Comércio

Inter e Chainlink concluem primeiro teste de comércio entre BC e Hong Kong

Experimento permite que empresas realizem pagamentos condicionais e parcelados para importações utilizando moedas digitais ou reservas tokenizadas

O Banco Inter e a Chainlink concluíram o primeiro experimento de financiamento ao comércio internacional baseado em blockchain para o setor primário, possibilitando que pequenas e médias empresas vendam commodities no exterior. A ação foi feita em parceria com o BC (Banco Central) do Brasil e a HKMA (Autoridade Monetária de Hong Kong).

Outras instituições globais, como Standard Chartered, GSBN (Global Shipping Business Network) e 7COMm, também fizeram parte do experimento, segundo nota divulgada nesta segunda-feira (3).

O projeto, liderado pelo Inter, permitiu aos bancos centrais do Brasil e de Hong Kong utilizarem blockchain para liquidar automaticamente uma transação de comércio exterior, de forma segura e em tempo real, conforme o comunicado das instituições.

Esta é a primeira vez que um registro de títulos baseado em blockchain e uma infraestrutura de pagamentos cross-chain – ou seja, troca entre cadeias – foram conectados em um fluxo de trabalho único e automatizado. A ação estabelece um novo padrão para liquidações de comércio internacional.

Como foi realizado o experimento

Na Fase 2 da iniciativa Drex, moeda digital do Banco Central, a nova plataforma de financiamento ao comércio permitiu o teste de uma transação programável de DvP (Delivery-versus-Payment) e de uma transação entre fronteiras PvP (Payment-versus-Payment), que possibilitam desbloquear pagamentos condicionais e parcelados.

Segundo o comunicado, a plataforma simulou a liquidação de exportações pelo Drex no Brasil e pela rede Ensemble em Hong Kong. Já a Chainlink forneceu a infraestrutura para conectar os dois ambientes e coordenar a liquidação entre jurisdições de forma compatível.

Durante o processo de pagamento, o GSBN registrou a mudança no eBL (título eletrônico de conhecimento de embarque).

Comércio internacional inclusivo

Segundo as instituições envolvidas no experimento, ao viabilizar pagamentos tokenizados e automatizar transferências de títulos via contratos inteligentes, a plataforma também “reduz custos, diminui riscos e abre oportunidades nos mercados internacionais para pequenas e médias empresas.”

“Inter aposta na inovação para criar soluções que tenham impacto positivo na vida financeira dos nossos clientes e na economia como um todo”, afirmou Bruno Grossi, Head de Ativos Digitais do Inter.

“Ao utilizar a Chainlink para conectar o BCB, a HKMA e as plataformas de financiamento ao comércio, estamos construindo um ecossistema financeiro mais conectado, com capacidade de sustentar o futuro do comércio global.”, acrescenta Grossi.

Impulsionado pela Chainlink, o modelo DvP automatiza a custódia e liberação de fundos, enquanto também transfere o eBL, eliminando a necessidade de coordenação manual entre bancos, plataformas e agentes de transporte.

Para refletir as condições reais de comércio, o projeto ainda introduziu um ativo do mundo real tokenizado, lastreado em commodities, proporcionando liquidez instantânea às contrapartes e reduzindo tanto o risco de liquidação quanto o atrito operacional.

FONTE: CNN Brasil
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Comércio

Tarifa de 50% sobre café brasileiro pressiona torrefadores dos EUA e eleva preços ao consumidor

Os torrefadores norte-americanos estão consumindo seus estoques de café à espera de uma definição nas negociações comerciais entre EUA e Brasil, que podem determinar se o setor precisará pagar ainda mais por grãos de outras origens.

O café brasileiro, responsável por cerca de um terço do consumo nos Estados Unidos, praticamente desapareceu do mercado americano desde agosto, após o governo de Donald Trump impor uma tarifa de 50% sobre as importações. A medida, que mistura política e comércio, foi interpretada como retaliação ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, após críticas envolvendo o tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF.

Impactos da tarifa: preços altos e estoques em queda

O imposto de importação gerou grandes prejuízos para um setor que movimenta cerca de US$ 340 bilhões por ano nos EUA. Importadores enfrentam dificuldades para liberar cargas brasileiras retidas, torrefadores pagam multas por cancelamento de contratos e consumidores já chegam a pagar até 40% mais caro pelo café.

