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Yang Ming registra lucro líquido anual de US$ 2 bilhões

A principal transportadora marítima de Taiwan, Yang Ming, reportou receitas consolidadas de US$ 6,94 bilhões e um lucro líquido após impostos de US$ 2 bilhões, resultando em um lucro por ação (EPS) após impostos de NT$ 18,38.

A empresa apresentou um forte desempenho operacional e de rentabilidade ao longo do ano, com o conselho também aprovando a distribuição de um dividendo em dinheiro de NT$ 7,5 por ação.

Em 2024, a indústria de transporte marítimo de contêineres registrou um aumento líquido de capacidade de aproximadamente 3 milhões de TEUs, levando a um crescimento da oferta superior à demanda. Nesse cenário, fatores como o desvio de rotas de navios devido à crise no Mar Vermelho e a congestão em portos-chave ajudaram a absorver o excesso de capacidade.

Além disso, o sólido desempenho econômico dos mercados asiáticos emergentes contribuiu positivamente para o crescimento econômico global.

A Yang Ming destacou que os três primeiros trimestres de 2024 foram marcados por condições de mercado favoráveis, com aumento nos volumes de carga e nas tarifas de frete. Em resposta a essas dinâmicas, a transportadora taiwanesa otimizou sua rede de serviços e a alocação de sua frota, garantindo a confiabilidade dos serviços e aproveitando as oportunidades de mercado para melhorar o desempenho operacional.

Fonte: Container News
Yang Ming records US$2 billion in annual net profit – Container News

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Brasil e Arábia Saudita sinalizam acordo para investimento no setor portuário

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentou ao chefe de Relações Externas da empresa Red Sea Gateway Terminal (RSGT), Sultan Khayat, e ao diretor-executivo da Jens Floe Group, companhias do setor aquaviário da Arábia Saudita, a maior carteira de investimento do programa de concessões de portos e hidrovias do Brasil.

Realizado por meio de videoconferência na manhã desta terça-feira (11), o encontro foi uma oportunidade para o titular da pasta de portos e aeroportos apresentar, a uma das maiores operadoras de terminais de contêineres do mundo, todo o portfólio de empreendimentos no setor que irá a leilão até 2026.

Durante a reunião, o ministro Silvio Costa Filho destacou o potencial do Brasil no setor portuário e mencionou números expressivos do último balanço realizado. “Ficamos felizes em poder construir essa parceria entre a Arábia Saudita e o Brasil. Nós estamos vivendo o melhor momento econômico do país. Nos últimos dois anos, tivemos um crescimento em mais de 3% da nossa economia. Fechamos o ano de 2024 com um crescimento no setor portuário na ordem de mais de 5%. No setor de contêineres houve um crescimento em 18%”. Costa Filho também destacou que o agronegócio e a indústria estão em expressivo crescimento. “Neste governo tivemos o maior crescimento da indústria brasileira dos últimos 15 anos. Além disso, o Brasil saiu da 11ª posição na economia mundial para a 9ª , com grande crescimento no produto interno bruto, o PIB”, ressaltou.

Na ocasião, o grupo RSGT manifestou interesse em investir nos ativos que serão arrendados pelo Governo Federal , especialmente na região de Itaguaí (RJ), na Bahia, e no projeto do Tecon Santos 10, que é o megaterminal de contêineres localizado no Porto de Santos, concebido para ampliar significativamente a capacidade portuária do Brasil. A empresa árabe é um gigante do Setor Portuário Mundial e opera o mais novo terminal de contêineres do Porto Islâmico de Jeddah, na Arábia Saudita, cujo investimento equivale a cerca de (US$) 1,7 bilhão de dólares.

De acordo com o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, o Brasil vai apresentar, nos próximo dois anos, oportunidade de investimentos em mais de 40 leilões, com grandes concessões na área de granéis sólidos, líquidos, vegetais, entre outros. “Queremos ampliar essa parceria também na área da mineração. O leilão do terminal ITG02, que é destinado à movimentação de granel sólido, deve movimentar cerca de 20 milhões de toneladas por ano e foi o maior leilão da história do centro portuário. Nós conduzimos todos esses processos de leilões e concessões para ampliação da infraestrutura e da capacidade portuária do nosso país”, indicou.

