Internacional, Mercado Internacional

Nova regra da UE abre caminho mais fácil para brasileiros mudarem de país dentro do bloco

A União Europeia aprovou a Diretiva 2024/1233, que cria um processo único para imigrantes solicitarem permissão de residência e trabalho, decisão sai em até 90 dias, a regra entra em vigor em 2026 e vale para todos os países do bloco, menos Irlanda e Dinamarca.

A nova regra aprovada pela União Europeia pode ser uma virada para brasileiros: a partir de 2026, quem já tem residência em um país europeu poderá pedir mais facilmente autorização para trabalhar em outro, com decisão mais rápida, de até 90 dias.

Hoje, brasileiros que vivem legalmente em um país da UE precisam enfrentar um novo processo ao mudar de país, mas essa diretiva promete agilizar o caminho.

Mesmo com autonomia local para alguns critérios, todos os países (menos Irlanda e Dinamarca) terão que seguir as novas diretrizes.

O objetivo é facilitar a circulação de imigrantes já regularizados, criando mais oportunidades no mercado europeu.

Você acha que essa mudança vai mesmo abrir mais portas para brasileiros que já vivem na Europa? 

Fonte: Diário do Brasil

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Internacional, Negócios

Alckmin diz esperar assinatura de acordo Mercosul-UE até final do ano

Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento também defendeu que o Brasil deve buscar abrir novos mercados para suas exportações

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (26) que espera que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia seja assinado até o final deste ano.

Em evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, Alckmin também defendeu que o Brasil deve buscar abrir novos mercados para suas exportações.

“Nós temos que ganhar mercado. Primeiro ampliando o Mercosul, já além dos quatro (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) está entrando o quinto, está entrando a Bolívia”, disse Alckmin.

“Depois fazendo acordos. O Mercosul tinha acordo com Egito, Israel e Palestina. Foi feito já Mercosul e Cingapura e agora Mercosul e União Europeia, 27 países dos mais ricos do mundo. Esperamos até o final do ano poder avançar e já estar assinado o acordo Mercosul e União Europeia”.

Depois de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre os blocos sul-americano e europeu foi finalmente anunciado em 2024, mas ainda precisa ser ratificado pelos Parlamentos dos países do Mercosul, assim como pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu.

O acordo enfrenta resistências na Europa, especialmente de ambientalistas que temem um aumento do desmatamento para a produção e posterior exportação de commodities agrícolas, além de uma oposição veemente da França, segunda maior economia da UE, cujo setor agrícola tem grande força política no país.

Fonte: CNN Brasil


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Internacional, Mercado Internacional

Trump prorroga negociações com UE e pausa em tarifas vai até 9 de julho

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse neste domingo, 25, que aceitou dar à União Europeia uma extensão no prazo de negociação para um acordo sobre tarifas. Segundo Trump, ele teve uma conversa telefônica com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e que ela foi “simpática”.

“Ela disse que quer começar uma negociação séria”, disse Trump a repórteres em Nova Jersey, segundo a CNN. O prazo acertado com Leyen é 9 de julho. “9 de julho seria o dia, foi a data que ela pediu. ‘Poderíamos adiar de 1º de junho para 9 de julho?’ Eu concordei. Ela disse que nos reuniremos rapidamente e veremos se podemos resolver algo”, afirmou.

Também neste domingo, Von der Leyen afirmou que teve uma “boa conversa” com Trump e confirmou a extensão no prazo de negociação para 9 de julho. “A Europa está disposta a avançar nas negociações de maneira rápida e decisva. Para chegar a um bom acordo, precisaremos de um tempo extra até o dia 9 de julho”, escreveu ela em sua rede social.

Após essa data, encerraria a “pausa” na imposição de tarifas estabelecidas pelos EUA. Na semana passada, Trump ameaçou impor taxação de 50% sobre produtos da União Européia.

Na última sexta-feira, Trump havia ameaçado, em publicação na Truth Social, impor uma tarifa fixa de 50% sobre a União Europeia, já que o bloco “tem sido difícil de lidar”. Segundo o republicano, a UE foi formada com o objetivo principal de tirar vantagem dos americanos no comércio.

