Agronegócio, Comércio Exterior

Governo foca em 5 produtos do agro para destinos alternativos aos EUA

Café, suco de laranja, carne bovina, pescados e frutas são prioridades; veja mapa de alternativas

O governo federal se prepara para o cenário em que entrem em vigor as tarifas de 50% anunciadas pelos Estados Unidos e foca em cinco produtos na busca por destinos alternativos ao agro: café, suco de laranja, carne bovina, pescados e frutas.

Estes estão entre os itens que o Brasil mais exporta para os EUA. Os destinos alternativos aparecem em diversos continentes, mas se concentram na Ásia, detalhou em entrevista à CNN o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luis Rua.

Confira abaixo o mapa de alternativas aos produtos do agro:

Para o café, o avanço no mercado chinês é tratado como uma das principais possibilidades. O gigante asiático vem aumentando sua demanda pelo produto e já importa US$ 1,09 bilhão por ano, sendo cerca de US$ 336 milhões deste total do Brasil.

Outra alternativa para o grão seria a Austrália, que compra anualmente US$ 619 milhões, sendo US$ 108 milhões do agro nacional. A avaliação de que há espaço para avançar nestes mercados considera que o Brasil concentra 40% da produção mundial de café.

O governo monitora o aumento da demanda da Arábia Saudita por suco de laranja e vê o país do Oriente Médio como alternativa ao seu produto. No caso dos pescados, está na mira a possibilidade de vender mais para o Reino Unido.

Estão entre as alternativas listadas por Luis Rua para a carne bovina o avanço no Vietnã, no México e no Chile, por exemplo. Já em relação às frutas, aparecem a China — especialmente para as uvas —, o Japão e a Coreia do Sul — no caso destes dois, o foco é a manga.

Exemplos de alternativas a parte, Luis Rua indica que neste eixo do trabalho, o governo definiu entre sete e oito ações possíveis para cada item. “Estamos fazendo ‘taylor made’ para cada mercado”, disse.

Eixos da preparação

O mapeamento de parceiros é um dos três eixos do trabalho do Mapa em relação às tarifas que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça impor ao Brasil a partir de 1° de agosto.

Um segundo eixo busca intensificar os trabalho para abertura de novos mercados aos produtos brasileiros — até aqui o governo Lula viabilizou 493 — e promoção comercial dos itens dos agro ao redor do globo.

Além disso, o pasta dá amparo técnico as às negociações diplomáticas, tocadas pelo governo. O secretário defende, por exemplo, que o Brasil peça aos EUA um prazo de 90 dias para dia diálogo entre as partes a fim de evitar a taxação.

Fonte: CNN Brasil


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Agronegócio, Mercado Internacional

Carne bovina na mira de Trump: setor em Mato Grosso teme prejuízos

Acrimat e Frente Parlamentar do Agro pedem diplomacia firme e urgência do governo federal para conter impactos da decisão

O setor pecuário de Mato Grosso vê com preocupação o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre taxar em 50% as importações oriundas do Brasil. A notícia pegou o país de surpresa nesta quarta-feira (9).

Segundo analistas econômicos, a tarifa de 50% anunciada sobre os produtos brasileiros é a mais alta entre as novas taxas divulgadas até agora por Donald Trump.

Na última segunda-feira (7), o presidente norte-americano iniciou o envio de cartas informando aos países que a partir de 1º de agosto terão de pagá-las caso não firmem um novo acordo comercial. Trump definiu taxas mínimas sobre produtos importados, que variam entre 20% e 50%, a depender do país.

Em nota, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) relata ver com preocupação “a promessa de taxação em cerca de 50% da carne bovina enviada para os EUA”. Para a entidade, a medida “retira o nosso produto da concorrência para esse mercado tão importante para o nosso setor”.

Conforme a Acrimat, a nova taxação dos Estados Unidos colocaria o preço da tonelada da carne bovina mato-grossense em cerca de US$ 8,6 mil, o que inviabilizaria a comercialização para aquele país.

