aumentaria em relação às variações mensal de 0,1% e anual de 2,4% relatadas em maio.

Eles esperavam que preços mais altos do gás ajudassem a elevar o índice geral (o que foi o caso) e anteciparam que um conjunto mais amplo de produtos mostraria o efeito das empresas repassando custos mais altos de importação aos consumidores (o que também foi o caso).

Excluindo gás e alimentos, que tendem a ser bastante voláteis, o núcleo do CPI ficou abaixo das expectativas, subindo 0,2% em relação a maio e 2,9% nos 12 meses encerrados em junho. No entanto, isso representa uma aceleração em relação aos 0,1% e 2,8%, respectivamente, do mês anterior.

Fonte: CNN Brasil

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Exportação, Internacional

China restringe exportação de tecnologia de baterias para carros elétricos

Governo chinês exige licença para exportar tecnologia de materiais catódicos usados em baterias de elétricos

A China anunciou, nesta terça-feira (15), uma nova rodada de restrições à exportação de tecnologias estratégicas ligadas à produção de baterias para veículos elétricos. Entre os itens agora incluídos na lista de controle do Ministério do Comércio estão as tecnologias de preparo de materiais catódicos como o fosfato de ferro e lítio (LFP) e o fosfato de ferro manganês-lítio (LMFP), amplamente utilizados em baterias de íon-lítio.

Com a atualização, qualquer exportação dessas tecnologias passa a requerer uma licença específica do governo chinês. A justificativa oficial é equilibrar desenvolvimento e segurança, impedindo que métodos considerados sensíveis sejam transferidos sem controle para o exterior.

“A tecnologia de preparação de materiais catódicos está sendo cada vez mais aplicada em áreas sensíveis. Incluir essas tecnologias na categoria de exportação restrita ajudará a promover o uso seguro e sustentável”, afirmou um porta-voz do Ministério do Comércio.

Galeria: CATL – Salão de Munique 2023

A medida afeta diretamente empresas envolvidas na cadeia de suprimentos global de baterias, incluindo fabricantes de células, sistemas de armazenamento e montadoras. Embora a exportação não esteja completamente proibida, a exigência de autorização prévia pode dificultar o acesso a essas tecnologias por empresas estrangeiras.

Além dos materiais catódicos, a revisão do catálogo chinês também ampliou o controle sobre processos metalúrgicos não ferrosos, como a extração de lítio de salmouras e espodumena, preparação de carbonato e hidróxido de lítio, além da produção de metais como lítio metálico e gálio.

A nova restrição ocorre em meio ao protagonismo da China no mercado global de baterias. Empresas como CATL e BYD lideram a produção de células LFP, que vêm ganhando espaço não apenas no mercado chinês, mas também em modelos de entrada na Europa e nos Estados Unidos.

Originalmente menos valorizadas em mercados ocidentais devido à menor densidade energética em comparação com as células NMC (níquel-manganês-cobalto), as baterias LFP evoluíram significativamente nos últimos anos. Novas gerações oferecem recargas mais rápidas e maior durabilidade, tornando-se atraentes para veículos acessíveis e para uso em frotas e serviços de mobilidade.

Mesmo quando produzidas fora da China, muitas células LFP ainda dependem de tecnologias e insumos desenvolvidos por empresas chinesas, especialmente nos estágios de preparo de cátodos e seus precursores.

Impacto global e tensões geopolíticas

A inclusão das tecnologias de baterias no catálogo restritivo também tem implicações geopolíticas. Os Estados Unidos e a União Europeia já demonstraram preocupação com a alta dependência de insumos críticos e tecnologias industriais provenientes da China. A medida reforça o movimento chinês de proteger setores estratégicos diante de disputas comerciais e tecnológicas. 

Vale lembrar que a China já havia imposto controles rigorosos à exportação de elementos de terras raras e, mesmo após suspender proibições absolutas, manteve dificuldades práticas no processo de concessão de licenças, com casos de autorizações revogadas por motivos formais.

