Comércio Exterior, Economia, Exportação, Notícias, Tributação

Para fortalecer acordo comercial, Trump suspende restrições à exportação de tecnologia para a China, diz jornal

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra o país asiático.

Os Estados Unidos suspenderam restrições à exportação de produtos de tecnologia para a China visando o fortalecimento de um acordo comercial entre os países, segundo o jornal Financial Times (FT).

Em reportagem publicada nesta segunda (28), o veículo informou que a medida também visa apoiar os esforços do presidente Donald Trump para garantir um encontro com o presidente Xi Jinping ainda este ano.

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra a China.

Neste mandato, segundo o FT, Trump estava restringiu as exportações de tecnologia para a China. O governo chegou a informar a gigante da tecnologia Nvidia que bloquearia a exportação do chip H20, projetado para o mercado chinês, após o governo Biden ter restringido chips mais avançados.

Trump voltou atrás após conversas com o CEO da Nvidia, Jensen Huang. Neste mês, a empresa anunciou que retomaria as vendas de suas unidades de H20 para a China.

A retomada planejada faz parte das negociações dos EUA sobre terras raras e ímãs, segundo declarou o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

O jornal afirmou ainda que 20 especialistas em segurança e ex-funcionários, incluindo o ex-vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Matt Pottinger, planejam manifestar preocupação com a decisão nesta segunda-feira (28).

Segundo reportagem publicada neste domingo (27), fontes ouvidas pelo jornal afirmam que essa é a expectativa para a terceira rodada de negociações entre os dois países, que irá ocorrer em Estocolmo, na Suécia, nesta segunda-feira (28).

Uma fonte disse que as duas nações se comprometerão a não impor tarifas adicionais uma à outra, nem intensificar a guerra comercial por outros meios.

“Essa medida representa um erro estratégico que coloca em risco a vantagem econômica e militar dos Estados Unidos na área de inteligência artificial”, escreveram eles na carta, segundo o Financial Times.

Trégua por mais 90 dias

Os Estados Unidos e a China estenderão sua trégua tarifária por mais 90 dias, de acordo com o jornal chinês “South China Morning Post”.

Três pessoas familiarizadas com a posição de Pequim, dizem que a delegação chinesa também pressionará a equipe comercial de Trump sobre tarifas relacionadas ao fentanil, já que o presidente Donald Trump, impôs uma taxa adicional de 20% sobre as importações chinesas, em março, alegando que Pequim não havia feito o suficiente para interromper o fluxo da droga para os EUA.

De acordo com uma delas, o governo chinês pode aceitar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações se as taxas adicionais fossem suspensas.

Ao chegar para reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia, Donald Trump disse a repórteres que os dois países estão perto de fechar um acordo:

“Estamos muito perto de um acordo com a China. Realmente fizemos um acordo com a China, mas vamos ver como isso vai acontecer”.

O acordo entre os dois países

No dia 12 de maio, os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias.

China e EUA anunciam acordo para pausar tarifaço

Cerca de duas semanas depois, no entanto, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de violar o acordo em uma publicação em sua rede Truth Social:

“A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO”, postou.

Desde que anunciou um ‘tarifaço’ com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, o republicano vem enfrentando muitas críticas, mesmo de aliados. A forte queda de braço com o governo chinês antes das negociações só piorou a situação.

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

Algumas horas depois do post do presidente americano, a China se pronunciou através de um comunicado divulgado por sua embaixada em Washington. Pediu que os Estados Unidos acabem com as “restrições discriminatórias” contra Pequim e que os dois lados “mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível em Genebra”.

“Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis”, disse o porta-voz da embaixada, Liu Pengyu.

Relembre a guerra tarifária entre China e EUA

A guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o anúncio das tarifas prometidas por Trump, no início de abril.

A China foi um dos países tarifados — e com uma das maiores taxas, de 34%. Essa taxa se somou aos 20% que já eram cobrados em tarifas sobre os produtos chineses anteriormente.

Como resposta ao tarifaço, o governo chinês impôs, em 4 de abril, tarifas extras de 34% sobre todas as importações americanas.

Os EUA decidiram retaliar, e Trump deu um prazo para a China: ou o país asiático retirava as tarifas até as 12h de 8 de abril, ou seria taxado em mais 50 pontos percentuais, levando o total das tarifas a 104%.

