Comércio Exterior, Economia, Exportação, Gestão, Importação, Industria, Informação

Auditores-Fiscais organizam atos de protesto para marcar 90 dias de greve

A greve dos Auditores-Fiscais completa 90 dias nesta segunda-feira (24) com forte engajamento da categoria.

Para marcar a data, serão realizadas diversas ações ao longo da semana, como atos de protesto nas superintendências e operação-padrão em portos secos e aeroportos. Na quarta-feira (26), haverá mais uma edição do “Sindifisco Mobiliza”, com transmissão ao vivo pela TV Sindifisco, para avaliação do movimento (veja matéria aqui).

Em reunião na manhã desta segunda-feira (24), Direção Nacional, Comando Nacional de Mobilização (CNM) e Mesa Diretora do Conselho de Delegados Sindicais (CDS) discutiram a organização das ações nas superintendências e nas aduanas. Nas superintendências das dez Regiões Fiscais, os Comandos Locais de Mobilização (CLM) e as Delegacias Sindicais farão atos de protesto, com direito a bolo para “comemorar” os três meses de greve, e reuniões com os superintendentes. Nos portos secos, haverá uma grande operação terrestre. Nos aeroportos de Confins, Galeão, Viracopos, Guarulhos, Brasília, Salvador e Recife será realizada operação-padrão nas bagagens.

Em Brasília, a ação de mobilização ocorrerá nesta terça-feira (25), às 10h, na Superintendência da 1ª Região Fiscal (Setor de Autarquias Sul, Quadra 06 Ed. Órgãos, BL O, Auditório). Em Belo Horizonte, no mesmo horário, os Auditores-Fiscais estarão reunidos no prédio da Receita Federal (Av. Olegário Maciel com Av. Contorno) e em Porto Alegre, também às 10h, no saguão do “Chocolatão”. Em São Paulo, às 11h, haverá reunião na Superintendência da 8ª Região Fiscal (Av. Prestes Maia, 733). Em Curitiba, será às 15h, na Superintendência da 9ª Região Fiscal (Rua Marechal Deodoro, 555). Na quarta-feira (26), às 10h30, o Rio de Janeiro fará esta mesma ação, no 3º andar do Ministério da Fazenda. Também estão programadas manifestações nas demais Regiões Fiscais.

Durante a reunião também foi discutida a situação crítica de Foz do Iguaçu, onde mototaxistas fizeram um protesto no sábado (22) contra a operação-padrão na fronteira. No mesmo dia, o presidente do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Dão Real, manifestou apoio à categoria e assegurou que a estrutura do sindicato está a postos para garantir a segurança dos Auditores-Fiscais aduaneiros (veja matéria e vídeo aqui). Na próxima quinta-feira (27), Direção Nacional e CNM visitarão o local.

Até o momento foram realizadas reuniões entre Sindifisco Nacional, Receita Federal e Ministério da Fazenda que indicaram avanços na busca por uma solução. Mas até que o governo sinalize com o efetivo reajuste no vencimento básico, as ações de mobilização serão acirradas, incluindo a entrega de cargos de chefia e a devolução dos trabalhos, conforme deliberação da categoria. Na última quinta-feira (20), numa atitude inédita, mais de 2/3 dos Auditores-Fiscais que chefiam as unidades da Receita Federal paralisaram as atividades por um dia.

FONTE: Sindifisco Nacional
Auditores-Fiscais organizam atos de protesto para marcar 90 dias de greve     – Sindifisco Nacional

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Primeira Reunião de Sherpas do BRICS – Brasília, 25 e 26 de fevereiro

Será realizada, nos dias 25 e 26 de fevereiro, no Itamaraty, a primeira reunião de sherpas da presidência brasileira do BRICS.

O encontro será oportunidade para o Brasil apresentar suas prioridades e seus objetivos aos demais membros do grupo. Os sherpas são enviados especiais dos chefes de estado/governo dos membros do BRICS, com a responsabilidade de conduzir as discussões rumo à Cúpula de Líderes, prevista para os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro.

A reunião de sherpas será presidida pelo embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty e sherpa do Brasil no BRICS.

Ao longo dos dois dias de reunião, serão realizadas quatro sessões temáticas, além da sessão de abertura, que contará com a participação do Ministro Mauro Vieira, e da sessão especial, com a participação do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nas sessões temáticas, serão abordados temas prioritários para a presidência de turno brasileira, entre os quais: (i) cooperação em saúde global; (ii) mudança do clima; (iii) comércio, investimento e finanças; (iv) governança da inteligência artificial; e (v) desenvolvimento institucional do BRICS.

Na sessão especial com o Presidente Lula, além dos representantes dos países-membros do BRICS (Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã), está prevista a participação dos embaixadores dos países parceiros (Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão).

