Economia

Eletrificação da economia: União Europeia prepara plano para reduzir dependência de petróleo e gás

A União Europeia (UE) está preparando um amplo plano para acelerar a eletrificação da economia e diminuir a dependência de petróleo e gás natural. A proposta, elaborada pela Comissão Europeia e prevista para ser apresentada em 17 de julho, reúne medidas regulatórias e linhas de financiamento voltadas à ampliação do uso da eletricidade em diversos setores da economia.

A iniciativa faz parte da estratégia do bloco para enfrentar os impactos da recente instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que elevou os preços da energia e aumentou os custos das importações de combustíveis fósseis.

Guerra elevou custos das importações de energia

Segundo dados da própria União Europeia, desde o fim de fevereiro, a conta com a importação de petróleo e gás aumentou em cerca de 50 bilhões de euros (aproximadamente US$ 57 bilhões). O cenário reforçou a necessidade de reduzir a dependência externa e acelerar a adoção de fontes de energia limpa.

Como resposta, Bruxelas pretende estabelecer uma meta para que uma parcela mínima do consumo energético do bloco seja atendida por eletricidade até 2040. O percentual ainda não foi definido, já que o documento segue em fase de elaboração.

Transporte, indústria e residências estão entre os setores prioritários

O plano prevê ampliar a eletrificação em diferentes áreas da economia. Entre as mudanças esperadas estão a substituição de veículos movidos a gasolina e diesel por veículos elétricos, a troca de caldeiras a gás por bombas de calor nas residências e a modernização de processos industriais com equipamentos alimentados por eletricidade em substituição aos combustíveis fósseis.

A Comissão Europeia também reconhece que o alto investimento inicial ainda representa um dos principais obstáculos para essa transformação, apesar de tecnologias eletrificadas apresentarem menor custo de operação ao longo do tempo.

Incentivos fiscais e novas regras para acelerar a transição

Para impulsionar a mudança, a proposta prevê uma série de incentivos. Entre eles está a possibilidade de reduzir o IVA sobre baterias domésticas, carros elétricos e bombas de calor, além da criação de um programa de financiamento para projetos industriais que utilizem eletricidade gerada por fontes renováveis na produção de calor.

O documento também prevê que a Comissão avalie tornar obrigatória a instalação de bombas de calor em edifícios públicos durante futuras contratações governamentais. Outra medida em estudo é o estabelecimento de metas mais rigorosas para a aquisição de veículos elétricos pelo setor público.

UE quer eliminar subsídios aos combustíveis fósseis

Outra frente da estratégia será a retirada gradual dos subsídios destinados aos combustíveis fósseis, tornando a eletricidade mais competitiva em relação ao petróleo e ao gás.

Na avaliação da Comissão Europeia, fortalecer uma matriz baseada em energia limpa, produzida internamente e com maior segurança energética, é uma questão estratégica para o bloco diante das incertezas do cenário internacional. O documento destaca ainda que uma mudança estrutural rumo à eletrificação é considerada essencial para ampliar a autonomia energética da União Europeia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Yves Herman

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Indústria

China fortalece ecossistema industrial e amplia liderança global em energia e tecnologia

A transformação econômica da China deixou para trás explicações baseadas apenas em mão de obra barata, câmbio desvalorizado ou reprodução de tecnologias estrangeiras. Hoje, o avanço industrial do país é sustentado por um modelo integrado que combina energia elétrica, processamento de minerais estratégicos e fabricação de tecnologias voltadas à transição energética.

Um relatório divulgado pelo Rhodium Group, em março de 2026, aponta que Pequim consolidou um sistema conhecido como “Estado elétrico” (“electro-state”), capaz de criar um ciclo de produção altamente eficiente e difícil de ser reproduzido por outras economias.

Modelo integra energia, mineração e indústria

Segundo o estudo, o diferencial chinês está na conexão entre três setores considerados essenciais para a indústria moderna: geração de energia de baixo custo, refino de metais industriais e produção de equipamentos ligados à energia limpa.

Nesse modelo, a oferta abundante de eletricidade reduz os custos para processar materiais como lítio, alumínio e cobre. Com insumos mais baratos, a fabricação de baterias, painéis solares e turbinas eólicas também se torna mais competitiva.

Ao mesmo tempo, a expansão das fontes renováveis amplia a disponibilidade de energia, criando um ciclo contínuo de redução de custos e aumento da capacidade produtiva.

Escala da infraestrutura impressiona analistas

Os números apresentados pelo Rhodium Group evidenciam a dimensão da estratégia chinesa.

Em 2025, a geração combinada de energia solar e eólica da China superou todo o consumo industrial dos Estados Unidos. A projeção do relatório indica que, em 2026, essa produção também ultrapassará a soma do consumo residencial e industrial norte-americano.

Outro indicador destacado é o crescimento da mobilidade elétrica. A frota de veículos elétricos em circulação no país já reduz o consumo equivalente a cerca de 1,76 milhão de barris de petróleo por dia, diminuindo a dependência chinesa dos combustíveis fósseis e aumentando sua segurança energética.

