Comércio Exterior, Importação, Informação, Negócios

Importações disparam e puxam a retomada industrial: por que o crédito é essencial neste cenário

Brasil registra alta de 73% nas importações entre 2020 e 2025 e confirma tendência de reindustrialização. Para empresas que atuam no comércio exterior, acesso a crédito rápido e estratégico virou fator decisivo.

O primeiro semestre de 2025 confirma uma trajetória de aceleração nas importações brasileiras, com um crescimento acumulado de 73% no valor FOB desde 2020. O país importou mais de US$ 135 bilhões apenas nos primeiros seis meses do ano, o maior volume da série histórica. O avanço expressivo é mais do que um dado econômico: é o reflexo de um movimento coordenado de retomada industrial, investimentos em infraestrutura e reestruturação de cadeias produtivas.

Esse impulso, no entanto, tem um custo: à medida que empresas precisam importar mais insumos, peças, máquinas e produtos acabados para sustentar sua produção, o acesso a capital de giro e financiamento externo se torna determinante para não perder o timing da oportunidade.

Indústria e reindustrialização aceleram demanda por importações

O relatório Panorama Estratégico das Importações Brasileiras (2020–2025), elaborado pela equipe de inteligência da NAC Bank, revela que o salto nas importações não é homogêneo. Segmentos estratégicos, como energia offshore, aviação, automotivo e farmacêutico puxam a fila. Só a importação de plataformas de perfuração, por exemplo, cresceu 1.277% frente ao mesmo período do ano anterior. Já as partes de turbinas e motores aeronáuticos subiram 31%, e medicamentos preparados registraram alta de 22,5%.

“Esses números indicam um reposicionamento da economia. As empresas estão se reestruturando, buscando modernização e respondendo a uma demanda interna mais sofisticada. Isso exige insumos de alto valor agregado, que em boa parte vêm de fora”, explica a análise do documento.

A China segue como o principal parceiro comercial, com aumento de 22% nas exportações ao Brasil, seguida pelos Estados Unidos e Alemanha. O Brasil, portanto, importa mais — e importa melhor.

O desafio: financiar o crescimento com agilidade

Se por um lado o cenário é promissor, por outro ele exige decisões rápidas e acesso desburocratizado a capital. É aqui que entra a atuação de instituições como a NAC Bank, a primeira fintech brasileira especializada exclusivamente em crédito para comércio exterior.

A NAC oferece soluções desenhadas sob medida para quem importa. Entre os destaques:

  • Cargo Equity: linha de capital de giro com lastro logístico, em reais e sem IOF.
  • Pagamento Antecipado ao Exportador: financia o fornecedor antes mesmo do embarque.
  • NAC Machines: crédito para aquisição de máquinas e equipamentos diretamente na origem.
  • NAC Abroad: estrutura em moeda estrangeira com taxas competitivas.

“Hoje, ter um parceiro financeiro especializado não é mais diferencial. É questão de sobrevivência e competitividade. O importador precisa estar pronto para fechar negócios, muitas vezes em poucas horas, e não pode esperar pela morosidade bancária tradicional”, afirma a equipe da NAC.

O que esperar do segundo semestre

Com o real relativamente estável, sinais de reativação industrial e aumento na demanda por tecnologia e energia, a tendência é de manutenção do ritmo elevado de importações no segundo semestre de 2025. Isso acende um alerta para empresas que ainda operam com estruturas financeiras rígidas ou limitadas.

O cenário exige planejamento logístico, inteligência de mercado — e principalmente, crédito acessível, flexível e ágil.

A boa notícia? Há soluções no mercado que já entendem essa urgência. A NAC Bank é uma delas.

Quer entender como financiar suas importações com agilidade e segurança?
Acesse: www.nacdigital.com.br

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Comércio Exterior

Lula propõe aprofundar relações econômicas e comerciais com o México

Alckmin visitará o país em agosto, acompanhado de comitiva empresarial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou nesta quarta-feira (23) para a presidente do México, Claudia Sheinbaum, para discutir as relações econômicas e comerciais entre os dois países. Segundo o Palácio do Planalto, Lula ressaltou a importância de aprofundar essas relações, principalmente diante do atual momento de incertezas. 

Na conversa, Lula e Sheinbaum acertaram uma visita oficial ao México que será liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. A data da viagem será dias 27 e 28 de agosto. Alckmin deverá levar uma comitiva de empresários de diferentes setores.

