Comércio, Portos

Terminal Barra do Rio reforça sua versatilidade no atendimento a diferentes tipos de carga em Itajaí

O Terminal Barra do Rio, em Itajaí (SC), vem se consolidando como um espaço estratégico para o comércio exterior da região, tendo como grande diferencial a flexibilidade para movimentar diferentes tipos de carga. De projetos especiais à siderurgia, passando por granéis sólidos, madeira e contêineres, o terminal aposta em tecnologia, equipes qualificadas e soluções personalizadas para atender cada cliente de forma ágil e eficiente.

Segundo Carlos Weidlich, Controller do Terminal, a versatilidade faz parte do DNA da empresa. “Temos uma equipe bastante diversa, com formações que se complementam. Apesar de seguirmos um organograma bem definido, todos se unem com um único objetivo: resolver as demandas dos nossos clientes da melhor forma possível. Por sermos um terminal alfandegado novo na região, investimos forte em tecnologia da informação, equipamentos modernos e capacitação dos colaboradores. Isso nos permite criar soluções sob medida e com a agilidade que o mercado exige”, afirma.

Cargas de projeto: planejamento e agilidade

As cargas de projeto, que exigem operações mais complexas e cuidadosas, recebem atenção especial no Barra do Rio. Desde o início da negociação, diferentes áreas — operacional, comercial, financeiro e institucional — participam da análise para garantir uma visão completa. “Após o fechamento do negócio, realizamos uma reunião de alinhamento e planejamento com todas as equipes. Por termos uma estrutura mais enxuta, conseguimos ser mais ágeis e flexíveis, algo muito valorizado por clientes exigentes nesse segmento”, destaca Carlos.

Siderurgia: foco em produtos de maior valor agregado

No setor siderúrgico, o terminal aposta no atendimento próximo e no uso de equipamentos próprios para movimentar chapas grossas, trilhos, perfis, tubos, laminados a frio e aço inox. Embora ainda não trabalhe com bobinas a quente e vergalhões, já há um projeto de expansão de 30 mil m² para ampliar a capacidade e receber cargas mais pesadas e volumosas.

Granéis sólidos e madeira: segurança no manuseio

O manuseio de granéis sólidos em Big Bags e de cargas de madeira ocorre em um armazém coberto localizado ao lado do cais, o que garante proteção contra intempéries e facilita operações de maior porte. “Procuramos manter essas cargas agrupadas, o que otimiza a conferência e o controle. Todo o espaço conta com sistema de monitoramento e está preparado para fiscalizações”, explica Carlos.

Contêineres: modernização e eficiência

Os contêineres, base do comércio exterior, são tratados como prioridade pelo Barra do Rio. Recentemente, o terminal investiu em uma série de melhorias: reforma do piso para aumentar a capacidade de recebimento, instalação de gates bidirecionais para agilizar o fluxo de veículos, aquisição de duas novas reach stackers e modernização do sistema WMS. “Também estamos ampliando a verticalização do armazém para otimizar o espaço das cargas desovadas. Tudo isso garante mais eficiência e confiabilidade para nossos clientes”, ressalta o Controller.

Um convite ao mercado

Com essa gama de soluções, o Terminal Barra do Rio se consolida como um TUP versátil e preparado para atender às demandas do comércio exterior. Carlos reforça o convite para que clientes e parceiros conheçam de perto a estrutura. “Nosso compromisso é oferecer um atendimento humano, próximo e eficiente, com soluções flexíveis para quem precisa de armazenagem alfandegada na região. Estamos sempre buscando melhorar, com foco total nas necessidades dos nossos clientes”, conclui.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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Comércio

A agência de comércio do Brasil recomenda a mudança para exportações de alto valor para a China

As commodities ainda dominam o comércio, mas a ApexBrasil vê espaço para crescimento em alimentos processados, comércio eletrônico e produtos sustentáveis

Mesmo com o crescimento da China desacelerando — de taxas de dois dígitos entre 1980 e 2010 para uma projeção de 4,5% a 5% ao ano — o país continua oferecendo ao Brasil oportunidades “escondidas nos grandes números” do comércio de commodities.

Um estudo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), encomendado pelo Valor, constatou que o ritmo mais lento reflete uma mudança na natureza das oportunidades, e não uma redução em seu número. O novo ciclo de crescimento da China prioriza qualidade em vez de quantidade, criando espaço para o Brasil fornecer bens com maior valor agregado, alinhados ao modelo econômico em evolução do país.