A China não recuou e ainda afirmou que estava preparada para “revidar até o fim”.

Cumprindo a promessa, Trump confirmou a elevação das tarifas sobre os produtos chineses.

A resposta chinesa veio na manhã de 9 de abril: o governo elevou as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, acompanhando o mesmo percentual de alta dos EUA.

No mesmo dia, Trump anunciou que daria uma “pausa” no tarifaço contra os mais de 180 países, mas a China seria uma exceção.

O presidente dos EUA subiu a taxação de produtos chineses para 125%.

Em 10 de abril, a Casa Branca explicou que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20% já aplicada anteriormente sobre a China, resultando numa alíquota total de 145%.

Como resposta, em 11 de abril, os chineses elevaram as tarifas sobre os produtos americanos para 125%.

Fonte: G1

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Exportação

Na WEG, tarifas de Trump podem mudar rota de exportações — e dos preços

Após balanço mal recebido por investidores, executivos desenham estratégias para reduzir impacto de um possível ‘tarifaço’

A guerra tarifária foi um dos principais temas da teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre da WEG (WEGE3). A companhia tem exposição relevante no exterior, em especial o mercado americano, e avalia formas de mitigar os riscos de um “tarifaço”. No segundo trimestre, em específico, o impacto foi moderado, avaliam os executivos.

“O impacto não foi tão significativo, até porque houve algumas recomposições de preços para compensar essas tarifas”, afirmou André Salgueiro, diretor de relações com investidores da WEG. Geralmente, tarifas adicionais elevam os custos de produção da companhia.

No primeiro mandato de Donald Trump, entre 2017 e 2021, o foco das tarifas estava em produtos importados do México, onde a WEG também possui operações. Nesse segundo round, a companhia pretende se valer da flexibilidade da cadeia de exportação para mitigar riscos.

Realocar x reprecificar

Segundo Salgueiro, a WEG pode alocar rotas de exportação. Assim, os produtos do Brasil podem atender México e Índia, enquanto os americanos seriam abastecidos por outros mercados. Essa realocação, porém, depende de como os outros exportadores vão ser taxados pelos Estados Unidos. No cenário atual, o Brasil seria um dos mais impactados (caso os 50% permaneçam).

Os transformadores da WEG, produzidos no Brasil, atendem principalmente o mercado interno e a América Latina. Os Estados Unidos, por sua vez, dependem tanto da importação de produtos acabados quanto suprimentos. Um terço de motores elétricos importados pelos americanos vem do Brasil.

Resultados mais fracos que o esperado

O desempenho da WEG no segundo trimestre ficou abaixo das expectativas do mercado. A receita operacional líquida da companhia foi de R$ 10,2 bilhões, abaixo da previsão do Itaú BBA, que estimava R$ 10,9 bilhões.

A empresa atribuiu essa oscilação, principalmente, a uma desaceleração no ciclo de pedidos em equipamentos eletroeletrônicos industriais, devido à incerteza gerada pelas tarifas e questões geopolíticas. No entanto, a divisão de ciclo curto, que inclui equipamentos industriais, ainda mostrou um bom desempenho, com um crescimento significativo em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Outro fator negativo foi o desempenho do segmento de Geradores e Transformadores (GTD), que apresentou uma queda de 13,1% na receita do mercado interno, somando R$ 2,07 bilhões no segundo trimestre. No mercado externo, o crescimento foi de 1,6%, com receita de R$ 2,04 bilhões, mas ainda abaixo das expectativas do BTG Pactual, que projetava R$2,3 bilhões e R$ 2,2 bilhões, respectivamente.

A WEG atribui parte do desempenho mais fraco ao impacto de operações da Joint Venture na Índia e de turbinas a vapor na Europa, além da queda nas exportações do Brasil.

Após a divulgação do balanço, as ações da WEG estão sendo negociados nos menores preços do ano e caem, nesta quinta-feira, pelo segundo dia consecutivo.

Fonte: Exame

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Exportação

Exportações brasileiras de frango mantêm receita no 1º semestre de 2025, mesmo com foco de gripe aviária

Mesmo com registros de gripe aviária, setor avícola mantém desempenho positivo e garante estabilidade nas vendas externa

Apesar do registro de gripe aviária no Rio Grande do Sul, as exportações brasileiras de carne de frango para os países árabes mantiveram estabilidade no primeiro semestre de 2025. Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, as vendas somaram US$ 1,75 bilhão, um leve recuo de 0,53% em relação ao mesmo período de 2024.

