Transporte

Cancelamento de viagens marítimas deve atingir 48 saídas nas próximas quatro semanas

Um levantamento da consultoria Drewry indica que 48 viagens marítimas serão canceladas nas próximas quatro semanas, dentro de um total de 701 partidas programadas. Apesar do número de cancelamentos, a expectativa é de que cerca de 93% dos navios cumpram seus itinerários conforme o planejado.

Principais rotas concentram 7% dos cancelamentos

Entre a semana 3 e a semana 7 do calendário, período que vai de 12 de janeiro a 15 de fevereiro, as rotas mais estratégicas do comércio global — Transpacífico, Transatlântico e Ásia–Norte da Europa/Mediterrâneo — devem registrar um índice combinado de 7% de saídas em branco em relação ao total anunciado.

Transpacífico lidera número de viagens canceladas

A distribuição dos cancelamentos mostra forte concentração em rotas específicas. O Transpacífico no sentido leste responde por 40% das viagens suspensas, seguido pelo corredor Ásia–Europa/Mediterrâneo, também com 40%. Já o Transatlântico no sentido oeste concentra os 20% restantes.

Fretes sobem após aplicação de GRIs sazonais

No início de janeiro, as tarifas de frete marítimo apresentaram consolidação após a implementação de GRIs (General Rate Increases) sazonais. Os maiores reajustes foram observados nas rotas Transpacíficas, com alta de 23%, e Ásia–Europa/Mediterrâneo, que avançaram 12%. No Transatlântico, o aumento foi mais moderado, em torno de 2%.

Congestionamento europeu e clima aumentam a incerteza

Segundo a Drewry, a congestão portuária na Europa, intensificada pelas condições climáticas de inverno, segue impactando a confiabilidade dos cronogramas, especialmente nos fluxos comerciais Leste–Oeste. Esse cenário adiciona um novo fator de risco para embarcadores e operadores logísticos.

Ano Novo Lunar exige planejamento flexível

Com a aproximação do Ano Novo Lunar, o mercado apresenta sinais mistos. A consultoria reforça que o momento exige planejamento logístico flexível e atenção redobrada às variações de oferta e demanda ao longo do ano.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Comércio Internacional

CMA CGM lança serviço KEA e fortalece rota direta entre a Costa Leste dos EUA e a Oceania

A CMA CGM anunciou o lançamento do serviço KEA, nova rota marítima que amplia a conexão direta entre a Costa Leste dos Estados Unidos e a Oceania. A iniciativa reforça a presença da armadora em um dos corredores mais relevantes do comércio internacional e complementa o serviço RTW PAD, consolidando a companhia como a única a oferecer duas saídas semanais nesse eixo logístico.

Nova rota amplia integração logística

No sentido sul, o serviço KEA parte da Costa Leste norte-americana com escalas nos portos de Nova York, Filadélfia, Savannah e Charleston. A configuração fortalece a integração entre importantes centros econômicos dos Estados Unidos e os mercados da Oceania, além de incluir uma escala de importação em Tauranga, um dos principais hubs portuários da Nova Zelândia.

Escalas estratégicas no retorno

No trajeto de retorno ao norte, o serviço contempla escalas em Port Chalmers, também na Nova Zelândia, e em Charleston, ampliando as alternativas logísticas para exportadores e importadores. O itinerário ainda passa por portos estratégicos como Balboa, no Panamá, Cartagena, na Colômbia, Manzanillo, no México, além de Sydney e Melbourne, na Austrália.

Mais previsibilidade e cobertura global

Com a entrada em operação do KEA, a CMA CGM amplia sua cobertura global e oferece maior previsibilidade operacional aos clientes. O serviço atende à crescente demanda por rotas diretas, menor transit time e maior confiabilidade nas cadeias logísticas internacionais. A combinação entre KEA e RTW PAD posiciona a armadora em um patamar diferenciado no comércio entre as Américas e a Oceania.

Estratégia de longo curso

A nova rota está alinhada à estratégia da CMA CGM de investir em soluções logísticas integradas, fortalecendo sua atuação em rotas de longo curso e consolidando sua posição entre os principais armadores globais.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CMA CGM

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Logística

Notificação de contêineres perdidos no mar passa a ser obrigatória a partir de 2026

Entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 a obrigatoriedade de notificação de contêineres perdidos no mar, conforme atualização do Capítulo V da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (Solas). A mudança tem como objetivo reforçar a segurança marítima e reduzir impactos ambientais causados por cargas à deriva, segundo informou a seguradora marítima Gard.

