Agricultura, Agronegócio, Industria, Informação, Sustentabilidade

EUA e Europa Enfrentam Queda de 40% na Produção de Alimentos, Alertam Cientistas

Andrew Hultgren, da Universidade de Illinois, e Richard Waite, do World Resources Institute, dizem que países grandes produtores estão menos adaptados que aqueles de áreas naturalmente mais quentes do planeta

Produção de alimentos têm se tornado um desafio em várias regiões do mundo

As regiões agrícolas mais férteis do planeta estão enfrentando um adversário formidável: as mudanças climáticas. Um novo estudo revela que países desenvolvidos, conhecidos por sua alta produção de alimentos, podem ver uma redução drástica na produção de milho e trigo, com perdas de até 40% nas próximas décadas.

O Estudo Revelador

Pesquisadores de instituições renomadas dos EUA e do exterior mapearam mais de 12 mil regiões em 55 países. A pesquisa, publicada na revista Nature, descobriu que, para cada aumento de 1°C na temperatura global, a produção de alimentos pode cair cerca de 120 calorias por pessoa por dia — quase 4,4% do consumo diário.

A Vulnerabilidade dos Celebridades da Agricultura

O estudo destaca que, mesmo com a implementação de estratégias de adaptação, áreas conhecidas como “celeiros agrícolas” estão sob grave ameaça. Andrew Hultgren, professor da Universidade de Illinois, sintetiza essa realidade dizendo: “Quem mais tem a perder, realmente, perde mais.” Ele ressalta que, em vez de as regiões mais pobres enfrentarem os maiores desafios, são os agricultores de locais como os EUA que agora correm riscos maiores.

O Papel do Aquecimento Global

Este estudo surge após outra pesquisa, que aponta um aumento sem precedentes na gravidade das secas globais devido ao aquecimento. Em 2022, 30% da superfície terrestre enfrentou secas de intensidade moderada a extrema, com grande parte disso sendo atribuída a temperaturas mais altas.

Um Paradoxo Assustador

Esse fenômeno cria um padrão surpreendente: as regiões que atualmente se destacam como grandes celeiros, beneficiadas por climas favoráveis, são as mais vulneráveis. Como destaca Hultgren, essas áreas não estão tão expostas ao calor extremo e, portanto, não desenvolveram adaptações a ele. Em contraste, as regiões mais quentes e de baixa renda já estão habituadas a lidar com extremidades climáticas, o que lhes confere uma leve vantagem.

O Impacto nas Culturas

As consequências para cultivos específicos são alarmantes. A produção de milho, por exemplo, poderá enfrentar uma queda de até 40% em áreas como o cinturão de grãos dos EUA, leste da China e partes da Ásia Central. Já o trigo, em países como Estados Unidos, Canadá e Rússia, deve ver perdas entre 30% e 40%.

Um Novo Olhar Sobre a Adaptação

A pesquisa também vai além de meras previsões, analisando como os produtores realmente se adaptam às mudanças climáticas. Hultgren comenta que, embora a adaptação não elimine por completo os riscos, ela pode mitigar cerca de um terço das perdas futuras.

Questões de Segurança Alimentar

A situação é crítica para a segurança alimentar global. Enquanto o arroz pode escapar de perdas significativas, outros cultivos enfrentam destinos sombrios. O impacto potencial é impressionante: as áreas mais produtivas do mundo podem ver suas rendas reduzidas, elevando a produção global e gerando aumento nos preços dos alimentos.

  • Desafios em Países de Baixa Renda
    • Mesmo que se adaptem melhor ao calor, essas regiões enfrentam suas próprias dificuldades.
    • Culturas essenciais, como a mandioca, podem sofrer perdas de até 40% na África Subsaariana, colocando em risco a segurança alimentar de populações inteiras que dependem da agricultura de subsistência.

O Custo das Mudanças

Os pesquisadores também calcularam como essas perdas agrícolas impactarão as políticas climáticas. Cada tonelada de CO₂ emitida pode custar à sociedade entre US$ 0,99 e US$ 49,48 devido a essas perdas, dependendo das suposições econômicas adotadas.