“Solicitamos ao Governo Federal que utilize todos os recursos e esforços para a resolução desse problema, com muito diálogo e disposição. Acreditamos na soberania nacional, mas acreditamos principalmente no bom senso e na pacífica negociação antes de se tomarem medidas intempestivas que podem levar a resultados desastrosos para nossa economia”, frisa o presidente da entidade, Oswaldo Pereira Ribeiro Junior.

Também em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) declarou que é preciso “cautela” e uma “diplomacia firme diante da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos ao Brasil”.

“A medida, comunicada por meio de carta oficial enviada ao governo brasileiro, representa um alerta ao equilíbrio das relações comerciais e políticas entre os países”

A FPA destaca que a nova alíquota traz reflexos diretos ao Brasil e “atinge o agronegócio nacional, com impactos no câmbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exportações brasileiras”.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Agronegócio, Internacional

Embrapa assina acordo com a Índia para ampliar cooperação em pesquisa agropecuária

Memorando de Entendimento amplia parceria entre Brasil e Índia com foco em sustentabilidade, segurança alimentar e intercâmbio tecnológico; Embrapa é vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola (ICAR) assinaram, nesta quarta-feira (9), em Brasília, um Memorando de Entendimento para ampliar a cooperação em pesquisa agropecuária entre os dois países. O foco da parceria está no desenvolvimento sustentável da agricultura e no fortalecimento institucional das entidades envolvidas. A cerimônia contou com a presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, além de representantes do ICAR e da Embaixada da Índia no Brasil.

O acordo representa um novo marco na agenda bilateral Brasil–Índia. Na terça-feira (8), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da recepção ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmando o papel do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no fortalecimento de parcerias estratégicas.

Vinculada ao Mapa, a Embrapa é a principal instituição de pesquisa do país voltada ao desenvolvimento da agropecuária nacional. A colaboração com o ICAR reforça o compromisso do Brasil em buscar soluções sustentáveis, inovadoras e colaborativas para os desafios globais da agricultura.

“A parceria entre a Embrapa e o ICAR – Indian Council of Agricultural Research – amplia a cooperação histórica entre as duas instituições e foca em áreas como etanol de 2ª geração, pulses, bioinsumos, entre outras”, destacou Silvia Massruhá.

Com vigência inicial de cinco anos, o acordo prevê a realização de projetos conjuntos em ciência, tecnologia e inovação nas áreas de agricultura e recursos naturais. Entre os principais temas estão: biotecnologia, nanotecnologia, agricultura de precisão, automação, tecnologias da informação, saúde animal e vegetal, segurança alimentar, produção de bioetanol de segunda geração, desenvolvimento de culturas agrícolas de alto rendimento, biofertilizantes, biopesticidas e o fortalecimento de cadeias de valor pós-colheita.

Também estão previstas ações como o intercâmbio de cientistas, o compartilhamento de germoplasma e o desenvolvimento de pesquisas colaborativas em temas de interesse comum.

“É determinação do presidente Lula o fortalecimento de laços com parceiros estratégicos. Esta assinatura sedimentará ainda mais as relações no campo da agropecuária, abrindo novas possibilidades de negócios e de pesquisas”, afirmou o ministro Fávaro.

Para garantir o bom andamento da parceria, será criado um Grupo de Trabalho Conjunto (GTC), com representantes de ambas as instituições, que se reunirá a cada dois anos para acompanhar a execução das atividades e propor novos encaminhamentos.

Desde 2023, o agronegócio brasileiro conquistou 392 aberturas de mercado, sendo dez delas com a Índia. Entre os principais produtos exportados para o país asiático estão cítricos, açaí em pó e suco de açaí, pescados, derivados de ossos para gelatina e abacate. A Índia é, atualmente, o 10º maior destino das exportações do agro brasileiro, com destaque para produtos do complexo sucroalcooleiro, soja e fibras têxteis.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio, Comércio Exterior

Abertura de mercado na Costa Rica

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro soma 391 aberturas de mercado desde o início de 2023

O governo brasileiro recebeu, com satisfação, a autorização do governo da Costa Rica para a exportação de dois novos produtos para aquele país: arroz em casca e arroz polido.