A expectativa é que os estoques norte-americanos atinjam níveis críticos em dezembro, pressionando torrefadores e redes varejistas a buscarem alternativas para manter suas margens de lucro.

Estratégias logísticas: redirecionamento para o Canadá

Algumas empresas adotaram soluções logísticas para minimizar perdas. A importadora Lucatelli Coffee, por exemplo, recebeu US$ 720 mil em café brasileiro após a entrada em vigor da tarifa, armazenando parte em depósitos alfandegados na Flórida para postergar o pagamento do imposto.

Para evitar a taxa de 50%, parte do café tem sido redirecionada para o Canadá, aumentando o custo de transporte, mas evitando perdas maiores.

“O problema não é comércio, é política — é pessoal entre Trump e Lula”, afirmou Steven Walter Thomas, proprietário da Lucatelli Coffee.

Cancelamentos e substituições elevam custos

Diante do cenário indefinido, várias torrefadoras norte-americanas optaram por cancelar pedidos de café brasileiro, pagando taxas de US$ 20 a US$ 25 por saca de 60 kg (aproximadamente US$ 515 sem tarifas).

A Downeast Coffee Roasters, em Rhode Island, cancelou parte dos contratos e busca alternativas mais caras, como cafés colombianos, mexicanos e centro-americanos, cujos preços subiram até 10% desde o anúncio das tarifas, enquanto o café brasileiro caiu cerca de 5%.

“Temos estoques, mas eles estão se esgotando rapidamente”, alertou Michael Kapos, executivo da Downeast Coffee Roasters.

Alta do café contribui para inflação nos EUA

A tarifa também impacta diretamente o consumidor. Segundo o Bureau of Labor Statistics, o preço médio do café torrado e moído nos supermercados norte-americanos subiu 41% em setembro na comparação anual, alcançando US$ 9,14 por libra-peso.

A combinação de tarifas e escassez global por fatores climáticos tem pressionado a inflação de alimentos nos Estados Unidos.

“Costumava pagar US$ 6 ou US$ 7, agora está US$ 11 — e o pacote parece menor”, comentou Yasmin Vazquez, consumidora de Nova Jersey.

Estoques em níveis críticos e expectativa por acordo

Atualmente, os estoques de café nos EUA estão em 4 milhões de sacas, podendo cair para 2,5 a 3 milhões até dezembro, próximo do limite mínimo de segurança, considerando que o país consome cerca de 25 milhões de sacas por ano, das quais 8 milhões vêm do Brasil.

Enquanto isso, o presidente Lula se mostrou otimista com a possibilidade de um acordo comercial em breve, enquanto Trump afirmou: “Não sei se algo vai acontecer, mas vamos ver”. Até lá, os consumidores americanos devem continuar pagando caro pelo café diário.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: José Fernando Ogura

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Comércio

Black Friday 2025: Faturamento do e-commerce deve crescer 17% e atingir R$ 11 bilhões, aponta Neotrust

O comércio eletrônico no Brasil deve registrar um crescimento de 17% no faturamento durante a Black Friday 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo projeção da Neotrust, empresa especializada em pesquisa de mercado digital, o volume de vendas online deve alcançar R$ 11 bilhões em produtos comercializados entre 26 e 30 de novembro.

Em 2024, o evento movimentou R$ 9,38 bilhões, o que já representava um aumento de 10,7% em relação a 2023. A Black Friday segue como o período mais aguardado pelos consumidores brasileiros, registrando resultados até três vezes superiores aos de um dia comum de vendas, segundo o diretor de negócios da Neotrust, Léo Homrich Bicalho.

Categorias em alta e setores que lideram o faturamento

De acordo com o levantamento, as categorias de saúde, esporte & lazer, automotivo e beleza & perfumaria devem apresentar os maiores crescimentos percentuais em volume de vendas.

Por outro lado, os setores de eletrodomésticos, eletrônicos e smartphones — que possuem ticket médio mais alto — devem concentrar a maior fatia do faturamento total, respondendo juntos por mais de um terço do valor movimentado na Black Friday.

A Neotrust monitora o desempenho do e-commerce brasileiro com base em dados de 80 milhões de consumidores digitais e 7 mil lojas parceiras, permitindo uma visão ampla do comportamento de compra online no país.

