Comércio

Argentina: Revogam tarifas de referência para transporte de cargas

O Ministério da Economia da Argentina, por meio da Secretaria de Transporte, revogou as resoluções que estabeleciam as tarifas de referência para o transporte rodoviário de cargas de cereais, oleaginosas e derivados, no marco de um processo de desregulamentação e simplificação administrativa.

A Resolução 48/2025, publicada no Boletim Oficial, anulou a norma vigente desde 2016 que fixava valores orientativos definidos em mesas de negociação entre transportadores e produtores agropecuários.

A pasta, chefiada por Luis Octavio Pierrini, considerou que essas referências haviam gerado “diversas interpretações sobre sua aplicação” e que era necessário “eliminar barreiras regulatórias que atentem contra a liberdade econômica”.

A medida foi tomada após várias entidades, entre elas a Federação Argentina de Entidades Empresariais do Transporte Rodoviário de Cargas (Fadeeac), a Federação Argentina de Entidades de Transporte e Logística (Faetyl) e a Sociedade Rural Argentina (SRA), anunciarem sua retirada das mesas de negociação.

Essas entidades argumentaram que a política tarifária deveria ser regida pela livre negociação entre as partes, sem intervenção estatal, exceto em casos de condutas anticompetitivas comprovadas.

Paralelamente, transportadores e contratantes de carga assinaram, em março, um acordo com um novo quadro tarifário de alcance nacional que substitui as antigas referências oficiais.

A resolução também determinou a notificação às câmaras empresariais do transporte, às entidades agropecuárias e a órgãos como a Comissão Nacional de Regulação do Transporte (CNRT) e a Agência de Arrecadação e Controle da Argentina (ARCA).

Fonte: Portal Portuario

Ler Mais
Comércio

Pescadas no Nordeste do Brasil, lagostas viajam de avião, ficam em hotel e chegam vivas do outro lado do mundo

Imagine capturar uma lagosta na costa do Nordeste brasileiro e fazer com que ela chegue viva à China. Pois essa verdadeira operação de guerra foi desenhada para atender ao exigente mercado consumidor chinês, que torce o nariz para lagostas congeladas e se dispõe a pagar caro pelo transporte da iguaria.

“As vísceras, que ficam na cabeça da lagosta, escurecem no processo de abate e congelamento, e o chinês prefere tudo na cor original”, explica Rafael Barata, diretor de comércio exterior da Frescatto. Das 1000 toneladas de lagosta que a empresa pesqueira carioca comercializa por ano, 10% são vendidas vivas para o mercado asiático.

Do momento em que saem do mar ao desembarque no aeroporto chinês, a viagem pode durar mais de 15 dias. Para que cheguem saudáveis, o roteiro é feito em etapas e tem até escala em hotel. Confira o trajeto passo a passo.

Raras e melindrosas

Lagostas sempre foram sinônimo de comida cara, sofisticada, tanto pelo preço quanto pela perícia que exigem à mesa. Mesmo quem não assistiu à primeira versão da novela Vale Tudo já deve ter visto, no TikTok, a cena icônica da vilã Odete Roitman servindo lagostas inteiras no jantar, para humilhar a namorada do neto.

A cena é de 1988, mas comprar o crustáceo ainda é para poucos. Em lojas de pescados, filés chegam a custar R$ 400 o quilo. No restaurante A Bela Sintra, em São Paulo, um prato individual de lagosta gratinada ao thermidor, servida dentro da própria casca, sai por R$ 435. E são muitos os fatores que contribuem para que o preço do ingrediente seja tão alto.

Para começar, a parte nobre — a cauda — representa apenas 40% da lagosta. Pescá-la não é tarefa fácil. A lei determina que pescadores devem capturá-las e mantê-las vivas até a entrega às empresas pesqueiras. Para entender por quê, é preciso recorrer a uma aula básica de biologia.

Lagostas são animais detritívoros, ou seja, se alimentam de detritos acumulados no fundo do mar, e carregam nas vísceras bactérias do gênero Vibrio, que se espalham rapidamente pelo corpo todo assim que elas morrem. O único jeito de evitar a contaminação é cozinhar ou congelar a lagosta instantaneamente, assim que ela morre.

Nas dependências das indústrias, elas são mergulhadas em tanques com gelo, onde morrem naturalmente pelo contato com o frio, e enviadas imediatamente para o ultracongelamento. Na Frescatto, por exemplo, 90% dos crustáceos vão congelados para o mercado interno e para a exportação. Mas são os 10% de lagostas vendidas vivas que dão mais trabalho.

Operação de guerra

A operação começa nas praias, nas 18 bases que a empresa mantém no litoral, do Espírito Santo ao Pará. “Como não temos barcos próprios, dependemos do bom relacionamento com os pescadores. Senão, o cara pesca e vende para outra empresa”, conta o oceanógrafo Marcelo Lacerda, gestor comercial da filial da Frescatto em Alcobaça, na Bahia.