Essas aberturas podem ampliar a presença do arroz brasileiro na América Central, região que depende de importações desse cereal para garantir o abastecimento interno.

Com cerca de 5,2 milhões de habitantes, a Costa Rica importou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, com destaque para cereais, farinhas e preparações.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro soma 391 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio, Comércio Exterior

Abertura de mercado em El Salvador para carne bovina

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 392 aberturas de mercado desde o início de 2023

O governo brasileiro recebeu, com satisfação, a decisão do governo de El Salvador de aprovar o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para exportação de carne bovina do Brasil àquele país.

Em 2024, o Brasil exportou mais de USS 105 milhões em produtos agropecuários para El Salvador. Graças à nova abertura, o comércio bilateral deverá ampliar-se, tendo em vista que El Salvador importou mais de USD 283 milhões em carne bovina no ano passado.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 392 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio, Exportação

SC bate recorde histórico nas exportações de carne suína e impulsiona desempenho do agronegócio no primeiro semestre

Santa Catarina alcançou um marco histórico nas exportações de carne suína em junho e no acumulado do primeiro semestre de 2025, consolidando sua liderança nacional  no setor. O estado exportou 369,2 mil toneladas de carne suína entre janeiro e junho, gerando uma receita recorde de US$ 904,1 milhões — o melhor resultado da série histórica desde 1997, tanto em volume quanto em valor.

Em junho, foram embarcadas 69,8 mil toneladas de carne suína, movimentando US$ 178 milhões, o maior faturamento mensal já registrado pelo setor e o segundo melhor desempenho da série histórica em volume. O crescimento foi impulsionado pela forte demanda de países asiáticos como Japão, China e Filipinas. O Japão foi o principal destaque, com crescimento de 58,1% nas receitas em relação ao primeiro semestre de 2024. Os números são divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“Santa Catarina tem um histórico de excelência com os mercados mais exigentes do mundo. Temos um cuidado rigoroso no controle sanitário, o que gera essa confiança. Nosso potencial é enorme e recentemente no Japão reforcei o pedido para que o país autorizasse a exportação de carne bovina catarinense para eles. Estamos prontos pra dar mais esse passo”, afirma governador Jorginho Mello.

“Com esses resultados Santa Catarina reafirma sua capacidade de atender mercados exigentes com qualidade, sanidade e confiabilidade. O estado foi responsável por mais de 53% das receitas nacionais com exportação de carne suína no período, esse recorde é reflexo da  expansão e diversificação de produtos e mercados”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

Frango

O desempenho do frango no primeiro semestre de 2025 foi positivo, apesar de retrações em junho. O estado exportou 573,1 mil toneladas, gerando US$ 1,18 bilhão, com crescimento de 1,8% em volume e 9,9% em receitas na comparação com o primeiro semestre de 2024.

Em junho, foram exportadas 76,4 mil toneladas de carne de frango, com receita de US$ 159,3 milhões — quedas de 6,3% volume e de 5,9% no faturamento, frente a maio, reflexo dos embargos impostos por diversos países, após a suspensão temporária devido o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), em granja comercial, no Rio Grande do Sul – atualmente declarado erradicado.

“Mesmo com os embargos, o setor de frango manteve um desempenho semestral sólido, refletindo o quanto estavam aquecidas as exportações e a capacidade de adaptação frente às adversidades. Também buscamos mostrar aos mercados todo nosso potencial e compromisso com a defesa sanitária”, avalia Chiodini.

O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl explica que em junho houve recuperação parcial nas exportações de carne de frango com destaque para mercados como o Japão (com altas de 136,9% em quantidade e 146,2% em receitas), Arábia Saudita (34% e 27,7%) e os Emirados Árabes Unidos (87,2% e 75,9%). “Dentre os dez principais países importadores da carne de frango catarinense, somente os Países Baixos registraram resultados negativos em junho, o que justifica a queda dos embarques sobre o montante global exportado pelo estado no mês”, enfatiza.

