Tecnologia

Carros elétricos batem recorde no Brasil com mais de 17 mil unidades vendidas em abril

O mercado brasileiro de carros elétricos alcançou um novo recorde em abril de 2026. Dados divulgados pela ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) mostram que o país emplacou 17.488 veículos 100% elétricos no período, maior marca já registrada para o segmento no Brasil.

O resultado representa um avanço de 24,3% em comparação com março, quando foram vendidas 14.073 unidades. Na comparação anual, o crescimento foi ainda mais expressivo: alta de 272% sobre abril de 2025, mês em que os emplacamentos de veículos elétricos somaram 4.702 unidades.

Eletrificados já representam 1 em cada 6 carros vendidos

O crescimento dos veículos eletrificados também impulsionou a participação desse tipo de tecnologia no mercado automotivo brasileiro.

Somando modelos 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV), híbridos convencionais (HEV) e híbridos flex (HEV Flex), o setor registrou 38.516 unidades vendidas em abril.

Com isso, os eletrificados passaram a representar 16,2% das vendas totais de veículos leves no país. Na prática, aproximadamente um em cada seis carros vendidos no Brasil já utiliza algum tipo de motorização eletrificada.

Veja o desempenho de cada tecnologia

A divisão das vendas de eletrificados em abril ficou da seguinte forma:

  • BEV (100% elétricos): 17.488 unidades (45,4%)
  • PHEV (híbridos plug-in): 13.214 unidades (34,3%)
  • HEV Flex: 4.096 unidades (10,6%)
  • HEV: 3.718 unidades (9,7%)

Os dados mostram o forte domínio dos modelos plug-in, que incluem os veículos totalmente elétricos e os híbridos com recarga externa.

Juntos, BEVs e PHEVs responderam por cerca de 80% dos eletrificados comercializados no mês, indicando a crescente preferência do consumidor por tecnologias que permitem carregamento na tomada.

Marcas chinesas aceleram expansão no Brasil

O avanço dos carros elétricos no Brasil também reflete a expansão das montadoras chinesas no mercado nacional.

Entre os destaques de abril, o BYD Dolphin Mini apareceu na sexta posição do ranking geral de emplacamentos do país. Já o Geely EX2 passou a figurar entre os modelos mais vendidos no varejo brasileiro.

Segundo a ABVE, o desempenho reforça a consolidação da eletrificação como uma tendência cada vez mais relevante dentro da indústria automotiva nacional.

A ampliação da oferta de modelos, associada à entrada de novas marcas e segmentos, vem contribuindo para acelerar a adoção dos veículos elétricos entre os consumidores brasileiros.

Híbridos plug-in também seguem em alta

Além dos BEVs, os híbridos plug-in mantiveram forte ritmo de crescimento em abril.

Os PHEVs totalizaram 13.214 unidades vendidas no mês, avanço de 67% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já os híbridos convencionais e híbridos flex, juntos, registraram 7.814 unidades comercializadas.

Brasil pode chegar a 300 mil eletrificados em 2026

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o mercado brasileiro já soma 122.463 veículos eletrificados vendidos.

O volume corresponde a mais da metade de todo o total registrado ao longo de 2025, fortalecendo as projeções de que o país possa se aproximar da marca de 300 mil eletrificados vendidos até o fim deste ano.

Os números mostram uma mudança de escala no setor automotivo nacional, com os veículos elétricos deixando de ocupar um nicho restrito para disputar espaço de forma mais ampla no mercado brasileiro.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Motor1 Brasil

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Tecnologia

BAIC confirma entrada no Brasil e nova fábrica de carros elétricos deve gerar empregos

A montadora chinesa BAIC confirmou sua entrada no mercado brasileiro com a instalação de uma nova fábrica no país. A operação está prevista para começar no último trimestre de 2026 e faz parte da estratégia global de expansão da marca no segmento de veículos elétricos.

O anúncio foi feito durante o Salão de Pequim e reforça a intenção da empresa de disputar espaço com outras gigantes do setor, como BYD e GWM.