Canetas emagrecedoras impulsionam setor de saúde no e-commerce

O relatório da Neotrust também revelou que, entre janeiro e setembro deste ano, a categoria de saúde apresentou um salto de 72% nas vendas, impulsionada principalmente pela alta demanda por canetas emagrecedoras.

Foram vendidas 2,34 milhões de unidades do medicamento no período, gerando R$ 3,01 bilhões em faturamento — um valor 4,9 vezes maior que o registrado nos nove primeiros meses de 2024. O ticket médio dos consumidores que adquiriram o produto foi de R$ 522, cerca de 24% acima da média geral dos compradores online.

Segundo Bicalho, o sucesso do produto se explica por ser um item de alto valor agregado e de recompra frequente, características semelhantes às de eletrônicos. “Os varejistas encontraram o seu ‘eletrônico’ na categoria de saúde”, afirmou o executivo.

Escassez e futuro do mercado de medicamentos com semaglutida

A Neotrust destacou ainda que a escassez do produto tem impulsionado as vendas online, já que a facilidade de compra pela internet se tornou um diferencial competitivo.

O executivo também projetou que, até 2026, o setor deve ser impactado pela disputa judicial sobre a queda da patente dos princípios ativos semaglutida e liraglutida, que compõem as canetas emagrecedoras. “A quebra das patentes permitirá a produção de versões genéricas e biossimilares, o que pode reduzir significativamente o preço final ao consumidor”, explicou Bicalho.

Faturamento do e-commerce brasileiro em 2025

De janeiro a setembro de 2025, o faturamento total do e-commerce nacional somou R$ 282,6 bilhões, um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2024. No total, foram registrados 934,5 milhões de pedidos online, representando um crescimento de 23,2% sobre o ano anterior.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Flashpop/Getty Images

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Comércio

Mercosul fará notificações conjuntas à OMC para agilizar harmonização regulatória

Os países do Mercosul chegaram a um acordo técnico inédito para enviar notificações conjuntas à Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre projetos e resoluções do Subgrupo de Trabalho 8 (SGT-8), responsável por temas de agricultura. A iniciativa marca um avanço no processo regulatório do bloco, ao permitir que as propostas sejam submetidas à consulta pública internacional antes de sua aprovação definitiva.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), coordenou as negociações e atuará como ponto focal das notificações à OMC.

Cooperação entre países do Mercosul

Com o novo modelo, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai passarão a comunicar, de forma coordenada e transparente, os demais membros da OMC sobre regulamentos em elaboração dentro do bloco. O procedimento aumenta a previsibilidade, permite colaborações técnicas externas e contribui para reduzir retrabalho e acelerar prazos de implementação das normas regionais.

A medida abrange áreas estratégicas como saúde animal, sanidade vegetal e vitivinicultura, setores em que a harmonização regulatória é essencial para o acesso ao mercado regional e para a competitividade internacional.

Ao consolidar uma única notificação por regulamento, o Mercosul cria um canal unificado para receber comentários e sugestões internacionais, favorecendo a avaliação de impactos e o alinhamento com boas práticas multilaterais.

Próximos passos do acordo

O texto segue agora para análise política no Grupo Mercado Comum (GMC). Se aprovado, a resolução entrará em vigor imediatamente, e a SCRI/Mapa dará início ao fluxo operacional das notificações — definindo cronogramas, recepção de comentários e encaminhamentos técnicos junto aos órgãos competentes dos quatro países.

O que muda na prática

  • Canal único de transparência: um expediente conjunto do Mercosul por regulamento, substituindo notificações individuais por país;
  • Consulta internacional prévia: regulamentos em elaboração serão submetidos a comentários de outros membros da OMC antes da adoção final;
  • Previsibilidade regulatória: etapas e prazos mais claros para harmonização no âmbito do SGT-8;
  • Coordenação estruturada: enquanto o Brasil estiver na Presidência Pro Tempore, a SCRI/Mapa centralizará o envio e acompanhamento das notificações em articulação com as contrapartes nacionais e regionais.

