Internacional, Tecnologia

China consolida maior rede mundial de recarga de veículos elétricos até 2025

País avança em transição energética com recordes em energia renovável e inovação tecnológica

A China construiu a maior rede de recarga de veículos elétricos (VE) do mundo durante os cinco anos do 14º Plano Quinquenal (2021-2025). A informação foi destacada pelo Global Times, que repercutiu declaração de Wang Hongzhi, diretor da Administração Nacional de Energia (NEA), em entrevista coletiva realizada pelo Gabinete de Informação do Conselho de Estado.

Segundo Wang, atualmente o país conta com, em média, duas estações de recarga para cada cinco veículos elétricos. Ele destacou que esse processo simboliza o avanço mais acelerado da história chinesa em direção à transição verde e de baixo carbono.

Avanços na matriz energética

De acordo com o representante da NEA, o consumo de energia nos primeiros quatro anos do atual Plano Quinquenal foi 1,5 vez maior que o crescimento total registrado em todo o período anterior (2016-2020). Além disso, apenas a expansão no consumo elétrico da China nos últimos cinco anos deve superar o consumo anual total da União Europeia.

Outro marco apontado por Wang foi o salto na participação das energias renováveis: a fatia de fontes limpas na capacidade instalada de geração passou de 40% para cerca de 60%. O dirigente ressaltou ainda a rápida expansão da geração eólica e solar, que superaram, sucessivamente, as marcas de 100 milhões, 200 milhões e 300 milhões de quilowatts instalados ao ano.

Liderança em inovação tecnológica

Wang afirmou que a China assumiu posição de liderança global em novas tecnologias energéticas, com mais de 40% das patentes mundiais do setor. Ele destacou que recordes em eficiência de conversão fotovoltaica e capacidade de turbinas eólicas offshore vêm sendo constantemente superados. Em apenas alguns anos, o país alcançou também a maior capacidade de armazenamento de energia do planeta.

Expansão do mercado e setores emergentes

A transformação verde impulsionou o dinamismo do mercado. Hoje, o país soma 970 mil empresas registradas no setor elétrico, número cinco vezes maior do que em 2020.

Du Zhongming, diretor do Departamento de Eletricidade da NEA, acrescentou que apenas em 2024 o consumo elétrico da indústria de veículos elétricos cresceu 34,3% em relação ao ano anterior, enquanto o setor de internet e serviços correlatos avançou 20,5%. Entre janeiro e julho de 2025, a demanda por recarga e troca de baterias aumentou mais de 40%.

“Esses números demonstram que o crescimento das indústrias emergentes aumentou a participação da eletricidade no consumo total de energia, promoveu o ajuste estrutural e impulsionou a transformação verde”, afirmou Du.

Perspectivas para o próximo ciclo

Com o fim do 14º Plano Quinquenal se aproximando, Wang destacou que a China conseguiu garantir segurança energética e pavimentar um caminho próprio de desenvolvimento de alta qualidade. Para o próximo ciclo (2026-2030), o dirigente assegurou que o país “não poupará esforços para avançar na construção de um novo sistema energético”, consolidando uma base sólida para sustentar a modernização chinesa.

Fonte: Brasil 247

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Logística

FedEx adiciona novos veículos elétricos a operação brasileira

A aquisição é parte da meta global da companhia de obter operações neutras em carbono até 2040

A Federal Express Corporation, maior empresa de transporte expresso do mundo, está incorporando 27 veículos elétricos a sua frota brasileira, passando a contar com 52 unidades com emissão zero. As novas vans, modelo Mercedes Benz eSprinter Furgão Street 320, estão sendo destinadas para as estações da FedEx nas cidades de Sumaré (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Betim (MG) e São Paulo (SP).  