Fábrica ainda não tem localização definida

Apesar da confirmação do investimento, a BAIC ainda não revelou onde será instalada a unidade industrial no Brasil. A expectativa é que o projeto contribua para a geração de empregos no setor automotivo, além de fortalecer a cadeia produtiva local.

A iniciativa marca um novo passo na expansão internacional da montadora, que busca consolidar presença em mercados estratégicos.

Arcfox T1 será principal aposta no país

Entre os modelos previstos para o mercado brasileiro, o destaque é o Arcfox T1, hatch elétrico que deve liderar a estratégia da marca no país.

O veículo oferece autonomia de até 425 km na versão com bateria de 42,3 kWh e sistema de recarga rápida, capaz de atingir de 30% a 80% em cerca de 16 minutos. Com 4,33 metros de comprimento e entre-eixos de 2,77 metros, o modelo será concorrente direto do BYD Dolphin no segmento de compactos elétricos.

Portfólio pode ser ampliado no futuro

Além do Arcfox T1, a BAIC avalia ampliar sua oferta de modelos no Brasil. No entanto, ainda não há confirmação oficial sobre a chegada de veículos como BJ30, X55 ou BJ40.

Por enquanto, o foco da operação está concentrado no hatch elétrico, considerado estratégico para a adaptação ao mercado brasileiro.

Rede de concessionárias será ampliada

A empresa também planeja estruturar uma ampla rede de concessionárias no país. A expansão da presença comercial é vista como parte essencial da estratégia para consolidar a marca no segmento de mobilidade elétrica.

Expansão reforça disputa no mercado de elétricos

A chegada da BAIC ao Brasil em 2026 representa mais um movimento de fortalecimento da concorrência no setor de carros elétricos. A instalação da fábrica deve impulsionar investimentos, ampliar a oferta de modelos e estimular a disputa por participação de mercado.

A expectativa é de que o projeto também contribua para a criação de novos postos de trabalho e para o avanço da eletrificação automotiva no país.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Comércio

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Comércio Exterior

Exportações de veículos da China para o Brasil disparam e triplicam em 2026

As exportações de veículos da China para o Brasil registraram forte expansão no primeiro trimestre de 2026. Segundo dados da alfândega chinesa, o país asiático enviou US$ 2,16 bilhões em automóveis ao Brasil, quase três vezes mais que os US$ 763,8 milhões contabilizados no mesmo período de 2025.

O resultado também supera o recorde anterior de 2024, quando as vendas somaram US$ 1,17 bilhão. O avanço reforça a consolidação do Brasil como um dos principais mercados da indústria automotiva chinesa.

Brasil sobe no ranking global de importadores de veículos

Com o aumento das compras, o Brasil passou da sétima para a terceira posição entre os maiores destinos de veículos chineses, ficando atrás apenas de Rússia e Reino Unido.

No segmento de veículos eletrificados, que inclui carros elétricos e híbridos, o país também avançou para o terceiro lugar global, atrás de Bélgica e Reino Unido. Já nos modelos de combustão, o salto foi ainda mais expressivo: da 16ª para a 7ª posição.

Crescimento também aparece nas importações brasileiras

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) mostram que as importações brasileiras de veículos chineses chegaram a US$ 1,5 bilhão no trimestre, alta de 552,5% em relação a 2025. No total, fabricantes da China responderam por 65,6% dos carros importados pelo Brasil.

A Argentina aparece na segunda colocação, com 11,3% de participação, embora tenha registrado queda de 25,5% no período.

Tarifas e câmbio impulsionam avanço das importações

Especialistas apontam que o crescimento está ligado à expectativa de aumento das tarifas de importação de veículos elétricos e híbridos no Brasil, que devem chegar a 35% em julho de 2026. O movimento levou empresas a anteciparem embarques.

Além disso, o câmbio mais favorável e o lançamento de novos modelos contribuíram para o aumento das compras externas. O ciclo da indústria automotiva também reforçou a entrada de veículos chineses no mercado brasileiro.

