Comércio, Comércio Exterior

Superávit da balança comercial atinge US$ 1,3 bilhão em julho

Exportações crescem 10,6% na 1ª semana de julho

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 1,3 bilhão na primeira semana de julho, com corrente de comércio de US$ 10,5 bilhões. O resultado decorreu de exportações no valor de US$ 5,93 bilhões e importações de US$ 4,6 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado de 2025, as exportações somam US$ 171,8 bilhões e as importações, US$ 140,4 bilhões, totalizando saldo positivo de US$ 31,39 bilhões e corrente de comércio de US$ 312,2 bilhões. A média diária da corrente de comércio na primeira semana de julho atingiu US$ 2,639 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 325,31 milhões.

As exportações até a primeira semana de julho apresentaram crescimento de 10,6% em relação a igual período de 2024, passando de US$ 1,34 bilhão para US$ 1,48 bilhão. Já as importações registraram alta de 14,3%, com média de US$ 1,15 bilhão, ante US$ 1,01 bilhão no ano anterior.

No acumulado do mês, as exportações de Agropecuária caíram 13,8%, totalizando US$ 1,07 bilhão. A Indústria Extrativa teve crescimento de 24,4%, alcançando US$ 1,55 bilhão, enquanto a Indústria de Transformação aumentou 15,2%, somando US$ 3,28 bilhões. O aumento nas exportações foi puxado por produtos como animais vivos (40,3%), produtos hortícolas frescos (44,4%) e café não torrado (23,4%) na Agropecuária; minério de Ferro (7%) e minérios de Cobre (203,3%) na Indústria Extrativa; e carne bovina (48,4%), aeronaves (330,5%) e ouro não monetário (164,2%) na Indústria de Transformação.

Apesar do crescimento geral, produtos como milho não moído (-76,9%), soja (-9,5%) e algodão em bruto (-56,2%) tiveram queda nas exportações dentro da Agropecuária. Na Indústria Extrativa, houve redução nas vendas de pedra, areia e cascalho (-70%) e minérios de metais preciosos (-97%). Já na Indústria de Transformação, farelos de soja (-38,6%) e produtos semiacabados de Ferro ou aço (-50,4%) registraram diminuição.

Nas importações, Agropecuária cresceu 2,9%, somando US$ 0,09 bilhão, enquanto a Indústria Extrativa recuou 6,4%, com US$ 0,23 bilhão. A Indústria de Transformação aumentou 16,6%, totalizando US$ 4,30 bilhões. O aumento das compras ocorreu principalmente em milho não moído (128,4%), soja (152,4%) e matérias vegetais em bruto (30,7%) na Agropecuária; outros minerais (5,1%) e óleos brutos (79,1%) na Indústria Extrativa; e óleos combustíveis (31,3%), medicamentos (58,6%) e fertilizantes químicos (36%) na Indústria de Transformação.

Por outro lado, produtos como pescado (-37,4%), trigo e centeio (-8,6%) e frutas frescas (-14,9%) tiveram queda nas importações no setor agropecuário. A Indústria Extrativa registrou redução em fertilizantes brutos (-76,3%) e carvão (-87,3%). A Indústria de Transformação teve queda nas compras de Cobre (-91,1%), válvulas e transistores (-18,9%) e veículos para transporte (-24,2%).

Fonte: AgroLink

Ler Mais
Comércio Exterior, Internacional

Preços ao consumidor na China sobem pela primeira vez em cinco meses

O índice de preços ao consumidor subiu 0,1% no mês passado em relação ao ano anterior, revertendo uma queda de 0,1% em maio

Os preços ao consumidor na China subiram pela primeira vez em cinco meses em junho, enquanto a deflação ao produtor piorou, conforme a economia enfrenta incertezas sobre uma guerra comercial global e uma demanda interna fraca.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,1% no mês passado em relação ao ano anterior, revertendo uma queda de 0,1% em maio, mostraram os dados do Escritório Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira, acima da previsão de uma pesquisa da Reuters de estabilidade dos preços.

O índice caiu 0,1% na base mensal, ante uma queda de 0,2% em maio, e em linha com as previsões dos economistas de queda de 0,1%.

Já o índice de preços ao produtor caiu 3,6% em junho ante o ano anterior, pior do que a queda de 3,3% em maio e a maior deflação desde julho de 2023.

Isso se comparou com a expectativa de uma queda de 3,2% na pesquisa da Reuters.