A eletrificação de toda a frota de coleta e entrega é um dos pilares que guiam a meta global da companhia para neutralizar o carbono de suas operações até 2040. A FedEx é a empresa de cargas pioneira na aquisição de carros elétricos no Brasil, com as primeiras unidades chegando ao país em 2013. Atualmente, a frota elétrica local da companhia conta com vans e motocicletas, utilizadas especialmente para entregas de última milha e em regiões com tráfego intenso.  

“Na FedEx, acreditamos que crescimento econômico e sustentabilidade devem caminhar juntos”, comenta Camila Lima, vice-presidente de Operações da FedEx no Brasil. “Estamos focados em adotar soluções tecnicamente viáveis e economicamente sustentáveis, que aumentem a eficiência e contribuam para a redução de emissões, sem comprometer a qualidade do serviço. Trabalhar de forma mais inteligente, com foco em eficiência energética, representa também uma oportunidade concreta de gerar economias e fortalecer nossa rede operacional”.  

“A eletrificação da frota da FedEx, agora com a inclusão da eSprinter, é um exemplo concreto do nosso compromisso com a transformação do transporte urbano e rodoviário”, afirma Fabio F. Silva, head de Vendas de Vans da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil. “Com alto desempenho, versatilidade de aplicação e zero emissões, a Sprinter elétrica oferece uma solução robusta e inteligente para operações de logística sustentável. Mais do que fornecer veículos, queremos ser protagonistas de uma mobilidade limpa, eficiente e economicamente viável. Essa colaboração reforça o alinhamento entre duas marcas globais que compartilham a visão de um futuro mais eficiente e ambientalmente responsável”. 

Implementando tecnologias mais limpas

Para ajudar a abastecer sua crescente frota de veículos elétricos, a FedEx está trabalhando para ampliar o uso de fontes de energia renovável em todo o mundo. No Brasil, a companhia está instalando painéis solares e expandindo sua participação no Mercado Livre de Energia. No ano fiscal de 2025 (FY25), encerrado em maio de 2025, a unidade da FedEx em Serra (ES) passou a operar com tecnologia de painéis solares, enquanto as instalações de Cajamar (SP) e São Paulo (SP) migraram para o Mercado Livre de Energia. 

Atualmente, a operação brasileira da FedEx conta com 12 unidades que utilizam energia renovável: Belo Horizonte, Campo Grande, Joinville, Petrolina, Simões Filho e Vitória utilizam painéis solares; Belo Horizonte, Cabo de Santo Agostinho, Fortaleza, Recife, São Paulo e Cajamar estão no Mercado Livre de Energia. 

Enquanto trabalha para ampliar o uso de veículos elétricos, a empresa também está focada em aprimorar a eficiência de sua frota à combustão durante esse período de transição, substituindo veículos mais antigos e menos eficientes por modelos mais novos, incluindo aqueles com motores Euro 6, que emitem menos poluentes. Como resultado desses esforços, os veículos da frota terrestre da FedEx no Brasil possuem idade média de sete anos, o que a torna uma das frotas mais novas do mercado. 

Fonte: Modais em Foco

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Exportação

Leapmotor estreia navio próprio para exportar mais de 2.500 elétricos

Marca chinesa que chega ao Brasil em 2025 reforça logística global e prepara lançamento do SUV elétrico B10

A Leapmotor acaba de dar mais um passo importante em sua estratégia de internacionalização. A fabricante chinesa de veículos elétricos, que terá operação no Brasil a partir de 2025 por meio da Stellantis, realizou a viagem inaugural de seu primeiro navio dedicado à exportação de carros, o “Grande Tianjin”, com mais de 2.500 veículos elétricos a bordo.

Fretado junto ao Grupo Grimaldi, especializado em transporte marítimo de veículos e cargas, o navio teve sua cerimônia de batismo e entrega realizada em Xangai. A embarcação faz parte do esforço logístico da Leapmotor para garantir capacidade própria de exportação e acompanhar o crescimento da demanda internacional por seus modelos.

