Negócios

Brasil recusa reabrir negociações de acordo Mercosul-UE

França havia proposto salvaguarda para carnes e açúcar

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou à Comissão Europeia que não está disposto a reabrir as negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, concluídas em dezembro passado, no Uruguai.

Segundo o jornal Valor Econômico, o Brasil rejeitou a proposta de analisar uma salvaguarda sugerida pelo presidente da França, Emmanuel Macron, para viabilizar a ratificação do tratado.

Paris propôs a criação de um mecanismo de proteção que seria acionado na UE com base em determinados volumes e preços nas importações de carne bovina, frango e açúcar oriundos dos países do Mercosul.

Durante uma visita de Estado à França no mês passado, Lula pediu a Macron que “abra o coração para a possibilidade de fazer esse acordo”, em meio aos tarifaços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Fonte: ANSA Brasil

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Internacional, Mercado Internacional

União Europeia adota novo pacote de sanções contra a Rússia

Medidas tem foco no petróleo russo e pretendem intensificar pressão econômica

União Europeia adotou nesta sexta-feira, 18, um novo pacote de sanções contra a Rússia, com medidas como a redução no preço máximo do petróleo russo que pode ser exportado, informaram fontes oficiais.

“A UE acaba de aprovar um dos pacotes de sanções mais duros contra a Rússia”, comemorou a ministra das Relações Exteriores da UE, Kaja Kallas.

Segundo Kallas, “toda sanção enfraquece a capacidade da Rússia de travar uma guerra. A mensagem é clara: a Europa não recuará em seu apoio à Ucrânia”.

Este pacote de sanções encontrou até agora oposição da Eslováquia, cada vez mais próxima de Putin, e com temor dos efeitos internos de tais medidas, embora o país tenha recebido garantias da UE.

O novo conjunto de medidas determina uma redução no preço máximo do petróleo russo exportado para países terceiros ao redor do mundo, para 15% abaixo do valor de mercado.

Esse teto é uma iniciativa do G-7 que visa limitar a quantidade de dinheiro que a Rússia ganha com a exportação de petróleo.

Com o novo pacote de medidas restritivas, a UE adicionou cerca de 70 embarcações à lista de sanções por pertencerem à chamada “frota fantasma”, usada pela Rússia para contornar restrições adotadas anteriormente.

Assim, o número de embarcações incluídas na lista de sanções passa a ser de 419.

Essa “frota fantasma”, geralmente composta por embarcações obsoletas e não registradas, opera principalmente no Mar Báltico e com tripulações inexperientes.

O pacote de medidas acordado na sexta-feira também inclui sanções contra uma refinaria de petróleo de propriedade russa na Índia e dois bancos chineses.

Essas sanções foram acordadas pelos representantes permanentes dos países da UE em Bruxelas e devem ser adotadas formalmente em nível ministerial nesta sexta-feira.

Fonte: Estadão

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Comércio Exterior, Exportação

Ministro Fávaro trata com comissário da UE medidas para retomada das exportações de carne de frango

Em videoconferência, ministro reforça a eficácia do sistema sanitário brasileiro, para União Europeia reconhecer Brasil como país livre da gripe aviária

Nesta quinta-feira (10), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou de uma reunião de alto nível por videoconferência com o comissário de Saúde e Bem-Estar Animal da União Europeia (UE), Olivér Várhelyi. O encontro teve como objetivo discutir os próximos passos para a retirada das restrições impostas pelo bloco europeu às exportações de carne de frango brasileira, após a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no município de Montenegro (RS), em maio deste ano.

Ao destacar a importância da reunião, o ministro Fávaro reforçou a eficiência do sistema sanitário brasileiro e afirmou que o país já concluiu todas as medidas exigidas, tendo inclusive recuperado o status de livre da doença junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). “Não se trata de comemorar a crise, mas sim de reconhecer a oportunidade que tivemos de demonstrar a robustez do nosso sistema sanitário. Cumprimos todos os protocolos, controlamos o foco e, conhecendo os regulamentos sanitários brasileiros e europeus e sua equivalência – com as devidas particularidades -, venho solicitar formalmente o reconhecimento, também por parte da União Europeia, do Brasil como país livre da gripe aviária. Essa é a principal solicitação desta reunião”, afirmou Fávaro.