Fonte: InfoMoney


Ler Mais
Comércio Exterior, Importação

Portal Único de Comércio Exterior torna mais ágil e simples o pagamento de taxas para importação

Pagamento de taxa de fiscalização da Anvisa para a importação de itens sujeitos a licenciamento passa a ser realizado em poucos minutos

O processo de facilitação de operações brasileiras de importação no âmbito do Portal Único de Comércio Exterior avança mais uma etapa. O pagamento centralizado da Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária (TFVS), relacionada à importação de qualquer mercadoria sob anuência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), será feito somente por meio do Portal Único.

Em junho, foi concluída a migração dos pagamentos de taxas relacionadas às importações sob a responsabilidade da Anvisa. “É uma facilidade que se traduz em economia de tempo e dinheiro. O tempo médio gasto neste processo caiu de até 48 horas para cerca de 5 minutos” avalia o coordenador-geral de Facilitação do Comércio, Tiago Barbosa, da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A migração seguiu um cronograma faseado, iniciado em abril, que abrangeu as petições relativas à licença de importação de alimentos; seguido por cosméticos, saneantes, padrões, mamadeiras e material biológico; medicamentos e substâncias controladas; e, por último, dispositivos médicos.

O coordenador explica que, antes, o solicitante tinha que entrar na plataforma da Anvisa, solicitar a emissão da Guia de Recolhimento da União (GRU), fazer o pagamento e aguardar o registro da quitação do boleto para que a Anvisa iniciasse a análise da licença de importação.

Agora, a operação é imediata, com o cálculo da taxa e o pagamento realizados integralmente dentro do Portal Único, por meio da conta Gov.br.  O importador, pessoa física ou jurídica, deve cadastrar previamente a conta bancária autorizada para o débito. Em média, são realizadas, por dia, quase duas mil operações.

Competitividade

De acordo com a Anvisa, essa agilidade tem impacto direto na competitividade das empresas, uma vez que cada dia de carga parada aguardando autorização pode representar um custo de 0,8% sobre o valor total da mercadoria.

Para a assessora da Gerência de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Anvisa, Mônica Figueirêdo, o sucesso da integração ao PCEE é resultado de uma construção conjunta entre diferentes instituições. “É uma conquista coletiva que só traz benefícios para diferentes segmentos da sociedade”, avalia.

Integração e agilidade

A migração desse serviço integra um projeto mais amplo de modernização das operações brasileiras de importação por meio do Portal Único do Comércio Exterior. A transição está sendo implementada em fases, mas os avanços já são perceptíveis pelo setor privado. Com a mudança, estima-se uma redução de 9 para 5 dias no tempo médio de liberação de cargas, o que pode gerar uma economia anual superior a R$ 40 bilhões para os operadores privados.

O Portal Único reduz em 99% o uso de papel, permite uso de uma mesma licença para múltiplas operações e promove a interoperabilidade na troca de certificados, além de outros benefícios. É uma iniciativa do governo federal para reduzir a burocracia, o tempo e os custos nas exportações e importações brasileiras, a fim de atender com mais eficiência às demandas do comércio exterior.

Sua implementação foi iniciada em 2014 e está sendo realizada de forma modular, em substituição ao Siscomex antigo. O programa já processa 100% das exportações brasileiras e contemplará também todas as importações ao final do processo.

Ao longo do primeiro semestre de 2025, os órgãos anuentes vêm aderindo progressivamente ao Novo Processo de Importação do Portal Único de Comércio Exterior, como parte dos esforços de modernização e integração dos procedimentos aduaneiros brasileiros.

A fim de sinalizar os avanços recentes e ajustes necessários para garantir uma transição eficiente, a Secex e a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) divulgaram uma atualização no cronograma de adesão dos anuentes, publicada na seguinte notícia: https://www.gov.br/siscomex/pt-br/comunicados/alteracao-cronograma-adesao-dos-anuentes

Avanços

Entre os avanços promovidos pelo Portal Único estão: integração entre os sistemas dos órgãos públicos e privados; informações preenchidas uma única vez; fiscalização concomitante pelos órgãos anuentes e pela Receita Federal; notificações de tarefas pendentes; pagamentos de tributos federais e estaduais na mesma plataforma; declarações aduaneiras recebidas e distribuídas imediatamente para análise, sem a necessidade de se aguardar horários específicos do dia; e análise mais precisa dos dados de importação, o que melhora o gerenciamento de riscos.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Ler Mais
Comércio Exterior, Inovação, Logística, Terminais de Cargas

AMA Terminais é lançada oficialmente em Itajaí com foco em cargas LCL e soluções logísticas personalizadas 

Itajaí (SC) – O setor logístico brasileiro ganhou um reforço de peso na noite de quinta-feira (03), com o lançamento oficial da AMA Terminais, uma empresa especializada no atendimento e manuseio de cargas LCL (Less than Container Load), que chega ao mercado com uma proposta inovadora: aliar alta tecnologia, atendimento personalizado e visão de futuro. 