Os pescadores são altamente especializados. As duas espécies de lagostas que ocorrem em nossos mares — a vermelha (Panulirus argus), que responde por 70% da população, e a verde (Panulirus laevicauda) — podem ser encontradas em uma faixa extensa, que vai de 10 a 200 milhas da costa.

“As lagostas estão sempre em movimento, andam quilômetros. A grande magia é o pescador saber onde vai jogar as armadilhas. Depende de muita experiência, um saber que passa de geração em geração. As tripulações, de até sete pessoas, geralmente são famílias inteiras” Marcelo Lacerda

A armadilha de gravetos e tela, apelidada de manzuá, tem uma abertura em forma de funil, por onde a lagosta entra e não consegue sair. Pedacinhos de couro de boi são usados com isca — lembra que elas gostam de comer detritos?

A estrutura da gaiola deve ser delicada. Sensíveis, os crustáceos precisam chegar íntegros e saudáveis à praia. Os que desembarcam com antenas, patas ou chifres quebrados perdem valor de mercado e só os mais fortes podem ser transportados vivos.
Cartão de embarque

A primeira etapa da viagem acontece em alto mar. Os barcos de pesca artesanal partem de madrugada e demoram até 20 dias para voltar. Durante esse tempo, os animais capturados são mantidos nos porões das embarcações, transformados em tanques com água limpa, que circula para manter a oxigenação.

Esse cuidado é exigido por lei. No passado, os pescadores podiam capturar as lagostas, jogar fora as cabeças e armazenar apenas as caudas em gelo, nos porões dos barcos. Hoje, o Ministério da Pesca e Aquicultura determina que ao menos 70% delas cheguem vivas à costa — o que encareceu ainda mais o processo.

“Um barco, que antes pescava uma tonelada de lagostas, hoje não captura mais do que 600 quilos” Marcelo Lacerda

O desembarque acontece na madrugada, para que as lagostas não sejam expostas ao sol forte. Chega então o primeiro período de descanso. Transferidas para grandes viveiros, equipados com filtros e bombas que oxigenam a água, as lagostas selecionadas repousam por três dias — e não recebem mais qualquer tipo de alimento, desde o momento da captura.

Dia de check-in. No primeiro trecho da viagem, os crustáceos são levados até o aeroporto regional mais próximo, voam para o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e são despachadas para Miami, nos Estados Unidos.

Viajam acondicionadas em grandes caixas de isopor, forradas com panos úmidos, tipo Perfex, e palha umedecida, para que não se machuquem. “Elas praticamente hibernam nessas embalagens”, diz Barata. A operação pode durar um dia inteiro — só o voo de Guarulhos a Miami dura 9 horas.

‘Hotel’ nos EUA

Em Miami, outra escala vip. As caixas são transportadas para o The Lobster Hotel, armazém alfandegado mantido pela Frescatto para que as lagostas possam descansar do voo. Elas são retiradas das caixas e transferidas para grandes tanques, onde relaxam por 24 horas.

De novo embaladas nas caixas, são despachadas para o trecho final até o Aeroporto Internacional de Shanghai-Pudong, onde desembarcam quase 30 horas depois. Quando chegam lá, o cliente vai buscá-las no aeroporto e, ali mesmo, abre as caixas para fazer a primeira verificação, na presença do auditor da companhia.

Ele só aceita a carga no preço combinado, 45 dólares por quilo, se houver um máximo de 10% de lagostas mortas — como cada lagosta pesa 1 quilo em média, cada unidade é arrematada pelo equivalente a R$ 245.

“Quando a perda é maior do que 10%, o cliente fica com todas, mas paga apenas 23 dólares pelo quilo daquelas que morreram, o preço da lagosta congelada”, conta o diretor de exportação.

Mais fresca impossível

O cliente chinês é comerciante de um grande entreposto pesqueiro, que revende as lagostas vivas para restaurantes que dispõem de grandes aquários à vista dos clientes. Eles escolhem o animal que pretendem comer, com a certeza de que não poderia estar mais fresco.

Os aquários de lagostas já foram moda também no Brasil. Lá pelos anos 1990, eram os grandes atrativos de restaurantes especializados em frutos do mar, como o espanhol Don Curro, em São Paulo, e o Satyricon, no Rio de Janeiro.

Bruno Tolpiakow, sócio do Satyricon, lembra que o aquário fazia sucesso na unidade de Búzios, que já foi extinta. Mas a operação tornou-se inviável.

O custo era muito alto pela logística, e ainda precisava manter um funcionário para cuidar do aquário. Não compensava, porque o consumidor brasileiro não valoriza tanto a lagosta viva quanto os estrangeiros”

O método clássico de abate, que parece medieval para os padrões atuais, também caiu em desuso. Professor da Escola Wilma Kovesi de Cozinha e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o chef Mauricio Lopes lembra que, nas escolas internacionais onde estudou, ele aprendeu a cortar e cozinhar as lagostas ainda vivas. “Elas morriam na água quente ou na tábua de corte”, conta.