Gripe aviária afeta crescimento, mas não paralisa embarques

O foco de gripe aviária registrado em maio, no Rio Grande do Sul, interrompeu o crescimento das exportações que vinham acumulando avanço de cerca de 10% nos primeiros quatro meses do ano. Mesmo assim, os embarques para os países árabes se mantiveram estáveis, graças à confiança dos importadores e aos contratos de longo prazo firmados com os frigoríficos brasileiros.

“Acreditamos que a confiança entre os frigoríficos brasileiros e seus parceiros árabes foi fundamental para a continuidade das vendas. O Brasil tem credibilidade internacional por seus rígidos padrões sanitários, o que facilita a retomada mesmo após episódios como o foco no RS”, afirma Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira.

Novo foco no Ceará não preocupa o setor

Um novo foco de gripe aviária foi registrado recentemente em uma criação de subsistência no município de Quixeramobim (CE), mas não deve causar impactos imediatos nas exportações ao mundo árabe. A maioria das granjas que abastecem esse mercado está localizada na Região Sul do Brasil, distante do foco.

Atualmente, apenas Arábia Saudita e Omã mantêm restrições ao frango proveniente do Rio Grande do Sul. O Catar impõe limites específicos à produção da cidade de Montenegro, local do foco anterior. Mourad também informou que a Câmara está em contato com as 17 representações diplomáticas árabes no Brasil e com governos do bloco, repassando informações oficiais sobre a situação no Ceará.

Exportações gerais recuam, mas perspectivas seguem positivas

Embora o setor de frango tenha mantido a receita estável, o total das exportações brasileiras para os países árabes recuou 16,93% no primeiro semestre de 2025, somando US$ 9,22 bilhões. Apesar do cenário de queda, Mourad se mostra otimista quanto aos próximos meses do ano.

O secretário destaca sinais de aquecimento nas principais economias árabes, com aumento na demanda por produtos brasileiros usados na indústria de transformação, como café, celulose, animais vivos e obras de ferro fundido. “O consumo nos países árabes segue firme. Podemos não repetir os números de 2024, mas esperamos resultados comerciais expressivos e um superávit robusto nas relações com o bloco”, conclui Mourad.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Informação, Tributação

Empresas de SC preveem crise e demissão em massa no setor madeireiro com tarifaço de Trump

Especialista alerta que impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos pode acarretar em demissões em massa na região de São Bento do Sul e Campo Alegre.

Empresas do setor madeireiro e fábricas de móveis de Santa Catarina já sentem os impactos negativos após o anúncio de medidas econômicas para o Brasil, anunciadas por Donald Trump. O tarifaço de 50% em produtos brasileiros inicia em 1º de agosto e já abala conexões comerciais entre os dois países. Especialistas do mercado alertam sobre crise e demissões em massa no Estado.

Cerca de 40% das empresas de São Bento do Sul e Campo Alegre, cidades referências no setor moveleiro, já precisaram paralisar o processo de produção e exportação de produtos para os Estados Unidos. De acordo com o presidente do Sindicato de Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sindusmobil), Luiz Carlos Pimentel, o tarifaço de Trump impacta diretamente as indústrias do Planalto Norte catarinense e acrescenta que é comum existir dificuldade de reajuste de preços:

— O mercado americano sempre foi um dos mais criteriosos quando se trata de aceitar qualquer tipo de reajuste de preço. É sempre muito difícil de você conseguir repassar um reajuste para um americano — analisa Pimentel.
O presidente do sindicato ainda detalha que algumas empresas podem ter condições de armazenar a produção até que a situação seja esclarecida. No entanto, outras precisarão reduzir jornadas de trabalho e até aplicar férias coletivas. Até o momento, a região não registrou demissão devido à taxação.

— Isso porque os Estados Unidos são os principais compradores externos de móveis de madeira produzidos em Santa Catarina. A região de São Bento do Sul é responsável, sozinha, por 50% de exportação de móveis do Estado de Santa Catarina. Do montante de 84 milhões de dólares de móveis exportados no último ano, cerca de 55% vai pro mercado americano — frisa Pimentel.

