Exportação

Exportações para a China batem recorde no primeiro semestre de 2026 e fortalecem comércio com o Brasil

As exportações brasileiras para a China atingiram um novo recorde no primeiro semestre de 2026, consolidando o país asiático como o principal parceiro comercial do Brasil. Levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) aponta que as vendas ao mercado chinês somaram US$ 58,3 bilhões, crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, as importações brasileiras de produtos chineses também registraram máxima histórica, chegando a US$ 38,5 bilhões. Com isso, a corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 96,9 bilhões, o maior resultado já registrado para um primeiro semestre.

China responde por quase metade do superávit comercial brasileiro

O estudo mostra que o saldo positivo do Brasil nas negociações com a China foi de US$ 19,8 bilhões, valor equivalente a 47% de todo o superávit da balança comercial brasileira, que somou US$ 42,4 bilhões no período.

Desde 2009, o Brasil mantém resultados positivos nas transações comerciais com os chineses, reforçando a importância da parceria para o desempenho das exportações nacionais.

A influência da China também se reflete na participação sobre o comércio exterior. O país foi destino de 31,6% de todas as exportações brasileiras, percentual quase três vezes superior ao registrado pelos Estados Unidos. Nas importações, os chineses responderam por 27% das compras brasileiras realizadas no exterior.

China amplia vantagem como maior parceiro comercial do Brasil

Os números confirmam o crescimento da relação econômica entre os dois países. Enquanto o intercâmbio comercial entre Brasil e China atingiu US$ 96,9 bilhões, o comércio com os Estados Unidos, segundo maior parceiro brasileiro, totalizou US$ 36,4 bilhões.

O levantamento do CEBC também destaca que o avanço das vendas para a China foi um dos principais responsáveis pelo crescimento de 11,5% das exportações brasileiras no semestre. Entre os dez maiores destinos dos produtos nacionais, apenas Índia e Singapura apresentaram expansão superior.

Soja lidera embarques, enquanto petróleo registra maior crescimento

A soja permaneceu como o principal produto exportado pelo Brasil para a China, movimentando US$ 20,2 bilhões entre janeiro e junho. O grão representou 34,7% das exportações brasileiras destinadas ao mercado chinês, que absorveu cerca de 70% de toda a soja embarcada pelo país.

Já o maior avanço foi registrado pelo petróleo bruto. As exportações cresceram 62% e alcançaram US$ 15,1 bilhões, impulsionadas pelo aumento do volume exportado e pela valorização internacional da commodity.

Segundo o estudo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio contribuíram para que a China ampliasse a diversificação de fornecedores, fortalecendo o Brasil como um parceiro estratégico no fornecimento de petróleo.

Os meses de março, abril e junho de 2026 registraram os maiores faturamentos mensais da história das exportações brasileiras de petróleo para a China desde o início da série histórica, em 1997. Atualmente, o país asiático compra 54% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.

Minério de ferro mantém relevância nas exportações

Outro destaque da pauta comercial foi o minério de ferro. O Brasil exportou 135 milhões de toneladas para a China no primeiro semestre, maior volume já registrado para o período.

Em receita, o produto gerou US$ 9,2 bilhões, crescimento de 9,4% na comparação anual. A China permaneceu responsável por quase 69% das compras externas do minério brasileiro, consolidando sua posição como principal mercado consumidor.

Carne bovina bate recorde nas vendas ao mercado chinês

A carne bovina brasileira também registrou desempenho histórico. As exportações para a China totalizaram US$ 4,8 bilhões, alta de 50% e novo recorde para um primeiro semestre.

O crescimento foi impulsionado pela antecipação dos embarques antes do esgotamento da cota de importação com tarifa reduzida. A expectativa do CEBC é de desaceleração nas vendas durante a segunda metade do ano, devido à incidência de tarifa adicional de 55% sobre os volumes que excederem o limite estabelecido.

Mesmo assim, a China continuou absorvendo 53% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil.