Infraestrutura Brasileira

O Brasil tem investido na modernização de sua infraestrutura portuária, promovendo concessões e parcerias público-privadas para aumentar a eficiência e a competitividade do setor. A entrada de operadores globais como o RSGT pode impulsionar ainda mais o desenvolvimento logístico do país, atraindo investimentos e ampliando a capacidade dos portos brasileiros.

Ainda de acordo com o ministro, o setor portuário se consolidou como prioridade para o desenvolvimento econômico do país. “Em dois anos do governo do presidente Lula, já investimos R$ 20,8 bilhões e até o fim do governo, em 2026, teremos mais de R$ 50 bilhões em investimentos vindos do setor privado”, afirmou.

A reunião reforçou o interesse mútuo entre Brasil e Arábia Saudita na cooperação para o desenvolvimento portuário, abrindo caminho para negociações e parcerias estratégicas. “O Brasil foi ressaltado como um mercado-chave para a nossa empresa, com possibilidades de ações imediatas. Outras companhias já investiram no mercado brasileiro e nós estamos inclinados a seguir este caminho. Vamos nos reunir proximamente com a área técnica da Secretaria Nacional de Portos e alinhar esses investimentos”, disse o CEO da empresa saudita, Jens Floe

FONTE: MPA.gov.br
Brasil e Arábia Saudita sinalizam acordo para investimento no setor portuário — Portos e Aeroportos

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Brasil abre mercado para mudas de morango do Egito

A Secretaria de Defesa Agropecuária, subordinada ao Ministério da Agricultura e Pecuária, publicou nesta quinta-feira (13) no Diário Oficial da União uma portaria que determina os requisitos fitossanitários para que o Brasil possa importar mudas de morango do Egito. As normas já estão em vigor e com a definição delas fica aberto ao país árabe o mercado brasileiro na área.

Segundo o documento, para entrar no Brasil as plantas precisam estar livres de solo e podem estar com ou sem folhas, em raiz nua ou em substrato, e devem estar acompanhadas de Certificado Fitossanitário emitido pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) do Egito.

Este certificado precisa conter declarações de que as mudas estão livres das seguintes pragas: naphothrips obscurus, Eutetranychus orientalis, Gryllotalpa gryllotalpa, Limothrips cerealium, Otiorhynchus sulcatus, Scirtothrips aurantii, Spodoptera exigua, Spodoptera littoralis, Thrips angusticeps e Thrips hawaiiensis, Erwinia amylovora, Monilinia fructigena, Nepovirus arabis, Nepovirus lycopersici, Phytophthora fragariae e Stralarivirus fragariae, sempre conforme resultados de laboratório.

A portaria determina, ainda, que os produtos estão sujeitos à inspeção no seu ponto de ingresso, além de coleta de amostras para análise fitossanitária em laboratórios credenciados, e que o custo do envio das amostras e da análise fitossanitária serão do interessado na venda do produto.

“No caso de interceptação de praga quarentenária ou de praga que apresente potencial quarentenário para o Brasil, o envio será destruído ou rechaçado e a Organização Nacional de Proteção Fitossanitária – ONPF do Egito será notificada, podendo a Organização Nacional de Proteção Fitossanitária – ONPF do Brasil suspender as importações de plantas de morango até a revisão da Análise de Risco de Pragas correspondente”, afirma o documento.

A importação de plantas de morango está inserida no capítulo de árvores, arbustos e silvados de frutas enxertados ou não na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Tem imposto de importação de 2% segundo as regras do acordo de livre-comércio entre Egito e Mercosul.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), no ano passado o Brasil importou US$ 1.045 do produto, procedentes de Espanha e Chile. Já em morangos congelados do Egito foram importados US$ 25,07 milhões, mais do que o dobro dos US$ 12,2 milhões comprados em 2023.

Fonte: ANBA
Egito: nova regra para importar muda de morango

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Bolsas da Europa fecham em queda com tarifas pressionando setor de bebidas

Tensão nos mercados se intensificou após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que retaliará a tarifa de 50% da União Europeia sobre o uísque americano

As bolsas da Europa encerraram, majoritariamente, em baixa nesta quinta-feira (13) pressionadas pelo acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e União Europeia, além das tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia.

