Agricultura

Esmagamento de soja em Mato Grosso bate recorde histórico em maio

O setor de esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu um novo marco em maio de 2026. As indústrias do estado processaram 1,28 milhão de toneladas da oleaginosa, estabelecendo o maior volume mensal da série histórica.

O resultado representa um avanço de 6,98% em relação a abril e um crescimento de 3,22% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da utilização da capacidade das plantas industriais e pelo aquecimento da demanda por derivados da soja.

Exportações de óleo de soja ajudam a impulsionar o setor

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), um dos principais fatores para o recorde foi a forte procura internacional por óleo de soja.

Somente em maio, Mato Grosso exportou 21,69 mil toneladas do produto, volume 41,80% superior ao registrado em abril. O crescimento das vendas externas contribuiu diretamente para elevar o ritmo de processamento da matéria-prima no estado.

Além disso, a expansão do mercado de biodiesel no Brasil também teve papel importante no aumento da demanda pelos derivados da soja, fortalecendo a atividade industrial.

Margens da indústria recuam mesmo com desempenho recorde

Apesar do volume histórico processado, a rentabilidade das indústrias enfrentou pressão ao longo do mês.

Segundo o Imea, a valorização de 1,18% no preço da soja em grão em maio, somada à queda nas cotações dos coprodutos gerados durante o esmagamento, reduziu as margens operacionais do setor.

Com esse cenário, a margem bruta de esmagamento registrou retração de 7,82% em relação ao mês anterior, encerrando maio com média de R$ 639,84 por tonelada processada.

Perspectivas para o mercado

O avanço das exportações de óleo de soja e o crescimento contínuo da indústria de biodiesel seguem como fatores que podem sustentar níveis elevados de processamento nos próximos meses. No entanto, a evolução dos preços da matéria-prima e dos coprodutos continuará sendo determinante para a rentabilidade das indústrias mato-grossenses.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Agricultura orgânica cresce no Nordeste e reforça novo polo de produção no Brasil

O Nordeste brasileiro vem ganhando destaque como uma das principais regiões de crescimento da agricultura orgânica no país. Enquanto o Brasil registrou, pela primeira vez, uma redução no número total de produtores cadastrados, estados nordestinos avançaram na formalização de novas unidades produtivas, impulsionados por iniciativas locais e pela expansão dos sistemas coletivos de certificação.

Dados do Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, analisados pelo Observatório do Brasil Orgânico, vinculado ao Instituto Brasil Orgânico (IBO), mostram que o país encerrou 2026 com 23.728 unidades de produção registradas. Em 2025, o total era de 25.178.

A redução de 5,7%, equivalente a 1.450 produtores, interrompe uma sequência histórica de crescimento. No entanto, especialistas do setor afirmam que o cenário não representa enfraquecimento da produção orgânica nacional.

Saída de grandes grupos extrativistas impactou estatísticas

De acordo com o presidente do IBO, Rogério Dias, a queda nos registros foi influenciada principalmente pela saída de grandes grupos extrativistas certificados nos estados do Pará e Maranhão.

Juntos, os dois estados perderam mais de 1.800 registros vinculados a cadeias produtivas específicas. Segundo ele, quando uma empresa deixa de manter a certificação coletiva de determinado grupo, centenas de produtores podem ser excluídos simultaneamente do cadastro oficial.

Apesar da retração nos números, o dirigente destaca que o setor continua ativo e em processo de reorganização. Ele também chama atenção para a diminuição dos recursos públicos destinados ao segmento. Em 2026, os investimentos voltados ao fomento da atividade ficaram em R$ 900 mil, valor significativamente inferior aos R$ 7,5 milhões registrados em 2016.

Paraíba, Bahia e Rio Grande do Norte lideram crescimento

Enquanto o Norte enfrentou perdas concentradas, o Nordeste apresentou forte avanço na estruturação da produção orgânica.

A Paraíba foi o estado que mais ampliou sua base de produtores, com a formalização de 246 novas unidades. Em seguida aparecem a Bahia, com acréscimo de 209 produtores, o Rio Grande do Norte, com 169 novos registros, e Pernambuco, com crescimento de 137 unidades produtivas.

Na Paraíba e no Rio Grande do Norte, o avanço foi impulsionado principalmente pelo cultivo de algodão orgânico. Já na Bahia, o crescimento ocorreu de forma mais diversificada, com destaque para a atuação da Rede Povos da Mata, reconhecida nacionalmente pelo trabalho com certificação participativa.

