Comércio Internacional

Brasil critica tarifas dos Estados Unidos e classifica medidas como discriminatórias

O governo brasileiro voltou a manifestar insatisfação com as tarifas dos Estados Unidos aplicadas a produtos nacionais. Na segunda-feira (31), Brasília afirmou que as medidas adotadas pelo governo de Washington são discriminatórias e não estão de acordo com as normas internacionais de comércio.

A posição foi apresentada pelos ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, durante uma reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu no início da tarde.

Governo brasileiro contesta justificativas dos EUA

Em comunicado conjunto, os ministérios brasileiros classificaram como injusto o tratamento recebido pelo país e questionaram os fundamentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as medidas comerciais contra o Brasil.

Segundo a nota, as conclusões das investigações realizadas pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial americana não refletiriam as práticas efetivamente adotadas pelo Brasil.

Os ministros reforçaram que consideram inadequada a aplicação de um tratamento que, na avaliação brasileira, é discriminatório para as exportações brasileiras.

Brasil e Estados Unidos mantêm negociações

Apesar das divergências em torno das tarifas comerciais, os dois governos decidiram preservar o canal de diálogo. Novas reuniões técnicas deverão ocorrer nas próximas semanas, tanto por videoconferência quanto presencialmente.

Depois dessa etapa, está previsto outro encontro entre os ministros para analisar os resultados das negociações e verificar eventuais avanços.

O governo brasileiro informou que pretende continuar trabalhando pela construção de um acordo comercial equilibrado, baseado em benefícios mútuos, diálogo e respeito à soberania de cada país.

Como começou a disputa tarifária

A retomada das negociações acontece depois de uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 21 de agosto.

Durante o contato, Lula voltou a questionar as tarifas aplicadas ao Brasil. Trump, por sua vez, sinalizou a disposição de retomar as tratativas entre os dois países.

Atualmente, o Brasil enfrenta uma tarifa adicional de 25% estabelecida especificamente pelo governo norte-americano, além de uma sobretaxa de 12,5% que Washington relaciona a questões envolvendo o combate ao trabalho forçado.

Tarifas envolvem Pix e mercado de etanol

A tarifa adicional de 25% teve como base uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O órgão apontou possíveis práticas comerciais consideradas desleais em áreas como pagamentos eletrônicos, incluindo o Pix, e acesso ao mercado brasileiro de etanol.

Brasília rejeita essas alegações e sustenta que as medidas adotadas pelos Estados Unidos não encontram justificativa adequada.

Disputa também tem impacto geopolítico

Além das questões diretamente relacionadas ao comércio, a negociação entre Brasil e Estados Unidos ocorre em um cenário de aumento da competição econômica entre EUA e China na América Latina.

A disputa pela influência na região acrescenta um componente geopolítico às discussões entre Brasília e Washington e amplia a importância estratégica das negociações sobre as tarifas e o comércio bilateral.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Erich Sacco/ Adobe Stock

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Comércio Internacional

Brasil e EUA retomam diálogo comercial para discutir novas tarifas

O Brasil e os Estados Unidos retomaram as negociações sobre a relação comercial entre os dois países após conversas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Nesta terça-feira, os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, participaram de uma reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer.

O encontro teve como objetivo avançar nas discussões sobre duas decisões recentes do governo norte-americano relacionadas à aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Brasil reafirma disposição para negociar

Durante a reunião, os representantes brasileiros reforçaram a disposição do governo de manter o diálogo comercial com os Estados Unidos, destacando os históricos vínculos diplomáticos e econômicos entre as duas nações.

A posição brasileira é de buscar uma solução negociada que preserve a relação comercial e permita ampliar os benefícios para os dois países.

Ao mesmo tempo, os ministros reiteraram a discordância do governo brasileiro em relação às medidas tarifárias unilaterais adotadas pelos Estados Unidos.

Governo questiona justificativas para tarifas

O Brasil também voltou a afirmar que as medidas norte-americanas não estão de acordo com as regras multilaterais de comércio.

De acordo com a posição apresentada pelos ministros, as justificativas utilizadas pelo governo dos EUA nas investigações realizadas com base na Seção 301 não refletem as práticas efetivamente adotadas pelo Brasil.

O governo brasileiro considera, portanto, injusto o tratamento diferenciado aplicado aos produtos nacionais e mantém a avaliação de que as medidas precisam ser revistas no âmbito das negociações bilaterais.

