Comércio Exterior

Após tarifas, frigoríficos do MS interrompem produção destinada aos EUA

À CNN, presidente de entidade fala em inviabilização de negócios e busca por novos contratos com outros países

Frigoríficos do Mato Grosso do Sul que produzem carne para o mercado dos Estados Unidos estão interrompendo a produção destinada às exportações norte-americanas, afirmou à CNN Regis Luís Comarella, presidente do Sicadems (Sindicato das Indústrias de Carne do Mato Grosso do Sul) e diretor da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul).

Comarella disse que os produtores “viraram a chave” e estão buscando desviar o excedente para China, Chile e países da África, como a Argélia.

“Os frigoríficos pararam de produzir produtos para os Estados Unidos, com rotulagem para o mercado americano […] até que haja solução para voltar ao normal. Eles diminuíram um pouco a escala e os abates para não ficar com estoque alto”, relatou o presidente do Sicadems à CNN nesta terça-feira (15).

Com certeza a tarifa inviabiliza [o comércio com os EUA], já que o Brasil já é taxado por eles, […] com mais 50% não há condições de honrar os contratos existentes, pois o prejuízo é muito para as empresas”, ressaltou.

Quatro dos frigoríficos que atuam no estado são habilitados para enviar suas carnes aos EUA:

  • Naturafrig;
  • JBS;
  • Minerva;
  • Iguatemi.

CNN entrou em contato com as empresas e aguarda retorno para atualizar a matéria.

Segundo o Sicadems, os Estados Unidos foram o segundo maior mercado para a carne sul-mato-grossense em 2024: foram enviados US$ 215 milhões de dólares em produtos aos EUA.

Um impacto que Comarella diz que virá “com certeza” é o da queda no preço do arroba do boi, não só no estado, “mas em nível Brasil”, por conta do excedente de produtos que devem ficar estacionados por aqui.

Como alternativas para mitigar o impacto da tarifa dos EUA, o presidente do Sicadems lista três caminhos.

“Primeiramente, é tentar que aplicação da taxa seja prorrogada mais para frente, para que dê tempo dessa carne que está embarcada chegar até o destino, fugindo da taxa. Segundo, é dialogar para que se tenha um resultado positivo. Terceiro, ir atrás de novos contratos com outros países que não tenham essa taxa.”

Na última quarta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova tarifa de 50% contra os importados brasileiros que entrarem no país. A taxa entra em vigor no dia 1º de agosto, reforçou o republicano nesta terça.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Comércio Exterior

Câmaras de comércio nos EUA e no Brasil pedem suspensão de taxas

Entidades apontam prejuízos para cadeias produtivas dos dois países

A U.S. Chamber of Commerce e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) divulgaram nota conjunta na qual pedem para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão das tarifas de 50% imposta aos produtos brasileiros.

A taxação às exportações brasileiras está prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto.  A nota das entidades destaca que a medida unilateral do governante dos Estados Unidos vai afetar “produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos”.

As duas câmaras de comércio defenderam que Estados Unidos e Brasil “se engajem em negociações de alto nível a fim de evitar a implementação da tarifa de 50%”. Além disso, as entidades alertam que as taxações podem estabelecer um precedente “preocupante” nas relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos”.

As entidades apontam que mais de 6,5 mil pequenas empresas dos Estados Unidos dependem das importações brasileiras e outros 3,9 mil empreendimentos norte-americanos contam com investimentos no Brasil.

“O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos”, destaca o comunicado.

A seguir, a íntegra da nota das U.S. Chamber of Commerce e a AmCham:

“A U.S. Chamber e a Amcham Brasil solicitam aos governos dos Estados Unidos e do Brasil que se engajem em negociações de alto nível a fim de evitar a implementação da tarifa de 50%. A imposição dessa medida como resposta a questões políticas mais amplas tem o potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos, além de estabelecer um precedente preocupante.

A tarifa proposta de 50% afetaria produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos.

Mais de 6.500 pequenas empresas nos Estados Unidos dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas norte-americanas têm investimentos naquele país. O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos.

Uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias das Américas beneficia consumidores, sustenta empregos e promove prosperidade em ambos os países. A U.S. Chamber e a Amcham Brasil seguem à disposição para apoiar iniciativas que favoreçam uma solução negociada, pragmática e construtiva — que evite a escalada da atual situação e garanta a continuidade de um comércio bilateral mutuamente vantajoso.”