Quem compra lagosta congelada é poupado desta cena, mas ainda assim deve estar atento ao frescor do crustáceo, principalmente se o animal estiver inteiro. “O congelamento não evita que as bactérias se espalhem e atinjam a cauda, que escurece e fica esfarelenta”, avisa o professor. É intoxicação alimentar na certa.

Sob vigilância

As normas brasileiras para pesca da lagosta estão entre as mais rígidas do mundo. O defeso, por exemplo, dura seis meses — a captura é proibida de novembro a abril. Os barcos maiores são equipados com rastreadores por satélite, que denunciam qualquer movimentação fora do permitido.

O Ministério da Pesca e Aquicultura ainda determina que, nos três últimos meses do defeso, ou seja, entre fevereiro a abril, toda a comercialização do crustáceo seja suspensa. Mesmo quem tem estoque congelado fica proibido de movimentá-lo ou vendê-lo.

O limite de pesca também é fixado por lei — desde 2024, o teto é de 6.192 toneladas por temporada —, assim como o tamanho mínimo que os animais devem ter na captura.

Na avaliação da Oceana, organização internacional focada na conservação dos oceanos, as medidas parecem estar dando resultado. Estudos anteriores a 2015 mostravam uma queda de 80% nos estoques de lagostas vermelhas, mas dados recentes são mais animadores.

“Com a redução da pressão pesqueira, os modelos apontam para quase 25% de probabilidade de a população da lagosta vermelha estar saudável” Martin Dias, diretor científico da Oceana

Mas ainda é cedo para comemorar. “Há 75% de probabilidade de que o processo de recuperação ainda não tenha sido plenamente concluído”, alerta Dias.

Preservar a abundância de lagostas em nossos mares não é importante apenas para o meio ambiente — são 3 mil embarcações registradas no MPA, o que significa 12 mil pescadores diretamente envolvidos e 20 mil famílias impactadas. “Sendo majoritariamente artesanal, é uma cadeia de grande importância socioeconômica para as regiões Norte e Nordeste.”

Fonte: UOL

Ler Mais
Comércio, Tecnologia

Eletrificados alcançam 9,4% da venda de carros novos no Brasil em agosto

Híbridos plug-in lideraram as vendas no período, com mais de 8 mil unidades; os 100% elétricos tiveram recorde de mais de 7,6 mil emplacamentos

As vendas de carros elétricos no Brasil somaram 20.222 unidades em agosto, uma participação de 9,4% do mercado automotivo no período (214.490 em agosto, segundo a Fenabrave), de acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

A associação projeta que os emplacamentos devem superar a marca de 200 mil em 2025. Entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados 126.087 carros híbridos e a bateria.

Segundo estimativa da ABVE Data, num cenário conservador, as vendas devem chegar a pelo menos 200 mil, com aumento de 13% sobre o total de 2024 (177.358). No cenário que considera o ritmo de vendas atual, podem atingir 215 mil, o que representaria um crescimento anual de 21%.

“Esses números são significativos por vários motivos”, comenta o presidente da ABVE, Ricardo Bastos. “As vendas de eletrificados continuam aquecidas, mesmo diante de taxas de juros altas e do aumento do imposto de importação de veículos elétricos”.

“Confirmando-se o cenário mais provável, teremos aumento das vendas acima de 20% em 2025 sobre o ano anterior, o que representa um crescimento três vezes mais rápido do que a média do conjunto do mercado automotivo brasileiro”, conclui.

Perfil do mercado

Na comparação com julho deste ano (19.016), as vendas de agosto aumentaram 6%. Sobre agosto de 2024 (14.667), o crescimento foi ainda mais expressivo: 38%.

Na classificação da ABVE Data, os eletrificados incluem os 100% elétricos (BEV), os híbridos elétricos plug-in (PHEV), híbrido sem recarga externa (HEV) e híbridos a etanol (HEV Flex).

Um dos destaques de agosto foram os 2.245 híbridos flex (HEV Flex) emplacados, com aumento expressivo de 118% sobre julho (1.026). Liderados pelo estado de São Paulo, esse foi o melhor desempenho de vendas dos veículos com essa tecnologia desde o início do ano.

Os 100% elétricos também registraram novo recorde de vendas, puxados pelo Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Em agosto, foram 7.624 unidades em todo o país, com crescimento de 9%, sobre julho (7.010).

A ABVE aponta que o ano de 2025 tem sido marcado pelos investimentos significativos das montadoras chinesas de eletrificados, com destaque para a inauguração de duas novas fábricas no Brasil: BYD, em Camaçari (BA), e GWM, em Iracemápolis (SP).

Além disso, novas marcas passaram a operar no país, ampliando a oferta de modelos eletrificados.

Dos 20.222 eletrificados leves vendidos em agosto de 2025, 77,5% foram veículos plug-in (BEV e PHEV) e 22,5% híbridos sem recarga externa (HEV e HEV Flex).