Novas reuniões devem ocorrer nas próximas semanas

Brasil e Estados Unidos concordaram em manter o processo de negociação por meio de reuniões técnicas ao longo das próximas semanas.

Depois dessa etapa, os ministros deverão voltar a se reunir para avaliar os resultados obtidos e analisar a evolução das tratativas comerciais bilaterais.

Os próximos encontros poderão ocorrer tanto de forma virtual quanto presencial, conforme a conveniência das partes.

Brasil busca acordo equilibrado

O governo brasileiro afirmou que continuará trabalhando pela construção de um acordo comercial equilibrado e mutuamente benéfico com os Estados Unidos.

Segundo a posição oficial, as negociações serão conduzidas com prioridade para o diálogo, a cooperação e o respeito à soberania nacional, em busca de uma solução para as divergências relacionadas às novas tarifas sobre produtos brasileiros.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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Comércio Internacional

Brasil e EUA retomam negociações sobre novo tarifaço nesta segunda-feira

O Brasil e os Estados Unidos retomam nesta segunda-feira (31) as negociações sobre as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. O encontro reunirá, por videoconferência, o ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa, e o representante do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), Jamieson Greer.

A reunião está prevista para as 14h30 e marca a retomada do diálogo técnico entre os dois governos após a adoção de novas medidas comerciais por Washington.

Negociações foram retomadas após conversa entre Lula e Trump

A reaproximação ocorreu depois de uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em 21 de agosto. Desde então, os governos passaram a trabalhar na reabertura das negociações sobre o tarifaço dos EUA contra o Brasil.

Apesar da nova rodada de conversas, integrantes do governo brasileiro avaliam que um acordo não deve ser alcançado rapidamente. A expectativa é de que eventuais avanços mais significativos ocorram somente depois das eleições.

Lula tem afirmado a interlocutores que o Brasil está disposto a negociar com os Estados Unidos, mas sem abrir mão de temas considerados estratégicos para o país, entre eles os minerais críticos e o PIX.

Tarifas dos EUA atingem exportações brasileiras

Washington oficializou uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. A medida ocorreu após recomendação do USTR, dentro de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Posteriormente, o USTR confirmou também uma sobretaxa de até 12,5% aplicada ao Brasil e a outros países sob a justificativa de que não teriam adotado medidas suficientes para reduzir a entrada de produtos associados ao trabalho escravo.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as duas medidas relacionadas à Seção 301 atingem, de forma isolada ou combinada, aproximadamente 23,1% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, considerando os dados de comércio de 2024.

Em 16,5% das exportações, as duas cobranças são aplicadas simultaneamente. Nesses casos, a carga adicional chega a 37,5%.

Brasil sinaliza possíveis pontos de negociação

Embora mantenha resistência em relação a questões consideradas estratégicas, o governo brasileiro demonstra disposição para discutir alguns setores.

Uma das possibilidades envolve a redução de tarifas sobre bens de capital. O Brasil também admite avaliar questões relacionadas ao etanol, desde que o debate seja ampliado para uma revisão conjunta da política de biocombustíveis e da cadeia produtiva do açúcar.

Atualmente, o Brasil aplica uma tarifa de 18% sobre o etanol de milho importado dos Estados Unidos. Antes das recentes medidas tarifárias, os EUA cobravam uma alíquota de 12,5% sobre o etanol brasileiro.

Governo brasileiro iniciou processo de reciprocidade

Além das negociações diplomáticas, o Brasil abriu um procedimento para avaliar possíveis medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos.

O processo começou em 13 de agosto, quando o governo brasileiro notificou os departamentos norte-americanos de Estado e Comércio, além do USTR. O mecanismo está previsto na Lei da Reciprocidade Econômica e permite a adoção de contramedidas diante de ações unilaterais estrangeiras consideradas prejudiciais à competitividade brasileira.

Segundo o governo, ao longo do último ano foram realizadas tentativas de convencer o USTR a encerrar a investigação baseada na Seção 301. O Brasil também apresentou argumentos para contestar as acusações de práticas comerciais desleais.

A abertura do procedimento, porém, não representa uma retaliação imediata. Antes de qualquer medida contra produtos ou empresas norte-americanas, é necessário cumprir as etapas previstas na legislação.