China domina mercado de elétricos no Brasil

A presença chinesa é ainda mais forte no segmento de carros elétricos e híbridos plug-in. Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), a China respondeu por 97% dos elétricos importados pelo Brasil no trimestre e por 89% dos híbridos plug-in.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) indicam que 74,1% das vendas de veículos eletrificados no país em 2025 foram de marcas chinesas, com destaque para a BYD.

Mudança de percepção e avanço tecnológico

Analistas destacam que a imagem dos carros chineses mudou no mercado brasileiro. Antes associados a baixa qualidade, hoje são vistos como produtos com tecnologia automotiva avançada e preços competitivos.

Esse reposicionamento tem impulsionado não apenas os elétricos, mas também os veículos de combustão, ampliando a presença das montadoras chinesas no país.

Brasil amplia dependência da China no setor automotivo

A participação da China nas importações brasileiras segue em alta. No primeiro trimestre, 8,2% de todos os bens importados pelo Brasil vieram do país asiático, sendo os automóveis o principal item entre os bens de consumo duráveis.

Enquanto isso, as compras da Argentina recuaram, reforçando a mudança na dinâmica regional do setor automotivo.

Fatores geopolíticos e comércio global

O cenário também é influenciado por disputas comerciais globais e políticas protecionistas. Especialistas apontam que a China, com alta capacidade produtiva, busca novos mercados diante da desaceleração do consumo interno.

Ao mesmo tempo, tensões comerciais entre grandes economias e mudanças no fluxo global de comércio reforçam o papel do Brasil como destino estratégico.

Tendência de curto e longo prazo

A expectativa é de que o fluxo de veículos chineses para o Brasil permaneça forte no curto prazo, aproveitando a janela antes do aumento das tarifas. No médio prazo, porém, parte das montadoras deve iniciar produção local.

Atualmente, ao menos cinco marcas chinesas já possuem planos ou operações no país, incluindo parcerias industriais e novas fábricas previstas para os próximos anos.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Leo Pinheiro/Valor

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Portos

Porto de Paranaguá dobra movimentação de veículos e registra forte alta em março

O Porto de Paranaguá apresentou um salto significativo na movimentação de veículos em março de 2026. Ao todo, foram 20.987 unidades entre embarques e desembarques, mais que o dobro do registrado no mesmo mês de 2025, quando o volume foi de 10.191 veículos.

No acumulado do primeiro trimestre, o avanço também é evidente: 26.910 veículos movimentados, representando crescimento de 23% em comparação com igual período do ano anterior.

Localização estratégica impulsiona operações

A posição geográfica e a infraestrutura especializada colocam o terminal entre os principais polos do setor automotivo no Brasil. Próximo às montadoras da região Sul, o porto se consolida como um importante hub logístico para o transporte de veículos.

Exportações e importações ganham força

Os veículos exportados a partir de Paranaguá têm como principais destinos países como Argentina, México, Colômbia e Uruguai. Já nas importações de veículos, destacam-se origens como México, China e Reino Unido.

Entre as montadoras com maior movimentação estão Geely, Renault, Volkswagen e Audi, com crescimento relevante nas operações envolvendo veículos elétricos, tendência que vem ganhando espaço no mercado.

Recorde marca operações no mês

Um dos destaques de março foi o recorde registrado no dia 23, quando o porto recebeu 3.370 automóveis da montadora Geely. A carga chegou a bordo do navio Tang Hong, vindo do porto de Nansha, na China.

Ao longo do mês, a fabricante chinesa foi responsável por cerca de seis mil veículos importados pelo terminal paranaense.

Flexibilidade produtiva amplia fluxo logístico

Outro fator que contribui para o aumento das operações é o modelo produtivo das montadoras, especialmente na região de Curitiba. A utilização de plataformas compartilhadas para diferentes modelos tem ampliado tanto as exportações quanto as importações, exigindo maior eficiência da logística portuária.

Novas rotas fortalecem o corredor automotivo

A expansão das linhas marítimas automotivas também impulsiona o crescimento. Em 2025, o porto passou a contar com uma nova rota operada pelo navio Neptune Hellas, especializado no transporte de cargas rodantes.