Sul mantém liderança em número de produtores

Apesar da ascensão nordestina, a região Sul continua concentrando o maior volume de produtores orgânicos do país.

O Paraná segue na liderança nacional com 4.292 unidades cadastradas. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 3.158 registros, a Bahia, com 1.895, São Paulo, com 1.632, e o Pará, com 1.512 produtores.

Os números mostram uma redistribuição gradual do crescimento do setor, com novas regiões ampliando sua participação no mercado de orgânicos.

Certificação participativa supera auditoria pela primeira vez

Outro dado relevante revelado pelo levantamento foi a mudança no perfil dos sistemas de certificação utilizados pelos produtores.

Pela primeira vez, os Sistemas Participativos de Garantia (SPGs) superaram a certificação por auditoria privada em número de unidades registradas. Em 2026, os SPGs alcançaram 9.788 unidades produtivas, enquanto o modelo tradicional contabilizou 8.855 registros.

O resultado evidencia o fortalecimento de modelos colaborativos baseados na participação dos próprios agricultores no processo de controle e validação da produção orgânica.

Reorganização regional marca nova fase do setor

Para especialistas, o atual cenário indica uma transformação no mapa da produção orgânica brasileira, com o surgimento de novos polos produtivos e maior protagonismo de iniciativas regionais.

A avaliação é que o fortalecimento das articulações locais e dos modelos coletivos de certificação será fundamental para garantir a expansão sustentável do setor nos próximos anos, especialmente em regiões que vêm ampliando sua presença na agricultura orgânica nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agritech

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Agricultura

Safra de grãos 2025/26 pode bater novo recorde no Brasil, projeta Conab

A safra brasileira de grãos 2025/26 segue em trajetória de crescimento e pode alcançar o maior volume já registrado no país. A mais recente estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta uma produção de 358,6 milhões de toneladas, resultado superior ao projetado no levantamento anterior e 1,8% acima da safra passada.

O desempenho positivo é atribuído principalmente à expansão da área cultivada e às condições climáticas favoráveis observadas ao longo do ciclo produtivo.

Área plantada maior impulsiona produção

Segundo a Conab, a área destinada ao cultivo de grãos deverá atingir 83,5 milhões de hectares, reforçando o potencial de crescimento da agricultura brasileira.

Mesmo com ajustes pontuais em algumas culturas, a avaliação da companhia é de que a temporada mantém um desempenho robusto e caminha para consolidar um novo recorde histórico de produção.

Soja lidera crescimento e pode registrar nova máxima

Principal produto do agronegócio nacional, a soja teve sua projeção elevada em relação ao levantamento anterior. Com a colheita praticamente encerrada, a expectativa é de uma produção de 180,3 milhões de toneladas.

O volume representa crescimento de 5,1% em comparação à safra anterior e, se confirmado, estabelecerá um novo recorde para a cultura.

De acordo com a Conab, o resultado reflete a ampliação das áreas cultivadas, a adoção de tecnologias de produção mais eficientes e o comportamento favorável do clima durante grande parte do desenvolvimento das lavouras.

Produção de milho permanece elevada

O milho, considerando as três safras anuais, deverá alcançar 140,5 milhões de toneladas.

Embora o número represente uma leve redução de 0,5% em relação ao ciclo anterior, a produção segue em patamar elevado. A segunda safra, responsável pela maior parte do volume nacional, ainda está em fase inicial de colheita.

Algodão registra retração por redução de área

Para o algodão, a previsão é de uma produção próxima de 4 milhões de toneladas de pluma.

A estimativa representa queda de 2,5% na comparação anual, influenciada principalmente pela diminuição da área destinada ao cultivo da fibra.

Arroz e feijão devem garantir abastecimento interno

A colheita do arroz está praticamente concluída e deverá somar 11,1 milhões de toneladas. O volume é inferior ao registrado na temporada passada, refletindo a redução das áreas plantadas em razão das condições de mercado.

Apesar da retração, a produtividade foi considerada satisfatória e o cenário para exportações permanece favorável.

Já a produção de feijão está estimada em aproximadamente 3 milhões de toneladas nas três safras previstas para o ano. O resultado representa uma pequena queda em relação ao ciclo anterior, mas continua suficiente para atender ao consumo interno e possibilitar embarques ao mercado externo.

