Comércio

Fim da “taxa das blusinhas” pode prejudicar indústria e varejo, alerta Fiemg

A Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) defende a manutenção da tributação sobre importações de pequeno valor e alerta para possíveis impactos negativos do fim da chamada “taxa das blusinhas” sobre a economia brasileira.

A avaliação foi apresentada pela economista da entidade, Juliana Gagliardi, durante participação no Bastidores CNN. Segundo ela, a retirada da cobrança pode ampliar a entrada de produtos estrangeiros e aumentar a pressão sobre a indústria nacional e o comércio varejista.

O que muda com o fim da “taxa das blusinhas”

A chamada “taxa das blusinhas” foi criada pela Lei nº 14.902 com o objetivo de reduzir a diferença de competitividade entre produtos importados e mercadorias fabricadas no Brasil. A medida estabeleceu uma cobrança de imposto sobre determinadas compras internacionais de até US$ 50.

Agora, a MP 1.357, que está em vigor e é discutida no Congresso, prevê a redução dessas tarifas para zero.

Na avaliação de Juliana Gagliardi, a tributação tinha como principal função estabelecer condições mais equilibradas de concorrência entre produtos nacionais e estrangeiros.

A economista também destacou que as empresas brasileiras já enfrentam obstáculos relacionados ao chamado “custo Brasil”, que envolve fatores como burocracia, carga tributária elevada e deficiências na infraestrutura logística.

Indústria e varejo podem ser afetados

Para a Fiemg, a ampliação da entrada de produtos importados de baixo valor pode aumentar a pressão sobre empresas brasileiras.

Segundo Juliana Gagliardi, a chegada de mercadorias estrangeiras em condições consideradas assimétricas pode prejudicar tanto a indústria nacional quanto o varejo, favorecendo a substituição de produtos fabricados no país por itens importados.

A economista avalia que a tributação ajudava a criar um ambiente de maior equilíbrio competitivo para os produtores brasileiros, mesmo diante de outros fatores adversos, como juros elevados, desaceleração da economia e medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

Tributação não resolve sozinha os problemas do Brasil

Apesar de defender a manutenção da cobrança sobre importações de pequeno valor, Juliana Gagliardi ressalta que a medida, isoladamente, não é suficiente para melhorar a competitividade das empresas brasileiras.

Na avaliação da economista, o país precisa avançar em reformas estruturais, investimentos em infraestrutura e melhorias no ambiente de negócios, além das questões relacionadas à tributação.

A proposta, segundo ela, é criar condições para que as empresas nacionais possam se reorganizar, reduzir desvantagens competitivas e permanecer atuantes no mercado diante do aumento da concorrência internacional.

FONTE: CNN Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio

Correios passam a entregar compras de lojas do Paraguai em todo o Brasil

Os Correios começaram a realizar a entrega no Brasil de produtos comprados pela internet em duas lojas de Ciudad del Este, no Paraguai. A iniciativa envolve a Cellshop e a New Zone Importados, empresas conhecidas pela comercialização de eletrônicos na cidade paraguaia localizada na fronteira com Foz do Iguaçu (PR).

A nova operação permite que consumidores brasileiros façam pedidos diretamente nos sites das lojas e recebam as mercadorias em endereços de diferentes regiões do país. O transporte será feito pelo Correios Packet, serviço destinado ao envio de encomendas internacionais.

Como funciona a compra de produtos do Paraguai

Com a parceria, o consumidor poderá adquirir pela internet itens comercializados pelas duas varejistas paraguaias sem precisar atravessar a fronteira para fazer a compra.

Segundo os Correios, a modalidade amplia o acesso dos brasileiros ao comércio eletrônico paraguaio e pode beneficiar também os lojistas, ao facilitar a entrada de seus produtos no mercado brasileiro.

A utilização da estrutura logística da estatal também tem potencial para reduzir custos e tornar as operações de entrega mais simples para as empresas participantes.

Expansão das importações preocupa varejo brasileiro

A ampliação das vendas de produtos paraguaios pela internet ocorre em um cenário de forte debate sobre a concorrência de produtos importados com a indústria e o varejo nacionais.

Entidades do comércio brasileiro já alertaram para os possíveis efeitos do crescimento das compras internacionais. De acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a manutenção da isenção tributária pode colocar em risco cerca de 100 mil empregos.

A discussão ganhou destaque com a chamada “taxa das blusinhas”, que modificou a cobrança de impostos sobre compras internacionais de pequeno valor, especialmente aquelas de até US$ 50.