Perdas cresceram em meio a desvios de rotas globais

De acordo com o relatório mais recente do World Shipping Council, foram registrados 576 contêineres perdidos em 2024, número superior ao do ano anterior. O aumento ocorreu em um cenário marcado por mudanças nas rotas marítimas globais, especialmente devido ao crescimento de 191% nas travessias pelo Cabo da Boa Esperança, motivadas pelos desvios do Mar Vermelho.

A Autoridade de Segurança Marítima da África do Sul informou que quase 200 contêineres foram perdidos nessa região, o equivalente a 35% do total anual. Em 2025, no entanto, não houve repetição desse volume de ocorrências.

Regras valem para todas as embarcações com contêineres

As novas exigências foram estabelecidas pela Resolução MSC.550(108) e se aplicam a qualquer embarcação que transporte contêineres, bem como àquelas que identifiquem unidades à deriva. A partir de agora, os comandantes devem comunicar imediatamente tanto a perda quanto o avistamento de contêineres às autoridades competentes, aos Estados de bandeira e a outras embarcações na área.

A notificação deve conter informações como:

  • identificação do navio;
  • localização do incidente;
  • data e horário;
  • quantidade estimada de contêineres;
  • tipo e dimensões das unidades;
  • indicação de carga perigosa, com números da ONU, quando aplicável.

A Circular CCC.1/Circ.7 da Organização Marítima Internacional (IMO) traz modelos de formulários e orientações para padronizar os comunicados feitos pelos Estados-membros.

Atualizações podem ser exigidas após a ocorrência

A norma reconhece que nem sempre todas as informações estarão disponíveis no momento do incidente. Por isso, relatórios complementares poderão ser apresentados posteriormente. Sempre que possível, a embarcação deverá realizar inspeção detalhada para confirmar os dados.

Caso o navio não consiga se comunicar ou precise ser abandonado, caberá ao armador assumir a responsabilidade pela notificação, dentro do que for tecnicamente viável.

Setor marítimo atua para reduzir perdas

Paralelamente à nova exigência, o setor segue investindo em prevenção. O Grupo Internacional de Clubes de P&I participa do projeto TopTier, coordenado pelo Instituto de Pesquisa Marítima da Holanda, que reúne mais de 40 organizações para analisar as causas das perdas de contêineres.

O estudo, encaminhado à IMO em setembro, aponta fatores como condições meteorológicas severas, falhas operacionais, processos de carregamento e amarração, limitações estruturais e práticas de inspeção como pontos críticos a serem aprimorados.

Adequação passa a ser prioridade para armadores

Com a nova regulamentação em vigor, armadores, operadores e comandantes são orientados a revisar seus Sistemas de Gestão de Segurança, bem como os procedimentos internos de registro e comunicação, garantindo conformidade com a Solas e maior segurança na navegação internacional.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mundo Marítimo

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Comércio Exterior

CMA CGM e Maersk reestruturam serviço entre Ásia e Costa Leste da América do Sul

As gigantes do transporte marítimo CMA CGM e Maersk anunciaram uma reestruturação no serviço conjunto que conecta a Ásia à Costa Leste da América do Sul, com início previsto para o final de dezembro de 2025. A mudança inclui novas escalas estratégicas e ajustes operacionais voltados à eficiência logística e à adequação à demanda do mercado.

Nova rota inclui Hong Kong e Itajaí

Com a atualização, o serviço passará a escalar Xangai, Hong Kong, Shekou, Singapura, Santos, Itajaí, Singapura e novamente Xangai. A operação será realizada com uma frota de 11 navios, com capacidade entre 6.000 e 10.000 TEUs, segundo informações da consultoria Alphaliner.

A primeira viagem da nova rotação está programada para começar em 30 de dezembro, com a escala do navio Prestige, de 6.350 TEUs, operado pela Maersk, no porto de Xangai.

Ajustes buscam reforçar conexão entre Ásia e Brasil

A CMA CGM informou que a mudança faz parte de uma atualização em seu serviço SEAS 3, com foco em melhorar a conectividade entre a Ásia e o Brasil. A companhia destaca que a revisão da rota responde às dinâmicas atuais do mercado e reforça o compromisso com eficiência logística e suporte ao crescimento dos clientes.