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior, Economia, Especialista

CAUTELA: A estratégia mais inteligente para um cenário econômico volátil

O ESPECIALISTA: PATRÍCIA SOARES

Vivemos um momento econômico global especialmente sensível — e o setor reefer não é exceção. A cada nova notícia, as oscilações do mercado se tornam mais intensas e imprevisíveis. O que parecia um movimento calculado ontem, hoje pode ser afetado por uma decisão política internacional ou uma nova política comercial. E, diante de tantos fatores incontroláveis, a única regra clara neste cenário é: cautela.

Não estamos apenas diante de variações de preços ou ajustes pontuais. O ambiente de negócios assumiu um tom quase caótico, onde as tomadas de decisão se tornam verdadeiros testes de sangue-frio. Se não pararmos para analisar com clareza, corremos o sério risco de entrar no ciclo da histeria coletiva — um fenômeno silencioso, mas devastador, capaz de levar empresários e corporações a escolhas precipitadas e, consequentemente, a resultados bem distantes dos desejados.

A tensão aumentou ainda mais após o anúncio do chamado “tarifaço” dos Estados Unidos, que estremeceu estratégias em diversos segmentos, incluindo o reefer. A notícia não apenas gerou insegurança no comércio exterior, mas também impactou diretamente as dinâmicas do mercado interno, afetando tanto decisões corporativas quanto a atuação de profissionais da área.

Neste contexto, pode ser prudente — e até estratégico — revisar as metas para o segundo semestre. Mas, ainda mais importante do que replanejar, é não se deixar arrastar pelo looping de confusão e ansiedade que essas incertezas costumam provocar. É o momento de respirar fundo, analisar com visão ampla e não perder de vista o cenário global.

Quando ampliamos nosso olhar, entendemos que o pano de fundo dessa situação vai muito além das relações comerciais bilaterais. Mais de 12% das exportações brasileiras têm como destino os Estados Unidos — produtos estratégicos como petróleo, café, carne bovina, suco de laranja, aço, celulose entre outros. É, sem dúvida, uma fatia relevante do comércio exterior brasileiro. No entanto, os impactos mais profundos parecem se desenhar, neste momento, dentro das próprias fronteiras americanas — com inflação interna, pressão sobre o consumo e crescente insatisfação popular.

Por aqui, cabe a nós mantermos o equilíbrio. Seguir atentos, conscientes e, acima de tudo, resilientes. Porque se este ano tem nos ensinado algo, é que a resiliência não é mais uma qualidade opcional, mas uma competência essencial para quem deseja prosperar.

E é justamente nesses momentos de incerteza que se revelam os líderes, os visionários e os negócios que farão história. Seguimos firmes, atentos e prontos para transformar desafios em oportunidades.

Patrícia Soares é uma profissional reconhecida no segmento Reefer, com uma sólida trajetória de mais de 19 anos no setor logístico. Atualmente ocupa o cargo de Key Account Manager, onde lidera o relacionamento com clientes estratégicos, contribuindo para soluções logísticas personalizadas e de alto valor agregado.

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Comércio Exterior, Exportação

Brasil deve liderar as exportações globais de tabaco pelo 32º ano consecutivo

O Brasil deve manter sua liderança global nas exportações de tabaco pelo 32º ano consecutivo. De janeiro a junho de 2025, o país embarcou 206.518 toneladas do produto. O volume gerou uma receita de US$ 1,36 bilhão. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento (MDIC/ComexStat).

Esse desempenho representa um aumento de 5,77% no volume exportado em comparação com o primeiro semestre de 2024. Em termos de receita, o crescimento foi de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado (quando o setor alcançou US$ 1,24 bilhão).

Os principais compradores do tabaco brasileiro foram China, Bélgica, Estados Unidos, Indonésia, Turquia e Emirados Árabes Unidos. O setor espera encerrar o ano com exportações superiores a US$ 3 bilhões. A projeção leva em conta estimativas da consultoria Deloitte, que prevê um crescimento entre 10,1% e 15% nas vendas externas em 2025.

Segundo Valmor Thesing, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), o setor mantém uma média de mais de 500 mil toneladas exportadas por ano.