Cenário em SC

Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, o setor madeireiro é um dos mais importantes do Estado. Atualmente, existem 6.019 empresas moveleiras em todo o território catarinense. São 73.419 pessoas contratadas.

— Essa indústria madeireira está muito focada no mercado americano. Então a preocupação é de que realmente seja aplicada essa tarifa de 50% já a partir de 1º de agosto. Estamos trabalhando para que haja uma prorrogação desse prazo e tenha um prazo maior para negociação – expõe o presidente da Fiesc.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Madeiras do Médio e Alto Vale do Itajaí (Sindimade), Ricardo Rozene Rossini, ainda diz que caso o tarifaço não seja revertido o mercado catarinense e brasileiro poderá passar por grandes alterações.

— Caso não tenhamos sucesso, infelizmente o setor da madeira terá que passar a fazer demissões em massa como jamais se viu na história do setor — alerta Rossini.

Nesta quarta-feira (23), o Grupo Ipumirim, grande empresa do setor madeireiro localizado no Oeste do Estado, anunciou que 550 funcionários receberão férias coletivas nos próximos dias. De acordo com a direção da companhia, a decisão é momentânea até que os governos do Brasil e Estados Unidos cheguem a um acordo que dê fim a esse impasse comercial.

FONTE: NSC Total

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Exportação

Volkswagen inicia exportações do Tera, estreante mais vendido da marca

Países da América Latina são os primeiros a receber o compacto, que teve 12.296 unidades vendidas em 50 minutos

Argentina, Aruba, Chile, Colômbia, Costa Rica, Curaçao, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Paraguai e Uruguai são os primeiros países a receber o Tera após o lançamento no Brasil. Ainda em 2025, a Volkswagen exportará o modelo para Bolívia, Equador, Panamá, Peru, República Dominicana e St. Maarten.

“O início das exportações do Tera representa um marco na trajetória da Volkswagen do Brasil como maior exportadora do setor automotivo brasileiro, com mais de 4,3 milhões de unidades já embarcadas em seu histórico”, afirma Hendrik Muth, vice-presidente de Vendas da Volkswagen para a América do Sul.

“Uma operação integrada entre as áreas de Logística, Produção e Vendas marcou o início das exportações do Tera. Essa conquista representa mais um avanço significativo na estratégia de crescimento internacional da marca”, complementa Anderson Ramos, diretor de Logística da Volkswagen para a América do Sul.

Quinto de 21 novos produtos que serão lançados pela Volkswagen na América do Sul até 2028, o Tera – principal lançamento da marca desde a quinta geração do Gol, em 2008 – teve 12.296 unidades vendidas em apenas 50 minutos na noite de seu lançamento, em 5 de junho. Foi o maior “open doors” da história da marca no Brasil, de acordo com a marca.

Em maio de 2025, a Volkswagen do Brasil retomou as exportações para a África com um lote de 200 unidades do T‑Cross embarcadas para Camarões, Costa do Marfim, Gana, Madagascar, Ruanda e Senegal. Os próximos embarques para a região – que somam cerca de 62 mil veículos entre 1980 e 2023 – estão previstos para agosto e novembro. Segundo a empresa, o continente africano é um parceiro importante, com similaridades com o da América Latina, como oportunidades de crescimento e perfil dos consumidores.

Assim, a Volkswagen do Brasil aumentou em 54,21% as suas exportações no 1º semestre de 2025, com 55.331 unidades já embarcadas, ante 35.879 unidades exportadas no mesmo período de 2024.

Em 2025, os principais mercados de exportação da fabricante foram Argentina (28.501 unidades), México (13.435), Colômbia (5.100) e Chile (3.057). Os modelos mais exportados foram Polo (22.893 unidades), Saveiro (11.906), T‑Cross (9.860) e Nivus (8.732). Atualmente, a marca atua nos portos de Santos/SP (exportação), Suape/PE (importação), Vitória/ES (importação) Paranaguá/PR (exportação e importação).

Com 185.391 unidades emplacadas no primeiro semestre do ano, a VW cresceu 10,6% em relação aos primeiros seis meses de 2024, quando registrou 167.654 vendas. No período, o mercado de veículos leves ampliou as vendas em 5%, com 1.132.700 licenciamentos, segundo a Anfavea, a associação dos fabricantes.