O comissário Olivér Várhelyi agradeceu a transparência do governo brasileiro em relação ao surto e reconheceu a agilidade das autoridades na contenção da doença. “Como você sabe, nossas regras vão além dos parâmetros definidos pela OMSA. Ainda precisamos de informações adicionais sobre seu programa de vigilância. Trata-se de um procedimento técnico e rotineiro, aplicado de forma uniforme tanto a países terceiros quanto aos próprios Estados-membros da União Europeia”, explicou Várhelyi.

Ao final da videoconferência, o ministro Fávaro afirmou que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está mobilizado para atender às exigências adicionais da UE com a maior celeridade possível. “Saio satisfeito com os encaminhamentos da reunião e confiante de que, com o envio das informações complementares solicitadas, o Brasil terá seu status sanitário devidamente reconhecido pela União Europeia, permitindo a retomada plena das exportações de carne de frango”, disse o ministro.

Também participaram da reunião o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart; o secretário adjunto de Defesa Agropecuária, Allan Alvarenga; o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira; o diretor do Departamento de Saúde Animal da SDA, Marcelo Mota; a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do Mapa, Carla Madeira e o adido agrícola do Brasil em Bruxelas/UE, Glauco Bertoldo.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Internacional, Negócios

Brasil e UE buscam concluir acordo Mercosul‑UE até dezembro

O Brasil e a União Europeia estabeleceram o compromisso de concluir as negociações do aguardado acordo Mercosul‑UE até dezembro deste ano. O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, durante visita oficial a São Paulo, com o objetivo de “enviar um sinal global de estabilidade” em meio à crescente onda protecionista no cenário internacional. 

Costa afirmou que, embora o prazo seja curto, a meta é realizar a assinatura ainda em dezembro, coincidente com a presidência rotativa brasileira no Mercosul. Para viabilizar esse desfecho, destaca-se a viagem do presidente Lula à França, considerada peça-chave para superar resistências de países como a França, que ainda mantém objeções ao acordo. 

Segundo a análise do Poder360, o consenso entre os 27 países-membros da UE só será possível com a superação de oposições sustentadas, especialmente por parte do setor agrícola europeu, que teme impactos relacionados ao desmatamento e à concorrência. 

Principais pontos do acordo: 

– Dimensão econômica e política: Criação de uma zona de livre comércio que abrange mais de 720 milhões de pessoas e representa mais de 20% do PIB mundial, trazendo uma mensagem de fortalecimento do multilateralismo. 

– Processo em andamento: Após o pacto político assinado em dezembro de 2024, está em curso a tradução para os 24 idiomas oficiais da UE, com previsão de envio ao Conselho Europeu ainda em junho ou julho. 

– Desafios ainda existentes: A ratificação plena depende da aprovação nos parlamentos nacionais do Mercosul e na Assembleia Europeia, processo que pode enfrentar atrasos e condicionantes. 

O que isso representa para o Brasil: 

Para o Brasil e os demais países do Mercosul, a conclusão do acordo oferece: 

– Acesso facilitado ao maior mercado consumidor global, com potencial de atrair investimentos e ampliar as exportações;

– Maior estabilidade e previsibilidade no comércio internacional, com redução de barreiras tarifárias e diluição de risco regulatório; 

– Fortalecimento do diálogo político e econômico com a UE, especialmente em temas de sustentabilidade e responsabilidade social. 

Relevância para Feaduaneiros e seus clientes 

A Feaduaneiros atua diretamente nas rotinas aduaneiras, precisamente impactadas por grandes transformações no ambiente de comércio exterior. A ratificação do acordo Mercosul‑UE pode: 

– Aumentar o volume de operações de importação e exportação; 

– Demandar maior expertise em regimes preferenciais, conformidade e certificações técnicas; 

– Trazer novas oportunidades para projetos de compliance, assessoria aduaneira e capacitação das equipes envolvidas. 

Fonte: El País, CNN Brasil, Poder360

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Negócios

MDIC defende parceria para concretização do acordo Mercosul-União Europeia

Secretário-executivo Márcio Elias Rosa participa de encontro entre empresários e agentes públicos dos dois países

O acordo Mercosul-União Europeia é a melhor resposta para um momento geopolítico extremamente conturbado. A avaliação foi feita pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), que acontece nesta segunda-feira (16/6) em Salvador, Bahia.

 “Ao considerarmos a ideia de que formamos blocos econômicos capazes de promover o desenvolvimento para todos, e não apenas para os seus, o acordo da União Europeia é o caminho e a Alemanha é o grande parceiro”, ressaltou para um público de empresários e autoridades governamentais.