A mudança indica que Pequim está disposta a usar seu domínio na cadeia de suprimentos de baterias como ferramenta estratégica. Para o setor automotivo global, especialmente fabricantes de veículos elétricos e seus fornecedores, o recado é claro: depender da China em etapas críticas da tecnologia pode se tornará cada vez mais arriscado.

Fonte: Inside EVs

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação

Corrente de comércio chega a US$ 323,9 bi de janeiro a 2° semana de julho

Na 2ª semana de julho, a Balança Comercial registrou superávit de US$ 1,09 bilhão e corrente de comércio de US$ 11,84 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,47 bilhões e importações de US$ 5,37 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 178,17 bilhões e as importações, US$ 145,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 32,37 bilhões e corrente de comércio de US$ 323,97 bilhões. A Balança Comercial da segunda semana de julho foi divulgada, nesta segunda-feira (14/07), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês | 2ª Semana de julho/2025

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de julho/2025 (US$1,36 bi) com a de julho/2024 (US$ 1,34 bi), houve crescimento de 1,9%. Em relação às importações, houve crescimento de 10% na comparação entre as médias até a 2ª semana de julho/2025 (US$ 1,11 bi) com a do mês de julho/2024 (US$ 1,01 bi).

Assim, até a 2ª semana de julho/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,48 bilhões e do saldo, também por média diária, foi de US$ 253,1 milhões. Comparando-se este período com a média de julho/2024, houve crescimento de 5,4% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor e Produtos

No acumulado das exportações, até a 2ª semana do mês de julho/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 50,65 milhões (7,1%) em produtos da Indústria de Transformação; crescimento de US$ 18,05 milhões (5,8%) em Indústria Extrativa; e queda de US$ 41,48 milhões (-13,3%) em Agropecuária.

No acumulado das importações, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 114,43 milhões (12,4%) em produtos da Indústria de Transformação; crescimento de US$ 1,41 milhões (6,7%) em Agropecuária; e queda de US$ 14 milhões (-22,4%) em Indústria Extrativa.

Confira a seguir um histórico das importações brasileiras via contêineres a partir de janeiro de 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Importações de contêineres | Jan 2022 – Maio 2025 | TEUs

Foto: Fred Pinheiro

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Agricultura, Exportação, Notícias

Pluma: Mato Grosso registra em junho o 2º maior volume exportado para o mês

Volume de pluma enviado pelo estado representou 69,77% das exportações nacionais no período

As exportações de pluma em junho somaram 92,67 mil toneladas em Mato Grosso. O volume é considerado o segundo maior para o mês em toda a série histórica, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Compilado das exportações, trazido pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal, destaca que a quantidade embarcada pelo estado representou 69,77% do total enviado pelo Brasil no mês.

Bangladesh e Turquia lideraram os embarques mato-grossenses de pluma, com 21,60 e 19,21 mil toneladas, respectivamente.

A China, que foi a maior importadora das últimas seis safras, adquiriu apenas 667 toneladas de pluma mato-grossense em junho, volume, conforme os dados, abaixo do habitual e o menor desde julho de 2022.

Ainda segundo o levantamento, o total observado até o momento, inclusive, é 2,31% acima das exportações totais da safra 2022/23.

A expectativa, frisa o Imea, é que o estado exporte 1,81 milhão de toneladas de pluma no fechamento do ciclo 2023/24. Dessa forma, para fechar a estimativa, o estado necessita exportar 75,05 mil toneladas em julho.

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Comércio Exterior, Exportação

Gripe aviária: Peru, Jordânia e Hong Kong retiram restrições de exportação à carne de aves brasileira

Nesta terça-feira (15), Peru, Jordânia e Hong Kong retiraram as restrições à exportação de carne de frango brasileira, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro (RS). 

Além disso, o Kuwait reduziu as restrições do estado do Rio Grande do Sul ao município de Montenegro (RS).  

A situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte: 

Sem restrição de exportação: África do Sul, Argélia, Argentina, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Iraque, Jordânia, Hong Kong, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Uruguai, Vanuatu e Vietnã. 

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia. 

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia. 

Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Catar e Kuwait 

Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão 

Suspensão limitada à zona: Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC). 

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio, Exportação

Exportações de veículos impulsionam balança comercial positiva do Paraná em junho

Boletim do Comércio Exterior da Fecomércio PR destaca avanço da indústria automotiva e novos mercados para produtos paranaenses

A balança comercial do Paraná fechou o mês de junho com superávit de US$ 36,70 milhões, resultado de exportações que somaram US$ 1,83 bilhão e importações de US$ 1,80 bilhão. A corrente de comércio atingiu US$ 3,63 bilhões no período. Os dados constam no Boletim do Comércio Exterior da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Apesar da queda nas exportações de dois dos principais produtos da pauta estadual, a soja (-37,28%) e carne de aves (-30,00%), o mês de junho registrou avanço expressivo em outras áreas, com destaque para o setor automotivo.

As exportações de veículos de passageiros cresceram 196,44% em relação a junho de 2024, totalizando US$ 80,84 milhões. Veículos rodoviários somaram US$ 43,46 milhões, com crescimento de 250,61%, e os veículos para transporte de mercadorias e usos especiais atingiram US$ 41,51 milhões, com alta de 91,77%.

Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o desempenho da indústria automotiva reforça o protagonismo do Paraná nesse setor. “Mesmo em um cenário global de desaceleração nas commodities, os números mostram que a indústria automotiva paranaense tem ampliado sua competitividade e consolidado sua posição como um dos motores da economia estadual”, afirma.

Nas importações, os produtos mais adquiridos pelo Paraná foram adubos ou fertilizantes químicos (US$ 307,90 milhões), com elevação de 18,73%, e partes e acessórios de veículos (US$ 112,77 milhões), que cresceram 14,52% no comparativo anual.

Parceiros comerciais 

Entre os principais destinos das exportações paranaenses, a China manteve a liderança com participação de 23,59%, apesar da queda de 36,48% em relação a junho do ano passado. A Argentina, porém, figura como o segundo principal parceiro comercial paranaense, com aumento expressivo de 166,55% nas exportações, alcançando 9,10% do volume comercializado pelo estado. A nova política tarifária dos Estados Unidos impactou as exportações, que caíram 7,1% na variação anual, posicionando o mercado americano na terceira posição do ranking, com uma participação de 6,9%.  Historicamente, o Paraná apresenta déficits na balança comercial com os Estados Unidos, em 2017 e 2019, por exemplo, o saldo negativo ultrapassou US$ 1,3 bilhão. Contudo, essa tendência se inverteu em 2024, quando o estado registrou um superávit de US$ 108 milhões, resultado que se manteve positivo também em 2025.

“Quando determinados mercados passam a impor restrições ou reduzem a demanda, o empresariado busca alternativas. O avanço da Argentina como segundo maior destino das exportações é um sinal positivo de diversificação e abertura de novas oportunidades comerciais para o Paraná”, analisa Dezordi.

Além da Argentina, outros países ampliaram significativamente suas importações do Paraná, entre eles a Argélia (540,00%), Omã (243,03%), Índia (160,57%) e Singapura (92,72%).

Nas importações, a China também é o principal parceiro comercial, com 23,29% de participação e crescimento de 13,13% no período. Já os Estados Unidos, embora tenham reduzido suas compras de produtos paranaenses, aumentaram em 27,60% o volume exportado ao estado. As importações da Argentina também cresceram, com elevação de 10,93%.

O Boletim do Comércio Exterior da Fecomércio PR está disponível para consulta AQUI.

Fonte: Fecomércio PR

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Comércio Exterior, Exportação

Brasil deve liderar as exportações globais de tabaco pelo 32º ano consecutivo

O Brasil deve manter sua liderança global nas exportações de tabaco pelo 32º ano consecutivo. De janeiro a junho de 2025, o país embarcou 206.518 toneladas do produto. O volume gerou uma receita de US$ 1,36 bilhão. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento (MDIC/ComexStat).