Parceria ajuda plano de recuperação dos Correios

A entrada dos Correios nesse modelo de operação também está relacionada ao esforço da estatal para ampliar receitas e melhorar sua situação financeira.

A empresa acumulou um prejuízo de R$ 5,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano, enquanto o resultado negativo de 2025 chegou a R$ 8,5 bilhões, segundo os dados apresentados no texto.

Nesse contexto, ampliar a atuação no segmento de encomendas internacionais faz parte da estratégia de reestruturação e busca por novas fontes de receita.

Lojas paraguaias participam do Remessa Conforme

As duas empresas envolvidas na parceria estão autorizadas a comercializar seus produtos para consumidores brasileiros e fazem parte do Remessa Conforme, programa da Receita Federal voltado ao comércio eletrônico internacional.

O sistema exige que empresas participantes forneçam antecipadamente informações relacionadas às importações, permitindo maior controle das operações e dos tributos incidentes sobre as encomendas.

Desde maio, o imposto federal de importação para compras de até US$ 50 feitas por plataformas enquadradas nas regras do programa está zerado, embora a medida tenha caráter temporário.

A isenção do imposto federal, porém, não elimina a cobrança do ICMS, tributo estadual que continua incidindo sobre as compras internacionais.

Com a nova parceria, os Correios passam a ocupar um papel direto na expansão das compras online em lojas de Ciudad del Este, enquanto os varejistas paraguaios ganham uma nova porta de acesso ao consumidor brasileiro.

FONTE: Tribuna Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Comércio

Canal do Panamá cobra US$ 4 milhões para navio porta-contêineres furar fila

Um navio porta-contêineres desembolsou cerca de US$ 4 milhões para antecipar sua passagem pelo Canal do Panamá, em meio ao aumento da fila de embarcações na principal ligação marítima entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

O valor, próximo de um recorde para esse tipo de operação, foi pago na segunda-feira pelo proprietário do Seaspan Benefactor, segundo pessoas familiarizadas com o leilão. As fontes falaram sob condição de anonimato, já que os dados dessas negociações não são públicos. A Seaspan não havia respondido a um pedido de comentário.

Leilão permite ultrapassar fila de espera

Além do sistema tradicional de reservas, que prevê o pagamento de uma tarifa fixa para garantir a passagem, a Autoridade do Canal do Panamá disponibiliza um mecanismo de leilão. Por meio dele, os armadores podem disputar posições antecipadas e evitar parte da espera regular.

A procura pelo serviço aumentou diante do congestionamento no Canal do Panamá, provocado principalmente pela busca por rotas alternativas em meio aos impactos da guerra no Irã.

O Seaspan Benefactor pagou mais que o dobro da média registrada nos sete dias anteriores. Até terça-feira, a embarcação permanecia no lado do Pacífico do canal, aparentemente aguardando para seguir em direção ao norte, segundo dados de navegação compilados pela Bloomberg.

Espera chega a 10 dias para navios Neopanamax

O problema é particularmente relevante para embarcações Neopanamax, categoria que inclui navios utilizados no transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP), gás natural liquefeito (GNL), petróleo bruto e derivados.

De acordo com dados da Argus Media, a espera para esse tipo de embarcação no trajeto do Pacífico para o Atlântico chegou a 10 dias, o maior período registrado desde maio.

A situação afeta especialmente empresas envolvidas no comércio de petróleo, gás natural, fertilizantes e produtos químicos, sobretudo aquelas com operações ligadas ao mercado asiático.

Guerra no Irã aumenta pressão sobre rotas marítimas

A redução do tráfego em pontos estratégicos do Golfo Pérsico, como o Estreito de Ormuz e o Bab el-Mandeb, tem levado empresas de transporte e comerciantes a buscar alternativas para movimentar suas cargas.

Com mais embarcações recorrendo ao Canal do Panamá, a pressão sobre a capacidade da hidrovia aumentou, elevando também o valor das vagas disputadas nos leilões.

A autoridade responsável pelo canal afirmou que os preços dos leilões subiram devido às mudanças nas condições de oferta e demanda do comércio internacional. O órgão reconheceu que algumas transações ultrapassaram US$ 1 milhão, mas não comentou especificamente o pagamento de US$ 4 milhões nem confirmou o proprietário da embarcação.

Manutenção das eclusas agrava congestionamento

Outro fator que contribui para o gargalo no Canal do Panamá são obras de manutenção nas eclusas. Os trabalhos, previstos para continuar até setembro, também atingem estruturas utilizadas por navios da classe Neopanamax.

