Comércio Exterior

Protagonismo feminino no comércio exterior: programa da ApexBrasil vence prêmio internacional na África do Sul

Iniciativa “Mulheres e Negócios Internacionais” (MNI) é reconhecida como a melhor do mundo em inclusão e sustentabilidade de negócios pelo WTPO Awards 2024

O programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), conquistou mais um reconhecimento global ao vencer o WTPO Awards 2024 – na categoria “Melhor iniciativa que garante a inclusão e sustentabilidade de um negócio”. A premiação, promovida pelo International Trade Centre (ITC), foi entregue nesta terça-feira (22) em Joanesburgo, África do Sul, durante a primeira Reunião Ministerial Global de Pequenas e Médias Empresas.

A premiação destaca o impacto transformador do programa no fortalecimento da presença feminina no comércio exterior, tornando o Brasil referência em iniciativas de inclusão de gênero e empoderamento feminino no mercado internacional.

Mulheres liderando negócios globais

Idealizado por Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, o MNI foi criado em 2023 com o propósito de inserir mais mulheres no ecossistema de exportações e promover a equidade de gênero no comércio exterior. “A aspiração de trazer mais mulheres para os negócios internacionais está se concretizando em ações efetivas, impactando centenas de empresárias e ecoando no trabalho de diferentes entidades e parceiros governamentais”, afirmou Repezza.

Com ações estruturadas e parcerias estratégicas, o MNI já transformou a trajetória de mais de 1.400 empresas lideradas por mulheres, com 63% dessas empresas sendo de micro e pequeno porte, segmento prioritário para o desenvolvimento inclusivo do Brasil.

Reconhecimento global e impacto local

Esse é o terceiro prêmio internacional que a iniciativa recebe. Em 2024, o programa também foi laureado com o Prêmio de Boas Práticas do Movimento Elas Lideram 2030, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. Além disso, o programa “Elas Exportam”, do MDIC – vinculado ao MNI – ganhou o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, da OMC, na Suíça.

Segundo Repezza, combate à desigualdade de gênero exige ações permanentes: “Incluir mulheres nos fluxos de comércio exterior gera riqueza, renda e impactos intergeracionais. Cada reconhecimento reforça nosso compromisso com uma economia mais inclusiva.”

MNI: inclusão de gênero como estratégia institucional

Desde sua criação, o MNI tornou-se ação transversal na ApexBrasil, influenciando todos os projetos da Agência com a aplicação de uma lente de gênero. O objetivo é ampliar as oportunidades para empreendedoras brasileiras nos mercados internacionais, com apoio estruturado em capacitação, inteligência de mercado e inserção em feiras e rodadas de negócio.

MPEs ganham protagonismo na exportação brasileira

O apoio às micro e pequenas empresas (MPEs) tem sido uma das prioridades da ApexBrasil. Em 2024, a Agência apoiou 20.596 empresas, sendo 54,2% de micro e pequeno porte – um aumento de mais de 50% em relação a 2023. O Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) capacitou 5.071 empresas este ano, 70% delas MPEs.

Dados da Secex/MDIC mostram que o número de pequenas empresas exportadoras cresceu 112,45% nos últimos 10 anos.Em 2024, foram 5.952 microempresas e MEIs e 5.480 pequenas empresas exportando ativamente.

No entanto, o desafio permanece: as MPEs respondem por menos de 1% do valor total exportado pelo Brasil (US$ 2,6 bilhões dos US$ 337 bilhões). Por isso, ações como o MNI são fundamentais para quebrar barreiras de entradaconectar empresárias a compradores internacionais e incentivar a internacionalização de negócios liderados por mulheres.

Próximos passos: interseccionalidade e redes globais

De acordo com Maira Cauchioli, especialista líder do programa MNI, o foco agora é expandir as ações para além da questão de gênero: “Vamos atuar na interseccionalidade com raça/etnia e fortalecer redes de relacionamento internacionais. Também vamos mapear mulheres atuantes no comércio exterior e conectá-las a compradores e investidores inclusivos.”