A agência, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e com escritórios na China, vem mapeando oportunidades para exportações e investimentos brasileiros.

A desaceleração da China reflete fatores estruturais, como o envelhecimento da população, a transição para uma economia mais baseada em serviços e inovação, e ajustes internos para reduzir a dependência de gastos pesados em infraestrutura e indústrias de baixa tecnologia.

Mesmo em ritmo mais lento, o crescimento da China permanece entre os mais altos das grandes economias. Em termos absolutos, observou a Apex, isso significa adicionar ao PIB chinês a cada ano o equivalente à economia inteira de um país de médio porte, mantendo a China como um mercado estratégico para o Brasil.

Novos nichos para exportações brasileiras

A atual fase de crescimento da China traz tendências favoráveis aos exportadores brasileiros: a segurança alimentar continua sendo prioridade; a classe média urbana impulsiona a demanda por conveniência e produtos de maior valor; o comércio eletrônico, que respondeu por quase 30% das vendas de bens de consumo em 2024, em um mercado avaliado em US$ 2,22 trilhões, cria visibilidade para café, vinhos e frutas; e há crescente demanda por alimentos naturais e funcionais ligados à saúde e bem-estar.

Embora o comércio bilateral ainda seja dominado por commodities, existem nichos pouco explorados com alto valor agregado. Alimentos processados, produtos de soja, sucos, snacks saudáveis e itens congelados de conveniência poderiam atender às necessidades dos consumidores urbanos chineses. Além da alimentação, cosméticos naturais, vinhos e espumantes, produtos de madeira e design sustentável, biotecnologia e suplementos, energia renovável e minerais estratégicos também apresentam potencial. O Brasil poderia ainda expandir em celulose e bioprodutos, entrando em embalagens sustentáveis e papéis especiais.

A Apex destacou que o Brasil deve olhar além das commodities tradicionais, com o e-commerce como canal estratégico. Os consumidores chineses são cada vez mais exigentes, tornando crucial que o Brasil ofereça produtos que se destaquem em qualidade, inovação e sustentabilidade. Essa mudança beneficiaria não apenas as empresas, mas também as cadeias de suprimento, as comunidades locais e a economia como um todo.

Desafios da diversificação das exportações

Tatiana Prazeres, secretária de comércio exterior do Brasil, afirmou que o perfil de exportações do país para a China já está mudando, embora sem alterar o domínio dos “grandes números”. Com soja, petróleo e minério de ferro ainda respondendo por cerca de 75% das exportações, os ganhos de outros produtos ainda não são visíveis na escala macro acompanhada pelos analistas.

“O Brasil não precisa se contentar em vender soja, petróleo e minério de ferro para a China. Essa realidade muitas vezes é ignorada por quem foca apenas na visão macro”, disse ela em entrevista ao Valor. Ela apontou categorias de exportação que tiveram crescimento dramático de 2024 para 2025: chocolate e preparações à base de cacau, praticamente inexistentes antes, cresceram mais de 1.000%; tubos e conexões de plástico quase 980%; torneiras e válvulas quase 800%; óleos essenciais mais de 100%; e carne bovina congelada cerca de 40%.

Embora pequenos em termos absolutos, esses ganhos podem sinalizar mercados pouco explorados para o Brasil, acrescentou. “Isso não muda nosso perfil geral de exportação para a China, mas para as empresas envolvidas pode ser transformador. Até para cadeias de suprimento e comunidades locais. E, em um contexto global desafiador, encontrar novos destinos é altamente relevante.”

Para Prazeres, o principal desafio está na falta de conhecimento sobre a China. Ela destacou três camadas no comércio exterior: competitividade, apoio à exportação e relacionamento com a China. As duas primeiras são limitadas pelo chamado “custo Brasil”, que afeta todos os mercados. A terceira é única, moldada pela ampla falta de entendimento do mercado chinês. Segundo ela, todas as três devem ser tratadas simultaneamente.

“O setor privado precisa estar mais presente na China. É necessário ter presença física, construir relacionamentos, compreender o ecossistema digital chinês, que é completamente diferente do nosso”, disse. Embora a China seja competitiva em setores industriais, ela não impõe grandes barreiras a produtos industriais, deixando oportunidades que as empresas brasileiras ainda precisam explorar.

Ela afirmou que parcerias público-privadas devem impulsionar esses esforços, já que muitas iniciativas privadas dependem do suporte adequado do governo. Ao mesmo tempo, as próprias empresas devem se engajar para transformar oportunidades em negócios concretos.

Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior e sócio da BMJ Consultants, observou que produtos de valor agregado têm forte impacto nas cadeias de suprimento, mas que a responsabilidade inicial recai sobre o setor privado. Por se tratar de uma agenda de nicho, envolve principalmente pequenas e médias empresas (PMEs), ainda inexperientes em exportações. “Acho que falta iniciativa ao setor privado. As empresas ainda olham pouco para o exterior. Poderiam fazer mais e, depois, exigir mais do governo também”, disse.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou que os baixos níveis de inovação do Brasil limitam a capacidade das empresas, especialmente PMEs, de competir em mercados sofisticados que exigem produtos de alta tecnologia e diferenciados. Exportar continua sendo um desafio não apenas por falta de iniciativa ou know-how, mas também por obstáculos externos, como gargalos logísticos, altos custos de transporte, ineficiências portuárias, lacunas de infraestrutura, volatilidade cambial, taxas de juros e a estratégia nacional de comércio ainda recente.

A CNI defendeu parcerias em pesquisa, desenvolvimento e inovação, afirmando que “linhas de financiamento direcionadas, programas de inovação, segurança jurídica e capacitação profissional são condições essenciais”.

Fonte: Valor International
Imagem:  Júlio César Silva/MDIC

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Comércio

BYD foca em internacionalização e espera exportar 20% das vendas globais em 2025

A montadora chinesa de veículos elétricos BYD estima que as exportações respondam por aproximadamente 20% de suas vendas globais em 2025, impulsionadas pelo lançamento de novos modelos, segundo o South China Morning Post nesta segunda-feira (29).

Expectativa de entregas internacionais

De acordo com o jornal, a empresa prevê entre 800 mil e 1 milhão de veículos vendidos fora da China continental no próximo ano, dentro de um total projetado de 4,6 milhões de unidades. A informação foi confirmada por Li Yunfei, gerente-geral de branding e relações públicas da BYD.

Ajuste na meta global de vendas

A projeção reforça reportagem da Reuters, divulgada no início do mês, que apontou redução de até 16% na meta de vendas da BYD para 2025. A revisão reflete o crescimento anual mais lento em cinco anos e sinais de que a fase de expansão acelerada da empresa pode estar se estabilizando.

Internacionalização como estratégia de crescimento

Li Yunfei destacou que “as entregas internacionais terão uma contribuição maior nos próximos anos”, citando que a frota própria de navios porta-carros da BYD tem impulsionado o aumento das exportações.

Em 2024, as vendas fora da China representaram menos de 10% das 4,26 milhões de unidades entregues pela fabricante, segundo o SCMP. A mudança estratégica evidencia o foco crescente da BYD na internacionalização, em meio à intensificação da concorrência no mercado interno chinês de veículos elétricos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Claudia Greco

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional

Relação comercial Brasil–Estados Unidos interessa aos dois lados, diz secretária

Em audiência pública no Senado Federal, secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, enfatizou a importância de solução negociada com EUA

A secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), participou nesta quarta-feira (24/9) de Audiência Pública da Secretaria de Comissões Coordenação de Comissões Especiais, Temporárias e Parlamentares de Inquérito (CTEUA), no Senado Federal.

Os parlamentares e autoridades se reuniram para discutir os impactos da investigação aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, apresentou um panorama da relação bilateral e destacou que, de janeiro a agosto, o Brasil exportou US$ 26,6 bilhões para os Estados Unidos, um aumento de 1,66% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações somaram US$ 30 bilhões, um aumento de 11,44%. Ressaltou ainda a diversificação da pauta exportadora, composta principalmente por manufaturados, mas também por produtos agrícolas e da indústria extrativa.

“O Brasil não é um problema comercial para os Estados Unidos. O Brasil é um país que tem superávit comercial com o mundo e um déficit com os Estados Unidos, ao passo que os EUA são um país que têm um déficit com o mundo e superávit com o Brasil. Na nossa visão, essa não é a métrica que deve pautar a avaliação do relacionamento bilateral, mas, se é tão importante para os EUA neste momento, o Brasil de fato não é um problema. Apesar do déficit comercial, essa é uma relação que interessa os dois lados, gera empregos e contribui para o dinamismo da atividade econômica nos dois países.”, afirmou Prazeres.

 A secretária destacou, ainda, o empenho do vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, nas tratativas com o lado americano com vistas a encontrar uma solução negociada mutuamente benéfica para ambos os países.