O processo deve identificar as medidas estrangeiras consideradas prejudiciais, os setores brasileiros afetados e uma estimativa dos impactos econômicos provocados pelas ações.

Lei permite adoção de contramedidas

Em comunicado divulgado na época da abertura do procedimento, o governo brasileiro classificou as tarifas dos Estados Unidos como injustificadas e arbitrárias e afirmou que continuaria defendendo seus interesses nas instâncias consideradas cabíveis.

A Lei da Reciprocidade Econômica foi sancionada em abril de 2025 e regulamentada três meses depois. A legislação permite, em determinadas situações, a suspensão de concessões comerciais, investimentos e obrigações relacionadas aos direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade do Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Exterior

Brasil e Estados Unidos retomam negociações comerciais após conversa entre Lula e Trump

O Brasil e os Estados Unidos devem retomar, na próxima semana, as negociações comerciais entre os dois países. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, integrantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e representantes do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) participarão das tratativas.

A data do encontro ainda será definida pelas equipes dos dois governos. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços confirmou que recebeu contato do representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, após a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Lula e Trump discutem tarifas e comércio

A retomada do diálogo ocorre em meio à disputa comercial causada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Durante uma conversa telefônica realizada nesta sexta-feira (21), Lula defendeu a retomada das negociações e classificou como infundadas as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção das novas tarifas.

Entre os argumentos citados pelos Estados Unidos estão questões relacionadas ao desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos ligados ao trabalho forçado.

Segundo o Palácio do Planalto, a ligação durou uma hora e 20 minutos e ocorreu de maneira cordial. Lula afirmou que as tarifas podem prejudicar tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e destacou a importância do diálogo para preservar as relações comerciais.

Trump, por sua vez, concordou sobre a necessidade de manter os vínculos comerciais e indicou a retomada do contato entre as equipes dos dois governos.

Novo canal de negociação entre os países

A próxima reunião deverá reunir Márcio Elias Rosa, representantes do MRE e integrantes do USTR.

Em nota conjunta, o MDIC e o Ministério das Relações Exteriores avaliaram que a manifestação dos dois presidentes representa uma nova oportunidade para buscar uma solução negociada para o impasse comercial.

Brasil e EUA também discutem combate ao crime

Além das questões econômicas, Lula e Trump conversaram sobre segurança e combate ao crime organizado.

O presidente brasileiro defendeu uma atuação coordenada entre os dois países e afirmou que as organizações criminosas pressionam populações vulneráveis, mas não devem ser classificadas como organizações terroristas.

Lula também apresentou medidas adotadas pelo Brasil para combater essas estruturas, incluindo ações de asfixia financeira, responsáveis pela apreensão de aproximadamente R$ 17 bilhões.

Entre as iniciativas mencionadas estão a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.

De acordo com o Planalto, Trump demonstrou interesse em ampliar a cooperação e afirmou que deverá indicar integrantes de alto escalão para dar continuidade às conversas.

Lula e Trump abordam guerras na Ucrânia e no Oriente Médio

A conversa também incluiu os conflitos internacionais, entre eles as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

Em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia, os dois presidentes defenderam a busca por uma solução negociada. Lula também criticou a falta de atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas diante dos conflitos e sugeriu a realização de uma reunião extraordinária para discutir alternativas diplomáticas.

Trump ainda apresentou suas perspectivas sobre o conflito envolvendo o Irã.

Ao defender a diplomacia como caminho para solucionar conflitos internacionais, Lula afirmou: “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”.

FONTE: Agência Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Cota de açúcar do Brasil nos EUA pode ser reduzida em quase 56 mil toneladas

O governo dos Estados Unidos sinalizou que poderá retirar e redistribuir parte da cota de açúcar destinada ao Brasil caso o país não apresente propostas comerciais consideradas satisfatórias por Washington.

A ameaça envolve aproximadamente 56 mil toneladas de açúcar, volume que ainda não foi oficialmente distribuído dentro da cota brasileira para o ano fiscal de 2027. A medida ocorre em meio ao aumento da pressão de produtores americanos por uma política mais rígida para a entrada de açúcar estrangeiro.

A declaração foi feita pelo subsecretário de Agricultura dos EUA, Stephen Vaden, durante um simpósio da American Sugar Alliance, realizado na semana passada no Colorado.