FONTE: MRE
Primeira Reunião de Sherpas do BRICS – Brasília, 25 e 26 de fevereiro — Ministério das Relações Exteriores

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Receita Federal institui piloto do programa Receita Sintonia para estimular conformidade tributária

Alinhada às melhores práticas internacionais, a iniciativa visa promover transparência e incentivo ao cumprimento das obrigações fiscais

A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou, nesta segunda-feira (24/2), a Portaria RFB nº 511/2025, que institui o piloto do Programa Receita Sintonia. A medida visa estimular o cumprimento das obrigações tributárias e aduaneiras das empresas por meio da concessão de benefícios a contribuintes com as mais altas notas de conformidade tributária.

Entre os principais benefícios está a possibilidade de ingresso no Procedimento de Consensualidade Fiscal, conhecido como Receita de Consenso. Este procedimento incentiva a prevenção e solução de controvérsias tributárias e aduaneiras, destinando-se às pessoas jurídicas com a mais alta classificação nos Programas de Estímulo à Conformidade.

Acesse a Portaria RFB nº 511/2025, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 24/2

O contribuinte ainda terá como benefício a prioridade na análise de pedidos de restituição e ressarcimento, atendimento prioritário, após análise das prioridades estabelecidas em lei. A classificação será divulgada gradualmente ao longo do ano, a partir deste mês de fevereiro.

O programa Receita Sintonia abrange pessoas jurídicas ativas tributadas pelo lucro real, presumido ou arbitrado, assim como entidades sem fins lucrativos imunes ou isentas do IRPJ (Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Empresas com menos de seis meses de registro, órgãos públicos e organizações internacionais não estão incluídas no piloto.

O Receita Sintonia está alinhado às melhores práticas internacionais de conformidade tributária, seguindo diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O programa reforça o compromisso do Brasil com a modernização da administração tributária e a transparência fiscal, promovendo um ambiente de negócios mais previsível e confiável.

FONTE: Ministério da fazenda
Receita Federal institui piloto do programa Receita Sintonia para estimular conformidade tributária — Ministério da Fazenda

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Abertura de mercado para exportação de mel e produtos apícolas para Israel

Com esta abertura, o agro brasileiro consolida 329 novas oportunidades comerciais desde 2023

O governo brasileiro informa que as autoridades sanitárias de Israel aceitaram novo Certificado Sanitário Internacional (CSI) proposto pelo Brasil para a exportação de mel e produtos correlatos, como geleia real, pólen, própolis e cera de abelha.

Nos dois últimos anos, as exportações agregadas de mel e produtos apícolas do Brasil ultrapassaram US$ 196 milhões. O setor de apicultura beneficiou-se tanto da diversificação de parcerias quanto do fortalecimento de relações comerciais já existentes.

Em 2024, as exportações agropecuárias brasileiras para Israel foram da ordem de US$ 442 milhões, com destaque para carne bovina, complexo soja, cereais e café.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança sua 29ª abertura de mercado em 2025, totalizando 329 novas oportunidades de negócios desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: MAPA/MRE
Abertura de mercado para exportação de mel e produtos apícolas para Israel — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior, Economia, Gestão, Industria, Internacional, Notícias, Sustentabilidade

Internacionalização e sustentabilidade são as apostas da C-Pack para crescer

Empresa que surgiu na Grande Florianópolis há 23 anos inaugurou nova unidade na cidade portuguesa de Bragança, em junho de 2024; grupo, de capital suíço-brasileiro, também atua na economia sustentável

 Líder nacional na produção de bisnagas plásticas para os setores farmacêutico e de cosméticos, a C-Pack, de São José (SC), aposta na internacionalização e na sustentabilidade para avançar no mercado mundial. “Nosso foco atual é consolidar o processo de internacionalização iniciado em Portugal, em junho de 2024”, explica o CEO da C-Pack Brasil, Maurício Coelho.

A empresa foi destaque no Espaço Indústria da reunião da diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), nesta sexta (21).

A fábrica em Portugal deu início ao processo de internacionalização física da indústria. “Embora já estivéssemos presentes em vários países por meio de exportações, essa nova unidade foi criada para absorver parte do mercado europeu, que é extremamente expressivo. A partir de Portugal, nosso objetivo é atender toda a Europa e expandir nossa atuação internacional”, explica Maurício.

Instalada em Bragança, a nova fábrica está com duas linhas de produção ativas, mas tem capacidade para até cinco. A unidade conta com 30 funcionários, com possibilidade de chegar a 150. Sua capacidade produtiva anual pode crescer das atuais 60 milhões de unidades para 150 milhões.

“Ainda estamos no início das operações dessa unidade da Europa, mas sabemos que aquele mercado tem um potencial imenso, sendo aproximadamente dez vezes maior que o brasileiro”, destaca o executivo.

Com 20 mil metros quadrados, a unidade fabril em Santa Catarina produz 200 milhões de unidades por ano, com 420 empregos diretos. Outros 80 funcionários atuam no estado de São Paulo – na capital, onde está a diretoria comercial, e em Itapecirica da Serra, cidade que sedia a C-Log, subsidiária de logística. A C-Pack tem em sua carteira de clientes marcas globais como Boticário, Avon, Natura, Johnson & Johnson, L’Oréal, Unilever e Mary Kay.