Maersk anuncia cancelamentos programados

Já a Maersk comunicou a implementação de blank sailings em seu serviço ASAS2. A decisão está relacionada à necessidade de ajustar a oferta à demanda vigente, preservando a confiabilidade dos cronogramas e o equilíbrio da rede global de transporte.

Acordo amplia presença no Pacífico

Além das mudanças na rota Ásia–América do Sul, a Maersk também firmou recentemente um acordo de slot charter que permite à CMA CGM operar espaços em seu serviço Oceania, que conecta a Costa Leste dos Estados Unidos à Austrália, Nova Zelândia e ao Pacífico Sul.

A iniciativa reforça a cooperação entre as duas companhias e amplia as opções logísticas para os mercados atendidos.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Complexo Portuário de Itajaí movimenta 1,5 milhão de toneladas em novembro e registra crescimento de 20%

O Complexo Portuário de Itajaí encerrou o mês de novembro de 2025 com a movimentação de 1.516.914 toneladas, resultado que representa um crescimento de aproximadamente 20% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 1.269.328 toneladas.

No recorte do Porto de Itajaí, considerando exclusivamente o cais público e a área comercial, a movimentação em novembro foi de 564.517 toneladas, evidenciando a importância do porto público dentro do conjunto das operações.

Acumulado do ano reforça retomada e crescimento do setor portuário em Itajaí

De janeiro a novembro de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí acumulou 14.225.986 toneladas movimentadas, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2024 (12.804.927 toneladas).

Já o Porto de Itajaí (cais público + área comercial) soma, no mesmo período, 4.277.115 toneladas, frente a 754.052 toneladas no acumulado de 2024.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, os números confirmam o novo momento do porto público e do complexo como um todo:

“O acumulado do ano confirma a força da retomada do Porto de Itajaí e do Complexo Portuário. De janeiro a novembro, o Complexo já movimentou 14,2 milhões de toneladas, e, dentro desse resultado, o porto público — considerando o cais público e a área comercial — respondeu por mais de 4,27 milhões de toneladas. Isso demonstra regularidade operacional, eficiência e confiança do mercado, com impacto direto na economia de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil.”

PRINCIPAIS NÚMEROS | PORTO DE ITAJAÍ

Novembro de 2025

    •    Complexo Portuário: 1.516.914 toneladas

    •   +20% em relação a novembro de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 564.517 toneladas

Acumulado do Ano (jan–nov/2025)

    •    Complexo Portuário: 14.225.986 toneladas

    •    +11% em relação ao mesmo período de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 4.277.115 toneladas
          (Em 2024: 754.052 toneladas)

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Logística

DHL e CMA CGM impulsionam logística marítima de baixo carbono com uso de biocombustíveis

A DHL Global Forwarding e a CMA CGM anunciaram uma parceria estratégica voltada à descarbonização do transporte marítimo de contêineres. A iniciativa prevê o uso conjunto de 8.990 toneladas métricas de biocombustível de segunda geração (Ucome), o que deve resultar em uma redução estimada de 25 mil toneladas de CO₂ equivalente nas emissões associadas às operações do serviço GoGreen Plus, da DHL.

A colaboração amplia as alternativas para que embarcadores reduzam, de forma prática, a pegada de carbono de suas cadeias logísticas internacionais, ao mesmo tempo em que impulsiona a adoção de combustíveis sustentáveis no transporte marítimo global.

Avanço na descarbonização do transporte marítimo

Segundo Casper Ellerbaek, Head Global de Ocean Freight da DHL Global Forwarding, a iniciativa marca um avanço relevante na agenda ambiental do setor. “Essa parceria reforça nosso compromisso com cadeias de suprimentos de baixo carbono. Ao ampliar o uso de combustíveis marítimos sustentáveis, ajudamos nossos clientes a cumprir metas climáticas e promovemos mudanças estruturais no setor”, afirma.

A ação conjunta combina o GoGreen Plus, da DHL, com o ACT+, solução de transporte sustentável da CMA CGM. Na operação, a armadora será responsável pelo fornecimento físico do biocombustível à sua frota, enquanto a DHL utiliza o modelo Book & Claim, que garante que os benefícios ambientais sejam atribuídos corretamente aos embarques contratados.