Brasil pode perder parte da cota de açúcar

Em 23 de julho de 2026, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou as cotas tarifárias (TRQs) para as importações de açúcar no ano fiscal de 2027, que começa em 1º de outubro de 2026 e termina em 30 de setembro de 2027.

O sistema permite que determinados países enviem volumes previamente definidos de açúcar aos Estados Unidos com tarifas reduzidas. Tradicionalmente, o Brasil recebe uma cota próxima de 156 mil toneladas.

Para o próximo ano fiscal, a cota total dos Estados Unidos foi estabelecida em aproximadamente 1,117 milhão de toneladas, distribuídas entre 39 países.

Até o momento, cerca de 100 mil toneladas foram destinadas ao Brasil. Outras 56 mil toneladas permanecem sem fornecedor definido, o equivalente a aproximadamente 36% da cota tradicional brasileira.

Caso as exigências de Washington não sejam atendidas, esse volume poderá ser redistribuído entre outros países fornecedores.

Por que a cota americana é importante para o Brasil?

Em termos de quantidade, a parcela destinada aos Estados Unidos representa uma pequena fração das exportações brasileiras de açúcar.

A estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que o Brasil deverá exportar aproximadamente 35,7 milhões de toneladas de açúcar na safra 2025/26.

Com isso, as cerca de 156 mil toneladas da cota americana correspondem a menos de 0,5% das exportações brasileiras previstas.

O peso comercial da cota, portanto, está menos no volume e mais nas condições de acesso ao mercado americano.

O açúcar que entra dentro do limite estabelecido pelos EUA está sujeito a uma tarifa significativamente menor do que aquela aplicada às importações que ultrapassam a cota.

Para o açúcar bruto, a cobrança dentro da cota é de aproximadamente 0,66 centavo de dólar por libra. Quando o produto entra acima do limite, a tarifa sobe para cerca de 15,36 centavos de dólar por libra.

Convertidos para toneladas, os valores equivalem a aproximadamente US$ 14,60 por tonelada dentro da cota, contra cerca de US$ 338,60 por tonelada fora dela, antes de possíveis tarifas adicionais.

Produtores americanos pressionam por mais proteção

A disputa envolvendo o Brasil faz parte de uma discussão mais ampla sobre a política de proteção do mercado de açúcar dos Estados Unidos.

Durante o 41º Simpósio Internacional de Açúcar, realizado no Colorado, representantes da indústria americana defenderam mudanças nas tarifas aplicadas ao açúcar importado acima das cotas.

Uma das principais reivindicações envolve a chamada tarifa tier 2, criada em 2000 e aplicada às compras que excedem os limites estabelecidos.

Segundo representantes do setor e do USDA, a tarifa teria perdido parte de sua capacidade de conter o avanço das importações estrangeiras.

Estoques elevados aumentam pressão sobre importações

A discussão ocorre em um momento de estoques elevados no mercado americano.

Carlann Unger, responsável pelo programa de açúcar do USDA, afirmou durante o evento que a atual tarifa já não seria alta o suficiente para funcionar como uma barreira efetiva à entrada de produto estrangeiro.

De acordo com ela, os Estados Unidos começaram o ano fiscal de 2026 com o maior nível de estoques de açúcar já registrado.

Para os produtores americanos, o aumento das importações realizadas fora das cotas contribuiu para pressionar os preços domésticos.

A indústria também utiliza estudos para sustentar a necessidade de mudanças na política comercial.

Estudo aponta perdas bilionárias para produtores dos EUA

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas de Risco Agrícola da Universidade Estadual de Dakota do Norte (NDSU) calculou que o crescimento das importações de açúcar acima das cotas teria causado mais de US$ 3 bilhões em perdas aos produtores americanos nas duas últimas safras.

O economista Shawn Arita, um dos responsáveis pelo estudo, afirmou que a pesquisa identificou uma influência significativa das importações sobre os preços praticados no mercado interno dos Estados Unidos.

Nesse cenário, a possível redistribuição das 56 mil toneladas ainda não destinadas ao Brasil ocorre em meio a uma pressão maior por medidas de proteção à indústria açucareira americana.