“Nossas discussões com eles (União Europeia) não estão levando a lugar nenhum”, escreveu Trump na ocasião, ao mencionar que as barreiras comerciais europeias, manipulações monetárias e “processos injustos” contra empresas americanas, entre outros, levaram a um déficit comercial com os EUA de mais de US$ 250 milhões por ano.

No início de abril, Trump anunciou um forte aumento de tarifas, o que classificou como “Dia da Libertação” para os americanos. O Brasil, no entanto, ficou entre os países com a menor tarifa, de 10%.

De lá para cá, o presidente americano pausou por 90 dias a implementação do tarifaço contra inúmeros países, e também chegou a um acordo com a China, para suspender as alíquotas mais altas por três meses.

Fonte: MSN

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Internacional, Sustentabilidade

UE classifica o Brasil como ‘risco padrão’ na lei antidesmatamento

Apesar do alívio com a classificação, o Brasil critica a lei da UE por considerá-la tendenciosa e alerta para impactos duradouros no comércio e na reputação.

A Comissão Europeia divulgou nesta quinta-feira sua primeira lista de classificação que classifica os países pelo risco de desmatamento, como parte de novas regras que visam regulamentar a importação de sete commodities para a UE a partir do final deste ano. A medida terá implicações significativas para o comércio agrícola.

O Brasil foi classificado como país de “risco padrão” — essencialmente uma designação de risco médio — ao lado de outras 49 nações. A classificação foi recebida com alívio, já que muitos observadores previam que o país seria rotulado como “alto risco”. Há tempos, alguns enxergam a regulamentação antidesmatamento da UE e sua lista de produtos como uma forma de atingir implicitamente o Brasil.

Apesar disso, a regulamentação e a classificação de risco manterão o Brasil sob constante vigilância da UE. É amplamente esperado que Bruxelas use a lei para questionar a expansão da produção agrícola em determinadas áreas.

Além disso, o sistema de “benchmarking” adotado pela UE prejudica a imagem internacional do Brasil. A abordagem baseada em risco também criará distorções comerciais, favorecendo efetivamente alguns países — como os Estados Unidos — em detrimento de outros.

O Brasil e outras nações produtoras têm se posicionado consistentemente contra a lei antidesmatamento da UE, argumentando que o bloco não tem o direito de impor unilateralmente tais mecanismos. Também questionam a metodologia usada para atribuir os níveis de risco aos países.

Pedro Miguel da Costa e Silva, embaixador do Brasil junto à UE, afirmou:

“Nunca consideramos a lei antidesmatamento uma ferramenta adequada para lidar com o problema que os europeus alegam querer ajudar a resolver. O sistema de classificação de países é um aspecto particularmente prejudicial e discriminatório da legislação. Basta ver como os países da UE votaram em suas próprias classificações — e, sem surpresa, todos acabaram como ‘baixo risco’.”

Apenas quatro países foram classificados como de alto risco: Rússia, Belarus, Mianmar e Coreia do Norte — todos já sujeitos a sanções comerciais da ONU ou da UE para as commodities em questão.

Outros cinquenta países foram incluídos na categoria de “risco padrão”, incluindo grandes exportadores agrícolas da América Latina, África e Ásia. Entre os países do Mercosul, apenas o Uruguai recebeu o selo de “baixo risco”, o que provavelmente explica por que o país não se juntou aos demais na contestação à regulamentação europeia. Na Ásia, Vietnã e Tailândia também receberam classificações de baixo risco, possivelmente devido à disposição de atender certas exigências da UE.

Ao todo, 142 países foram considerados de “baixo risco” de desmatamento. Esse grupo inclui aliados ocidentais importantes, como Austrália e Canadá; potências globais como Estados Unidos, China e Índia — países com os quais a UE deseja manter boas relações ou evitar antagonizar — e outros com pouca floresta restante para desmatar. A UE afirma que a lista foi aprovada por consenso entre os Estados-membros.

Ainda assim, com 50 países na categoria de risco médio, há certo equilíbrio. O Brasil estaria em situação pior se a lista de risco padrão fosse mais curta.