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Maurício Coelho, CEO da C-Pack Brasil (foto: Filipe Scotti)

Economia Verde

A agenda ambiental é outra frente da estratégia de crescimento da C-Pack. “Temos crédito de carbono para vender, se for preciso”, diz ao relatar as ações da empresa no campo da economia verde.

Um exemplo está na substituição gradativa dos polímeros à base de petróleo. Atualmente, 30% da produção utiliza o polietileno verde, oriundo da cana de açúcar, uma fonte renovável.

No que diz respeito à economia circular, 70% das embalagens de fornecimento aos clientes são retornáveis. A empresa também consegue utilizar até 5% de resina reciclável certificada em camadas intermediárias das bisnagas que produz. Essas limitações decorrem da regulamentação sanitária do setor.

A indústria também se integrou a uma ação de recuperação da vegetação nativa no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Palhoça. Em quatro anos, o trabalho resultou na retirada de espécies exóticas em 100 hectares.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destacou que a C-Pack é uma indústria de referência global em seu setor, por suas instalações, por seus produtos, por sua gestão. “É uma indústria que produz para o país e para o mundo”, disse.

FONTE: FIESC
Internacionalização e sustentabilidade são as apostas da C-Pack para crescer | FIESC

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Na presença de Lula, empresa de Florianópolis assina contrato para construir 4 navios no RS

Criada em 2010, a Ecovix fecha contrato com a Transpetro no valor de R$ 1,7 bilhões para a construção de quatro navios no Estaleiro Rio Grande

 

A Ecovix, empresa de Florianópolis do setor de construção naval, assinará na manhã de segunda-feira (24) um contrato com a Transpetro para construir quatro navios no Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul. O evento contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O contrato prevê a aquisição de quatro navios da classe Handy, no valor US$ 69,5 milhões (R$ 398,27 milhões) por embarcação. A iniciativa faz parte do Programa de Renovação e Ampliação da Frota do Sistema Petrobras em Rio Grande (RS).

Os quatro navios serão usados para transporte de derivados de petróleo. Além do presidente Lula, o evento no Estaleiro Rio Grande contará com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

Construção de quatro navios no Estaleiro Rio Grande deve gerar mil empregos

Construção no Estaleiro Rio GrandeA Ecovix é responsável pelo Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul – Foto: Divulgação/Ecovix/ND

A licitação da construção de quatro navios pela Ecovix faz parte de uma estratégia nacional para fortalecer os estaleiros brasileiros. O investimento de cerca de R$ 1,7 bilhão deve gerar cerca de mil empregos diretos nos próximos três anos, beneficiando também polos navais de outros estados.

Os cascos serão construídos no Estaleiro Rio Grande e a produção ocorre em parceria com a Mac Laren, que comissionará os navios. Além disso, a Petrobras anunciou um aporte de R$ 58 bilhões no setor, com apoio do Fundo da Marinha Mercante.

FONTE: ND+
Empresa de Florianópolis construirá quatro navios no RS; Lula participa de evento

 

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Para Portugal, momento histórico favorece acordo entre UE e Mercosul

Ministro da Economia Pedro Reis destacou, em evento conjunto da FIESC e ADVB, que Portugal é favorável a um plano de ação para implementação; FIESC defende que Portugal seja interlocutor no bloco para viabilizar efetivação do acordo

O ministro da Economia de Portugal, Pedro Reis, afirmou em evento conjunto da Federação das Indústrias de SC (FIESC) e da ADVB/SC na sexta-feira (21), que o momento histórico atual favorece a implementação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. “O acordo é tremendamente oportuno e importante. Precisamos aproveitar esse momento geopolítico e geoeconômico complexo para elevar nossas relações a outro patamar.

Se pudermos construir uma agenda comum de investimentos e cruzada de oportunidades, é o melhor serviço que podemos fazer para nossos países, nossas regiões, nossos estados e nossas empresas. Não conheço outra maneira melhor para recuperar, conquistar e acelerar o futuro do que criar riqueza”, afirmou o ministro português.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, defende que Portugal seja um interlocutor brasileiro na Europa, para apoiar a efetivação do acordo, e em sua manifestação destacou que a estratégia do ministro coincide com a visão do empresariado catarinense, fomentando a internacionalização, promovendo uma reforma estrutural para permitir a redução de impostos e da burocracia. “É o que perseguimos aqui em Santa Catarina”, afirmou.

FIESC defende que Portugal seja interlocutor para tirar acordo UE-Mercosul do papel. (Foto: Filipe Scotti)
Reis destacou que, após 25 anos de negociação, Mercosul e União Europeia têm uma oportunidade ímpar, não somente de retirada de barreiras comerciais, mas de construção de uma agenda positiva, favorável à cooperação. “A Europa enfrenta um desafio que tem a ver com as alianças estratégicas globais que conseguirmos. Uma vez operacionalizado o acordo, as barreiras invisíveis que travam o investimento ganham alívio, facilitando o avanço das relações. O acordo está todo pensado, precisamos de um plano de ação”, destacou.