Além disso, o canal reduziu recentemente o calado máximo permitido nas eclusas Neopanamax para as próximas semanas. A medida ocorre em um cenário de chuvas abaixo do esperado, associado aos efeitos do fenômeno El Niño.

Com a combinação de restrições operacionais, manutenção e aumento da demanda por rotas alternativas, os armadores enfrentam custos maiores para garantir espaço em uma das principais rotas do comércio marítimo internacional.

FONTE: Data Portuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Data Portuária

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Comércio

Alta do whey protein trava negócios e impulsiona mercado de colágeno no Brasil

A disparada no preço do whey protein começa a provocar efeitos em diferentes segmentos da indústria de alimentos e suplementos no Brasil. O aumento da procura por proteínas em meio à popularização das canetas emagrecedoras e dos medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, elevou a pressão sobre uma matéria-prima que já enfrenta restrições de oferta.

O impacto chegou ao mercado de suplementos. Segundo apuração do InvestNews, o processo de venda da Growth, considerada uma das maiores empresas brasileiras do setor, está paralisado diante da forte volatilidade no custo do whey.

A matéria-prima chegou a quase triplicar de preço no mercado internacional, dificultando a avaliação de empresas cujo desempenho depende diretamente das margens obtidas com produtos à base de proteína do soro do leite.

Preço do whey interrompe negociações no setor

A Growth entrou no radar para uma possível venda no ano passado. Em agosto, a Merama, holding latino-americana de marcas de consumo, contratou o Goldman Sachs para conduzir o processo, que tinha uma avaliação inicial de R$ 4 bilhões.

Com a escalada dos custos do whey, porém, as negociações foram interrompidas e permanecem “on hold”, expressão utilizada pelo mercado financeiro para processos temporariamente suspensos.

A situação também afeta o Grupo Supley, concorrente da Growth e proprietário das marcas Max Titanium, Probiótica e Dr. Peanut. A companhia havia contratado o Itaú BBA, em 2024, para analisar alternativas de captação, incluindo uma eventual abertura de capital, mas nenhuma operação foi concluída até agora.

A alta e a instabilidade da principal matéria-prima do setor reduziram o interesse de potenciais compradores. Mesmo empresas com faturamento bilionário passaram a enfrentar maior dificuldade para serem avaliadas, já que a oscilação do whey interfere diretamente nas margens e nas perspectivas futuras do negócio.

Empresas menores atraem compradores

Diante do cenário, investidores financeiros e estratégicos passaram a olhar com mais atenção para empresas menores de suplementos, em operações nas quais a marca e a rede de distribuição têm peso maior do que a escala industrial.

Um exemplo foi a aquisição de uma participação na Dux pelo fundo XP Private Equity II, da XP Asset, por R$ 250 milhões. A operação ocorreu no ano passado, antes de a atual crise de oferta do whey ganhar maior intensidade.

Outro movimento foi a compra da Bold, fabricante de barras de proteína, pelo Grupo Ferrero, proprietário da Nutella, em março.

Nesses negócios, a exposição à alta do whey tende a ser menor porque o valor da operação está mais associado à força da marca e à distribuição do que à capacidade produtiva da indústria.

Danone aumenta produção para atender demanda

Enquanto parte do mercado enfrenta dificuldades, a Danone adotou uma estratégia diferente e decidiu ampliar sua capacidade industrial no Brasil.

A companhia francesa está expandindo as fábricas de Poços de Caldas, em Minas Gerais, para acompanhar o crescimento do consumo de alimentos ricos em proteína.

O CEO da operação brasileira, Tiago Santos, afirmou à Folha de S.Paulo que pretende fazer com que as vendas no país avancem em ritmo superior ao crescimento registrado pela matriz.

Um dos principais produtos beneficiados por essa tendência é o YoPRO, bebida láctea que combina whey protein e caseína. O produto já ocupa a segunda posição entre os mais vendidos da Danone no Brasil, atrás apenas do iogurte tradicional da companhia e à frente de marcas como Activia e Danoninho.

Mercado de suplementos movimenta bilhões

O crescimento do consumo ajuda a dimensionar o tamanho da oportunidade. De acordo com a Brasnutri, com dados da Euromonitor, o mercado brasileiro de suplementos alimentares movimentou aproximadamente R$ 7,6 bilhões em 2025.

O resultado representa uma alta de 15% em relação ao ano anterior. A projeção da entidade indica que o setor poderá alcançar R$ 13,8 bilhões em faturamento até 2030.