A nova conexão ampliou o alcance internacional do terminal e reforçou sua posição como um dos principais corredores logísticos do setor. Atualmente, Paranaguá conta com cinco linhas fixas dedicadas ao transporte de veículos.

Estrutura e eficiência nas operações

As operações de embarque e desembarque ocorrem principalmente em berço exclusivo para veículos, com suporte de áreas como o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e pátios especializados.

O processo é realizado por equipes treinadas, responsáveis por toda a movimentação — desde a retirada dos veículos das embarcações até o armazenamento. O índice de eficiência operacional, com baixos registros de avarias, está entre os melhores do país.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações da China desaceleram em março enquanto importações avançam com força

O crescimento das exportações da China perdeu força em março, após um começo de ano robusto. Ao mesmo tempo, as importações chinesas registraram forte alta, influenciadas por fatores sazonais e pelos impactos da guerra no Irã sobre o abastecimento global de energia.

De acordo com dados da Administração Geral de Alfândegas, as vendas externas cresceram 2,5% na comparação anual — bem abaixo do salto observado em fevereiro. O resultado foi afetado por distorções do calendário do Ano Novo Lunar e por uma base de comparação elevada em 2025.

Queda nas exportações para os EUA pressiona resultados

A desaceleração foi ampla entre os principais mercados, com exceção de Taiwan e Hong Kong. Um dos destaques negativos foi a forte queda nas exportações chinesas para os Estados Unidos, que recuaram 26,5% em relação ao ano anterior, impactadas por tarifas comerciais.

O valor exportado para os EUA caiu para US$ 29,4 bilhões no período, evidenciando a pressão sobre o comércio bilateral.

Importações disparam com alta demanda por tecnologia

Enquanto isso, as importações na China cresceram quase 28%, impulsionadas pela maior demanda por produtos de alta tecnologia, como semicondutores. Esse foi o avanço mais rápido desde o fim de 2021.

Com isso, o superávit comercial chinês encolheu para US$ 51 bilhões — o menor nível em mais de um ano.

Guerra no Irã eleva custos e pressiona indústria

O cenário global foi impactado pela escalada da crise no Oriente Médio, especialmente após tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os custos de insumos industriais, afetando cadeias produtivas.

Esse corredor estratégico responde por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, o que pressionou os preços de materiais e reduziu margens de lucro de fábricas chinesas.

Sazonalidade e calendário explicam parte da desaceleração

Especialistas apontam que fatores sazonais tiveram peso relevante no desempenho mais fraco. O Ano Novo Lunar em 2026, celebrado mais tarde que o habitual, reduziu o número de dias úteis em março, afetando a produção e os embarques.

Além disso, o forte desempenho de março de 2025 — quando empresas anteciparam exportações para evitar tarifas — elevou a base de comparação.

Primeiro trimestre ainda mostra força da economia chinesa

Apesar da desaceleração pontual, o comércio exterior da China manteve um desempenho sólido no primeiro trimestre. As exportações cresceram 15% no período, enquanto as importações avançaram 23% na comparação anual.

Inteligência artificial impulsiona exportações de tecnologia

Um dos principais motores do comércio tem sido o avanço da inteligência artificial, que elevou a demanda global por chips e componentes eletrônicos.

As exportações chinesas de circuitos integrados cresceram 78% no primeiro trimestre, enquanto produtos de alta tecnologia registraram alta de quase 30%. Equipamentos mecânicos e elétricos também apresentaram crescimento expressivo.

Tarifas e decisões judiciais influenciam cenário comercial

Outro fator relevante foi a redução das tarifas comerciais após decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou medidas adotadas anteriormente. Isso ajudou a aliviar parte da pressão sobre os exportadores chineses.

Ainda assim, o cenário segue incerto, com previsões divergentes entre economistas sobre o ritmo do comércio.

Impactos futuros da crise energética ainda são incertos

O efeito da guerra no Irã sobre o comércio global ainda é imprevisível. Por um lado, pode haver aumento na demanda por produtos sustentáveis chineses, como painéis solares e veículos elétricos.