Entre os plug-in, os PHEV lideraram as vendas em agosto com 8.057 unidades, representando 40% do total de eletrificados. Em relação a julho (8.644), houve uma queda de 7% dos PHEV; já sobre agosto de 2024 (5.781), um crescimento expressivo de 39,4%.

Os BEV bateram mais uma vez o recorde mensal de vendas em agosto, com 7.624 unidades, correspondentes a 38% das vendas de eletrificados no mês. Sobre agosto de 2024 (5.115), os BEV tiveram um crescimento robusto de 49%.

Os HEV e HEV Flex totalizaram 4.541 unidades, equivalentes a 22,5% do mercado de eletrificados em agosto. Os números indicam que os híbridos não plug-in continuam relevantes em regiões onde a infraestrutura de recarga ainda está em desenvolvimento, observa a ABVE.

Os híbridos convencionais representaram 11,4% das vendas de eletrificados em agosto (2.296), com leve queda de 1,7% sobre julho (2.336), mas aumento significativo de 73,5% sobre agosto de 2024 (1.323).

Já os HEV Flex responderam por 11% das vendas de eletrificados (2.245), com um aumento expressivo de 119% sobre julho (1.026) e de 40% sobre agosto de 2024 (1.604).

Participação de mercado por tecnologia em agosto

  • PHEV 057 (39,8%)
  • BEV 624 (37,7%)
  • HEV FLEX 296 (11,4%)
  • HEV FLEX 245 (11,1%)
  • TOTAL: 20.222

Geografia da eletromobilidade

 A Região Sudeste lidera de forma expressiva o mercado de eletrificação no Brasil, impulsionada principalmente pelo estado de São Paulo, que se destaca tanto nas vendas de veículos leves eletrificados quanto de ônibus elétricos.

Ranking de agosto:

  • 1º – Sudeste: 9.430 (46,6%)
  • 2º – Sul: 3.551 (17,6%)
  • 3º – Nordeste: 3.302 (16,3%)
  • 4º – Centro-Oeste: 3.079 (15,2%)
  • 5º – Norte: 860 (4,3%)

Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em agosto de 2025

  • 1º – São Paulo: 6.487 (32,1%)
  • 2º – Distrito Federal: 2.010 (9,9%)
  • 3º – Santa Catarina: 1.243 (6,1%)
  • 4º – Rio de Janeiro: 1.234 (6,1%)
  • 5º – Minas Gerais: 1.204 (6%)

Os 5 municípios que mais venderam veículos eletrificados leves em agosto de 2025

5º – Curitiba: 525

1º – São Paulo: 2.747

2º – Brasília: 2.010

3º – Rio de Janeiro: 670

4º – Belo Horizonte: 634

Fonte: Eixos

Ler Mais
Comércio, Negócios

O próximo passo de um império de energéticos em SC: R$ 30 milhões para crescer

Nova planta em Tubarão vai reforçar logística da Baly e sustentar crescimento da marca, que já disputa a vice-liderança do setor com gigantes globais

O mercado brasileiro de energéticos passou por uma reconfiguração nos últimos anos.

Marcas nacionais, antes vistas como nichadas ou regionais, começaram a ocupar espaço em um setor historicamente dominado por multinacionais.

No centro dessa transformação está a Baly, empresa criada em Tubarão, no interior de Santa Catarina, que tem expandido presença no Brasil e no exterior com um portfólio voltado ao consumidor local.

Agora, a marca dá mais um passo para sustentar esse crescimento. A Baly anunciou a compra das instalações da Itagres Revestimentos Cerâmicos, em Tubarão, no interior de Santa Catarina, em um leilão judicial realizado nesta terça-feira, 2.

A operação envolveu um investimento de 30,9 milhões de reais, sendo 29,6 milhões de reais no imóvel e 1,3 milhão de reais em maquinário.

O novo espaço será usado como centro de apoio logístico da companhia, com geração estimada de 200 empregos diretos.

O movimento, segundo a empresa, é parte do plano de longo prazo para estruturar sua operação logística e acelerar a distribuição nacional e internacional dos produtos.

“A aquisição deste espaço é um marco para a Baly. Trata-se de um movimento que garante infraestrutura sólida para atender nosso crescimento e oportunidade de distribuição no Brasil, além de fortalecer nossa presença internacional”, afirma Mário Júnior Cardoso, diretor de operações da empresa, conhecido como Marinho.

“Já exportamos para Uruguai, Paraguai, Chile, México e Estados Unidos, e enxergamos novas oportunidades tanto na América Latina quanto na América do Norte. Este investimento nos dá ainda mais segurança para avançar, além de também resolver um problema econômico e social, colaborando com o desenvolvimento do município com a geração de mais empregos”, diz o executivo.

A nova planta tem localização estratégica, com frente para a BR-101, principal corredor logístico do estado.

O espaço deve operar como centro de apoio às duas unidades fabris da Baly — uma em Tubarão e outra em Treze de Maio, com 30 mil e 20 mil metros quadrados, respectivamente —, que concentram toda a produção dos 29 sabores de energético da empresa.

Qual é a história da Baly

Se hoje o energético é o carro-chefe, a trajetória da Baly começou com outra proposta.