Para o Brasil, embora o volume represente uma parcela pequena das exportações totais, a manutenção da cota de açúcar é relevante devido à diferença expressiva entre as tarifas cobradas dentro e fora do sistema de cotas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Internacional

25 estados dos EUA acionam Justiça contra tarifas de Trump sobre trabalho forçado

Um grupo de 25 estados dos Estados Unidos ingressou com uma ação no Tribunal de Comércio Internacional, em Nova York, para contestar a nova política de tarifas de Trump sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo Brasil e União Europeia. O processo foi protocolado na segunda-feira (3).

A iniciativa reúne, em sua maioria, estados comandados por governadores democratas. Entre os signatários estão Nova York, Califórnia e Illinois. Dos 25 estados participantes, 23 são administrados por democratas, enquanto Nevada e Vermont, os outros dois integrantes da ação, possuem governadores republicanos.

Medidas foram justificadas pelo combate ao trabalho forçado

As tarifas começaram a valer em 24 de julho de 2026 e estabelecem alíquotas de 10% e 12,5% sobre produtos importados dos países e blocos atingidos.

O governo dos Estados Unidos afirma que as medidas são uma resposta à suposta falha desses parceiros comerciais em impedir a circulação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A justificativa se baseia na Seção 301 da legislação comercial americana, após uma investigação concluir que aproximadamente 60 economias não estariam adotando medidas suficientes para barrar esse tipo de prática em suas cadeias produtivas, prejudicando trabalhadores norte-americanos.

Estados afirmam que cobrança é ilegal

Na ação judicial, os estados alegam que não existe relação lógica entre o combate ao trabalho forçado e a aplicação de tarifas amplas contra dezenas de parceiros comerciais.

A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, afirmou que a administração Trump estaria tentando elevar ilegalmente os custos para famílias e empresas por meio de uma nova rodada de tarifas. Já o procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, declarou que os principais prejudicados são os próprios cidadãos americanos, e não os governos estrangeiros.

Os autores do processo também destacam que condenam o trabalho forçado em qualquer circunstância, mas sustentam que o governo federal não pode utilizar esse argumento como justificativa para manter um sistema tarifário que consideram ilegal.

Em defesa da política comercial, o porta-voz Kush Desai afirmou que os Estados Unidos estão exercendo uma autoridade legal válida para enfrentar práticas internacionais consideradas prejudiciais ao comércio do país.

Governo Trump enfrenta novos desafios na Justiça

O novo processo amplia a lista de disputas judiciais envolvendo a política comercial da administração Trump. Recentemente, um tribunal de apelações dos Estados Unidos decidiu que a maior parte das tarifas impostas pelo governo é ilegal, em ações apresentadas por pequenas empresas e por uma coalizão de estados.

Na decisão, os magistrados entenderam que a legislação aprovada pelo Congresso em 1977 não teria concedido ao presidente poderes ilimitados para impor tarifas comerciais.

Além da ação movida pelos estados, outros processos apresentados por grupos empresariais também questionam a legalidade das cobranças.

As tarifas discutidas neste caso, de 10% e 12,5%, diferem da tarifa de 25% anunciada anteriormente para parte das exportações brasileiras, resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

FONTE: FUP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FUP

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Comércio Internacional

Índia ganha prioridade nas negociações comerciais do Brasil diante das tarifas dos EUA

Em meio ao aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo federal intensificou a busca por novos mercados e enviou uma missão oficial à Índia para ampliar relações comerciais e atrair investimentos.

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, cumpre agenda no país asiático até 7 de agosto, com encontros voltados à expansão das exportações brasileiras e ao fortalecimento da presença do Brasil em um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Missão busca ampliar comércio e investimentos

Segundo o MDIC, a viagem tem como objetivo abrir novas oportunidades para empresas brasileiras e fortalecer os laços econômicos com a Índia.

A agenda inclui compromissos nas cidades de Mumbai, Nova Délhi e Jaipur, reunindo representantes do governo, empresários e instituições estratégicas.

De acordo com Márcio Elias Rosa, a iniciativa ocorre em um cenário de crescente adoção de medidas restritivas ao comércio internacional.

O secretário destacou que o Brasil mantém a defesa do multilateralismo e busca diversificar seus parceiros comerciais. Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Índia superou US$ 15 bilhões, consolidando o país asiático como um dos principais parceiros econômicos brasileiros.

Encontros com grandes empresas indianas

Em Mumbai, a missão prevê reuniões com grupos empresariais como Reliance Industries e Aditya Birla Group, com foco na atração de investimentos para o Brasil.