Desde 2022, a parceria com o Grupo Grimaldi já permite à Leapmotor acesso a uma capacidade mensal de transporte de até 22.500 veículos da Ásia para outros mercados. Agora, com o uso do navio fretado, a marca dá um passo adicional na consolidação de sua presença global — movimento semelhante ao feito pela BYD, que também conta com navios próprios para facilitar a distribuição de seus elétricos ao redor do mundo.

Atualmente, a Leapmotor está presente em mais de 30 países e regiões, com uma rede global de 1.500 pontos de vendas e serviços. A empresa acumula mais de 800 mil unidades entregues desde sua fundação e passou a atuar diretamente fora da China em 2024, com destaque para os modelos elétricos T03 (subcompacto) e C10 (SUV médio, disponível em versões BEV e EREV).

Importante para o mercado brasileiro: as primeiras unidades do SUV C10 já chegaram ao Brasil pelo sistema de “importação sobre águas”, o que permite acelerar o desembarque no Porto de Santos e agilizar o processo de chegada às concessionárias — com vendas previstas ainda em 2025. 

O próximo passo da marca será o lançamento internacional do SUV elétrico compacto B10, previsto para setembro. O modelo é o primeiro da Série B voltado ao mercado global e foi desenvolvido seguindo padrões internacionais desde sua concepção. Lançado na China em abril deste ano, o B10 tem preço inicial de RMB 99.800, o equivalente a cerca de R$ 75.848 pela cotação atual, e também será lançado no Brasil com o início de operações da marca.

A chegada ao Brasil ocorre em um momento de forte crescimento da Leapmotor na China: no primeiro semestre de 2025, foram vendidas mais de 220 mil unidades no país, além de um recorde de 50.129 veículos entregues em julho, incremento de 126% em relação ao mesmo mês do ano anterior. 

A Leapmotor é uma das marcas chinesas que mais se destacam na atual fase de consolidação do mercado global de elétricos. Desde maio de 2024, opera uma joint venture com a Stellantis, chamada Leapmotor International, sediada em Amsterdã, com divisão acionária de 51% para a montadora chinesa e 49% para a gigante franco-italiana.

Fonte: Inside EVs



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Comércio, Tecnologia

SC pode abrigar montadora chinesa de veículos elétricos

Projeto teve avanços em reunião de comitiva catarinense na China

A agenda de comitiva catarinense na China terminou nesta semana com avanços no projeto para a instalação de uma montadora chinesa de carros elétricos no estado. O investimento foi discutido em reunião em Pequim entre os executivos da Jmev, parlamentares catarinenses e o governo estadual.

O encontro selou o interesse mútuo pra construção da fábrica da Jmev em Santa Catarina. O acordo foi resultado de uma primeira reunião em 16 de junho, na cidade de Nanchang, sede da Jmev, onde os parlamentares apresentaram à empresa as oportunidades de investimentos e a força da economia no estado.

A instalação da fábrica está alinhada ao projeto de expansão da Jmev no mercado global de veículos elétricos. “O grande momento positivo dessa missão foi nós conseguirmos promover a aproximação entre a empresa e o governo do Estado, para a partir de agora, avançarmos com as questões burocráticas”, informou o deputado estadual Fabiano da Luz (PT).

Segundo ele, a intenção da empresa é fabricar um modelo popular para ser vendido no Brasil, com distribuição também para toda a América Latina a partir de Santa Catarina. O governador Jorginho Mello (PL) destacou que o estado já conta com outras montadoras, como a GM e a BMW, o que demonstra a referência de Santa Catarina no setor automotivo. 

Jorginho determinou que técnicos do governo catarinense mantenham contato direto com a direção da empresa para que sejam elaborados os documentos necessários ao andamento do processo de implementação da unidade da JMEV em Santa Catarina. Os potenciais do estado nos setores de tecnologia, metalmecânica e inovação foram considerados estratégicos para os planos de expansão da empresa.