Desde o início dos anos 2000, a China respondeu por aproximadamente 60% do crescimento mundial no consumo de eletricidade, mantendo expansão da demanda energética mesmo durante a desaceleração provocada pela crise do setor imobiliário.

Carvão continua sendo peça-chave da estratégia chinesa

Apesar da liderança em energia renovável, o relatório ressalta que o sistema industrial chinês continua apoiado em uma ampla estrutura de geração baseada em carvão mineral.

A utilização desse recurso garante fornecimento constante de energia para setores intensivos, como siderurgia e metalurgia, que exigem estabilidade para operar continuamente.

Além disso, o carvão oferece vantagens estratégicas para o país por ser amplamente disponível em território nacional, reduzindo a dependência de importações de petróleo e gás natural.

Em 2024, a China adicionou cerca de 88 gigawatts de capacidade instalada em usinas termelétricas a carvão. Embora as fontes renováveis tenham liderado o crescimento da geração elétrica, o carvão permanece como elemento fundamental para assegurar o funcionamento da indústria pesada.

Ocidente enfrenta dificuldades para replicar modelo

O estudo afirma que a integração entre infraestrutura energética, processamento de minerais e manufatura avançada foi construída ao longo de décadas, com forte participação do Estado, financiamento subsidiado e planejamento de longo prazo.

Na avaliação do Rhodium Group, reproduzir esse ecossistema em outros países representa um desafio significativo, especialmente para economias que buscam desenvolver cadeias próprias de minerais críticos e reduzir a dependência da indústria chinesa.

Segundo a análise, iniciativas de reorganização das cadeias globais poderão exigir políticas industriais robustas e medidas de proteção comercial, o que tende a elevar os custos para consumidores e empresas.

Brasil possui potencial, mas enfrenta desafios industriais

Embora o relatório não trate especificamente do Brasil, o cenário apresentado reforça um debate recorrente sobre o papel do país na cadeia global de valor.

O Brasil reúne importantes reservas de minério de ferro, lítio, alumínio e nióbio, além de contar com uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo e elevado potencial para geração de energia solar e eólica.

Entretanto, grande parte desses recursos ainda é exportada como matéria-prima, enquanto produtos industrializados de maior valor agregado continuam sendo importados.

Nesse contexto, especialistas apontam que ampliar a industrialização exigiria políticas de longo prazo, incentivos ao investimento, financiamento e fortalecimento das cadeias produtivas nacionais.

Planejamento de longo prazo explica avanço chinês

O relatório conclui que o chamado “Estado elétrico” não surgiu de forma espontânea, mas é resultado de décadas de planejamento estratégico, investimentos públicos, coordenação industrial e expansão da infraestrutura energética.

A combinação desses fatores permitiu à China consolidar uma posição de liderança em setores considerados fundamentais para a economia do futuro, como energia limpa, baterias, veículos elétricos e minerais críticos, tornando seu modelo uma referência para o debate sobre competitividade industrial global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Maxim Shemetov

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Tecnologia

Carros super-híbridos ganham força e prometem revolucionar a mobilidade com autonomia acima de 1.000 km

A transição para a eletrificação dos automóveis continua avançando, mesmo após o ritmo mais lento do que o previsto nos últimos anos. Embora projeções anteriores apontassem para uma predominância de veículos totalmente elétricos nos Estados Unidos até 2035, fatores como altos custos, mudanças políticas e resistência de parte dos consumidores levaram as montadoras a rever seus planos.

Apesar dos ajustes estratégicos e dos bilhões de dólares investidos em projetos posteriormente reformulados, a indústria automotiva segue apostando na eletrificação. Nesse cenário, uma nova categoria começa a ganhar destaque: os veículos elétricos de autonomia estendida (EREV), considerados por muitos especialistas como a próxima etapa da mobilidade eletrificada.

Entendendo os diferentes tipos de eletrificação

Antes de compreender o papel dos EREVs, é importante conhecer os principais sistemas disponíveis atualmente.

HEVs: os híbridos convencionais

Os híbridos elétricos (HEVs) combinam motor a combustão e propulsão elétrica, utilizando uma bateria de pequena capacidade que é recarregada durante a frenagem ou desaceleração do veículo.

Modelos como o Toyota Prius popularizaram essa tecnologia, que dispensa conexão em tomadas e oferece melhor eficiência energética em comparação aos carros exclusivamente movidos a gasolina.

BEVs: os elétricos puros

Os veículos elétricos a bateria (BEVs) são representados por modelos de fabricantes como Tesla, Porsche e diversas outras marcas globais. Eles utilizam exclusivamente energia elétrica armazenada em grandes baterias, proporcionando condução silenciosa, respostas rápidas ao acelerador e menor necessidade de manutenção.

Por outro lado, as baterias de grande capacidade elevam significativamente os custos de produção. Além disso, fatores como reboque de cargas e longas viagens ainda podem impactar a autonomia desses veículos.

PHEVs: híbridos plug-in

Os híbridos plug-in (PHEVs) representam uma evolução dos híbridos convencionais. Equipados com baterias maiores e sistema de recarga externa, conseguem rodar dezenas de quilômetros apenas no modo elétrico antes de acionarem o motor a combustão.