Exportações totais de carnes

Somando todas as carnes (frango, suínos, bovinos, perus, entre outras), Santa Catarina exportou 974,2 mil toneladas no primeiro semestre, com faturamento de US$ 2,15 bilhões — recorde histórico em receitas para o período desde o início da série, em 1997. Em junho, foram exportadas 151,4 mil toneladas, com receita de US$ 348,8 milhões.

Estrada Boa Rural

Lançado pelo governador Jorginho Mello na primeira semana de julho, o Programa Estrada Boa Rural vai investir R$ 2,5 bilhões para pavimentar 2.500 quilômetros de vias rurais em todos os 295 municípios do estado. Esta fase do já consolidado Estrada Boa pretende impulsionar a espinha dorsal econômica dos setores agrícola e agroindustrial de Santa Catarina. Ao melhorar as condições das estradas, o programa reduzirá diretamente os custos de transporte para os produtores, facilitando o escoamento da produção e fortalecendo toda a cadeia de suprimentos agroindustrial.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Agronegócio, Exportação, Exportadores agrícolas

Brasil amplia presença na Malásia com liberação para exportar colágeno bovino

País asiático autoriza uso do insumo na alimentação animal, reforçando laços comerciais em um mercado com demanda crescente por proteína e nutrição de qualidade.

O governo brasileiro recebeu, com satisfação, a autorização do governo da Malásia para a exportação de colágeno bovino destinado à alimentação animal.

A medida representa mais uma conquista para o setor agropecuário nacional e fortalece a presença do Brasil no Sudeste Asiático. Com mais de 34 milhões de habitantes e uma indústria pecuária em desenvolvimento, a Malásia apresenta demanda crescente por insumos de alta qualidade destinados à alimentação animal, especialmente para aves e suínos.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 1,27 bilhão em produtos agropecuários para a Malásia. Os principais itens exportados foram produtos do complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, cereais, farinhas e preparações, café e carnes.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 388 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esse resultado é fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Mapa

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Agronegócio

Estado de SP apresenta nova estrutura da Defesa Agropecuária com o objetivo de fortalecer o agronegócio

A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de São Paulo, apresenta a nova estrutura que agora passa a operar como Diretoria de Defesa Agropecuária, uma transformação institucional que reflete a consolidação da área como eixo estratégico da produção, da segurança alimentar e do reconhecimento internacional do agro paulista.

Essa reestruturação, estabelecida pela Resolução SAA Nº 41, do Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado, Guilherme Piai, acompanha um período histórico de conquistas nestes quase 30 anos de história. A Defesa Agropecuária de São Paulo tem batido sucessivos recordes e se consolidado como referência nacional e internacional, não apenas pela sua capacidade técnica e estrutura de fiscalização, mas pela inovação constante.

Entre os marcos recentes e mais relevantes, destaca-se a conquista do status de área livre de febre aftosa sem vacinação, que contribuiu decisivamente para o reconhecimento mundial do Brasil como território livre da doença sem vacinação pela OMSA, Organização Mundial da Saúde Animal no último mês de maio em Paris— resultado direto de uma atuação séria, técnica e persistente em parceria com o setor privado.

O Estado também implantou um moderno sistema de identificação de fêmeas bovinas vacinadas contra brucelose, substituindo a marca a fogo por tecnologia mais segura e respeitosa com o bem-estar animal e ao técnico de campo.

Na área vegetal, lidera a luta contra o Greening (HLB), protegendo a citricultura paulista com firmeza e estratégia e recentemente anunciou a contratação de mais 28 técnicos para reforçar os trabalhos a campo.

Reforça seu comprometimento com a fiscalização e uso de agrotóxicos, implantou com sucesso o Programa Estadual de Análise de Resíduos de Agrotóxicos e Afins de Uso Agrícola em Produtos de Origem Vegetal (PEARA-POV), um programa que visa à proteção da saúde do consumidor através da fiscalização da qualidade dos alimentos de origem vegetal, produzidos e comercializados no Estado, em relação à presença de resíduos de agrotóxicos.