Também houve crescimento expressivo nas exportações de carne de frango, algodão, minério de cobre, ferroligas e outros produtos minerais.

Rio de Janeiro lidera exportações para a China

Entre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro foi o maior exportador para o mercado chinês no período.

As vendas fluminenses chegaram a US$ 13,6 bilhões, representando 23,3% das exportações nacionais destinadas à China. O petróleo respondeu por 94% da pauta exportadora estadual.

Na sequência aparecem Mato Grosso, impulsionado pela soja, e Minas Gerais, com destaque para o minério de ferro.

Veículos eletrificados impulsionam importações da China

Do lado das importações, os veículos eletrificados lideraram o crescimento das compras brasileiras.

As aquisições de carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in somaram US$ 5,35 bilhões no primeiro semestre de 2026, impulsionadas pela antecipação das importações antes da entrada em vigor da tarifa de 35% aplicada em julho.

Os híbridos plug-in responderam por US$ 2,79 bilhões, enquanto os veículos totalmente elétricos movimentaram US$ 2 bilhões. A China foi responsável por 88% dos veículos eletrificados importados pelo Brasil, mantendo ampla liderança nesse segmento.

Espírito Santo concentra entrada de carros chineses

Embora São Paulo permaneça como principal estado importador de produtos chineses, o Espírito Santo ganhou protagonismo na entrada de veículos eletrificados.

O estado concentrou 57% dos desembarques desses automóveis no país, e aproximadamente 65% das importações capixabas provenientes da China correspondem a veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in.

Parceria econômica ganha ainda mais importância

Os resultados do primeiro semestre mostram o aprofundamento da relação comercial entre Brasil e China. Enquanto o mercado chinês amplia sua demanda por commodities brasileiras, como soja, petróleo, minério de ferro e proteínas animais, o Brasil amplia as importações de produtos industrializados, especialmente veículos eletrificados, equipamentos tecnológicos e componentes industriais.

O desempenho reforça a posição da China como principal parceiro comercial brasileiro e evidencia sua relevância para a balança comercial, o crescimento das exportações e a integração do Brasil às cadeias globais de produção.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ricardo Stuckert

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Imposto de Importação de 35% entra em vigor e impacta mercado de carros importados no Brasil

O mercado de carros importados inicia uma nova fase a partir desta quarta-feira (1º), com a entrada em vigor da alíquota integral de 35% do Imposto de Importação para veículos eletrificados totalmente montados (CBU) e para modelos semidesmontados (SKD) que ultrapassarem a cota de isenção estabelecida pelo governo.

Apesar da mudança, o consumidor não verá, necessariamente, um aumento imediato de 35% no preço dos veículos. Isso porque o tributo incide sobre a importação, enquanto o valor final também considera fatores como câmbio, logística, margem das montadoras, custos de estoque e estratégias comerciais.

Entenda como ficam as novas regras

A nova política tributária diferencia os tipos de importação de veículos.

Os modelos CBU, importados completamente montados, passam a recolher integralmente os 35% de Imposto de Importação, sem qualquer cota de isenção.

Já os veículos CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados), destinados à montagem no Brasil, terão acesso a uma cota temporária de importação com imposto zerado, limitada a US$ 463 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões), válida por seis meses.

Após o esgotamento desse limite, os modelos SKD passam a pagar 35% de imposto. No caso dos veículos CKD, a tributação permanece em 14% até o fim de 2026, alcançando os 35% somente em janeiro de 2027.

A estratégia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) busca estimular a montagem de veículos no país e reduzir a dependência da importação de automóveis prontos.

Preços devem variar conforme estratégia das montadoras

O impacto da nova tributação não será uniforme entre as fabricantes.

Veículos importados que chegaram ao Brasil antes da mudança ainda poderão ser comercializados pelos preços atuais enquanto houver estoque. Nos últimos meses, diversas montadoras ampliaram as importações justamente para formar estoques antes da entrada em vigor das novas alíquotas.