Uma Espiral de Desafios

Richard Waite, do World Resources Institute, ressalta que a diminuição dos rendimentos em um mundo que exige mais comida levará a uma pressão adicional sobre os ecossistemas naturais, criando um ciclo vicioso. Essa interação entre a produção agrícola e a saúde dos ecossistemas destaca a urgência de estratégias mais eficazes para se adaptar a um clima em mudança.

Propostas para o Futuro

Waite sugere que as abordagens tradicionais de adaptação precisam ser repensadas. “Devemos desenvolver culturas alimentares que não apenas aumentem os rendimentos, mas que também possam resistir a temperaturas altas e padrões de chuva imprevisíveis.”

A Necessidade de Ação Imediata

A pesquisa indica a urgência em reduzir as emissões e em apoiar a adaptação da agricultura e pecuária. O fracasso em agir pode resultar em uma crise alimentar global e em instabilidade social. Hultgren alerta: “Devemos acender um sinal de alerta sobre a segurança alimentar global e as tensões políticas em um futuro de aquecimento acentuado.”

Reflexões Finais

À medida que enfrentamos esses desafios climáticos, é crucial nos unirmos para buscar soluções. A situação pode parecer desalentadora, mas cada passo em direção à inovação e adaptação pode fazer a diferença. Convidamos você a refletir sobre o futuro da agricultura e como nossas escolhas de hoje moldarão os dias de amanhã.

Sua Opinião É Importante

Por fim, gostaríamos de ouvir o que você pensa sobre essas questões. Quais soluções você acredita que podem ser adotadas para mitigar os impactos das mudanças climáticas na agricultura? Sua voz é fundamental para construirmos juntos um futuro sustentável.

Fonte: Fronteira Econômica

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Agronegócio, Exportação

Receita com exportações de carne bovina da Argentina cresce 30% em maio/25

As exportações de carne bovina in natura da Argentina atingiram quase 53.800 toneladas em maio/25, gerando receita total de US$ 293,6 milhões, segundo informa o portal do Clarín, com base em dados do Consórcio de Exportadores de Carne da Argentina (ABC).

Em comparação com maio de 2024, os volumes exportados no mês passado caíram 3,8%. No entanto, considerando a mesma base de comparação, o faturamento obtido foi 30% maior, refletindo uma recuperação nos preços médios (as cotações da carne brasileira também têm registrado recuperação no exterior ao longo de 2025).

O valor médio da proteína argentina atingiu US$ 5.459/tonelada em maio/25, 7,9% a mais que em abril/25 e 35,1% superior ao preço médio de maio/24.

Na comparação com abril/25, os embarques de maio/25 apresentaram um leve aumento de 1,4%, enquanto a receita subiu 9,4% na mesma base de comparação

No entanto, os US$ 5.459/tonelada obtidos em maio/25 pelos exportadores argentinos estão US$ 840 abaixo dos picos registrados em abril de 2022.

Confira a seguir um histórico das exportações argentinas de carne bovina a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Argentinas de Carne Bovina | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

China comprou mais de 70% do total embarcado

Assim como o setor brasileiro de exportação de carne bovina in natura, a China continua sendo o mercado mais importante para a proteína argentina.

Em maio/25, o mercado chinês representou 70,9% do volume total exportado pela Argentina – uma dependência ainda mais forte que a apresentada pelo Brasil, que direciona ao país asiático em torno de 50% de tudo que embarca anualmente.

No mês passado, informa o Clarín, a China comprou da Argentina 13.600 toneladas de carne bovina com osso, no valor de US$ 27 milhões, e outras 24.500 toneladas de carne sem osso, avaliadas em US$ 117,7 milhões.

No total, o mercado chinês representou 67% das exportações acumuladas nos primeiros cinco meses de 2025, acrescenta a reportagem.

No entanto, o preço médio de venda da carne bovina argentina para a China ficou em US$ 4.802/tonelada em maio/25, bem longe dos US$ 5.900 atingidos em maio de 2022.