Fonte: MotorShow

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Comércio Exterior, Exportação

Tarifa de 50% de Donald Trump pode zerar exportação de suco de laranja brasileiro para os EUA, diz CNA

Item deve ser um dos mais afetados pelo tarifaço de Trump. Em 2024, produtores brasileiros exportaram para os EUA mais de um milhão de toneladas de suco.

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros aplicada pelo presidente Donald Trump deve zerar a exportação de suco de laranja brasileiro para o mercado dos Estados Unidos, segundo uma nota técnica da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

O produto deve ser um dos mais afetados pelo tarifaço de Trump. Em 2024, produtores brasileiros exportaram para os EUA mais de um milhão de toneladas de suco.

“Alguns produtos sofrerão mais impacto que outros, caso dos sucos de laranja, em que a tarifa se tornaria impeditiva para o produto brasileiro. Enquanto isso, produtos como o café verde teriam um menor impacto relativo, devido à queda na oferta do grão no mercado internacional nos últimos anos, o que faz com que a capacidade de substituição seja mais rígida”, diz a nota.

O Brasil é o maior produtor de suco de laranja do mundo. De cada cinco copos consumidos no planeta, três são produzidos em solo brasileiro. Um dos principais mercados do produto é a América do Norte.

A CNA estima uma redução de 48% no valor das exportações brasileiras para os Estados Unidos com a tarifa. Isso representaria 5,8 bilhões de dólares a menos na venda de produtos agropecuários para o mercado norte-americano. A estimativa considera a repetição do saldo de 2024 – quando exportou 12,1 bilhões de dólares.

Além do suco de laranja, o setor açucareiro também deve sofrer forte impacto. A estimativa é de que açúcares de cana tenham uma redução de 74% do volume exportado, em relação ao ano passado. Já a venda de sacarose quimicamente pura, uma forma refinada do açúcar, também deve zerar.

O volume de exportação de artigos de madeira, que é considerado como produto agropecuário pelo Ministério da Agricultura, deve cair 93%. Obras em madeira podem ter uma redução de 77% na exportação.

Na sexta-feira (25), senadores devem embarcar para os Estados Unidos para participarem de uma rodada de negociações com empresários e congressistas norte-americanos. Eles vão tentar sensibilizar as empresas para que ajudem na negociação com o governo Trump. As reuniões ocorrerão entre os dias 28, 29 e 30.

Eles participaram de uma reunião no Ministério das Relações Exteriores, com a participação do ministro Mauro Vieira, nesta quarta (23). Os senadores receberam um briefing dos principais discursos que têm sido feitos contra o Brasil e de como combatê-los.

Fonte: G1

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Agronegócio, Exportação

CNA estima perda de US$ 5,8 bilhões em exportações do agronegócio aos EUA com tarifa de 50%

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o agronegócio deixará de exportar US$ 5,8 bilhões aos Estados Unidos neste ano com a imposição da tarifa de 50% anunciada pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros. A sobretaxa está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.

A projeção da confederação considera uma queda de 48% nos embarques de produtos do agronegócio ao mercado norte-americano ante os US$ 12,1 bilhões comercializados em 2024.

O cálculo, informou a CNA em nota, considera a “elasticidade” das importações de bens nos Estados Unidos, com o impacto da alíquota de 50%.

“A elasticidade das importações de um país mede o quanto o volume importado reage a mudanças no preço dos produtos. Assumiu-se que o choque causado nas tarifas seria integralmente transmitido para os preços de importação. Ou seja, uma elevação de 50% nas tarifas elevaria em 50% os preços finais”, explicou a CNA na nota.

O indicador de elasticidade foi estimado com base nos dados de comércio dos EUA nos últimos cinco anos, explicou a CNA. Quanto menor o indicador, maior o impacto sobre as importações americanas.

De acordo com a confederação, a maior parte dos produtos agropecuários exportados para os Estados Unidos possui elasticidade menor que -1, indicando uma maior sensibilidade às variações de preço.

De acordo com o estudo da entidade, na aplicação da tarifa de 50%, as exportações brasileiras de suco de laranja, açúcares de beterraba, outros açúcares de cana e sacarose cairiam a zero.

“Alguns produtos sofrerão mais impacto que outros, caso do suco de laranja, em que a tarifa se tornaria impeditiva para o produto brasileiro”, explicou a entidade.

Produtos como etanol e sebo de bovinos também devem ter quedas expressivas nas exportações aos Estados Unidos, com redução prevista em volume de, respectivamente, 71% e 50%.