De acordo com a secretária, cerca de 10 mil empresas brasileiras vendem para o mercado americano. “É esse universo que nos preocupa quando pensamos nas medidas aplicadas pelos Estados Unidos. Estamos falando de milhares de empresas e empregos que dependem dessa relação comercial”, destacou.

Sobre a investigação em curso no âmbito da Seção 301, aberta em julho pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), a secretária reafirmou a posição brasileira: “O Brasil seguirá firme na defesa de seus interesses na busca de uma solução negociada em temas comerciais com os EUA”, garantiu a secretária Tatiana Prazeres.

 relatora da comissão, senadora Tereza Cristina, reforçou a importância da participação de diversos públicos de interesse. “A realização dessa audiência pública permite que a comissão exerça seu papel institucional de reunir informações das diversas partes envolvidas para construir um quadro claro dos interesses, motivações e forças atuantes em ambos os lados e de buscar canais de interlocução com atores-chave nos dois países”.

Para o presidente da CTEUA, Nelsinho Trad, este é um ambiente de debate estratégias junto a ministros, empresários e especialistas para garantir que nossas exportações e nossa competitividade não sejam comprometidas. “O foco é proteger empregos, renda e setores produtivos, buscando sempre soluções por meio do diálogo e da cooperação”, concluiu.

Confira aqui a apresentação da secretária da Secex, Tatiana Prazeres.

Assista a audiência no Senado Federal.

Fonte: MDIC

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Comércio

Balança comercial marítima do Brasil recua 17,2%

Relatório da ATP mostra que terminais de uso privado (TUP) movimentaram 422,3 milhões de toneladas no 1SEM25

Em meio às incertezas da economia global, o comércio exterior brasileiro foi impactado no primeiro semestre do ano, especialmente o segmento marítimo, influenciado por alterações tarifárias em grandes mercados, conflitos geopolíticos e eventos climáticos adversos. De acordo com o Relatório Semestral da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), divulgado nesta segunda-feira (22), o saldo da balança comercial brasileira por via marítima totalizou US$ 46,99 bilhões em valor FOB (Free On Board), com queda de 17,2% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado é reflexo da redução das exportações, que somaram US$ 144,7 bilhões (-3,5%), e do aumento das importações, que atingiram US$ 97,7 bilhões (+4,8%). A corrente de comércio (exportações mais importações), por sua vez, ficou em US$ 242,2 bilhões, com leve retração de 0,3%.

Segundo o Relatório da ATP, elaborado pela Coordenação de Pesquisas e Desenvolvimento, a retração das exportações foi puxada principalmente por soja, petróleo e minério de ferro, que juntas perderam mais de US$ 8 bilhões em relação a 2024. No caso dos combustíveis, observa-se que a queda ocorreu tanto pela redução na quantidade exportada (-3,3%) quanto na redução do valor médio da commodity (-7,9%). Já a soja e o minério apresentaram seus volumes de exportações relativamente estáveis, mas tiveram um forte recuo no valor médio por tonelada (-9,6% e -16,6%, respectivamente).

Entre os destaques das exportações, as maiores altas no primeiro semestre foram verificadas nas vendas de “Gorduras e óleos animais ou vegetais”, com um avanço de 53,4%, e “Café, chá, mate e especiarias”, que cresceram 49,1%.

Nas importações, o crescimento foi impulsionado pelo aumento da demanda por máquinas e equipamentos industriais, que alcançaram US$ 13,8 bilhões de valor importado (+12,4%), resultado do avanço expressivo nos volumes adquiridos em 2025. Dois segmentos registraram as maiores altas nas importações: “Produtos farmacêuticos”, com expressivos 32,94%, e “Produtos químicos orgânicos” (23,37%).

Para o segundo semestre de 2025, as projeções da ATP indicam um cenário de cautela, com expectativa de estabilidade nos preços da soja e do petróleo, mas ainda sujeito à volatilidade internacional e a riscos geopolíticos.

“As mudanças nas políticas comerciais e nas condições externas podem seguir impactando o comércio marítimo, reforçando a necessidade de adaptação dos terminais portuários e da cadeia logística para sustentar a competitividade do Brasil”, diz Murillo Barbosa, presidente da ATP, que reúne empresas de grande porte com 72 terminais privados no país, atuando em áreas como agronegócio, mineração, siderurgia, petróleo e gás, contêineres e complexos logísticos, relevantes para o comércio exterior brasileiro.

No ranking dos dez principais destinos das exportações brasileiras, a ATP constatou que as vendas para a China recuaram 7,56% no primeiro semestre, totalizando US$ 47,5 bilhões (em valor FOB). Por outro lado, houve aumento das vendas para os Estados Unidos, de 2,83%, somando US$ 17,3 bilhões.