Em Londres, o índice FTSE 100 terminou com ganho marginal de 0,02%, a 8.542,56 pontos. O DAX, de Frankfurt, caiu 0,63%, para 22.532,98 pontos. Já o CAC 40, em Paris, perdeu 0,64%, fechando a 7.938,21 pontos.

Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,14%, a 12.821,30 pontos, enquanto em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,61%, para 6.722,00 pontos. Em Milão, o FTSE MIB fechou em baixa de 0,80%, a 37.999,73 pontos. Os números ainda são preliminares.

A tensão nos mercados se intensificou após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que retaliará a tarifa de 50% da União Europeia sobre o uísque americano com uma taxa de 200% sobre vinhos, champanhe e demais produtos alcoólicos da França e de toda a Europa.

A ameaça impactou diretamente as ações de grandes empresas do setor de bebidas alcoólicas na Europa. A Pernod Ricard caiu 3,97%, a Rémy Cointreau desvalorizou 4,67%, enquanto o Grupo Campari recuou 4,31%. Em 2024, os EUA importaram cerca de US$ 5,4 bilhões em vinho da UE, incluindo cerca de US$ 1,7 bilhão em vinhos espumantes como champanhe, de acordo com dados do Census Bureau.

Os investidores seguem cautelosos com o possível impacto dessa escalada tarifária. Na quarta, a União Europeia anunciou a aplicação de tarifas sobre 26 bilhões de euros em produtos dos EUA, após Washington impor uma taxa de 25% sobre importações de aço e alumínio. O Canadá também anunciou medidas retaliatórias contra os EUA.

Em Londres, a Vosafone subiu 4,60%, respondendo pela maior alta porcentual do FTSE 100, seguida pela mineradora Antofagasta, com ganho de 2,81%.

FONTE: CNN Brasil
Bolsas da Europa fecham em queda com tarifas pressionando setor de bebidas | CNN Brasil

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Previsão de exportação de farelo de soja sobe para 2,38 milhões de toneladas

A exportação de soja do Brasil deve alcançar 15,45 milhões de toneladas em março, aumento de mais de 4% na comparação com a previsão da semana anterior, estimou nesta terça-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Este crescimento reflete um desempenho robusto do agronegócio brasileiro, que continua a se beneficiar de condições climáticas favoráveis e de uma demanda global crescente por soja, especialmente da China.

Se confirmada, a exportação do Brasil cresceria quase 2 milhões de toneladas na comparação com março do ano passado. Este aumento significativo é um indicativo da competitividade da soja brasileira no mercado internacional, impulsionada pela alta produtividade das lavouras.

Além disso, a Anec também elevou a previsão de exportação de farelo de soja do Brasil para 2,38 milhões de toneladas em março, versus 2 milhões na previsão anterior, agora com aumento anual estimado de quase 600 mil toneladas. O farelo de soja, um subproduto do processamento da soja, é amplamente utilizado como ração animal, especialmente na avicultura e suinocultura, setores que também vêm apresentando crescimento constante no Brasil.

De acordo com especialistas, o cenário positivo para a exportação de soja deve se manter nos próximos meses, com expectativas de novas colheitas recordes e a manutenção da demanda externa. No entanto, é importante continuar monitorando fatores como variações climáticas e políticas comerciais internacionais, que podem influenciar o mercado de forma significativa.

Fonte: Sou Agro
Previsão de exportação de farelo de soja sobe

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DP World aponta perspectiva comercial incerta após queda no lucro

A DP World, empresa de portos e logística de propriedade de Dubai, reportou uma queda de 28% no lucro anual nesta quinta-feira, em parte devido a custos financeiros mais altos, e destacou que as incertezas no comércio global e os riscos geopolíticos estão obscurecendo suas perspectivas.

O lucro atribuível aos proprietários, após itens divulgados separadamente, caiu para US$ 591 milhões, em comparação com US$ 820 milhões no ano anterior, informou a DP World em um comunicado.