Já os embarques de café não torrado e não descafeinado seriam os menos afetados, com redução prevista de 25% em volume.

“Enquanto isso, produtos como o café verde teriam um menor impacto relativo, devido à queda na oferta do grão no mercado internacional nos últimos anos, o que faz com que a capacidade de substituição seja mais rígida”, observa a confederação.

A venda de carne bovina e açúcar de cana têm impactos limitados previstos, com 33% em volume que deixariam de ser exportados.

Fonte: Estadão

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Comércio Exterior, Exportação, Inovação

Planejamento, inovação e visão global: os caminhos para o sucesso na exportação, segundo Mariana Pires Tomelin

Em um cenário internacional cada vez mais dinâmico e competitivo, o sucesso nas exportações depende de muito mais do que ter um bom produto. É o que afirma Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência no setor. À frente da ExonTrade Business Intelligence, Mariana lidera projetos de internacionalização que unem tecnologia, estratégia e inteligência de mercado para transformar empresas brasileiras em protagonistas globais.

Reconhecida por sua atuação à frente de operações internacionais eficientes e sustentáveis, Mariana defende que o planejamento estratégico, a capacitação e a inovação são pilares fundamentais para a inserção bem-sucedida em mercados externos. Ela acredita que o Brasil tem um enorme potencial de crescimento no comércio internacional — desde que esteja preparado para os desafios e oportunidades que ele apresenta.

Nesta entrevista, a especialista compartilha insights práticos sobre os primeiros passos na exportação, os cuidados com a adaptação de produtos e a importância da inovação e da visão estratégica no setor.

Que papel o planejamento estratégico desempenha no sucesso da exportação?
Mariana – O planejamento permite antecipar riscos, organizar processos, preparar equipes e construir metas realistas. Sem planejamento, a exportação pode virar um esforço isolado e insustentável.

Como as micro e pequenas empresas podem começar a exportar com segurança?
Mariana – Elas devem buscar capacitação, participar de programas de incentivo à exportação, estudar o mercado-alvo e começar com operações-piloto. Hoje, há muitas plataformas e órgãos de apoio à disposição.

A atuação internacional exige adaptação dos produtos ou serviços?
Mariana – Em muitos casos, sim. Pode ser necessária a adaptação de embalagem, rótulos, certificações técnicas e até mesmo do posicionamento da marca. Essa adaptação demonstra respeito ao mercado local e aumenta a aceitação do produto.

Como lidar com as exigências documentais do comércio exterior?
Mariana – É essencial montar um checklist robusto e manter uma comunicação fluida entre os departamentos envolvidos. Ter apoio de um despachante aduaneiro e sistemas integrados de gestão documental é um grande diferencial.

O que mudou no comércio exterior nos últimos 5 anos?
Mariana – Houve avanços expressivos na digitalização dos processos, maior exigência de sustentabilidade, aumento da volatilidade geopolítica e uma crescente demanda por rastreabilidade e transparência.

Quais habilidades você considera essenciais para um profissional da área?
Mariana – Visão estratégica, capacidade de negociação, conhecimento técnico em legislação e logística, domínio de idiomas, familiaridade com tecnologia e sensibilidade cultural são indispensáveis.

Como você enxerga o papel do Brasil no comércio exterior nos próximos anos?
Mariana – O Brasil tem potencial para ser protagonista, especialmente com alimentos, minérios, energia limpa e biotecnologia. Para isso, é preciso investir em infraestrutura, acordos comerciais e redução da burocracia.

Que conselhos você daria para quem deseja construir carreira em comércio exterior?
Mariana – Busque conhecimento prático, aprenda com erros, esteja sempre atualizado e desenvolva uma mentalidade global. O profissional dessa área precisa ser curioso, resiliente e conectado com as mudanças do mundo.

Há espaço para inovação no comércio exterior?
Mariana – Muito. Desde soluções logísticas inteligentes até plataformas de matchmaking internacional, passando por fintechs de câmbio e crédito. O setor ainda tem muito a evoluir com apoio de tecnologia.