“Como resultado da visita, Lula propôs o início de negociações para ampliar acordo comercial Brasil-México, que favoreça a expansão do fluxo comercial entre os dois países”, informou o Palácio do Planalto, em nota sobre o telefonema.

Os dois presidentes também destacaram os setores da indústria farmacêutica, agropecuária, de etanol, biodiesel, aeroespacial, bem como de inovação e educação como áreas estratégicas na relação bilateral.

A visita de Alckmin ao México ocorre em meio à ampliação da pressão tarifária por parte dos Estados Unidos contra seus parceiros históricos. Recentemente, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o aumento tarifário a ser aplicado a partir de 1º de agosto sobre produtos brasileiros exportados para os EUA.

Dias antes, Trump já havia imposto 30% de tarifas de exportação sobre produtos oriundos do México, país vizinho que tem profunda relação comercial com os EUA.  O vice-presidente brasileiro também tem sido o principal interlocutor do país com empresários e com o governo norte-americano nas tentativas de negociação sobre as tarifas unilaterais. 

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior

Albânia e Turquia retiram restrições à importação de frango brasileiro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta quarta-feira (23) que Kuwait, Bahrein, Albânia e Turquia retiraram as restrições de exportação à carne de frango brasileira. As restrições foram retiradas mais de um mês após o Brasil ter se declarado livre de gripe aviária.

Mais de 40 mercados anunciaram restrições a compra de frango do Brasil após a confirmação de um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial em Montenegro (RS).

Veja a situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves:

Sem restrição de exportação:
África do Sul, Albânia, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã;

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil:
Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia;

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul:
Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia;

Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS):
Catar;

Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra:
Japão;

Suspensão limitada à zona:
Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. 

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Tecnologia

Toyota aposta em novo membro do BRICS como 3ª polo global de elétricos

A Toyota confirmou que começará a produzir o SUV elétrico bZ4X na Indonésia até o fim de 2025. A decisão foi anunciada durante o Salão de Jacarta (GIIAS 2025) e marca a entrada do país como terceiro polo de produção de EVs da Toyota, ao lado de China e Japão. A empresa também confirmou que fabricará uma picape elétrica na Tailândia ainda neste ano, em resposta à rápida expansão de marcas chinesas na região.

A decisão de produzir o bZ4X localmente está diretamente ligada à política de incentivos fiscais criada pela Indonésia em 2023. O governo reduziu o imposto sobre valor agregado (VAT) de 11% para apenas 1% em veículos elétricos com ao menos 40% de conteúdo local. Marcas que se comprometem com a produção doméstica também ganham isenção de tarifas de importação e outros tributos.

A iniciativa faz parte do esforço da Indonésia para atrair investimentos em mobilidade elétrica, especialmente de países asiáticos como China e Japão, com os quais mantém acordos comerciais e cooperação tecnológica. A recente entrada do país no BRICS reforça esse posicionamento estratégico, buscando maior protagonismo industrial e energético no cenário global.

A Toyota ainda não divulgou o nível de nacionalização da produção do bZ4X, mas o modelo será montado pela joint venture local Toyota Astra Motor, em versão com tração dianteira (FWD). A expectativa é de que a produção local ajude a reduzir preços, ampliar o acesso ao modelo e melhorar a disponibilidade de peças e serviços.

Segundo Hiroyuki Ueda, presidente da Toyota Astra Motor, o projeto representa uma “contribuição para a independência tecnológica, criação de empregos e uma mobilidade mais verde na Indonésia”.

Na Europa, o bZ4X com tração dianteira é vendido em duas versões: uma com bateria de 57,7 kWh e motor de 123 kW (167 cv), que vai de 0 a 100 km/h em 8,6 s e tem autonomia de até 444 km; e outra com bateria de 73,1 kWh e motor de 165 kW (224 cv), que acelera em 7,4 s, atinge 568 km de alcance e velocidade máxima de 160 km/h.

Ainda não foi confirmado qual dessas configurações será adotada na Indonésia, mas espera-se foco na acessibilidade e uso urbano, priorizando eficiência e custo-benefício.

Além do bZ4X, a Toyota também apresentou no GIIAS o novo Urban Cruiser EV, um SUV compacto elétrico que pode chegar às lojas em 2026, após a estreia do Suzuki e-Vitara.