O Brasil já aparece entre os maiores mercados globais de suplementos esportivos, ocupando a quinta posição. Em whey protein, o país é o quarto maior mercado mundial, enquanto em creatina está na terceira colocação.

Por que o whey protein ficou tão caro?

O whey protein é obtido a partir do soro do leite, um subproduto da fabricação de queijo. O líquido contém proteínas do leite, principalmente whey e caseína, mas precisa passar por processos industriais de filtragem e concentração para se transformar no suplemento consumido atualmente.

Durante muito tempo, o soro tinha baixo valor comercial e, em alguns casos, chegava a ser descartado. A evolução do processamento transformou esse material em uma matéria-prima de alto valor para a indústria de alimentos e suplementos.

O problema atual está na relação entre oferta e demanda. O consumo de whey cresceu rapidamente, mas a produção de leite e queijo não acompanhou na mesma velocidade.

Como o soro depende da fabricação de queijo, ampliar significativamente a oferta de whey exige aumentar também a produção de queijo. Isso pode gerar excedentes em um mercado que não necessariamente apresenta a mesma expansão.

Concentrado de whey quase triplica de preço

O desequilíbrio entre oferta e procura provocou uma forte valorização da matéria-prima.

Segundo a consultoria Vesper, o whey protein concentrado 80%, uma das versões mais utilizadas pela indústria, ultrapassou US$ 13 por libra, equivalente a 453,5 gramas, nos Estados Unidos. O valor representa quase o triplo do registrado um ano antes.

O whey isolado, que possui concentração ainda maior de proteína, também teve alta expressiva e avançou cerca de 50% no mesmo período.

A indústria de laticínios dos Estados Unidos vem reagindo ao cenário com investimentos estimados em US$ 11 bilhões até 2028 para aumentar a produção. Os efeitos sobre a oferta, entretanto, devem aparecer somente posteriormente.

Colágeno ganha espaço como alternativa

A crise do whey também abriu uma oportunidade para outro mercado de proteínas: o colágeno.

Grandes frigoríficos brasileiros, como JBS e MBRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, vêm investindo centenas de milhões de reais para transformar o colágeno em um ingrediente de maior valor agregado.

A matéria-prima é obtida a partir de subprodutos do abate bovino e do couro. Assim como ocorreu com o soro do leite, um material que antes tinha baixo aproveitamento passou a ser valorizado pela indústria de alimentos e ingredientes funcionais.

O colágeno também apresenta uma vantagem industrial: pode ser incorporado com facilidade a diferentes produtos, incluindo bebidas funcionais, alimentos saudáveis e produtos com alto teor de proteína.

JBS e MBRF ampliam produção de colágeno

A JBS criou a Genu-in em 2022, dentro de um plano de investimentos de R$ 400 milhões. A fábrica de colágeno em Presidente Epitácio, no interior de São Paulo, já opera próxima do limite e tem uma nova expansão em preparação.

A MBRF, por sua vez, investiu R$ 312,5 milhões na compra de 50% da Gelprime, que possui uma fábrica em Londrina, no Paraná. A companhia prevê ainda aplicar R$ 187,5 milhões na expansão da unidade.

O objetivo é dobrar a capacidade de produção até 2030 e transformar a unidade em um dos maiores complexos mundiais de colágeno e gelatina.

Proteína vira oportunidade em diferentes mercados

A lógica econômica ajuda a explicar os investimentos. Os peptídeos de colágeno podem apresentar margens próximas de 30%, enquanto a atividade tradicional de proteína animal trabalha com margens de apenas um dígito.

JBS e MBRF identificam o avanço dos medicamentos GLP-1 como um dos fatores que impulsionam a procura por produtos proteicos.

A diferença é que o colágeno não depende da cadeia de produção de queijo para ser obtido. Com isso, enquanto a oferta limitada de whey pressiona fabricantes de suplementos e trava algumas negociações no setor, o colágeno aparece como uma alternativa com potencial de crescimento dentro da nova onda de consumo de proteínas e alimentos funcionais.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração João Brito

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Comércio

Shopee completa seis anos no Brasil e transforma o e-commerce com Datas Duplas e social commerce

A Shopee comemora, em 2026, seis anos de atuação no Brasil consolidando uma trajetória de forte crescimento no mercado de e-commerce. Desde o início das operações, em julho de 2020, a plataforma ampliou sua presença no país e reúne atualmente mais de 3 milhões de vendedores brasileiros, entre micro, pequenas e médias empresas, além de lojas oficiais de grandes marcas.

Com uma proposta voltada à democratização das compras online, a empresa de origem singapurense ajudou a introduzir novos hábitos de consumo e fortaleceu um modelo de campanhas promocionais que passou a influenciar todo o setor.