Resultado no acumulado do ano

Entre janeiro e maio de 2025, a Argentina exportou 250,4 mil toneladas de carne bovina resfriada e congelada, avaliada em US$ 1,262 bilhão, o que representa uma queda de 20,6% sobre igual intervalo do ano passado.

Porém, em receita, houve aumento de 4,9% nos embarques, considerando a mesma base de comparação.

Miúdos em ascensão

Além da carne resfriada e congelada, as exportações de miúdos bovinos e produtos preparados da Argentina apresentaram bom desempenho, relata o Clarín.

Em maio/25, foram embarcadas 9.200 toneladas, gerando receita de US$ 16,6 milhões, a um preço médio de quase US$ 1.820 por tonelada. Entre os produtos de destaque, estavam as línguas bovinas, com picos de quase US$ 3.500 por tonelada.

Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas de miudezas totalizaram 48.300 toneladas e geraram receitas de US$ 83,5 milhões.

Fonte: Portal DBO

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Agronegócio, Exportação, Portos

Prefeitura aposta no Porto de Maricá para impulsionar exportação de gado vivo e fortalecer o agronegócio

A Prefeitura de Maricá quer aproveitar o crescimento da exportação de gado vivo no Brasil para trazer a atividade para a cidade. Uma reunião na manhã desta terça-feira (17/06) alinhou ações e medidas necessárias para a implantação de um dos maiores segmentos dentro do agronegócio brasileiro na atualidade.

construção do Porto de Maricá – cujas obras começam no segundo semestre deste ano – é vista como fundamental para o sucesso da exportação no município. Apesar disso, mesmo enquanto o empreendimento ainda não estiver pronto, o município já apresenta condições para se tornar uma área de quarentena dos animais, onde o gado vindo de vários lugares do Brasil passará por um pré-embarque.

“Toda essa parte de quarentena do gado foi discutida. Maricá pode receber esses animais de outras partes do Brasil para quarentenar e depois exportar. Aqui existe muito potencial para que a cidade faça parte desse novo momento do agronegócio no Rio de Janeiro na exportação”, disse Raphael Moreira, superintendente do Ministério da Agricultura no Estado do Rio de Janeiro.

Brasil exportou mais de 1 milhão de animais no último ano. Já o Rio de Janeiro, a partir de janeiro deste ano, teve habilitado o Porto do Açu, em São João da Barra, como primeiro local no estado para a exportação de gado em pé. Cada embarcação leva de 5 a 7 mil gados, podendo chegar a 20 mil.

Antes, só se exportava gados vivos por São Paulo, Pará e Rio Grande do Sul. Com a construção do Porto de Maricá e a possibilidade de outros portos entrarem em condições para a exportação, vai haver crescimento econômico nas cidades participantes, além da geração de emprego e renda.

“Serão gerados muitos empregos em várias áreas ligadas ao segmento. Transporte, alimentação dos animais, cuidados veterinários… toda essa cadeia será envolvida. Cada embarcação movimenta cerca de R$ 400 milhões na economia do estado. Logo, mais empresas que virão para Maricá e, consequentemente, a população será beneficiada”, concluiu Raphael.

Início do projeto

Antes mesmo da conclusão das obras do Porto, Maricá já terá condições de se inserir no mapa da exportação de gado vivo. Havendo uma unidade de pré-embarque, a atividade já poderá ser executada na cidade. O município vai funcionar, inicialmente, como espaço de quarentena para os gados, efetuando a exportação por outros portos.

agronegócio é tratado como uma das potências do Brasil, pela importância de impacto no crescimento do PIB. O Rio, apesar de ser um estado pequeno territorialmente, mostra capacidade em disputar com os outros estados em termos de qualidade. A vinda da exportação de gado Maricá é vista como um marco de desenvolvimento da agricultura.

“Maricá tem a possibilidade de ter uma demanda que hoje, ainda, é reprimida. Teremos tanto a exportação quanto o confinamento do gado na região. Eu entendo que Maricá tendo um porto teria total condição de se tornar uma potência em exportação para o mundo inteiro”, relatou Renato Poubel, veterinário e empresário.