Modernização regulatória no bloco

A proposta representa uma modernização dos marcos regulatórios do Mercosul, reforçando a integração entre os setores público e privado no processo de formulação de normas agropecuárias. O objetivo é garantir maior transparência, base técnica e alinhamento às práticas multilaterais, fortalecendo a credibilidade internacional do bloco.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Oliveira/Agência Senado

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Comércio

Setor produtivo de Mato Grosso organiza força-tarefa contra a Tabela de Fretes

A implementação da fiscalização eletrônica do piso mínimo do frete rodoviário, em vigor desde 6 de outubro, gerou forte reação no setor produtivo de Mato Grosso. Entidades de produtores rurais e associações de transporte se reuniram nesta segunda-feira (27), em Cuiabá, para debater os impactos econômicos da medida e traçar estratégias de atuação nacional.

O encontro, promovido pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), reuniu representantes de diversos segmentos da cadeia produtiva e logística, dando sequência às atividades da Comissão de Infraestrutura do Instituto Pensar Agro (IPA).

O tom do debate foi de crítica ao tabelamento de preços e defesa do livre mercado. O presidente da Ampa, Orcival Gouveia Guimarães, reafirmou o posicionamento contrário da entidade à intervenção estatal no setor de transporte.

“Somos a favor da livre iniciativa e do livre mercado. Não faz sentido manter mais um tabelamento que, na prática, não funciona”, afirmou Guimarães, destacando que a articulação entre os setores produtivos foi proposta pelo consultor de logística Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do DNIT.

Entidades preparam ofensiva técnica e jurídica

O principal encaminhamento do encontro foi demonstrar ao Governo Federal e às autarquias as distorções da Tabela de Fretes. As entidades também buscam fortalecer a atuação no Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramitam Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que questionam a legalidade e a metodologia da Lei do Frete Mínimo, de 2018.

Pagot informou que o IPA lidera a elaboração de um manifesto com apoio de mais de 50 entidades, apontando falhas na tabela e pedindo revisão da metodologia. O documento foi encaminhado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que deve levá-lo à análise de ministérios, incluindo o da Fazenda.

“A metodologia usada em 2018 pela Esalq/Log da USP precisa ser atualizada. Hoje, é evidente que a fórmula carece de aprimoramento”, afirmou Pagot, defendendo uma reunião com o ministro Fernando Haddad para apresentar os impactos da tabela, que, segundo ele, “gera confusão e contribui para a inflação”.

Para subsidiar o diálogo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o grupo vai elaborar um estudo técnico detalhado sobre os efeitos da fiscalização. Uma palestra com o diretor da ANTT responsável pelo tema foi marcada para 6 de novembro, às 10h, na sede do IPA.

Frete alto pressiona produtores e consumidores

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, alertou para o aumento dos custos de produção e o impacto direto ao consumidor final.

Segundo ele, o frete elevado encarece toda a cadeia produtiva, elevando em mais de 20% o preço de insumos agrícolas, como fertilizantes.

“Quem paga essa conta não é só o produtor. O frete influencia o preço de praticamente tudo o que consumimos”, destacou Beber.

Mobilização política em Brasília

O senador José Lacerda (PSD) afirmou ter agendado uma reunião em Brasília ainda nesta semana para discutir o tema com autoridades federais. O encontro em Cuiabá também contou com a participação de representantes da Associação Nacional dos Transportadores de Cargas do Brasil (ANTC), da Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC) e do Ministério da Agricultura e Pecuária.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Christiano Antonucci/Secom MT

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Comércio

Alckmin inaugura ZPE de Cáceres e destaca papel estratégico na integração sul-americana

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, inaugurou nesta sexta-feira (24) a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, no Mato Grosso. Essa é a quarta ZPE em operação no Brasil, ao lado das unidades de Uberaba (MG), Pecém (CE) e Parnaíba (PI).

Nova ZPE vai impulsionar exportações e gerar empregos

Durante a cerimônia, Alckmin ressaltou o papel das Zonas de Processamento de Exportação como instrumentos de estímulo ao comércio exterior e à industrialização regional.

“A ZPE é um instrumento que estimula a exportação e o comércio exterior, em que os setores que exportam encontram facilidades, o que é fundamental para que o país possa crescer”, afirmou o ministro.

Localizada próxima à fronteira, Cáceres é considerada uma cidade estratégica para a integração econômica sul-americana. Segundo Alckmin, a nova ZPE deve atrair investimentos, fortalecer a indústria local e gerar emprego e renda para a população.