Trigo deve ter queda expressiva na safra de inverno

Entre as culturas de inverno, o trigo apresenta o cenário mais desafiador.

A Conab projeta uma produção de 6,3 milhões de toneladas, volume cerca de 20% inferior ao da safra anterior. A redução está relacionada principalmente à menor área plantada nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, maiores produtores do cereal no país.

Além das condições de mercado, as expectativas em torno da influência do fenômeno El Niño no segundo semestre também contribuíram para a diminuição da intenção de plantio.

Agronegócio mantém perspectiva positiva

Mesmo com recuos pontuais em algumas culturas, o panorama geral da agricultura brasileira permanece favorável. A combinação entre expansão da área cultivada, ganhos de produtividade e condições climáticas adequadas sustenta a expectativa de uma das maiores safras da história do país.

Caso as projeções sejam confirmadas, o Brasil reforçará sua posição entre os principais produtores e exportadores de alimentos do mundo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agricultura

Estiagem em Mato Grosso ameaça produtividade do algodão e acende alerta no campo

A estiagem em Mato Grosso já começa a impactar o desenvolvimento das lavouras de algodão, especialmente da segunda safra. Entre os dias 19 e 24 de abril, o predomínio de sol intenso e chuvas esparsas reduziu a umidade do solo, gerando preocupação entre produtores.

O cenário levou a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) a intensificar o monitoramento das áreas cultivadas, com atenção especial às regiões mais dependentes de condições climáticas estáveis.

Estresse hídrico atinge principais regiões produtoras

As áreas mais afetadas pela falta de chuva estão localizadas no Sul, Centro-Leste e Vale do Araguaia. Nessas regiões, o principal desafio é evitar o abortamento de frutos causado pelo estresse hídrico.

Apesar de um desenvolvimento considerado positivo até o momento, técnicos alertam que a transição para o período seco ocorre em uma fase sensível do ciclo produtivo, o que pode impactar o rendimento final da cotonicultura em Mato Grosso.

Campo se divide entre manejo e preparação para colheita

Nas propriedades rurais, as atividades seguem em duas frentes: manutenção da produtividade e preparação para a colheita. Máquinas agrícolas e aeronaves continuam aplicando reguladores de crescimento e fertilizantes, enquanto as equipes realizam manutenção preventiva nas colhedoras.

Esse movimento indica que, mesmo com o alerta climático, a colheita das áreas de primeira safra está próxima de começar em várias regiões do estado.

Controle de pragas segue como desafio central

No campo fitossanitário, o bicudo-do-algodoeiro continua sendo a principal ameaça às lavouras. O controle da praga exige aplicações frequentes de defensivos e o uso de armadilhas estratégicas.

Outra medida recomendada é a eliminação de plantas voluntárias, conhecidas como “tigueras”, que ajudam a reduzir a pressão da praga nas áreas de cultivo.

Doenças e pragas secundárias estão sob controle

Mesmo com o clima mais seco, doenças como mancha-alvo e ramulária ainda aparecem em áreas de vegetação mais densa, onde o microclima favorece a proliferação de fungos.

No entanto, o cenário geral é considerado estável, com registros pontuais de pragas como pulgões e lagartas, sem impacto significativo na sanidade das plantas até o momento.

Expectativa depende do clima e do manejo agrícola

A expectativa do setor é de que as operações finais no campo garantam bons resultados, apesar das condições climáticas adversas. O desempenho das lavouras dependerá da eficiência no controle de pragas e da resistência das plantas durante o avanço do período seco.

Segundo técnicos do setor, o cenário ainda é de otimismo moderado, com boa retenção de frutos, mas com atenção redobrada ao comportamento do clima nas próximas semanas.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Estreito de Ormuz eleva custos da soja e milho em Mato Grosso

A crise no Estreito de Ormuz já impacta diretamente o agronegócio brasileiro, com reflexos imediatos no custo de produção em Mato Grosso. A escalada das tensões na região, considerada estratégica para o comércio global, provocou aumento nos preços do petróleo, combustíveis e insumos agrícolas, pressionando o planejamento da safra 2026/27.