A outra novidade revelada pela Toyota é a intenção de iniciar ainda em 2025 a produção de uma picape elétrica na Tailândia, onde a montadora já mantém centros produtivos importantes, como os da Hilux. O movimento visa enfrentar rivais como a BYD, que também planeja atuar nesse segmento com força no Sudeste Asiático.

E o Brasil?

Enquanto a Toyota acelera a eletrificação em mercados emergentes com apoio de políticas públicas, o Brasil não tem nenhum modelo 100% elétrico da marca à venda, ainda que conte com a produção local dos híbridos-plenos Corolla e Corolla Cross, se preparando para estrear o SUV compacto Yaris Cross, também com versão híbrida. A produção do bZ4X na Indonésia mostra que, com incentivos e planejamento adequados, mesmo fabricantes mais conservadores conseguem investir na mobilidade elétrica. 

Fontes: Nikkei, Toyota Indonésia, Electrek

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Comércio Exterior, Importação, Informação

Alerta máximo aos importadores: o tempo está se esgotando!

O ESPECIALISTA: DAISE SANTOS

O relógio está correndo, e o comércio exterior brasileiro está prestes a viver uma revolução sem precedentes. Inclusive nosso país é referência mundial com o projeto de modernização dos processos de comércio exterior. Você sabia?

A Declaração Única de Importação (DUIMP), o LPCO, o PCCE e o Catálogo de Produtos não são mais projetos futuros — são realidade iminente. E quem não se adaptar agora, corre sérios riscos de ficar para trás.


Sua empresa e equipe estão preparadas para essa revolução no Comércio Exterior brasileiro?

O que está mudando?

Desde outubro de 2024, o desligamento do Siscomex LI/DI começa oficialmente. A DUIMP é vem sendo utilizada para algumas operações. E de forma gradativa vem englobando cada modalidade de importação.

Até setembro de 2025, todos os órgãos anuentes estarão integrados ao Novo Processo de Importação do Portal Único de Comércio Exterior. Essa meta foi confirmada durante a 12ª reunião do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac), realizada em junho de 2025.

Principais destaques:

  •  Redução de burocracia: estima-se que o volume de operações sujeitas a licenciamento cairá de 41% para 20%.
  •  Licença Flex: até 80% das operações licenciadas poderão usar uma única autorização para múltiplas transações.
  • PCCE em expansão: o módulo de Pagamento Centralizado será adotado por mais órgãos, agilizando tributos e taxas.
  • Mais agilidade: segundo a Anvisa, o tempo de compensação de taxas caiu de dois dias para até cinco minutos.
  • Gerenciamento de riscos: haverá um workshop técnico em setembro para alinhar práticas entre os órgãos anuentes.
  •  Impacto econômico: o Portal Único pode gerar economia anual de R$ 40 bilhões e impacto de até US$ 130 bilhões no PIB até 2040.

Esse avanço representa um marco na modernização do comércio exterior brasileiro, com mais eficiência, previsibilidade e competitividade para os importadores

 O que você precisa fazer AGORA

  • Mapeie seus produtos e alimente o Catálogo com descrições técnicas, imagens e documentos.
  • Treine sua equipe para operar com DUIMP, LPCO e PCCE.
  • Atualize seus sistemas para garantir integração com o Portal Siscomex.
  • Acompanhe o cronograma oficial e prepare-se para cada fase de migração.

 A hora de agir é agora

Esse é um chamado urgente, não apenas para atender à legislação — mas para garantir a sobrevivência e o crescimento da sua operação. A transformação está acontecendo, com ou sem você.

Daise Santos é Diretora na DS COMEX, empresa especializada em soluções estratégicas para o comércio internacional. Formada em Comércio Exterior e com MBA em Global Trade, combinando prática sólida com visão estratégica internacional. Com 20 anos de experiência em Comércio Exterior, atuando nas áreas de importação, exportação, órgãos anuentes, Novo Processo de Importação, catálogo de produtos dentre outros. E também participa como vice coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), onde contribui para o fortalecimento e modernização do setor na região.