Além disso, lançou um sistema estadual de identificação de bovídeos alinhado ao PNIB (Programa Nacional de Identificação e Rastreabilidade de Bovídeos) e se prepara para o controle e a rastreabilidade do rebanho de forma individual, disponibilizando ao produtor uma nova forma de gestão de rebanho e consequentemente maior lucratividade a partir de dados para tomadas de decisões.

Ainda esse ano, prepara a modernização do atual sistema GEDAVE para uma nova plataforma digital, mais moderna, intuitiva e eficiente, que oferecerá mais gestão aos pecuaristas e maior possibilidade de análise de dados aos servidores do serviço oficial e que terá um compartilhamento de informações com outros Estados da Federação.

Estrutura moderna, técnica e eficiente

A nova estrutura Diretoria de Defesa Agropecuária contará com duas coordenadorias, quatro departamentos centrais e dezesseis departamentos regionais, além de divisões e unidades locais:

Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vegetal

Essa coordenadoria reúne avanços significativos da inspeção agroindustrial paulista. O SISP (Sistema de Inspeção de São Paulo) é hoje o maior sistema estadual de inspeção do país, hoje com mais de 730 empresas ativas, abrangendo abatedouros, laticínios, frigoríficos, entrepostos e agroindústrias diversas. Merece destaque o notável avanço dos produtos artesanais. Desde a modernização e desburocratização da legislação estadual, o número de estabelecimentos registrados saltou de apenas 39 entre os anos de 1999 e 2023, para mais de 180 estabelecimentos registrados em apenas dois anos — um crescimento absoluto que mostra o acerto da política pública de valorização da produção regional de qualidade.

Recentemente, foi ainda sancionada a nova Lei de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, um marco regulatório fundamental para setores como bebidas, azeites, vegetais minimamente processados, fungicultura e algas, ampliando a segurança e competitividade desses produtos no mercado paulista e nacional. Esta Coordenadoria terá três divisões, a inspeção de produtos de origem animal, inspeção de produtos de origem vegetal e Inspeção de produtos artesanais.

Coordenadoria de Inteligência e Trânsito Agropecuário

O Departamento de Trânsito e Análise de Riscos foi reestruturado para se tornar uma Coordenadoria estratégica das ações de fiscalização, vigilância e controle de movimentação agropecuária. A nova coordenadoria unifica tecnologia, dados e inteligência para uma atuação mais eficaz, proativa e moderna, capaz de antever riscos, responder rapidamente a emergências e garantir a integridade do patrimônio sanitário estadual. Será responsável pela gestão tecnológica e sistemas da Defesa Agropecuária. Através disso tem a missão de produzir informações e manter informados os demais Departamentos e Coordenadoria, suas respectivas divisões e as gerências de programas.

A Coordenadoria terá duas divisões, uma focada no trânsito de produtos agropecuários e fiscalização de eventos e outra focada na inteligência e análise de dados além de realizar intercâmbio de informações com outros órgãos públicos.

Departamentos

O Departamento de Defesa Sanitária Animal agora passa a contar com uma nova Divisão de Epidemiologia, responsável por vigilância epidemiológica, análise de risco e mapeamento sanitário. A divisão é vital para o enfrentamento de enfermidades emergentes como a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade.

O Departamento de Logística Laboratorial foi dividido em Divisão de Logística, que terá uma ênfase maior na aquisição e distribuição de insumos e a Divisão Laboratorial, que se encarregará da triagem e distribuição das colheitas realizadas a campo pelos departamentos, divisões e unidades de defesa agropecuárias.

O Departamento de Comunicação e Educação em Saúde Única passa a ser denominado Departamento de Educação e Uma Só Saúde, seguindo as diretrizes da OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal). A estrutura será reforçada com dois novos gerentes de serviço, ampliando sua capacidade de diálogo, comunicação institucional e ações educativas junto à comunidade.

As Regionais

Como parte da modernização, 16 departamentos regionais foram criados, o que garantirá maior uniformidade técnica, gestão mais eficiente de equipes, padronização dos processos e procedimentos e a racionalização de recursos, sem perda de capilaridade ou presença territorial. Os departamentos contarão com até 24 divisões regionais.