“Nossa produção é vendida para mais de 100 países”, afirma. Ele destaca a preferência internacional pelo produto brasileiro e conta com o Sistema Integrado de Produção de Tabaco para garantir o fornecimento.

O Rio Grande do Sul é responsável pela maior parte das exportações de tabaco do Brasil. No primeiro semestre de 2025, o estado embarcou 188,3 mil toneladas. O valor total chegou a US$ 1,2 bilhão. A safra representou 12,55% do total das exportações gaúchas em 2024. Neste ano, lidera o ranking das vendas externas do Rio Grande do Sul.

Fonte: Revista Cultivar

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Comércio Exterior, Economia

Tarifa de 50% dos EUA pode impactar receita da Embraer como a crise da Covid, diz CEO

Neto disse em entrevista a jornalistas que as tarifas podem causar cancelamentos de pedidos, adiamentos de entregas e diminuição de investimentos

As tarifas de 50% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre exportações brasileiras a partir de 1º de agosto podem ter um impacto na receita da Embraer (EMBR3) semelhante ao da crise da Covid-19, disse o presidente-executivo da companhia, Francisco Gomes Neto, nesta terça-feira.

Neto disse em entrevista a jornalistas que as tarifas podem causar cancelamentos de pedidos, adiamentos de entregas e diminuição de investimentos, além de possíveis reduções na força de trabalho, gerando um custo adicional de cerca de US$9 milhões por avião exportado aos EUA.

Os Estados Unidos são o principal mercado da Embraer, a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo atrás da Airbus e da Boeing, com clientes norte-americanos representando 45% do seu negócio de jatos comerciais e 70% de sua divisão de jatos executivos.

“Pela relevância que esse mercado tem… a gente estima que, se isso for para frente, nessa magnitude, vamos ter um impacto similar ao da Covid em termos de queda de receita da companhia”, disse Neto.

Ele acrescentou que as tarifas de 50% seriam praticamente um embargo comercial sobre os jatos comerciais, especialmente os modelos E1 da Embraer, tornando “inviáveis” as exportações para os EUA.

Ainda assim, o executivo afirmou que nenhum pedido foi cancelado até o momento.

As ações da Embraer, que chegaram a subir 3% mais cedo no dia, passaram a operar de forma volátil durante as declarações de Neto, devolvendo ganhos antes de voltarem a subir cerca de 1%.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

Os pedidos de Lula na carta que será enviada aos EUA após tarifaço de Trump

Documento será endereçado à Secretaria de Comércio, liderada pelo representante comercial dos Estados Unidos (USTR), com quem as negociações sobre as tarifas têm sido conduzidas

O governo Lula (PT) pretende enviar, nos próximos dias, uma carta para os Estados Unidos por meio da embaixada do Brasil em território norte-americano. A decisão ocorre em meio às negociações do Brasil para reverter a taxação de 50% a produtos brasileiros anunciada pelo presidente americano Donald Trump. As informações são do g1.

A carta será endereçada à Secretaria de Comércio, liderada pelo representante comercial dos Estados Unidos (USTR), com quem as negociações sobre as tarifas têm sido conduzidas. O documento está pronto e será assinado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e pelo chanceler Mauro Vieira. O texto aguarda o aval de Lula.

No documento enviado ao governo dos EUA, o Brasil formaliza três pedidos:

  • Que os canais de diálogo entre os dois governos continuem abertos;
  • Que sejam marcadas novas reuniões entre os representantes dos países sobre o tema; e
  • Que os Estados Unidos respondam o material que o governo brasileiro mandou ainda em maio, detalhando informações sobre balança comercial e outros números, e que permanecem sem resposta.

Lei da Reciprocidade

Lula (PT) assinou na segunda-feira (14) o decreto que regulamenta a chamada Lei da Reciprocidade. A medida possibilita que o Brasil adote uma resposta à sobretaxa de 50% anunciada por Donald Trump para produtos brasileiros.

A proposta foi aprovada no Congresso em abril, quando teve tramitação acelerada na Câmara e no Senado, com apoio de ruralistas e governistas. O decreto impõe a reciprocidade de regras ambientais e comerciais nas relações do Brasil com outros países.