Já em Nova Délhi, os encontros serão direcionados aos setores de defesa, tecnologia, automação, equipamentos industriais e bens de consumo.

Também está programado um encontro com representantes de empresas brasileiras que já atuam na Índia, entre elas Embraer, WEG, Perto, CBC e Tramontina, para discutir desafios e identificar oportunidades de expansão naquele mercado.

Além disso, a agenda inclui reuniões com entidades como a Confederation of Indian Industry (CII), a cooperativa de fertilizantes IFFCO, o State Bank of India (SBI) e o Adamo Group.

Segundo o ministério, esses encontros podem fortalecer parcerias comerciais e ampliar investimentos em áreas consideradas estratégicas para ambos os países.

Brics também integra a agenda oficial

A viagem inclui ainda compromissos relacionados ao Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e novos países-membros.

Márcio Elias Rosa representará o Brasil em reuniões com autoridades da Índia, China, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Egito e África do Sul.

Entre os temas previstos estão o fortalecimento das cadeias globais de valor, o desenvolvimento sustentável, a ampliação da participação de micro, pequenas e médias empresas no comércio internacional, além da cooperação em comércio digital e da defesa do sistema multilateral de comércio.

Tarifaço dos EUA acelera busca por novos mercados

A missão ocorre após o governo dos Estados Unidos ampliar as tarifas sobre determinados produtos brasileiros.

Como resposta ao novo cenário, o governo brasileiro anunciou um plano de aproximadamente R$ 130 milhões voltado à diversificação de mercados e ao fortalecimento das exportações.

Especialistas avaliam que o Brics pode representar uma alternativa para ampliar o comércio exterior brasileiro, embora os resultados dessa estratégia devam ocorrer principalmente no médio e longo prazo.

Entenda o novo tarifaço dos Estados Unidos

A nova sobretaxa foi implementada após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

A medida acrescentou uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros, somando-se às alíquotas já existentes.

A investigação analisou temas como comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro, regimes tarifários preferenciais e políticas ambientais relacionadas ao combate ao desmatamento.

Pix, etanol e meio ambiente estão entre os pontos questionados

O governo norte-americano sustenta que algumas políticas brasileiras criam condições desiguais de concorrência para empresas dos Estados Unidos.

Entre os aspectos mencionados estão o tratamento regulatório dado ao Pix, barreiras ao etanol americano e acordos tarifários preferenciais firmados pelo Brasil com outros países, como México e Índia.

Outro argumento apresentado pelo USTR envolve a política ambiental brasileira. Segundo o órgão, apesar da existência de legislação para combater o desmatamento, sua aplicação seria insuficiente, fator que, na avaliação americana, gera insegurança jurídica e distorções comerciais.

Café e carne ficaram fora das novas tarifas

Apesar da ampliação das sobretaxas, alguns produtos brasileiros permaneceram fora da medida, entre eles café e carne bovina.

O documento divulgado pelo USTR também prevê exceções para diversos itens considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos, incluindo determinados produtos farmacêuticos, componentes aeronáuticos, ferro-gusa, hidróxido de alumínio, pescados, couros e mel orgânico.

Além disso, o governo americano defende relações comerciais baseadas na reciprocidade e sinalizou a possibilidade de responder a eventuais medidas adotadas pelo Brasil em reação ao tarifaço.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Exportação

Tarifa do açúcar nos EUA é mantida, mas Brasil perde espaço em cota de exportação

As exportações de açúcar brasileiro destinadas aos Estados Unidos dentro da cota tarifária permanecerão isentas da nova sobretaxa de 12,5% anunciada pelo governo norte-americano para diversos produtos importados. Apesar da manutenção das regras atuais para esse volume, o Brasil terá uma redução expressiva na quantidade de açúcar que poderá exportar com condições preferenciais a partir do próximo ano fiscal.

Cota tarifária é reduzida para o Brasil

De acordo com decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o açúcar embarcado dentro da cota continuará sujeito apenas à tarifa já existente, de 25%.

Já os embarques que ultrapassarem esse limite passarão a enfrentar uma carga tributária de 37,5%, resultado da soma da tarifa atual com a nova sobretaxa imposta pelos Estados Unidos.