Carreira técnica e compromisso com as pessoas

Recentemente foi sancionada a nova carreira de Especialistas Agropecuários, que estrutura e valoriza os profissionais da defesa agropecuária, com critérios técnicos de progressão e reconhecimento do papel central da ciência no serviço público.

A valorização da carreira de apoio é o foco a partir de agora. As atividades dessa carreira ao agronegócio paulista são imprescindíveis.

É importante destacar que toda mudança busca melhorias, mas que mudar estruturas estabelecidas há décadas também envolve impactos humanos. A gestão da Secretaria reconhece o valor das pessoas que constroem diariamente a defesa agropecuária paulista, proporcionou a valorização de prolabores e conduz este processo com diálogo, respeito e valorização do servidor.

Apoio institucional

A reestruturação e os avanços vividos pela Defesa Agropecuária só foram possíveis graças ao apoio firme, técnico e estratégico da gestão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

A gestão tem se destacado pelo fortalecimento das áreas técnicas, pelo incentivo à modernização e pela valorização do servidor público como agente essencial para a credibilidade do agro paulista.

Sob a atual gestão, a Defesa Agropecuária recebeu investimentos inéditos em tecnologia, capacitação, estrutura e pessoal, além do respaldo necessário para conduzir uma transformação institucional com responsabilidade, coragem e visão de futuro. A confiança depositada nas equipes técnicas foi decisiva para colocar São Paulo entre os estados mais avançados do Brasil em termos de rastreabilidade, vigilância e status sanitário.

Liderança, inovação e confiança

Com essa nova estrutura, São Paulo consolida uma Defesa Agropecuária moderna, técnica, integrada, respeitosa com o cidadão e alinhada com os padrões internacionais mais exigentes. O Estado reafirma seu papel de liderança na sanidade animal, vegetal e agroindustrial — com responsabilidade fiscal, valorização do serviço público e compromisso com o futuro do agro brasileiro.

Compromisso com o produtor rural e o Brasil que produz

A Defesa Agropecuária é, acima de tudo, uma parceira do produtor rural. Atua lado a lado com quem planta, cria, colhe, transforma e alimenta o Brasil — oferecendo suporte técnico, construindo confiança e garantindo que as boas práticas sejam reconhecidas, valorizadas e protegidas. O objetivo não é punir, mas prevenir, orientar e construir um campo mais seguro, saudável e competitivo.

O lema, “Preservar vidas e proteger o agronegócio”, reflete esse compromisso em sua essência. Preservar vidas significa agir com responsabilidade para garantir a saúde pública, o bem-estar animal, a integridade dos alimentos e a sanidade das lavouras. Proteger o agronegócio é cuidar da credibilidade do setor, abrir mercados, evitar perdas e tornar São Paulo cada vez mais respeitado no Brasil e no mundo.
Este conteúdo está disponível no site e pode ser lido na íntegra acessando o link abaixo.

Fonte: AviSite

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Agricultura, Agronegócio, Industria, Informação, Sustentabilidade

EUA e Europa Enfrentam Queda de 40% na Produção de Alimentos, Alertam Cientistas

Andrew Hultgren, da Universidade de Illinois, e Richard Waite, do World Resources Institute, dizem que países grandes produtores estão menos adaptados que aqueles de áreas naturalmente mais quentes do planeta

Produção de alimentos têm se tornado um desafio em várias regiões do mundo

As regiões agrícolas mais férteis do planeta estão enfrentando um adversário formidável: as mudanças climáticas. Um novo estudo revela que países desenvolvidos, conhecidos por sua alta produção de alimentos, podem ver uma redução drástica na produção de milho e trigo, com perdas de até 40% nas próximas décadas.

O Estudo Revelador

Pesquisadores de instituições renomadas dos EUA e do exterior mapearam mais de 12 mil regiões em 55 países. A pesquisa, publicada na revista Nature, descobriu que, para cada aumento de 1°C na temperatura global, a produção de alimentos pode cair cerca de 120 calorias por pessoa por dia — quase 4,4% do consumo diário.