Em viagem à França no início deste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou a determinação em assinar o acordo entre Mercosul e União Europeia no segundo semestre de 2025 durante a liderança do Brasil no bloco regional do qual faz parte.

Márcio Elias Rosa observou que o acordo não prejudica a capacidade produtiva de nenhum parceiro e defendeu a importância das nações se unirem em favor do multilateralismo. “A OMC nunca fez tanta falta como agora, nesse período. É preciso que o comércio internacional seja o resultante de boas políticas industriais, baseado em regras claras e que a economia seja capaz de garantir previsibilidade”, afirmou.

Cenário favorável

O secretário falou sobre o ambiente favorável a investimentos no Brasil, destacando a reforma tributária aprovada pelo governo no Congresso. “Talvez a mãe de todas as mudanças, porque ao desonerar investimentos, desonerará exportações, evidentemente, mas sobretudo investimentos, melhora o ambiente de negócios, junto com o nosso Programação de Aceleração do Crescimento (PAC)”, disse.

Ele observou ainda que para a evolução desse cenário, é preciso que se garanta estabilidade, previsibilidade econômica, segurança jurídica para que o setor produtivo possa atuar.

Programas como Nova Indústria Brasil (NIB), Brasil +Produtivo, Regime Especial da Indústria Química (REIQ) e o Mover, voltado para a indústria automobilística, foram destacados pelo secretário-executivo como um conjunto de medidas voltado aos negócios sustentáveis.

Atualmente, a Alemanha é o quarto país com maior fluxo comercial com o Brasil, tendo somado quase US$ 20 bilhões em 2024, aumento de 4,4% sobre 2023. A Alemanha também é o país com maior volume de cooperação técnica com o Brasil em meio ambiente e energia.

A programação deste primeiro dia do encontro está baseada em temas como descarbonização, acordo Mercosul-União Europeia e integração energética.

A agenda do secretário-executivo de amanhã, 17 de junho, estará reservada para a reunião da Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha (Comista), composta por representantes governamentais e empresariais dos dois países.

Sustentabilidade nos negócios

Promovido em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), o Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) traz, em sua 41ª edição, como tema geral “Novas parcerias para negócios sustentáveis”, envolvendo assuntos como transição energética, descarbonização, mineração, agronegócio, infraestrutura e economia circular.

Na terça-feira, será realizada a 51ª edição da Comista, que é copresidida, pelo lado brasileiro, pela secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixadora Maria Laura da Rocha, e pelo secretário Márcio Elias. Do lado alemão, pela secretária de Estado Parlamentar do Ministério Federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha – BMWE, Gitta Connemann.

A última reunião foi realizada em Wolfsburg, na Alemanha, em setembro de 2024. A Comista é considerada o mais tradicional mecanismo de conversações entre os dois países.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia, Internacional, Negócios

Acordo com UE, inovação e economia de baixo carbono são prioridades na relação com Alemanha

Presidente da FIESC acompanha evento que discute também cooperação em saúde, energia e minerais críticos na Bahia

Com o objetivo de fomentar parcerias e a cooperação entre Brasil e Alemanha, empresários brasileiros e alemães e representantes dos governos dos dois países estão reunidos nesta segunda (16) e terça-feira (17), em Salvador (BA). O 41º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) está sendo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).

Do lado brasileiro, a indústria propõe a discussão de uma agenda com onze pontos prioritários, entre eles a ratificação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, o acordo é muito importante para o Brasil. “Eventos como esse são importantes para estreitar os laços históricos com a Alemanha. O Brasil e Santa Catarina têm muito a ganhar com a ratificação do acordo com a União Europeia, que também trará benefícios à Europa. As relações comerciais têm potencial de avançar exponencialmente, assim como a cooperação para a inovação”, avaliou.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o momento da geopolítica é singular para concretizar o acordo. “O tratado cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo 20% da economia global e mais de 720 milhões de consumidores. O acordo garante ao Brasil e aos demais países do Mercosul acesso preferencial a importantes mercados, facilitando a inserção internacional e ampliando as oportunidades de comércio e investimentos entre os dois blocos”, enfatizou Alban.

Michael Heinz, representante da Comissão da Indústria Alemã e membro do Conselho de Administração da Basf, destacou a importância de parcerias estratégicas diante do novo cenário global. “Brasil e Alemanha têm as melhores condições para desenvolver produtos inovadores e de alta tecnologia. Além disso, o Brasil é um ator global da transformação energética e da economia verde, e o Mercosul tem um peso relevante para estabelecer parcerias com importantes mercados”, concluiu.