A Jmev é uma montadora fundada em 2015, fruto de parceria entre a Jiangling Motors (JMC) e o grupo Renault. A companhia produz cerca de 100 mil carros elétricos por ano, atuando com foco em tecnologia, sustentabilidade e veículos compactos e médios. Os modelos populares da marca incluem o EV3, 1º carro elétrico com câmbio manual do mundo, que será produzido no Brasil com preço estimado em menos de R$ 100 mil.

Fonte: Diarinho

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Comércio Exterior, Portos, Tecnologia

Porto de Paranaguá é o 1º a receber veículos elétricos fabricados por gigante chinesa que retoma vendas no Brasil

O fabricante chinês de veículos elétricos Geely realizou seu primeiro desembarque de automóveis no Brasil após nove anos fora do país. O navio San Martin, procedente do Porto de Xangai, trouxe centenas de carros elétricos em operação realizada no Porto de Paranaguá. A marca retorna ao mercado nacional por meio de parceria com uma montadora já instalada no Brasil.

A operação foi realizada no berço 219, estrutura projetada especialmente para receber navios do tipo Ro-Ro (roll-on/roll-off), próprios para cargas rolantes — ou com rodas. O píer permite que embarcações desse tipo atraquem na posição perpendicular ao cais, diferentemente das demais, que atracam em paralelo.

“É uma honra para a Portos do Paraná ser a porta de entrada de veículos de alta tecnologia. Isso demonstra que estamos sempre preparados para atender com eficiência o mercado automobilístico”, afirmou o diretor-presidente da empresa pública, Luiz Fernando Garcia.

Paraná em destaque na indústria automobilística

Além da importação, o Paraná também se consolida como grande fabricante e exportador de automóveis. As vendas de carros produzidos no estado para outros países cresceram 73,7% entre janeiro e maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024. Em valores absolutos, as exportações saltaram de US$ 172 milhões para US$ 299 milhões.

Os dados, divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O crescimento está diretamente relacionado à ampliação das vendas para o mercado sul-americano, especialmente para a Argentina, que registrou um aumento de 464% nas compras de veículos paranaenses. As exportações para o país vizinho subiram de US$ 32 milhões para US$ 182 milhões. Também houve aumentos expressivos nas vendas para a Colômbia (49%), Uruguai (38%) e Chile (28%).

Fonte: Datamar News

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Comércio Exterior, Economia, Logística, Notícias

Brasil acelera na eletromobilidade: mercado bate recordes e Porto de Itajaí se firma como novo hub logístico de veículos elétricos

O mercado de veículos eletrificados no Brasil vive um momento histórico. Em maio de 2025, o país registrou o maior volume de vendas do setor, com 21.397 unidades emplacadas, o que representa 10% de todos os veículos vendidos no mês. O crescimento foi de 59% em comparação ao mesmo período de 2024 — um marco na transição energética da mobilidade nacional. 

Enquanto os modelos elétricos ganham as ruas, os portos brasileiros assumem um papel estratégico nessa transformação. Um dos grandes protagonistas dessa nova fase é o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, que vem consolidando sua vocação para cargas de alto valor agregado. A operação histórica realizada no início de junho, que movimentou 7.292 veículos elétricos e híbridos da montadora chinesa BYD, não apenas marcou a maior descarga de veículos já registrada em uma única escala no Brasil, como também simbolizou o reposicionamento do porto no cenário do comércio exterior. 

Expansão dos elétricos e protagonismo chinês 

Com os veículos 100% elétricos superando os híbridos nas vendas (7.351 vs. 6.456 unidades), o Brasil aponta uma mudança concreta no perfil de consumo automotivo. A preferência por modelos que dispensam o uso de combustíveis fósseis é reflexo da busca por sustentabilidade e economia a longo prazo. A BYD, uma das maiores montadoras do mundo, vem liderando essa virada com modelos como o Dolphin Mini e o Song Pro, que têm conquistado o consumidor brasileiro com tecnologia embarcada, preços competitivos e autonomia energética. 