Alta do diesel encarece operações no campo

Um dos principais fatores por trás da elevação dos custos é o avanço no preço do óleo diesel, essencial para as atividades mecanizadas. Em Mato Grosso, o valor médio do combustível subiu de R$ 6,35 por litro em fevereiro para R$ 7,21 em março, segundo dados oficiais.

Esse aumento impacta diretamente etapas como preparo do solo, plantio e manejo, tornando a produção mais cara e reduzindo a margem do produtor rural.

Fertilizantes lideram pressão nos custos da soja

O custo de produção da soja registrou alta de 6,98% no último mês, chegando a R$ 4.435,40 por hectare. O principal responsável por esse avanço foi o encarecimento dos fertilizantes, que representam quase metade do custo total da cultura.

Os insumos tiveram aumento de 10,77% no período, atingindo R$ 2.071,87 por hectare — um dos maiores níveis já registrados. A valorização está ligada à menor oferta global de nitrogenados e fosfatados, afetada pelas tensões geopolíticas.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de planejamento estratégico na compra de insumos, como forma de reduzir riscos e evitar prejuízos.

Milho também sofre com piora na relação de troca

A produção de milho segue a mesma tendência de alta nos custos. Para a safra 2026/27, o valor estimado é de R$ 3.686,80 por hectare, avanço de 3,38%.

Os principais aumentos foram observados em:

  • fertilizantes (+5,67%);
  • corretivos e defensivos (+3,12%).

Com o preço médio do milho em R$ 43,48 por saca, o poder de compra do produtor caiu. A relação de troca piorou significativamente, exigindo mais produto para adquirir insumos básicos como ureia, MAP e KCl.

Produtores reduzem compras diante da incerteza

O ambiente de volatilidade tem levado agricultores a adotar uma postura mais cautelosa. O volume de insumos negociados e as importações de fertilizantes no estado estão abaixo do registrado no ano anterior.

Essa retração indica menor apetite por risco, diante da instabilidade dos preços internacionais e da incerteza sobre os custos futuros.

Algodão também registra aumento no custo de produção

A cultura do algodão, que exige alto investimento tecnológico, também foi impactada. O custo da safra 2026/27 subiu 2,64%, alcançando R$ 10.531,50 por hectare.

Já o custo total da produção atingiu R$ 18.630,38 por hectare, revertendo a tendência de queda observada anteriormente.

Os gastos com fertilizantes e corretivos aumentaram 6,27%, influenciados por:

  • restrições na oferta global;
  • elevação dos custos logísticos;
  • mudanças nas rotas comerciais devido à crise no Oriente Médio.

Gestão de risco se torna essencial

Com a alta generalizada dos custos, a rentabilidade do produtor fica mais pressionada, especialmente em culturas intensivas como o algodão. Especialistas destacam que o cenário exige maior atenção à gestão de risco, acompanhamento constante do mercado e estratégias como a compra antecipada de insumos.

A instabilidade no Estreito de Ormuz reforça como fatores geopolíticos podem afetar diretamente o agronegócio brasileiro, elevando custos e exigindo decisões mais estratégicas no campo.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Manejo precoce e sanidade do baixeiro garantem produtividade na soja e milho em Mato Grosso

As últimas safras em Mato Grosso têm sido impactadas por um fator recorrente no campo: o avanço das doenças fúngicas. De progressão rápida e sintomas iniciais pouco visíveis, essas patologias afetam a lavoura logo nos primeiros estágios, muitas vezes antes de serem identificadas pelo produtor.

O resultado é a perda de potencial produtivo ainda no início do ciclo, especialmente em sistemas intensivos do Cerrado. Nesse contexto, o manejo do baixeiro e a atenção à sanidade foliar ganham protagonismo como estratégias para evitar prejuízos acumulados até a colheita.

Perdas começam na base da planta

Especialistas destacam que os danos frequentemente se iniciam na parte inferior das plantas, comprometendo a capacidade de produção de energia necessária ao desenvolvimento inicial das culturas.

Por isso, o manejo antecipado e aplicações preventivas ao longo do ciclo são apontados como essenciais para manter a área fotossintética ativa e garantir o máximo potencial produtivo de culturas como soja, milho e algodão.

Principais doenças afetam soja e milho

O produtor Leonardo Lorenzi, que atua com soja e milho em Mato Grosso, relata que o campo enfrenta uma combinação de doenças que exigem atenção constante. Entre elas estão cercóspora, mancha-alvo, tombamento e anomalias na soja, além de bipolares, diplodia e fusarium no milho.