O tarifaço de Trump

A taxação adicional de 50% sobre todos os produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos foi anunciada na semana passada em carta divulgada pelo presidente norte-americano Donald Trump. No texto, o líder credita a medida a uma “caça às bruxas” que na opinião dele vem sendo feita na Justiça do Brasil contra o ex-presidente e aliado Jair Bolsonaro, além de citar um suposto déficit do país nas relações comerciais com o Brasil e processos para retirada de conteúdo contra gigantes de tecnologia que atuam no país.

O anúncio gerou reações no meio político e econômico brasileiro, com o receio sobre possíveis reflexos no país. As vendas para os Estados Unidos representam cerca de 12% das exportações nacionais e 14% das vendas de Santa Catarina para o mercado externo.

Fonte: NSC Total

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Comércio Exterior

Tarifaço inoportuno ou oportunidade para fortalecer relação bilateral?

Em artigo publicado no Valor Econômico, o presidente da CNI, Ricardo Alban, fala sobre a decisão do presidente dos EUA de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil

Um tarifaço sem fundamentos econômicos. A decisão do presidente dos EUA de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, sem qualquer estudo técnico que justifique, configura uma ruptura grave de uma relação comercial centenária, marcada por forte integração produtiva e amigável.

Há mais de 15 anos, os Estados Unidos registram superávit constante no intercâmbio de bens e serviços com o Brasil. Entre 2015 e 2024, esse saldo positivo acumulado alcançou US$ 91,6 bilhões em mercadorias e US$ 256,9 bilhões em serviços, segundo estimativas a partir de dados oficiais norte-americanos.

Argumentar que o Brasil pratica alíquotas excessivas também está em desacordo com a realidade. Em 2023, a tarifa efetivamente aplicada pelo nosso país sobre produtos originários dos EUA foi de apenas 2,7% – quatro vezes inferior à alíquota nominal média de 11,2% registrada na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A tarifa de 50% anunciada pelo governo Trump põe fim à previsibilidade que sustenta milhares de contratos de longo prazo, afetando fábricas brasileiras e plantas nos Estados Unidos que dependem de componentes e insumos produzidos no Brasil para manter linhas produtivas e empregos. Existem milhares de companhias norte-americanas instaladas no Brasil e outras tantas brasileiras operando nos EUA. O tarifaço, portanto, aumenta substancialmente o risco de retrocesso, ameaçando a competitividade de ambos os lados e lançando incerteza sobre planos de investimento futuros e negócios em andamento.

Diante disso, o diálogo deve ser o caminho prioritário. A CNI, em parceria com entidades empresariais dos dois países, está pronta para contribuir tecnicamente na busca de uma solução negociada que reverta as tarifas e restabeleça a confiança.

Temos conversado com as principais lideranças econômicas e políticas do Brasil. Vemos, na formação pelo governo federal de um “Comitê”, que contempla o setor produtivo, de grande valia.

Vemos, nas redes sociais, disputas, desentendimentos e polarização, agravados pela antecipação do próximo ciclo eleitoral, mas o sentimento real do povo brasileiro é o da busca pelo diálogo, pelo entendimento e consenso.

São muitos e importantes os desafios que já enfrentamos, entre eles o reequilíbrio das contas públicas, sem o qual a economia implode; a redução sustentável da taxa de juros, dependente do ajuste fiscal, para destravar investimentos; o avanço de reformas estruturantes que melhorem o ambiente de negócios e reduzam custos, condição indispensável ao crescimento da produtividade e do PIB.

A história desmente a visão de luta de classes ou de imposições unilaterais de tarifas como armas de conquista ou consolidação de poder.
O maior aliado do trabalhador é uma empresa sólida e confiante para investir; o maior aliado do empreendedor é um ambiente de negócios previsível e competitivo.

Por isso, rejeitamos soluções fáceis, como elevar impostos para financiar uma máquina pública ineficiente. A sociedade não suporta nova alta de carga tributária. O verdadeiro milagre econômico está na estabilidade, na redução do “Custo Brasil” e na liberação do espírito empreendedor.

Reconhecemos os méritos da política industrial inaugurada pela Nova Indústria Brasil e, justamente por acreditar no potencial dessa parceria é que apelamos por diálogo e caminhos que não estrangulem a competitividade dos setores produtivos. Incertezas fiscais, guerras comerciais e a rápida difusão da inteligência artificial já criam um ambiente complexo; somar novos conflitos tarifários só ampliará os riscos.