Diversificação econômica

companhia Maricá Alimentos (Amar), responsável pelas estratégias de diversificação da economia a partir da biotecnologia e setor agroalimentar, também fará parte do processo de exportação de gados vivos na cidade.

“Nós queremos expandir todas as iniciativas. E a exportação de gado vivo é algo que está crescendo no Rio de Janeiro. A partir desse encontro, vamos ver as possibilidades do gado confinado aqui em Maricá sendo destinado à exportação”, garantiu Marlos Costa, presidente de Amar.

A companhia trabalha paralelamente também há alguns meses para conseguir a certificação agropecuária nacional na cidade junto ao Ministério da Agricultura. Já há a inspeção municipal, de responsabilidade da Secretaria de Agricultura e Pecuária, e Maricá quer garantir também produtos com o Serviço de Inspeção Federal (SIF) para que toda a produção municipal de alimentos possa ser destinada ao mercado brasileiro e internacional.

Fonte: Compre Rural

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Agronegócio, Exportação

Exportações sustentam preços do boi gordo em mercado de valorização contida

Demanda externa impulsiona o setor, enquanto o cenário interno mostra sinais de cautela

O mercado físico do boi gordo apresentou preços firmes ao longo da última semana, embora as altas tenham perdido força em comparação com o ritmo registrado até a primeira quinzena de junho.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, com os frigoríficos mais cautelosos, o movimento de valorização foi contido à espera da entrada mais expressiva de animais confinados via contratos a termo.

“O mercado ainda centra suas atenções nas exportações, com um desempenho bastante favorável, enquanto o mercado doméstico conta com suas fragilidades”, afirma.

Os preços da carne bovina ficaram estáveis durante a semana. “A reposição entre atacado e varejo segue mais lenta, como é comum na segunda metade do mês, o que pode pressionar os preços no curto prazo.”

Segundo Iglesias, além disso, há uma tendência de consumo por proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos, o que reduz o ritmo de vendas da carne bovina no mercado interno.

Preços da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 325 (alta de 1,56% frente aos R$ 320 da semana anterior)
  • Goiás: R$ 305 (estáveis)
  • Minas Gerais: R$ 305 (alta de 1,7% frente aos R$ 300)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,30 (alta de 1,56% em comparação aos R$ 315)
  • Mato Grosso: R$ 320 (alta de 1,6% frente aos R$ 315)

Exportações em destaque

As exportações de carne bovina in natura (fresca, refrigerada ou congelada) seguem como principal alicerce do mercado.

Nos primeiros dez dias úteis de junho, o Brasil embarcou 117,2 mil toneladas do produto, com receita de US$ 634,4 milhões — uma média diária de US$ 63,4 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O desempenho representa crescimento de 47,6% na média diária de receita frente a junho de 2024, além de alta de 21,8% no volume médio exportado por dia e aumento de 21,2% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 5.411,40.

Fonte: Canal Rural

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Agronegócio

Sem aviso prévio, governo corta seguro rural e tensiona relação com o agro

Ministério da Agricultura congelou 42% do orçamento de 2025 para o PSR; integrantes da frente da agropecuária relatam não ter havido comunicação

Sem nenhuma comunicação prévia ao setor, o Ministério da Agricultura congelou quase metade do orçamento disponível para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), um dos principais pilares da política agrícola nacional e ponto sensível na relação com o agronegócio.

Dados obtidos pela CNN indicam que, nesta quarta-feira (18), o ministério fez um bloqueio de R$ 354,6 milhões e um contingenciamento de outros R$ 90,5 milhões no seguro rural.

O valor total do congelamento — de R$ 445 milhões — corresponde a 42% da dotação de R$ 1,060 bilhão aprovada no orçamento do PSR para 2025.

Os números foram inseridos no Sistema Integrado de Orçamento e Planejamento (Siop) e a informação sobre o congelamento foi confirmada por fontes do ministério. Oficialmente, a pasta não se manifestou.