Datas Duplas criaram novos períodos de alta nas vendas

Um dos principais diferenciais da plataforma foi a popularização das chamadas Datas Duplas, campanhas promocionais realizadas em datas como 7.7, 9.9 e 11.11. A iniciativa ampliou o calendário do varejo digital brasileiro, criando oportunidades de vendas além de períodos tradicionais, como Black Friday e Natal.

Segundo a empresa, desde o início da operação foram promovidas 68 campanhas desse tipo, com mais de R$ 420 milhões distribuídos em cupons de desconto. Na edição 7.7 de 2026, as vendas cresceram 35% em comparação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para os segmentos de Casa e Construção, Beleza e Moda Feminina.

Investimentos em logística reduziram prazos de entrega

Para acompanhar o crescimento da demanda, a empresa intensificou os investimentos em infraestrutura logística nos últimos anos. Atualmente, algumas entregas são realizadas em até dois dias na capital paulista, enquanto o serviço também foi expandido para 75 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A estrutura da plataforma conta hoje com 22 centros de distribuição, mais de 200 hubs logísticos e cerca de 3 mil agências, permitindo maior agilidade nas entregas e melhor experiência para consumidores e lojistas.

Marketing fortaleceu a marca no país

Em entrevista à EXAME, o diretor de marketing da Shopee, Felipe Piringer, afirmou que a empresa ainda identifica espaço para expansão do comércio eletrônico no Brasil. Segundo ele, além de consolidar a marca nacionalmente, a adoção das Datas Duplas por concorrentes demonstra a influência da estratégia criada pela plataforma.

Outro fator que contribuiu para a popularização da marca foi o investimento em campanhas publicitárias com forte presença nas redes sociais, jingles e participações de celebridades como Xuxa, Ludmilla, Ronaldinho Gaúcho e Terry Crews.

Social commerce ganha força entre consumidores

De acordo com o executivo, o comportamento de compra mudou significativamente nos últimos anos. Hoje, muitos consumidores descobrem produtos por meio de lives, vídeos curtos e conteúdos publicados nas redes sociais, fortalecendo o conceito de social commerce.

A Shopee afirma realizar mais de 10 mil transmissões ao vivo diariamente. Durante a campanha 6.6, esse número chegou a 32 mil lives em um único dia, enquanto na ação 7.7 foram registradas 38 mil transmissões. Estudos internos da empresa apontam que vendedores que utilizam esse recurso podem aumentar o faturamento em até dez vezes.

Grandes eventos também impulsionam o comércio online

A empresa destaca que acontecimentos de grande repercussão, como a Copa do Mundo, impactam diretamente o comportamento do consumidor. Durante o torneio, por exemplo, a procura por antenas digitais registrou crescimento expressivo, refletindo também no aumento das vendas da categoria.

Segundo a plataforma, acompanhar essas mudanças de consumo em tempo real permite reforçar estoques e ampliar ofertas para atender à demanda.

Apoio aos vendedores segue como prioridade

A base de vendedores continua sendo considerada um dos principais pilares da operação. Para fortalecer esse ecossistema, a empresa oferece treinamentos, cursos, ferramentas de anúncios, vídeos e transmissões ao vivo voltados ao desenvolvimento dos empreendedores que utilizam a plataforma.

Além da capacitação, a expansão logística também busca oferecer melhores condições para que os parceiros ampliem suas vendas e atendam os consumidores com mais eficiência.

Inovação é o principal desafio para os próximos anos

Para a Shopee, acompanhar a rápida evolução do mercado continuará sendo o maior desafio da operação no Brasil. A empresa afirma investir constantemente em novos formatos de compra e em soluções voltadas à experiência do consumidor.

Entre as novidades lançadas recentemente está o Shopee VIP, programa de assinatura mensal que oferece benefícios exclusivos aos usuários e segue a tendência dos clubes de fidelidade adotados pelo varejo digital.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Comércio

Brasil critica restrições da União Europeia ao aço e cobra compensações comerciais

O governo brasileiro manifestou preocupação com as novas medidas adotadas pela União Europeia para limitar as importações de aço e afirmou que continuará buscando compensações e uma solução negociada para o impasse comercial.

Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) avaliaram que as mudanças reduzem o acesso dos exportadores brasileiros ao mercado europeu e não atacam a principal causa do problema: o excesso de capacidade da indústria siderúrgica mundial.