Por outro, o aumento dos preços do petróleo pode reduzir o consumo global e levar a políticas monetárias mais restritivas, prejudicando a demanda por bens manufaturados.

Setor de veículos elétricos ganha destaque

As exportações de veículos elétricos chineses dobraram em março, atingindo recorde histórico. Montadoras do país ampliaram presença internacional, superando concorrentes tradicionais em mercados como Austrália e Reino Unido.

Perspectivas: entre resiliência e incertezas

Analistas avaliam que a desaceleração recente está mais ligada a fatores temporários do que a uma queda estrutural da demanda global. Ainda assim, os desdobramentos da crise energética e geopolítica devem influenciar o desempenho do comércio nos próximos meses.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

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Tecnologia

Carros chineses no Brasil: participação pode chegar a 35% do mercado até 2035

A presença de carros chineses no Brasil deve crescer de forma acelerada na próxima década e transformar o equilíbrio do setor automotivo. A projeção é de que 1 em cada 3 veículos vendidos no país seja de marcas chinesas até 2035.

Participação das marcas chinesas deve triplicar

A estimativa é do consultor Rogélio Golfarb, ex-presidente da Anfavea. Segundo ele, a fatia das montadoras chinesas deve sair de cerca de 10% registrada recentemente para:

  • 20% do mercado até 2030
  • 35% até 2035

O avanço ocorre em um cenário de expansão das montadoras chinesas em diferentes segmentos do mercado brasileiro.

Estratégia mira segmentos de maior volume

De acordo com a análise, o crescimento será impulsionado pela entrada dessas marcas em categorias com maior demanda, como:

  • carros de entrada
  • picapes
  • vans e veículos comerciais

Essa diversificação amplia o alcance das empresas chinesas e fortalece sua competitividade frente às fabricantes tradicionais.

Vantagem competitiva vem de tecnologia e escala

Um dos principais diferenciais das montadoras chinesas está no custo de produção. Mesmo com a tendência de nacionalização, elas continuam competitivas devido ao acesso a componentes mais baratos vindos da China.

Entre os itens estratégicos estão:

  • baterias para veículos elétricos
  • semicondutores
  • componentes eletrônicos automotivos
  • telas e sistemas digitais

Além disso, fatores como integração produtiva e ganhos de escala explicam grande parte da eficiência de custos dessas empresas.

Comparação com concorrentes globais

Para ilustrar essa vantagem, Golfarb comparou um modelo elétrico da Tesla, o Tesla Model 3, com um veículo similar de uma fabricante chinesa, ambos produzidos na China.

Segundo ele, o carro chinês pode custar cerca de US$ 4 mil a menos, resultado principalmente de:

  • integração da cadeia produtiva
  • produção em larga escala

Subsídios governamentais e condições de pagamento também contribuem, mas têm impacto menor.

Presença de gigantes reforça mudança no setor

O especialista destaca que as marcas chinesas que estão chegando ao Brasil são grandes grupos industriais, com capacidade global consolidada.

Parcerias recentes reforçam esse movimento, como:

  • Stellantis com a Leapmotor
  • General Motors com a Hyundai

Esse cenário evidencia uma transformação estrutural na indústria.

Indústria automotiva vive transformação global

Para Golfarb, o avanço das marcas chinesas no mercado automotivo faz parte de uma mudança profunda e irreversível no setor.

A combinação de tecnologia, escala e competitividade deve consolidar a presença dessas empresas no Brasil, alterando de forma definitiva o perfil da indústria nos próximos anos.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Comércio

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Portos

Porto de Paranaguá bate recorde com desembarque de 3.370 veículos elétricos

O Porto de Paranaguá registrou o maior desembarque de veículos elétricos da história do Paraná em uma única operação. Ao todo, 3.370 automóveis importados chegaram ao terminal na segunda-feira (23), em uma operação que durou cerca de 17 horas.

Os veículos, produzidos pela montadora chinesa Geely, foram transportados pelo navio Tang Hong, com origem no porto de Nasha, na China.

Operação logística de grande escala

A descarga teve início na noite de domingo (22) e mobilizou uma ampla equipe operacional. Mais de 100 trabalhadores participaram apenas do primeiro turno, incluindo estivadores, fiscais e profissionais de apoio.