A classificação de risco é baseada na produção dos sete produtos abrangidos pelo Regulamento da UE sobre Desmatamento (EUDR): gado, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja e madeira, além de produtos derivados como couro, chocolate, pneus e móveis. Esses produtos foram selecionados com base em avaliações da UE sobre seu impacto significativo no desmatamento.

A regulamentação visa proibir o acesso ao mercado da UE para essas commodities se forem produzidas em áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020. Exportadores deverão apresentar provas documentais de que sua produção está livre de desmatamento a partir dessa data para poder vender no bloco europeu, que conta com 27 países.

A classificação de risco determina o nível de fiscalização exigido por parte dos países da UE: 9% dos operadores oriundos de países de alto risco, 3% de risco padrão, e 1% de países de baixo risco. Na prática, isso significa que uma porcentagem maior ou menor de contêineres será inspecionada, dependendo da classificação do país exportador.

Os 142 países classificados como “baixo risco” terão acesso a procedimentos de diligência simplificados. Operadores e comerciantes ainda precisarão coletar informações, mas não precisarão avaliar nem mitigar os riscos relacionados ao desmatamento.

A UE sustenta que o sistema de benchmarking por país garante uma implementação simples, justa e econômica da lei antidesmatamento. Bruxelas também afirma que a política já está gerando resultados positivos no combate ao desmatamento, às mudanças climáticas e à perda de biodiversidade. Produtores como o Brasil, no entanto, consideram a legislação falha e discriminatória.

Fonte: Valor International

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Importação, Internacional, Mercado Internacional, Tributação

UE vai impor tarifas para importações de baixo custo

A União Europeia (UE) pretende cobrar uma tarifa de 2 euros sobre bilhões de importações de baixo custo que entram anualmente no mercado interno do bloco. A medida afeta principalmente a China, e representa um duro golpe para varejistas online do país asiático, como Temu e Shein.

A informação foi dada pelo “Financial Times”. O comissário de Comércio, Maroš Šefčovič, disse ao Parlamento Europeu que propôs nesta terça-feira (20) uma taxa de manuseio para lidar com os desafios representados pelos 4,6 bilhões de itens importados anualmente pela UE.

A proposta preliminar da Comissão Europeia prevê a cobrança de uma taxa de 2 euros sobre as vendas diretas. Itens enviados para armazéns serão tributados em 0,50 euros.

Parte da receita gerada serviria para cobrir custos de verificações alfandegárias extras, enquanto o restante deve ser repassado ao orçamento da UE.

Šefčovič prometeu enfrentar o aumento no volume dessas mercadorias, o que, segundo ele, levou a um crescimento de “produtos perigosos e fora das normas”, além de reclamações de varejistas da UE sobre concorrência desleal.

Fonte: Valor Econômico

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Internacional, Negócios

UE e Reino Unido fecham acordos que retomam relação pós-Brexit

A União Europeia (UE) e o Reino Unido fecharam nesta segunda-feira (19) um acordo de redefinição das relações entre os dois lados, em um movimento de reaproximação pós-Brexit.

O acordo firma parcerias em áreas como defesa, comércio, pesca e saúde. Segundo o primeiro-ministro britânico,
Keir Starmer, o trato deve injetar 9 bilhões de libras esterlinas no país.

Anteriormente, o Reino Unido havia proposto uma extensão de quatro a cinco anos do acesso da UE às zonas de pesca do país. O governo britânico concordou com um acordo de longo prazo em troca da facilitação da entrada de produtos alimentícios do país no bloco europeu.

Também foi firmado um pacto de segurança e defesa, que inclui a participação do Reino Unido nas compras de equipamentos deste setor por parte da UE, em um pacote que soma 150 bilhões de euros.

A remoção da burocracia para as exportações agrícolas britânicas também foi acordada entre os dois lados.
Para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o acordo marca uma “virada de página” na relação entre Reino Unido e UE, abalada após a saída da nação do bloco.

O premiê britânico fez coro à declaração de Leyen, afirmando que o tratado pretende superar “velhos debates e disputas políticas.” O acordo sobre pesca gerou reações nos conservadores do Reino Unido, que acusou Starmer de “vender” o setor à UE.