Para ele, a Europa precisa se reencontrar, estimular inovação e se desburocratizar para competir no leilão do investimento internacional. E Portugal vem se preparando para atrair esses investimentos. “Temos uma agenda convergente. Está na hora de fazer acontecer projetos conjuntos. O melhor que posso fazer por Portugal é atrair investimentos, convocar parcerias, fazer o encontro entre empresários, desenvolver projetos conjuntos e co-financiar agendas, para que a economia respire”, salientou Reis.

O evento Encontro de Ideias contou ainda com uma mesa-redonda que reuniu Reis, o político português Miguel Relvas e o secretário-executivo de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos do Governo de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, mediado pelo diplomata e economista Marcos Troyjo.

FONTE: RCN ONLINE
Para Portugal, momento histórico favorece acordo entre UE e Mercosul

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    Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo pela primeira vez

    Pela primeira vez, o Brasil se tornou o maior exportador de algodão do mundo. Resultado de décadas de investimentos em tecnologia no campo. É um trabalho manual e cuidadoso pra desenvolver novas variedades de algodão que vão cobrir de branco terras do Brasil. Em Trindade, Goiás, fica uma das cinco empresas de pesquisa de melhoramento genético de sementes da pluma.

    “A gente busca hoje materiais ou plantas que se adaptam às diversas regiões do nosso país, que sejam altamente produtivas, que também agreguem cada vez mais em qualidade de fibra, para atender não só o mercado interno nosso, como também o mercado externo”, diz Reginaldo Roberto Luders, gerente de Melhoramento de Algodão.

    No campo, a produção vem batendo recordes sucessivos, o que tornou o Brasil o maior exportador de algodão do mundo, desbancando os Estados Unidos, que por mais de vinte anos liderava o ranking.

    “Na realidade, o Brasil vem se posicionando no mercado já com muitas atividades e muitas estratégias para chegar a esse momento. Começa desde a seleção da variedade, preparo o solo, o manejo desse cultivo como um todo, depois o processo de colheita, beneficiamento, tudo isso impacta para ter um bom resultado da safra”, diz Warley Palota, gerente de Marketing de Cultivo do Algodão.

    A qualidade do algodão produzido no nosso país tem despertado o interesse da indústria têxtil em várias partes do mundo. A fibra brasileira é considerada muito resistente. A espessura e o comprimento dela também atendem às exigências do mercado internacional.

    Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo — Foto: Reprodução/TV Globo

    Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo — Foto: Reprodução/TV Globo

    É para ver de perto como funciona toda essa cadeia produtiva que os compradores estrangeiros estão desembarcando no Brasil.

    “A qualidade do algodão, depois de ver pessoalmente, eu posso dizer que é de uma qualidade extremamente superior”, diz uma compradora de Bangladesh.

    Um comprador paquistanês também se surpreendeu e disse estar “impressionado com a capacidade de plantio de algodão aqui e a quantidade de tecnologia usada”.

    Cento e cinquenta países já compram o algodão brasileiro, mas a intenção é conquistar novos mercados. Para isso, a pluma é testada em laboratórios onde ganha um selo de qualidade.

    “Aqui é o trabalho final, aqui a gente tá comprovando que aquele produto ele é de qualidade. O comprador, principalmente o comprador externo, ele quer ter essa certeza que essa análise tá sendo feita de forma correta e com equipamentos de última geração”, conta Rhudson Assolari, gerente do laboratório AGOPA.

    Se depender de pesquisas e da disposição do agricultor, o Brasil promete seguir na liderança mundial de exportação por muitos anos.

    “O algodão brasileiro tem qualidade e tem preço, então ele é bem demandado. Nos torna competitivo mundialmente”, diz o produtor rural Carlos Moresco.

    FONTE: G1
    Com produção recorde, Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo pela primeira vez | Jornal Nacional | G1

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    Comércio Exterior, Economia, Industria, Internacional, Notícias

    DDG Ellard pede apoio ao sistema multilateral de comércio em meio a desafios geopolíticos

    A vice-diretora-geral Angela Ellard, falando na 54ª sessão da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu em Bruxelas em 20 de fevereiro, pediu aos parlamentares que apoiem o sistema multilateral de comércio em meio a crescentes desafios geopolíticos.

    Em seu discurso, ela delineou as prioridades de negociação da organização antes da 14ª Conferência Ministerial da OMC em março de 2026 e enfatizou a necessidade de uma cooperação global mais forte para navegar pelas atuais tensões geopolíticas. Seu discurso completo está abaixo.

     Presidente Lange, estimados membros do Parlamento Europeu e do Comité Director da União Interparlamentar.

    É um privilégio estar aqui com vocês hoje. Tenho um profundo apreço pelas complexidades do seu trabalho e pela posição central que ocupa na aproximação das instituições internacionais com o público que representa.