IMAGEM: FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior

Protagonismo feminino no comércio exterior: programa da ApexBrasil vence prêmio internacional na África do Sul

Iniciativa “Mulheres e Negócios Internacionais” (MNI) é reconhecida como a melhor do mundo em inclusão e sustentabilidade de negócios pelo WTPO Awards 2024

O programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), conquistou mais um reconhecimento global ao vencer o WTPO Awards 2024 – na categoria “Melhor iniciativa que garante a inclusão e sustentabilidade de um negócio”. A premiação, promovida pelo International Trade Centre (ITC), foi entregue nesta terça-feira (22) em Joanesburgo, África do Sul, durante a primeira Reunião Ministerial Global de Pequenas e Médias Empresas.

A premiação destaca o impacto transformador do programa no fortalecimento da presença feminina no comércio exterior, tornando o Brasil referência em iniciativas de inclusão de gênero e empoderamento feminino no mercado internacional.

Mulheres liderando negócios globais

Idealizado por Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, o MNI foi criado em 2023 com o propósito de inserir mais mulheres no ecossistema de exportações e promover a equidade de gênero no comércio exterior. “A aspiração de trazer mais mulheres para os negócios internacionais está se concretizando em ações efetivas, impactando centenas de empresárias e ecoando no trabalho de diferentes entidades e parceiros governamentais”, afirmou Repezza.

Com ações estruturadas e parcerias estratégicas, o MNI já transformou a trajetória de mais de 1.400 empresas lideradas por mulheres, com 63% dessas empresas sendo de micro e pequeno porte, segmento prioritário para o desenvolvimento inclusivo do Brasil.

Reconhecimento global e impacto local

Esse é o terceiro prêmio internacional que a iniciativa recebe. Em 2024, o programa também foi laureado com o Prêmio de Boas Práticas do Movimento Elas Lideram 2030, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. Além disso, o programa “Elas Exportam”, do MDIC – vinculado ao MNI – ganhou o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, da OMC, na Suíça.

Segundo Repezza, combate à desigualdade de gênero exige ações permanentes: “Incluir mulheres nos fluxos de comércio exterior gera riqueza, renda e impactos intergeracionais. Cada reconhecimento reforça nosso compromisso com uma economia mais inclusiva.”

MNI: inclusão de gênero como estratégia institucional

Desde sua criação, o MNI tornou-se ação transversal na ApexBrasil, influenciando todos os projetos da Agência com a aplicação de uma lente de gênero. O objetivo é ampliar as oportunidades para empreendedoras brasileiras nos mercados internacionais, com apoio estruturado em capacitação, inteligência de mercado e inserção em feiras e rodadas de negócio.

MPEs ganham protagonismo na exportação brasileira

O apoio às micro e pequenas empresas (MPEs) tem sido uma das prioridades da ApexBrasil. Em 2024, a Agência apoiou 20.596 empresas, sendo 54,2% de micro e pequeno porte – um aumento de mais de 50% em relação a 2023. O Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) capacitou 5.071 empresas este ano, 70% delas MPEs.

Dados da Secex/MDIC mostram que o número de pequenas empresas exportadoras cresceu 112,45% nos últimos 10 anos.Em 2024, foram 5.952 microempresas e MEIs e 5.480 pequenas empresas exportando ativamente.

No entanto, o desafio permanece: as MPEs respondem por menos de 1% do valor total exportado pelo Brasil (US$ 2,6 bilhões dos US$ 337 bilhões). Por isso, ações como o MNI são fundamentais para quebrar barreiras de entradaconectar empresárias a compradores internacionais e incentivar a internacionalização de negócios liderados por mulheres.

Próximos passos: interseccionalidade e redes globais

De acordo com Maira Cauchioli, especialista líder do programa MNI, o foco agora é expandir as ações para além da questão de gênero: “Vamos atuar na interseccionalidade com raça/etnia e fortalecer redes de relacionamento internacionais. Também vamos mapear mulheres atuantes no comércio exterior e conectá-las a compradores e investidores inclusivos.”

A ApexBrasil acredita que o comércio exterior pode ser uma ferramenta poderosa de transformação social, e que mulheres protagonistas nos negócios internacionais representam uma força crescente na economia brasileira.

Texto: REDAÇÃO / FONTE: APEX BRASIL

Imagem: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Exportação, Inovação

Planejamento, inovação e visão global: os caminhos para o sucesso na exportação, segundo Mariana Pires Tomelin

Em um cenário internacional cada vez mais dinâmico e competitivo, o sucesso nas exportações depende de muito mais do que ter um bom produto. É o que afirma Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência no setor. À frente da ExonTrade Business Intelligence, Mariana lidera projetos de internacionalização que unem tecnologia, estratégia e inteligência de mercado para transformar empresas brasileiras em protagonistas globais.