No período, cresceram ainda as exportações do Brasil para Argentina (57,62%), Coreia do Sul (16,52%), Índia (11,45%) e Alemanha (4,6%). Na outra ponta, caíram as vendas para Singapura (-22,38%), México (-13,87%), Espanha (-10,47%) e Holanda (-1,07%).

10 principais destinos das exportações brasileiras

Terminais privados lideram movimentação portuária

O estudo da ATP mostra que o sistema portuário brasileiro movimentou 653,7 milhões de toneladas (+1%) no primeiro semestre de 2025, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Os terminais de uso privado (TUP) movimentaram 422,3 milhões de toneladas (crescimento de 1,9%), com o markert share de 64,6% do total movimentado pelos terminais portuários no Brasil. Os portos públicos, por sua vez, movimentaram 231,5 milhões de toneladas (redução de 0,53%).

A carga conteinerizada foi o perfil de maior destaque ao longo do primeiro semestre de 2025, com crescimento de 6,2%, considerando todo o setor. A carga geral e o granel sólido também obtiveram crescimento de 5,2% e 0,7%, respectivamente. Já o granel líquido e gasoso apresentou uma queda de -1,4%, reflexo da redução na movimentação de combustíveis minerais.

Analisando a movimentação portuária por regiões, o destaque foi o Centro-Oeste, que apresentou maior crescimento no período (77,1%). Apesar do aumento expressivo, o número absoluto foi apenas de 4,8 milhões de toneladas. Isso se deve a recuperação em 2025 da seca severa enfrentada em 2024, que baixou os níveis do Rio Paraguai e paralisou operações portuárias, gerando prejuízos significativos.

Outra região relevante foi a Sul, que cresceu 2,9%, registrando 93,8 milhões de toneladas, seguida pelo Nordeste (+0,8%) e Sudeste (+0,5%). Observa-se uma queda apenas na Região Norte (-1,2%)

Já análise da movimentação dos TUP por região, traz alterações significativas. Os terminais autorizados na Região Norte tiveram aumento de 2,35% na movimentação, e não uma queda, como observado no contexto nacional. Os TUP também apresentaram um crescimento superior no Nordeste (+1,9%) e Sudeste (+1,2%).

Fonte: Modais em Foco

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Comércio

Receita Federal registra movimentação recorde no comércio da Tríplice Fronteira

Obras do novo Porto Seco estão em fase inicial e, primeira etapa, será entregue até final de 2026

Foz do Iguaçu atingiu um marco histórico no comércio exterior em 2025. De acordo com a Receita Federal, apenas nos seis primeiros meses do ano, o Porto Seco da cidade movimentou US$ 4,78 bilhões, resultado que representa crescimento de 32,96% em relação ao mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 3,6 bilhões. O desempenho supera todos os registros anteriores e confirma a Tríplice Fronteira como um dos principais corredores logísticos do Mercosul.

Apesar do aumento no valor, o volume físico de cargas caiu 7,84%, passando de 2,58 milhões de toneladas em 2024 para 2,37 milhões em 2025. A redução é atribuída a um perfil de comércio mais voltado para produtos de maior valor agregado.

As exportações foram o motor do avanço, alcançando US$ 2,46 bilhões, um salto de 55,49% em comparação ao primeiro semestre de 2024, quando o total havia sido de US$ 1,58 bilhão.
As importações também cresceram, totalizando US$ 2,32 bilhões, aumento de 15,23% em relação ao ano anterior.

O volume importado avançou de 1,34 milhão para 1,50 milhão de toneladas, alta de 11,83%. Já o volume exportado apresentou retração, reforçando a tendência de embarque de mercadorias mais sofisticadas e com maior valor agregado.

Com esses resultados, a balança comercial fechou com superávit, impulsionada pelo forte desempenho das exportações.

As estatísticas apontam comportamentos distintos na relação comercial do Brasil com os países vizinhos:

  • Paraguai: exportações recuaram 32,6% em volume e 34,1% em peso, mas o valor cresceu 48,3%, evidenciando a exportação de produtos mais sofisticados. Já as importações caíram 37,3%.
  • Argentina: cenário oposto, com exportações brasileiras em forte expansão — alta de 21,8% no volume e 111,9% no valor, reforçando o papel do país como destino estratégico para mercadorias brasileiras.