As marcas chinesas já representam 8,8% do mercado automotivo nacional, e seguem em trajetória ascendente. Além da BYD, empresas como a Great Wall Motors (GWM) têm ampliado suas operações e oferta de modelos adaptados ao perfil do consumidor latino-americano. 

Itajaí na rota dos elétricos: logística eficiente e valor agregado 

A operação realizada com o navio BYD Shenzhen reposiciona o Porto de Itajaí no mapa da logística internacional. Foram quatro dias de desembarque ininterrupto, com uso de guindastes móveis (MHC) e planejamento minucioso de stowage para garantir máxima eficiência no sequenciamento das cargas Ro-Ro. 

Com um modelo logístico plug-and-play, o terminal se destacou pelo alto índice de produtividade de píer, apoio de rebocadores, amarração contínua e escoamento rodoviário rápido dos veículos para centros de distribuição espalhados por todo o país. A operação seguiu rigorosos padrões de compliance e fortaleceu o elo entre operadores logísticos, autoridades portuárias e montadoras. “Essa foi a maior operação de veículos já realizada em uma única escala no Brasil. É a prova de que o Porto Federalizado de Itajaí voltou a ser referência em eficiência logística e geração de valor”, afirma o superintendente João Paulo Tavares Bastos. 

O impacto da operação se estende a despachantes aduaneiros, operadores portuários, empresas de seguro, transportadoras e concessionárias. Com o desembarque em Itajaí, a cadeia logística dos elétricos ganha um novo ponto de apoio estratégico na Região Sul. 

Vendas diretas e novo perfil de consumo 

Outro fator que impulsiona esse cenário é o crescimento das vendas diretas — voltadas a locadoras, frotistas e empresas — que já representam 50,1% dos emplacamentos no Brasil. Montadoras adaptam suas estratégias a esse novo modelo, oferecendo condições específicas para atender o setor corporativo, um dos maiores impulsionadores da eletromobilidade. 

Futuro elétrico: Brasil no caminho da transição energética 

A tendência é clara: com o avanço da infraestrutura de recarga, incentivos à produção local e maior oferta de modelos acessíveis, o Brasil se posiciona como um dos mercados mais promissores da América Latina para veículos elétricos. Portos como o de Itajaí, com capacidade técnica e localização estratégica, assumem papel central na cadeia global de fornecimento automotivo. 

A operação da BYD em Itajaí é mais do que um desembarque recorde — é o sinal de que a eletromobilidade chegou para ficar. E o Brasil, finalmente, começa a acelerar na direção certa. 

TEXTO: DA REDAÇÃO 

FONTES:  

terrabrasilnoticias.com 

portoitajai.com.br 

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Industria, Informação, Inovação, Internacional, Notícias

A revolução dos elétricos: a nova bateria da BYD que carrega em 5 minutos

Com um carregamento ultra-rápido e 480 km de autonomia em minutos, a gigante chinesa acelera a revolução dos veículos elétricos e desafia a concorrência global.

Imagine nunca mais precisar esperar uma hora para carregar um carro elétrico. Pois é, uma  das principais críticas de quem ainda não vê sentido em trocar um veículo a combustão por um elétrico pode estar com os dias contados.

A BYD, gigante chinesa do setor automotivo, revelou sua nova Super E-Platform de 1.000 V, uma tecnologia que promete mudar completamente o jogo. Durante um evento transmitido ao vivo diretamente de sua sede em Shenzhen, a empresa apresentou sua bateria de carregamento ultra-rápido, capaz de alcançar 480 km de autonomia em apenas 5 minutos de carga. Isso é praticamente o tempo que levamos para abastecer um carro a gasolina.