Além disso, fabricantes com maior capacidade financeira poderão absorver parte do aumento para preservar competitividade, enquanto outras devem optar por reajustes, redução de versões, revisão dos pacotes de equipamentos ou até adiamento de lançamentos.

Cada segmento tende a reagir de maneira diferente, seja entre carros elétricos, híbridos plug-in ou modelos premium.

Mercado de eletrificados deve sentir maior impacto

Segundo o consultor Cássio Pagliarini, CMO da Bright Consulting, a aplicação da alíquota integral pode representar um reajuste de até 8% nos preços dos veículos elétricos importados.

A medida encerra o cronograma gradual de aumento do Imposto de Importação, iniciado em janeiro de 2024. Até o fim de junho, as alíquotas variavam entre 25% e 30%, dependendo da tecnologia do veículo.

O segmento de veículos eletrificados é considerado o mais sensível à mudança, já que seu crescimento recente foi impulsionado por preços competitivos, elevado nível tecnológico e ampla oferta de equipamentos.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que, em maio, foram comercializadas 51,6 mil unidades eletrificadas, representando quase 20% das vendas de veículos leves no país.

Ao mesmo tempo, a participação dos eletrificados importados caiu de 94% em maio de 2025 para 61% no mesmo período de 2026. Já os veículos fabricados ou montados no Brasil ampliaram sua participação de 6% para 39%, indicando um movimento gradual de nacionalização da produção.

Indústria nacional pode ganhar competitividade

Com a nova tributação, o governo espera fortalecer a indústria automotiva instalada no Brasil, incentivando investimentos em produção local, geração de empregos e expansão da cadeia de fornecedores.

No entanto, especialistas destacam que ampliar a montagem de veículos no país não significa, automaticamente, elevar o índice de nacionalização. Componentes como baterias, semicondutores, motores elétricos, eletrônica de potência e softwares ainda representam desafios para a indústria brasileira.

Montadoras chinesas entram em fase decisiva

As fabricantes chinesas, responsáveis por impulsionar a expansão dos carros elétricos no Brasil, terão agora o desafio de consolidar sua presença industrial no país.

Marcas como BYD, GWM, Leapmotor, MG, Omoda & Jaecoo e Geely deverão acelerar projetos de montagem nacional para reduzir os efeitos da nova carga tributária.

Empresas que conseguirem ampliar sua produção local e fortalecer a rede de concessionárias tendem a enfrentar melhor o novo cenário. Já aquelas que mantiverem forte dependência da importação de veículos prontos poderão sofrer maior pressão sobre preços e competitividade.

Mercado deve passar por período de adaptação

Especialistas avaliam que o setor deve enfrentar três movimentos nos próximos meses: liquidação dos estoques importados adquiridos antes da mudança tributária, valorização dos modelos produzidos ou montados no Brasil e reajustes mais expressivos nos veículos importados de segmentos premium.

Além disso, o mercado de seminovos eletrificados também poderá ser beneficiado. Caso os preços dos veículos zero quilômetro aumentem, modelos usados com boa garantia e assistência técnica estruturada tendem a preservar melhor seu valor de revenda.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Gabriel Lordello

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Tecnologia

Cota zero para CKD e SKD impulsiona mercado de veículos eletrificados no Brasil

O Governo Federal anunciou uma nova medida que altera o cenário da mobilidade elétrica no país. O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou uma cota de US$ 463 milhões (aproximadamente R$ 2,4 bilhões) para a importação de veículos eletrificados nos regimes CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados), com isenção do Imposto de Importação entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2026.

A decisão, porém, não contempla os veículos CBU, que chegam ao Brasil totalmente montados. Esses modelos voltarão a pagar a tarifa integral de 35% de imposto a partir de julho.

Benefício vale apenas para veículos desmontados

A nova política não representa uma isenção ampla para todos os carros elétricos e híbridos importados. O incentivo foi direcionado exclusivamente aos kits destinados à montagem em território nacional.