“Embora o ano tenha começado de forma positiva, o comércio global continua em constante mudança devido aos desafios geopolíticos em andamento”, disse o presidente e CEO Sultan Ahmed bin Sulayem no comunicado.

A DP World, que administra portos em países que vão do Reino Unido ao Peru, além de operar armazéns e parques logísticos, afirmou que a receita total subiu 9,7%, atingindo US$ 20 bilhões, impulsionada em parte pelo melhor desempenho de sua divisão de portos e terminais.

No Oriente Médio, Europa e África, a receita cresceu 5,3%, com resultados sólidos nos Emirados Árabes Unidos e na África compensando o desempenho mais fraco no porto de Jeddah, na Arábia Saudita, e nos negócios europeus da Unifeeder da DP World, devido à interrupção no Mar Vermelho.

Os houthis do Iêmen afirmaram que retomariam os ataques a navios israelenses que passassem pelo Mar Vermelho, pelo Mar Arábico, pelo estreito de Bab al-Mandab e pelo Golfo de Áden, encerrando um período de relativa calmaria desde janeiro.

A interrupção causada pelos ataques houthis, que têm como alvo rotas marítimas regionais importantes, forçou as empresas a realizarem viagens mais longas e caras ao redor do sul da África. O grupo alinhado ao Irã atacou mais de **100 navios** desde novembro de 2023, em solidariedade aos palestinos.

A DP World planeja investir cerca de US$ 2,5 bilhões este ano, aplicando recursos em seu principal porto, Jebel Ali, em Dubai, e em outros ativos, incluindo o porto London Gateway.

Fonte: Reuters
Operadora portuária DP World sinaliza perspectivas comerciais incertas após queda nos lucros | Reuters

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Indústria de etanol se diz contra negociar redução de tarifa com EUA

Para a Unica, que representa as usinas do Centro-Sul do Brasil, não faz sentido beneficiar a importação do combustível em troca de um aumento da cota para o açúcar

O presidente da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, disse que o Brasil não deve negociar uma redução da tarifa de importação de etanol – o que beneficiaria o produto americano – em contrapartida a um aumento da cota que os Estados Unidos concede para importar açúcar sem tarifa.

“Não é uma questão de cota de açúcar. A questão é que se é para discutir abertura de mercado, então zerem a tarifa do açúcar”, afirmou Gussi a jornalistas, nos bastidores da 9ª Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol.

Atualmente, o Brasil aplica uma tarifa de 18% sobre todas as importações de etanol, enquanto os Estados Unidos cobram 80% sobre suas importações de açúcar e concede. O Brasil tem uma cota de 146,6 mil toneladas isenta desta taxa.

Para Gussi, “o governo, capitaneado pelo [vice-presidente Geraldo] Alckmin e pelo Alexandre Silveira, tem demonstrado um compromisso inequívoco com o biocombustível, e o Congresso Nacional também”.

Ele ressaltou que também não faz sentido importar etanol e lembrou que há pouco tempo o Brasil não tinha a oferta de etanol de milho, que hoje está em 6 bilhões de litros ao ano. “Não está faltando etanol no Brasil. Resolvemos o problema da entressafra [da cana] com etanol de milho”, afirmou.

O dirigente defendeu ainda que o etanol americano não é um substituto do etanol brasileiro por ter maior pegada de emissões de carbono. Atualmente, a intensidade média de emissões de carbono do etanol dos EUA, feito do milho, é de 60 gramas de CO2 equivalente por megajoule de energia gerada, enquanto a intensidade de carbono do etanol brasileiro, feito majoritariamente de cana, é de 21 gramas de CO2 equivalente por megajoule de energia gerada. “Não podemos tratar produtos diferentes de forma igual”, sustentou.

FONTE: Globo Rural
Indústria de etanol se diz contra negociar redução de tarifa com EUA

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Santa Catarina tem o 2º maior aumento do PIB em 10 anos

Estado fechou 2024 com abertura de mais de 120 mil empresas

O estado de Santa Catarina apresenta um desempenho que supera a estimativa do crescimento médio nacional, que é de 3,4 % em 2024, comparado ao ano anterior. Assim, a estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) estadual aponta crescimento de 5,3%, em 2024.