Produtos mais movimentados

  • Importações: cereais, derivados de grãos, sementes e frutos oleaginosos, carnes, pastas de madeira, óleos vegetais, sal, plásticos e máquinas elétricas.
  • Exportações: papel e celulose, plásticos, máquinas e instrumentos mecânicos, fertilizantes, produtos cerâmicos, ferro e aço, bebidas, veículos automotivos, sal e materiais elétricos.

O movimento de caminhões pelo Porto Seco cresceu 11,6% no semestre.

  • Total de veículos liberados: 97.812
    • Paraguai: 74.404 (76,1% do total)
    • Argentina: 23.409 (23,9% do total)

As importações representaram 57,3% do fluxo e as exportações, 42,7%.

O crescimento coincide com um período de grandes investimentos em infraestrutura viária e logística em Foz do Iguaçu. Entre os projetos em andamento estão:

  • Perimetral Leste, conectando as novas aduanas à BR-277;
  • Duplicação da Avenida das Cataratas;
  • Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, lançado pela Multilog.

Novo Porto Seco

As obras do Novo Porto Seco, empreendimento que receberá R$ 500 milhões em investimentos e ampliará em 30% a capacidade atual estão em fase inicial. O terminal terá movimentação diária prevista de 2 mil caminhões e gerará cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos.

Segundo Djalma Vilela, presidente da Multilog, a nova unidade ocupará 550 mil m² e será preparada para atender à demanda futura da Tríplice Fronteira. “O novo terminal consolidará Foz do Iguaçu como o maior porto seco da América Latina e um dos maiores do mundo, com estrutura moderna e segura”, destacou.

A primeira fase das obras receberá R$ 240 milhões, com pátio para caminhões, áreas de armazenagem cobertas, câmara fria, equipamentos de alta tecnologia e sistemas automatizados de pesagem e identificação de veículos.

O auditor fiscal Felipe Mendes Morais lembrou que a Multilog já administra o porto seco mais movimentado da América Latina, com quase 200 mil caminhões liberados por ano e uma corrente de comércio próxima de R$ 9 bilhões.

A Multilog é uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, líder na administração de recintos alfandegados, com 35 unidades em todo o país e 2,2 milhões m² de áreas de armazenagem. Atende setores como alimentos, saúde, agronegócio, tecnologia e automotivo, com certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA).

Fonte: Rádio Cultura Foz

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Comércio

Acordo Mercosul-Efta tem cláusula para acelerar vigência do livre comércio

Cláusula de “vigência bilateral” permite, na prática, que acordo passe a valer entre países que ratifiquem seus termos, sem necessidade de aceite por todo o bloco

Mercosul e Efta — de Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein — inseriram em seu acordo de livre comércio, a ser assinado nesta terça-feira (16), cláusula que deve acelerar a vigência dos termos e pode ajudar a evitar possíveis “resistências”.

A cláusula de “vigência bilateral” permite, na prática, que o acordo passe a valer entre países que ratifiquem seus termos, sem necessidade de aceite por todo o bloco, explicou em entrevista à CNN a secretária de Comércio Exterior do Mdic (Ministério do Desenvolvimento e Indústria), Tatiana Prazeres.

Segue um exemplo: Brasil e Islândia, caso aprovem internamente o trato, podem passar a usufruir de seus termos mesmo que Argentina ou Suíça ainda não tenham aceitado as condições.

A cláusula pode driblar um possível impasse envolvendo a Suíça, cuja democracia traz instrumento que permite levar decisões do Parlamento ao voto popular. Em 2021, o acordo comercial do país com a Indonésia acabou em referendo por meio desta ferramenta.

O governo brasileiro não descarta que o Mercosul-Efta tenha o mesmo destino.

Prazeres destaca que o acordo entre Mercosul e União Europeia também conta com item de “vigência bilateral”. Neste caso, porém, é necessário que haja ratificação de toda a UE e de apenas um país do sul-americano — a regra, nos bastidores, ficou conhecida como “cláusula antiperonista”

Ao contrário do Mercosul-UE, a tradução do acordo com o Efta, para os idiomas falados em todos os países envolvidos, acontecerá após a assinatura do trato em inglês. Então, serão iniciados os trâmites internos.

Segundo a secretária do Mdic, a expectativa do governo federal é de que o Mercosul-Efta seja apreciado pelo Congresso Nacional ainda em 2025.

Selo de qualidade

O governo federal já estima ganhos com a parceria. Além de aumento nas trocas, técnicos da Esplanada dos Ministérios esperam que o trato dê ao Brasil um “selo de qualidade”.