Modelos modernos podem atender a boa parte dos deslocamentos urbanos utilizando somente eletricidade, reduzindo de forma significativa o consumo de combustível.

O que são os carros elétricos de autonomia estendida (EREV)?

Os EREVs unem características dos carros elétricos e dos híbridos plug-in, mas apresentam uma diferença fundamental: as rodas são movimentadas exclusivamente por motores elétricos.

Nesse sistema, o motor a combustão não impulsiona diretamente o veículo. Sua função é atuar como gerador de energia para recarregar a bateria quando necessário.

A proposta é utilizar baterias de tamanho intermediário — maiores que as dos híbridos plug-in e menores que as dos elétricos puros — reduzindo custos e peso sem comprometer a experiência de condução elétrica.

Vantagens dos super-híbridos

Entre os principais benefícios dos carros super-híbridos estão:

  • Maior autonomia total;
  • Menor dependência de carregadores públicos;
  • Redução do custo das baterias;
  • Condução predominantemente elétrica;
  • Menor ansiedade relacionada à autonomia;
  • Melhor desempenho em viagens longas e reboque.

Como o motor a combustão opera em faixas de eficiência mais elevadas, a tecnologia também tende a otimizar o consumo energético.

Tecnologia não é nova, mas evoluiu

A ideia dos veículos de autonomia estendida já foi testada anteriormente. Um dos exemplos mais conhecidos foi o BMW i3 equipado com extensor de autonomia.

Na época, o sistema apresentava limitações de desempenho quando a bateria estava descarregada e o pequeno motor gerador precisava sustentar sozinho o fornecimento de energia.

As novas gerações prometem superar essas restrições por meio de baterias mais eficientes e geradores mais potentes.

Picapes e SUVs serão os principais beneficiados

A nova tecnologia chama a atenção principalmente entre fabricantes de picapes e utilitários esportivos.

Marcas como Ford, Jeep, Ram, Scout, Kia, Genesis e Nissan já estudam ou anunciaram projetos envolvendo sistemas EREV.

O motivo é simples: veículos maiores possuem espaço suficiente para acomodar baterias, motores elétricos e geradores adicionais sem comprometer a capacidade de carga.

Além disso, a tecnologia resolve um dos principais desafios dos elétricos atuais: a perda significativa de autonomia durante o reboque de trailers, barcos ou equipamentos pesados.

Stellantis prepara primeiros modelos EREV

Os primeiros modelos de grande volume equipados com essa tecnologia devem chegar ao mercado por meio da Stellantis.

Entre os destaques estão a Jeep Grand Wagoneer REEV e a Ram 1500 REV, previstas para estrear no fim de 2026.

O conjunto mecânico utiliza um motor V6 ligado a um gerador de 130 kW e uma bateria de 92 kWh. Segundo a fabricante, o sistema permitirá rodar cerca de 233 quilômetros apenas com eletricidade e superar os 960 quilômetros de autonomia total.

A Ram também promete números impressionantes de desempenho, incluindo 647 cavalos de potência, capacidade de carga superior a uma tonelada e reboque de até sete toneladas.

Ford aposta em autonomia superior a 1.100 quilômetros

A Ford também confirmou o desenvolvimento de uma versão EREV da linha Lightning.

De acordo com a montadora, a futura Ford Lightning EREV combinará aceleração típica de um veículo elétrico com autonomia estimada acima de 1.120 quilômetros.

A expectativa é que o modelo seja lançado no mercado por volta de 2028.

Scout projeta desempenho esportivo e grande capacidade de reboque

A Scout Motors, marca retomada pela Volkswagen, também prepara veículos com autonomia estendida.

Os projetos incluem a picape Terra e o SUV Traveler, ambos desenvolvidos para oferecer elevada capacidade de reboque e desempenho robusto.

Segundo as projeções iniciais, o sistema EREV equipado com motor de quatro cilindros poderá alcançar aproximadamente 805 quilômetros de autonomia, enquanto a versão totalmente elétrica deverá atingir cerca de 563 quilômetros.

Super-híbridos podem ser a ponte para o futuro da eletrificação

Embora os avanços nas baterias continuem acelerando a adoção dos veículos elétricos puros, os EREVs surgem como uma solução intermediária capaz de atender consumidores que ainda valorizam a segurança de um tanque de combustível para viagens longas.

Ao combinar a experiência de condução elétrica com a praticidade de um gerador a combustão, os chamados super-híbridos podem ocupar um espaço estratégico no mercado automotivo durante os próximos anos, especialmente entre proprietários de picapes, SUVs e veículos destinados ao reboque.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Tecnologia

BYD investirá até R$ 500 milhões para ampliar produção de baterias no Brasil

A fabricante chinesa BYD confirmou um investimento de até R$ 500 milhões para expandir sua capacidade de produção de baterias de lítio no Brasil. O anúncio ocorre após o governo federal definir as diretrizes do primeiro leilão nacional voltado à contratação de sistemas de armazenamento de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

A informação foi divulgada inicialmente pelo Valor Econômico e reforça o interesse da empresa em ampliar sua atuação no mercado brasileiro de soluções energéticas.