O momento exige moderação e convergências com agilidade para que o Brasil possa negociar em posição de parceiro e nação independente.

Fonte: Agência de Notícias da Indústria

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

Trump ameaça impor tarifa de 100% contra Rússia se não houver cessar-fogo

Presidente dos Estados Unidos deu prazo de 50 dias para interrupção na guerra da Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (14) que os EUA vão impor tarifas “muito severas” à Rússia se não houver acordo para interromper a guerra na Ucrânia em 50 dias.

Ele chamou as taxas de “tarifas secundárias” e disse que seriam de um valor próximo a 100%. “Tarifas em torno de 100%, você as chamaria de tarifas secundárias. Você sabe o que isso significa”, destacou.

Um funcionário da Casa Branca esclareceu à CNN que, quando o presidente se referiu a “tarifas secundárias”, ele quis dizer tarifas de 100% sobre a Rússia e sanções secundárias sobre outros países que compram petróleo russo.

Após a ameça sobre as tarifas, Trump comentou que o comércio é “ótimo para resolver guerras”.

As declarações aconteceram ao lado do secretário-geral da Otan, a aliança militar ocidental, Mark Rutte, no Salão Oval da Casa Branca.

O presidente americano também disse aos repórteres que está decepcionado com o presidente russo, Vladimir Putin, ressaltando que sentiu que tinha um acordo sobre a guerra “cerca de quatro vezes”.

“Eu pensei que deveríamos ter fechado um acordo há muito tempo, mas ele continua se repetindo”, acrescentou Trump.

“Tenho ouvido muita conversa, muita conversa, e então mísseis atingem Kiev e matam 60 pessoas. Isso tem que parar”, argumentou.

Trump minimiza necessidade de aprovação do Congresso

Ainda durante a coletiva ao lado de Rutte, Trump minimizou a necessidade de o Senado aprovar um novo pacote de sanções à Rússia.

Mesmo assim, ressaltou que o projeto é “muito bom” e mencionou que o discutiria com o líder da maioria no Senado dos EUA, John Thune, ainda nesta segunda-feira.

O texto permitiria ao presidente estabelecer uma tarifa de até 500% para países que importam petróleo, gás e urânio da Rússia.

Trump pontuou que uma taxa de 500% “perde o sentido depois de um tempo” e que a tarifa de 100% “serviria à mesma função”.

“Eles estão fazendo um bom trabalho na Câmara, e acho que na Câmara e no Senado. E, como vocês sabem, eles estão coordenados e podem fazer isso rapidamente. Eles disseram que farão isso tão rapidamente quanto eu precisar”, observou.

Ele disse que os legisladores estavam trabalhando para lhe dar “controle total” sobre as possíveis sanções, “mas não tenho certeza se precisamos disso”.

“É certamente bom que eles estejam fazendo isso”, argumentou, acrescentando que acreditava que a medida seria aprovada “com muita facilidade”.

Envio de armas dos EUA

Trump afirmou ainda que enviará armas de ponta à Otan para apoiar a Ucrânia. Ele não deu muitos detalhes sobre este ponto, mas comentou que baterias de mísseis do sistema Patriot serão enviadas nos próximos dias.

O líder dos EUA pontuou que os integrantes da aliança militar vão cobrir os custos dessas armas, e não os cidadãos americanos.

Mark Rutte, por sua vez, destacou que o armamento disponibilizado pelos Estados Unidos será mais abrangente do que apenas o sistema Patriot.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Exportação, Mercado Internacional

Exportações da China avançam em junho antes do prazo de Trump para tarifas

Embarques do país aumentaram 5,8% em junho em relação ao ano anterior, superando a previsão da Reuters e o crescimento em maio

As exportações da China recuperaram o ímpeto em junho, uma vez que as empresas se apressaram em enviar pedidos para capitalizar uma frágil trégua tarifária com os Estados Unidos antes do prazo do próximo mês, com remessas para os centros de trânsito do Sudeste Asiático particularmente fortes.

Empresas de ambos os lados do Pacífico estão aguardando para ver se as duas maiores economias do mundo conseguirão chegar a um acordo mais duradouro ou se as cadeias globais de oferta serão novamente prejudicadas pela reimposição de tarifas superiores a 100%.