A Vulnerabilidade dos Celebridades da Agricultura

O estudo destaca que, mesmo com a implementação de estratégias de adaptação, áreas conhecidas como “celeiros agrícolas” estão sob grave ameaça. Andrew Hultgren, professor da Universidade de Illinois, sintetiza essa realidade dizendo: “Quem mais tem a perder, realmente, perde mais.” Ele ressalta que, em vez de as regiões mais pobres enfrentarem os maiores desafios, são os agricultores de locais como os EUA que agora correm riscos maiores.

O Papel do Aquecimento Global

Este estudo surge após outra pesquisa, que aponta um aumento sem precedentes na gravidade das secas globais devido ao aquecimento. Em 2022, 30% da superfície terrestre enfrentou secas de intensidade moderada a extrema, com grande parte disso sendo atribuída a temperaturas mais altas.

Um Paradoxo Assustador

Esse fenômeno cria um padrão surpreendente: as regiões que atualmente se destacam como grandes celeiros, beneficiadas por climas favoráveis, são as mais vulneráveis. Como destaca Hultgren, essas áreas não estão tão expostas ao calor extremo e, portanto, não desenvolveram adaptações a ele. Em contraste, as regiões mais quentes e de baixa renda já estão habituadas a lidar com extremidades climáticas, o que lhes confere uma leve vantagem.

O Impacto nas Culturas

As consequências para cultivos específicos são alarmantes. A produção de milho, por exemplo, poderá enfrentar uma queda de até 40% em áreas como o cinturão de grãos dos EUA, leste da China e partes da Ásia Central. Já o trigo, em países como Estados Unidos, Canadá e Rússia, deve ver perdas entre 30% e 40%.

Um Novo Olhar Sobre a Adaptação

A pesquisa também vai além de meras previsões, analisando como os produtores realmente se adaptam às mudanças climáticas. Hultgren comenta que, embora a adaptação não elimine por completo os riscos, ela pode mitigar cerca de um terço das perdas futuras.

Questões de Segurança Alimentar

A situação é crítica para a segurança alimentar global. Enquanto o arroz pode escapar de perdas significativas, outros cultivos enfrentam destinos sombrios. O impacto potencial é impressionante: as áreas mais produtivas do mundo podem ver suas rendas reduzidas, elevando a produção global e gerando aumento nos preços dos alimentos.

  • Desafios em Países de Baixa Renda
    • Mesmo que se adaptem melhor ao calor, essas regiões enfrentam suas próprias dificuldades.
    • Culturas essenciais, como a mandioca, podem sofrer perdas de até 40% na África Subsaariana, colocando em risco a segurança alimentar de populações inteiras que dependem da agricultura de subsistência.

O Custo das Mudanças

Os pesquisadores também calcularam como essas perdas agrícolas impactarão as políticas climáticas. Cada tonelada de CO₂ emitida pode custar à sociedade entre US$ 0,99 e US$ 49,48 devido a essas perdas, dependendo das suposições econômicas adotadas.

Uma Espiral de Desafios

Richard Waite, do World Resources Institute, ressalta que a diminuição dos rendimentos em um mundo que exige mais comida levará a uma pressão adicional sobre os ecossistemas naturais, criando um ciclo vicioso. Essa interação entre a produção agrícola e a saúde dos ecossistemas destaca a urgência de estratégias mais eficazes para se adaptar a um clima em mudança.

Propostas para o Futuro

Waite sugere que as abordagens tradicionais de adaptação precisam ser repensadas. “Devemos desenvolver culturas alimentares que não apenas aumentem os rendimentos, mas que também possam resistir a temperaturas altas e padrões de chuva imprevisíveis.”

A Necessidade de Ação Imediata

A pesquisa indica a urgência em reduzir as emissões e em apoiar a adaptação da agricultura e pecuária. O fracasso em agir pode resultar em uma crise alimentar global e em instabilidade social. Hultgren alerta: “Devemos acender um sinal de alerta sobre a segurança alimentar global e as tensões políticas em um futuro de aquecimento acentuado.”

