Especialista, O ESPECIALISTA

O ESPECIALISTA: DAISE SANTOS

VOCÊ NO CONTROLE: O PODER TRANSFORMADOR DE FAZER A SUA PARTE.

Pare por um instante e pense: se o seu sucesso não dependesse de ninguém além de você?

A gente cresce ouvindo que a empresa precisa oferecer isso, que o gestor precisa fazer aquilo…, mas a verdade é que os resultados mais incríveis acontecem quando você assume o volante da sua própria jornada.

Autorresponsabilidade é liberdade. 

É parar de esperar e começar a agir. É entender que você não é vítima das circunstâncias — você é protagonista da sua história.

Como diz Paulo Vieira em seu livro:

“Assuma 100% da responsabilidade por tudo o que você tem ou não tem na sua vida.” Essa é a virada de chave. Quando você para de culpar, reclamar ou justificar, começa a construir resultados reais. E ele fala aqui de toda a nossa vida, não apenas profissional.

Quer crescer? Comece por você.

• Não espere reconhecimento: entregue o seu melhor porque você acredita no que faz.

• Não espere oportunidade: crie ela com atitude, iniciativa e vontade de aprender.

• Não espere mudança: seja a mudança que inspira os outros.

Você tem tudo o que precisa para ir além.

A empresa pode te dar ferramentas. O gestor pode te orientar. Mas ninguém pode viver o seu crescimento por você.

A diferença entre ficar parado ou evoluir está na sua escolha — todos os dias.

Seja aquele que levanta a cabeça, encara os desafios e diz: “Eu sou responsável pelos meus resultados.”
Porque quem assume essa verdade, conquista respeito, abre portas e transforma o ambiente ao redor.

É um caminho que precisa ser desenhado, trabalhado. Persevere no seu propósito. 


No último Encontro das Divas do Comex & Log, ouvimos a frase: “Sejam empregáveis”, complementando o poder e a responsabilidade que nós temos sobre nossa vida profissional. E lembrem que apesar de termos carreiras que lidam com diversos países, seu profissional chegará antes de você em uma oportunidade especial.
Reflita sobre os caminhos que você quer trilhar e vamos juntos construir uma cultura de protagonismo, onde cada atitude conta e cada pessoa brilha com sua própria luz. 

Você é capaz. Você é forte. Você é responsável. E o seu sucesso começa agora.

Daise Santos é diretora na DS COMEX, empresa especializada em soluções estratégicas para o comércio internacional. Formada em Comércio Exterior e com MBA em Global Trade, combinando prática sólida com visão estratégica internacional. Com 20 anos de experiência em Comércio Exterior, atuando nas áreas de importação, exportação, órgãos anuentes, Novo Processo de Importação, catálogo de produtos dentre outros. E também participa como vice coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), onde contribui para o fortalecimento e modernização do setor na região

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Comércio Exterior, Economia, Especialista

CAUTELA: A estratégia mais inteligente para um cenário econômico volátil

O ESPECIALISTA: PATRÍCIA SOARES

Vivemos um momento econômico global especialmente sensível — e o setor reefer não é exceção. A cada nova notícia, as oscilações do mercado se tornam mais intensas e imprevisíveis. O que parecia um movimento calculado ontem, hoje pode ser afetado por uma decisão política internacional ou uma nova política comercial. E, diante de tantos fatores incontroláveis, a única regra clara neste cenário é: cautela.

Não estamos apenas diante de variações de preços ou ajustes pontuais. O ambiente de negócios assumiu um tom quase caótico, onde as tomadas de decisão se tornam verdadeiros testes de sangue-frio. Se não pararmos para analisar com clareza, corremos o sério risco de entrar no ciclo da histeria coletiva — um fenômeno silencioso, mas devastador, capaz de levar empresários e corporações a escolhas precipitadas e, consequentemente, a resultados bem distantes dos desejados.

A tensão aumentou ainda mais após o anúncio do chamado “tarifaço” dos Estados Unidos, que estremeceu estratégias em diversos segmentos, incluindo o reefer. A notícia não apenas gerou insegurança no comércio exterior, mas também impactou diretamente as dinâmicas do mercado interno, afetando tanto decisões corporativas quanto a atuação de profissionais da área.

Neste contexto, pode ser prudente — e até estratégico — revisar as metas para o segundo semestre. Mas, ainda mais importante do que replanejar, é não se deixar arrastar pelo looping de confusão e ansiedade que essas incertezas costumam provocar. É o momento de respirar fundo, analisar com visão ampla e não perder de vista o cenário global.

Quando ampliamos nosso olhar, entendemos que o pano de fundo dessa situação vai muito além das relações comerciais bilaterais. Mais de 12% das exportações brasileiras têm como destino os Estados Unidos — produtos estratégicos como petróleo, café, carne bovina, suco de laranja, aço, celulose entre outros. É, sem dúvida, uma fatia relevante do comércio exterior brasileiro. No entanto, os impactos mais profundos parecem se desenhar, neste momento, dentro das próprias fronteiras americanas — com inflação interna, pressão sobre o consumo e crescente insatisfação popular.