Empresa avalia ampliar fábrica em Manaus ou construir nova unidade

De acordo com o vice-presidente sênior da BYD Brasil, Alexandre Baldy, a companhia ainda analisa qual será o destino do aporte. Entre as alternativas estão a expansão da fábrica já instalada em Manaus (AM) ou a construção de uma nova unidade industrial no país.

A definição deve ocorrer nos próximos três meses, após a conclusão dos estudos técnicos e estratégicos.

Segundo Baldy, a decisão sobre o investimento já está tomada, restando apenas a escolha do local mais adequado para receber a operação.

Atualmente, a BYD produz em Manaus baterias do tipo LFP (lítio-ferro-fosfato), utilizadas tanto em ônibus elétricos quanto em sistemas de armazenamento destinados a aplicações de backup energético.

Leilão de armazenamento foi decisivo para novo aporte

A expectativa em torno do primeiro leilão de armazenamento de energia do país foi um dos fatores que motivaram a decisão da companhia. O certame está previsto para ocorrer entre os dias 2 e 4 de dezembro e deverá impulsionar a instalação de novas fábricas e a nacionalização de componentes.

Um dos pontos que mais chamou a atenção da empresa foi a exigência de conteúdo nacional nos projetos participantes, conforme critérios que ainda serão regulamentados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo a BYD, as regras finais poderão influenciar diretamente o volume de recursos destinados à ampliação da produção no Brasil.

O projeto será financiado com capital próprio e os recursos serão liberados após a definição da estratégia industrial da empresa.

Incentivos regionais podem influenciar escolha da localização

A escolha da futura unidade também dependerá dos incentivos previstos pelo governo para empreendimentos instalados em regiões consideradas estratégicas para o setor elétrico.

A proposta prevê benefícios para projetos localizados próximos a áreas indicadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), distribuídas em estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba.

Esses incentivos poderão representar vantagens competitivas nos leilões, funcionando como um mecanismo de redução dos valores ofertados pelos participantes.

Expansão deve gerar empregos e ampliar produção nacional

A expectativa inicial da montadora é criar ao menos 400 empregos diretos com o novo investimento.

A empresa já possui uma presença industrial consolidada no Brasil, com operações em Manaus, Campinas (SP) e Camaçari (BA), onde desenvolve projetos ligados à mobilidade elétrica, fabricação de veículos e produção de componentes.

Embora ainda não tenha detalhado quais itens serão fabricados localmente, a companhia afirma que pretende ampliar gradualmente o índice de nacionalização de sua cadeia produtiva, sempre que houver viabilidade econômica e industrial.

Mercado de baterias deve crescer além dos leilões

Para a BYD, o mercado brasileiro de armazenamento de energia tem potencial para crescer muito além das contratações públicas.

A empresa avalia que o avanço da regulamentação do setor pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aliado ao interesse crescente de diferentes segmentos econômicos, tende a acelerar a adoção da tecnologia nos próximos anos.

Além das distribuidoras de energia, setores como agronegócio, mineração e indústria já demonstram interesse em soluções de armazenamento capazes de aumentar a eficiência operacional e a segurança no fornecimento de eletricidade.

BYD reforça estratégia de expansão no Brasil

O novo investimento integra um plano mais amplo de crescimento da BYD no país. Nos últimos anos, a empresa tem ampliado sua presença industrial e tecnológica em diferentes frentes ligadas à transição energética e à mobilidade sustentável.

Em março, a companhia anunciou a instalação de seu primeiro centro de testes e desenvolvimento automotivo no Rio de Janeiro, com investimento estimado em R$ 300 milhões.

Com a ampliação da produção de baterias, a empresa busca fortalecer sua posição tanto no mercado de veículos elétricos quanto no segmento de infraestrutura energética, considerado estratégico para acompanhar o avanço das fontes renováveis e a modernização do sistema elétrico brasileiro.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/REUTERS/Stephane Mahe

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Tecnologia

Carros elétricos devem atingir 23 milhões de vendas em 2026 e ganham espaço no mercado brasileiro

Os carros elétricos seguem avançando em ritmo acelerado no mercado global e devem alcançar um novo recorde de vendas em 2026. De acordo com o relatório Global EV Outlook 2026, divulgado pela Agência Internacional de Energia (AIE), a expectativa é que cerca de 23 milhões de veículos elétricos sejam comercializados em todo o mundo até o fim do ano, representando aproximadamente 30% das vendas globais de automóveis.

O crescimento reforça a consolidação dos veículos eletrificados como uma tendência definitiva da indústria automotiva, impulsionada pela expansão da infraestrutura de recarga, maior oferta de modelos e redução gradual dos custos em diversos mercados.

China lidera expansão global dos veículos elétricos

A China continua ocupando posição de destaque no segmento. Em 2025, as fabricantes chinesas responderam por cerca de 60% das vendas mundiais de veículos elétricos, ampliando ainda mais sua liderança no setor.