Quando Mário Cardoso e o sobrinho fundaram a empresa, em 1997, o foco era a comercialização de cachaças e vinhos — atividade que seguiu por mais de uma década.

A guinada veio em 2009, durante o Carnaval, quando a Baly viu a oportunidade de lançar energéticos em embalagens PET, uma inovação em um mercado ainda concentrado em latinhas. “A chegada das garrafas PET às prateleiras democratizou a bebida entre novos consumidores, especialmente nos grupos de amigos e famílias”, afirma Dayane Titon Cardoso, diretora comercial e de marketing da Baly.

A estratégia funcionou e impulsionou o energético a assumir a liderança no portfólio da empresa, enquanto as bebidas alcoólicas foram gradualmente deixadas de lado. Apenas em 2017 a Baly voltaria a atuar nesse segmento, com o lançamento de uma linha de cervejas.

Como a Baly cresceu e mudou o mercado

O salto da Baly foi potencializado a partir de 2017, quando Dayane e Mário Cardoso assumiram a gestão com foco total na leitura do mercado e no atendimento às novas demandas dos consumidores brasileiros.

Uma das principais lacunas identificadas era a oferta de produtos saborizados, segmento ainda pouco explorado pelas multinacionais de energético.

“Como temos produção nacional, conseguimos preços mais competitivos e ajudamos a democratizar o mercado de sabores, que era carente”, afirma Dayane. “Durante a pandemia, isso ficou muito claro. Fomos lançando vários sabores diferentes, e todos com aderência do público.”

Hoje, a Baly oferece um portfólio diversificado, com 28 sabores — de clássicos como Maçã Verde e Tropical a misturas como Abacaxi com Hortelã e Coco com Açaí.

Entre os líderes de vendas estão Tropical, Maçã Verde, Melancia e o mix Morango com Pêssego.

Um dos diferenciais do crescimento foi a proximidade com os pontos de venda. “Valorizamos muito onde o produto está”, afirma Dayane. “Estamos gastando bastante sola de sapato para saber o máximo de necessidade que o cliente tem, e o ponto de venda dá muitas informações, da necessidade às ausências.”

Exemplo dessa escuta ativa foi a percepção da ausência de um energético sabor Maçã Verde, muito usado por bartenders em drinques. A Baly não perdeu tempo e transformou a demanda em produto, que rapidamente se tornou um dos mais vendidos.

No segmento zero açúcar, a Baly informa ter contribuído com 35% do share de volume nos últimos 12 meses móveis no canal moderno, segundo levantamento da NielsenIQ encomendado pela empresa. Esse percentual subiu para 39% no primeiro trimestre de 2025, reforçando a liderança da marca também nessa categoria em expansão.

“Hoje temos diversos sabores que são brasileiros, escolhidos pelo cliente brasileiro. É um atributo que acredito fortemente que nos fez chegar até aqui”, afirma Dayane.

O crescimento de uma marca nacional no setor dos energéticos

Com produção e distribuição nacional, a Baly tem feito movimentos consistentes para ganhar escala num dos setores mais competitivos da indústria de bebidas.

Segundo dados internos da empresa, a produção anual chegou a 205 milhões de litros de energético em 2024. Apenas nos primeiros quatro meses de 2025, a Baly afirma já ter produzido 90 milhões de litros — o que mantém um crescimento médio de cerca de 50% ao ano.

Em termos de participação de mercado, a marca catarinense informa que atingiu, no primeiro trimestre de 2025, 25% de share de volume — um avanço de 4,2 pontos percentuais nos últimos 12 meses móveis, de acordo com um levantamento encomendado pela empresa à NielsenIQ. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2025 e o quarto trimestre de 2024, a Baly afirma ter registrado alta de 27% na participação de volume.

A empresa também afirma ter sido responsável por cerca de 49% do crescimento total da categoria de energéticos no Brasil no primeiro trimestre deste ano, contribuindo com 4,4 pontos percentuais dentro de um avanço total de 7,7 pontos percentuais no período. Procurada, a NielsenIQ, responsável pela aferição, informou que não divulga publicamente dados de market share por serem sigilosos contratualmente.

Apesar da limitação de acesso aos dados brutos, o posicionamento da marca é claro: ela se consolidou como uma das três maiores do país e disputa agora a vice-liderança do setor. “Hoje temos um portfólio 100% nacional, com sabores pensados para o consumidor brasileiro. Isso nos aproximou do mercado e nos permitiu crescer com velocidade”, afirma Dayane.

Fonte: Exame

Ler Mais
Comércio

Fundos ampliam vendas de açúcar a nível recorde

O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo

O mercado global de açúcar bruto vem passando por um momento de grande volatilidade, com a comunidade especulativa ampliando suas posições de venda em níveis recordes dos últimos anos. Apesar de estoques globais cada vez mais apertados, os preços têm se mantido relativamente estáveis em Nova York, refletindo uma mistura de fatores de oferta, demanda e estratégias de hedge.