Segundo ele, os impactos são significativos e, em muitos casos, as perdas não podem ser revertidas. Lorenzi também observa que a soja sofre deterioração na parte inferior no final do ciclo, enquanto no milho a falta de manejo inicial compromete o desenvolvimento e eleva os custos com aplicações posteriores.

Manejo preventivo reduz prejuízos

A engenheira agrônoma Mariana Ferneda Dossin, da Basf, destaca que o sistema agrícola do Cerrado é altamente intensivo e baseado na sucessão de culturas, o que favorece a permanência das doenças ao longo do ciclo produtivo.

Ela reforça que a integridade de cada folha é decisiva para o rendimento final. Em variedades mais modernas, que possuem menor área foliar, cada estrutura da planta tem peso direto na produtividade.

“Cada folha representa uma parcela importante da produção”, explica a especialista, destacando que perdas aparentemente pequenas podem gerar impacto expressivo na colheita.

Baixeiro é ponto crítico de atenção

A pesquisadora da Fundação Rio Verde, Luana Belufi, ressalta que muitas infecções começam no terço inferior das plantas, onde surgem sinais iniciais de doenças como cercóspora e septoria.

Essa região, segundo ela, concentra parte relevante do potencial produtivo da lavoura. Por isso, evitar que as doenças avancem para as partes superiores é um dos principais objetivos do manejo eficiente de sanidade vegetal.

Luana também reforça que a integração entre tecnologias de controle e práticas de campo é fundamental para a proteção da lavoura desde a fase inicial, incluindo o tratamento de sementes.

Tecnologia e manejo elevam eficiência produtiva

No campo tecnológico, especialistas destacam o avanço de soluções voltadas ao controle de doenças desde a germinação. Produtos com maior seletividade e ação direcionada têm contribuído para reduzir impactos fisiológicos nas plantas e ampliar o espectro de controle.

Entre as estratégias adotadas, o uso de soluções voltadas ao controle de manchas foliares e proteção do baixeiro tem sido associado a ganhos de eficiência no ciclo produtivo.

O produtor Leonardo Lorenzi afirma que o foco no manejo preventivo é determinante para o resultado econômico. Em áreas de alta produtividade, pequenas melhorias no controle podem representar ganhos expressivos em sacas por hectare, com retorno superior ao custo investido.

“O manejo preventivo garante resultado e reduz perdas”, resume o agricultor.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Soja dispara em Chicago com greve na Argentina e alta do farelo acima de 4%

Após uma semana de oscilações limitadas, os preços da soja em Chicago voltaram a subir com força na última sexta-feira (10). Por volta das 13h30 (horário de Brasília), os principais contratos registravam valorização entre 6,25 e 10,25 pontos. O vencimento de maio era negociado a US$ 11,75 por bushel, enquanto o julho atingia US$ 11,90.

O principal motor dessa alta foi o avanço expressivo do farelo de soja, que acumulava ganhos superiores a 4% no dia. A valorização do derivado impulsionou diretamente o mercado do grão.

Greve na Argentina reduz oferta e favorece EUA

A paralisação de caminhoneiros na Argentina tem provocado impacto direto na oferta global. Com dificuldades logísticas, o país — um dos maiores exportadores mundiais — reduz sua presença no mercado, abrindo espaço para a demanda pelo produto dos Estados Unidos.

Esse cenário fortalece as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e melhora as margens das indústrias processadoras norte-americanas. No mercado de farelo, o contrato de maio era cotado a US$ 331,80 por tonelada curta, enquanto o de julho marcava US$ 328,10.

Fundamentos e clima nos EUA entram no radar

Diante de incertezas no cenário geopolítico, os agentes de mercado voltam a priorizar os fundamentos. O início da safra dos Estados Unidos passa a ser um fator central, com atenção redobrada para o clima no Meio-Oeste, o ritmo do plantio e o comportamento da demanda internacional.

Outro elemento que contribui para a sustentação dos preços é a queda do dólar frente ao real, que recuava 0,7% na tarde desta sexta-feira, sendo cotado a R$ 5,03.

Protestos travam logística na Argentina

A greve dos caminhoneiros autônomos na Argentina começou no meio da semana e já provoca bloqueios em regiões estratégicas como Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé — áreas-chave para o escoamento da produção agrícola.