Após o esgotamento da cota, os veículos no regime SKD passarão a recolher 35% de imposto de importação já em julho. Já os modelos CKD continuarão sujeitos à alíquota de 14% até o fim de 2026, quando também passarão a pagar 35%, em janeiro de 2027.

Mercado passa a operar em dois cenários

A medida cria uma diferença significativa entre fabricantes que produzem localmente e aquelas que dependem da importação de veículos prontos.

Empresas que comercializam modelos totalmente importados poderão enfrentar aumento de custos, necessidade de reajustar preços ou recorrer aos estoques para manter a competitividade. Em contrapartida, montadoras que já possuem ou estão implantando linhas de montagem no Brasil ganham uma vantagem tributária durante o período de transição.

BYD e outras montadoras são favorecidas

Entre as empresas beneficiadas está a BYD, que mantém operações em Camaçari (BA) e defendia a ampliação do prazo para utilização das cotas sem incidência do imposto enquanto conclui sua estrutura industrial no país.

A medida também favorece a GWM, que iniciou a produção em Iracemápolis (SP), além da General Motors e da MG, que deverá iniciar operações no polo automotivo do Ceará em outubro.

Nos bastidores da indústria, a decisão intensificou o debate entre fabricantes recém-chegadas e montadoras tradicionais instaladas no Brasil.

Governo reforça estratégia para ampliar produção nacional

Segundo o secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira, a iniciativa está alinhada às políticas de renovação da frota, inovação tecnológica e descarbonização da indústria automotiva.

De acordo com o governo, a cota funciona como um mecanismo de transição entre a simples importação de veículos e a produção nacional, permitindo que fabricantes em fase de instalação mantenham competitividade até ampliarem suas operações industriais no país.

Moreira também destacou que o objetivo é consolidar o Brasil como referência na fabricação de veículos eletrificados, fortalecendo toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores de autopeças, baterias, engenharia e software.

Indústria automotiva e setor de autopeças criticam medida

A decisão gerou reação da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que afirmou que a mudança altera uma política previamente estabelecida pelo próprio governo sem consulta ao setor produtivo.

Em nota, a entidade argumenta que a medida pode comprometer a estratégia criada para incentivar simultaneamente a expansão da eletromobilidade e a atração de investimentos industriais de longo prazo.

O setor de autopeças também demonstrou preocupação. Abipeças e Sindipeças criticaram a criação da nova cota, alegando que a redução do imposto para kits importados diminui o incentivo à nacionalização de componentes, colocando em risco investimentos, empresas e empregos ligados à cadeia automotiva brasileira.

ABVE vê medida como incentivo temporário

Para o presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Bastos, a política possui prazo e orçamento definidos, funcionando como um incentivo temporário para acelerar a adoção de novas tecnologias.

Segundo ele, a tributação dos veículos prontos permanece conforme o cronograma estabelecido em 2023 dentro do Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), preservando a política industrial de médio e longo prazo.

Bastos avalia que a medida favorece o abastecimento do mercado com produção nacional, reduzindo a necessidade de importar veículos totalmente montados.

Mercado de eletrificados deve seguir em expansão

A ABVE projeta que as vendas de veículos elétricos e híbridos poderão atingir cerca de 400 mil unidades, número que sobe para aproximadamente 430 mil quando considerados também os modelos híbridos leves (MHEV).

Embora a nova cota reduza a carga tributária das montadoras que utilizam os regimes CKD e SKD, o mercado ainda acompanhará se essa redução será efetivamente repassada ao consumidor final nos preços praticados por fabricantes como BYD, General Motors, GWM, Caoa Chery e MG.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: BYD

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Tecnologia

Veículos eletrificados impulsionam 69% do crescimento do mercado automotivo brasileiro

Os veículos eletrificados foram responsáveis pela maior parte da expansão do mercado automotivo brasileiro na primeira quinzena de fevereiro de 2026. Segundo levantamento da Bright Consulting, o segmento respondeu por aproximadamente 69% do crescimento registrado no período.