“A China tem um pensamento muito forte em ecossistema para desenvolvimento das tecnologias. E com o avanço dos carros elétricos, vão focar muito em criar um ecossistema forte e preparado para tal”, comenta Vinicius Oliveira, head internacional da StartSe China. Ou seja, essa inovação não é apenas sobre velocidade de carregamento, mas sobre a construção de uma infraestrutura robusta que viabilize a adoção em massa dos veículos elétricos.

O que torna essa tecnologia tão relevante?

Dois fatores principais explicam por que essa inovação pode acelerar (ainda mais) o mercado de veículos elétricos:

  1. Menos barreiras para a adoção em massa: a demora para carregar sempre foi uma das grandes objeções dos consumidores ao considerar um carro elétrico. Com esse obstáculo eliminado, a migração para os elétricos se torna ainda mais viável.
  2. A China está ditando o futuro dos veículos elétricos: a BYD já havia ultrapassado a Tesla em vendas no final de 2023. Agora, também parece estar superando a concorrente americana em inovação. Para efeito de comparação, o melhor equipamento da Tesla carrega 275 km em 15 minutos, enquanto a Mercedes apresentou um sistema que atinge 325 km em 10 minutos. Com a nova tecnologia da BYD, a Tesla e as montadoras ocidentais terão que correr para acompanhar o ritmo.
  3. Redução da dependência de combustíveis fósseis: com carregamentos ultrarrápidos, a aceitação dos veículos elétricos aumenta, acelerando a transição para uma matriz energética mais sustentável e reduzindo a demanda por combustíveis fósseis. Isso impacta diretamente o mercado de petróleo e pode influenciar políticas energéticas ao redor do mundo.

Quando isso vai acontecer?

A implementação desse novo sistema depende de uma infraestrutura compatível. Além das baterias que equiparão os carros, será necessária a instalação de carregadores mais potentes. A BYD já anunciou 4.000 estações de recarga pela China, e é muito provável que, em breve, exporte essa tecnologia para outros países.

Vale lembrar que em Shenzhen, cidade sede da BYD na China, toda a frota pública de transporte é 100% elétrica, incluindo táxis. Lá também já existem mais supercarregadores do que bombas de gasolina. Ou seja, esse cenário é possível.

Por que você precisa saber disso?

A BYD não está apenas inovando — está moldando o futuro do setor automotivo global. Essa mudança reforça o domínio da China sobre as tecnologias emergentes e redefine a dinâmica de concorrência no mercado de veículos elétricos. Se a Tesla já perdeu a liderança em vendas, será que agora perderá também a dianteira na inovação?

FONTE: startse
A revolução dos elétricos: a nova bateria da BYD que carrega em 5 minutos

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Economia, Gestão, Importação, Industria

China anuncia tarifas retaliatórias sobre produtos agrícolas do Canadá

Contra medida vem após Ottawa introduzir taxações sobre veículos elétricos e produtos de aço e alumínio fabricados na China

A China anunciou tarifas sobre produtos agrícolas e alimentícios canadenses na noite desta sexta (7), retaliando as taxas que Ottawa introduziu em outubro sobre veículos elétricos e produtos de aço e alumínio fabricados na China.

As tarifas anunciadas pelo Ministério do Comércio, que entrarão em vigor em 20 de março, adicionam uma nova frente a uma guerra comercial impulsionada em grande parte pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas sobre o Canadá, México e China e ameaças de medidas protecionistas sobre outras nações.

A China aplicará uma tarifa de 100% às importações canadenses de óleo de colza, tortas de óleo e ervilha, e um imposto de 25% sobre produtos aquáticos e carne suína canadenses, disse o ministério em um comunicado.

A tarifa de 100% do Canadá sobre veículos elétricos chineses e o imposto de 25% sobre seus produtos de alumínio e aço “violam seriamente as regras da Organização Mundial do Comércio, constituem um ato típico de protecionismo e são medidas discriminatórias que prejudicam gravemente os direitos e interesses legítimos da China”, disse o ministério.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse em agosto que Ottawa estava impondo as taxas para combater o que ele chamou de política intencional de excesso de capacidade, dirigida pelo Estado chinês, seguindo o exemplo dos Estados Unidos e da União Europeia (UE), que também aplicaram taxas de importação para veículos elétricos fabricados na China.