Mesmo com chuva na região portuária, a operação ocorreu dentro do cronograma previsto. A produtividade chamou atenção:

  • média de 220 veículos descarregados por hora
  • desempenho superior a outros portos brasileiros, que operam entre 150 e 180 veículos/hora

Após o desembarque, os automóveis foram direcionados ao Terminal de Veículos Ascensus, onde permanecem armazenados antes de seguirem para a unidade da Renault em São José dos Pinhais (PR).

Estrutura especializada garante eficiência

O recorde reforça o papel do Porto de Paranaguá na logística automotiva nacional. A operação foi realizada no berço 219, área dedicada exclusivamente à movimentação de veículos.

Além da agilidade, a operação exigiu alto nível de precisão para evitar danos à carga, característica essencial nesse tipo de atividade.

Expansão das rotas impulsiona setor automotivo

O crescimento da movimentação de veículos importados está ligado à ampliação das rotas marítimas no porto. Em 2025, Paranaguá passou a contar com uma nova linha operada pelo navio Neptune Hellas, da armadora Neptune Lines, especializada em cargas rolantes.

Essa expansão aumentou a conectividade internacional do terminal e consolidou sua posição como um dos principais corredores logísticos do setor no Brasil.

Atualmente, o porto conta com cinco linhas fixas para transporte de veículos.

Hub estratégico no Sul do Brasil

A localização estratégica, próxima a importantes polos industriais e montadoras da região Sul, fortalece o porto como um dos principais hubs de importação e exportação de automóveis do país.

A estrutura dedicada ao segmento inclui áreas amplas para armazenamento, como o pátio operado pela Ascensus, com capacidade para milhares de veículos.

Em 2025, a Portos do Paraná movimentou mais de 106 mil veículos entre importações e exportações, consolidando o crescimento do setor.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Indústria

Brasil entra na disputa global pela indústria dos carros elétricos

O Brasil passou a integrar a corrida internacional pela nova indústria dos carros elétricos, em um momento em que a eletrificação deixou de ser apenas uma tendência ambiental e se transformou em um eixo central de reorganização da indústria automotiva global. Um relatório recente da Carbon Tracker aponta que o avanço dos veículos elétricos a bateria (BEVs) vem alterando custos, cadeias de suprimentos e decisões de investimento em todo o mundo.

Escala chinesa redefine o mercado global

O estudo destaca que a principal mudança estrutural ocorreu a partir da escala produtiva da China, que conseguiu reduzir de forma expressiva o custo das baterias elétricas ao longo da última década. Com isso, os carros elétricos deixaram de ser um produto restrito a nichos e passaram a disputar o mercado de massa.

Atualmente, a China concentra a maior parte da produção global de BEVs e seus fabricantes avançam para mercados internacionais, ampliando a competição e pressionando montadoras tradicionais.

Tarifas em países ricos impulsionam emergentes

Ao mesmo tempo, Estados Unidos e Europa elevaram tarifas para proteger suas indústrias locais, o que tem redirecionado investimentos para economias emergentes. Nesse contexto, o Brasil surge como um dos destinos mais estratégicos para a expansão industrial ligada à eletrificação.

Segundo a Carbon Tracker, essa dinâmica transforma a transição energética em uma disputa industrial, na qual países que atraem produção local tendem a concentrar empregos, tecnologia e capital, enquanto aqueles que se limitam ao consumo correm o risco de perder relevância.

Vantagens competitivas do Brasil

O relatório aponta que o Brasil reúne condições favoráveis para capturar parte dessa nova cadeia produtiva. Entre os principais fatores estão:

  • Matriz elétrica majoritariamente limpa
  • Reservas de minerais estratégicos
  • Base industrial automotiva consolidada

Esses elementos ampliam a capacidade do país de receber fábricas, centros de desenvolvimento e investimentos ligados aos veículos elétricos.