O evento de inauguração, realizado no Giardino Del Porto, reuniu empresários, parceiros estratégicos e clientes no coração de um dos maiores polos logísticos do país. A AMA Terminais está localizada dentro do Terminal Barra do Rio, um terminal portuário alfandegado, o que potencializa ainda mais sua operação e reforça a escolha estratégica do local. “É uma nova empresa que chega ao mercado já grande, com muita tecnologia, com um atendimento dedicado e personalizado, entendendo cada necessidade do cliente, entendendo como o mercado funciona e respeitando a regionalidade. Estamos trazendo algo diferenciado ao mercado, com tecnologia e know-how, olhando para o futuro”, destacou Lucas Balioli, diretor da AMA Terminais. 

Focada no segmento LCL, a AMA Terminais nasce com um diferencial que a posiciona como referência desde o primeiro dia de operação. A empresa oferece soluções logísticas sob medida, adaptadas às demandas de clientes que buscam agilidade, eficiência e integração no transporte de cargas fracionadas. “Estamos oferecendo aos clientes um nível de visibilidade tecnológica que, posso afirmar com segurança, ainda não existe no mercado catarinense. Em muito pouco tempo, conseguimos colocar essa estrutura em operação. Só temos a agradecer aos parceiros — atuais e futuros — que caminham conosco nesse processo de crescimento de ponta a ponta”, complementou Balioli. “Reunimos nossa expertise em operação com um atendimento comercial próximo, em espaços modernos e bem preparados, para atender cada cliente de forma proativa e altamente personalizada.” 

Parceria estratégica 

A parceria com o Terminal Barra do Rio, que atua há 9 anos no mercado como terminal alfandegado multipropósito, foi essencial para consolidar o projeto da AMA. Com experiência em exportação e importação, o terminal oferece infraestrutura robusta e equipe qualificada para garantir um fluxo operacional ágil e seguro. “A operação LCL vem agregar as atividades do Terminal, com a qualificação e evolução do processo. Nossa expertise está na armazenagem, desova eficiente, guarda e distribuição da carga. Todo esse trabalho se soma ao processo da AMA”, explicou Eriosmar Batista, gerente institucional e regulatório do Terminal Barra do Rio. 

A sinergia entre as duas empresas promete impulsionar o desenvolvimento logístico da região de Itajaí, com ganhos concretos para o mercado. A AMA traz inovação, enquanto o Terminal investe fortemente em infraestrutura e processos aduaneiros mais modernos, como aquisição de scanner, expansão de gates e automação de sistemas. “Quando você faz uma parceria com um parceiro estratégico que complementa o que você já faz, as chances de dar certo são muito maiores. O grupo todo fica mais forte”, avaliou Carlos Weidlich, gerente de finanças e controladoria do Terminal Barra do Rio. “Estamos focados naquilo que é nossa vocação, prestando serviços com excelência. A AMA entra para trazer esse braço especializado na comunicação e operação de cargas LCL.” 

Com estrutura moderna, foco em logística inteligente e soluções orientadas por dados e tecnologia, a AMA Terminais inicia sua trajetória com ambição e clareza de propósito: ser referência nacional em cargas fracionadas e oferecer uma nova experiência logística para empresas de todos os portes. 

Ler Mais
Comércio, Comércio Exterior

Corrente de comércio ultrapassa US$ 300 e bate recorde histórico para o semestre

No ano, as exportações totalizam US$ 166 bi e as importações US$ 136 bi, com saldo positivo de US$ 30,1 bi

A corrente de comércio do Brasil com o mundo ultrapassou US$ 300 bilhões no acumulado de janeiro a junho deste ano, assinalando recorde histórico para o primeiro semestre, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta sexta-feira (4/7).