Por aqui, cabe a nós mantermos o equilíbrio. Seguir atentos, conscientes e, acima de tudo, resilientes. Porque se este ano tem nos ensinado algo, é que a resiliência não é mais uma qualidade opcional, mas uma competência essencial para quem deseja prosperar.

E é justamente nesses momentos de incerteza que se revelam os líderes, os visionários e os negócios que farão história. Seguimos firmes, atentos e prontos para transformar desafios em oportunidades.

Patrícia Soares é uma profissional reconhecida no segmento Reefer, com uma sólida trajetória de mais de 19 anos no setor logístico. Atualmente ocupa o cargo de Key Account Manager, onde lidera o relacionamento com clientes estratégicos, contribuindo para soluções logísticas personalizadas e de alto valor agregado.

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Agricultura, Comércio Exterior, Especialista, Industria, Informação

Brasil no epicentro do comércio global de proteína refrigerada: resiliência, crise e retomada 

O ESPECIALISTA – PATRÍCIA SOARES 

O Brasil consolidou-se, ao longo das últimas décadas, como um dos pilares do comércio global de proteína animal, especialmente no segmento reefer — que envolve o transporte refrigerado de carnes e ovos. Em 2024, o país exportou 5,2 milhões de toneladas de carne de frango, gerando US$ 9,9 bilhões em receitas e abastecendo 151 países, o que representa cerca de um terço do consumo mundial dessa proteína. 

Essa liderança, contudo, foi testada em maio de 2025, quando um foco de gripe aviária (H5N1) foi detectado em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. O episódio acendeu alertas sanitários e resultou no abate preventivo de 17 mil aves. Embora não tenham sido registrados casos humanos, mais de 30 países, incluindo China e União Europeia, impuseram restrições temporárias às importações brasileiras. Alguns parceiros, como Japão e Reino Unido, restringiram os vetos à região afetada, enquanto outros optaram por bloqueios nacionais. 

A resposta do governo brasileiro foi rápida, técnica e altamente eficiente. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) ativou protocolos sanitários rigorosos, com barreiras de contenção, monitoramento e rastreabilidade. O número de aves sacrificadas foi infinitamente menor se comparado a países como os Estados Unidos, onde surtos semelhantes exigiram o abate de milhões de animais. As autoridades brasileiras reforçaram que não há risco no consumo de carnes, ovos ou derivados, e que a transmissão para humanos é extremamente rara. 

Mesmo sob pressão de restrições temporárias, a demanda global por proteína brasileira permaneceu sólida. Países impactados por surtos locais de gripe aviária intensificaram as compras do Brasil, buscando um fornecedor estável, confiável e com rigor sanitário comprovado. Só em janeiro de 2025, as exportações de carne de frango subiram quase 10%, impulsionadas por mercados como China, União Europeia e Filipinas. A receita disparou 20,9%, chegando a US$ 753,66 milhões. 

No mercado de ovos, o desempenho foi ainda mais notável. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações devem crescer 62% em 2025, alcançando 30 mil toneladas, especialmente em função da escassez nos Estados Unidos, que também enfrentam surtos severos da doença. Embora o Brasil ainda não exporte ovos diretamente para as prateleiras norte-americanas, a indústria nacional atende, com força crescente, empresas de processamento e insumos alimentícios. 

As perspectivas são claras: se não forem detectados novos casos em 28 dias, o Brasil deve recuperar seu status sanitário de país livre de gripe aviária, fundamental para restabelecer por completo os fluxos comerciais. Paralelamente, o governo negocia com grandes parceiros, como a China, para restringir os vetos apenas à região afetada, evitando impactos desproporcionais na cadeia produtiva nacional. 

Segundo Ricardo Santin, presidente da ABPA, “O mundo inteiro olha para o Brasil como um fornecedor estratégico de proteína, sobretudo porque temos uma agroindústria altamente tecnológica, uma vigilância sanitária robusta e uma capacidade de resposta que poucos países do mundo possuem. Superamos a crise com profissionalismo e, agora, estamos prontos para retomar, não apenas os mercados que fecharam, mas também para ampliar nossa presença global.” 

Em resumo, o episódio de maio de 2025 não enfraqueceu a posição do Brasil — reforçou-a. O país demonstrou que sua liderança no setor de proteína refrigerada não é circunstancial, mas fruto de uma cadeia produtiva resiliente, madura e alinhada às mais rigorosas exigências sanitárias internacionais. O mundo, cada vez mais, dependerá do Brasil para garantir a segurança alimentar global. 

Seguiremos aqui, no ReconectaNews, atentos às movimentações do setor reefer, trazendo informações precisas e análises estratégicas. Até o próximo encontro. 

Patrícia Soares é uma profissional reconhecida no segmento Reefer, com uma sólida trajetória de mais de 19 anos no setor logístico. Atualmente ocupa o cargo de Key Account Manager, onde lidera o relacionamento com clientes estratégicos, contribuindo para soluções logísticas personalizadas e de alto valor agregado. 

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