Os trabalhadores reivindicam reajustes nas tarifas de transporte de grãos, pressionados pela disparada dos custos. Segundo relatos, o diesel teve aumento significativo, comprometendo a rentabilidade da atividade.

“Em janeiro, nossa tarifa caiu 10% e o diesel subiu quase 18%. Não há como sustentar os custos”, afirmou o caminhoneiro Mariano Gorosito.

A categoria pede um reajuste entre 25% e 30% nas tarifas, alegando que o combustível já representa cerca de 60% do custo das viagens. Além disso, os prazos longos para pagamento agravam a situação financeira dos transportadores.

Risco para exportações e entrada de divisas

Sem acordo até o momento, a paralisação ameaça comprometer a logística da colheita e o abastecimento dos portos argentinos. O impasse ocorre em um período crucial para o país, que depende das exportações agrícolas para a entrada de divisas.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Clarin

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Agricultura

Safra do aipim da terra preta em Itajaí reforça tradição da agricultura familiar

A nova safra do aipim da terra preta foi oficialmente aberta em Itajaí nesta quarta-feira (25), marcando mais um ciclo de uma das principais tradições da agricultura familiar no município. O evento reuniu produtores rurais, representantes de entidades do setor e autoridades locais, celebrando o início da colheita de um produto emblemático da região.

Cultivado principalmente nas comunidades da Colônia Japonesa e de São Roque, o alimento se destaca por características únicas que o tornaram referência entre consumidores.

Produção tradicional valoriza o interior do município

O cultivo do aipim de Itajaí ocorre em solo turfoso — escuro, rico em matéria orgânica e formado ao longo de milhares de anos. Esse tipo de terreno é determinante para a qualidade do produto, garantindo sabor mais intenso, textura macia e alto valor nutricional.

Ao longo dos anos, essas qualidades impulsionaram o reconhecimento regional do alimento. Além disso, a atividade contribui diretamente para o fortalecimento da produção rural local e preserva práticas agrícolas transmitidas entre gerações.

Durante a abertura da safra, o projeto Univali Sabores apresentou receitas variadas com o ingrediente, evidenciando sua versatilidade em pratos doces e salgados.

Aipim integra merenda escolar e incentiva alimentação saudável

Além da relevância econômica, o aipim da terra preta também tem papel importante na alimentação pública. O produto faz parte do cardápio da rede municipal de ensino, sendo servido em preparações como purê, cozido e refogado.

A iniciativa promove alimentação saudável entre os estudantes e, ao mesmo tempo, fortalece o vínculo entre consumo local e produção agrícola.

Solo especial garante diferencial de qualidade

O grande destaque do produto está no ambiente de cultivo. O solo turfoso presente nas regiões produtoras possui alta concentração de matéria orgânica acumulada ao longo de milhares de anos.

Essas condições favorecem o desenvolvimento da planta e garantem um alimento com características superiores. Como resultado, o aipim cultivado em terra preta apresenta padrão diferenciado, consolidando a reputação da produção agrícola de Itajaí.

Produto busca certificação de origem

O reconhecimento do aipim de terra preta pode avançar ainda mais com a obtenção da Indicação Geográfica (IG). O processo, iniciado em 2019, envolve instituições como Epagri, Univali, Sebrae, Cooperar e a Secretaria Municipal de Agricultura.

A certificação, concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhece produtos cuja qualidade está diretamente ligada ao território de origem.

No caso de Itajaí, o selo pretende oficializar a relação entre o aipim e o solo turfoso da região. Além de valorizar o produto, a IG pode ampliar a competitividade no mercado, proteger o modo tradicional de cultivo e gerar novas oportunidades de renda para os agricultores.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Prefeitura de Itajaí

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Agricultura

Vendas de soja em Mato Grosso avançam, mas produtores mantêm cautela mesmo com alta nos preços

O mercado de soja em Mato Grosso apresentou leve recuperação de preços em fevereiro de 2026, mas a comercialização da safra ainda ocorre de forma cautelosa entre os produtores. No período, a saca de 60 quilos da soja foi negociada, em média, a R$ 107,19, valor 2,95% superior ao registrado em janeiro.