De acordo com a DATAGRO, os fundos e pequenos especuladores aumentaram sua posição de venda líquida no mercado de açúcar de 125.081 lotes em 29 de julho para 151.004 lotes em 5 de agosto, a maior desde novembro de 2019. O movimento ocorre em paralelo a sinais preocupantes sobre a safra 25/26 no Centro-Sul do Brasil, como atraso na moagem, níveis de ATR abaixo do esperado e entrega de açúcar ainda lenta pelas usinas da região.

Mesmo diante de estoques globais baixos — com a relação estoque/consumo estimada em 41% no final do ano comercial 24/25, menor nível em 15 anos — o mercado segue sem direção clara em NY. A capacidade do Brasil de exportar 3 a 3,5 milhões de toneladas por mês tem mitigado a urgência dos compradores, mas prolongar a estabilidade de preços pode levar as usinas a ajustarem o mix de produção, impactando ainda mais o equilíbrio global.

O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo entre commodities agrícolas. Até 5 de agosto, fundos de hedge reduziram posições compradas em cobre, petróleo e diesel diante de ajustes na oferta e tarifas internacionais. Nos grãos, clima favorável nos EUA, Europa e Mar Negro manteve expectativas de safras robustas, reforçando vendas especulativas em trigo, milho e soja. No conjunto, a posição de venda líquida em commodities agrícolas monitoradas subiu 12,4% na semana, indicando cautela generalizada entre investidores.

Fonte: Agrolink

Ler Mais
Comércio, Comércio Exterior, Informação, Logística, Oportunidade de Mercado, Portos

Fractal apresenta tecnologia de lacres eletrônicos no PortoTechBR e projeta quebra de paradigma para a logística portuária

O futuro dos portos passa por Navegantes. Nos dias 02 e 03 de setembro, o Teatro Municipal da cidade recebeu a 2ª edição do PortoTechBR, evento que reúne profissionais de tecnologia, inovação, cibersegurança e segurança portuária de todo o Brasil. Organizado pelo Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACIN (Associação Empresarial de Navegantes), em parceria com a Prefeitura, o encontro se consolida como um dos mais importantes espaços de debate sobre soluções aplicadas ao setor portuário.

De acordo com Jardel Fischer, coordenador do Núcleo e gerente de TI da Portonave, a proposta é aproximar tecnologia e operação. “É um evento técnico, nasceu pra atender os profissionais de tecnologia, inovação, cibersegurança e segurança portuária de todo o Brasil. Temos representantes de portos de todo o país, discutindo assuntos de interesse comum. No ano passado mapeamos dores críticas dos terminais e, nesta edição, estamos compartilhando soluções que melhoram eficiência, segurança e produtividade”, destaca.

Entre as 19 empresas participantes, a Fractal Securitychamou atenção ao apresentar seus lacres eletrônicos de uso único — uma inovação 100% brasileira que promete revolucionar a logística portuária e a gestão da cadeia de custódia. Segundo Mary Anne de Amorim, Co-founder e CCO Fractal Security, o produto foi pensado para unir viabilidade econômica, segurança e eficiência logística. “O nosso desafio era criar um lacre que fizesse sentido economicamente para o cliente, de uso único, e que proporcionasse uma gestão protagonista da cadeia de custódia. Hoje não existe concorrência direta para o que desenvolvemos. Estar no PortoTechBR é importante para mostrar que há um caminho possível, que beneficia não só o cliente ou o armador, mas também o porto, que ganha em eficiência e integração”, explica.

Para Fischer, coordenador do PortoTechBR, tecnologias como essa mostram o quanto a inovação já é uma realidade indispensável nos portos brasileiros. “A inteligência artificial não é mais moda, é realidade. E o desafio é justamente aplicar essas soluções ao nosso dia a dia de operação, de forma aderente, para garantir segurança e eficiência.”

Com debates, networking e exposição de soluções de ponta, o PortoTechBR reforça seu papel como ponto de encontro onde o futuro dos portos começa a ser construído.

Como funciona o lacre eletrônico

A tecnologia da Fractal combina NFC (Near Field Communication) e RFID (Radio-FrequencyIdentification), permitindo monitoramento em curta e longa distância sem necessidade de bateria, o que elimina custos com logística reversa. Integrados a um sistema central de gestão de dados, os lacres permitem que cada etapa da operação seja acompanhada de forma segura e centralizada. A plataforma emite alertas proativos em caso de violações ou inconsistências, reduzindo riscos de perdas e atrasos, além de otimizar a tomada de decisão. 

Ainda segundo Mary Anne, outro diferencial é a interoperabilidade, que possibilita a integração dos lacres com sistemas de logística e compliance já existentes, simplificando a adoção da tecnologia. A gestão da cadeia de custódia também ganha robustez, com registros precisos em cada ponto de contato e maior transparência em todo o processo.