Embora o regime de cotas tenha sido preservado, a principal alteração está na redução do volume reservado ao Brasil.

Volume de exportação cairá em 2027

No ano fiscal de 2027, que começa em outubro deste ano, a participação brasileira na cota será reduzida de 156 mil toneladas para 100 mil toneladas.

Atualmente, esse benefício atende exclusivamente usinas das regiões Norte e Nordeste, conforme prevê a Lei nº 9.362/1996, que garante acesso preferencial desses produtores aos mercados internacionais de derivados da cana-de-açúcar.

Setor vê aumento da insegurança comercial

Para representantes da indústria sucroenergética, a diminuição da cota amplia as incertezas nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

O presidente-executivo da NovaBio (Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia), Renato Cunha, afirma que ainda não é possível saber se a redução será definitiva ou temporária. Segundo ele, o volume poderá ser restabelecido futuramente ou redistribuído entre os demais países participantes do sistema de cotas.

Na avaliação do dirigente, a mudança dificulta o planejamento das empresas do setor e aumenta a imprevisibilidade para a cadeia produtiva da cana-de-açúcar.

Etanol também preocupa produtores brasileiros

Além do impacto sobre o açúcar, o setor acompanha com atenção as discussões envolvendo o comércio de etanol entre os dois países.

Segundo Renato Cunha, enquanto o açúcar brasileiro continua sujeito a restrições de acesso ao mercado norte-americano, os Estados Unidos defendem maior abertura para exportar etanol ao Brasil.

Para o executivo, o cenário demonstra uma relação comercial desequilibrada, já que os produtores brasileiros enfrentam limitações para vender açúcar aos EUA, enquanto os norte-americanos buscam ampliar o acesso do biocombustível ao mercado brasileiro.

Decisão mantém benefício, mas aumenta incertezas

A manutenção da tarifa atual para o açúcar exportado dentro da cota evita um impacto imediato sobre parte das vendas brasileiras aos Estados Unidos.

No entanto, a redução do volume disponível no regime preferencial e o aumento da tributação para embarques acima desse limite reforçam o ambiente de incerteza para o setor, que agora aguarda os próximos desdobramentos das negociações comerciais entre os dois países.

FONTE: AgroRevenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Internacional

Brasil aciona a OMC contra tarifaço dos EUA e contesta novas barreiras comerciais

O governo brasileiro deu início a uma disputa formal na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Em nota divulgada na noite de segunda-feira (27), o Ministério das Relações Exteriores informou que apresentou um pedido de consultas no mecanismo de solução de controvérsias da entidade, primeira etapa de um eventual processo internacional.

A iniciativa questiona duas medidas adotadas pela administração do presidente Donald Trump, consideradas pelo Brasil incompatíveis com as normas que regem o comércio internacional.

Itamaraty aponta violação às regras da OMC

Segundo o Itamaraty, as tarifas norte-americanas violam compromissos assumidos pelos Estados Unidos no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT 1994) e das regras da OMC para solução de controvérsias.

Na avaliação do governo brasileiro, as medidas são injustificadas e não encontram respaldo nas obrigações multilaterais assumidas pelo país norte-americano.

Tarifa de 25% foi aplicada após investigação comercial

Uma das medidas contestadas entrou em vigor no último dia 22, quando os Estados Unidos passaram a aplicar uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros.

A cobrança é resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), iniciada após o anúncio do primeiro tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, feito em julho de 2025.

A investigação foi conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, instrumento utilizado pelo governo dos EUA para apurar práticas consideradas desleais e autorizar medidas de retaliação comercial.

Governo dos EUA justificou medida por políticas brasileiras

Durante a apuração, o USTR realizou consultas públicas, nas quais diferentes setores da sociedade se manifestaram contra a adoção das tarifas. Apesar disso, o órgão concluiu que determinadas políticas brasileiras gerariam insegurança jurídica e afetariam a concorrência para empresas norte-americanas.

Entre os temas citados pelo governo dos Estados Unidos estão comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes, pirataria, produção de etanol e ações relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal.

Nova tarifa pode elevar alíquota para 37,5%

Além da cobrança de 25%, o governo norte-americano implementou, no último dia 24, uma segunda tarifa de 12,5% destinada a países que, segundo o USTR, não adotariam medidas adequadas para impedir a importação de produtos associados ao trabalho forçado.