Apesar da melhora nos valores, os produtores seguem prudentes ao fechar novos negócios, já que os preços da soja ainda estão abaixo das expectativas do setor, segundo análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Comercialização da safra 2025/26 avança

No segundo mês do ano, as vendas da safra 2025/26 alcançaram 56,58% da produção prevista em Mato Grosso. O índice representa um crescimento de 7,09 pontos percentuais em relação a janeiro.

Em comparação com o mesmo período da safra anterior (2024/25), o avanço também é positivo, ficando 1,61 ponto percentual acima do registrado naquele ciclo.

Mato Grosso, maior produtor nacional do grão, cultivou cerca de 13 milhões de hectares de soja nesta temporada. A estimativa de produção chega a 51,412 milhões de toneladas, conforme projeções do Imea.

O progresso da colheita da soja também avança no estado. Até 6 de março, aproximadamente 89,15% da área plantada já havia sido colhida, de acordo com levantamento divulgado pelo Canal Rural Mato Grosso.

Produtores aguardam melhores preços

Mesmo com a recente valorização, o ritmo de vendas segue moderado. O Imea aponta que muitos agricultores preferem aguardar novas oportunidades de mercado antes de negociar volumes maiores da produção.

A expectativa do setor é que uma melhor remuneração da soja possa surgir nos próximos meses, incentivando novos contratos.

Comercialização da safra 2026/27 também segue lenta

O comportamento cauteloso se repete nas negociações da safra futura de soja 2026/27. Até o momento, a comercialização antecipada atingiu 3,96% da produção estimada, avanço de 2,50 pontos percentuais em relação a janeiro.

Mesmo com esse progresso, o ritmo ainda está 0,97 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ciclo 2025/26. Em comparação com a média das últimas cinco safras, a diferença é ainda maior, chegando a 6,58 pontos percentuais.

Preço da soja futura apresenta alta

No caso da soja da safra 2026/27, o preço médio da saca de 60 quilos foi de R$ 107,48, representando alta de 5,03% em relação ao mês anterior.

Segundo o Imea, o atraso nas vendas tem levado parte dos produtores a adiar negociações, apostando em uma possível valorização do mercado.

O instituto, no entanto, alerta que os agricultores devem considerar também os custos de armazenagem e manutenção da produção, conhecidos como custo de carrego, ao decidir postergar a comercialização.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Sudeste de Mato Grosso registra maior atraso na soja e no milho

A região Sudeste de Mato Grosso é atualmente a que apresenta maior defasagem nos trabalhos agrícolas relacionados à colheita de soja e ao plantio de milho na safra 2025/26. Apesar do avanço das operações na última semana, o ritmo ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior.

A melhora nas condições climáticas, com uma janela maior de tempo seco, permitiu que produtores intensificassem as atividades nas lavouras. No entanto, a diminuição das chuvas não foi suficiente para eliminar o atraso acumulado nos últimos meses.

Plantio de milho avança, mas segue abaixo do ciclo anterior

As atividades de semeadura do milho tiveram avanço significativo no estado. O percentual de área plantada passou de 57,34% para 83,23% em apenas uma semana.

Mesmo com esse salto, os números ainda ficam abaixo do desempenho observado na safra anterior. No mesmo período do ciclo 2024/25, cerca de 90,92% da área já estava cultivada, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Colheita de soja também apresenta atraso

No caso da soja, a colheita na região Sudeste avançou de 53,63% para 76,17% da área cultivada. Apesar do progresso, o ritmo permanece inferior ao registrado na temporada passada, quando os trabalhos já alcançavam 85,82%.

Além do Sudeste, outras regiões do estado também apresentam atraso na retirada do grão das lavouras:

  • Região Nordeste: 74,76% da área colhida
  • Região Centro-Sul: 87,50% da área colhida

Panorama geral da safra em Mato Grosso

Considerando todo o estado, Mato Grosso havia colhido 89,15% da área de soja até o dia 6 de março. O avanço semanal foi de 10,81 pontos percentuais, mas ainda existe um atraso de 2,69 pontos percentuais em relação à safra passada.

Mesmo assim, o desempenho atual permanece acima da média das últimas cinco safras, que é de 81,99% para o mesmo período.

Já no milho, o estado registra 93,68% da área cultivada, após um avanço semanal de 11,75 pontos percentuais. No ciclo 2024/25, esse índice era de 96,44% no mesmo intervalo. A média histórica de cinco anos para a semeadura é de 95,39%.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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