Governo brasileiro contesta novas regras da UE

De acordo com o Executivo, o bloco europeu passou a impor restrições quantitativas mais rígidas para a entrada de produtos siderúrgicos, além de aumentar as tarifas aplicadas às importações que ultrapassarem os limites estabelecidos pelas cotas.

Na avaliação do Brasil, as novas regras atingem diversos parceiros comerciais da União Europeia e ampliam as barreiras às exportações, mesmo após o encerramento do regime de salvaguardas criado em 2018.

O governo também ressaltou que o país sofre os impactos da sobreoferta global de aço e continuará defendendo soluções multilaterais para enfrentar esse cenário em organismos internacionais. Segundo a nota, restringir o comércio de países que não são responsáveis pelo excesso de produção tende a agravar as tensões comerciais e incentivar novas medidas de defesa entre os mercados.

Brasil cobra compensações previstas em acordo internacional

Outro ponto destacado pelo governo é a ausência de entendimento com a União Europeia sobre compensações relacionadas às novas tarifas, conforme previsto no Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT).

Para o Brasil, o novo sistema de cotas foi implementado de forma unilateral e, por isso, não pode ser considerado uma compensação ao país.

Apesar das divergências, o Executivo informou que manterá o diálogo com o bloco europeu em busca de uma solução que atenda aos interesses de ambas as partes.

União Europeia reduz cotas e dobra tarifa sobre excedente

As novas regras anunciadas pela Comissão Europeia diminuem em 47% o volume de aço que poderá ingressar no bloco sem incidência de tarifas. Com isso, o limite anual passa para 18,3 milhões de toneladas.

Quando a cota for ultrapassada, será aplicada uma tarifa de 50% sobre o excedente em 26 categorias de produtos siderúrgicos. Na prática, os exportadores terão um volume menor para comercializar sem custos adicionais e enfrentarão uma tributação mais elevada caso excedam o limite permitido.

O modelo prevê ainda que metade das cotas seja destinada a países que possuem acordos de livre comércio com a União Europeia. O restante ficará disponível aos demais parceiros comerciais, enquanto alguns exportadores terão limites específicos definidos conforme o histórico de vendas ao bloco.

Comissão Europeia justifica medidas para proteger indústria

Segundo a Comissão Europeia, as alterações são necessárias para fortalecer a indústria siderúrgica europeia diante da crescente sobreoferta mundial de aço, que pressiona os preços internacionais e reduz a competitividade das empresas do setor.

O órgão também aponta a ocorrência de dumping — prática de exportar produtos abaixo do custo de produção — como um dos fatores que justificam as restrições. A expectativa é elevar a utilização da capacidade das siderúrgicas do bloco de cerca de 65% para aproximadamente 80%.

As medidas substituem o sistema de salvaguardas em vigor desde 2018. Antes, as importações que excediam as cotas eram tributadas em 25%. Com as novas regras, a tarifa sobe para 50%, enquanto o volume permitido sem cobrança é reduzido quase pela metade.

A Comissão Europeia informa ainda que o setor perdeu aproximadamente 100 mil postos de trabalho desde 2008 e considera as novas restrições fundamentais para conter os impactos da sobreoferta global. Em 2025, os principais fornecedores de aço para o bloco foram Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/JEFF KOWALSKY/EFE

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Comércio

Fim da taxa da blusinha preocupa indústria têxtil e acende alerta para desindustrialização

A decisão do governo federal de eliminar novamente o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50 voltou a gerar preocupação entre representantes da indústria nacional. O tema esteve no centro de um debate promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com participação da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e integrantes do Conselho da Indústria Têxtil, Confecções, Couro e Calçados.

Segundo as entidades, a mudança pode ampliar a pressão sobre a competitividade das empresas brasileiras, especialmente em segmentos que já enfrentam elevados custos de produção.

Medida reduz tributação sobre compras internacionais

A alteração foi estabelecida por meio da Medida Provisória nº 1.357/2026, que retirou a cobrança federal de 20% aplicada às remessas internacionais de pequeno valor realizadas por plataformas vinculadas ao programa Remessa Conforme.

Com a nova regra, compras de até US$ 50 passam a recolher apenas o ICMS estadual. Já os produtos que ultrapassam esse limite continuam sujeitos à tributação federal.

Setor aponta desigualdade competitiva

Para a analista de Comércio Exterior da ABIT, Jaqueline Arruda, a medida pode aprofundar a diferença de tratamento tributário entre produtos importados e aqueles fabricados no Brasil.