Saiba mais sobre a Fractal: https://fractal-security.com/pt/

TEXTO E IMAGENS: REDAÇÃO

Ler Mais
Comércio

Hochschild Mining reduz previsão de produção de ouro em mina no Brasil e ações despencam

A Hochschild Mining, do Reino Unido, reduziu em mais da metade a previsão de produção de sua mina Mara Rosa para o ano nesta quarta-feira, meses após uma paralisação devido à baixa produção de ouro, fazendo com que as ações da empresa caíssem quase 20%.

A mina de ouro — a primeira operação da Hochschild no Brasil — enfrentou interrupções relacionadas a empreiteiras e ao clima, o que levou a atrasos e redução da produção, enquanto os custos continuaram a subir.

A produção de ouro da mina está prevista agora em apenas 35.000-45.000 onças este ano, abaixo da projeção anterior de 94.000-104.000 onças.

As ações da Hochschild, que chegaram a recuar até 19,6%, para 246,2 pence, arrastaram o índice de metais preciosos e mineração FTSE 350, para uma queda de 2,3%.

“Embora a revisão para baixo da previsão não nos pegue de surpresa, os níveis de custo previstos para 2025 levam a uma recalibração de nossas projeções”, disseram os analistas da RBC Capital Markets em nota, cortando o preço-alvo da Hochschild de 340 pence para 320 pence.

Mara Rosa reiniciou suas operações, disse a empresa, e custará cerca de US$29 a US$30 milhões em despesas de manutenção e desenvolvimento este ano.

A contribuição mínima da mina para a produção no terceiro trimestre também levou a um corte na produção anual total de ouro para 291.000-319.000 onças, de 350.000-378.000 onças.

Fonte: Terra

Ler Mais
Comércio, Comércio Exterior

Novo Regime de Origem do Mercosul completa um ano e impulsiona comércio regional

Modernização das regras é marco histórico que promove mais agilidade, simplicidade e segurança jurídica

O novo Regime de Origem do Mercosul (ROM) completou um ano em vigor em julho, consolidando-se como um marco na integração econômica regional. A modernização das regras tem promovido um comércio mais ágil, menos burocrático e com mais segurança jurídica entre os países do bloco.

Entre as principais mudanças, estão a dispensa da obrigatoriedade do Certificado de Origem para exportações intrabloco e o aumento do limite de componentes estrangeiros permitidos na composição dos produtos. As medidas foram acordadas pela cúpula do Mercosul em julho de 2023, com base nas melhores práticas internacionais. “O novo regime representa um avanço significativo na promoção de um comércio mais eficiente, beneficiando diretamente empresas e consumidores”, avalia a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.

Autocertificação reduz custos e acelera processos

Uma das principais inovações do novo regime foi a introdução da autodeclaração de origem, que substitui o certificado tradicional emitido por entidades habilitadas. O documento permite que a própria empresa comprove a origem da mercadoria, garantindo o acesso às tarifas preferenciais do bloco. A medida torna os processos mais ágeis, reduz custos e fortalece a confiança entre as administrações aduaneiras dos países envolvidos.

A autocertificação também está prevista nos acordos com a União Europeia, a Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), composta por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça e Singapura.

Ao permitir uma comprovação de origem mais simples e menos onerosa, estima-se uma economia anual de R$ 10 milhões aos exportadores brasileiros. Hoje, são emitidos cerca de 600 mil certificados por ano, dos quais 35% têm como destino o Mercosul.

Flexibilização no conteúdo regional

O novo modelo também flexibilizou os limites de insumos importados. Agora, até 45% do valor da matéria-prima de um produto pode ter origem fora do Mercosul, sem perda da condição de mercadoria nacional e garantindo o acesso a preferências tarifárias. A medida amplia a competitividade das empresas brasileiras, que podem incorporar mais tecnologia, reduzir custos, fortalecer sua presença nos mercados regional e global.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a flexibilização alcançou 100% dos produtos industriais e 80,5% dos agrícolas – apenas 19,5% dos produtos agrícolas mantiveram o limite anterior de 40%.

Novas disciplinas e logística mais eficiente

O ROM também incorporou disciplinas inéditas no Mercosul, como materiais fungíveis, não alteração e jogos e sortidos, já presentes em diversos acordos internacionais. As mudanças reduzem custos para as empresas – por exemplo, ao dispensar a separação física de produtos como arroz e café, desde que haja controle contábil adequado.

Outra novidade é a possibilidade de exportação direta a partir de recintos alfandegados em terceiros países, simplificando a logística e favorecendo a inserção nas cadeias globais de valor. Hoje, por exemplo, se uma empresa brasileira expõe seus produtos em uma feira no Peru e recebe um pedido de uma empresa paraguaia, a mercadoria precisa retornar ao Brasil para só então ser exportada. Com o ROM, esse processo mais custoso e burocrático deixa de ser necessário.

Apoio à implementação e diálogo com o setor privado

Durante esse primeiro ano, o governo federal atuou em parceria com o setor privado para assegurar uma implementação eficiente do novo regime. A Secex promoveu reuniões técnicas e videoconferências com setores produtivos e entidades certificadoras, com o objetivo de esclarecer dúvidas, monitorar os impactos e ajustar processos. Como parte desse esforço, foram lançados o Manual do Regime de Origem do Mercosul e o Guia de Autocertificação, que orientam empresas sobre as novas regras e procedimentos.