Três integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ouvidos pela CNN demonstraram surpresa e consternação com o corte. Eles relataram não ter havido nenhum tipo de aviso prévio do governo sobre isso.

Pela lógica orçamentária, os bloqueios são bem mais problemáticos para a execução dos ministérios do que os contingenciamentos.

Os bloqueios se referem a despesas que precisam ser cortadas porque ultrapassam o teto de gastos e têm chances remotas de reversão.

Já os contingenciamentos podem ser revertidos com mais facilidade porque buscam garantir o atingimento da meta fiscal. Portanto, em caso de receitas extras, os valores são descontingenciados.

O seguro rural é uma forma de diminuir a exposição dos produtores a riscos naturais que levem à quebra da safra, como enchentes e secas mais fortes.

Contratando o seguro, o produtor repassa seus riscos para uma seguradora. Como o custo é normalmente proibitivo, por características específicas da agropecuária, o governo oferece um subsídio por meio do PSR. Trata-se, na prática, de um auxílio financeiro para a contratação da apólice.

O congelamento deve gerar ainda mais tensão entre o governo e o setor, que já vinha reclamando de iniciativas como a taxação das Letras de Crédito Agrícola (LCAs), um dos principais “fundings” do campo, que deixarão de ter isenção de Imposto de Renda e passarão a ter alíquota de 5%.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu, em abril, uma ampliação do orçamento do seguro rural para R$ 4 bilhões no próximo Plano Safra.

O corte desta quarta-feira vai na direção contrária e aumenta as expectativas sobre o anúncio do Plano Safra 2025/2026, que deve ocorrer entre o fim de junho e início de julho.

Fonte: CNN Brasil


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Agronegócio

Abates de bovinos, suínos e frangos registram recordes no primeiro trimestre

Aquisição de leite cru e produção de ovos também cresceram no período

A agropecuária brasileira registrou recordes no abate de bovinos, suínos e frangos no primeiro trimestre de 2025, mostram os resultados completos das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro, e da Produção de Ovos de Galinha, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

O abate de bovinos cresceu 4,6% no primeiro trimestre de 2025, para 9,869 milhões de cabeças, em comparação ao mesmo período de 2024. Esse é o maior nível de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 1997. Em relação ao quarto trimestre de 2024, o aumento foi de 1,9%.

O aumento do número de cabeças abatidas na comparação com o primeiro trimestre de 2025 foi de 435,61 mil, com altas em 22 das 27 unidades da federação. O mês de maior atividade no abate de bovinos foi janeiro, quando foram abatidas 3,35 milhões de cabeças, 4,8% a mais do que em janeiro de 2024.

O abate de fêmeas apresentou alta de 11,3% contra igual período de 2024, o que demonstra a continuação da tendência de aumento dessa categoria nos primeiros meses de 2025, segundo o IBGE.

Na criação de suínos, o aumento de abates foi de 1,6% no primeiro trimestre de 2025, em relação ao primeiro trimestre de 2024, para 14,325 milhões de cabeças. Foram 230,99 mil cabeças a mais, um aumento puxado por altas em 17 das 26 unidades da federação que participam da pesquisa.

Já o abate de frangos cresceu 2,3% no primeiro trimestre de 2025, para 1,639 bilhão de aves. Foram 37,17 milhões de cabeças a mais, com expansão dos abates em 20 das 26 unidades da federação acompanhadas pela pesquisa. No primeiro trimestre, o Brasil ainda tinha o status de livre de gripe aviária, depois suspenso devido ao caso registrado em uma granja comercial em Montenegro (RS) em maio.

Leite

A aquisição de leite cru feita por estabelecimentos sob inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) subiu 3,4% no primeiro trimestre de 2025 em comparação a igual trimestre de 2024, para 6,49 bilhões de litros. O IBGE informou ainda que, frente ao quarto trimestre de 2024, a aquisição de leite caiu 4,3%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, a alta de 3,4% significou um acréscimo de 210,55 milhões de litros de leite captados em nível nacional. Houve aumento em 19 das 26 unidades da federação participantes da Pesquisa Trimestral do Leite.