Qual mensagem você deixa para as empresas brasileiras que ainda não exportam?
Mariana – A internacionalização pode parecer desafiadora, mas é perfeitamente viável com planejamento, orientação e coragem. O Brasil tem produtos e talentos de altíssimo nível, com a preparação adequada é possível diversificar mercados e trazer inúmeros benefícios para a empresa e sociedade.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Exportação

Abertura de mercado para exportação do guaraná em pó do Brasil para a Malásia

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 395 aberturas de mercado desde o início de 2023

O governo brasileiro e o governo da Malásia concluíram negociação fitossanitária para que o Brasil exporte guaraná em pó para aquele país.

O guaraná em pó, nativo da região amazônica, é um dos produtos da biodiversidade brasileira com maior demanda do mercado internacional. O fruto do guaraná é naturalmente rico em cafeína, taninos, saponinas e catequinas, que contribuem para efeitos estimulantes, antioxidantes e anti-inflamatórios. Por essas características, tem ganhado espaço nas indústrias de bebidas energéticas e suplementos. O Brasil lidera a produção global de guaraná e é o principal exportador do insumo.

A Malásia, com mais de 34 milhões de habitantes e uma indústria alimentícia em expansão, importou do Brasil mais de US$ 1,27 bilhão em produtos agropecuários em 2024, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, cereais, farinhas, café e carnes.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 395 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esse resultado é fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Empresas ficam sem tempo de “evitar tarifas” e corrida da exportação acaba

Tempo médio de viagem do Porto de Santos aos principais portos americanos é de 14 a 18 dias, enquanto taxas de 50% aos produtos brasileiros estão previstas a partir de 1º de agosto

As empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos já não conseguem embarcar as mercadorias antes das tarifas de 50% de Donald Trump entrarem em vigor em 1º de agosto.

Assim que a Casa Branca anunciou em 9 de julho a taxa de 50% a produtos do Brasil, exportadores de café, carne, celulose e outros produtos adiantaram os envios para fugir da medida. O embarque de proteínas animais, por exemplo, aumentou 96% nas duas primeiras semanas do mês.

A estratégia, porém, teve prazo de validade curto: não há mais tempo hábil para levar os itens ao país antes de 1º de agosto, data anunciada por Trump para começar o tarifaço.

À CNN, técnicos do Porto de Santos disseram que a viagem de um navio carregado para os principais portos americanos leva, em média, de 14 a 18 dias. Dessa maneira, mesmo que as cargas fossem enviadas nesta terça-feira (22), já não haveria escapatória à taxação, visto que falta nove dias para a medida da Casa Branca.

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) explica que as tarifas de importação são cobradas a partir do momento em que a mercadoria chega ao país de destino. Ou seja, se forem enviadas antes da vigência do tarifaço e chegarem depois, a taxa será cobrada.

Além do tempo médio de envio dos produtos para os EUA a partir do Porto de Santos, há algumas condições podem deixar a viagem ainda mais longa, conforme destacam as fontes, como outros tipos de rotas, viagens em escalas ou fatores climáticos.

No caso do café brasileiro, mais de 70% do produto que vai aos Estados Unidos sai do Porto de Santos. Deste total, cerca de 30% chega ao país pelo Porto de Nova Orleans e, cerca de 15%, pelo Porto de Nova York. Com tempo de viagem do navio cargueiro neste percurso pode chegar a 30 dias.

Com a iminência do tarifaço de Trump, o setor produtivo passa a apostar no diálogo com as empresas americanas, entre outras estratégias. A importadora de suco de laranja Johanna Food, localizada no estado de Nova Jersey, por exemplo, foi à Justiça dos Estados Unidos contra a medida de Trump.

Em outra frente, entidades e empresas americanas avaliam a possibilidade de propor ao governo dos Estados Unidos uma lista de exceções às tarifas de 50%. A ideia seria pedir que produtos naturais não existentes nos EUA pudessem ser importados com taxa inferior.

Uma das entidades à frente da avaliação é a National Coffee Association, principal associação cafeeira dos EUA. O café seria o principal beneficiado por esta medida, visto que quase a totalidade do produto consumido nos EUA é importado. O Brasil é o principal fornecedor do item ao país, sendo responsável por cerca de 35% (mais de um terço) dos grãos que os Estados Unidos compram do exterior.

Também em outros segmentos, o setor de frutas seria beneficiado pela lista de exceções. O principal exemplo é a manga: a produção interna nos EUA quase inexiste, e o Brasil é o terceiro maior fornecedor do item para o país (responsável por cerca de 8% das importações).

Fonte: CNN Brasil

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