Ao todo, o Brasil emplacou 86.565 veículos leves nos primeiros quinze dias do mês. O volume representa alta de 26,6% frente à primeira quinzena de janeiro e avanço de 13% na comparação anual. Apesar da expansão generalizada, os dados indicam que a eletrificação concentra a maior fatia da evolução do setor.

Eletrificação ganha protagonismo

Na quinzena, foram comercializadas 13.487 unidades eletrificadas, crescimento de 18,7% em relação ao mês anterior e salto de 104,6% na comparação com o mesmo período de 2025. A participação desses modelos chegou a 15,6% do total do mercado.

Do aumento anual registrado no setor, cerca de 6.896 unidades vieram exclusivamente dos eletrificados. O desempenho mostra que a transição para carros híbridos e elétricos deixou de ser um movimento pontual e passou a liderar a expansão estrutural do segmento automotivo.

No acumulado de 2026, as vendas somam 40.257 unidades, alta de 77,3% frente ao ano anterior, com participação próxima de 16,2% — praticamente o dobro da fatia registrada em 2025.

Híbridos lideram, mas elétricos avançam

A divisão por tecnologia revela um cenário equilibrado entre diferentes soluções de mobilidade elétrica.

Na primeira quinzena de fevereiro:

  • híbridos plenos (HEV): 4.205 unidades (31,2%)
  • elétricos a bateria (BEV): 4.104 unidades (30,4%)
  • híbridos plug-in (PHEV): 3.679 unidades (27,3%)
  • mild hybrid (MHEV): 1.499 unidades (11,1%)

Os híbridos convencionais lideraram o volume, impulsionados principalmente pela Toyota, responsável por cerca de um terço das vendas dessa categoria.

Entre os modelos 100% elétricos, o BYD Dolphin Mini se destacou com mais da metade dos emplacamentos do segmento. Já no grupo dos híbridos plug-in, o BYD Song Pro liderou as vendas.

O crescimento simultâneo de BEVs e PHEVs reforça a aceleração da eletrificação automotiva no Brasil, tanto nas soluções intermediárias quanto nos modelos totalmente elétricos.

Montadoras chinesas ampliam participação

O avanço da eletrificação está diretamente associado ao desempenho das montadoras chinesas. Na primeira quinzena de fevereiro, elas responderam por 13,2% das vendas totais do mercado brasileiro, patamar levemente inferior ao de janeiro (13,9%), mas ainda elevado.

A BYD já figura entre as principais fabricantes do país, com 6,2% de participação nas vendas do período. A GWM também passou a integrar o grupo das dez maiores montadoras em volume de emplacamentos.

A estratégia dessas empresas tem sido baseada em portfólio focado em modelos eletrificados, preços competitivos e oferta tecnológica ampliada. A tendência é de fortalecimento dessa presença com a expansão das operações locais e o lançamento de novos produtos.

Crescimento seletivo do setor

Embora o mercado automotivo apresente alta nas vendas totais, os números indicam que a transformação ocorre de forma concentrada. O dinamismo está principalmente nos carros elétricos e híbridos, enquanto os modelos convencionais registram evolução mais moderada.

Mantido o ritmo observado neste início de ano, a eletrificação deve se consolidar como principal motor de crescimento da indústria automotiva brasileira ao longo de 2026.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InsideEVs Brasil

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Importação

Importação de veículos eletrificados no Brasil cai 19% no acumulado do ano

Queda puxada pelos carros 100% elétricos
A importação de veículos eletrificados registrou uma retração de 19% no Brasil entre janeiro e setembro deste ano, de acordo com dados da Logcomex, plataforma de tecnologia voltada ao comércio exterior. O principal motivo do recuo foi a forte queda nas compras externas de carros elétricos puros, cujo valor importado despencou 56% no período. O total passou de US$ 1,4 bilhão em 2024 para US$ 653,6 milhões em 2025.