Ambos os lados estiveram envolvidos em intensas negociações durante a noite para acertar os detalhes da nova relação, incluindo um possível esquema de mobilidade juvenil, permitindo a livre circulação de indivíduos com idade entre 18 e 30 anos entre os dois territórios, sob algumas condições.

Embaixadores dos 27 Estados-membros se reuniram na manhã desta segunda para aprovar formalmente o pacote, enquanto os líderes das instituições da UE se dirigiam a Londres para oficializar o acordo.

Fonte: Valor Econômico

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Internacional, Mercado Internacional, Tributação

UE propõe fortes tarifas sobre produtos dos EUA

A União Europeia (UE) ameaçou, nesta quinta-feira (8), impor tarifas sobre produtos americanos no valor de 95 bilhões de euros (618 bilhões de reais) e anunciou uma queixa à OMC pelas tarifas adotadas pelos Estados Unidos.

Os anúncios do bloco europeu coincidem com as declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre um acordo “abrangente e completo” com o Reino Unido. 

A UE insistiu, no entanto, que prefere chegar a um acordo negociado com Washington para evitar uma escalada de tensões tarifárias com consequências imprevisíveis em ambos os lados do Atlântico.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou em um comunicado nesta quinta-feira que o bloco continua “totalmente comprometido” em encontrar “resultados negociados com os Estados Unidos”.

“Acreditamos que existam bons acordos que beneficiem consumidores e empresas em ambos os lados do Atlântico”, acrescentou, embora tenha alertado que “continuamos nos preparando para todas as possibilidades”. 

Formalmente, a Comissão — o braço Executivo da UE — abriu um processo de consulta pública sobre uma lista de produtos americanos que podem estar sujeitos a tarifas se as negociações fracassarem. 

Segundo uma lista provisória publicada pela UE, esses bens estarão “sujeitos a contramedidas” do bloco se as negociações entre Bruxelas e Washington não resultarem em “um resultado mutuamente benéfico”. 

A lista possui 128 páginas e inclui produtos como aviões, automóveis, plásticos e produtos químicos, além de outros itens, como cabelo humano e nozes. 

Essa lista também inclui o bourbon, bebida que havia sido excluída das potenciais contramedidas da UE devido ao risco de desencadear retaliações dos EUA contra o vinho europeu.

Trump alertou que se a UE impusesse tarifas sobre o bourbon, ele retaliaria em 200% sobre as bebidas destiladas do bloco, e a indústria do vinho pediu à UE que restringisse suas ações.

– Opções sobre a mesa –

O comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, disse ao Parlamento Europeu esta semana que 70% das exportações totais do bloco enfrentam tarifas entre 10% e 25%.

De acordo com a Comissão Europeia, as tarifas dos EUA “aumentam os custos das empresas, sufocam o crescimento, alimentam a inflação e aumentam a incerteza econômica”. 

A UE também anunciou que permanece vigilante para evitar que, devido à imposição de tarifas dos Estados Unidos, vários produtos sejam destinados ao mercado europeu pois isso pode levar a desequilíbrios de mercado. 

Em 10 de fevereiro, Trump anunciou tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio da UE. 

Posteriormente, em 2 de abril, o presidente americano anunciou a adoção de “tarifas recíprocas” com seus parceiros comerciais, que no caso da UE foram fixadas em 20%.

Poucos dias depois, Trump anunciou uma “pausa” na aplicação das tarifas de 20% à UE, mas manteve um nível geral de 10%. 

A UE também decidiu impor uma “pausa” em suas tarifas sobre o aço e o alumínio americanos para permitir que as negociações prossigam. 

Enquanto isso, o bloco europeu já sugeriu que poderia usar como ferramenta de retaliação os impostos sobre gigantes da tecnologia dos EUA que operam no espaço europeu, como Apple, Google, Meta e Microsoft. 

Uma autoridade europeia, que falou sob condição de anonimato, afirmou nesta quinta-feira que “todas as opções estão sobre a mesa”.

Fonte: MSN

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