Enquanto isso, montadoras da Europa e da América do Norte concentraram aproximadamente 15% das vendas globais.

Apesar de oscilações registradas em alguns mercados, a eletrificação da frota mundial segue avançando. No primeiro trimestre de 2026, as vendas globais apresentaram retração de 8%, mas algumas regiões mantiveram forte crescimento.

A América Latina chamou atenção ao registrar aumento de 75% nas vendas de veículos elétricos, um dos melhores desempenhos observados no período.

Frota global pode superar 500 milhões de veículos até 2035

As projeções da Agência Internacional de Energia indicam que a transformação do setor automotivo ainda está longe de atingir seu limite.

Mesmo sem a adoção de novos incentivos governamentais, a frota mundial de veículos elétricos — excluindo motocicletas e triciclos — pode saltar dos atuais quase 80 milhões para cerca de 510 milhões de unidades até 2035.

O avanço da mobilidade elétrica vem alterando a dinâmica da indústria, aumentando a concorrência entre fabricantes e acelerando investimentos em novas tecnologias voltadas à eficiência energética e à sustentabilidade.

Brasil registra recorde de vendas de veículos eletrificados

O mercado brasileiro também acompanha essa tendência de crescimento. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que abril de 2026 registrou o maior volume mensal de emplacamentos de veículos elétricos e híbridos da história do país.

Foram comercializadas 38.516 unidades no período, resultado que representa alta de 9% em relação ao mês anterior e crescimento expressivo de 161% na comparação com abril de 2025.

No acumulado de 2026, as vendas já alcançam 122.463 veículos eletrificados, consolidando a expansão do segmento no mercado nacional.

Com esse desempenho, os modelos elétricos e híbridos passaram a representar 16% de participação no mercado automotivo brasileiro.

Sustentabilidade e mudança de comportamento impulsionam demanda

Especialistas apontam que a busca por alternativas mais sustentáveis tem sido um dos principais motores do crescimento dos carros elétricos e híbridos.

As metas globais de redução das emissões de carbono vêm pressionando montadoras a acelerar seus processos de eletrificação, ao mesmo tempo em que aumentam o interesse dos consumidores por tecnologias menos poluentes.

Outro fator relevante é a mudança no perfil do público comprador. Pesquisas de mercado indicam que consumidores das gerações Y e Z demonstram maior predisposição à adoção da mobilidade elétrica.

Segundo levantamento recente, 52% dos entrevistados dessas faixas etárias afirmaram já possuir ou planejar adquirir um veículo eletrificado nos próximos anos.

Mercado automotivo vive transformação estrutural

O crescimento das vendas globais, aliado ao recorde registrado no Brasil, evidencia uma mudança estrutural no setor automotivo.

Além da evolução tecnológica e das questões ambientais, cresce entre os consumidores a percepção de que os veículos movidos exclusivamente por combustíveis fósseis tendem a perder participação de mercado ao longo da próxima década.

Com projeções cada vez mais robustas, os veículos elétricos, híbridos e demais soluções de mobilidade sustentável assumem papel estratégico no futuro da indústria automotiva mundial.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Tecnologia

Carros chineses avançam no Brasil e aumentam pressão sobre a indústria automotiva nacional

A presença dos carros chineses no Brasil vem crescendo rapidamente e já provoca mudanças profundas no setor automotivo nacional. Com forte aposta em tecnologia, eletrificação e preços competitivos, as montadoras asiáticas conquistaram espaço acelerado entre os consumidores brasileiros e já se aproximam de 20% de participação no mercado.

O avanço é visto como positivo para o consumidor, principalmente pela popularização dos carros elétricos e híbridos, além do aumento da oferta de veículos com tecnologia embarcada e design moderno. No entanto, especialistas apontam que o fenômeno também amplia os sinais de enfraquecimento da indústria automotiva brasileira.

Processo de desindustrialização começou há décadas

A atual pressão sobre o setor automotivo não surgiu de forma repentina. O movimento é resultado de um processo gradual de desindustrialização iniciado ainda nos anos 1980, quando a globalização produtiva começou a deslocar cadeias de manufatura para países asiáticos, especialmente a China.

Durante os anos 1990, a abertura comercial brasileira aumentou a exposição da indústria nacional à concorrência internacional. Inicialmente, os impactos foram sentidos em setores mais intensivos em mão de obra, como brinquedos, têxtil e eletroeletrônicos.

Com a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001, o país asiático ampliou sua participação nas cadeias globais e se consolidou como maior exportador mundial de produtos manufaturados.

Commodities ganharam espaço e indústria perdeu força

Entre 2003 e 2010, o Brasil intensificou sua dependência da exportação de commodities como minério, soja e petróleo, enquanto passou a importar mais produtos industrializados de maior valor agregado.

Nesse período, a participação da indústria de transformação no PIB caiu significativamente, aprofundando o processo de desindustrialização brasileira e reduzindo a complexidade produtiva do país.

A partir de 2010, o avanço chinês se tornou ainda mais evidente em diversos segmentos da economia nacional, afetando setores como calçados, brinquedos, siderurgia, eletrônicos e vestuário.