Também estão na pauta brasileira a cooperação sobre regras ambientais da União Europeia. Como foco em energia, o empresariado brasileiro debate ainda a possibilidade de mobilizar recursos do Global Gateway, do Banco Europeu de Investimento e de outras fontes, para financiar projetos de interconexão elétrica entre o Brasil e países da América Latina, além da criação de uma plataforma de cooperação bilateral para projetos de energia renovável e hidrogênio verde.

A agenda do Brasil inclui também acordos de cooperação em saúde e insumos farmacêuticos e para a agregação de valor nos minerais críticos, além de uma nova proposta para evitar a dupla tributação.  

A abertura do evento contou com a presença dos presidentes da CNI, Ricardo Alban, e de diversas federações industriais, entre as quais a FIESC, além de autoridades como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Fonte: FIESC

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Internacional, Mercado Internacional

Tarifaço de Trump pode influenciar em acordo entre União Europeia e Mercosul

Avaliação é do economista Ricardo Amorim, diante da entrada em vigor das novas tarifas impostas pelo presidente americano

Os conflitos econômicos entre Estados Unidose a China, bem como outros países, à exemplo da Rússia e Ucrânia, têm beneficiado o Brasil e a América Latina. Segundo análise do economista Ricardo Amorim, o acordo entre União Europeia e Mercosul pode sair após 25 anos de tratativas entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro semestre de 2026.

Palestrante do primeiro dia da Feira Brasileira de Sementes (Febrasem), em Rondonópolis, nesta quarta-feira (11), a perspectiva da assinatura do acordo decorre da possibilidade de no próximo dia 9 de julho novas tarifas impostas pelos Estados Unidos entrarem em vigor para a União Europeia entrar em vigor.

“O que bloqueia esse acordo até hoje é o protecionismo do produtor na Europa, mas, fundamentalmente, em três países: Áustria, Polônia e França”.

De acordo com Ricardo Amorim, a Áustria já teria se posicionado que “pode aprovar isso amanhã”, assim como a Polônia.

“O último é a França, mas vai acontecer. A França é um barril de pólvoras, particularmente, em volta de Paris. Se de fato no dia 9 de julho a tarifa que o Trump prometeu que colocaria entrar em vigor e o preço dos alimentos começarem a subir pesadamente na Europa, a popularidade dos governos lá vai despencar”.

Ainda segundo a análise do especialista, “na hora em que o Macron falar entre o pescoço dele e o produtor francês vai ter: ‘agricultor sinto muito, eu vou proteger o meu pescoço nessa brincadeira’”.

Brasil grande país emergente de risco zero

Atualmente existem 165 países emergentes e o Brasil nos últimos meses se tornou o único com risco geopolítico perto de risco zero no mundo.

Outro fator diante dos conflitos econômicos e geopolíticos vividos hoje, uma vez que há cerca de um ano investidores começaram a retirar dinheiro da China em eminência da reeleição do presidente Donald Trump e a promessa de endurecer as questões comerciais com a gigante da Ásia.

“A Rússia já estava em guerra e a Índia entrou há cerca de duas semanas. Só sobrou o Brasil. O resumo da ópera é simples. Vai entrar investimento no Brasil, que por sua vez vai gerar emprego, porque estamos ganhando de WO. ‘Ah, está tudo as mil maravilhas no Brasil’. Muito longe disso. É só que não está pior”, pontuou Ricardo Amorim.

Conforme o economista, entender o Brasil, entender a economia brasileira hoje, requer entender o conceito do “é o que temos para hoje”.

Diante do cenário atual brasileiro e mundial, Ricardo Amorim conclui que o “agro vai crescer em volume e receita mais do que se imagina”, uma vez que diversos países estão mirando os olhos para o Brasil, bem como a economia nacional vai crescer, “apesar dos muitos problemas que o país tem, lembrando que existem fases, então vamos aproveitar a boa fase”.

Além disso, ressaltou a importância do uso da tecnologia para as tomadas de decisões. “Da mesma forma que a tecnologia de sementes faz toda a diferença, a tecnologia geral também faz”.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Internacional

Secretária do MDIC reafirma compromisso com assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia

Em Bruxelas, Tatiana Prazeres aprofunda diálogo comercial e reitera caráter mutuamente benéfico do acordo

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Tatiana Prazeres, cumpre agenda nesta semana em Bruxelas com o objetivo de reafirmar o compromisso do Brasil a favor da assinatura do acordo comercial com a União Europeia e ampliar o diálogo em temas estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

No encontro desta quinta-feira (12/6) com a diretora-geral da Direção-Geral do Comércio (DG Trade) da Comissão Europeia, Sabine Weyand, a secretária destacou a importância da assinatura do acordo de parceria Mercosul–União Europeia ainda neste ano.