Riscos regulatórios e sinais contraditórios

Apesar das oportunidades, o estudo alerta que atrasos regulatórios e mensagens pouco claras de política industrial podem comprometer o ritmo da transição. Segundo a Carbon Tracker, a falta de direcionamento aumenta o risco de o Brasil permanecer atrelado a tecnologias que o mercado global começa a deixar para trás.

Nesse cenário, a crescente presença de fabricantes chineses no país passa a representar mais do que uma estratégia comercial: é um indicativo de uma mudança estrutural na indústria automotiva brasileira.

Eletrificação como caminho inevitável

Para a Carbon Tracker, a eletrificação já não é mais uma hipótese futura, mas uma transformação inevitável. O diferencial entre os países passa a ser a velocidade de adaptação e a capacidade de se posicionar estrategicamente na nova configuração do setor.

Após protagonizar duas grandes mudanças — com o etanol e os veículos flex —, o Brasil se depara com mais uma inflexão tecnológica. Desta vez, impulsionada pelos carros elétricos e pela reorganização global da produção automotiva.

No fim, a discussão vai além dos veículos. Trata-se de definir onde estarão os empregos, as fábricas e os investimentos do futuro. Para o Brasil, a questão central já não é se os elétricos vão dominar o mercado, mas qual papel o país pretende desempenhar na próxima fase da indústria automotiva.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BYD

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Comércio Internacional

China reage a ameaça de Trump e afirma que acordo com Canadá não mira terceiros

A China declarou nesta segunda-feira que seus acordos comerciais e econômicos com o Canadá não têm como objetivo atingir nenhum outro país. A manifestação ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas elevadas sobre produtos canadenses caso o entendimento entre Ottawa e Pequim avance.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, as cooperações firmadas são baseadas em interesses bilaterais e seguem princípios de abertura e respeito mútuo, sem direcionamento contra terceiros.

Trump ameaça tarifas de 100% sobre produtos canadenses

No sábado (24), Trump afirmou que poderá aplicar tarifas de 100% sobre todas as importações do Canadá caso o país finalize um acordo comercial com a China. A declaração foi feita após o anúncio de uma nova parceria estratégica entre Canadá e China, formalizada durante a visita do primeiro-ministro canadense Mark Carney a Pequim.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o Canadá não pode se transformar em um “porto de descarga” para produtos chineses com destino ao mercado americano, reforçando o tom de advertência.

Visita histórica e retomada do diálogo bilateral

A viagem de Mark Carney à China foi a primeira de um líder canadense ao país em oito anos e marca uma tentativa de reconstrução dos laços diplomáticos e comerciais com o segundo maior parceiro econômico do Canadá, atrás apenas dos Estados Unidos.

Entre os principais pontos em negociação está a redução das tarifas chinesas sobre a canola canadense, além da ampliação do acesso de veículos elétricos chineses ao mercado canadense.

Canadá reduz tarifas sobre veículos elétricos chineses

De acordo com Carney, o Canadá permitirá inicialmente a entrada de até 49 mil carros elétricos chineses, com tarifa de 6,1%, dentro das regras de nação mais favorecida. O percentual é significativamente inferior à alíquota de 100% imposta em 2024 pelo ex-primeiro-ministro Justin Trudeau, em alinhamento com medidas adotadas pelos EUA.

Em 2023, a China exportou 41.678 veículos elétricos para o Canadá. A expectativa do governo canadense é elevar gradualmente a cota, chegando a cerca de 70 mil veículos em cinco anos.

Divergências internas e reação do setor automotivo

A decisão de flexibilizar as tarifas gerou críticas internas. O premiê da província de Ontário, Doug Ford, principal polo automotivo do país, afirmou que o acordo pode resultar em uma entrada massiva de veículos chineses sem garantias de investimentos equivalentes na indústria canadense e em sua cadeia de suprimentos.

Ainda assim, Carney defendeu a estratégia, afirmando que o Canadá precisa aprender com parceiros inovadores, acessar cadeias globais e estimular a demanda local para desenvolver um setor competitivo de mobilidade elétrica.