Para parte das mercadorias exportadas pelo Brasil, as duas tarifas serão aplicadas de forma cumulativa, elevando a alíquota para 37,5%.

De acordo com cálculos do governo brasileiro, essa cobrança adicional poderá atingir aproximadamente 16,5% de toda a pauta de exportações brasileiras destinada ao mercado norte-americano.

Pedido de consulta é primeira etapa da disputa

O procedimento aberto pelo Brasil na OMC representa o início do mecanismo de solução de controvérsias da organização. Nessa fase, os dois países têm a oportunidade de buscar uma solução negociada antes da eventual instalação de um painel arbitral para julgar o caso.

Caso não haja acordo entre as partes dentro do prazo previsto pelas regras da entidade, o governo brasileiro poderá solicitar o avanço do processo para uma análise formal da disputa comercial.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Comércio Exterior

EUA isentam 471 produtos brasileiros da nova tarifa de 12,5%; veja quais ficam de fora

Os Estados Unidos divulgaram a lista oficial de 471 produtos brasileiros que não serão atingidos pela nova tarifa de 12,5%, anunciada sob a justificativa de reforçar o combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Entre os principais itens beneficiados estão café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja e derivados de açaí.

A relação foi publicada nesta quinta-feira (23) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e reúne exceções distribuídas em 20 categorias de produtos.

A medida entra em vigor na madrugada desta sexta-feira (24). Para os produtos que ficaram fora da lista de isenção, a nova cobrança será somada à sobretaxa de 25% aplicada desde quarta-feira (22), elevando a tributação para até 37,5% em parte das exportações brasileiras.

Quais produtos foram isentos da nova tarifa

Segundo o USTR, os itens excluídos da nova cobrança foram selecionados por sua relevância para o comércio bilateral e pela importância como insumos para a indústria norte-americana.

Entre os principais produtos isentos estão:

  • café;
  • petróleo e derivados;
  • gás natural;
  • fertilizantes;
  • madeira e produtos florestais;
  • suco de laranja;
  • derivados de açaí;
  • defensivos agrícolas;
  • couros e peles;
  • ferro-gusa;
  • resíduos e sucata de alumínio;
  • equipamentos destinados à fabricação de semicondutores;
  • determinados medicamentos e ingredientes farmacêuticos;
  • obras de arte, antiguidades e itens de coleção.

Além desses segmentos, também foram excluídos da medida diversos minerais, resíduos metálicos e matérias-primas utilizadas pelas indústrias de tecnologia e farmacêutica.

Entenda como a medida será aplicada

A nova sobretaxa foi definida após investigação conduzida pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Na avaliação do USTR, o Brasil integra o grupo de países que não adotam mecanismos considerados suficientes para impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seus mercados.

Mesmo com essa conclusão, o órgão decidiu preservar centenas de mercadorias da nova cobrança. Segundo o governo americano, as exceções levam em conta fatores como a relevância econômica dos produtos, compromissos comerciais vigentes e características específicas de determinados setores produtivos.

Produtos sem isenção poderão pagar até 37,5%

Os produtos brasileiros que não constam na lista de exceções estarão sujeitos à nova tarifa adicional de 12,5%.

Como essa alíquota será aplicada de forma cumulativa à sobretaxa de 25% anunciada anteriormente, parte das exportações do Brasil para os Estados Unidos poderá enfrentar uma carga tributária total de 37,5%.

A nova medida também substitui a tarifa global temporária de 10% que vinha sendo aplicada desde fevereiro deste ano.

Outros parceiros comerciais receberam tratamento diferenciado

Além das isenções concedidas por produto, os Estados Unidos estabeleceram regras específicas para alguns países e blocos econômicos.

Argentina, Bangladesh, Camboja, Equador, El Salvador, União Europeia, Guatemala, Indonésia, Jordânia, Malásia, Suíça, Taiwan e Reino Unido receberam tratamento diferenciado em razão de acordos comerciais ou por manterem mecanismos considerados mais robustos de combate ao trabalho forçado.

Em alguns casos, como nas importações de vestuário e produtos têxteis provenientes de Bangladesh, Camboja, Indonésia e Malásia, foi criado um sistema de cotas que permite a entrada das mercadorias sem a tarifa prevista na Seção 301, desde que sejam utilizados algodão e outros insumos produzidos nos Estados Unidos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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