Estrutura moderna e posição estratégica

Com 240 hectares de área total, a ZPE de Cáceres recebeu R$ 51,3 milhões em investimentos voltados à infraestrutura e à construção de sua área administrativa. Inserida na rota do Quadrado Rondon, importante corredor logístico regional, a nova zona de livre comércio já abriga sua primeira empresa em operação, a TRC Agroflorestal, produtora de placas de madeira e teca voltadas para exportação.

As ZPEs funcionam como áreas de livre comércio destinadas à produção de bens e serviços para exportação, oferecendo incentivos fiscais e aduaneiros. Empresas instaladas nesses espaços têm suspensão de impostos como IPI, PIS/Cofins, Imposto de Importação e AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante) na aquisição de insumos e matérias-primas, podendo converter esses benefícios em isenção total no caso de exportações efetivas.

Expansão das ZPEs reforça política de desenvolvimento regional

As Zonas de Processamento de Exportação são vistas pelo governo como ferramentas para reduzir desigualdades regionais e estimular o desenvolvimento econômico em áreas estratégicas. A Comissão de Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), responsável por deliberar sobre a criação e gestão das ZPEs, é presidida pelo MDIC e conta com representantes da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda, Integração e Desenvolvimento Regional, Meio Ambiente e Mudança do Clima, Planejamento e Orçamento, Portos e Aeroportos e Transportes.

Com a inauguração da unidade de Cáceres, o Brasil dá mais um passo na consolidação de um modelo de integração produtiva e logística voltado à ampliação das exportações e à competitividade industrial no mercado internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Comércio, Tecnologia

Malásia realiza primeira visita oficial a Santa Catarina para ampliar comércio, tecnologia e educação

Santa Catarina recebeu, nesta terça-feira (21), a primeira visita oficial do cônsul de Comércio da Malásia no Brasil, Amirul Azman Ahmad, acompanhado de sua equipe diplomática. A comitiva foi recepcionada pelo secretário adjunto de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Emerson Pereira, na sede da Secretaria de Articulação Internacional (SAI), em Florianópolis. Participaram também Renato Lacerda, presidente da InvestSC, e a secretária adjunta de Educação, Kênia Scarduelli, com equipe técnica.

A visita marca o primeiro contato formal da Malásia com o estado desde a instalação da embaixada brasileira em Kuala Lumpur, em 1995, reforçando o esforço do governador Jorginho Mello de diversificar mercados e estreitar relações com países do Sudeste Asiático, região com mais de 680 milhões de consumidores e crescente peso econômico global.

Parcerias estratégicas e oportunidades bilaterais

Segundo o secretário adjunto da SAI, Emerson Pereira, a presença do cônsul destaca o potencial catarinense para atrair investimentos e construir parcerias internacionais focadas em inovação e sustentabilidade.

“O governador Jorginho Mello tem orientado a abertura de Santa Catarina para o mundo, buscando resultados concretos em comércio, tecnologia e educação. A Malásia é um parceiro estratégico da ASEAN, com tradição industrial robusta. Identificamos oportunidades em semicondutores, automação, energia limpa e indústria de proteínas”, afirmou Emerson.

O cônsul Amirul Azman Ahmad reforçou o interesse da Malásia em aproximar-se do Brasil, destacando Santa Catarina como polo industrial e tecnológico. “A ASEAN será a quarta maior economia do mundo até 2030, e a Malásia, como presidente do bloco neste ano, busca fortalecer relações com estados dinâmicos como Santa Catarina. Estamos interessados em joint ventures e intercâmbios tecnológicos, conectando nossa expertise em semicondutores à inovação catarinense”, disse.

Além disso, o cônsul destacou o potencial de cooperação no setor Halal, observando que Santa Catarina já possui destaque global na exportação de proteínas e pode se tornar parceira-chave na produção de alimentos certificados para o mercado muçulmano.

Educação técnica e intercâmbio internacional

A secretária adjunta de Educação, Kênia Scarduelli, ressaltou a importância da visita para ampliar oportunidades acadêmicas e de capacitação profissional.

“Receber a Malásia é uma oportunidade única para discutir intercâmbios e projetos educacionais conjuntos. Santa Catarina tem investido fortemente em educação técnica e profissional, e essa parceria poderá trazer novas práticas de ensino, especialmente nas áreas de tecnologia”, afirmou Kênia.