De acordo com a especialista, a redução de impostos sobre mercadorias estrangeiras, sem uma revisão dos custos que incidem sobre a produção nacional, tende a ampliar o desequilíbrio competitivo. Entre os possíveis impactos estão a redução de investimentos, queda na produção e reflexos negativos sobre a geração de empregos.

Congresso terá decisão final sobre a medida

Publicada em junho, a medida provisória possui validade de até 120 dias. Caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional dentro desse período, perderá seus efeitos legais.

O prazo para análise pelos parlamentares se encerra em setembro, quando o futuro da proposta será definido.

Santa Catarina acompanha debate com atenção

A discussão ganha relevância especial em Santa Catarina, estado que possui uma das mais importantes cadeias de indústria têxtil e de confecção do país.

O segmento representa cerca de 20% dos empregos industriais catarinenses e concentra empresas de destaque nacional, tornando o tema estratégico para a economia regional.

Novas exigências no Remessa Conforme

Além da questão tributária, o setor acompanha as mudanças recentes no programa Remessa Conforme. A Receita Federal publicou a Portaria Coana nº 193, que aumentou os critérios de conformidade exigidos das plataformas participantes.

Entre as novas determinações está a possibilidade de exclusão de empresas que não alcancem índice mínimo de 98% de conformidade em suas operações.

Entidades reforçam defesa da produção nacional

A mobilização da indústria também inclui manifestações públicas em defesa da manutenção da tributação sobre remessas internacionais de pequeno valor.

Recentemente, a FIESC declarou apoio a uma nota divulgada pela ABIT sobre o tema. Em artigo intitulado “Desindustrialização com frete grátis”, o presidente da entidade, Gilberto Seleme, argumentou que a proposta amplia a diferença competitiva entre produtos importados e a produção brasileira, com possíveis consequências para o emprego, os investimentos e o desenvolvimento industrial do país.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marisol

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Comércio

Brasil e Colômbia reforçam parceria para ampliar comércio bilateral e cooperação industrial

Os governos de Brasil e Colômbia deram mais um passo para fortalecer as relações econômicas entre os dois países. Durante reunião bilateral realizada nesta terça-feira (16), em Bogotá, representantes das duas nações discutiram medidas para ampliar o comércio bilateral, incentivar investimentos e aprofundar a integração produtiva em setores estratégicos.

O encontro reuniu o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e a ministra de Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, Diana Morales Rojas.

Acordo Automotivo segue como pilar da relação comercial

Entre os principais temas debatidos esteve a continuidade do Acordo Automotivo, firmado no âmbito do ACE 72. As autoridades destacaram a importância do mecanismo para garantir previsibilidade nas trocas comerciais e fortalecer a cadeia produtiva do setor entre os dois mercados.

Além de reafirmarem o compromisso com os instrumentos já existentes, os dois governos manifestaram interesse em expandir as oportunidades de negócios e promover novas iniciativas de cooperação econômica.

Relação bilateral ganha caráter estratégico

Durante o encontro, o ministro Márcio Elias Rosa ressaltou que a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Colômbia, realizada em abril de 2024, elevou a relação entre os países a um novo patamar de relevância.

Segundo ele, o momento atual oferece condições favoráveis para transformar essa aproximação política em resultados concretos para as economias e para a população de ambos os países.

Cooperação industrial mira setores de alta relevância

Outro ponto destacado foi a convergência entre a política brasileira da Nova Indústria Brasil (NIB) e a estratégia de reindustrialização adotada pela Colômbia.

A avaliação é de que essa sintonia pode abrir espaço para projetos conjuntos em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento econômico e tecnológico, incluindo mobilidade sustentável, hidrogênio verde, biocombustíveis, bioinsumos, indústria farmacêutica, construção naval e defesa.

Comércio entre os países movimenta US$ 5,4 bilhões

Os números do intercâmbio comercial reforçam a relevância da parceria. Em 2025, a corrente de comércio exterior entre Brasil e Colômbia alcançou US$ 5,4 bilhões, enquanto as exportações brasileiras somaram US$ 3,4 bilhões.

A pauta exportadora brasileira para o mercado colombiano é diversificada e inclui veículos, autopeças, medicamentos, produtos químicos, máquinas e equipamentos, além de itens como café, pneus, papel, cartão, calçados e produtos de perfumaria.

A expectativa dos governos é que a ampliação da cooperação econômica e industrial contribua para elevar ainda mais o fluxo de negócios nos próximos anos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/A Notícia

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Comércio

Balança comercial brasileira movimenta US$ 13,5 bilhões na terceira semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na terceira semana de maio de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — alcançou US$ 13,5 bilhões, resultado de US$ 7,5 bilhões em exportações e US$ 6 bilhões em importações.