E-commerce chinês ampliou concorrência no mercado nacional

Nos últimos anos, plataformas internacionais como AliExpress, Shein e Temu aceleraram a entrada de produtos chineses no Brasil, principalmente em segmentos de baixo valor agregado.

O crescimento das importações ampliou a pressão sobre pequenas e médias indústrias brasileiras, afetando empregos, produção local e competitividade em vários polos industriais do país.

Dados do setor indicam que o déficit da balança comercial de manufaturados alcançou US$ 134 bilhões em 2025, com previsão de superar US$ 150 bilhões neste ano.

Setores tradicionais já sentiram impacto da concorrência chinesa

Diversos segmentos industriais brasileiros já enfrentaram forte perda de mercado diante da concorrência asiática.

No setor de brinquedos, marcas tradicionais como Estrela praticamente perderam protagonismo após a entrada massiva de produtos importados.

Na indústria calçadista, fábricas fecharam no Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, enquanto o setor têxtil viu crescer a presença de plataformas internacionais de moda rápida.

Já no segmento de eletrônicos, empresas nacionais como Gradiente perderam espaço para fabricantes asiáticos de smartphones, notebooks e equipamentos eletrônicos de entrada.

Setor automotivo pode enfrentar cenário semelhante

Especialistas avaliam que a indústria automotiva brasileira pode seguir trajetória parecida com a observada em outros segmentos industriais. Mesmo com exigências de conteúdo local e barreiras regulatórias, o avanço das montadoras chinesas deve aumentar a dependência tecnológica externa.

Embora algumas fabricantes instalem operações no Brasil, áreas estratégicas como pesquisa, desenvolvimento e tecnologia tendem a permanecer concentradas fora do país.

O crescimento dos veículos elétricos chineses e das novas tecnologias automotivas deve intensificar a disputa por mercado nos próximos anos, obrigando o setor nacional a acelerar investimentos em inovação, produtividade e competitividade.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BYD

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Portos

Porto de Itajaí receberá 11,7 mil veículos da BYD em megaoperações logísticas

O Porto de Itajaí se prepara para uma das maiores movimentações automotivas do ano com a chegada de 11,7 mil veículos da montadora chinesa BYD. As operações ocorrerão em duas etapas e devem impulsionar a economia regional, gerar empregos temporários e fortalecer o setor de logística automotiva em Santa Catarina.

As cargas serão desembarcadas em duas escalas programadas para maio e junho. A primeira acontece na próxima terça-feira (26), quando um navio da Grimaldi atracará com 4,5 mil automóveis. Já no dia 23 de junho, o navio BYD Shenzhen retornará ao terminal trazendo outras 7,2 mil unidades.

Somadas, as duas operações resultarão no desembarque de 11.700 veículos no complexo portuário catarinense.

Operação mobilizará centenas de profissionais

A chegada dos automóveis exigirá uma grande estrutura operacional no porto. Apenas na primeira etapa, cerca de 150 trabalhadores atuarão diretamente na movimentação das cargas.

Além disso, aproximadamente 90 caminhões-cegonha serão utilizados no transporte dos veículos para diferentes regiões do Brasil. A operação começará às 7h e seguirá de forma contínua durante 24 horas.

Segundo a Prefeitura de Itajaí, o planejamento logístico foi desenvolvido para garantir agilidade no desembarque e rapidez na distribuição dos automóveis.

Plano especial busca reduzir impactos no trânsito

Para minimizar congestionamentos e manter a mobilidade urbana durante as operações, foram definidas rotas específicas para circulação dos caminhões-cegonha.

Os veículos vazios acessarão o porto pela saída 120 da BR-101, utilizando as avenidas Adolfo Konder e Carolina Vailatti, além das ruas Indaial e Felipe Reiser.

Já os caminhões carregados deixarão a área portuária pela rua Felipe Reiser, seguindo pelas vias Benjamin Franklin Pereira e Blumenau até alcançar a BR-101 pela avenida Reinaldo Schmithausen.

A organização também criou áreas exclusivas para espera e recebimento dos veículos, com o objetivo de garantir mais segurança viária e reduzir impactos no tráfego local.

Porto reforça posição estratégica na logística automotiva

O prefeito Robison Coelho afirmou que operações desse porte fortalecem a economia do município e ampliam oportunidades para empresas ligadas aos setores de transporte e logística.

A chegada dos veículos também consolida a capacidade do Porto de Itajaí em operações do sistema Roll-on/Roll-off (Ro-Ro), modelo utilizado para embarque e desembarque de automóveis utilizando as próprias rodas, sem necessidade de guindastes.

Esse formato reduz o tempo operacional e aumenta a eficiência logística nos terminais portuários.

Histórico de operações amplia vocação automotiva do porto

As novas escalas da BYD reforçam a crescente atuação do Porto de Itajaí no segmento automotivo. Em maio de 2025, o mesmo navio BYD Shenzhen desembarcou 7.292 veículos elétricos e híbridos no terminal, operação considerada a maior da história portuária brasileira no setor.

Na ocasião, a movimentação ocorreu durante quatro dias consecutivos e mobilizou centenas de trabalhadores e caminhões-cegonha.