Agenda e continuidade da missão

A programação do cônsul incluiu reuniões empresariais e visitas a empresas de referência, como WEG, em Jaraguá do Sul, e Eletrobras CGT Eletrosul, em Florianópolis. A comitiva também se reuniu com entidades como FIESC, FACISC, FECOMÉRCIO e ACIF, para apresentar oportunidades de comércio e investimentos bilaterais.

Com a visita, Santa Catarina reforça seu papel como porta de entrada do Brasil para a Ásia, fortalecendo políticas de internacionalização, inovação e geração de negócios lideradas pelo governo estadual.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

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Comércio, Logística

Rota expressa China-Europa pelo Ártico conclui sua primeira viagem

Um navio de carga cheio de 4.890 contêineres padrão partiu do porto de Zhoushan, em Ningbo, leste da China, atravessou o Círculo Polar Ártico em 20 dias de viagem e chegou no dia 13 ao Porto de Felixstowe, maior porto de contêineres do Reino Unido, marcando com sucesso a abertura da primeira rota de navegação rápida de contêineres entre a China e a Europa através do Ártico no mundo.

A rota atravessa o canal de navegação noroeste do Ártico para chegar à Europa. Assim, o tempo de trânsito de ida desde o Porto de Zhoushan até o de Felixstowe pode diminuir 22 dias em comparação com as rotas tradicionais, diminuindo em cerca de 50% de emissão de carbono por ida.

FONTE: CMG
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio

Certificação de brinquedos garante segurança e impulsiona mercado no Dia das Crianças

O mês de outubro marca uma das datas mais aguardadas pelo comércio brasileiro: o Dia das Crianças. De acordo com pesquisa do Instituto Datafolha para a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), a celebração movimentou cerca de R$ 18 bilhões em vendas nesse ano, o que represente crescimento de mais de 3% em relação ao ano passado, confirmando a força da data para o varejo.

Em meio ao aumento no consumo, cresce também a atenção para um tema essencial: a certificação dos brinquedos, processo que garante a segurança dos produtos disponíveis no mercado e que é obrigatório no Brasil.

Por que a certificação de brinquedos é indispensável?

A certificação, regulamentada pelo Inmetro, é responsável por assegurar que os brinquedos atendam às normas de segurança previstas na Portaria nº 302/2021. Isso significa que cada item passa por testes rigorosos que avaliam resistência, inflamabilidade, ausência de substâncias tóxicas, risco de asfixia, entre outros critérios.

“O selo do Inmetro é uma garantia para pais, fabricantes e importadores. Ele assegura que o produto não trará riscos às crianças, prevenindo acidentes que vão de cortes a intoxicações”, explica a equipe técnica da Process Certificações, empresa com mais de 25 anos de experiência em logística, consultoria aduaneira e certificações regulatórias.

O papel da Process Certificações

A Process Certificações atua em todas as etapas de regularização de brinquedos, com foco especial no apoio a importadores. A empresa realiza:

  • Enquadramento técnico dos produtos de acordo com a legislação;
  • Intermediação com laboratórios acreditados pelo Inmetro para a realização dos testes obrigatórios;
  • Tradução de manuais e adequação de etiquetas às normas brasileiras;
  • Registro do produto junto ao Inmetro;
  • Suporte logístico e aduaneiro, prevenindo retenções e atrasos no desembaraço.

“Nosso trabalho é estratégico e preventivo. Atuamos desde o planejamento da importação para que os clientes evitem prejuízos por desconhecimento ou falhas de conformidade. Ajudamos a garantir não só a certificação, mas também a segurança jurídica e logística de todo o processo”, reforça a equipe da empresa.

Principais desafios enfrentados por importadores

Segundo a Process, muitos dos problemas que levam à reprovação dos brinquedos poderiam ser evitados com uma análise técnica prévia. Entre os erros mais comuns estão:

  • uso de materiais tóxicos ou inadequados;
  • presença de peças pequenas em brinquedos destinados a menores de 3 anos;
  • embalagens com informações incompletas ou sem o selo do Inmetro;
  • falhas na tradução de manuais e documentação técnica.