    Como parlamentares, seu envolvimento em questões da OMC é essencial – não apenas para moldar a política comercial, mas para garantir que nosso trabalho traga benefícios reais e significativos ao público. Os parlamentos servem como a voz do povo nas discussões sobre o comércio global, e sua liderança é crucial para tornar o multilateralismo eficaz e responsivo às necessidades de seus cidadãos.

    Hoje, quando a OMC comemora seu 30º aniversário e seu 80º início como GATT, vou me concentrar em dois tópicos urgentes. Em primeiro lugar, descreverei as prioridades de negociação delineadas pelos membros da OMC enquanto nos preparamos para a 14ª Conferência Ministerial, programada para ocorrer em março do próximo ano em Camarões. Em segundo lugar, abordarei o contexto geopolítico mais amplo – um assunto que sei que está na frente e no centro.

    Peixe

    Permitam-me que comece por um tema que é especialmente importante para mostrar o sucesso do sistema multilateral de comércio para a sustentabilidade económica e ambiental: os subsídios à pesca. Uma das prioridades mais prementes dos nossos deputados é assegurar a entrada em vigor do Acordo sobre as Subvenções à Pesca, ao mesmo tempo que avançamos e concluímos as negociações sobre a segunda fase, a fim de alcançar disciplinas ainda mais profundas. Esses esforços são vitais para proteger nossos oceanos e promover práticas de pesca sustentáveis em todo o mundo.

    O histórico Acordo da OMC sobre Subsídios à Pesca concluído no MC12 em 2022 trouxe aos membros da OMC um grande passo mais perto de cumprir o mandato do ODS 14.6, proibindo subsídios a atividades pesqueiras consideradas entre as mais prejudiciais à sustentabilidade de nossos oceanos. Estima-se que sejam concedidos anualmente 22 mil milhões de dólares de subsídios prejudiciais à pesca. Por meio desse Acordo, os membros da OMC proibiram esses subsídios concedidos a embarcações envolvidas na pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INN), na pesca de estoques sobrepescados e na pesca em alto mar não regulamentada.

    A pesca INN é responsável por aproximadamente 20% da captura mundial, esgotando os estoques globais de peixes. Além disso, a FAO estima que quase 38% dos estoques globais de peixes são sobrepescados e, por algumas medidas, a devastação é ainda maior. O AFS pode ajudar a reverter essa perda significativa e cada vez pior de recursos naturais.

    No entanto, todo o potencial do Acordo só será realizado quando entrar em vigor, o que requer a aceitação de dois terços (ou 111) dos membros da OMC. Até à data, 90 deputados depositaram os seus instrumentos de aceitação, o que nos coloca a uma curta distância do nosso objectivo — precisamos apenas de mais 21.

    Gostaria de agradecer sinceramente à União Europeia por ter sido uma das primeiras a aceitar o Acordo. Além disso, as contribuições generosas da UE e dos seus Estados-Membros para o Fundo das Pescas apoiarão os membros em desenvolvimento e os menos desenvolvidos na aplicação do Acordo, caso tenham depositado as suas aceitações. Estamos tão perto da entrada em vigor, mas ainda não chegamos lá. Exorto-o veementemente a continuar sua liderança, encorajando e ajudando aqueles que ainda não aceitaram formalmente o Acordo a fazê-lo o mais rápido possível. E para aqueles que estão aqui hoje do Comitê Diretor da UIP que não depositaram, conte com o Secretariado da OMC para ajudá-los da maneira que pudermos. Nosso objetivo é a entrada em vigor do Acordo antes da Terceira Conferência dos Oceanos da ONU (UNOC3), que acontecerá em junho em Nice, co-organizada pela França e pela Costa Rica. A necessidade de fazer isso é urgente e contamos com todos para trabalhar para atingir a meta.

    A segunda prioridade relacionada com os subsídios à pesca é a conclusão da segunda vaga de negociações sobre disciplinas adicionais.

    Na reunião do Conselho Geral da OMC em dezembro passado, ficou claro que quase todos os membros, com exceção de apenas alguns, estavam prontos para concluir as negociações com base no projeto de texto mais recente divulgado em novembro passado (TN/RL/W/285). Embora alguns deputados tenham notado que as disciplinas não são perfeitas, eles ainda reconhecem o valor substancial do pacote atual na redução de subsídios que contribuem para o excesso de capacidade e a sobrepesca. No entanto, os deputados que não apoiam o texto expressaram diferenças fundamentais.

    Embora nenhum acordo seja perfeito e cada membro possa ter aspectos que deseja modificar, é do interesse de todos alcançar um resultado. Se os deputados não o fizerem, a ausência de disciplinas em matéria de excesso de capacidade e sobrepesca significará uma deterioração contínua dos recursos haliêuticos para todos. Estamos em um ponto de inflexão.

    Continuamos comprometidos em levar esta segunda onda de negociações até a linha de chegada e continuaremos a contar com o engajamento construtivo dos presentes aqui hoje para tornar isso uma realidade. É necessária uma ação urgente para a sustentabilidade econômica e ambiental.