Foram US$ 166 bilhões em exportações no semestre e US$ 136 bi em importações, com saldo de US$ 30,1 bi e corrente de US$ 302 bilhões.

No mês de junho, as exportações alcançaram US$ 29,1 bilhões e as importações US$ 23,3 bi – saldo de US$ 5,9 bilhões e corrente de US$ 52,4 bilhões.

Em valores, as exportações cresceram 1,4% na comparação mensal e recuaram 0,7% no acumulado do ano. Esse recuo é puxado pela queda nos preços internacionais, já que, em volume exportado, houve aumento de 6,1% no mês e de 1,2% no semestre.

Em relação às importações, houve crescimento de 3,8% na comparação mensal e de 8,3% no acumulado do semestre. O resultado recorde da corrente de comércio representou crescimento de 3,2% sobre o primeiro semestre de 2024.

Durante a coletiva, a Secex também apresentou a segunda previsão anual do MDIC para o resultado da balança comercial de 2025. Ela aponta para crescimento de 1,5% nas exportações, 10,9% nas importações e 5,6% na corrente de comércio, com superávit de U$ 50,4 bilhões.

Exportações por setores

Por setores econômicos, as exportações em junho de 2025, sobre o mesmo mês de 2024, tiveram crescimento de US$ 1,55 bilhão (10,9%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,77 bilhão (10,0%) em Agropecuária e de US$ 0,41 bilhão (6,2%) em Indústria Extrativa.

No acumulado do ano, houve crescimento de US$ 3,98 bilhões (4,7%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,23 bilhão (0,6%) em Agropecuária; e queda de US$ 4,98 bilhões (11,8%) em Indústria Extrativa.

Importações por setores

Nas importações, pela comparação mensal, houve crescimento de US$ 1,12 bilhão (5,5%) em Indústria de Transformação; queda de US$ 0,01 bilhão (2,8%) em Agropecuária e de US$ 0,25 bilhão (20,9%) em Indústria Extrativa. 

No acumulado do ano, crescimento de US$ 0,34 bilhão (11,6%) em Agropecuária e de US$ 12,38 bilhões (10,9%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 2,37 bilhões (28,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Ler Mais
Comércio, Comércio Exterior

Balança comercial tem superávit de US$ 5,89 bi em junho

O resultado foi 6,9% menor do que o registrado no mesmo mês do ano anterior

A balança comercial registrou superávit de US$ 5,889 bilhões em junho deste ano. O número foi divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado foi 6,9% menor do que o registrado no mesmo mês do ano anterior.

As exportações somaram US$ 29,147 bilhões em junho deste ano, alta de 1,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já as importações alcançaram US$ 23,257 bilhões, alta de 3,8%.

No acumulado deste ano, o superávit alcançou US$ 30 bilhões, queda de 27,6%, sempre na comparação com o mesmo período do ano anterior.

As exportações somaram US$ 165,87 bilhões de janeiro a junho deste ano, queda de 0,7%. Já as importações alcançaram US$ 135,777 bilhões, alta de 8,3%.

A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 301,647 bilhões no acumulado do ano, um crescimento de 3,2% na comparação com 2024.

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, afirmou que as exportações brasileiras para a Argentina cresceram ao longo do ano devido ao setor automotivo.

“Nós temos observado um crescimento, ao longo do ano, da exportação para a Argentina, motivado pela recuperação do setor automotivo. O país vem aí recuperando a demanda desse setor”, disse.

De acordo com o secretário, as exportações brasileiras estão ligeiramente abaixo do acumulado do ano passado, mas muito semelhante, mesmo com a queda de preço.

“Então, o volume tem sustentado os embarques deste ano. O valor exportado esse ano é sustentado pelos volumes crescentes, já que temos observado uma redução dos preços internacionais dos bens”, ressaltou.

Déficit com os EUA

Brandão afirmou que o Brasil é totalmente “deficitário” com os Estados Unidos e que é esperado que o país mais importe do que exporte para os americanos.

Segundo ele, esse semestre “tivemos valor exportado maior para os EUA no primeiro semestre, com crescimento de 4,4%, muito impulsionado pelos principais produtos da pauta, como petróleo”.

“O Brasil exporta alimentos também para os EUA: suco de laranja, café, carne, que são produtos com baixa elasticidade. São produtos que, mesmo que tenha aumento de preço interno nos EUA, continuam sendo consumidos”, disse.