A China é o segundo maior parceiro comercial do Canadá, muito atrás dos Estados Unidos.

FONTE: CNN Brasil
China anuncia tarifas retaliatórias sobre produtos agrícolas do Canadá | CNN Brasil

 

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O Crescimento das Marcas Automotivas Chinesas no Brasil

Nos últimos anos, o mercado automotivo brasileiro tem testemunhado a entrada e saída de diversas marcas chinesas.

Enquanto algumas enfrentam dificuldades para se estabelecer, outras demonstram um interesse crescente em consolidar sua presença no país. Este movimento reflete a dinâmica do setor automotivo global, onde as empresas buscam novos mercados para expandir suas operações.

Recentemente, a Seres anunciou sua saída do Brasil, enquanto a Neta, apesar de desafios na matriz chinesa, ainda mantém operações no país. A Neta, por exemplo, possui apenas uma concessionária no Rio de Janeiro, mas planeja expandir sua rede em breve. Este cenário destaca a importância de um planejamento estratégico robusto e da adaptação às condições locais para o sucesso no mercado brasileiro.

Quais são as estratégias das marcas chinesas para se estabelecer no Brasil?

Para se firmar no Brasil, algumas marcas chinesas têm adotado estratégias de aquisição de instalações industriais. A GWM e a BYD, por exemplo, adquiriram fábricas em Iracemápolis e Camaçari, respectivamente. A GAC, por sua vez, está interessada na fábrica da Toyota em Indaiatuba, atualmente em processo de desativação. Essas iniciativas são fundamentais para reduzir custos de importação e aumentar a competitividade no mercado local.

Além disso, a Caoa Chery, que foi a primeira a construir uma fábrica no Brasil, está buscando novas parcerias para fortalecer sua presença. Recentemente, a Caoa cedeu parte de seu terreno para que o grupo chinês possa tentar novamente se estabelecer industrialmente no país, desta vez com a divisão Omoda & Jaecoo. Essas parcerias são essenciais para enfrentar os desafios do mercado e garantir uma operação sustentável.

O Crescimento das Marcas Automotivas Chinesas no Brasil
Carros da Neta Auto – Créditos: Neta Auto Brasil

Como as vendas globais influenciam a presença das marcas no Brasil?

O desempenho das marcas chinesas no mercado global também impacta suas operações no Brasil. De acordo com a consultoria japonesa MarkLines, marcas como BYD e Chery estão entre as que mais vendem veículos leves no mundo. A BYD, por exemplo, tem se destacado pela produção de veículos elétricos e híbridos, o que pode ser uma vantagem competitiva no Brasil, onde a demanda por veículos sustentáveis está em crescimento.

Por outro lado, a competição global é acirrada, com gigantes como Toyota, Volkswagen e Hyundai-Kia liderando as vendas. As marcas chinesas precisam, portanto, não apenas aumentar sua produção, mas também investir em inovação e tecnologia para se destacar. A adaptação às preferências locais e a oferta de produtos diferenciados são estratégias essenciais para conquistar o consumidor brasileiro.

O que o futuro reserva para as marcas chinesas no Brasil?

O futuro das marcas chinesas no Brasil dependerá de sua capacidade de adaptação e inovação. Com o aumento das tarifas de importação previsto para 2026, as empresas que não possuem fábricas locais enfrentarão desafios significativos. No entanto, aquelas que investirem em produção local e em parcerias estratégicas poderão se beneficiar de um mercado em expansão.