Redução significativa das emissões de CO₂

Com o uso de combustíveis alternativos, os clientes podem alcançar reduções de até 80% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), considerando todo o ciclo “well-to-wake”. A estratégia amplia o acesso a soluções de logística sustentável, mesmo quando o transporte não ocorre diretamente em navios abastecidos com combustível verde.

Compromisso com metas climáticas globais

A iniciativa reforça os compromissos de longo prazo das duas empresas com a agenda climática. A DHL tem como meta atingir emissões líquidas zero até 2050 em todas as suas operações globais. Já a CMA CGM vem investindo fortemente em frota de baixo carbono e combustíveis alternativos.

De acordo com Olivier Nivoix, vice-presidente executivo de Shipping da CMA CGM, a parceria demonstra o impacto da cooperação entre grandes players do setor. “O ACT+ oferece soluções escaláveis e confiáveis, apoiadas por uma frota preparada para operar com combustíveis alternativos. Desde 2008, reduzimos em 57% a intensidade de carbono das nossas operações marítimas e seguimos avançando rumo ao Net Zero até 2050”, destaca.

Soluções sustentáveis para o mercado global

O ACT+ foi desenvolvido para atender à crescente demanda por logística de baixo carbono, permitindo reduções de emissões de 10%, 25%, 50% ou até 83%, por meio do uso de biocombustíveis de segunda geração e, quando necessário, mecanismos complementares de compensação.

Já o GoGreen Plus integra a estratégia global da DHL para descarbonizar suas operações, utilizando combustíveis sustentáveis e tecnologias limpas. O modelo Book & Claim garante rastreabilidade e credibilidade ambiental, mesmo quando a substituição do combustível ocorre em outro ponto da rede logística.

As empresas afirmam que seguirão avaliando novas oportunidades para expandir o uso de soluções sustentáveis e fortalecer a descarbonização das cadeias globais de suprimentos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Buenos Aires elimina bonificação da taxa ZAP a partir de 2026

Porto de Buenos Aires, taxa ZAP, Zona de Apoio Portuário e Administração Geral de Portos (AGP) passam a ganhar novo destaque com a decisão oficial de encerrar o benefício que isentava o pagamento do encargo sobre contêineres cheios.

Fim da isenção da taxa ZAP no Porto de Buenos Aires

A Administração Geral de Portos (AGP), sob a gestão de Gastón Benvenuto, decidiu revogar, a partir de 1º de janeiro de 2026, a bonificação de 100% aplicada à taxa da Zona de Apoio Portuário (ZAP) para cada contêiner cheio que ingressa nos terminais concedidos do Porto de Buenos Aires.

A medida foi oficializada por meio da Resolução 148/2025, publicada no Boletim Oficial, e faz parte de uma reestruturação regulatória voltada ao modelo operacional e ao financiamento dos serviços portuários.

Origem da taxa ZAP e evolução do sistema

A cobrança está vinculada ao Sistema de Controle de Tráfego Veicular Portuário (CTVP), implantado em 2012 com o objetivo de organizar o fluxo de caminhões, reduzir impactos no trânsito urbano e atender às exigências da concessão do Porto Novo.

Em 2017, a gestão operacional da área passou para a AGP, que instituiu uma tarifa de US$ 10 por contêiner de 20 ou 40 pés, cobrada das unidades que entrassem ou saíssem dos terminais concedidos. A arrecadação ficava a cargo das próprias operadoras portuárias.

Desde outubro de 2018, no entanto, o valor vinha sendo totalmente bonificado, o que na prática suspendeu a cobrança. Em 2023, a tarifa foi reajustada para US$ 14,50, mantendo-se ainda a isenção total para contêineres cheios, incluída no regime de Bonificações Permanentes.

Reorganização portuária e nova política de receitas

A decisão de eliminar a bonificação está alinhada às diretrizes da Lei de Bases nº 27.742, que incentiva maior participação do setor privado em atividades historicamente exercidas pelo Estado. Segundo o texto oficial, a sustentabilidade econômica das operações depende da geração de receitas próprias.

A medida também se insere no processo de reestruturação institucional do sistema portuário nacional. O Decreto de Necessidade e Urgência nº 3/25 criou a Agência Nacional de Portos e Navegação (ANPYN), enquanto o Decreto nº 602/25 estabeleceu diretrizes para o novo projeto de infraestrutura portuária.