As projeções são atualizadas com base em um painel de 28 indicadores da economia estadual. “A nossa economia tá aquecida, temos pleno emprego, o que gera renda pras famílias, que podem comprar. O Estado também tem feito o seu papel, sem aumentar impostos e usando incentivos pra atração de mais empresas e pra desenvolver novos setores de negócios, como a tecnologia. Não tenho dúvida de que essa combinação vai ajudar a impulsionar ainda mais esse motor da economia nacional que é a Santa Catarina”, afirma o governador Jorginho Mello.

O estado atinge o segundo maior PIB dos últimos 10 anos, o sexto maior PIB do país, o quinto melhor PIB per capita, e as projeções indicam que a indústria teve o maior crescimento do Centro-Sul em 2024. Veja o gráfico divulgado pelo Governo do estado:

Papel da indústria neste cenário

A diversidade e competitividade da produção industrial do estado tiveram papel relevante nesse cenário. No período teve destaque o crescimento dos segmentos de máquinas e equipamentos e de máquinas e aparelhos elétricos, impulsionados pela demanda de outros segmentos da economia nacional ou pelo aumento das exportações.

A produção de têxteis e de artigos do vestuário e acessórios, por sua vez, foi impulsionada pelo aumento da renda. Da mesma forma, o aumento da renda favoreceu o aumento do consumo de produtos alimentícios e de bebidas, entre outros.

As atividades de Serviços também evidenciaram a força de segmentos estratégicos para Santa Catarina. O crescimento do volume das atividades turísticas no estado cresceram 9% em 2024, quase o triplo da média brasileira, enquanto o segmento de transportes cresceu 8,3%. O comércio, o maior segmento do setor de serviços, teve alta de 7,2%, enquanto à média de crescimento nacional foi 4,1%.

Novas empresas

Santa Catarina fechou o ano de 2024 com o saldo de 123.410 novas empresas constituídas, número que superou o saldo de 2023. De acordo com os dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), o número de empresas ativas em SC até o mês de fevereiro de 2025 era de 1.506.434. Desse total, 52,4% referem-se a microempreendedores individuais (MEI), enquanto 35,9% são LTDA. Os empreendedores individuais (EI) respondem por outros 10,5% e as S/As por 0,9%.

Segmentos

Do total de empresas constituídas em 2024, o segmento do comércio, reparação de veículos motores e motocicletas foi o mais atrativo, com a criação de 46.630 novos negócios. Os demais segmentos mais atrativos foram o de transportes, armazenagem e correio (31.974);  indústria de transformação (24.691); atividades administrativas e serviços complementares (24.623); construção (22.703); e atividades profissionais, científicas e técnicas (22.227). Esses seis setores representam quase 70% do total de empresas constituídas no ano passado.

FONTE: Guararema News
Santa Catarina tem o 2º maior aumento do PIB em 10 anos – Guararema News

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Órgão do governo aprova zerar impostos para alimentos importados; já vale a partir desta sexta

Com a decisão, produtos alimentícios importados terão o imposto de importação reduzido temporariamente, com o objetivo de aumentar a oferta e reduzir os preços internos.

O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, aprovou nesta quinta-feira (13), por unanimidade, uma medida para reduzir a zero os impostos de importação sobre alimentos.

O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, que destacou o consenso na aprovação da medida.

“Foram aprovadas por unanimidade as medidas para redução a zero do imposto de importação”, afirmou Alckmin.

O governo já havia, na semana passada, apresentado a iniciativa de zerar impostos. Agora, a Camex precisava analisar a medida, como é praxe nesses casos..

 A Camex coordena as políticas de comércio exterior do país. A secretaria executiva da Camex é um órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço (MDIC), comandado por Alckmin.

Especialistas afirmam que o impacto dessas medidas deve ser limitado, já que muitos dos produtos seguem preços internacionais. Além disso, custos logísticos e de produção também afetam a competitividade do produto importado. Alckmin diz que preços de alimentos não cairão em ’24 horas’

A decisão já vale a partir desta sexta-feira (14). O governo não informou por quanto tempo vai durar a medida, mas Alckmin afirmou que será “temporária”.