O secretário também afirmou que é necessário um estudo mais aprofundado [sobre impactos em setores que sofreram tarifas] e que a desaceleração de exportação aos EUA pode ser resultado de uma demanda menor ou aumento de preços decorrente da política tarifária.

Indústria de transformação

As exportações agropecuárias brasileiras caíram 10% em junho deste ano em relação ao mesmo mês do ano anterior. No caso da indústria extrativa, houve queda de 6,2%, enquanto na indústria de transformação houve alta de 10,9%.

Pelo lado das importações, houve queda de 2,8% nas compras agropecuárias, queda de 20,9% na indústria extrativa e alta de 5,5% na indústria de transformação.

Exportações para China

As exportações brasileiras para China, Hong Kong e Macau, principais destinos dos produtos brasileiros, subiram 2,3% em junho deste ano, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as vendas totais para a Ásia tiveram alta de 1,2%.

Na mesma base de comparação, as vendas para a América do Norte subiram 4,5%, enquanto para a América do Sul tiveram alta de 34,3%. Já para a Europa, foi registrada queda de 11,2% em junho.

Queda de exportações foi motivada por preços menores

Segundo Herlon Brandão, a queda das exportações brasileiras no primeiro semestre, de 0,7% no acumulado do ano, foi motivada por preços menores. Apesar disso, a previsão é que as exportações tenham um aumento de 1,5% para o ano.

Em entrevista coletiva para comentar os números da balança comercial de junho, o secretário também afirmou que no ano o Brasil deve ter uma queda de saldo de 32%. No primeiro semestre, a queda foi de 27%.

“No primeiro semestre, o Brasil teve uma queda de saldo de cerca de 27%, mas a gente está esperando uma queda de 32% no ano. Era uma queda que a gente já esperava”, disse.

Fonte: Valor Econômico


Ler Mais
Comércio Exterior, Logística, Notícias, Portos

JBS Terminais integra todas as áreas do terminal de Itajaí em seu contrato de arrendamento e impulsiona a eficiência do terminal

Na prática, a JBS Terminais passa a operar todos os berços de atracação e áreas disponíveis,
ampliando significativamente a eficiência das operações.

A unificação das áreas foi oficializada nesta sexta-feira (04) pelo Ministério de Portos e Aeroportos, após deliberação da ANTAQ, consolidando o adensamento operacional das áreas sob responsabilidade da empresa, que detém contrato transitório de arrendamento.

Esse adensamento, inédito em Itajaí, não apenas melhora a previsibilidade e produtividade para os clientes, mas também beneficia diretamente os trabalhadores portuários, que passam a contar com maior estabilidade, previsibilidade e oportunidades de renda com o modelo unificado.

A recente duplicação da capacidade de atracação — agora com quatro berços operacionais —, somada à expansão da área retroportuária, permite que o terminal de Itajaí receba até três navios de grande porte simultaneamente, eliminando gargalos logísticos e acelerando o fluxo de cargas na região. Essas melhorias criam maior sinergia, aumentam a competitividade, reduzem os impactos urbanos e impulsionam toda a cadeia produtiva local e nacional.

Segundo nota técnica do Ministério de Portos, “a expansão está alinhada à modelagem em curso para a licitação de longo prazo do terminal, que prevê o arrendamento integral da área operacional a um único operador. O adensamento no contrato transitório permitirá testar previamente esse modelo, validando sua viabilidade operacional, a sinergia entre atividades e a adequação da infraestrutura. Assim, minimiza-se o risco de falhas na implementação futura, conferindo maior segurança ao processo licitatório definitivo.”

Reconhecido como o segundo maior complexo portuário em movimentação de contêineres do Brasil e líder na exportação de cargas frigorificadas, o terminal de Itajaí está em vias de retomar esse protagonismo — agora com uma operação centralizada e moderna. “Conseguimos, em pouco tempo, recolocar Itajaí na posição de protagonista como um terminal eficiente e competitivo. Ao adensarmos as áreas, reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento econômico de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil. Estamos ampliando a eficiência logística, atraindo novas rotas e cargas, o que vai impulsionar a economia regional e nacional”, destaca Aristides Russi Junior, CEO da JBS Terminais.