Reflexões Finais

À medida que enfrentamos esses desafios climáticos, é crucial nos unirmos para buscar soluções. A situação pode parecer desalentadora, mas cada passo em direção à inovação e adaptação pode fazer a diferença. Convidamos você a refletir sobre o futuro da agricultura e como nossas escolhas de hoje moldarão os dias de amanhã.

Sua Opinião É Importante

Por fim, gostaríamos de ouvir o que você pensa sobre essas questões. Quais soluções você acredita que podem ser adotadas para mitigar os impactos das mudanças climáticas na agricultura? Sua voz é fundamental para construirmos juntos um futuro sustentável.

Fonte: Fronteira Econômica

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Agronegócio, Exportação

Receita com exportações de carne bovina da Argentina cresce 30% em maio/25

As exportações de carne bovina in natura da Argentina atingiram quase 53.800 toneladas em maio/25, gerando receita total de US$ 293,6 milhões, segundo informa o portal do Clarín, com base em dados do Consórcio de Exportadores de Carne da Argentina (ABC).

Em comparação com maio de 2024, os volumes exportados no mês passado caíram 3,8%. No entanto, considerando a mesma base de comparação, o faturamento obtido foi 30% maior, refletindo uma recuperação nos preços médios (as cotações da carne brasileira também têm registrado recuperação no exterior ao longo de 2025).

O valor médio da proteína argentina atingiu US$ 5.459/tonelada em maio/25, 7,9% a mais que em abril/25 e 35,1% superior ao preço médio de maio/24.

Na comparação com abril/25, os embarques de maio/25 apresentaram um leve aumento de 1,4%, enquanto a receita subiu 9,4% na mesma base de comparação

No entanto, os US$ 5.459/tonelada obtidos em maio/25 pelos exportadores argentinos estão US$ 840 abaixo dos picos registrados em abril de 2022.

Confira a seguir um histórico das exportações argentinas de carne bovina a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Argentinas de Carne Bovina | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

China comprou mais de 70% do total embarcado

Assim como o setor brasileiro de exportação de carne bovina in natura, a China continua sendo o mercado mais importante para a proteína argentina.

Em maio/25, o mercado chinês representou 70,9% do volume total exportado pela Argentina – uma dependência ainda mais forte que a apresentada pelo Brasil, que direciona ao país asiático em torno de 50% de tudo que embarca anualmente.

No mês passado, informa o Clarín, a China comprou da Argentina 13.600 toneladas de carne bovina com osso, no valor de US$ 27 milhões, e outras 24.500 toneladas de carne sem osso, avaliadas em US$ 117,7 milhões.

No total, o mercado chinês representou 67% das exportações acumuladas nos primeiros cinco meses de 2025, acrescenta a reportagem.

No entanto, o preço médio de venda da carne bovina argentina para a China ficou em US$ 4.802/tonelada em maio/25, bem longe dos US$ 5.900 atingidos em maio de 2022.

Resultado no acumulado do ano

Entre janeiro e maio de 2025, a Argentina exportou 250,4 mil toneladas de carne bovina resfriada e congelada, avaliada em US$ 1,262 bilhão, o que representa uma queda de 20,6% sobre igual intervalo do ano passado.

Porém, em receita, houve aumento de 4,9% nos embarques, considerando a mesma base de comparação.

Miúdos em ascensão

Além da carne resfriada e congelada, as exportações de miúdos bovinos e produtos preparados da Argentina apresentaram bom desempenho, relata o Clarín.

Em maio/25, foram embarcadas 9.200 toneladas, gerando receita de US$ 16,6 milhões, a um preço médio de quase US$ 1.820 por tonelada. Entre os produtos de destaque, estavam as línguas bovinas, com picos de quase US$ 3.500 por tonelada.

Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas de miudezas totalizaram 48.300 toneladas e geraram receitas de US$ 83,5 milhões.

Fonte: Portal DBO

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