Mais recentemente, o porto também recebeu navios Ro-Ro transportando veículos de montadoras internacionais, como a BMW.

Somente em 2026, o terminal já contabiliza cinco operações automotivas, com quase 3 mil veículos movimentados, consolidando sua retomada operacional e sua relevância na logística portuária nacional.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Prefeitura de Itajaí

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Transporte

XCMG vai montar caminhões elétricos no Brasil e alta do diesel acelera demanda por veículos sem combustível fóssil

A fabricante chinesa XCMG confirmou que iniciará a montagem de caminhões elétricos no Brasil entre o fim de 2026 e o começo de 2027. A operação será realizada na unidade da empresa em Pouso Alegre, em Minas Gerais, e faz parte de um pacote de investimentos de R$ 270 milhões voltado à expansão da produção nacional.

A decisão ocorre em meio ao aumento da procura por veículos elétricos de carga, impulsionada principalmente pela alta do diesel e pela busca de empresas por redução de custos operacionais.

Fábrica de 1 milhão de metros quadrados será base da produção

A montagem será feita no modelo CKD/SKD, sistema em que os veículos chegam parcialmente desmontados para finalização no Brasil. A estrutura utilizada será o parque industrial da XCMG em Pouso Alegre, inaugurado em 2014 e com área total de aproximadamente 1 milhão de metros quadrados.

Atualmente, a fábrica já produz equipamentos da chamada linha amarela, como escavadeiras, guindastes e motoniveladoras.

Segundo Rodrigo Setrak, gerente comercial de produtos eletrificados da empresa, a estratégia inicial será focar em caminhões leves, ampliando posteriormente para categorias mais pesadas conforme o mercado evoluir.

Investimento inclui pesquisa e nacionalização de peças

Além da montagem dos caminhões, o aporte bilionário prevê a construção de novos galpões, expansão dos escritórios, instalação de eletropostos e criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento.

A fabricante também pretende aumentar gradualmente a nacionalização dos componentes utilizados nos veículos elétricos.

De acordo com a empresa, itens como chassis, eixos e sistemas de freio já podem ser produzidos no Brasil graças à estrutura da indústria metalmecânica nacional. Por outro lado, baterias, componentes eletrônicos e sistemas de alta tensão ainda devem continuar sendo importados nos primeiros anos da operação.

Hoje, a planta industrial conta com cerca de 150 mil metros quadrados de galpões, capacidade anual para produzir 7 mil unidades e aproximadamente mil funcionários — 96% deles brasileiros.

XCMG já tem caminhões elétricos circulando no Brasil

A montadora entrou oficialmente no mercado brasileiro de caminhões em 2021 e já possui cerca de 350 caminhões elétricos em circulação no país.

O portfólio inclui modelos que vão desde VUCs até cavalos-mecânicos preparados para operar com composições de até 74 toneladas.

Entre os destaques está o modelo E7-80T, equipado com motor de 747 cavalos, bateria de 400 kWh e autonomia entre 150 e 250 quilômetros, dependendo da carga transportada.

Outro modelo oferecido é o E7-49T, voltado para operações rodoviárias pesadas e equipado com bateria de 282 kWh.

A empresa também desenvolve veículos específicos para operações nos setores florestal e sucroenergético, áreas tradicionalmente dependentes de motores movidos a diesel.

Alta do diesel impulsiona busca por caminhões elétricos

Segundo a fabricante, a procura por transporte sustentável e veículos eletrificados cresceu mais de 30% nos últimos meses.

A elevação do preço do diesel, somada às tensões geopolíticas internacionais que impactam os custos logísticos, acelerou o interesse do mercado por alternativas elétricas.

Antes concentrada em empresas com metas de ESG e descarbonização, a demanda agora também parte de pequenos transportadores, distribuidores urbanos, comerciantes e negócios locais que buscam reduzir despesas operacionais.

A redução nos custos dos carregadores rápidos e ultrarrápidos desde 2022 também ajudou a tornar os projetos mais viáveis financeiramente.

Diferença de preço entre elétrico e diesel diminui

Um dos principais desafios para a expansão dos caminhões elétricos sempre foi o valor de aquisição mais elevado em relação aos modelos a diesel.

Segundo a XCMG, essa diferença vem diminuindo nos segmentos leves e médios, ficando atualmente entre 10% e 15%.

Dependendo da operação, o retorno do investimento pode ocorrer entre 60 mil e 80 mil quilômetros rodados, número muito inferior aos cerca de 400 mil quilômetros necessários há alguns anos.

Nos modelos pesados e extrapesados, a diferença de preço ainda varia entre 30% e 35%, mas a expectativa é de queda gradual com o ganho de escala, avanço tecnológico e aumento da produção nacional.

Operações urbanas lideram eletrificação do transporte

As operações urbanas seguem como o principal mercado para os caminhões elétricos no Brasil.

O modelo de utilização favorece a eletrificação: os veículos realizam entregas e transferências durante o dia e retornam às bases para recarga noturna.