Com essa conquista, a JBS Terminais — empresa do grupo JBS, especializada em gestão de terminais — consolida seu papel como parceira estratégica do Porto de Itajaí e da região. A unificação das operações sob gestão privada traz dinamismo, investimentos e empregos, promovendo desenvolvimento sustentável. Além dos ganhos imediatos em produtividade, a iniciativa projeta Itajaí novamente como hub logístico de excelência no cenário nacional e internacional.

Sobre a JBS Terminais
A JBS Terminais é uma empresa do grupo JBS dedicada a soluções logísticas portuárias. Desde que assumiu o contrato de arrendamento do terminal de Itajaí, em 2024, a companhia já movimentou mais de 163.344 TEUs e investiu R$ 130 milhões em modernização e expansão da infraestrutura local. Com 1.030 metros de cais acostável, calado de 14 metros e ampla área retroportuária, o terminal está capacitado a atender às demandas crescentes do comércio exterior, alinhando eficiência operacional com o compromisso de impulsionar o desenvolvimento do Porto de Itajaí.

TEXTO E FOTO: Assessoria de imprensa

Ler Mais
Comércio Exterior, Internacional

Algodão fecha em baixa mesmo com notícia de acordo comercial dos EUA com o Vietnã

Contrato para dezembro em Nova York encerrou a semana com recuo de 0,5%

Os Estados Unidos anunciaram um novo acordo de tarifas de 20% sobre importações do Vietnã. Apesar disso, as cotações de algodão para dezembro, que haviam caído após relatório de área plantada no país norte-americano, não se recuperaram em sua totalidade, encerrando a semana com queda de 0,5%.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (4).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 03/jul cotado a 68,46 U$c/lp (-0,5% vs. 26/jun). O contrato Jul/26 fechou em 71,59 U$c/lp (-0,5% vs. 26/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 833 pts para embarque Jul/Ago-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 03/jul/25).

Baixistas 1 – O relatório de Área Plantada do USDA para a safra 2025/26 indicou 10,12 milhões de acres (4,1 milhões de hectares), uma queda de 9,5% ou -1,06 milhão de acres em relação à safra anterior, porém um aumento de 2,6% em relação às intenções de plantio de março.

Baixistas 2 – Chuvas favoráveis nas High Plains do oeste do Texas (Llano Estacado) elevaram as expectativas de melhora nas condições das lavouras, aumentando a pressão sobre os preços.

Baixistas 3 – A condição da safra dos EUA melhorou, com a classificação de “boa a excelente” subindo para 51% (+4%), acima da última safra (50%). No Texas, essa classificação subiu para 40%, um aumento de 5% na semana.

Altistas 1 – Cotações de algodão na bolsa ZCE da China estão em trajetória de alta, com ganho de aproximadamente 8% desde o início de abril. Isso ampliou a diferença entre os preços do algodão local e do importado, tornando a importação de algodão mais atrativa.

Altistas 2 – Modesta redução nos estoques de algodão na zona franca de Qingdao (principal porto de importação de algodão da China). No final de Junho, o volume em estoque fechou em 336 mil tons, dos quais 150 mil do Brasil (final de Maio o estoque estava em 375 mil toneladas total, sendo 175 mil Brasil).

Altistas 3 – O anúncio de um acordo comercial com o Vietnã, apesar de já esperado, trouxe otimismo de que mais acordos sejam anunciados em breve.

XXII ANEA Cotton Dinner 1 – Durante o evento anual da Anea nesta semana em São Paulo (SP), Joe Nicosia, VP da Louis Dreyfus, defendeu que o Brasil e EUA se unam na promoção global do algodão como fibra sustentável.

XXII ANEA Cotton Dinner 2 – Nicosia alertou que além de promoção, é fundamental que cada país tenha políticas públicas de fomento ao uso de fibras naturais e combate à poluição de microplásticos.

XXII ANEA Cotton Dinner 3 – Como exemplo de política pública, ele citou a proposta de lei dos EUA de 2025 (“Buying American Cotton Act”), que destina créditos fiscais transferíveis para incentivar o uso de algodão americano em produtos importados pelo país.

XXII ANEA Cotton Dinner 4 – Para obter o crédito tributário previsto na lei americana, será necessário comprovar a origem do algodão por meio de um sistema confiável de rastreabilidade, e o valor do crédito dependerá também de onde o produto foi processado, com maior incentivo para importação de países com acordo comercial com os EUA.