O Efta é considerado um bloco econômico “exigente”, desde o ponto de vista de qualidade da mercadoria a requisitos fitossanitários e ambientais. Assim, a abertura deste mercado é uma espécie de “chancela” aos produtos brasileiros.

Este ganho “reputacional” é especialmente importante para o agronegócio brasileiro, que não raramente nos últimos anos teve de defender requisitos cumpridos por suas mercadorias.

Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), Luis Rua destacou em entrevista à CNN que o acordo traz, além do “selo de qualidade”, benefícios para mercados de alto valor agregado — que geram mais emprego e inovação.

Estão entre os segmentos com maior potencial para aumentarem suas vendas para estes europeus as carnes bovina e de aves, além do café, do suco de laranja e do etanol, por exemplo.

A carne bovina ganhou uma cota de três mil toneladas alíquota zero; a carne de aves, de mil toneladas, destaca o secretário.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio

Comércio de Santa Catarina cresce o triplo da média nacional em 2025

Vendas do comércio varejista local somam alta de 6,3% em 2025, ante média nacional de 1,7%

As vendas do comércio varejista de Santa Catarina seguem em alta neste ano de 2025, crescendo o triplo da média nacional. Enquanto o comércio do Brasil registra alta de 1,7% entre janeiro e julho, o percentual catarinense é de 6,3%. O desempenho positivo coloca Santa Catarina como o segundo estado no ranking nacional, atrás apenas do Amapá, com 7,9%. Os dados foram divulgados pelo IBGE e compilados pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira (11).

Dos 11 segmentos do comércio varejista analisados em Santa Catarina, oito registram variação positiva. Os destaques são as vendas de artigos de uso pessoal e doméstico (13,7%), hipermercados e supermercados (7,8%), bem como artigos farmacêuticos, de perfumaria e cosméticos (5,5%). Além disso, o comércio de tecidos, vestuário e calçados (5,1%) e de combustíveis e lubrificantes (3,7%) também avançam.

Outros segmentos do comércio varejista catarinense registram variação negativa em 2025. É o caso, por exemplo, de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-7,1%) e eletrodomésticos (-0,7%).

Já o comércio varejista ampliado, que considera mais segmentos, aponta alta nas vendas de materiais de construção (9,6%) e veículos, motos e peças (0,3%). No entanto, há retração nos atacados (-3,9%). Os percentuais são referentes ao acumulado de janeiro a julho na comparação com o mesmo período do ano passado.

Ranking nacional

O IBGE avalia os resultados do comércio varejista nas 27 unidades da federação. A liderança é do Amapá, com 7,9%, seguido de Santa Catarina, com 6,3%. A terceira posição é da Paraíba, com 5,7%. Em seguida, fechando o top 5, estão Alagoas, com 4,5%, e Espírito Santo, com 4,3%. Já os vizinhos Paraná e Rio Grande do Sul têm 2,5% e 3,5%, respectivamente. Na ponta de baixo, o Tocantins soma -2,4% e o Rio de Janeiro -2%.

Com informações do Governo do Estado.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio

Acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA será assinado no dia 16

Parceria permitirá acesso a mercado de quatro países europeus

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein, será assinado no dia 16 de setembro, no Rio de Janeiro

O anúncio foi feito, por meio de nota, pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). O acordo será assinado durante a reunião de chanceleres do Mercosul, que será presidida pelo ministro, embaixador Mauro Vieira. O Brasil está na presidência temporária do bloco. 

“Para o Brasil, a consolidação da união aduaneira, a diversificação das parcerias econômico-comerciais do Mercosul e a modernização e aprofundamento dos acordos regionais vigentes constituem objetivos essenciais, em meio a cenário internacional instável e complexo. A presidência brasileira enfatizará, ainda, a importância do apoio ao processo de adesão plena da Bolívia ao bloco”, diz o comunicado. 

As negociações para o acordo tiveram início em junho de 2017, em Buenos Aires. No total, foram 14 rodadas de negociações até a conclusão em julho deste ano.