Segundo a empresa, o próximo salto do setor deve acontecer quando os caminhões elétricos alcançarem autonomia entre 400 e 500 quilômetros, ampliando a viabilidade para rotas de média distância.

A montagem nacional em Pouso Alegre é vista como um passo estratégico para acelerar a expansão da mobilidade elétrica no transporte de cargas brasileiro.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Internacional

China amplia exportações de veículos elétricos e supera carros a combustão pela primeira vez

A China alcançou um marco histórico no setor automotivo ao exportar, pela primeira vez, mais veículos elétricos e híbridos plug-in do que carros movidos a gasolina ou diesel. O avanço foi registrado em abril e reforça a estratégia das montadoras chinesas de ampliar presença internacional diante da desaceleração do mercado interno.

Dados divulgados pela Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA) mostram que o país exportou 769 mil automóveis no período. Desse total, os chamados veículos de nova energia — categoria que engloba elétricos e híbridos plug-in — responderam por 52,7% das exportações.

Exportações de carros elétricos mais que dobram

Segundo a entidade, as exportações de carros elétricos e híbridos plug-in ultrapassaram 406 mil unidades em abril, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

O crescimento das vendas externas ocorre em meio à pressão enfrentada pela indústria automotiva chinesa no mercado doméstico, que segue impactado pelo consumo enfraquecido e pela cautela dos consumidores.

Mercado interno segue em desaceleração

As vendas no varejo de veículos de passeio na China recuaram 21,5% em abril na comparação anual, totalizando 1,38 milhão de unidades. Em relação a março, a queda foi de 16%, de acordo com a CPCA.

Outro fator que contribuiu para a retração dos carros tradicionais foi o aumento dos preços do petróleo. Com combustíveis mais caros, consumidores passaram a demonstrar maior interesse por modelos elétricos e híbridos, considerados alternativas mais econômicas.

Salão de Pequim trouxe impulso moderado ao setor

O Salão do Automóvel de Pequim, realizado em abril, ajudou a melhorar parcialmente o sentimento do mercado, embora os resultados ainda tenham ficado abaixo dos níveis registrados no ano anterior.

Mesmo com o avanço das exportações, as vendas no varejo de veículos elétricos e híbridos no mercado chinês apresentaram queda de 6,8%, somando 849 mil unidades no mês.

Europa e América Latina ganham importância para montadoras chinesas

A expectativa do setor é que as exportações continuem sendo o principal motor de crescimento da indústria automotiva da China nos próximos meses.

Diante da demanda mais fraca no mercado interno e da redução do ritmo de compras em regiões do Oriente Médio, as principais montadoras devem intensificar sua expansão em mercados estratégicos, especialmente na Europa e na América Latina.

Analistas do setor apontam que o avanço internacional das fabricantes chinesas faz parte de uma estratégia de consolidação global da indústria de mobilidade elétrica.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Joa Souza

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Importação

China bate recorde e responde por 25,6% das importações do Brasil em abril

A China ampliou ainda mais sua presença no comércio exterior brasileiro e passou a responder por 25,6% de todas as importações do Brasil em abril de 2026. O percentual é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.

O resultado supera o recorde anterior, alcançado em abril de 2025, quando os produtos chineses representaram 22,6% das compras externas brasileiras.

Veículos lideram avanço das importações chinesas

O principal destaque entre os produtos importados da China foram os veículos automotores, que movimentaram US$ 783,4 milhões em abril. O volume representa crescimento de 264,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Os automóveis corresponderam a 12,9% de tudo o que o Brasil adquiriu do mercado chinês no mês. Na sequência aparecem os equipamentos de telecomunicações, responsáveis por 4,7% das importações vindas do país asiático.

No acumulado entre janeiro e abril, os veículos também lideram a pauta de compras brasileiras da China, com participação de 9,4%.

Carros eletrificados impulsionam demanda brasileira

Especialistas avaliam que o avanço das importações de automóveis chineses está ligado tanto à atual janela tarifária quanto ao crescimento do interesse dos consumidores brasileiros por carros eletrificados.

Montadoras chinesas vêm ampliando sua presença no mercado nacional, especialmente nos segmentos de veículos híbridos e elétricos, considerados estratégicos para a transição energética da indústria automotiva.

Estados Unidos e Rússia aparecem na sequência

No ranking dos principais fornecedores de produtos ao Brasil em abril, a China manteve ampla vantagem sobre os demais parceiros comerciais.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com participação de 13,1% nas importações brasileiras. Já a Rússia ficou em terceiro lugar, respondendo por 5,7% das compras externas do país.

Entre os vizinhos sul-americanos, a Argentina ocupou a quarta colocação, com fatia de 5%.

China segue como principal destino das exportações brasileiras

Além de liderar as importações, a China continua sendo o maior mercado para os produtos brasileiros no exterior.

Em abril, o país asiático respondeu por 34% das exportações do Brasil, mantendo larga distância dos demais destinos comerciais. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 9,1%, seguidos da Argentina, com 3,8%.

Os números reforçam a importância da relação comercial entre Brasil e China, tanto na entrada quanto na saída de mercadorias.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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