A região Sul respondeu pela maior proporção na captação de leite cru no país, com 39,6% do total, seguida pelas regiões Sudeste (36,3%), Centro-Oeste (10,9%), Nordeste (9,3%) e Norte (3,9%). No caso da região Nordeste, o primeiro trimestre foi recorde na aquisição de leite, puxado por aumento da produtividade, segundo a gerente da pesquisa, Angela Lordão.

“O Sul do país apresentou o maior volume adquirido em primeiro trimestre para a grande região. Paraná foi o estado que teve o maior crescimento (10,1%) em relação ao mesmo período do ano anterior”, afirma Lordão. Ela acrescenta que houve uma demanda boa para os derivados lácteos, com redução nos custos de produção no segundo semestre do ano passado, o que interferiu na atividade, aumentando o investimento.

O preço médio do leite pago ao produtor que foi de R$ 2,76, um aumento de 22,1% versus o primeiro trimestre de 2024 e estabilidade em relação ao quarto trimestre de 2024.

Ovos

A produção de ovos de galinha cresceu 8,3% no primeiro trimestre de 2025, para 1,196 bilhão de dúzias, em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2024, houve queda de 1% na produção.

Vinte e cinco dos 26 Estados apresentaram alta da produção no primeiro trimestre de 2025, ante igual período de 2024, o que resultou em 92,14 milhões de dúzias a mais.

Mais da metade das granjas (55% ou 1.132 delas), produziram ovos para o consumo, o que respondeu por 83% do total de ovos produzidos. Por outro lado, 925 granjas (45%) produziram ovos para incubação, ou 17% do total de ovos produzidos.

A gerente da pesquisa, Angela Lordão, explicou que o primeiro trimestre do ano é geralmente um período de menor oferta de ovos, por causa do calor, e este ano ainda houve aumento nos custos de alimentação. A combinação afetou os preços, apontou. Pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os preços de ovos de galinha subiram 31,7% no primeiro trimestre de 2025.

“Tivemos, ainda, uma demanda que foi particularmente aquecida, tanto pela Quaresma, quanto por um aumento nas exportações, impulsionada por uma inflação do preço do ovo nos Estados Unidos”, disse.

Fonte: Globo Rural

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Agronegócio, Economia, Tributação

Aumento de tarifas impulsiona a receita do agronegócio brasileiro

Tensões comerciais entre os EUA e a China elevam os lucros do primeiro trimestre para empresas locais

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou formalmente amplos aumentos tarifários no início de abril, a guerra comercial já vinha se delineando durante o primeiro trimestre do ano. Como resultado, seu impacto já era visível nos resultados financeiros das empresas brasileiras do agronegócio no período.

Segundo analistas ouvidos pelo Valor, o efeito imediato foi uma disparada do dólar, o que, por sua vez, impulsionou as receitas com exportações. A taxa de câmbio média foi de R$ 5,70, um aumento de 13,77% em relação à média de R$ 5,01 registrada no primeiro trimestre de 2024, segundo dados do Valor Data.

Coincidindo com o pico da colheita de grãos no Brasil, o conflito comercial também elevou os prêmios de exportação da soja e levou a China a antecipar parte de suas compras. O impacto poderia ter sido ainda maior, mas uma parte da safra já havia sido comercializada antecipadamente.

Crescimento da receita

Dados compilados pelo Valor Data mostram que 17 das 20 empresas de capital aberto do agronegócio que divulgaram seus resultados do primeiro trimestre de 2025 registraram aumento na receita líquida em comparação ao ano anterior. Apenas Heringer, Kepler Weber e Josapar tiveram queda.

“Acredito que [a guerra comercial] seja o principal motivo de estarmos vendo receitas tão fortes, mesmo com a queda nos lucros em alguns casos”, afirmou Gabriel Hartt, analista de agronegócio da Terra Investimentos.

Hartt observou que a variação cambial beneficiou principalmente as empresas do setor de proteína animal. De acordo com o Valor Data, todas as frigoríficas registraram crescimento de receita no primeiro trimestre, com a Minerva liderando o setor com um aumento de 55,8% na comparação anual entre janeiro e março.