A ApexBrasil acredita que o comércio exterior pode ser uma ferramenta poderosa de transformação social, e que mulheres protagonistas nos negócios internacionais representam uma força crescente na economia brasileira.

Texto: REDAÇÃO / FONTE: APEX BRASIL

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Comércio Exterior, Exportação, Inovação

Planejamento, inovação e visão global: os caminhos para o sucesso na exportação, segundo Mariana Pires Tomelin

Em um cenário internacional cada vez mais dinâmico e competitivo, o sucesso nas exportações depende de muito mais do que ter um bom produto. É o que afirma Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência no setor. À frente da ExonTrade Business Intelligence, Mariana lidera projetos de internacionalização que unem tecnologia, estratégia e inteligência de mercado para transformar empresas brasileiras em protagonistas globais.

Reconhecida por sua atuação à frente de operações internacionais eficientes e sustentáveis, Mariana defende que o planejamento estratégico, a capacitação e a inovação são pilares fundamentais para a inserção bem-sucedida em mercados externos. Ela acredita que o Brasil tem um enorme potencial de crescimento no comércio internacional — desde que esteja preparado para os desafios e oportunidades que ele apresenta.

Nesta entrevista, a especialista compartilha insights práticos sobre os primeiros passos na exportação, os cuidados com a adaptação de produtos e a importância da inovação e da visão estratégica no setor.

Que papel o planejamento estratégico desempenha no sucesso da exportação?
Mariana – O planejamento permite antecipar riscos, organizar processos, preparar equipes e construir metas realistas. Sem planejamento, a exportação pode virar um esforço isolado e insustentável.

Como as micro e pequenas empresas podem começar a exportar com segurança?
Mariana – Elas devem buscar capacitação, participar de programas de incentivo à exportação, estudar o mercado-alvo e começar com operações-piloto. Hoje, há muitas plataformas e órgãos de apoio à disposição.

A atuação internacional exige adaptação dos produtos ou serviços?
Mariana – Em muitos casos, sim. Pode ser necessária a adaptação de embalagem, rótulos, certificações técnicas e até mesmo do posicionamento da marca. Essa adaptação demonstra respeito ao mercado local e aumenta a aceitação do produto.

Como lidar com as exigências documentais do comércio exterior?
Mariana – É essencial montar um checklist robusto e manter uma comunicação fluida entre os departamentos envolvidos. Ter apoio de um despachante aduaneiro e sistemas integrados de gestão documental é um grande diferencial.

O que mudou no comércio exterior nos últimos 5 anos?
Mariana – Houve avanços expressivos na digitalização dos processos, maior exigência de sustentabilidade, aumento da volatilidade geopolítica e uma crescente demanda por rastreabilidade e transparência.

Quais habilidades você considera essenciais para um profissional da área?
Mariana – Visão estratégica, capacidade de negociação, conhecimento técnico em legislação e logística, domínio de idiomas, familiaridade com tecnologia e sensibilidade cultural são indispensáveis.

Como você enxerga o papel do Brasil no comércio exterior nos próximos anos?
Mariana – O Brasil tem potencial para ser protagonista, especialmente com alimentos, minérios, energia limpa e biotecnologia. Para isso, é preciso investir em infraestrutura, acordos comerciais e redução da burocracia.

Que conselhos você daria para quem deseja construir carreira em comércio exterior?
Mariana – Busque conhecimento prático, aprenda com erros, esteja sempre atualizado e desenvolva uma mentalidade global. O profissional dessa área precisa ser curioso, resiliente e conectado com as mudanças do mundo.

Há espaço para inovação no comércio exterior?
Mariana – Muito. Desde soluções logísticas inteligentes até plataformas de matchmaking internacional, passando por fintechs de câmbio e crédito. O setor ainda tem muito a evoluir com apoio de tecnologia.

Qual mensagem você deixa para as empresas brasileiras que ainda não exportam?
Mariana – A internacionalização pode parecer desafiadora, mas é perfeitamente viável com planejamento, orientação e coragem. O Brasil tem produtos e talentos de altíssimo nível, com a preparação adequada é possível diversificar mercados e trazer inúmeros benefícios para a empresa e sociedade.

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Comércio Exterior, Importação

China assume protagonismo nas importações brasileiras

No primeiro semestre de 2025, quase um terço das compras externas brasileiras vieram da China, um recorde histórico que sinaliza mudança na balança comercial nacional

Entre os meses de janeiro e junho deste ano, o Brasil passou por uma transformação em sua balança comercial, com forte avanço da China como principal parceira nas importações: 26,3% das compras externas brasileiras vieram do país asiático, marcando um recorde histórico, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. O crescimento foi de 37,2% sobre o mesmo período do ano anterior, um dado ainda superior ao desempenho das importações brasileiras, que subiram 16,7% no total durante os primeiros seis meses do ano. Ainda no período, os preços médios das importações chinesas tornaram-se ainda mais competitivos, com queda de 8,1%.

Para a Target Trading, empresa brasileira com 28 anos de atuação em comércio exterior, o bom índice é sustentado por fatores como a melhor compreensão das características do mercado brasileiro por parte das empresas chinesas, investimentos em fábricas e infraestrutura no Brasil, como a participação em portos, o que contribui diretamente para o crescimento das trocas comerciais, além de clara evolução da qualidade de produtos chineses. “Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo, com a geração de oportunidades em diversos setores, mas esse crescimento deve ser acompanhado com atenção para evitar uma dependência ainda maior de um único país em nossas relações comerciais”, afirma Carlos Campos Jr., cofundador e CEO da Target Trading.

A atuação da empresa com a China passa pela importação de máquinas de grande porte e autopeças. A Target Trading conta com uma forte infraestrutura logística, com centros de manutenção e inspeção para garantia de qualidade dos produtos, permitindo acompanhar de perto a evolução no crescimento dos negócios entre os dois países. 

Em meio a um cenário de constantes atualizações, a balança comercial aponta ainda uma queda de participação dos Estados Unidos para para 16% no primeiro semestre – o segundo menor patamar em 10 anos. “É importante destacar que devemos manter o bom diálogo e chegar a um bom termo com os Estados Unidos, que ainda se mantêm como um parceiro relevante para o país”, conclui Carlos Campos Jr.

Fonte: Target Trading

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Comércio Exterior, Exportação

Abertura de mercado para exportação do guaraná em pó do Brasil para a Malásia

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 395 aberturas de mercado desde o início de 2023

O governo brasileiro e o governo da Malásia concluíram negociação fitossanitária para que o Brasil exporte guaraná em pó para aquele país.

O guaraná em pó, nativo da região amazônica, é um dos produtos da biodiversidade brasileira com maior demanda do mercado internacional. O fruto do guaraná é naturalmente rico em cafeína, taninos, saponinas e catequinas, que contribuem para efeitos estimulantes, antioxidantes e anti-inflamatórios. Por essas características, tem ganhado espaço nas indústrias de bebidas energéticas e suplementos. O Brasil lidera a produção global de guaraná e é o principal exportador do insumo.

A Malásia, com mais de 34 milhões de habitantes e uma indústria alimentícia em expansão, importou do Brasil mais de US$ 1,27 bilhão em produtos agropecuários em 2024, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, cereais, farinhas, café e carnes.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 395 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esse resultado é fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior, Economia

Tarifaço é ação de grupo político, diz presidente da Apex

Taxação aos produtos brasileiros está prevista para começar em agosto

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, disse nesta terça-feira (22) que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil não se trata de um “problema” de comércio, mas da ação de grupos políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu não consigo achar o problema que nós temos com os Estados Unidos, para poder agir. Porque o que está vindo para nós não é um problema de comércio, é uma ação perversa de família, de grupos extremistas que querem danificar o país, querem danificar quem trabalha, danificar as empresas e danificar a soberania do nosso país. E diante disso devemos estar unidos como nunca antes”, disse Viana.

A afirmação foi feita durante cerimônia de assinatura de um convênio da Apex com a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), voltado para a exportação de produtos agroindustriais produzidos pelas cerca de 1,5 mil cooperativas ligadas à organização.

Cooperativas

Batizado de Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex), a ação é destinada exclusivamente às cooperativas e visa dar os subsídios para que elas consigam atingir mercados externos, por meio de capacitações.

Segundo dados da Unicafes, 92,6% das cooperativas adotam práticas sustentáveis na produção; 75% são agroindústrias e 73,4% promovem a inclusão de jovens e mulheres. A valorização das mulheres é um dos eixos do projeto, como reconhecimento ao trabalho desenvolvido e a dedicação ao cultivo de suas terras e ao desenvolvimento das comunidades onde atuam.

A presidente da Confederação Unicafes, Fátima Torres, destacou que a iniciativa vai ajudar a aumentar a força e a competitividade das cooperativas na abertura de novos mercados, tanto fora quanto dentro do país.

“Nós vamos estar disponibilizando capacitação para as nossas cooperativas e essa formação serve para os mercados. Claro que a Apex tem um foco no mercado internacional, mas essa capacitação vem para promover, cada vez mais, o amadurecimento da gestão das nossas cooperativas. E aí, a outra coisa é que, a partir desse convênio, nós vamos poder cada vez mais internacionalizar o nosso cooperativismo solidário”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior, Economia, Portos

Impulsionados pelas exportações, portos de SC crescem na movimentação de cargas

Porto de Itajaí, por exemplo, registrou um crescimento histórico em comparação com 2024, após volta da gestão federal no início deste ano.

Os portos de Santa Catarina registraram um avanço significativo na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2025. Só o Porto de Itajaí, por exemplo, registrou um crescimento histórico, passando de 104 mil toneladas em 2024 para 1.859 milhão em 2025, o que representa um aumento de 1.686%. As informações são da NSC TV.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o avanço é resultado da volta da gestão federal, no início do ano, e de um pacote de R$ 844 milhões em investimentos, que promete modernizar o terminal e torná-lo mais eficiente. O porto teve as atividades interrompidas em 2022, durante uma tentativa de privatização.

No Norte do Estado, o Porto de São Francisco do Sul também se destaca. Foram 8,8 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e junho, quase 100 mil a mais que no mesmo período do ano passado.

As exportações puxam esse resultado, com destaque pros grãos, como soja e milho. Já as importações vêm, principalmente, da China e do Oriente Médio com produtos de ferro, aço e fertilizantes.

O Porto de São Francisco é o maior de Santa Catarina em volume e já figura entre os 10 principais públicos do país.

O Porto de Imbituba, no Sul do Estado, registrou 162 atracações de janeiro a junho deste ano, com mais de 3,6 milhões de toneladas de cargas movimentadas. O desempenho positivo ocorre por conta do crescimento equilibrado de todos os moais de transporte marítimo: exportação, importação, cabotagem e transbordo.

A importação lidera com 1,68 milhões de toneladas movimentadas no acumulado de 2025. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Governo Federal), as operações de importação e exportação no terminal movimentaram mais de 800 milhões de dólares no primeiro semestre deste ano.

Fonte: NSC Total

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Comércio Exterior

ApexBrasil, Abemel e Casa Apis discutem medidas de curto, médio e longo prazos para encarar as tarifas de Trump

Estados Unidos consomem cerca de 80% do mel produzido no Brasil e taxação  anunciada pode afetar diretamente mais de 500 mil apicultores brasileiros 

Nesta quinta-feira (17), o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações  e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, recebeu o presidente da Associação Brasileira  dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo, e o diretor executivo da Central de  Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis), Wellington Dantas, para  analisar os impactos para o setor de mel com o tarifaço anunciado pelo presidente do  Estados Unidos, Donald Trump. 

“A produção brasileira de mel e própolis é estratégica. O momento pede união e  cooperação e é isso que estamos promovendo. Sabemos que cada setor tem suas  particularidades. Vamos construir juntos alternativas diante deste novo cenário global.” Jorge Viana, presidente da ApexBrasil

Segundo o presidente da Abemel, Renato Azevedo, atualmente, 80% das exportações  de mel do Brasil são destinadas aos Estados Unidos. “A gente depende totalmente  desse mercado. Estamos aqui para discutir alternativas. No curto prazo, a gente precisa negociar e ter uma extensão de prazo. A médio e longo prazos é preciso diversificar mercados promovendo o mel brasileiro em outros países”, afirmou Azevedo. Ele  reforçou a necessidade de elaborar um plano para reduzir a dependência dos Estados Unidos e buscar a inserção do produto na União Europeia, por exemplo, e em outros  mercados. Azevedo destacou que, para isso, é preciso desenvolver um trabalho de valorização do mel brasileiro. “O mel brasileiro é um mel de qualidade excepcional”,  afirmou.

Para o diretor executivo da Casa Apis, Wellington Dantas, a ApexBrasil é fundamental  para ajudar o setor a encontrar alternativas. “Diante das circunstâncias, a Apex pode  dialogar com outros setores, ver possíveis mercados e nos ajudar com outros órgãos,  como Ministério da Agricultura e Pecuária e Companhia Nacional de Abastecimento,  para ver a possibilidade de absorver alguma parte da produção aqui no Brasil”, apontou. Entre as possibilidades discutidas para o curto prazo está a ideia de negociar para retirar  alimentos desta taxação por serem perecíveis e com maior dificuldade de  redirecionamento para outros mercados no curto prazo.

Impactos reais

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil  produziu 64,2 mil toneladas de mel em 2023. Os pequenos produtores ocupam uma  posição de destaque na cadeia de mel e própolis brasileira e a taxação pode afetar  diretamente milhares de famílias. Durante a reunião também foram analisados alguns  impactos de logística e regras regulatórias para o redirecionamento da produção. 

O gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Laudemir Müller, que também participou da  reunião, reforçou que a Agência seguirá apoiando o setor.

“Primeiramente, vamos levar para as discussões de governo o diferencial que este setor tem, a importância que têm o mercado dos Estados Unidos, e o impacto do produto na agricultura familiar, em especial na região Nordeste. Em segundo, vamos buscar maneiras de reduzir o impacto  com medidas internas.” Laudemir Müller, gerente de Agronegócio da ApexBrasil

Com relação a atuação direta da ApexBrasil, Laudemir destacou o trabalho para a promoção do produto e a diversificação de mercados. “No que realmente nos compete mais diretamente, vamos buscar alternativas de mercado. O presidente Jorge Viana já determinou que seja feito imediatamente um projeto junto  ao setor para trabalharmos a promoção do mel brasileiro, especialmente o mel orgânico, em outros mercados, inclusive com a flexibilização em relação aos nossos  normativos, se for necessário, considerando a situação dramática do setor e a importância que tem para a agricultura familiar”, disse.

Ao final, o presidente da Abemel destacou a importância e o fortalecimento da parceria da entidade com a ApexBrasil diante do cenário de crise. “Crise é oportunidade. Vamos ver se a gente consegue estreitar este relacionamento e fazer desse limão uma limonada”, finalizou.

Fonte: Assessoria de Imprensa Apex Brasil

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Comércio, Comércio Exterior

Distribuidora americana de suco de laranja contesta na Justiça tarifas de Trump ao Brasil

Uma distribuidora de suco de laranja nos Estados Unidos acionou a Justiça contra a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil anunciada pelo presidente Donald Trump.

A sobretaxa está prevista para ser implementada em 1º de agosto. As empresas Johanna Foods e Johanna Beverages argumenta que o republicano usou um argumento na divulgação das taxas que não justifica a aplicação da sobretaxa sem a autorização do Congresso americano.

A ação foi protocolada na última sexta (18) no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA e pede que a corte reconheça que a tarifa foi aplicada de forma irregular e declare sua nulidade. É a primeira contestação de uma empresa americana às tarifas brasileiras.

Na carta endereçada ao presidente Lula (PT), Trump diz que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofre uma “caça às bruxas” no julgamento de que é alvo no Brasil acusado de tramar um golpe de Estado, entre outros.

A razão apontada, que é política, e não comercial, é ilegal na visão de diversos economistas americanos, que já previam uma contestação em tribunais.

A empresa alega que a “carta ao Brasil” não configura uma ação executiva válida, não é uma Ordem Executiva e não faz referência ou alteração a ordens previamente existentes, o que compromete sua legitimidade como ato oficial do governo.

Além disso, a empresa afirma que o presidente não declarou emergência nacional nem apontou qualquer ameaça incomum ou extraordinária vinda do exterior que justificasse a imposição da tarifa com base na segurança nacional, política externa ou econômica.

A companhia argumenta que, caso as sobretaxas entrem em vigor, ela teria os gastos com suco de laranja não concentrado importado do Brasil ampliados em cerca de US$ 68 milhões (R$ 380 milhões) no próximo ano. Segundo a empresa, caso as tarifas vão adiante, ela precisará aumentar os preços para o consumidor final em até 25%.

“A tarifa do Brasil resultará em um aumento significativo -e possivelmente proibitivo- no preço de um alimento básico do café da manhã americano”, afirma a petição.

A Johanna Foods alerta ainda para possíveis demissões, redução na produção e riscos à continuidade de suas operações, que sustentam cerca de 700 empregos nos estados de Nova Jersey e Washington.

Na petição protocolada no tribunal, a empresa afirma ser responsável pela produção de sucos de fruta e bebidas e iogurtes e são fornecedores de suco a gigantes varejistas, como “Aldi, Walmart, Sam’s Club, Wegman’s, Safeway e Albertsons”.

A empresa também afirma ser responsável pelo fornecimento de 75% “de todo o suco de laranja não proveniente de concentrado de marca própria nos Estados Unidos” e também para dois dos maiores produtores de suco de laranja de marca no país.

A companhia alega que a importação dos produtos brasileiros é fundamental para suas operações.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o Brasil é hoje o maior produtor e exportador de suco de laranja do planeta, vendendo 95% de sua produção para o Exterior. Desse volume, 42% tem os Estados Unidos como destino.

O diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Ibiapaba Netto, disse que se a nova alíquota for levada adiante, representaria um aumento de 533% nos tributos.

O Tribunal de Comércio Internacional dos EUA foi o mesmo que derrubou em 28 de maio a aplicação das tarifas globais de Trump. As sobretaxas foram reestabelecidas um dia depois por uma corte de apelação do país.

No centro da disputa, está o embasamento de Trump para dar uma justificativa legal às suas tarifas: a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977. A norma, historicamente utilizada para sanções e embargos, tornou-se peça central na estratégia de Trump para aplicar sobretaxas a diversos países e já é alvo de contestação na Justiça.

A IEEPA autoriza o presidente a agir diante de uma “ameaça incomum e extraordinária” vinda do exterior. Trump, no entanto, vem estendendo essa definição para justificar tarifas generalizadas, inclusive alegando que déficits comerciais ameaçam a prontidão militar americana.

No caso específico do Brasil, a transgressão teria ficado mais evidente, na opinião de analistas, por ele deixar claro a motivação política na retaliação comercial.

O argumento é que Trump teria excedido as prerrogativas que a legislação lhe confere para aplicar tarifas sem precisar do aval do Congresso Nacional.

Fonte: Folha de São Paulo

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Comércio Exterior, Evento, Inovação, Logística

COMÉRCIO EXTERIOR – Logistique 2025 aposta em expansão e estratégia

Evento em Balneário Camboriú busca reunir 150 marcas de peso, 15 mil visitantes e discute o papel do Brasil no novo tabuleiro global

Falta menos de um mês para a edição 2025 da feira Logistique e do Logistique Summit, eventos que se consolidaram como os mais relevantes do Brasil nas áreas de logística, transporte multimodal, intralogística e comércio exterior. A feira e o congresso técnico serão realizados entre os dias 12 e 14 de agosto, no Centro de Eventos Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC), com uma estrutura ainda mais robusta e uma programação voltada aos principais desafios e oportunidades que o setor enfrenta diante do novo contexto econômico global.

A expectativa para esta edição é ambiciosa: as estimativas de visitantes e expositores representa um crescimento de 60% em relação ao ano anterior. A projeção de 150 marcas expositoras e 15 mil visitantes, acompanham o momento favorável da cadeia logística brasileira, impulsionada por investimentos em infraestrutura, digitalização e acordos comerciais estratégicos.

A programação do Logistique Summit – parte técnica do evento – vai reunir autoridades, executivos e especialistas para debater temas de alta relevância, como macroeconomia, geopolítica, integração regional, transição energética, sustentabilidade e inovação nos processos logísticos.

Logistique Summit: debate sobre protagonismo do setor

De acordo com Leonardo Rinaldi, CEO da Logistique 2025, a proposta deste ano é mais do que reunir empresas e apresentar soluções: é provocar o setor a refletir sobre o protagonismo do Brasil em uma nova configuração geoeconômica. “Enquanto o mundo navega por águas turbulentas, o Brasil pode se posicionar como um player estratégico em um tabuleiro econômico em constante transformação. O Logistique Summit surge como um fomentador de diálogos que apontem caminhos sólidos e sustentáveis para o mercado brasileiro”, afirma.

A lista de palestrantes já confirmados reforça o peso e a diversidade temática do evento. Estarão presentes o estrategista e pesquisador do Center for Strategic and International Studies (CSIS), de Washington, Thiago de Aragão; o comentarista político e econômico da CNN Brasil, Caio Coppolla; o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto; o fundador da StartSe e Junior Borneli, entre outros nomes de destaque da economia, da tecnologia e da política nacional. Serão três palestras, painéis e apresentações que pretendem conectar experiências práticas com análises de tendências, políticas públicas e projeções globais.

Balneário Camboriú é oficializada como sede da feira

A escolha de Balneário Camboriú como sede, oficializada no ano passado após a mudança de Joinville, também contribui para o posicionamento estratégico da feira. Situada no coração da Região Sul, a cidade oferece fácil acesso a rodovias federais, aos principais aeroportos do estado e ao Porto de Itajaí, além de estar próxima de um dos maiores entroncamentos logísticos do país. A infraestrutura da cidade e sua capacidade hoteleira complementam as vantagens para quem participa da feira.

Além disso, a região sul do Brasil tem se destacado nos indicadores econômicos, que reforçam o ambiente propício à realização de um evento de grande porte voltado à logística e ao comércio exterior.

Para Leonardo Rinaldi, o momento é oportuno para que o Brasil consolide sua presença em mercados estratégicos e lidere iniciativas de integração comercial mais ambiciosas. “Com um crescimento expressivo previsto para 2025 e uma nova sede já consolidada junto ao setor, a Logistique promete ser um evento imperdível para empresários, investidores e profissionais que buscam competitividade em um cenário em rápida transformação”, conclui.

Mais do que uma feira de negócios, a Logistique 2025 se firma como uma plataforma de conteúdo, conexão e posicionamento internacional. Ao reunir os principais atores da cadeia logística e fomentar discussões de alto nível, o evento contribui diretamente para elevar o padrão de gestão, planejamento e inovação das empresas brasileiras em um mundo cada vez mais interdependente — e desafiador.

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Informação, Tributação

Tarifa de Trump obriga Brasil a acelerar busca por novos mercados de exportação

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025, provocou uma reação em cadeia no comércio exterior do Brasil. Com os EUA respondendo por uma fatia expressiva das exportações brasileiras — 40% do total no primeiro semestre deste ano, somando-se à China —, setores estratégicos, como agronegócio e aviação, estão em alerta.

O tarifaço obriga empresas brasileiras a repensarem suas rotas comerciais. Produtos como carne bovina, suco de laranja, café e pescado são alguns dos mais afetados. De acordo com dados do comércio exterior, só no primeiro semestre de 2025, os americanos compraram quase 8% da carne exportada pelo Brasil, 56% do pescado e 16% do café. “Redirecionar esses produtos não é uma tarefa simples. São décadas de negociações e avaliações técnicas para conquistar a confiança de novos mercados”, explicou o economista André Galhardo, em entrevista à Rede Globo.

Além das barreiras comerciais, o Brasil também precisa lidar com obstáculos culturais na busca por novos mercados. Países como a Índia, por exemplo, não consomem determinados produtos por motivos religiosos, o que impede a exportação de itens como carne bovina. Adaptar-se a esses novos destinos exige mais do que estratégia comercial — é necessário compreender profundamente os hábitos e preferências de consumo de cada população.

A resposta do governo brasileiro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou uma ofensiva diplomática para minimizar os impactos das sanções americanas. O ministro Carlos Fávaro declarou que o foco agora será abrir novas frentes no Oriente Médio, no Sul Asiático e no Sul Global — regiões com grande potencial consumidor. “Vamos reforçar as ações diplomáticas e buscar mercados alternativos. Já estamos em diálogo com entidades dos setores mais afetados para diversificar as exportações e reduzir os impactos internos, como a queda dos preços das commodities”, afirmou o ministro em pronunciamento oficial.

As medidas vêm sendo articuladas em parceria com os adidos agrícolas, que atuam como pontes entre o Brasil e outros países, levantando dados sobre demanda, legislações sanitárias e oportunidades comerciais.

Entre as novas apostas, destaca-se o mercado de carne caprina na Nigéria, país com mais de 220 milhões de habitantes e grande consumo dessa proteína. Outro exemplo está nas mangas: mesmo com produção limitada, os EUA importaram mais de US$ 570 milhões em mangas frescas em 2023, sendo o Brasil um dos principais fornecedores.

Dependência crítica do setor aéreo

Mesmo com alguma diversificação, o setor aeronáutico ainda depende fortemente dos Estados Unidos. No primeiro semestre de 2025, 65% das exportações do setor tiveram como destino o mercado americano. Trata-se de um segmento técnico, com ciclos longos de negociação e alto valor agregado.

Diversificação é palavra de ordem

Com o comércio exterior brasileiro pressionado, o governo e especialistas avaliam que o momento é propício para repensar a pauta exportadora e investir em produtos estratégicos para a economia do século 21. O Mapa tem incentivado a exportação de novos produtos e a entrada em mercados menos tradicionais, com base em relatórios detalhados que consideram hábitos de consumo, conjuntura política e ambiente regulatório. “Temos uma estratégia clara de diversificação. Estamos mapeando oportunidades que muitas vezes o setor produtivo ainda não enxergou, e que podem garantir mais resiliência ao agro exportador brasileiro”, explicou um porta-voz do Ministério da Agricultura.

FONTES: G1 / CNN / AGÊNCIA BRASIL

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: PORTO DE SANTOS / DIVULGAÇÃO

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