Retaliações e expectativa de alívio tarifário

Em resposta às tarifas impostas por Trudeau, a China havia aplicado, em março, sanções sobre mais de US$ 2,6 bilhões em produtos agrícolas e alimentícios canadenses, incluindo óleo, farinha e sementes de canola, além de frutos do mar. Como consequência, as importações chinesas desses produtos caíram 10,4% em 2025.

Com o novo acordo, o Canadá espera que as tarifas sobre sementes de canola sejam reduzidas para cerca de 15%, ante os atuais 84%, a partir de 1º de março. Ottawa também projeta a retirada de tarifas antidiscriminatórias sobre farinhas de canola, lagostas, caranguejos e ervilhas até o fim do ano.

Segundo Carney, os entendimentos podem destravar cerca de US$ 3 bilhões em exportações, beneficiando agricultores, pescadores e processadores canadenses.

China confirma ajustes nas medidas comerciais

Em comunicado, o Ministério do Comércio da China informou que está ajustando as medidas antidumping sobre a canola e revendo tarifas aplicadas a produtos agrícolas e aquáticos do Canadá, como resposta direta à redução das tarifas canadenses sobre veículos elétricos chineses

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Denis Balibouse

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Comércio

Vendas de carros no Brasil devem alcançar 2,5 milhões em 2026, projetam concessionárias

Mercado automotivo fecha 2025 abaixo do esperado
As vendas de veículos no Brasil encerraram 2025 em um patamar inferior às projeções iniciais. Foram licenciados 2,54 milhões de automóveis e comerciais leves, crescimento de 2,6% na comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados pela Fenabrave, entidade que representa os concessionários.

O resultado ficou levemente abaixo da estimativa anterior, que apontava avanço de 3%, mas ainda assim manteve o mercado em trajetória de crescimento.

Expectativa positiva para 2026
Apesar do desempenho mais moderado em 2025, a perspectiva para o próximo ano é otimista. A Fenabrave estima que o Brasil deve vender cerca de 2,52 milhões de carros em 2026, o que representaria um crescimento de 3% sobre o volume atual.

De acordo com o vice-presidente da entidade, Sérgio Dante Zonta, trata-se de um número expressivo, embora ainda distante do recorde histórico do setor.

Mercado segue abaixo do pico histórico
O maior volume de vendas da história do mercado automotivo brasileiro foi registrado em 2012, quando os emplacamentos somaram 3,63 milhões de veículos. Mesmo com a recuperação gradual, a expectativa para 2026 ainda é cerca de 30% inferior a esse patamar.

Segundo Zonta, a principal limitação continua sendo o ambiente de juros elevados, que afeta diretamente o crédito e o poder de compra dos consumidores.

Desempenho forte em dezembro
Em dezembro, os emplacamentos de veículos alcançaram 267,1 mil unidades. O número representa alta de 17,6% em relação a novembro e crescimento de 9,6% na comparação com dezembro do ano anterior.

O desempenho mensal ajudou a sustentar o crescimento anual, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador.

Salão do Automóvel teve impacto limitado
Na avaliação da Fenabrave, a realização do Salão do Automóvel, que voltou a ocorrer após sete anos de hiato, não teve influência significativa sobre as vendas.

O evento, realizado em novembro, registrou bom público, mas não foi suficiente para impulsionar os emplacamentos em um ano marcado por crédito restrito e taxas de juros elevadas, segundo o diretor executivo da entidade, Marcelo Franciulli.

Endividamento das famílias freia consumo
Embora a renda per capita esteja em crescimento no país, o alto nível de endividamento das famílias limita a decisão de compra de bens de maior valor, como automóveis.

Esse fator tem funcionado como um freio adicional à expansão mais acelerada do mercado.

Carro Sustentável deve estimular demanda
Como contrapeso, a Fenabrave avalia que o programa Carro Sustentável seguirá estimulando as vendas em 2026. A iniciativa prevê isenção de IPI para veículos com menor nível de emissões e preços mais acessíveis.

Segundo a economista e consultora da entidade, Tereza Fernandez, a expectativa é ampliar o programa para incluir veículos elétricos e híbridos de maior valor agregado, o que pode impulsionar novos segmentos do mercado.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estadão

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