Nesse contexto, a AGP concedeu à empresa Terminales Río de la Plata S.A. o direito de uso da Zona de Apoio Portuário, transferindo a ela a operação integral da área. Segundo a resolução, a retomada da cobrança da taxa é essencial para garantir a viabilidade econômica dessa exploração.

Nova regra entra em vigor em 2026

Com a mudança, a partir de janeiro de 2026, a taxa ZAP voltará a ser cobrada integralmente para contêineres cheios que ingressem nos terminais concedidos do Porto de Buenos Aires. A norma também prevê comunicação formal às empresas Terminales Río de la Plata S.A. e Terminal 4 S.A., além dos setores internos da AGP e da Agência Nacional de Portos e Navegação.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Portos

EUA avaliam sanções contra a Espanha por suposta restrição de acesso a portos

Os Estados Unidos avaliam a adoção de medidas de retaliação contra a Espanha após o avanço de uma investigação sobre supostas restrições de acesso a portos espanhóis. Um ano depois do início do processo, a Federal Maritime Commission (FMC) considera aplicar sanções que podem incluir multas milionárias, limitações de carga e até a proibição de entrada de navios com bandeira espanhola em portos norte-americanos.

Navios dos EUA estariam entre os afetados

De acordo com a FMC, a apuração envolve normas e práticas adotadas pelo governo espanhol que, direta ou indiretamente, estariam impedindo o acesso de determinadas embarcações aos seus portos. Entre os casos já identificados, estariam navios de bandeira dos Estados Unidos, inclusive embarcações operadas dentro do U.S. Maritime Security Program.

Em atualização divulgada recentemente, a Comissão informou que dados coletados junto a diversas fontes confirmam que ao menos três navios norte-americanos tiveram a entrada negada em portos da Espanha em novembro de 2024. Segundo o órgão, a política que motivou essas recusas continua em vigor.

Relação com cargas ligadas a Israel amplia debate

A investigação agora busca aprofundar informações sobre a política espanhola de recusar acesso portuário a navios que transportam cargas com destino ou origem em Israel. A FMC solicitou contribuições de armadores, embarcadores e demais partes interessadas, com o objetivo de avaliar tanto as ações de fiscalização adotadas pela Espanha quanto os impactos sobre o comércio exterior dos EUA.

Para a Comissão, os indícios reunidos até o momento sugerem que as leis ou regulações espanholas podem estar criando condições desfavoráveis ao transporte marítimo internacional, afetando diretamente a navegação ligada ao comércio externo norte-americano.

Multas e restrições estão entre as possíveis respostas

Com base nesse cenário, a FMC informou que estuda quais medidas corretivas seriam adequadas para neutralizar os efeitos dessas práticas. Entre as opções consideradas estão restrições ao transporte de cargas, a recusa de entrada de navios com bandeira da Espanha e a aplicação de multas que podem chegar a US$ 2,3 milhões por viagem, valor já ajustado pela inflação.

Apesar da gravidade do tema, o órgão reforçou que nenhuma decisão final foi tomada. Segundo a FMC, todas as ações futuras dependerão da análise detalhada das provas reunidas e seguirão estritamente o marco legal que rege a atuação da Comissão.

FONTE: Shipping Telegraph
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shipping Telegraph

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Transporte

ZIM vira alvo de disputa entre Hapag-Lloyd e MSC e agita transporte marítimo global

O transporte marítimo de contêineres entrou em uma nova fase de intensa movimentação estratégica após surgirem informações de que a Hapag-Lloyd teria apresentado uma proposta para adquirir a ZIM Integrated Shipping, armadora israelense com operações em mais de 90 países.

Embora a possível transação ainda esteja em estágio inicial, o movimento já repercute no mercado financeiro e nas cadeias logísticas globais, despertando atenção de portos, terminais e operadores marítimos em diferentes regiões.

Mercado reage e ZIM confirma análise de alternativas

A notícia impulsionou as ações da ZIM na Bolsa de Nova York, refletindo a expectativa de investidores diante de um possível processo de consolidação do setor marítimo.

Apesar de não haver confirmação oficial por parte das companhias envolvidas, o conselho de administração da ZIM reconheceu que avalia alternativas estratégicas, que vão desde parcerias operacionais até uma eventual venda da empresa.