A Minerva chegou a antecipar o envio de carne bovina aos EUA dentro da cota com isenção tarifária ainda em janeiro, antecipando-se ao aumento de tarifas anunciado pouco depois pelo governo Trump.

“A alíquota subiu para cerca de 36% com as mudanças do Trump, então enviar o máximo possível dentro da cota fez muita diferença — e foi exatamente isso que fizemos”, afirmou Edison Ticle, CFO e diretor de relações com investidores da Minerva, em maio, durante a divulgação dos resultados trimestrais da companhia.

No início de abril, o presidente Trump impôs tarifas amplas a vários países, incluindo um imposto de importação de 10% sobre produtos do Brasil. Com isso, a carne bovina brasileira vendida fora da cota — que já era tributada em 26,5% — passou a pagar uma alíquota de 36,5%.

Vantagem para exportadores

No segmento de grãos, o analista do Citi, Gabriel Barra, destacou produtores e exportadores como a SLC como destaques nos resultados trimestrais.

“Eles se beneficiaram da recuperação da produtividade da soja graças ao clima mais favorável, o que levou à redução dos custos unitários e maior volume de produção. Combinado com preços relativamente estáveis e uma taxa de câmbio mais forte, isso resultou em resultados melhores em relação ao ano anterior”, disse Barra.

Segundo ele, “já estamos vendo alguns efeitos [da guerra comercial], como prêmios mais altos para a soja nos portos brasileiros, o que sustenta as margens dos produtores”.

Barra espera que exportadores de grãos e produtores de açúcar e etanol continuem se beneficiando do dólar forte e das boas condições climáticas nos próximos meses.

“No entanto, prevemos uma queda nos preços internacionais de commodities agrícolas como açúcar, soja e milho, o que pode neutralizar os ganhos vindos da valorização cambial. Dito isso, muitos exportadores já travaram preços para uma parte significativa das vendas de 2025″, acrescentou.

Lucros e margens

Apesar do dólar favorável para os exportadores, a mesma valorização da moeda americana elevou os custos para fornecedores de insumos, observou Hartt. Isso ajuda a explicar por que nem todas as empresas registraram aumento nos lucros no primeiro trimestre.

No que diz respeito às margens e ao lucro líquido, o desempenho foi variado no setor. Das 20 empresas analisadas pelo Valor Data, dez tiveram resultado líquido positivo — com as frigoríficas novamente na liderança.

“O desempenho da Marfrig no Brasil se destacou, e o segmento de aves também apresentou bons resultados, especialmente Seara e BRF”, disse Guilherme Palhares, analista do Santander.

Fonte: Valor International






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Agronegócio, Economia

PIB cresce impulsionado pela agropecuária

Economia brasileira teve alta de 1,4% no primeiro trimestre do ano em relação aos últimos três meses de 2024 puxado pela agropecuária, que cresceu 12,2%.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,4% no primeiro trimestre deste ano em comparação com os últimos três meses de 2024, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pela ótica da produção, informou o IBGE, o destaque do PIB foi a agropecuária, que cresceu 12,2% no período. O setor de serviços cresceu 0,3%, e a indústria registrou retração de 0,1%.

Na comparação do resultado do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, a expansão do PIB foi de 2,9%. No acumulado dos últimos 12 meses, a economia brasileira registrou alta de 3,5%.

Em áudio divulgado pelo Instituto, a pesquisadora do IBGE Rebeca Palis afirmou que a agropecuária foi beneficiada por condições climáticas favoráveis e uma estimativa de safra recorde de soja. “Além disso, vale destacar também o conjunto das atividades de serviços que pesam 70% da nossa economia e contribuíram para este crescimento”, afirmou.

Fonte: ANBA – Agência de Notícias Brasil-Árabe

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Agronegócio, Exportação, Exportadores agrícolas

Abertura de dez novos mercados para a exportação agropecuária brasileira

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023

O governo brasileiro concluiu, nesta semana, dez negociações na área agrícola com seis parceiros comerciais: Bahamas, Cameroun, Coreia do Sul, Costa Rica, Japão e Peru. As novas autorizações contemplam uma variedade de produtos, como carne bovina, carne suína, carne de aves e seus derivados, material genético bovino, material genético avícola, óleo de peixe e produtos do etanol de milho.