    Litígios

    A segunda prioridade é a reforma do sistema de resolução de litígios da OMC para garantir que as regras da OMC continuem a ser significativas em benefício de todos os membros.

    Na CM12 em 2022, os membros da OMC se comprometeram a ter “um sistema de solução de controvérsias pleno e funcional acessível a todos os membros até 2024” e reiteraram esse objetivo na MC13 do ano passado. Este prazo já passou e os deputados estão atualmente trabalhando para estabelecer um caminho a seguir. Gostaria de agradecer à União Europeia e a outros nesta sala a sua posição construtiva e o seu empenhamento contínuo no processo de reforma.

    Após a MC13, a reforma do sistema DS foi formalmente avançada sob a liderança do Representante Permanente das Maurícias, que, juntamente com seis co-coordenadores a nível de peritos, trabalhou para resolver as questões pendentes. Isso incluiu os tópicos de apelação/revisão, acessibilidade e “trabalhos feitos até agora”. Desde a saída do Embaixador das Maurícias em Novembro passado, o Presidente do Conselho Geral (GC) continuou a supervisionar directamente o processo de reforma, envolvendo-se com os Membros para reunir perspectivas sobre como aproveitar o progresso e avançar ainda mais na reforma.

    O processo de reforma já resultou em vários projetos de textos em diferentes áreas. Nomeadamente, os deputados elaboraram um projecto substantivo avançado sobre “Reforço das capacidades” e “Assistência técnica”. Isso é crucial para aprimorar o suporte técnico que fornecemos aos membros em desenvolvimento. Embora os deputados tenham feito progressos nas discussões em torno do recurso/revisão, este continua a ser um dos aspectos mais desafiantes da reforma, e são necessários mais esforços para resolver as questões pendentes.

    Sei que os nossos deputados aguardam a palavra dos Estados Unidos sobre a sua posição. Continuo esperançoso de que continuaremos a progredir neste trabalho crucial.

    Enquanto isso, a OMC continua a servir como o principal fórum para resolver disputas comerciais internacionais. Oito disputas estão atualmente em andamento, juntamente com onze consultas ativas. Também observamos um aumento nas soluções negociadas entre os membros, com o processo do painel muitas vezes servindo como um catalisador para esses acordos. O trabalho de resolução de litígios na OMC continua a ser robusto.

    Agricultura

    Em terceiro lugar, é vital que os membros da OMC façam progressos na agricultura.

    Espera-se que a agricultura seja um elemento central na agenda da CM14, especialmente devido ao seu papel fundamental no apoio à segurança alimentar e na promoção do desenvolvimento socioeconômico, particularmente em todo o continente africano. O consenso permaneceu fora de alcance quanto ao processo e ao cronograma para essas negociações. Como presidente cessante das negociações delineadas em seu recente relatório (JOB/AG/265), restabelecer a confiança e estabelecer metas confiáveis é essencial para restaurar progressivamente um processo de negociação eficaz e alcançar um resultado agrícola em março de 2025 em Yaoundé.

    Iniciativas plurilaterais

    A quarta prioridade é que os membros encontrem uma maneira de incorporar os resultados das iniciativas conjuntas plurilaterais – o Acordo de Facilitação de Investimentos para o Desenvolvimento (IFD) e o Acordo sobre Comércio Eletrônico – no conjunto de regras da OMC.

    Estas iniciativas plurilaterais representam a oportunidade para os membros que partilham as mesmas ideias estabelecerem entre si regras novas e ambiciosas e abrirem novos caminhos no âmbito da OMC. Coexistem com o conceito de multilateralismo e não reduzem quaisquer direitos da OMC para os não participantes.

    O Acordo IFD tem atualmente 126 membros da OMC como partes, incluindo 90 membros em desenvolvimento e 27 membros dos PMA, bem como a UE. Tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável, melhorando o clima de investimento por meio de maior transparência e previsibilidade, e facilitar os fluxos de investimento, particularmente para os membros em desenvolvimento e dos PMA. Os proponentes do Acordo procuram incorporá-lo ao Anexo IV do Acordo OMC como um acordo plurilateral, com seus benefícios aplicados em uma base NMF a todos os membros da OMC. Fazer isso requer consenso entre nossos membros. No entanto, alguns deputados manifestaram oposição à sua incorporação, invocando preocupações sistémicas e o impacto no multilateralismo. Os proponentes continuam trabalhando para traçar um caminho para integrar essas importantes disciplinas ao livro de regras da OMC.

    Noventa e um membros da OMC, incluindo a UE, concluíram as negociações sobre o texto do Acordo sobre Comércio Electrónico e apresentaram-no anteontem ao Conselho Geral para incorporação no conjunto de regras da OMC. O Acordo visa permitir transações eletrônicas e promover a facilitação do comércio digital, garantir um ambiente aberto para o comércio digital e promover a confiança no comércio eletrônico. Contém igualmente disposições sobre cooperação e desenvolvimento. Tal como acontece com o IFD, alguns deputados opõem-se por motivos sistémicos.