Além disso, a diferença entre as normas brasileiras e as internacionais, somada à dificuldade de acesso a laboratórios dentro dos prazos de importação, ainda é um desafio para muitas empresas.

Certificação: segurança e reputação no mercado

O prazo médio para a certificação de brinquedos varia de 30 a 45 dias, e em muitos casos precisa ser renovada anualmente. Empresas que optam por comercializar produtos sem certificação podem sofrer consequências severas, como multas, apreensão de mercadorias e até suspensão das atividades.

Mais do que uma obrigação legal, a certificação é um diferencial competitivo. Em um mercado aquecido como o de outubro, ela garante não apenas a segurança das crianças, mas também a reputação das marcas e a confiança dos consumidores.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: ILUSTRATIVA / FREEPIK – DIVULGAÇÃO

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Comércio, Internacional

Alckmin lidera missão multissetorial à Índia para buscar mais comércio, investimentos, empregos e cooperação em áreas estratégicas

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, inicia nesta quarta-feira (15/10) missão oficial à República da Índia, com foco em aumentar o fluxo bilateral de comércio e investimentos, além de gerar empregos em ambos os países.

A missão ocorrerá em Nova Delhi entre 15 e 17 de outubro de 2025 e implementará os objetivos traçados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi, durante visita de Estado ao Brasil, em 8 de julho passado. Também marca uma nova etapa da Parceria Estratégica Brasil-Índia, estabelecida em 2006, e ocorre em contexto de forte crescimento do intercâmbio comercial.

“Estou indo à Índia com o espírito de abrir mercados e aumentar o comércio. Nós podemos ter muita complementaridade econômica e investimentos recíprocos”, disse Alckmin. “Vamos também preparar a visita do presidente Lula à Índia, prevista para fevereiro do ano que vem”, completou.

De janeiro a maio deste ano, as exportações brasileiras para a Índia aumentaram 14,8% (atingindo US$ 2,395 bilhões), enquanto as importações cresceram 31,8%, quando comparadas ao mesmo período do ano passado.

A Índia já é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Ocupa posição estratégica como 11º destino das exportações brasileiras e sexto fornecedor ao Brasil em 2024. “O objetivo é expandir ainda mais o fluxo de comércio bilateral, que já é o sétimo maior do Brasil”, disse Alckmin.

MISSÃO MULTISSETORIAL PÚBLICO-PRIVADA – A comitiva inclui os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; e da Defesa, José Múcio Monteiro; além de líderes empresariais de diversas áreas.

Também estarão presentes autoridades e representantes dos ministério das Relações Exteriores (MRE); da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); de Minas e Energia (MME); do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Participarão da delegação representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), Anvisa, Fundação Oswaldo Cruz e Petrobras.

O programa da visita prevê reuniões de trabalho com os ministros da Defesa, Rajnath Singh; do Comércio e da Indústria, Piyush Goyal; dos Assuntos Estrangeiros, Dr. S. Jaishankar; do Petróleo e Gás Natural, Hardeep Singh Puri; e outras altas autoridades.

DIÁLOGO EMPRESARIAL BRASIL-ÍNDIA – No dia 16 de outubro, está prevista a participação do vice-presidente no Diálogo Empresarial Brasil-Índia, fórum coordenado pelo Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Itamaraty, com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Participam do evento a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (FICCI).

Do lado brasileiro, participarão empresários dos setores de alimentos, bebidas, agronegócio, construção, tecnologia, química e saúde, máquinas e equipamentos, energia e moda. “É uma missão de trabalho para abrir comércio, investimentos e gerar emprego em ambos os países. O Brasil está de portas abertas para fazer mais, melhor e mais rápido com a Índia”, disse Alckmin.

No âmbito da programação, a CNI e a FICCI celebrarão a assinatura de Memorando de Entendimento para a criação do Fórum Empresarial de Líderes Brasil-Índia. O novo mecanismo permanente de diálogo entre os setores privados dos dois países terá como propósito aprofundar as relações econômicas e comerciais, estimular parcerias estratégicas e apresentar recomendações conjuntas aos governos em temas prioritários, como inovação, transição energética, infraestrutura e facilitação de investimentos. A primeira reunião das empresas integrantes do mecanismo será organizada em 2026, por ocasião da visita presidencial à Índia.