Reconhecida por sua atuação à frente de operações internacionais eficientes e sustentáveis, Mariana defende que o planejamento estratégico, a capacitação e a inovação são pilares fundamentais para a inserção bem-sucedida em mercados externos. Ela acredita que o Brasil tem um enorme potencial de crescimento no comércio internacional — desde que esteja preparado para os desafios e oportunidades que ele apresenta.

Nesta entrevista, a especialista compartilha insights práticos sobre os primeiros passos na exportação, os cuidados com a adaptação de produtos e a importância da inovação e da visão estratégica no setor.

Que papel o planejamento estratégico desempenha no sucesso da exportação?
Mariana – O planejamento permite antecipar riscos, organizar processos, preparar equipes e construir metas realistas. Sem planejamento, a exportação pode virar um esforço isolado e insustentável.

Como as micro e pequenas empresas podem começar a exportar com segurança?
Mariana – Elas devem buscar capacitação, participar de programas de incentivo à exportação, estudar o mercado-alvo e começar com operações-piloto. Hoje, há muitas plataformas e órgãos de apoio à disposição.

A atuação internacional exige adaptação dos produtos ou serviços?
Mariana – Em muitos casos, sim. Pode ser necessária a adaptação de embalagem, rótulos, certificações técnicas e até mesmo do posicionamento da marca. Essa adaptação demonstra respeito ao mercado local e aumenta a aceitação do produto.

Como lidar com as exigências documentais do comércio exterior?
Mariana – É essencial montar um checklist robusto e manter uma comunicação fluida entre os departamentos envolvidos. Ter apoio de um despachante aduaneiro e sistemas integrados de gestão documental é um grande diferencial.

O que mudou no comércio exterior nos últimos 5 anos?
Mariana – Houve avanços expressivos na digitalização dos processos, maior exigência de sustentabilidade, aumento da volatilidade geopolítica e uma crescente demanda por rastreabilidade e transparência.

Quais habilidades você considera essenciais para um profissional da área?
Mariana – Visão estratégica, capacidade de negociação, conhecimento técnico em legislação e logística, domínio de idiomas, familiaridade com tecnologia e sensibilidade cultural são indispensáveis.

Como você enxerga o papel do Brasil no comércio exterior nos próximos anos?
Mariana – O Brasil tem potencial para ser protagonista, especialmente com alimentos, minérios, energia limpa e biotecnologia. Para isso, é preciso investir em infraestrutura, acordos comerciais e redução da burocracia.

Que conselhos você daria para quem deseja construir carreira em comércio exterior?
Mariana – Busque conhecimento prático, aprenda com erros, esteja sempre atualizado e desenvolva uma mentalidade global. O profissional dessa área precisa ser curioso, resiliente e conectado com as mudanças do mundo.

Há espaço para inovação no comércio exterior?
Mariana – Muito. Desde soluções logísticas inteligentes até plataformas de matchmaking internacional, passando por fintechs de câmbio e crédito. O setor ainda tem muito a evoluir com apoio de tecnologia.

Qual mensagem você deixa para as empresas brasileiras que ainda não exportam?
Mariana – A internacionalização pode parecer desafiadora, mas é perfeitamente viável com planejamento, orientação e coragem. O Brasil tem produtos e talentos de altíssimo nível, com a preparação adequada é possível diversificar mercados e trazer inúmeros benefícios para a empresa e sociedade.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Importação

China assume protagonismo nas importações brasileiras

No primeiro semestre de 2025, quase um terço das compras externas brasileiras vieram da China, um recorde histórico que sinaliza mudança na balança comercial nacional

Entre os meses de janeiro e junho deste ano, o Brasil passou por uma transformação em sua balança comercial, com forte avanço da China como principal parceira nas importações: 26,3% das compras externas brasileiras vieram do país asiático, marcando um recorde histórico, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. O crescimento foi de 37,2% sobre o mesmo período do ano anterior, um dado ainda superior ao desempenho das importações brasileiras, que subiram 16,7% no total durante os primeiros seis meses do ano. Ainda no período, os preços médios das importações chinesas tornaram-se ainda mais competitivos, com queda de 8,1%.

Para a Target Trading, empresa brasileira com 28 anos de atuação em comércio exterior, o bom índice é sustentado por fatores como a melhor compreensão das características do mercado brasileiro por parte das empresas chinesas, investimentos em fábricas e infraestrutura no Brasil, como a participação em portos, o que contribui diretamente para o crescimento das trocas comerciais, além de clara evolução da qualidade de produtos chineses. “Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo, com a geração de oportunidades em diversos setores, mas esse crescimento deve ser acompanhado com atenção para evitar uma dependência ainda maior de um único país em nossas relações comerciais”, afirma Carlos Campos Jr., cofundador e CEO da Target Trading.

A atuação da empresa com a China passa pela importação de máquinas de grande porte e autopeças. A Target Trading conta com uma forte infraestrutura logística, com centros de manutenção e inspeção para garantia de qualidade dos produtos, permitindo acompanhar de perto a evolução no crescimento dos negócios entre os dois países. 

Em meio a um cenário de constantes atualizações, a balança comercial aponta ainda uma queda de participação dos Estados Unidos para para 16% no primeiro semestre – o segundo menor patamar em 10 anos. “É importante destacar que devemos manter o bom diálogo e chegar a um bom termo com os Estados Unidos, que ainda se mantêm como um parceiro relevante para o país”, conclui Carlos Campos Jr.

Fonte: Target Trading

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Comércio Exterior, Exportação

Abertura de mercado para exportação do guaraná em pó do Brasil para a Malásia

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 395 aberturas de mercado desde o início de 2023

O governo brasileiro e o governo da Malásia concluíram negociação fitossanitária para que o Brasil exporte guaraná em pó para aquele país.

O guaraná em pó, nativo da região amazônica, é um dos produtos da biodiversidade brasileira com maior demanda do mercado internacional. O fruto do guaraná é naturalmente rico em cafeína, taninos, saponinas e catequinas, que contribuem para efeitos estimulantes, antioxidantes e anti-inflamatórios. Por essas características, tem ganhado espaço nas indústrias de bebidas energéticas e suplementos. O Brasil lidera a produção global de guaraná e é o principal exportador do insumo.

A Malásia, com mais de 34 milhões de habitantes e uma indústria alimentícia em expansão, importou do Brasil mais de US$ 1,27 bilhão em produtos agropecuários em 2024, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, cereais, farinhas, café e carnes.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 395 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esse resultado é fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior, Economia

Tarifaço é ação de grupo político, diz presidente da Apex

Taxação aos produtos brasileiros está prevista para começar em agosto

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, disse nesta terça-feira (22) que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil não se trata de um “problema” de comércio, mas da ação de grupos políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu não consigo achar o problema que nós temos com os Estados Unidos, para poder agir. Porque o que está vindo para nós não é um problema de comércio, é uma ação perversa de família, de grupos extremistas que querem danificar o país, querem danificar quem trabalha, danificar as empresas e danificar a soberania do nosso país. E diante disso devemos estar unidos como nunca antes”, disse Viana.

A afirmação foi feita durante cerimônia de assinatura de um convênio da Apex com a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), voltado para a exportação de produtos agroindustriais produzidos pelas cerca de 1,5 mil cooperativas ligadas à organização.

Cooperativas

Batizado de Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex), a ação é destinada exclusivamente às cooperativas e visa dar os subsídios para que elas consigam atingir mercados externos, por meio de capacitações.

Segundo dados da Unicafes, 92,6% das cooperativas adotam práticas sustentáveis na produção; 75% são agroindústrias e 73,4% promovem a inclusão de jovens e mulheres. A valorização das mulheres é um dos eixos do projeto, como reconhecimento ao trabalho desenvolvido e a dedicação ao cultivo de suas terras e ao desenvolvimento das comunidades onde atuam.

A presidente da Confederação Unicafes, Fátima Torres, destacou que a iniciativa vai ajudar a aumentar a força e a competitividade das cooperativas na abertura de novos mercados, tanto fora quanto dentro do país.

“Nós vamos estar disponibilizando capacitação para as nossas cooperativas e essa formação serve para os mercados. Claro que a Apex tem um foco no mercado internacional, mas essa capacitação vem para promover, cada vez mais, o amadurecimento da gestão das nossas cooperativas. E aí, a outra coisa é que, a partir desse convênio, nós vamos poder cada vez mais internacionalizar o nosso cooperativismo solidário”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

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