Transporte

Frete rodoviário fica 13,1% mais caro no terceiro trimestre com alta do diesel

O frete rodoviário registrou aumento de 13,1% no terceiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A elevação foi influenciada principalmente pelo encarecimento do diesel e pelo aumento da demanda por transporte durante o escoamento da safra de soja, segundo dados do Índice Frete.com de Preços (IFP).

Apesar da alta anual, o indicador apresentou recuo de 5,2% em relação ao segundo trimestre de 2026, refletindo a redução da procura por caminhões após o período de maior movimentação da safra.

Alta do diesel pressiona o custo do frete

Entre julho e setembro de 2026, o preço médio do diesel avançou 15,1% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Já na comparação com os três meses anteriores, o combustível apresentou relativa estabilidade, com variação negativa de 0,6%.

O aumento dos custos operacionais contribuiu para pressionar os valores do transporte de cargas por rodovias. Outro fator apontado foi o reforço da fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete.

De acordo com Charles Monteux, diretor de receita da Frete.com, a fiscalização mais rigorosa ajuda a garantir a aplicação da tabela mínima de preços. Com isso, o custo do transporte pode subir em situações nas quais os valores praticados no mercado ficariam abaixo do limite estabelecido.

Fim do pico da soja reduz demanda por caminhões

A queda de 5,2% no frete rodoviário em relação ao segundo trimestre está relacionada, entre outros fatores, à desaceleração do transporte da safra de soja. Com o encerramento do período de maior demanda, em agosto, houve maior disponibilidade de veículos para realizar o transporte de mercadorias.

Segundo Monteux, o aumento da oferta de caminhões contribui para reduzir os preços do serviço, uma vez que há mais veículos disponíveis para atender à demanda de transporte rodoviário de cargas.

Dessa forma, o comportamento do frete no terceiro trimestre refletiu a combinação de fatores distintos: de um lado, o diesel mais caro e a fiscalização do piso mínimo pressionaram os custos; de outro, a redução sazonal da demanda após o pico da safra favoreceu a queda dos preços em relação ao trimestre anterior.

FONTE: Fecombustíveis
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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