MSC entra na disputa e amplia concorrência

A Hapag-Lloyd, no entanto, não é a única interessada. Informações de mercado indicam que a MSC (Mediterranean Shipping Company), maior armadora de contêineres do mundo, também teria formalizado interesse na aquisição da ZIM.

Além disso, surgem especulações sobre a possível participação de outros grandes grupos, como a Maersk, o que reforça o valor estratégico da companhia israelense no cenário global.

Mesmo com uma participação menor no mercado mundial, a ZIM é vista como um ativo relevante por sua presença em rotas estratégicas, elevada flexibilidade operacional e modelo de negócios baseado no afretamento de navios, característica que permite rápida adaptação a cenários de volatilidade econômica e geopolítica.

Debate interno em Israel e mudanças na governança

A possibilidade de venda da ZIM também provoca repercussões internas em Israel. Representantes de trabalhadores e setores políticos expressaram preocupação com a transferência de controle para grupos estrangeiros, especialmente no caso da Hapag-Lloyd, que conta com investidores do Oriente Médio em sua estrutura acionária.

Temas como segurança nacional e soberania logística passaram a integrar o debate público. Paralelamente, disputas entre acionistas resultaram em ajustes na composição do conselho de administração, evidenciando a pressão por decisões rápidas diante do interesse crescente de grandes armadoras globais.

Efeitos sobre portos e cadeias logísticas

Uma eventual aquisição da ZIM por um dos gigantes do setor pode gerar impactos relevantes no equilíbrio do transporte marítimo internacional. Especialistas apontam que a consolidação pode alterar rotas comerciais, alianças operacionais, escalas portuárias e o poder de negociação com terminais e operadores logísticos.

Em portos estratégicos, como o Porto de Santos, o movimento pode representar tanto oportunidades quanto desafios, especialmente em relação à concentração de cargas, renegociação contratual e redefinição de serviços.

Enquanto as negociações seguem sob sigilo, o episódio reforça uma tendência já consolidada no setor marítimo: a busca por escala, eficiência operacional e maior controle das cadeias logísticas globais em um ambiente marcado por instabilidade econômica e tensões geopolíticas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Darryl Brooks

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Comércio Exterior

Tarifas marítimas sobem 12% nas principais rotas globais

As tarifas marítimas voltaram a subir nas principais rotas internacionais de contêineres. O World Container Index (WCI), elaborado pela consultoria Drewry, registrou alta de 12% na última semana, alcançando US$ 2.182 por contêiner de 40 pés. Este é o terceiro avanço semanal consecutivo do índice.

De acordo com a Drewry, o movimento foi impulsionado principalmente pelos reajustes nas rotas transpacíficas e Ásia–Europa, que concentraram os maiores aumentos de preços no período.

Recuperação nas rotas transpacíficas

Após a queda observada na semana anterior — que levou as tarifas spot ao segundo menor patamar desde janeiro de 2025 —, os valores no tráfego transpacífico voltaram a se recuperar.

As tarifas entre Xangai e Nova York avançaram 19%, atingindo US$ 3.293 por contêiner de 40 pés. Já os embarques com destino a Los Angeles tiveram aumento de 18%, chegando a US$ 2.474 por unidade.

Alta de dois dígitos no eixo Ásia–Europa

No corredor Ásia–Europa, os reajustes também foram expressivos. A rota Xangai–Gênova registrou crescimento de 10%, com tarifas alcançando US$ 3.314 por contêiner de 40 pés. No trajeto Xangai–Rotterdam, a alta foi de 8%, elevando os valores para US$ 2.539.

Segundo a Drewry, as tarifas spot nesse eixo vêm se mantendo estáveis ou em alta há três semanas consecutivas, refletindo uma mudança no comportamento sazonal da demanda.

Demanda firme e perspectiva de novos reajustes

A consultoria destaca que, nos últimos três anos, houve crescimento mensal de dois dígitos na demanda durante o mês de dezembro, consolidando volumes elevados no fim do ano como uma nova normalidade no transporte marítimo de contêineres.

Além disso, as companhias marítimas já começam a registrar reservas antecipadas relacionadas ao Ano Novo Lunar, que em 2026 ocorrerá em fevereiro. Diante desse cenário, a Drewry projeta novos aumentos moderados nas tarifas marítimas ao longo da próxima semana.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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