XXII ANEA Cotton Dinner 5 – Nicosia alertou que o consumo global de algodão precisa crescer, ou parte da produção mundial terá que ser cortada. Para ele, a chave está em melhorar qualidade, logística e defesa do setor, com foco em comunicação, dados científicos e legislações para apoiar o uso da fibra natural.

Tarifas 1 – Em 02/jul, os EUA anunciaram um novo acordo de tarifas de 20% sobre importações vietnamitas. Os detalhes ainda serão divulgados.

Tarifas 2 – O governo Chinês criticou a parte do acordo com o Vietnã que prevê tarifa de 40% sobre produtos exportados pelo Vietnã, mas originários da China, alertando que acordos como esse podem romper a atual trégua EUA-China.

EUA – Para a semana encerrada em 29/jun, o relatório de progresso da safra do USDA mostrou que 95% do algodão estava plantado nos EUA, 40% estava em fase de quadratura e 9% em fase de formação de cápsulas.

China 1 – A China Cotton Association reduziu as estimativas de importações de algodão pela China para 24/25 em 100 mil tons, para 1,2 milhão tons.

China 2 – Um levantamento do Cncotton.com estimou a área plantada com algodão na China em 2025 em 3,05 milhões ha, um aumento de 180 mil hectares (+6,3%) em relação a 2024. De acordo com o Cncotton.com, a importação em 2025/26 será de 1,35 milhão tons.

Índia – Até 27/jun, a área plantada de algodão na Índia atingiu 5,46 milhões ha, ficando 531 mil ha (9%) abaixo do registrado no mesmo período de 2024, segundo o Ministério da Agricultura local. A área total prevista pelo USDA é de 11,4 milhões ha.

Turquia 1 – Em maio, as importações de algodão pela Turquia atingiram 142.836 tons, maior volume em meses, sendo os EUA o principal fornecedor (64.532 tons), seguido por Brasil (46.218 tons) e países da antiga União Soviética (17.381 tons).

Turquia 2 – O volume de importações turcas de ago/24 a mai/25 totalizou 759,8 mil tons, superando as 593,5 mil tons do mesmo período em 2023/24. O Brasil respondeu por 34% do total, seguido por EUA (29%) e países da CEI (15%).

Egito – A área plantada no Egito atingiu 78,6 mil ha, correspondendo a 68% da intenção inicial. O número final da safra atual deve ser divulgado em breve, com a conclusão do plantio.

Brasil – Exportações – O fechamento das exportações de jun/25 será divulgado hoje à tarde (15h).

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (03/07), foram colhidos no estado da BA (24%), GO (17,30%), MA (8%), MG (32%), MS (3,6%), MT (0,2%), PI (21%), PR (95%) e SP (82,27%). Total Brasil: 6,54%.

Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até ontem (03/07), foram beneficiados nos estados de MG (7%), PI (9,5%), PR (75%) e SP (60%). Total Brasil: 0,78%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: Canal Rural Mato Grosso – CNN Brasil

Ler Mais
Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China mantém sua influência no comércio global

A prolongada disputa entre os Estados Unidos e a China continua sendo um fator-chave na evolução do comércio e das cadeias de suprimentos globais.

Embora o debate sobre reduzir a dependência da manufatura chinesa esteja ganhando força entre as empresas ocidentais, a realidade mostra que essas ambições geopolíticas ainda não se traduziram em mudanças significativas.

De acordo com a Maersk, apesar do aumento das discussões sobre estratégias de relocalização ou “nearshoring” (produção mais próxima dos mercados consumidores), os fluxos comerciais ainda não indicam uma redução real do peso asiático no fornecimento global. No caso da Europa, por exemplo, as importações oriundas do Extremo Oriente não apenas permanecem elevadas, como também cresceram de forma constante nos últimos cinco anos — tanto em volume quanto em participação sobre o total importado.

A empresa dinamarquesa atribui essa tendência a condições de manufatura ainda muito favoráveis na Ásia, especialmente na China. Fatores como a deflação dos preços ao produtor e a dinâmica cambial impulsionaram a competitividade das exportações do país. Em 2024, as importações europeias do Extremo Oriente representaram 51% do total, contra 49% em 2019, reforçando o protagonismo asiático nas rotas comerciais, mesmo sob pressões políticas para diversificar as origens.

Desvinculação parcial

Em contraste, os Estados Unidos têm mostrado avanços rumo a uma desvinculação parcial. Segundo a Maersk, muitos grandes importadores norte-americanos vêm trabalhando deliberadamente para reduzir sua dependência da China — especialmente em setores como têxteis e calçados. No entanto, segmentos como o de artigos para o lar ainda mantêm forte exposição à manufatura chinesa devido à complexidade e escala dos processos produtivos.