Nas Bahamas, as autoridades locais aprovaram o certificado sanitário para que o Brasil exporte carne bovina, carne suína, carne de aves e seus produtos. Essa abertura reflete o elevado grau de confiança no sistema de controle sanitário brasileiro e poderá contribuir para a segurança alimentar da população bahamense.

No Cameroun, as autoridades locais aprovaram a exportação de bovinos vivos para reprodução e material genético bovino pelo Brasil, o que permitirá o fortalecimento da pecuária local, além de oferecer aos produtores brasileiros oportunidades futuras para ampliação de negócios na África.

Na Coreia do Sul, as autoridades locais autorizaram a exportação de material genético avícola (ovos férteis e pintos de um dia), reforçando a liderança do Brasil nessa área e o reconhecimento internacional sobre a qualidade, a sanidade e a rastreabilidade do plantel brasileiro.

Na Costa Rica, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de “grãos secos de destilaria” (DDG e DDGS, na sigla em inglês). Trata-se de um subproduto do etanol de milho que constitui fonte valiosa de proteína para alimentação animal e que, pelas características produtivas, reflete as credenciais de sustentabilidade da produção bioenergética brasileira.

No Japão, as autoridades sanitárias autorizaram a exportação de óleo de peixe produzido no Brasil, o que corrobora o elevado nível de confiança depositado por aquele país nos padrões sanitários brasileiros.

No Peru, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de filé de tilápia refrigerada ou congelada do Brasil. Essa abertura poderá ampliar as oportunidades de negócio para a piscicultura nacional, uma vez que o país andino é grande importador de pescados.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Notícias Agrícolas


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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação

Abertura de dez novos mercados para a exportação agropecuária brasileira

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023

O governo brasileiro concluiu, nesta semana, dez negociações na área agrícola com seis parceiros comerciais: Bahamas, Cameroun, Coreia do Sul, Costa Rica, Japão e Peru. As novas autorizações contemplam uma variedade de produtos, como carne bovina, carne suína, carne de aves e seus derivados, material genético bovino, material genético avícola, óleo de peixe e produtos do etanol de milho.

Nas Bahamas, as autoridades locais aprovaram o certificado sanitário para que o Brasil exporte carne bovina, carne suína, carne de aves e seus produtos. Essa abertura reflete o elevado grau de confiança no sistema de controle sanitário brasileiro e poderá contribuir para a segurança alimentar da população bahamense.

No Cameroun, as autoridades locais aprovaram a exportação de bovinos vivos para reprodução e material genético bovino pelo Brasil, o que permitirá o fortalecimento da pecuária local, além de oferecer aos produtores brasileiros oportunidades futuras para ampliação de negócios na África.

Na Coreia do Sul, as autoridades locais autorizaram a exportação de material genético avícola (ovos férteis e pintos de um dia), reforçando a liderança do Brasil nessa área e o reconhecimento internacional sobre a qualidade, a sanidade e a rastreabilidade do plantel brasileiro.

Na Costa Rica, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de “grãos secos de destilaria” (DDG e DDGS, na sigla em inglês). Trata-se de um subproduto do etanol de milho que constitui fonte valiosa de proteína para alimentação animal e que, pelas características produtivas, reflete as credenciais de sustentabilidade da produção bioenergética brasileira.

No Japão, as autoridades sanitárias autorizaram a exportação de óleo de peixe produzido no Brasil, o que corrobora o elevado nível de confiança depositado por aquele país nos padrões sanitários brasileiros.

No Peru, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de filé de tilápia refrigerada ou congelada do Brasil. Essa abertura poderá ampliar as oportunidades de negócio para a piscicultura nacional, uma vez que o país andino é grande importador de pescados.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Governo Federal – Ministério da Agricultura e Pecuária

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