Fonte: MDIC

Ler Mais
Comércio, Exportação, Logística

RO TERÁ UMA: Amazônia deve receber 13 corredores de ferrovias para encurtar as exportações

O Brasil abriu novos mercados para os produtos nacionais e o desafio urgente é chegar nos destinos com maior competitividade

Para ganhar agilidade na logística e reduzir o custo final, os investimentos em estradas de ferro devem aumentar para garantir que os produtos cheguem nos destinos em menor tempo e com preços mais competitivos.  

A expansão ferroviária avança rapidamente na Amazônia com quatro rotas ferroviárias em processo ou estudo de concessão; outras duas rotas ferroviárias em construção; e mais 13 ferrovias autorizadas, instrumento criado para ferrovias que permite a construção delas com orçamento privado sem necessidade de concessão.
 
Rondônia será beneficiada com a grande ferrovia transoceânica que ligará o Atlântico ao Pacífico com base logística em Porto Velho, antes de seguir para o Acre e Peru. O vizinho estado do Mato Grosso está mais avançado, pois além dos investimentos em rodovias, o governo daquele estado vem construindo ferrovias estaduais para integrar às grandes linhas férreas. 
 
Esse planejamento mato-grossense seria um ótimo modelo para Rondônia que tem grande produção agropecuária e o transporte é totalmente feito pelo modal rodoviário, considerado o mais caro e que afeta a competitividade dos produtos nas exportações.
 
 
As principais rotas ferroviárias da Amazônia
 
No PPI, as concessões previstas incluem: Corredor Leste-Oeste (Fico/Fiol), ligação de Mato Grosso à Bahia, passando por Goiás; Ferrogrão (Sinop/Miritituba), eixo logístico no Mato Grosso até o Pará; Extensão da Ferrovia Norte-Sul (Açailândia/Barcarena), entre Maranhão e Pará. As concessões do Corredor Leste-Oeste e a Ferrogrão também aparecem no PAC (Plano de aceleração do crescimento).
 
No PPA, está prevista a construção de duas grandes rotas ferroviárias: Corredor Leste-Oeste (Fico/Fiol); Transnordestina, interligando a Ferrovia Norte-Sul, Pernambuco, Ceará e Piauí. O orçamento público, nesses casos, está aquém do valor total dessas obras, indicando que é usado principalmente para ações complementares como planejamento, estudos, supervisão e desapropriações. Os trechos Salgueiro-Pecém (PE) e Eliseu Martins (PI)-Porto Franco (MA) da Transnordestina também aparecem como estudo para concessão no PAC.
 
O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) realizou um levantamento inédito a partir de dados do Mapa Interativo das Infraestruturas de Transporte, que reúne informações sobre obras em andamento (em construção) no Brasil e projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e Plano Plurianual 2024–2027 (PPA), com foco na Amazônia Legal. Os dados evidenciam a dimensão da expansão de rodovias, hidrovias e ferrovias na região.

Fonte: Rondônia Ao Vivo

Ler Mais
Comércio, Logística

Evergreen acrescenta à sua frota o navio Ever Meta de 15.372 TEUs

Navio vai operar entre a Ásia e a Costa Leste dos Estados Unidos

A Evergreen recebeu a entrega do navio “Ever Meta”, um porta-contêineres com capacidade para 15.372 TEUs, construído pela Samsung Heavy Industries (SHI) na Coreia do Sul. É o penúltimo de uma série de 20 navios da classe “M-NPX”, encomendados pela companhia marítima no início de 2021. 

O estaleiro sul-coreano planeja concluir a série com a entrega do “Modelo Ever”. Posteriormente, a SHI iniciará a entrega dos primeiros navios da nova classe “E”, uma série de 16 porta-contêineres de 16.550 TEUs prontos para operar com metanol, cuja primeira entrega corresponderá ao “Ever Eco”.

Características técnicas

Os navios da classe “M” têm 366 metros de comprimento, 51 metros de boca (20 fileiras de contêineres) e são equipados com motores principais WinGD 9 X92, capazes de gerar 48.500 kW de potência e atingir uma velocidade máxima de 23 nós.

Além disso, possuem cinco geradores a diesel que produzem 17.500 kW de eletricidade, podendo abastecer até 1.000 contêineres refrigerados. Nas últimas sete unidades da série, um defletor de vento foi incorporado à proa, projetado para reduzir a resistência aerodinâmica.

Após sua entrega, o “Ever META” partiu do estaleiro da Samsung na Ilha de Geoje para Cai Mep, no Vietnã, onde iniciará as operações no serviço Ásia-Costa Leste dos Estados Unidos (‘AWE2’), parte da rede Ocean Alliance, denominada pela Evergreen como ‘AUE’.

Fonte: Mundo Marítimo 

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook