Comércio Exterior

Argentina aumenta em 55% importações do Brasil

Estatísticas da base de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que a Argentina aumentou em 55,4% as importações do Brasil no primeiro semestre, frente à ameaça iminente de aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, que entraria em vigor em 1º de agosto.

De acordo com a plataforma, o país do presidente Javier Milei, desafeto do mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, somou US$ 9,12 bilhões em importações do Brasil entre janeiro e junho. No mesmo período em 2024, haviam sido US$ 5,87 bilhões.

Dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) da Argentina mostraram que o Brasil seguiu sendo em junho o maior parceiro comercial do país vizinho, respondendo por 14,8% das exportações argentinas e 25,2% das importações.

Os principais produtos do comércio exterior entre Brasil e Argentina foram trigo, carros e autopeças, segundo o Indec.

No chamado Dia da Libertação, em 2 de abril, o presidente americano, Donald Trump, impôs taxas sobre produtos importados de 184 países e territórios e da União Europeia (UE), e Brasil e Argentina ficaram entre os países com a menor tarifa, 10%.

Entretanto, em carta enviada a Lula no último dia 9, Trump anunciou que pretende impor uma sobretaxa de 50% na importação de produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, citando, entre outros motivos, o que chamou de perseguição judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro; decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes relativas a big techs americanas; e práticas comerciais “injustas” do Brasil contra os Estados Unidos.

Fonte: Gazeta do Povo

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Notícias, Tributação

Para fortalecer acordo comercial, Trump suspende restrições à exportação de tecnologia para a China, diz jornal

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra o país asiático.

Os Estados Unidos suspenderam restrições à exportação de produtos de tecnologia para a China visando o fortalecimento de um acordo comercial entre os países, segundo o jornal Financial Times (FT).

Em reportagem publicada nesta segunda (28), o veículo informou que a medida também visa apoiar os esforços do presidente Donald Trump para garantir um encontro com o presidente Xi Jinping ainda este ano.

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra a China.

Neste mandato, segundo o FT, Trump estava restringiu as exportações de tecnologia para a China. O governo chegou a informar a gigante da tecnologia Nvidia que bloquearia a exportação do chip H20, projetado para o mercado chinês, após o governo Biden ter restringido chips mais avançados.

Trump voltou atrás após conversas com o CEO da Nvidia, Jensen Huang. Neste mês, a empresa anunciou que retomaria as vendas de suas unidades de H20 para a China.

A retomada planejada faz parte das negociações dos EUA sobre terras raras e ímãs, segundo declarou o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

O jornal afirmou ainda que 20 especialistas em segurança e ex-funcionários, incluindo o ex-vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Matt Pottinger, planejam manifestar preocupação com a decisão nesta segunda-feira (28).

Segundo reportagem publicada neste domingo (27), fontes ouvidas pelo jornal afirmam que essa é a expectativa para a terceira rodada de negociações entre os dois países, que irá ocorrer em Estocolmo, na Suécia, nesta segunda-feira (28).

Uma fonte disse que as duas nações se comprometerão a não impor tarifas adicionais uma à outra, nem intensificar a guerra comercial por outros meios.

“Essa medida representa um erro estratégico que coloca em risco a vantagem econômica e militar dos Estados Unidos na área de inteligência artificial”, escreveram eles na carta, segundo o Financial Times.

Trégua por mais 90 dias

Os Estados Unidos e a China estenderão sua trégua tarifária por mais 90 dias, de acordo com o jornal chinês “South China Morning Post”.

Três pessoas familiarizadas com a posição de Pequim, dizem que a delegação chinesa também pressionará a equipe comercial de Trump sobre tarifas relacionadas ao fentanil, já que o presidente Donald Trump, impôs uma taxa adicional de 20% sobre as importações chinesas, em março, alegando que Pequim não havia feito o suficiente para interromper o fluxo da droga para os EUA.

De acordo com uma delas, o governo chinês pode aceitar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações se as taxas adicionais fossem suspensas.

Ao chegar para reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia, Donald Trump disse a repórteres que os dois países estão perto de fechar um acordo:

“Estamos muito perto de um acordo com a China. Realmente fizemos um acordo com a China, mas vamos ver como isso vai acontecer”.

O acordo entre os dois países

No dia 12 de maio, os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias.

China e EUA anunciam acordo para pausar tarifaço

Cerca de duas semanas depois, no entanto, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de violar o acordo em uma publicação em sua rede Truth Social:

“A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO”, postou.

Desde que anunciou um ‘tarifaço’ com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, o republicano vem enfrentando muitas críticas, mesmo de aliados. A forte queda de braço com o governo chinês antes das negociações só piorou a situação.

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

Algumas horas depois do post do presidente americano, a China se pronunciou através de um comunicado divulgado por sua embaixada em Washington. Pediu que os Estados Unidos acabem com as “restrições discriminatórias” contra Pequim e que os dois lados “mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível em Genebra”.

“Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis”, disse o porta-voz da embaixada, Liu Pengyu.

Relembre a guerra tarifária entre China e EUA

A guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o anúncio das tarifas prometidas por Trump, no início de abril.

A China foi um dos países tarifados — e com uma das maiores taxas, de 34%. Essa taxa se somou aos 20% que já eram cobrados em tarifas sobre os produtos chineses anteriormente.

Como resposta ao tarifaço, o governo chinês impôs, em 4 de abril, tarifas extras de 34% sobre todas as importações americanas.

Os EUA decidiram retaliar, e Trump deu um prazo para a China: ou o país asiático retirava as tarifas até as 12h de 8 de abril, ou seria taxado em mais 50 pontos percentuais, levando o total das tarifas a 104%.

A China não recuou e ainda afirmou que estava preparada para “revidar até o fim”.

Cumprindo a promessa, Trump confirmou a elevação das tarifas sobre os produtos chineses.

A resposta chinesa veio na manhã de 9 de abril: o governo elevou as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, acompanhando o mesmo percentual de alta dos EUA.

No mesmo dia, Trump anunciou que daria uma “pausa” no tarifaço contra os mais de 180 países, mas a China seria uma exceção.

O presidente dos EUA subiu a taxação de produtos chineses para 125%.

Em 10 de abril, a Casa Branca explicou que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20% já aplicada anteriormente sobre a China, resultando numa alíquota total de 145%.

Como resposta, em 11 de abril, os chineses elevaram as tarifas sobre os produtos americanos para 125%.

Fonte: G1

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Comércio Exterior

Entenda o acordo comercial entre EUA e União Europeia que reduziu tarifas para 15%

Segundo Trump, a UE investirá US$ 600 bilhões nos EUA e firmará acordos para compra de energia e equipamentos militares norte-americanos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo comercial com a União Europeia (UE) neste domingo (27). Os produtos europeus passarão a ser taxados em 15%, e não mais em 30%, como havia sido anunciado.

— O acordo com a União Europeia é o maior já feito — comemorou Trump.

Segundo Trump, a UE investirá US$ 600 bilhões nos EUA e firmará acordos para compra de energia e equipamentos militares norte-americanos. A nova tarifa também se aplica a automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos. Já o aço e o alumínio seguem com sobretaxa de 50%.

Trump se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia. Ela destacou que o acordo abrange todos os setores e contribuirá para reequilibrar o comércio entre EUA e o bloco econômico.

— O acordo de hoje cria certeza em tempos incertos, proporciona estabilidade e previsibilidade — afirmou von der Leyen.

Também foi acordada tarifa zero-a-zero para produtos estratégicos, como aeronaves e peças, determinados produtos químicos e medicamentos genéricos. O setor de bebidas alcoólicas, no entanto, ficou de fora da decisão.

Os termos do acordo ainda precisam ser aprovados pelos 27 Estados-membros da União Europeia, que têm reunião marcada para este domingo.

Outros acordos

Com a proximidade do prazo final de 1º de agosto para a retomada das tarifas sobre produtos importados, os EUA haviam firmado poucos acordos comerciais. Nas últimas semanas, Trump anunciou tratados com Reino Unido, Indonésia, Filipinas, Vietnã e, o mais relevante, com o Japão.

Antes do encontro com a UE, Trump afirmou que os EUA estão próximos de um acordo com a China. Segundo o jornal chinês “South China Morning Post”, a expectativa é que os dois países estendam a trégua tarifária por mais 90 dias.

Trump também confirmou uma declaração feita anteriormente pelo secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e garantiu que as tarifas ainda não negociadas entrarão em vigor em 1º de agosto. O secretário de Trump afirmou que não haverá “prorrogações”.

Veja como está o acordo dos EUA com outros países

  • Japão: A alíquota ficou em 15% e o país se comprometeu a realizar investimentos nos EUA.
  • Filipinas: O acordo previu alíquotas em 19% para os produtos filipinos, enquanto os EUA não pagarão tarifas no país.
  • Indonésia: As alíquotas no país também ficaram em 19% e 99% dos produtos americanos receberão isenção.
  • Vietnã: O acordo fechou as alíquotas em 20%.
  • Reino Unido: Fechou negociações em alíquotas de 10% e redução de tarifas para o setor automotivo.

Negociações com o Brasil

As taxas que Trump decidiu impor ao Brasil são de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA. É a maior taxa entre todas as anunciadas pelo presidente americano a outros países.

Desde o anúncio das tarifas, o governo brasileiro tem tentado negociações com a Casa Branca, no entanto, segundo afirma o governo, a comunicação está centralizada no presidente americano, o que dificulta o diálogo entre os países.

O vice presidente, Geraldo Alckmin (PSDB), tem se reunido com setores produtivos para entender os pleitos de cada indústria e estruturar formas de reverter o tarifaço. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou na última quinta-feira (24) que o governo brasileiro preparou uma série de medidas que podem ser acionadas pelo presidente Lula (PT) caso o tarifaço se concretize.

— Nós nunca saímos da mesa de negociação —avaliou Haddad.

Alckmin, no entanto, afirma que diálogo não é monólogo e que o governo tem feito tudo que está ao seu alcance para resolver o impasse.

As cidades de SC que mais exportaram aos EUA neste ano

1º Joinville

2º Jaraguá do Sul

3º Caçador

4º Itajaí

5º Lages

6º Blumenau

7º São Francisco do Sul

8º Rio Negrinho

9º São Bento do Sul

10º Salete

Fonte: NSC

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Comércio Exterior

Milei anuncia corte permanente nos impostos de exportação do agro

Segundo presidente da Argentina, medida só foi possível graças ao superávit fiscal, que diz proteger ‘como água no deserto’

O presidente da Argentina, Javier Milei (foto), anunciou neste sábado, 26, uma redução permanente nos impostos de exportação sobre produtos do agronegócio, como soja, milho, girassol, carne bovina, aves e seus derivados. A medida, segundo o governo, tem como objetivo “impulsionar o campo” e responde a uma antiga demanda do setor agropecuário argentino.

Durante discurso na abertura da tradicional Exposição Rural da Argentina, em Buenos Aires, Milei defendeu a redução das chamadas retenções como parte de seu compromisso com o equilíbrio fiscal. 

“Essas reduções são permanentes e não serão revertidas enquanto eu estiver no governo”, afirmou. Segundo ele, a desoneração foi possível devido ao “superávit fiscal que alcançamos, que protegemos como água no deserto diante dos ataques sistemáticos da classe política”.

“A redução dos impostos não beneficiará apenas o campo, mas toda a economia”, disse Milei, acrescentando que seu governo tem como obsessão “eliminar os impostos retidos na fonte”.

Segundo estimativas oficiais, o custo fiscal da medida será de US$ 700 milhões. Ainda assim, Milei afirma que o impacto será compensado por ganhos de produtividade e pelo impulso à economia rural. 

“Buscamos impulsionar o campo, que foi severamente punido por esses impostos nos últimos 20 anos”, afirmou.

O que muda?

As alíquotas de exportação de aves e carne bovina caem de 6,75% para 5%; a do milho passa de 12% para 9,5%; e a do sorgo, de 12,9% para 9,5%. 

No caso do girassol, o imposto cairá em duas etapas: de 7,5% para 5,5%, e posteriormente para 4%. A soja — o produto mais tributado do país — terá a taxa reduzida de 33% para 26%, e seus subprodutos, de 31% para 24,5%.

A Argentina é uma das maiores potências agrícolas do mundo, com destaque para a produção de soja, milho, trigo e girassol. A pecuária também tem peso histórico na balança comercial do país, com exportações de carne, mel e lã.

Agro comemora

As entidades do setor agropecuário receberam o anúncio com entusiasmo, especialmente por se tratar de uma medida de caráter permanente. 

Para o presidente da Acsoja (Associação da Cadeia da Soja), Rodolfo Rossi, a redução das alíquotas pode mudar o cenário de rentabilidade da próxima safra. 

“Entram mais regiões com possibilidade de rentabilidade. Com base nos rendimentos prováveis, daria lucro ou pelo menos equilíbrio”, disse ao jornal argentino Clarín. 

“Todo o norte do país e o sul da província de Buenos Aires”, acrescentou.

De acordo com relatório recente da AACREA, uma entidade técnica de referência no setor, em 80% da área de soja da Argentina o cultivo não era rentável com os preços atuais e a alíquota anterior de 33%. A perspectiva era de uma redução de 2 milhões de hectares na próxima safra, que começa em outubro.

Reforma econômica

A medida integra o pacote de reformas econômicas promovido por Milei desde que assumiu a presidência em dezembro de 2023, com foco na contenção de gastos e na estabilidade macroeconômica. 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a inflação argentina cairá para 35,9% neste ano — uma forte desaceleração frente aos índices do ano anterior.

Fonte: O Antagonista

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Comércio Exterior, Evento

FIESC faz reunião do comitê de crise do Tarifaço Trump nesta segunda, 28

Participação das indústrias exportadoras é essencial para elaboração de propostas para mitigar impactos na economia de SC; encontro ocorre via Zoom às 13h30

No próximo dia 28 de julho, às 13h30, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) realiza a primeira reunião aberta do Comitê de Crise sobre o Tarifaço dos EUA. O evento ocorre exclusivamente online pela plataforma Zoom, com participação aberta a todas as indústrias exportadoras de Santa Catarina. Inscrições aqui

“A mobilização dos industriais exportadores e a participação na reunião e na pesquisa são essenciais para que todas as perspectivas sejam consideradas, e dados robustos e confiáveis possam embasar as demandas para mitigar os impactos na economia de SC”, avalia o presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar.

Durante a reunião, a FIESC vai lançar uma pesquisa para medir os impactos da entrada em vigor das tarifas de 50% sobre o setor industrial. A entidade vai ouvir os empresários e a pesquisa vai subsidiar propostas e encaminhamentos para a crise sob a perspectiva da indústria.  

SERVIÇO:
Reunião aberta Comitê de Crise – Tarifaço
Quando: segunda-feira, 28/7, às 13h30
Onde: Online, via Zoom
Inscrições aqui.

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior

Trump proíbe dialogo com equipe de Lula

Uma comissão de senadores embarca nesta sexta-feira (25) para os Estados Unidos, em busca de abrir um canal de negociações no território americano sobre o “tarifaço” que Donald Trump pode aplicar ao Brasil a partir de 1º de agosto.

A ida da comissão é vista com apreensão por diplomatas brasileiros e está sendo boicotada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo blogueiro Paulo Figueiredo.

Interlocutores do presidente Lula que estão em Nova York contaram ao blog que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não autorizou sua equipe abrir diálogo com o Brasil.
Existem conversas com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, como revelou ontem o vice-presidente Geraldo Alckmin, mas o recado que os negociadores têm ouvido é que tudo está centralizado na Casa Branca.

Nesta quinta-feira (24), por exemplo, o presidente Lula afirmou que Trump não quer negociar.

De outro lado, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, comentou com amigos que teve várias conversas nos Estados Unidos, onde está em missão na ONU, e ouviu que realmente Trump não está permitindo reabertura de negociações com o Brasil.

Segundo Vital do Rêgo comentou com interlocutores, há um clima de medo e apreensão nos Estados Unidos. Tudo estaria centralizado em Trump e ninguém tem coragem de desafiá-lo.

O vice-presidente Geraldo Alckmin revelou na quinta-feira (24) que, no último sábado (19), voltou a ter uma conversa com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, sobre o tarifaço. Ele não quis revelar o conteúdo da reunião, que ocorreu por telefone e durou cerca de 50 minutos.

Mesmo diante do clima pessimista, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirma que é preciso fazer algo diretamente nos Estados Unidos, e que espera pelo menos adiar a entrada em vigor do tarifaço para que sejam reabertas as negociações entre os dois países. O tempo é curto.

“Queremos também esclarecer o que o governo americano exatamente quer negociar, como eles não retomaram oficialmente as negociações, ninguém sabe exatamente os limites de Trump. Se ele realmente emperrou por questões políticas, de Bolsonaro, se tem a questão da nova moeda dos Brics, Irã”, disse o senador.

A Comissão de Senadores terá sua primeira reunião de trabalho no domingo (27), mas já foram avisados que o deputado Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo estão trabalhando para dificultar as reuniões dos parlamentares em Washington e até impedir qualquer encontro com negociadores do governo Trump.

A maioria dos senadores embarca nesta sexta-feira (25). Outros, no sábado (26).

Na segunda-feira (28), os senadores serão recebidos na embaixada do Brasil nos EUA. No mesmo dia, terão encontro com empresários da Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).

Na terça, a comissão irá ao Capitólio se reunir com senadores e deputados americanos.

Fonte: G1

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

Tarifaço de Trump: EUA preparam nova base legal para justificar tarifas de 50% ao Brasil, diz agência

Presidente norte-americano prepara uma nova declaração de emergência para servir como base para as taxas sobre produtos brasileiros. A informação foi divulgada pela Bloomberg News.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está preparando uma nova declaração de emergência para servir como base para as tarifas de 50% impostas sobre o Brasil, informou a Bloomberg News.

Segundo a agência, a medida ainda não é definitiva, mas seria necessária para justificar as altas taxas impostas sobre produtos brasileiros — principalmente porque a situação comercial do Brasil com os EUA foge do padrão visto nos demais países atingidos pelas tarifas recíprocas.

Isso porque enquanto as outras nações que foram alvos do tarifaço mantêm superávits comerciais com os EUA — ou seja, vendem mais produtos para o país do que compram dos norte-americanos —, o Brasil registra déficit desde 2009.

Segundo a agência de notícias, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA admitiu durante reuniões com membros do Congresso norte-americano nesta semana que haveria um plano para anunciar uma declaração de emergência separada.

O Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inlês) e a Casa Branca não responderam ao pedido de posicionamento feito pela Bloomberg.

De acordo com a agência, as preparações são um sinal de como o governo norte-americano busca uma autoridade legal para impor as ameaças tarifárias cada vez mais abrangentes de Trump — principalmente no que diz respeito ao Brasil.

No início deste mês, o republicano anunciou uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, com vigência a partir de 1º de agosto. A medida veio como uma forma de apoio a Jair Bolsonaro (PL): Trump chegou a afirmar que o julgamento do ex-presidente era uma “caça às bruxas”.

Bolsonaro, que é réu por tentativa de golpe, passou a ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida foi determinada após a fase inicial do processo, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do ex-presidente e apontou novas evidências de tentativa de atrapalhar o andamento da ação.

O presidente Lula (PT), por sua vez, não deu indícios de ceder às exigências dos Estados Unidos, tendo mais de uma vez reforçado a independência do Judiciário brasileiro e a soberania do país sobre seus assuntos internos.

Desde então, o governo indicou que mesmo após tentativas de conversas com os norte-americanos, as negociações do Brasil com Trump não tem tido sucesso. Nesta sexta-feira (25), uma comissão de senadores embarcou rumo aos EUA, em busca de abrir um canal de negociações por lá.

A ida da comissão, no entanto, é vista com apreensão por diplomatas brasileiros e, segundo o blog do Valdo Cruz, está sendo boicotada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo blogueiro Paulo Figueiredo.

Interlocutores do presidente Lula que estão em Nova York contaram ao blog que Trump não autorizou sua equipe abrir diálogo com o Brasil.

Além disso, Trump também pediu que o USTR iniciasse uma investigação contra o Brasil, com base na Seção 301, sobre supostos ataques contra empresas norte-americanas e mídia social.

Em documento oficial divulgado no início do mês, o representante do órgão chegou a afirmar que “tem documentado as práticas comerciais desleais do Brasil que restringem o acesso de exportadores americanos ao seu mercado há décadas”, mas não apresenta evidências para sustentar as alegações.

A postura mais rígida de Trump com o Brasil tem gerado preocupações. Na quinta-feira (24), senadores democratas chegaram a enviar uma carta a Trump, contestando as tarifas impostas ao Brasil e acusando o republicano de “claro abuso de poder”.

Segundo os parlamentares, o republicano está usando “a economia norte-americana para interferir em favor de um amigo”.

“Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. (…) Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação”, apontam.

Trump, no entanto, segue firme em sua decisão. Segundo o blog do Valdo Cruz, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, comentou com amigos que teve várias conversas nos EUA, onde está em missão na ONU, e ouviu que realmente Trump não está permitindo reabertura de negociações com o Brasil.

Segundo Vital do Rêgo comentou com interlocutores, há um clima de medo e apreensão nos EUA. Tudo estaria centralizado em Trump e ninguém tem coragem de desafiá-lo.

Fonte: G1


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Comércio Exterior

Venezuela ignora acordo e passa a taxar produtos do Brasil

País é o principal parceiro comercial de Roraima e agora cobra tarifa que varia de 15% a 77%. Autoridades brasileiras buscam esclarecimentos

Sem aviso prévio, a Venezuela começou a cobrar o imposto de importação sobre os produtos brasileiros que seriam isentos mediante apresentação do certificado de origem. Representantes de setores locais envolvidos na operação ainda apuram por que o País vizinho passou a fazer isso.

Desde 2014, Brasil e Venezuela têm um Acordo de Complementação Econômica que os impedem de cobrar, entre si, o imposto sobre quase todos os itens. Assim, apenas eventuais descumprimentos do termo ou decisões unilaterais retomariam a cobrança. No ano passado, a relação entre os países ficou estremecida após o presidente Lula (PT) não reconhecer a reeleição do ditador Nicolás Maduro.

O País de Maduro é o principal parceiro comercial de Roraima, consecutivamente, desde 2019. Em 2024, o Estado exportou, para a nação vizinha, 144,6 milhões de dólares em produtos (R$  799 milhões na atual cotação), especialmente farinha, cacau, margarina e cana de açúcar, todos com direito à isenção do imposto. Sem o acordo, a Venezuela cobra de 15% a 77% sobre cada item brasileiro.

O presidente da Câmara de Comércio Brasil-Venezuela, Eduardo Ostreicher, desconfia que a cobrança seja uma ordem do governo venezuelano em relação aos países do Mercosul ou um erro no sistema de cobrança. Assim, ele prepara uma carta à embaixada brasileira em Caracas com informações que já conseguiu possui sobre o assunto.

“Se for uma falha, precisamos aguardar a regularização do sistema. Se for determinação, será necessário conversar com as autoridades venezuelanas pra resolver a situação, porque ambos os governos perdem com isso”, disse.

A Federação das Indústrias do Estado de Roraima (Fier) iniciou apurações internas para identificar as dificuldades para a aceitação, pela Venezuela, dos certificados de origem de produtos brasileiros.

Em nota, a entidade também reforçou que está em contato direto com autoridades brasileiras e venezuelanas para cobrar esclarecimentos e soluções rápidas para normalizar o fluxo comercial bilateral.

A Fier ainda destacou que, até o momento, os processos de emissão e reconhecimento dos certificados seguem rigorosamente as normas da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) e o Acordo de Complementação Econômica firmado entre os dois países.

Responsável por emitir os certificados de origem, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou que recebeu um relatório sobre dificuldades enfrentadas por exportadores brasileiros na Venezuela.

Assim, a pasta confirmou que a embaixada brasileira em Caracas já está em contato com autoridades venezuelanas para esclarecer a situação, enquanto o MDIC dialoga com representantes do setor produtivo para reunir informações mais desenvolvidas sobre os casos.

O Ministério das Relações Exteriores não enviou resposta sobre o assunto até a publicação da reportagem.

Fonte: Folha BV

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Comércio Exterior

Após recorde em abril, venda de carne bovina de Mato Grosso para os EUA cai 75%

Recuo é observado no comparativo de abril com junho; estado enviou para o país americano em maio 3.564 toneladas

As vendas de carne bovina de Mato Grosso para os Estados Unidos recuaram 75,3% em junho no comparativo com abril, mês em que os embarques registraram recorde para o país americano e dois meses após o primeiro anuncio de sobretaxa nas tarifas de produtos importados do Brasil. Segundo o Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), os impactos das taxações dos Estados Unidos são sentidos desde o primeiro momento da informação.

No mês de abril, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 7.136 Toneladas em Equivalente Carcaça (TEC) de carne bovina mato-grossense tiveram os Estados Unidos como destino, maior quantidade comercializada para um mês em 2025. Os outros dois maiores registros ficam com março, com 6.202 toneladas, e janeiro com 4.549 mil toneladas.

Em maio, o estado enviou 3.564 toneladas de carne bovina, apresentando um recuo de aproximadamente 50,05% em relação a abril, um mês após o presidente Donald Trump anunciar uma sobretaxa de 10% para os produtos brasileiros.

No mês de junho a retração se acentuou ainda mais e foram embarcadas para os Estados Unidos 1.759 toneladas, levando o país a cair da segunda posição de maior importador de carne bovina mato-grossense dentro de um mês em abril para a sétima colocação em junho.

No dia 7 de julho, o presidente norte-americano iniciou o envio de cartas informando aos países as novas tarifas que a partir de 1º de agosto terão de pagá-las caso não firmassem um novo acordo comercial. Donald Trump definiu taxas mínimas sobre produtos importados, que variavam entre 20% e 50%, a depender do país. O Brasil recebeu a tarifa mais alta de 50%.

No acumulado do ano, os Estados Unidos são o segundo maior comprador de carne bovina de Mato Grosso, somando 26.549 toneladas, ficando atrás apenas da China, como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, que soma 182,7 mil toneladas.

Impactos são imediatos, diz Sindifrigo-MT

De acordo com o presidente do Sindifrigo-MT, Paulo Bellincanta, os impactos das taxações dos Estados Unidos são sentidos desde o primeiro momento da informação.

“A exportação trabalha com 60, 90 dias na previsão de contratos, na elaboração de produtos e na logística para entrega desses produtos. Então, algo que venha tão rápido quanto veio essa notícia que a partir do primeiro de agosto ocorreria a cobrança de tarifas, imediatamente os impactos já se fizeram presentes”.

Ele ressalta ainda que hoje o mercado vive “num compasso de espera”, onde a indústria temerosa recua, assim como os compradores.

“Há um compasso de espera, onde se prevê muitas coisas, no qual se falam muitas coisas, porém nada é concreto. Você precisa que as coisas comecem a acontecer para você dimensionar melhor”, salienta.

Ainda de acordo com o presidente do Sindifrigo-MT, no que diz respeito aos preços do mercado interno há uma soma de fatores em que se pode prever “até um régulo de preço”.

“Mas, eu diria muito mais afetado pela oferta e procura do que pela questão específica é individual Estados Unidos. Você tem um momento em que o Brasil passa a ter uma oferta de gado muito maior, há uma oferta em todos os aspectos de produção, de produtos e consequentemente você pode prever um desaquecimento de preços e até uma diminuição deles”.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

EUA se preparam para permitir operações limitadas de petróleo na Venezuela, começando pela Chevron, dizem fontes

O governo Trump está se preparando para conceder novas autorizações aos principais parceiros da estatal venezuelana PDVSA, começando pela Chevron, o que lhes permitiria operar com limitações no país sancionado e trocar petróleo, disseram cinco fontes próximas ao assunto na quinta-feira.

Se concedidas, as autorizações para a grande petrolífera dos EUA, e possivelmente também para os parceiros europeus da PDVSA, marcariam uma mudança de política em relação a uma estratégia de pressão que Washington adotou no início deste ano sobre o setor de energia da Venezuela, que está sob sanções dos EUA desde 2019.

Os EUA podem agora permitir que as empresas de energia paguem aos empreiteiros de campos petrolíferos e façam as importações necessárias para garantir a continuidade operacional. Algumas importações poderiam ser trocadas por petróleo venezuelano, conforme autorizado em licenças anteriores, disseram três das fontes.

Uma autoridade do Departamento de Estado disse em um comunicado que não poderia falar sobre nenhuma licença específica para os parceiros da PDVSA, mas acrescentou que os EUA não permitiriam que o governo do presidente Nicolás Maduro lucrasse com a venda de petróleo.

“A Chevron conduz seus negócios globalmente em conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis a seus negócios, bem como com as estruturas de sanções previstas pelo governo dos EUA, inclusive na Venezuela”, disse um porta-voz da empresa.

As ações da Chevron atingiram US$155,93 na quinta-feira, seu nível mais alto desde 3 de abril, de acordo com dados da LSEG.

Embora a Venezuela e os EUA tenham realizado uma troca de prisioneiros este mês, as relações entre os dois países têm sido tensas há anos, e o governo Trump tem apoiado publicamente os líderes da oposição que dizem que seu candidato venceu a eleição do ano passado, e não Maduro.

Em fevereiro, Trump anunciou o cancelamento de um punhado de licenças de energia na Venezuela, incluindo a da Chevron, e deu prazo até o final de maio para encerrar todas as transações.

A medida deixou todas as operações em joint ventures de petróleo e gás com a Chevron e outros parceiros nas mãos da PDVSA, mas as empresas foram autorizadas a preservar suas participações e a produção permaneceu praticamente inalterada.

O Departamento de Estado dos EUA, que em maio bloqueou uma ação do enviado presidencial especial Richard Grenell para prorrogar as licenças, desta vez está impondo condições a qualquer modificação na autorização, para que nenhum dinheiro chegue aos cofres de Maduro, disseram as três fontes.

O secretário de Estado Marco Rubio não deve, desta vez, proibir as autorizações, mas está negociando seu escopo, acrescentaram.

Não ficou imediatamente claro se os termos da licença que poderia ser concedida à Chevron seriam reproduzidos por outras empresas estrangeiras na Venezuela, incluindo a italiana Eni e a espanhola Repsol, que vêm solicitando aos EUA permissão para trocar suprimentos de combustível por petróleo venezuelano.

As autorizações podem permanecer privadas, disse uma das fontes.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA e a PDVSA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Fonte: Reuters

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