Híbridos plug-in assumem a liderança
Enquanto os elétricos apresentaram forte redução, os híbridos plug-in (PHEV) avançaram 3% e se tornaram os principais representantes das importações de modelos eletrificados. Juntos, esses veículos somaram US$ 1,8 bilhão, o equivalente a 56% de todo o valor movimentado pelo setor no acumulado do ano.

Desempenho dos outros eletrificados
Os híbridos convencionais (HEV), que não precisam de recarga externa, também cresceram 3%, atingindo US$ 637,3 milhões. Já os híbridos a diesel tiveram resultado negativo, com queda de 9% e movimentação de US$ 75,8 milhões.

FONTE: Correio 24 Horas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Comércio Exterior, Economia, Importação, Industria, Informação, Logística, Notícias, Sustentabilidade

Brasil volta a ter 8ª maior produção de veículos do mundo e Alckmin celebra: “clara confiança de empresários e consumidores”

Anfavea defende recomposição total de tarifas de importação de veículos eletrificados para retomar patamar de produção pré-pandemia

 O Brasil encerrou o ano de 2024 com um importante avanço na indústria automobilística, recuperando a 8ª posição no ranking mundial de produção de veículos, segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O país ultrapassou a Espanha após registrar um crescimento de 9,7% na produção, alcançando 2,55 milhões de unidades fabricadas. China, Estados Unidos, Japão, Índia, México, Coreia do Sul e Alemanha permanecem à frente do Brasil neste ranking.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), celebrou a conquista em suas redes sociais. “O Brasil encerrou 2024 com resultados importantes para nossa indústria automobilística. Voltamos a ocupar a 8ª posição entre os maiores fabricantes de veículos do mundo, superando a Espanha. Demonstração clara do aumento da confiança de nossos empresários e consumidores com o trabalho do governo do presidente Lula, por meio de programas como o Mover, para gerar empregos, promover investimentos e fazer a roda da economia girar”, destacou Alckmin.

Apesar da melhoria na posição global, a indústria automobilística brasileira ainda enfrenta desafios para retornar aos níveis de produção anteriores à pandemia. Em 2019, antes da crise sanitária, o país produziu 2,94 milhões de veículos. Para 2025, a Anfavea projeta um crescimento de 7,8%, o que pode elevar a produção para 2,75 milhões de unidades, ainda abaixo dos patamares pré-pandemia.

Durante a apresentação dos resultados de 2024, a direção da Anfavea alertou para a crescente concorrência externa, especialmente de marcas estrangeiras, como as chinesas, que têm ampliado sua participação no mercado brasileiro, relata a CNN Brasil. Esse cenário levou a entidade a defender a recomposição total das tarifas de importação de veículos eletrificados, prevista apenas para julho de 2026. O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, ressaltou: “é urgente, uma questão de responsabilidade conosco, com o País, com os investimentos que vêm sendo feitos. Houve um excesso de importação. O mundo fechou, o mundo está elevando as suas tarifas em relação às entradas de produtos. O Brasil precisa fazer, tem que fazer o mesmo”.

Para contornar esses desafios e impulsionar a indústria, a Anfavea está dialogando com o governo e o Congresso sobre a implementação de um programa de renovação de frotas e a antecipação da cobrança de alíquotas sobre veículos híbridos e elétricos importados. Essas medidas são vistas como essenciais para equilibrar o mercado e estimular a produção interna.

Apesar dos desafios, as exportações para a Argentina apresentaram um crescimento de 48%, amenizando a queda geral de 1,3% nas exportações da indústria automotiva brasileira. Esse desempenho reforça a importância de estratégias para ampliar a presença do Brasil em mercados internacionais.

Com essas ações, o setor automobilístico busca retomar o patamar de 3 milhões de veículos produzidos, consolidando o Brasil como um dos principais polos globais da indústria automotiva.

FONTE: Brasil247
Brasil volta a ter 8ª maior produção de veículos do mundo e Alckmin celebra: “clara confiança de empresários e consumidores” | Brasil 247

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