Exportações e importações mantêm crescimento em maio

No acumulado do mês até a terceira semana, o Brasil exportou US$ 23,5 bilhões e importou US$ 17,8 bilhões. O saldo positivo da balança chegou a US$ 5,7 bilhões, enquanto a corrente de comércio totalizou US$ 41,3 bilhões.

Os números mostram avanço nas transações internacionais em relação ao mesmo período do ano passado. A média diária das exportações em maio de 2026 ficou em US$ 1,565 bilhão, alta de 9,9% na comparação com maio de 2025.

As importações também apresentaram crescimento. A média diária passou de US$ 1,088 bilhão em maio do ano anterior para US$ 1,188 bilhão neste mês, avanço de 9,2%.

Corrente de comércio supera US$ 249 bilhões no ano

No acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 140 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 109,6 bilhões.

Com isso, o país acumula superávit comercial de US$ 30,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 249,6 bilhões ao longo do ano.

A média diária da corrente de comércio até a terceira semana de maio chegou a US$ 2,75 bilhões, representando crescimento de 9,6% frente ao mesmo período de maio de 2025.

Agropecuária e indústria impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve um dos melhores desempenhos no período. A média diária de exportações do segmento cresceu US$ 65,17 milhões, avanço de 18,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já os produtos da indústria de transformação registraram aumento de US$ 111,89 milhões por dia, crescimento de 15,4%.

Na contramão, a indústria extrativa apresentou retração de US$ 37,56 milhões na média diária exportada, queda de 11,1%.

Importações avançam na indústria de transformação

Do lado das importações, o principal destaque foi novamente a indústria de transformação, que registrou crescimento diário de US$ 98,79 milhões, alta de 9,8%.

A indústria extrativa também avançou, com aumento de 3% na média diária das compras internacionais.

Por outro lado, as importações da agropecuária recuaram 5,5% na comparação anual.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio

Balança comercial brasileira movimenta US$ 27,9 bilhões até a segunda semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de maio de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio alcançou US$ 12,5 bilhões, resultado de US$ 7,02 bilhões em exportações e US$ 5,5 bilhões em importações.

Corrente de comércio acumula US$ 27,9 bilhões em maio

No acumulado de maio, o Brasil já soma US$ 16 bilhões em exportações e US$ 11,9 bilhões em importações. O saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 4,2 bilhões, enquanto a corrente de comércio atingiu US$ 27,9 bilhões.

Os números reforçam o avanço das transações internacionais brasileiras e o crescimento do fluxo comercial do país em 2026.

Superávit comercial ultrapassa US$ 28 bilhões no ano

De janeiro até a segunda semana de maio, as exportações brasileiras totalizaram US$ 132,6 bilhões. No mesmo período, as importações chegaram a US$ 103,6 bilhões.

Com isso, o saldo positivo acumulado em 2026 alcançou US$ 28,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio somou US$ 236,2 bilhões.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC.

Exportações crescem mais de 12% em maio

Na comparação entre as médias diárias de maio de 2026 e maio de 2025, as exportações brasileiras tiveram crescimento de 12,4%.

A média diária de exportações neste mês chegou a US$ 1,6 bilhão, acima dos US$ 1,4 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.

As importações também apresentaram alta de 8,9%, passando de US$ 1,088 bilhão para US$ 1,185 bilhão na média diária.

Já a média diária da corrente de comércio ficou em US$ 2,786 bilhões, enquanto o saldo comercial diário alcançou US$ 415,35 milhões. O resultado representa crescimento de 10,9% frente ao mesmo período de maio de 2025.

Agropecuária e indústria impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária brasileira apresentou um dos melhores desempenhos no acumulado até a segunda semana de maio.

Na comparação com igual período do ano anterior, houve crescimento de US$ 85,68 milhões na média diária, avanço de 24,3%.

A indústria de transformação também registrou alta significativa, com aumento de US$ 121,01 milhões, equivalente a 16,7%.

Por outro lado, a indústria extrativa teve retração de US$ 33,92 milhões, queda de 10% na média diária das exportações.

Importações avançam em todos os setores

No cenário das importações, todos os principais segmentos registraram crescimento na comparação anual.

A agropecuária teve aumento de 3,4% na média diária das compras externas. Já a indústria extrativa avançou 7,4%.

O maior crescimento foi observado na indústria de transformação, que registrou alta de 9%, com incremento de US$ 90,86 milhões nas importações.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estado de Excelência

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