Também foram abordados temas regulatórios de grande relevância para o setor produtivo brasileiro, como a Regulação Europeia Antidesmatamento (EUDR), entre outros assuntos da agenda bilateral.  Participou também do encontro o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, Representante Permanente do Brasil junto à União Europeia.

Segundo Tatiana Prazeres, esta é uma janela de oportunidade que precisa ser aproveitada. “O acordo com a União Europeia é estratégico para todos os países envolvidos e representa um passo importante na diversificação de mercados e na valorização do comércio baseado em regras claras e previsíveis”, afirmou.

Fórum

A agenda institucional foi complementada pela participação da secretária no Brussels Forum 2025, principal conferência anual promovida pelo German Marshall Fund of the United States (GMF).

No painel “Guerras Comerciais e uma Nova Ordem Econômica Americana: Implicações para a Europa e o Mundo?”, realizado na quarta-feira (11/6), Tatiana Prazeres dividiu o palco com autoridades e lideranças empresariais para debater os impactos das tensões geoeconômicas e suas repercussões para o comércio internacional, aproveitando para reforçar a importância do acordo entre os dois blocos no atual cenário externo. 

Ela também participou de evento paralelo voltado à competitividade econômica e à construção de estratégias para enfrentar os desafios impostos pelas transformações tecnológicas e geopolíticas.

Fonte: GOV – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Exportação, Industria

Brasil pode multiplicar 22 vezes exportações à UE com aço e alumínio mais ‘verdes’, diz BCG

Investindo na descarbonização da indústria de minérios, o Brasil pode atrair entre 10 e 15 bilhões de euros em investimentos e multiplicar as exportações para a União Europeia em 20 a 22 vezes, afirma estudo da consultoria BCG (Boston Consulting Group) apresentado em Paris nesta segunda-feira (2).

Analisando reservas naturais brasileiras e uma disponibilidade de energia renovável que tende a crescer, a pesquisa sustenta que o país tem uma boa oportunidade de aumentar mercado atendendo anseios de grandes indústrias europeias no setor automotivo, por exemplo, que já fixaram metas de adquirir matéria-prima menos intensiva em emissões de gases estufa.

Fonte: Um Só Planeta 

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Comércio Exterior, Negócios

Mercosul e UE finalizam revisão jurídica e acordo comercial dá novo passo

Secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres acredita que, mantido o ritmo dos trabalhos, acordo pode entrar em vigor em 2026

A revisão jurídica do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE) foi concluída nos últimos dias, marcando mais um passo para a negociação da parceria entre os blocos. Esta etapa está voltada a assegurar a consistência, harmonia e correção linguística e estrutural aos textos.

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), Tatiana Prazeres, afirmou em entrevista à CNN que a revisão legal bem-sucedida e no prazo previsto é um “novo sinal de compromisso entre as partes”.

Este é o primeiro avanço do acordo de livre-comércio desde sua conclusão, anunciada pelos blocos em dezembro do ano passado. O próximo passo é traduzir o acordo da língua inglesa para as 23 línguas oficiais da UE e as duas línguas oficiais do Mercosul, entre as quais a portuguesa.

“A conclusão da revisão é um passo essencial. E a tradução já havia sido iniciada nos capítulos que foram revisados mais cedo”, disse Tatiana Prazeres à CNN.

Depois da tradução, há a assinatura do acordo e o início do processo de internalização — o principal desafio para a parceria. Neste momento, o Conselho Europeu e a

Comissão Europeia, órgãos do Executivo e Legislativo da UE, além dos governos e parlamentos sul-americanos, precisam chancelá-lo.

Segundo Tatiana, o contexto geopolítico atual joga a favor do avanço do acordo, enquanto o fortalecimento da relação poderia proteger os blocos de danos causados pelas tarifas do presidente norte-americano, Donald Trump. Este aspecto se soma aos ganhos econômicos de lado a lado, argumenta.

Para a secretária, mantido o ritmo atual de trabalhos, o acordo de livre comércio pode entrar em vigor em 2026, ainda no governo Lula.

Fonte: CNN Brasil


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