DECISÃO POLÍTICA DE APROFUNDAR PARCERIA ESTRATÉGICA – Em 2025, Brasil e Índia celebram 76 anos de relações diplomáticas. Ambos mantêm, desde 2006, uma Parceria Estratégica e cooperam intensamente em fóruns como BRICS, G20 e IBAS (fórum de diálogo e cooperação trilateral entre Índia, Brasil e África do Sul).

A missão de Alckmin à Índia continua a implementação do que foi decidido entre o presidente Lula e o primeiro-ministro Narendra Modi durante a visita de Estado do líder indiano ao Brasil, em 8 de julho passado. A essa visita, seguiu-se um telefonema entre os dois líderes, em 7 de agosto passado, quando acertaram sobre a missão de Alckmin à Índia e reforçaram a meta de elevar o comércio bilateral para US$ 20 bilhões até 2030. Também concordaram em iniciar negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial Mercosul-Índia ainda este ano.

A missão brasileira buscará aprofundar a cooperação ao longo dos cinco eixos estratégicos definidos pelos líderes brasileiro e indiano: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança do clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais em áreas estratégicas.

EXPANSÃO DO ACORDO MERCOSUL-ÍNDIA – Um dos pontos centrais da agenda é a ampliação do acordo de preferências tarifárias Mercosul-Índia, que hoje cobre apenas cerca de 450 linhas tarifárias. A Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) já aprovou o mandato para a negociação de um cronograma de ampliação dessas preferências, permitindo maior diversificação de produtos com redução de tarifas. Brasil e Índia têm ingredientes essenciais para a transição energética: tecnologia, escala e inclusão. Podemos crescer juntos e de forma sustentável”, destacou o vice-presidente.

DESTAQUES DA AGENDA:

Complexo Industrial da Saúde: reforço da cooperação com a indústria farmacêutica indiana, especialmente na produção de genéricos e insumos médicos, para fortalecer o SUS e diversificar fornecedores.

Biocombustíveis e transição energética: Brasil e Índia, ao lado dos Estados Unidos, lideram o potencial global de produção de combustível sustentável de aviação (SAF). A Índia busca atingir 20% de etanol na gasolina, e o Brasil já tem experiência consolidada com etanol e biodiesel.

Defesa e indústria aeronáutica: a Embraer inaugura seu escritório regional em Nova Delhi durante a missão, abrindo espaço para novas parcerias em tecnologia e produção conjunta.

Agroindústria e segurança alimentar: ampliação das exportações de proteínas e produtos agroindustriais brasileiros para o mercado indiano.

Transformação digital: cooperação em infraestruturas públicas digitais e data centers, inspirada nas soluções tecnológicas indianas.

COMÉRCIO

Em 2024, o comércio com a Índia totalizou US$ 12 bilhões, um acréscimo de 4,7% em relação a 2023, o que manteve a Índia na posição de 10º maior parceiro comercial do Brasil. As exportações foram de US$ 5,26 bilhões, sendo a Índia o 13º destino de exportações brasileiras. As importações foram de US$ 6,8 bilhões, o que fez da Índia a 6ª maior origem de importações pelo Brasil

Em 2024, os principais produtos exportados para a Índia foram: açúcares e melaço (31%), petróleo bruto (23%), gorduras e óleos vegetais (14%), e algodão (3,5%). Na pauta de importações, predominaram compostos químicos (18%), combustíveis derivados de petróleo (6,8%), inseticidas (6,6%) e medicamentos (6,3%). Entre setembro de 2023 e setembro de 2025, foram realizadas cerca de 90 missões brasileiras de promoção comercial e de investimentos à Índia, buscando oportunidades de negócios, notadamente nas áreas de defesa, agricultura e energia.

ECONOMIA

A Índia, país mais populoso do mundo, superou o Reino Unido em PIB nominal, tendo alcançado a posição de quinta maior economia do mundo. Prevê-se que se torne a 4ª economia até 2026, superando o Japão. O governo indiano tem planos de tornar a Índia uma “nação desenvolvida” até 2047, ano em que o país celebrará 100 anos de independência.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Índia é o segundo maior produtor agrícola do mundo (atrás da China), em termos de valor da produção, e o Brasil, o quarto. Em termos de exportação agrícola, o Brasil é o terceiro do mundo, e a Índia, o nono.

FONTE: MDIC
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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