A alta de alimentos afeta a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pouco mais de um ano das eleições.

Inflação e preço dos alimentos: na foto, consumidores em feira livre no bairro do KM18 em Osasco na Grande São Paulo, nesta quinta-feira (06)c — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Inflação e preço dos alimentos: na foto, consumidores em feira livre no bairro do KM18 em Osasco na Grande São Paulo, nesta quinta-feira (06)c — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Alimentos de imposto zerado

A lista divulgada pelo governo inclui os seguintes produtos:

  • Carnes
  • Café torrado e café em grão
  • Milho
  • Azeite de oliva
  • Óleo de girassol
  • Açúcar
  • Massas alimentícias
  • Bolachas e biscoitos
  • Sardinha (até 7,5 mil toneladas)
  • Óleo de palma (aumento da cota de importação de 60 mil para 150 mil toneladas)

Tarifas dos EUA

Alckmin também classificou de “equivocada” a decisão do governo Donald Trump de elevar tarifas de importação do aço e do alumínio.

A tarifa imposta pelo governo de Donald Trump de 25% sobre o aço e o alumínio importados, o que atinge os setores no Brasil, entrou em vigor na quarta-feira (12). Representantes da indústria siderúrgica cobram providências do governo brasileiro.

Para Alckmin, a resposta brasileira deve ser pautada pela lógica “ganha ganha” e dada após diálogo com os norte-americanos.

“A medida dos Estados Unidos sobre aço e alumínio não foi contra o Brasil. Foi equivocada. O Brasil não é problema para os EUA. Eles têm superávit comercial com o Brasil”, afirmou.

“O caminho não é olho por olho. O caminho é pelo ganha ganha. Reciprocidade de buscar o diálogo, é isso que nós vamos fazer”, completou Alckmin.

FONTE: G1
Órgão do governo aprova zerar impostos para alimentos importados; já vale a partir desta sexta | Economia | G1

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Tarifas de Trump podem levar a maior abertura do Brasil, diz Pessôa ao WW

Pesquisador da FGV e da Julius Baer Brasil destacou simplificação promovida pela reforma tributária como potencial para país apostar em abertura comercial

Samuel Pessôa, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) e chefe de pesquisa da Julius Baer Brasil, avaliou a política comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como imprevisível e, consequentemente, prejudicial para o investidor que busca planejar investimentos.

Para o Brasil, porém, Pessôa viu uma oportunidade: a de o País trabalhar sua abertura comercial.

“As tarifas brasileiras são maiores. […] Tem um cenário positivo, que é esse discurso de reciprocidade ensejar uma redução generalizada do Brasil. Esse seria o melhor dos mundos, seria bom para o Brasil”, argumentou ao WW.

Trump deve anunciar no começo de abril uma série de tarifas recíprocas aos seus parceiros comerciais. O princípio da reciprocidade é simples: os países que cobram alíquotas das importações vindas dos EUA serão taxados de volta pelos norte-americanos.

Repetidas vezes o republicano já apontou para o que taxou como “injustiças” nas tarifas aplicadas por aqui em relação aos produtos dos EUA. Segundo o Banco Mundial, o Brasil cobra uma taxa média de 12,4% sobre importações, ante tarifa de 2,7% dos Estados Unidos.

Economistas ouvidos pela CNN afirmam que uma maior abertura comercial pode ajudar o país a mitigar os impactos da política comercial trumpista.

“Dado que vamos reduzir para os Estados Unidos, vamos reduzir para todo mundo, abrir a economia. […] Talvez, um efeito colateral positivo da sanha maluca do Trump seja estimular que nós caminhemos [para uma maior abertura comercial]”, defendeu Pessôa.

O economista ainda ressaltou como a reforma tributária pode ajudar nesse processo, sobretudo ao facilitar e simplificar a vida da indústria de transformação.

“Essa economia fechada existe para defender a indústria manufatureira. […] Mas agora, com a simplificação tributária, a gente pode caminhar para uma abertura maior”, pontuou.

FONTE: CNN Brasil
Tarifas de Trump podem levar a maior abertura do Brasil, diz Pessôa ao WW | CNN Brasil

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