Esse desempenho representa um aumento de 5,77% no volume exportado em comparação com o primeiro semestre de 2024. Em termos de receita, o crescimento foi de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado (quando o setor alcançou US$ 1,24 bilhão).

Os principais compradores do tabaco brasileiro foram China, Bélgica, Estados Unidos, Indonésia, Turquia e Emirados Árabes Unidos. O setor espera encerrar o ano com exportações superiores a US$ 3 bilhões. A projeção leva em conta estimativas da consultoria Deloitte, que prevê um crescimento entre 10,1% e 15% nas vendas externas em 2025.

Segundo Valmor Thesing, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), o setor mantém uma média de mais de 500 mil toneladas exportadas por ano.

“Nossa produção é vendida para mais de 100 países”, afirma. Ele destaca a preferência internacional pelo produto brasileiro e conta com o Sistema Integrado de Produção de Tabaco para garantir o fornecimento.

O Rio Grande do Sul é responsável pela maior parte das exportações de tabaco do Brasil. No primeiro semestre de 2025, o estado embarcou 188,3 mil toneladas. O valor total chegou a US$ 1,2 bilhão. A safra representou 12,55% do total das exportações gaúchas em 2024. Neste ano, lidera o ranking das vendas externas do Rio Grande do Sul.

Fonte: Revista Cultivar

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Comércio Exterior, Exportação, Mercado Internacional

Exportações da China avançam em junho antes do prazo de Trump para tarifas

Embarques do país aumentaram 5,8% em junho em relação ao ano anterior, superando a previsão da Reuters e o crescimento em maio

As exportações da China recuperaram o ímpeto em junho, uma vez que as empresas se apressaram em enviar pedidos para capitalizar uma frágil trégua tarifária com os Estados Unidos antes do prazo do próximo mês, com remessas para os centros de trânsito do Sudeste Asiático particularmente fortes.

Empresas de ambos os lados do Pacífico estão aguardando para ver se as duas maiores economias do mundo conseguirão chegar a um acordo mais duradouro ou se as cadeias globais de oferta serão novamente prejudicadas pela reimposição de tarifas superiores a 100%.

Os produtores chineses, que enfrentam uma demanda fraca no país e condições mais severas nos Estados Unidos, onde vendem mais de US$ 400 bilhões em mercadorias por ano, também estão protegendo suas apostas e correndo para conquistar participação de mercado em economias mais próximas.

Dados da alfândega divulgados nesta segunda-feira (14) mostraram que os embarques da China aumentaram 5,8% em junho em relação ao ano anterior, superando a previsão de alta de 5% em uma pesquisa da Reuters e o crescimento de 4,8% em maio.

“Há alguns sinais de que a demanda antecipada está começando a diminuir gradualmente”, disse Chim Lee, analista sênior da Economist Intelligence Unit.

“O desvio e o redirecionamento do comércio parecem continuar, o que atrairá a atenção das autoridades nos EUA e em outros mercados”, acrescentou.

As importações avançaram 1,1% após um declínio de 3,4% em maio. Os economistas previam aumento de 1,3%.

Analistas e exportadores estão atentos para ver se um acordo firmado em junho entre os negociadores dos EUA e da China será mantido, depois que um acordo anterior, de maio, foi prejudicado por uma série de controles de exportação que interromperam as cadeias globais de oferta dos principais setores.

As exportações para os EUA cresceram 32,4% em relação ao mês anterior, sendo junho o primeiro mês completo em que os produtos chineses se beneficiaram da redução das tarifas dos EUA.

Enquanto isso, os embarques para a Associação das Nações do Sudeste Asiático, composta por 10 membros, aumentaram 16,8%.

O superávit comercial da China em junho foi de US$ 114,7 bilhões, acima dos US$ 103,22 bilhões registrados em maio.

Fonte: CNN Brasil

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