A empresa ressalta que essa não é uma resposta tática, mas uma estratégia de longo prazo voltada a fortalecer a resiliência das cadeias de suprimento. O objetivo é garantir a continuidade operacional diante de cenários geopolíticos instáveis. Ainda assim, os desafios persistem: em maio, os EUA registraram uma queda de 1,8% na demanda por bens duráveis, enquanto a confiança do consumidor apresenta sinais de enfraquecimento.

A Maersk antecipa que qualquer mudança nesse cenário terá impacto direto não apenas sobre o comércio bilateral entre EUA e China, mas também sobre a dinâmica geral do comércio global.

Fonte: Todo Logística News

Ler Mais
Comércio Exterior, Logística, Portos

Porto do Pecém inaugura rota direta para a China e acelera comércio entre Brasil e Ásia

Com a nova rota direta para a China, Porto do Pecém reduz tempo de transporte e impulsiona a economia do Nordeste

O Porto do Pecém, no Ceará, é o mais movimentado da Região Nordeste do Brasil, com cerca de 20 milhões de toneladas de carga por ano. Desde abril, uma nova rota direta entre o Pecém e a China tem proporcionado uma grande redução no tempo de transporte entre os dois países.

Operada pela MSC, a rota agora transporta cerca de 1,2 mil contêineres anualmente, de acordo com Max Quintino, diretor da autoridade portuária do Pecém.

A expectativa é que o volume movimentado cresça 10%, beneficiando o comércio bilateral e impulsionando a economia local.

Impacto econômico e logístico da nova rota

Antes da inauguração dessa rota direta, as mercadorias chinesas passavam por uma longa jornada pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, até o Porto de Santos, em São Paulo, antes de seguir para o Nordeste. Agora, a nova rota atravessa o Canal do Panamá, encurtando a viagem em cerca de 30 dias e reduzindo significativamente os custos logísticos. [Grifar] Isso tem um impacto direto na eficiência das entregas, beneficiando produtores e empresários brasileiros que dependem de importações rápidas.

Entre os produtos importados via Pecém estão aço, máquinas, materiais elétricos e plásticos. Já as exportações incluem pedras ornamentais, castanhas, cera de carnaúba, frutas, carnes, calçados e têxteis. A nova rota também tem o efeito de reduzir o tempo de envio do Ceará para a China em aproximadamente 14 dias, o que reforça ainda mais o comércio entre as duas regiões.

Infraestrutura e crescimento do Porto do Pecém

O Pecém não é apenas um porto, mas um complexo industrial que inclui uma zona de processamento de exportações e fábricas de grande porte. Em 2025, os primeiros quatro meses registraram um crescimento de 37% no transporte de contêineres e uma alta de 12,4% na movimentação total de cargas em relação ao ano anterior. Segundo André Magalhães, diretor comercial do complexo, isso demonstra a capacidade de o porto atender a uma demanda crescente e ampliar sua participação no comércio global.

A nova rota inclui escalas nos portos chineses de Yantian, Ningbo, Xangai e Qingdao, o que beneficia diretamente empresas brasileiras de logística que aumentam suas importações do país asiático. Tiago Abreu, diretor-geral da CTI Fracht no Ceará, destaca que a nova rota, que evita transbordos e congestionamentos portuários, facilita operações logísticas mais rápidas e confiáveis.

Impactos no comércio de frutas e outros produtos

O melão, exportado pela Fazenda Formosa, no Rio Grande do Norte, foi a primeira fruta brasileira autorizada para exportação à China. Luiz Barcelos, proprietário da fazenda, acredita que o novo trajeto pode levar à transferência do embarque para o Pecém, pois a redução no tempo de transporte preserva a qualidade do produto e diminui custos logísticos, o que beneficia os exportadores.

No gabinete da direção portuária do Pecém, é possível encontrar símbolos recebidos de delegações chinesas, como uma pintura da Rota Marítima da Seda e o caractere chinês para “felicidade”. Segundo Max Quintino, o objetivo é atrair mais empresas chinesas para a construção e operação do porto, além de aprimorar a eficiência da nova rota e dos serviços de importação e exportação entre os dois países.

Fonte: Exame

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook