Comércio Exterior

Marco legal para comércio exterior segue ao Plenário

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (9) um projeto de lei que estabelece o marco legal para o comércio exterior. A matéria segue para o Plenário.

O PL 4.423/2024 foi apresentado pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) e recebeu um substitutivo do senador Fernando Farias (MDB-AL). Entre outras medidas, a matéria busca:

  • reforçar a proteção à indústria nacional contra práticas desleais e ilegais;
  • garantir a isonomia de tratamento entre produtos importados e nacionais; e
  • aumentar o controle sobre importações e exportações.

O PL 4.423/2024 substitui itens defasados da legislação e incorpora compromissos assumidos pelo Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), como o Acordo sobre Facilitação do Comércio. O texto estabelece, por exemplo, o uso obrigatório do Portal Único de Comércio Exterior para o pagamento de impostos, taxas e encargos. Ficam proibidos a exigência de documentos em papel ou o preenchimento de formulários eletrônicos em outras plataformas.

O relatório mantém a estrutura do projeto original, que consolida a legislação sobre comércio exterior em quatro livros: disposições gerais; controle e fiscalização; regimes aduaneiros; e disposições finais. Mas Farias incluiu alterações voltadas à defesa da economia brasileira. A primeira delas é o uso de medidas de proteção ao produtor nacional contra concorrência desleal e barreiras comerciais impostas por outros países ou blocos econômicos, desde que compatíveis com acordos internacionais.

Outra mudança é que produtos importados cumpram requisitos semelhantes aos exigidos das mercadorias produzidas pela indústria nacional. Segundo o senador, o objetivo é assegurar isonomia regulatória, proteger empregos, preservar a competitividade das empresas instaladas no Brasil e valorizar o cumprimento da legislação nacional.

Regras justas

O projeto veda a chamada “discriminação arbitrária”, ou seja: o tratamento diferente para produtos ou países sem uma justificativa clara. É o caso da aplicação, sem motivo técnico, de exigências mais duras para produtos de um país, enquanto mercadorias semelhantes de outros países obedecem a regras mais amenas.

O parecer também proíbe a aplicação de regras comerciais “injustificadas”. Todas as medidas devem atender a uma razão legítima, um motivo legal ou técnico, como risco sanitário, segurança nacional ou proteção ambiental.

O PL 4.423/2024 exige que regras de controle do comércio exterior sejam aplicadas de forma justa, transparente e com base técnica, para que o Brasil cumpra os compromissos que assumiu na OMC e em outros acordos internacionais. De acordo com o relator, não deverá haver “restrição disfarçada ao comércio”. Na prática, o texto proíbe a criação barreiras com aparência de norma técnica para dificultar importações ou exportações.

Aduana

Fernando Farias ampliou o controle aduaneiro e administrativo (regulação, fiscalização e controle sobre o comércio exterior de mercadorias). Segundo o relator, o controle pode ser feito com o objetivo prevenir fraudes e proteger:

  • a saúde humana, animal e vegetal;
  • o meio ambiente;
  • os direitos de propriedade intelectual; e
  • a segurança dos consumidores e do país

Para o relator, o projeto fortalece as relações comerciais do Brasil com outros países. “Um comércio exterior bem desenvolvido possibilita uma pauta diversificada de exportações, o que gera empregos, aumenta a arrecadação tributária, fortalece a balança comercial, contribui para a entrada de divisas estrangeiras e, em última instância, reduz a vulnerabilidade de uma nação às crises econômicas internacionais”, argumentou Fernando Farias no relatório.

Marco Legal do Comércio Exterior

Definições e diretrizes

Controle e fiscalização

Regimes aduaneiros

Defesa da economia nacional

Fonte: Agência Senado

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Comércio Exterior

Maior receio dos EUA é Brasil vender miúdos para Ásia, diz Abiec

Presidente da associação de exportadores de carnes destaca que há momento diplomático para Japão habilitar frigoríficos brasileiros ainda este ano

Com o crescimento populacional e a elevação da renda, a Ásia se consolidou como a prioridade do setor de carne bovina brasileiro.

O mercado asiático é visto como “a menina dos olhos” dos exportadores nacionais, que buscam expandir as vendas não apenas de cortes tradicionais, mas principalmente de miúdos — produtos de alto valor agregado que têm forte aceitação cultural e religiosa em países da região.

Para se ter uma noção, o mercado de língua bovina no Japão chega a pagar entre US$ 10 e US$ 12 o quilo, enquanto o Brasil exporta o mesmo produto a cerca de US$ 2, segundo o presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Roberto Perosa.

De acordo com o executivo, essa diferença de até seis vezes mostra o potencial de agregação de valor que os miúdos representam para a indústria nacional.

“Quem já foi no Japão sabe: numa churrascaria, em vez de servir a picanha fatiada como aqui [no Brasil], servem a língua fatiada, e é considerada um churrasco gourmet. Então, é costume. Se servir a língua aqui, poucas pessoas vão comer, mas lá é um produto valorizado. É essa a estratégia da indústria bovina brasileira”, explicou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (9).

Para Perosa, o maior medo dos americanos é o Brasil ampliar o acesso ao mercado asiático, justamente pela dimensão da demanda.

“Os Estados Unidos têm receio de perder espaço na Ásia porque sabem que não conseguem competir em escala com o Brasil. Eles têm teto de produção, e a Austrália também”, afirmou.

“Então, quando a gente abre espaço na Ásia, é um caminho sem volta. Esse é o grande ponto: a carne magra produzida pelo Brasil é necessária no mundo todo, mas é na Ásia que está o futuro do consumo”, pontuou.

Desta forma, uma das estratégias para ampliar a presença no mercado japonês é aproveitar o ambiente diplomático criado pelas recentes agendas entre os dois países e a COP30, conferência do clima que acontecerá em novembro em Belém (PA).

Mas tudo começou a avançar em março deste ano, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve no Japão após seis anos sem o país lançar um convite para visita de Estado para qualquer nação. Na ocasião, foram assinados tratados de cooperação em diversas áreas, inclusive a agropecuária.

Após o encontro, uma comitiva japonesa esteve no Brasil para averiguar os frigoríficos do país. O Japão é um dos países mais rigorosos em critérios sanitários sobre carne bovina do mundo.

Segundo Roberto Perosa, os movimentos mostram avanços concretos para a abertura de mercado para a carne bovina brasileira.

“É claro que isso está tudo em negociação ainda com o Ministério da Agricultura brasileira, que é o ministério e o órgão responsável por negociar com o governo japonês a abertura do mercado”, ponderou.

“A gente costuma dizer que existe um momento diplomático para haver esse anúncio. O momento diplomático está dado, e eu acho que é na COP, com a visita do primeiro-ministro japonês”, frisou.

Para além das tratativas com o mercado nipônico, nesta segunda-feira (8), a Indonésia anunciou a habilitação de 17 novas plantas brasileiras, elevando para 38 o número de frigoríficos aptos a exportar carne bovina ao país.

O governo indonésio também autorizou a entrada de carne com osso, miúdos e produtos preparados, ampliando o portfólio brasileiro no mercado local.

Em 2025, as exportações para a Indonésia já somam 15,4 mil toneladas, gerando US$ 71,6 milhões, um salto de 258,9% em valor e 253% em volume em relação ao mesmo período de 2024.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou 2 milhões de toneladas de carne bovina, alta de 20% frente a 2024, com faturamento de US$ 10,7 bilhões, avanço de 33%.

A China segue como principal destino, com 1 milhão de toneladas (US$ 5,4 bilhões), consolidando a liderança asiática no consumo da proteína brasileira.

Nos próximos meses, Perosa e sua equipe devem viajar para a China a fim de ampliar o diálogo para avançar com as negociações.

Perspectivas para 2025 e 2026

No balanço da Abiec, para as exportações em geral, a expectativa calculada em dezembro passado era de crescimento de 12% no volume e 14% no faturamento das exportações brasileiras de carne bovina em 2025.

O resultado parcial do ano já superou a previsão, com avanço de 16% em valor e de 12% em volume.

“Fizemos um compilado no fim do ano passado e projetamos 12% de incremento no volume de exportação, fazendo com que a gente passe de 13 milhões de toneladas de carne exportada e 14% em faturamento no incremento também do setor em 2025”, disse Perosa.

“E, para minha surpresa, isso está mantido, e está dando acima. Está dando 12% no volume, e no faturamento está dando um pouquinho mais, está dando 16%, mas muito em linha com o estudo que nós fizemos em dezembro.”

O dirigente ressaltou que, mesmo diante do impacto do tarifaço dos Estados Unidos, a diversificação geográfica tem sustentado os embarques.

“Claro que tem país a mais [recebendo exportações], tem país que diminuiu [a compra], mas no conjunto das exportações a gente está mantendo esse equilíbrio”, completou.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Operação Underbill: Receita Federal, PF e MPF deflagram operação para combater organização criminosa que atua no comércio exterior

Participam da operação 17 auditores-fiscais e analistas tributários e 50 policiais federais.

A Receita Federal, em ação conjunta com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta quarta-feira (10/09) a Operação Underbill, que tem por objetivo apurar crimes praticados por grupo empresarial responsável por sonegar tributos na ordem de R$ 90 milhões, promover a entrada irregular de produtos estrangeiros no território nacional e realizar pagamentos internacionais por meio de operações ilegais de câmbio.

A partir da análise de autuações fiscais realizadas sobre empresas importadoras, identificou-se indícios de ilícitos contra as ordens tributária e aduaneira, promovidos por grupos empresariais assessorados por empresa prestadora de serviço de despacho aduaneiro.

Nas operações comerciais e nos perfis econômicos desses importadores foram identificados indícios de subfaturamento das importações, sonegação de tributos federais, interposição fraudulenta de pessoas com a ocultação dos reais beneficiários, mitigação do controle aduaneiro quanto à correta identificação e quantificação dos produtos importados e burla aos controles de órgãos reguladores.

As informações fiscais e financeiras dos envolvidos também apontaram indícios de movimentação financeira incompatível de diversas pessoas físicas e jurídicas, evasão cambial e ocultação de patrimônio.

Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Pará. Os responsáveis poderão responder pelos crimes de descaminho, contrabando, sonegação fiscal, evasão cambial e organização criminosa.

Participam da operação 17 auditores-fiscais e analistas tributários e 50 policiais federais.

Fonte: Receita Federal

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Comércio Exterior, Inovação, Logística, Negócios, Networking, Tecnologia

Do RêBot na Intermodal ao IPO bilionário da Unitree: quando o futuro que apresentamos vira realidade

Em abril deste ano, durante a Intermodal South America, o RêConecta News surpreendeu o setor ao apresentar o RêBot — um humanoide de 1,40 m e mais de 60 kg de tecnologia — que interagiu com visitantes, provocou reflexões e marcou presença como símbolo do que estava por vir. À época, a ação já apontava para uma tendência global que hoje ganha manchetes: a Unitree Robotics, gigante chinesa responsável por popularizar humanoides no mercado, prepara-se para um IPO avaliado em até 50 bilhões de yuans (US$ 7 bilhões). 

Se em abril o RêBot parecia uma provocação futurista, agora o movimento mostra-se certeiro: a robótica deixou de ser atração de feira e tornou-se protagonista em um dos maiores IPOs de tecnologia da década. 

A Unitree e o salto da robótica para os mercados globais 

A Unitree Robotics, fundada por Wang Xingxing, já conquistou o mundo com seus vídeos virais mostrando humanoides caminhando, escalando e carregando cargas. Hoje, a empresa se prepara para abrir capital na STAR Market de Xangai, consolidando-se como um dos maiores players globais da robótica. 

O mercado aposta alto: além de já ser lucrativa, a Unitree tem apoio de gigantes como Alibaba, Tencent, Geely e China Mobile. Recentemente, a empresa lançou o humanoide R1, com preço acessível (cerca de US$ 5.600), peso de 25 kg e inteligência multimodal, sinalizando a popularização dessa tecnologia. 

Esse movimento reforça que o futuro não é mais um exercício de imaginação — é um mercado real, com bilhões de dólares em jogo e aplicações diretas em setores como logística, educação, segurança, saúde e comércio exterior. 

O Brasil conectado às maiores tendências globais 

Foi exatamente esse cenário que o RêConecta News trouxe para dentro da Intermodal South America. Ao apresentar o RêBot meses atrás, mostramos que o Brasil pode se posicionar como um observador ativo e participante do que há de mais avançado no mundo.  “Trazer o RêBot para a Intermodal é uma validação do que fazemos no RêConecta: manter nossos parceiros, clientes e seguidores alinhados com o que está bombando no mercado global. Não se trata só de chamar atenção, mas de mostrar que estamos prontos para o futuro – e o futuro está agora,” destacou Renata Palmeira, CEO do RêConecta, na época do evento. 

Networking, inovação e inteligência coletiva 

Na Intermodal 2025, o estande G100 do RêConecta reuniu mais de 10 empresas do setor, promovendo trocas estratégicas, lançamentos e conexões reais. O RêBot foi o símbolo, mas a mensagem era clara: a inovação abre portas para novos mercados e quem se conecta primeiro, sai na frente. 

RêConecta News: ser protagonista é antecipar movimentos 

Enquanto a China se prepara para um dos maiores IPOs de sua história com a Unitree Robotics, o Brasil já teve a oportunidade de experimentar — por meio do RêConecta — como essa tecnologia transforma a forma de pensar negócios. 

Depois do impacto gerado pelo RêBot neste ano, o RêConecta já trabalha para novamente surpreender o público na Intermodal 2026. A proposta é levar novas tendências globais, tecnologias emergentes e experiências que reforcem o papel do Brasil como parte ativa do cenário internacional de inovação em comércio exterior e logística. 

É esse o papel que o RêConecta News desempenha: não apenas noticiar, mas aproximar o mercado brasileiro das tendências globais, traduzindo inovação em oportunidades concretas. 

Fontes consultadas: 

Reuters – Chinese robotics firm Unitree eyeing $7 billion IPO valuation, sources say (08/09/2025). 

Reuters – China’s Unitree Robotics starts IPO process (18/07/2025). 

Reuters – China’s Unitree prices new humanoid robot at deep discount to 2024 model (25/07/2025). 

Benzinga – Tesla Optimus Rival Unitree Robotics Targets $7 Billion Shanghai IPO With Alibaba, Tencent Backing (09/2025). 

NY Post – This humanoid robot can run, cartwheel and fist-fight — and it costs just $6K (25/07/2025). 

Texto e imagens: REDAÇÃO 

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Mercado de trabalho, Mercado Internacional, Negócios, Sustentabilidade

Pressão no Comércio Exterior vai muito além das barreiras alfandegadas

Não é novidade que a saúde mental impacta diretamente na produtividade e no desempenho dos colaboradores. Estudos mostram que funcionários que lidam com questões emocionais têm sua performance comprometida e isso reflete na eficiência dos processos e nas relações com parceiros e clientes.

É fundamental que as empresas que operam num setor globalizado comecem a olhar mais atentamente para o bem-estar de seus colaboradores. Implementar políticas de suporte à saúde mental, oferecer horários mais flexíveis ou promover um ambiente onde o diálogo sobre saúde emocional seja incentivado, pode fazer toda a diferença.

Além disso, o impacto da pandemia global fez com que muitas organizações revisassem suas práticas de gestão de pessoas, reconhecendo a importância de oferecer suporte psicológico e emocional a seus times. A gestão de crise, que antes era focada exclusivamente em aspectos operacionais e financeiros, agora precisa incluir a saúde mental dos profissionais como uma prioridade.

Com a entrada da NR-1 em 26 de maio de 2025, as empresas passaram a ter um olhar mais atento as questões gestão de riscos psicossociais, um tema relacionado à saúde mental no trabalho. Fazendo com que as empresas tenham um papel crucial na promoção da saúde mental. Elas buscam desenvolver um ambiente de trabalho onde a saúde emocional seja tratada com a mesma seriedade que a saúde física. Assim criando espaços seguros para que os funcionários possam falar abertamente sobre seus desafios, sem medo de estigmas ou retaliações.

Como não relacionar com a área de comércio exterior a necessidade de saúde mental?

Nossos índices são alarmantes, Stress, Burnout, Depressão, vem junto com um setor muito dinâmico, multicultural e altamente desafiador. Quem atua nessa área de comércio exterior, sabe bem como a pressão é constante, prazos apertados, fusos horários diversos, adaptações a regulamentos internacionais, volatilidade cambial, o mundo em trânsito 24 horas e a necessidade de lidar com diferentes culturas e idiomas diariamente. Todos esses fatores contribuem para um ambiente de trabalho muitas vezes estressante.

Por trás das negociações internacionais e das estratégias logísticas, há um fator que nem sempre recebe a devida atenção, a saúde mental dos profissionais que fazem o comércio global acontecer. Esse campo, apesar de cheio de oportunidades, também pode ser um terreno fértil para o estresse crônico, a ansiedade e o esgotamento emocional.

No setor de comércio exterior, onde a conexão entre países e culturas é o cerne das atividades, é vital reconhecer que as diferenças culturais também afetam como questões de saúde mental são vistas e tratadas. O que pode ser normalizado em um país, pode ser considerado tabu em outro. As empresas que atuam nesse ambiente global precisam estar atentas a essas nuances culturais e desenvolver políticas inclusivas e adaptadas para seus diferentes times.

Cuidar da Mente é Cuidar dos Negócios

A relação entre saúde mental e sucesso profissional é clara. Empresas que cuidam do bem-estar emocional de seus colaboradores veem, em contrapartida, equipes mais engajadas, produtivas e dispostas a inovar. No comércio exterior, onde o ritmo frenético é uma constante, cuidar da mente é um investimento tão importante quanto desenvolver novas estratégias de mercado.

O Setembro Amarelo é um convite para todos nós falarmos sobre saúde mental. Precisamos ouvir, acolher e agir. E, no comércio exterior, essa conversa deve ser ampliada, para que os profissionais saibam que não estão sozinhos ao enfrentar os desafios emocionais dessa área.

Neste mês, convido você a refletir:  no seu ambiente de trabalho, a saúde mental está sendo abordada. Será que esta sendo feito um trabalho efetivo? Como podemos apoiar melhor as equipes e a nós mesmos?

Porque, no final das contas, cuidar da mente também é uma questão de estratégia de negócios – e uma das mais importantes.

O mês de setembro traz o Setembro Amarelo, uma campanha voltada para a conscientização e prevenção ao suicídio, bem como para a promoção de debates sobre a saúde mental. Porem, as empresas devem buscar apoiar as suas equipe durante TODO O ANO. Este é um tema que, infelizmente, ainda é cercado de tabus, especialmente no ambiente corporativo. Mas, cada vez mais empresas e profissionais estão percebendo a importância de cuidar da saúde mental, não apenas como uma questão de bem-estar pessoal, mas também como uma estratégia de sustentabilidade no longo prazo do nosso mercado.

Por: Rê Palmeira
CEO RêConectaNews

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Comércio Exterior

FIESC propõe redução temporária de taxas portuárias a exportadoras durante tarifaço

Em documento enviado aos administradores da Portonave e do Porto de Itajaí, entidade destaca impacto negativo das tarifas de 50% impostas pelos EUA às exportadoras e cita corte de empregos

Num esforço para minimizar os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, a Federação das Indústrias (FIESC), enviou ofício aos superintendentes da Portonave e do Porto de Itajaí sugerindo a redução de tarifas portuárias. A iniciativa é uma das medidas do desTarifaço, programa de apoio aos exportadores desenvolvido pelas entidades da FIESC.

“O chamado “tarifaço” têm exigido redução substancial dos preços de vendas e renegociação com os clientes com o objetivo de manter este mercado, que é estratégico, e que foi conquistado e consolidado com muito esforço ao longo de anos”, argumenta o presidente da FIESC, Gilberto Seleme. “A situação exige um esforço conjunto em todas as instâncias relacionadas ao tema, para mitigar os efeitos negativos para o País e Santa Catarina”, acrescenta.

A FIESC destaca que, diante do momento crítico, especialmente para setores como o de madeira e móveis, a concessão de incentivos como descontos temporários nas taxas de vistoria de container (scanner) e a ampliação do prazo de “free time” podem dar um alívio aos exportadores para manter custos competitivos no mercado externo.

A Federação também pede contribuições dos terminais para identificar medidas relacionadas aos órgãos auxiliares e intervenientes do Comércio Exterior que permitam a redução dos custos das operações.

Os setores de madeira e móveis exportaram em 2024 cerca de US$ 1,6 bilhão. Empregam mais de 70 mil trabalhadores, congregando cerca de 6 mil estabelecimentos. O mercado norte-americano é o principal destino das exportações do setor de madeira e de móveis catarinenses, representando cerca de 50% da destinação das vendas externas.

Embora foque principalmente na cadeia florestal, a Federação pede para que as medidas também sejam avaliadas para outros setores, colocando-se à disposição para apresentar as justificativas.

No documento, a FIESC lembrou o fechamento de 581 vagas de trabalho em julho de 2025 só no setor de madeira e móveis, um dos mais impactados pelo aumento das tarifas, dada a exposição ao mercado norte-americano.


Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio Exterior

Com tarifaço e oferta global escassa, café sobe mais de 30% em agosto

Perdas na safra brasileira também contribuem para o cenário de cotações em alta

A tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos ao café brasileiro desde 6 de agosto está impulsionando os preços internacionais do grão e o fechamento de contratos de café do Brasil para Europa e Ásia neste mês. Na Intercontinental Exchange (ICE), o contrato para dezembro saiu de US$ 287,55 por saca em 31 de julho para US$ 378,30 por saca na sexta-feira (22/8), uma alta no mês de 31,6%.

Márcio Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), diz que com a tarifa imposta por Trump, os compradores americanos pararam de comprar do Brasil e passaram a buscar grãos de outras origens. Mas, devido à oferta global escassa, os preços do café voltaram a subir mesmo no fim da colheita brasileira do arábica.

“Isso foi gerando incertezas no mercado e outros países começaram a antecipar compras de café. A gente tem percebido esse movimento do lado da Europa e da Ásia”, disse Ferreira.

O presidente do Cecafé acrescentou que perdas na safra brasileira também contribuem para o cenário de preços em alta. A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) divulgou nesta semana perdas de pelo menos 412 mil sacas de café arábica na região do Cerrado Mineiro, devido às geadas que atingiram a região nos dias 10 e 11 de agosto. “O mercado não consegue prever onde está o pico de preços”, disse.

Ferreira afirmou ainda que os consumidores americanos têm sido os mais afetados pelo tarifaço. Além da tarifa de 50% sobre o café brasileiro, Trump impôs tarifa de 20% ao café do Vietnã e de 10% aos grãos da Colômbia.

“O consumidor americano passa a ser um aliado contra a tarifa, porque ele é muito prejudicado. A questão é até que ponto isso vai influenciar a decisão do governo americano. A gente sabe que o café é uma moeda forte de troca numa mesa de negociação. A gente continua trabalhando buscando uma isenção”, afirmou o executivo.

Segundo dados da balança comercial divulgados pelo governo, nas três primeiras semanas de agosto os embarques de café verde cresceram 14% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em julho, segundo o Cecafé, as exportações havia recuado 27,6%, para 2,73 milhões de sacas. Em receita, houve aumento de 10,4%, para US$ 1,03 bilhão.

Fonte: Globo Rural

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Comércio Exterior

Corrente de comércio chega a US$ 425 bi de janeiro até a 1° semana de setembro

No ano, as exportações totalizam US$ 234 bi e as importações, US$ 190,7 bi, com saldo positivo de US$ 43,3 bi e corrente de comércio de US$ 424,6 bi

Na 1ª semana de setembro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 0,5 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,3 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,9 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 234 bilhões e as importações, US$ 190,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 43,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 424,6 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (8/9), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 1º Semana de setembro/2025

No comparativo mensal das exportações, comparadas as médias até a 1ª semana de setembro/2025 (US$ 1,280 bi) com a de setembro/2024 (US$ 1,355 bi), houve queda de 5,5%. Em relação às importações houve crescimento de 5,7% na comparação entre as médias até a 1ª semana de setembro/2025 (US$ 1,178 milhões) com a do mês de setembro/2024 (US$ 1,114 milhões).

Assim, até a 1ª semana de setembro/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.458,75 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 102,93 milhões. Comparando-se este período com a média de setembro/2024, houve queda de 0,4% na corrente de comércio.

Exportações em importações por Setor

No acumulado até a 1ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 37,9 bi (4,8%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 68,89 bi (25,4%) em Agropecuária e de US$ 40,25 bi (14,0%) em Indústria Extrativa.

No acumulado até a 1ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 18,09 milhões (24,6%) em Indústria Extrativa e de US$ 54,23 milhões (5,4%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 3,4 milhões (15,5%) em Agropecuária.

Fonte: MDIC

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Comércio Exterior

Lula diz que países do Brics são ‘vítimas de chantagem tarifária’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que os países do Brics estão sendo “vítimas de práticas comerciais injustificadas e ilegais” e que a “chantagem tarifária está sendo normalizada como instrumento para conquista de mercados e para interferir em questões domésticas”. A declaração foi dada no discurso do presidente durante a cúpula virtual do Brics.

A reunião foi fechada, mas a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) divulgou o conteúdo do discurso lido pelo presidente brasileiro.

Lula não mencionou o governo dos Estados Unidos ou o presidente norte-americano, Donald Trump, mas deixou claro em seu discurso as críticas à política comercial do republicano. Afirmou que da última cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro em julho, até hoje “vivemos um momento de crescente instabilidade”.

– Está cada vez mais claro que a crise de governança não é uma questão conjuntural. Os pilares da ordem internacional criada em 1945 estão sendo solapados de forma acelerada e irresponsável. A Organização Mundial do Comércio está paralisada há anos – disse o petista.

– Em poucas semanas, medidas unilaterais transformaram em letra morta princípios basilares do livre-comércio como as cláusulas de Nação Mais Favorecida e de Tratamento Nacional. Agora assistimos ao enterro formal desses princípios. Nossos países se tornaram vítimas de práticas comerciais injustificadas e ilegais. A chantagem tarifária está sendo normalizada como instrumento para conquista de mercados e para interferir em questões domésticas – completou, em seguida.

Segundo Lula, a imposição de “medidas extraterritoriais ameaça nossas instituições”. A fala foi uma referência a imposição da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seus efeitos para além das fronteiras norte-americanas.

A reunião acabou por volta das 11 horas. O encontro foi fechado, mas a Presidência da África do Sul divulgou trecho da fala do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, em seu canal do YouTube.

As falas dos demais líderes não foram divulgadas. Pelo trecho divulgado pelo governo sul-africano, foi possível identificar os líderes presentes.

Além dos já citados, estavam presentes: Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, presidente do Egito; Prabowo Subianto, presidente da Indonésia; Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro dos Emirados Árabes Unidos; e Taye Atske Selassie, presidente da Etiópia.

Fonte: Pleno News

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Comércio Exterior, Exportação

Exportações da China em agosto desaceleram ao nível mais baixo em 6 meses

O crescimento das exportações da China desacelerou para o nível mais baixo em seis meses em agosto, já que o breve impulso de uma trégua tarifária com os EUA se desvaneceu, mas a demanda em outros lugares proporcionou algum alívio às autoridades, que tentam sustentar uma economia que enfrenta baixo consumo interno e riscos externos.

As autoridades estão contando com os fabricantes para diversificarem os mercados na esteira da política comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, permitindo-lhes atingir a meta de crescimento anual de Pequim de “cerca de 5%” sem se apressarem em oferecer apoio fiscal adicional de curto prazo.

As exportações da China aumentaram 4,4% em relação ao ano anterior em agosto, segundo dados alfandegários divulgados nesta segunda-feira (8), abaixo da previsão de aumento de 5% em uma pesquisa da Reuters e marcando o crescimento mais lento em seis meses.

Isso se compara ao aumento de 7,2% de julho, que foi melhor do que o esperado.

As importações cresceram 1,3%, após um crescimento de 4,1% no mês anterior. Economistas haviam previsto um aumento de 3,0%.

A desaceleração do crescimento das exportações foi afetada por uma base de comparação alta, mas o número de agosto passado também foi distorcido pela pressa dos fabricantes em superar as tarifas de vários parceiros comerciais.

As exportações da China para os EUA caíram 33,12% em relação ao ano anterior em agosto, enquanto suas remessas para os países do sudeste asiático aumentaram 22,5% no mesmo período.

Os produtores chineses estão tentando exportar mais para os mercados da Ásia, África e América Latina para compensar o impacto das tarifas de Trump, mas nenhum outro país se aproxima do poder de consumo dos EUA, que já absorveu mais de US$ 400 bilhões de produtos chineses anualmente.

Fonte: CNN Brasil

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