    Trabalhos multilaterais sobre o comércio electrónico

    Em termos de trabalho multilateral sobre comércio eletrônico, o engajamento continua no âmbito do programa de trabalho multilateral sobre comércio eletrônico, conforme descrito na Decisão MC13, a ser concluído até MC14. Em janeiro, realizamos uma discussão dedicada sobre como reduzir a exclusão digital, com foco em infraestrutura, conectividade e acesso à Internet. Outra sessão em fevereiro explorará estruturas legais e regulatórias, incluindo proteção ao consumidor, privacidade e segurança cibernética. Essas sessões visam compartilhar experiências nacionais, aprofundar temas-chave e refletir sobre ideias acionáveis. O objetivo é identificar etapas e recomendações concretas para consideração dos ministros no MC14.

    Outro ponto crítico de decisão é se deve estender a moratória sobre a cobrança de impostos sobre transmissões digitais, que expira em 31 de março de 2026 ou no MC14, o que ocorrer primeiro. Em dezembro, convocamos uma sessão informativa dedicada com contribuições do Secretariado da OMC, FMI, UNCTAD, OCDE e South Centre. A sessão teve como objetivo revisar os estudos existentes sobre o impacto da moratória, promover discussões sobre seu escopo e definição e explorar abordagens alternativas de tributação. Eu encorajo você a se envolver em um diálogo aberto e explorar elementos que possam ajudar a estabelecer um terreno comum para avançar nesta importante questão.

    Desenvolvimento

    Cada uma dessas linhas de trabalho carrega uma forte dimensão de desenvolvimento, que continua sendo uma prioridade para muitos de nossos membros, já que os países em desenvolvimento representam dois terços de nossos membros. Apenas algumas semanas atrás, os membros da OMC realizaram um retiro voltado para o futuro focado em alavancar o comércio como uma ferramenta para o desenvolvimento e traçar um caminho a seguir. Vamos aproveitar esse engajamento bem-sucedido na preparação para o MC14.

    Contexto geopolítico

    Senhores Deputados, seria negligente não dizer nada sobre a actual situação geopolítica e o seu impacto no comércio. Vivemos em tempos tumultuados – tempos em que medidas comerciais e também contramedidas são anunciadas e implementadas em poucos dias, às vezes horas. O clima de incerteza afeta as empresas que operam internacionalmente e dependem de cadeias de suprimentos espalhadas por diferentes cantos do mundo. Essa volatilidade pode perturbar a estabilidade econômica, afetar os planos de investimento e perturbar as cadeias de suprimentos não apenas na Europa, mas em todo o mundo.

    É em tempos como estes que um ambiente comercial estável e previsível, ancorado pelo sistema multilateral de comércio e pela Organização Mundial do Comércio, é mais necessário do que nunca. Fomos estabelecidos e projetados para promover transparência, estabilidade e previsibilidade no comércio global. Nos últimos 30 anos, a OMC – que é uma entidade composta por seus membros – tem trabalhado diligentemente para defender esses princípios, para garantir um ambiente de negócios que promova o crescimento e a cooperação. A OMC continua a cobrir 80% do comércio mundial, que permanece inalterado apesar dos recentes desenvolvimentos. Nenhum membro domina o sistema – nem mesmo os Estados Unidos, que respondem por 15,9% do comércio global.

    A Europa, com o seu compromisso com mercados abertos e uma ordem comercial baseada em regras, tem sido uma pedra angular do sistema multilateral e há muito que defende a causa do multilateralismo e de um ambiente comercial previsível.

    No entanto, lembremo-nos de que o sistema multilateral não pode ser dado como certo. Sua força e eficácia não são automáticas; depende de vós, seus deputados. Nossas estimativas indicam que um colapso da ordem de negociação pode resultar em uma perda impressionante de dois dígitos no PIB global. E mesmo a mera presença de incerteza destrói nossa prosperidade coletiva, corroendo o bem-estar pouco a pouco.

    É por isso que hoje apelo a vocês com um lembrete importante: o futuro do sistema multilateral de comércio e o papel da OMC como guardiã da segurança e da previsibilidade no comércio global estão em suas mãos.

    Se valoriza a OMC, por favor, ajude-nos a cumprir a agenda de negociações que acabo de expor.

    Se consideram as regras da OMC inadequadas ou imperfeitas, encorajo-o a colaborar com outros membros para as reforçar e melhorar.

    Se pensa que os seus interesses estão a ser prejudicados por medidas tomadas por outros membros, exorto-o a fazer pleno uso da plataforma da OMC — quer através das nossas comissões, de consultas bilaterais ou do sistema de resolução de litígios — para abordar e resolver estas questões de forma construtiva.