Os produtores chineses, que enfrentam uma demanda fraca no país e condições mais severas nos Estados Unidos, onde vendem mais de US$ 400 bilhões em mercadorias por ano, também estão protegendo suas apostas e correndo para conquistar participação de mercado em economias mais próximas.

Dados da alfândega divulgados nesta segunda-feira (14) mostraram que os embarques da China aumentaram 5,8% em junho em relação ao ano anterior, superando a previsão de alta de 5% em uma pesquisa da Reuters e o crescimento de 4,8% em maio.

“Há alguns sinais de que a demanda antecipada está começando a diminuir gradualmente”, disse Chim Lee, analista sênior da Economist Intelligence Unit.

“O desvio e o redirecionamento do comércio parecem continuar, o que atrairá a atenção das autoridades nos EUA e em outros mercados”, acrescentou.

As importações avançaram 1,1% após um declínio de 3,4% em maio. Os economistas previam aumento de 1,3%.

Analistas e exportadores estão atentos para ver se um acordo firmado em junho entre os negociadores dos EUA e da China será mantido, depois que um acordo anterior, de maio, foi prejudicado por uma série de controles de exportação que interromperam as cadeias globais de oferta dos principais setores.

As exportações para os EUA cresceram 32,4% em relação ao mês anterior, sendo junho o primeiro mês completo em que os produtos chineses se beneficiaram da redução das tarifas dos EUA.

Enquanto isso, os embarques para a Associação das Nações do Sudeste Asiático, composta por 10 membros, aumentaram 16,8%.

O superávit comercial da China em junho foi de US$ 114,7 bilhões, acima dos US$ 103,22 bilhões registrados em maio.

Fonte: CNN Brasil

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Agronegócio, Comércio Exterior

Governo foca em 5 produtos do agro para destinos alternativos aos EUA

Café, suco de laranja, carne bovina, pescados e frutas são prioridades; veja mapa de alternativas

O governo federal se prepara para o cenário em que entrem em vigor as tarifas de 50% anunciadas pelos Estados Unidos e foca em cinco produtos na busca por destinos alternativos ao agro: café, suco de laranja, carne bovina, pescados e frutas.

Estes estão entre os itens que o Brasil mais exporta para os EUA. Os destinos alternativos aparecem em diversos continentes, mas se concentram na Ásia, detalhou em entrevista à CNN o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luis Rua.

Confira abaixo o mapa de alternativas aos produtos do agro:

Para o café, o avanço no mercado chinês é tratado como uma das principais possibilidades. O gigante asiático vem aumentando sua demanda pelo produto e já importa US$ 1,09 bilhão por ano, sendo cerca de US$ 336 milhões deste total do Brasil.

Outra alternativa para o grão seria a Austrália, que compra anualmente US$ 619 milhões, sendo US$ 108 milhões do agro nacional. A avaliação de que há espaço para avançar nestes mercados considera que o Brasil concentra 40% da produção mundial de café.

O governo monitora o aumento da demanda da Arábia Saudita por suco de laranja e vê o país do Oriente Médio como alternativa ao seu produto. No caso dos pescados, está na mira a possibilidade de vender mais para o Reino Unido.

Estão entre as alternativas listadas por Luis Rua para a carne bovina o avanço no Vietnã, no México e no Chile, por exemplo. Já em relação às frutas, aparecem a China — especialmente para as uvas —, o Japão e a Coreia do Sul — no caso destes dois, o foco é a manga.

Exemplos de alternativas a parte, Luis Rua indica que neste eixo do trabalho, o governo definiu entre sete e oito ações possíveis para cada item. “Estamos fazendo ‘taylor made’ para cada mercado”, disse.

Eixos da preparação

O mapeamento de parceiros é um dos três eixos do trabalho do Mapa em relação às tarifas que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça impor ao Brasil a partir de 1° de agosto.

Um segundo eixo busca intensificar os trabalho para abertura de novos mercados aos produtos brasileiros — até aqui o governo Lula viabilizou 493 — e promoção comercial dos itens dos agro ao redor do globo.

Além disso, o pasta dá amparo técnico as às negociações diplomáticas, tocadas pelo governo. O secretário defende, por exemplo, que o Brasil peça aos EUA um prazo de 90 dias para dia diálogo entre as partes a fim de evitar a taxação.

Fonte: CNN Brasil


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