Além disso, a crescente demanda por veículos elétricos e híbridos oferece uma oportunidade única para as marcas chinesas que já possuem expertise nesse segmento. Com a combinação certa de estratégia, inovação e adaptação, as marcas chinesas têm o potencial de se tornar players importantes no mercado automotivo brasileiro nos próximos anos.

FONTE: Terra Brasil Noticias
O Crescimento das Marcas Automotivas Chinesas no Brasil – Terra Brasil Notícias

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Comércio Exterior, Exportação, Informação, Internacional, Notícias, Tecnologia

BYD bate recordes: Vendas disparam 188% em fevereiro

Os resultados mais recentes da empresa mostram um crescimento impressionante, especialmente nas exportações.

A gigante chinesa de veículos elétricos BYD está a consolidar a sua posição como líder global na produção de carros plug-in, com novos modelos, tecnologia de baterias inovadora e planos de expansão global acelerados.

Em fevereiro de 2025, a BYD vendeu globalmente 322.846 veículos, um aumento de 8,9% em relação aos 296.446 unidades vendidas em janeiro. Este crescimento é particularmente notável considerando que fevereiro geralmente é afetado pelas celebrações do Ano Novo Chinês.

No entanto, o destaque vai para as exportações:

  • A BYD exportou 67.025 veículos em fevereiro, um aumento surpreendente de 187,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
  • Combinando os números de janeiro e fevereiro, a empresa já exportou 133.361 veículos em 2025, representando um crescimento de 124% em relação ao ano anterior.
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Estratégias por trás do sucesso da BYD

Um dos fatores que contribuiu para este aumento nas vendas é o lançamento do BYD Atto 2 na Europa. Este crossover elétrico compacto combina:

  • Tecnologia de bateria Blade da BYD
  • Arquitetura de veículo e-Platform 3.0
  • Ecrã do condutor de 8,8 polegadas
  • Suporte para Apple CarPlay e Android Auto
  • Teto panorâmico
  • Sistema avançado de assistência à condução (ADAS)

O Atto 2 oferece estas características a um preço competitivo em comparação com concorrentes diretos como o Volvo EX30, o que tem forçado outras marcas a reagir.

Preços agressivos

A estratégia de preços da BYD está a causar ondas no mercado. Alguns concorrentes viram-se obrigados a fazer “movimentos desesperados” para se manterem competitivos. Um exemplo notável é a Volkswagen, que reduziu o preço do ID.4 em quase 20.000 dólares na China para fazer frente à concorrência feroz no mercado de veículos elétricos.

A BYD não está apenas a focar-se na produção de veículos, mas também a investir fortemente em infraestrutura logística. A empresa adquiriu vários navios de transporte de alta eficiência para facilitar as suas exportações. Este investimento em logística posiciona a BYD para um crescimento ainda maior no futuro.

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Perspetivas para o futuro

Os analistas têm grandes expectativas para a BYD em 2025. Prevê-se que a empresa venda cerca de 5,5 milhões de carros este ano. Este número representa um crescimento significativo em relação aos 4,25 milhões de veículos de passageiros vendidos globalmente em 2024, que já tinha sido um aumento de 41% relativamente a 2023.

É importante notar que a BYD deixou de produzir veículos exclusivamente a combustão interna em abril de 2022, focando-se apenas em veículos de nova energia, que incluem veículos elétricos a bateria (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e veículos a célula de combustível (FCEV).

Em 2024, a distribuição das vendas da BYD foi:

  • 42,3% BEV
  • 57,7% PHEV
  • FCEV com vendas quase inexistentes na China

Com estes resultados impressionantes e as estratégias em curso, a BYD está a posicionar-se como uma força dominante no mercado global de veículos elétricos.

A sua capacidade de oferecer produtos inovadores a preços competitivos, combinada com uma forte infraestrutura logística, sugere que a empresa está bem preparada para enfrentar os desafios e oportunidades que o futuro do setor automóvel reserva.

FONTE: Teche net
BYD bate recordes: Vendas disparam 188% em fevereiro

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