    E ao considerar a aplicação de suas próprias medidas comerciais, particularmente em resposta às tomadas por outros, exorto-o a permanecer equilibrado e considerar não apenas os efeitos imediatos, mas também as consequências mais amplas e de longo prazo, sobre os consumidores, as indústrias e o sistema de comércio global. E não esqueçamos o impacto nos países em desenvolvimento – quando os elefantes lutam, a grama é pisoteada. E isso machuca os elefantes também.

    Em uma época em que o comércio é cada vez mais interrompido por ações imprevisíveis e desestabilizadoras, seu apoio é crucial para garantir que o sistema baseado em regras que trabalhamos tanto para construir perdure, beneficiando a todos.

    FONTE: OMC Noticias
    OMC | Notícias de 2025 – DDG Ellard pede apoio ao sistema multilateral de comércio em meio a desafios geopolíticos

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    Governo do Estado anuncia mais 500 km de rede trifásica para o meio rural

    Com investimento de R$ 70 milhões da Celesc, a primeira etapa do projeto já beneficiou milhares de produtores com mais energia – Foto: Roberto Zacarias / SECOM

    O Governo do Estado de Santa Catarina e a Celesc anunciaram, nesta sexta-feira, 21, a expansão da rede trifásica em áreas rurais, com a implantação de mais 500 km de infraestrutura elétrica. O lançamento ocorreu durante a inauguração de um novo trecho de rede trifásica em Massaranduba, no Norte do estado, com a presença do governador Jorginho Mello e do presidente da Celesc, Tarcísio Rosa. A iniciativa dá continuidade ao programa de modernização da energia no campo e busca aumentar a confiabilidade do fornecimento, permitindo que os produtores tenham acesso a um sistema mais estável e eficiente.

    O governador destacou a importância do investimento. “A entrega dos primeiros 500 km de rede trifásica já trouxe impactos positivos para milhares de produtores catarinenses. Agora, com mais 500 km, reforçamos nosso compromisso de modernizar a infraestrutura elétrica rural, garantindo mais eficiência, produtividade e desenvolvimento para o agronegócio do estado”, frisou ele.

    Foto: Roberto Zacarias / SECOM

    Desde abril de 2023, o programa já entregou os primeiros 500 km de rede trifásica, beneficiando diretamente 12,3 mil propriedades rurais e impactando mais de 50 mil catarinenses. O investimento nessa fase foi de aproximadamente R$ 70 milhões. O primeiro trecho foi entregue em maio de 2023, em Ibiam, no Meio-Oeste, beneficiando produtores de frutas, leite e suínos.

    Impacto no agronegócio

    Foto: Roberto Zacarias / SECOM

    A substituição da rede monofásica pela trifásica representa um avanço significativo para a produção rural. Com um fornecimento de energia mais estável, os agricultores podem mecanizar e automatizar processos, reduzir perdas e ampliar suas atividades com segurança.

    Um exemplo dos benefícios da nova infraestrutura é a propriedade do casal Mara e Alcirio Ronchi, em Massaranduba. Eles criam marrecos para revenda e antes da implantação da rede trifásica, a oscilação de energia afetava as incubadoras de filhotes. “As perdas chegavam a até 70% dos ovos. Agora, todos os problemas acabaram. Melhorou 100% e podemos trabalhar com tranquilidade e dobrar a produção até o próximo ano. Atualmente são 5.800 filhotes por semana, mas agora tem como aumentar bastante”, afirmou Alcirio Ronchi, que fornece as aves para frigoríficos da região e também do Rio de Janeiro.

    Foto: Roberto Zacarias / SECOM

    Expansão estratégica

    O presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, ressaltou que o novo investimento reforça o compromisso da companhia com a modernização da infraestrutura elétrica. “Com mais 500 km de rede trifásica, seguimos levando energia de qualidade para os produtores rurais do estado. Essa expansão é essencial para garantir suporte energético ao crescimento e inovação no campo”, afirmou.

    Já o diretor de Distribuição da Celesc, Cláudio Varella, destacou que a melhoria no fornecimento de energia é um passo essencial para a modernização da produção agrícola. “A tecnologia e a automação são fundamentais para o aumento da produtividade no campo. Com a rede trifásica, o produtor tem mais segurança elétrica para investir em novos equipamentos e ampliar seus negócios”, explicou.

    Foto: Roberto Zacarias / SECOM

    A seleção das obras segue critérios estratégicos, priorizando regiões com maior concentração de clientes rurais e atividades produtivas de alto consumo energético, como agroindústrias, produção leiteira e fruticultura. Além disso, são realizadas análises técnicas para avaliar a viabilidade e o impacto da expansão.

    Participaram ainda do ato os secretários de Estado da Casa Civil, Kennedy Nunes e adjunto da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, além do deputado federal Carlos Chiodini e dos deputados estaduais Ivan Naatz, Antídio Lunelli, Vicente Caropreso e Maurício Peixer e o prefeito de Massaranduba, Moacir Kasmirski.

    Foto: Roberto Zacarias / SECOM

    FONTE: SECOM
    Governo do Estado anuncia mais 500 km de rede trifásica para o meio rural – Agência de Notícias SECOM

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