Criada em 1960, a EFTA é uma organização intergovernamental que reúne uma população de 15 milhões de habitantes, e possui um Produto Interno Bruto (PIB) somado de US$ 1,4 trilhão. Em termos de PIB per capita, Liechtenstein é considerado o segundo país mais rico do mundo, com renda média anual de US$ 186 mil por pessoa. Já a Suíça é o quarto mais rico, em termos per capita (US$ 104,5 mil). Islândia e Noruega também aparecem nas primeiras posições de países com maiores rendas médias.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio

Novo aumento do percentual do biodiesel preocupa setor sobre durabilidade de caminhões

O Governo brasileiro determinou o aumento no percentual da mistura de biodiesel ao diesel, e o que antes era 14% passou a ser 15% (B15). A medida, aceita pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), entrou em vigor no dia 1° de agosto e as justificativas apresentadas pelo poder brasileiro para essa ação são econômicas e de sustentabilidade. No sentido econômico, as tensões no Oriente Médio desestabilizam o preço do petróleo, o que ocasionalmente provocaria um aumento para a compra de combustíveis para o Brasil. E o motivo ambiental seria que, segundo o Governo, a maior porcentagem de biodiesel ao diesel diminuiria a emissão de poluentes ao meio ambiente. Nesse sentido, o ponto de vista da Federação é que a alta de biocombustíveis gerados no país diminuiria as instabilidades provocadas externamente e aumentaria a sustentabilidade apoiando a indústria nacional.

Em uma nota divulgada em junho deste ano, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) expressou preocupação com esse aumento. Ainda em nota, a entidade apontou a reclamação das empresas de transporte e os impactos negativos comprovados, além de apresentar um estudo técnico realizado pela própria NTC&Logística. De acordo com a inspeção, o prazo para troca de filtros de combustível foi encurtado, o que motivou em um aumento de 7% em gastos de manutenção por veículo, resultando impacto de 0,5% no custo integral das operações.

Essa alteração vem acompanhada de discordâncias por parte dos transportadores, uma vez que eles levam em consideração principalmente o bem estar das frotas e pensam em gastos futuros com manutenções em caso de falhas e danos aos caminhões. Alguns apontam a necessidade de considerar outras consequências do que apenas se adaptar a essa medida, é preciso planejamentos e estratégias para implementar e investir.

Para Marcel Zorzin, CEO da Zorzin Logística e presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do ABC (SETRANS), essa ação adotada pelo Governo é compreensível, porém, é preciso precaução antes de tomar decisões, principalmente se elas estão ligadas a questões financeiras ou se irá afetar as demandas e os custos de setores importantes para a economia do país.

“Essa medida precisa ser avaliada com cautela. Entendemos a intenção do Governo em reduzir a dependência de importações e buscar maior estabilidade nos preços internos, especialmente diante das incertezas internacionais. No entanto, qualquer alteração no percentual de mistura exige atenção quanto à sua aplicabilidade no transporte rodoviário de cargas. Na nossa realidade, mudanças como essa impactam diretamente a operação, especialmente no que se refere à manutenção dos veículos e ao desempenho dos motores”, analisa o CEO.

O Transporte Rodoviário de Cargas enfrenta alguns desafios para manter sempre a regularidade. Dessa forma, aplicar mudanças de forma direta sem nenhuma adaptação pode gerar transtornos que avancem os limites financeiros e, consequentemente, tragam prejuízos ao fluxo de caixa das empresas. De acordo com o CEO da Zorzin Logística, esse aumento do biodiesel ao diesel pode, sim, ser prejudicial para os veículos, além de abrir margens para custos adicionais de manutenções e outras necessidades.

“Há riscos técnicos que precisam ser considerados. O aumento do teor de biodiesel, por exemplo, pode causar problemas como entupimentos em filtros, aumento da oxidação e maior formação de borras nos sistemas de injeção, especialmente em veículos mais antigos. Isso, inevitavelmente, leva a mais manutenções preventivas e corretivas, o que impacta tanto o custo quanto a disponibilidade da frota. Em muitos casos, as transportadoras — como é o caso da Zorzin Logística — já têm recorrido ao uso de bactericidas nos tanques de combustíveis dos caminhões para evitar a contaminação por combustíveis inapropriados. Por isso, é fundamental que o setor seja ouvido e que haja acompanhamento técnico contínuo dessas implementações”, afirma Marcel Zorzin.

Com essa modificação, muitas empresas se preparam para reestruturar suas frotas e acompanhar de perto o desempenho dos veículos, como é o caso da Zorzin Logística. “Na Zorzin, sempre buscamos estar um passo à frente. Estamos reforçando o acompanhamento técnico junto aos fabricantes, promovendo treinamentos com as equipes de manutenção e revisando os protocolos internos de monitoramento do desempenho dos combustíveis. Também intensificamos as análises de qualidade dos combustíveis adquiridos e o controle dos intervalos de manutenção, principalmente dos sistemas de filtragem e injeção”, conclui o presidente da SETRANS.

Fonte: Blog do Caminhoneiro

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