Portos

Santos Brasil amplia rotas internacionais com novo serviço Ásia–América do Sul no Tecon Santos

A Santos Brasil iniciou uma nova operação regular de longo curso no Tecon Santos, em parceria com a sul-coreana HMM. A escala inaugural do serviço FIL2 foi realizada nesta segunda-feira (23), com a atracação do navio Privilege.

O serviço conecta portos da Ásia à Costa Leste da América do Sul, ampliando a oferta de transporte marítimo entre os continentes. A operação será compartilhada entre a HMM e a Ocean Network Express (ONE).

Capacidade e frequência do novo serviço

O FIL2 contará com 11 navios, cada um com capacidade para até 6 mil TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. A rotação completa da linha terá duração de 77 dias.

A expectativa é movimentar até 2.700 TEUs por escala semanal, alcançando aproximadamente 140 mil TEUs ao ano. O novo serviço reforça a presença da companhia no comércio marítimo internacional e amplia a previsibilidade logística para exportadores e importadores.

Com essa inclusão, a Santos Brasil passa a atender os dez maiores armadores globais no Tecon Santos, localizado na margem esquerda do Porto de Santos — o maior complexo portuário da América do Sul.

Segundo Danilo Ramos, diretor Comercial de Operações da empresa, a entrada da HMM consolida mais uma rota estratégica na malha do terminal, ampliando a capacidade ofertada e garantindo maior eficiência nas operações logísticas.

Investimentos em modernização e sustentabilidade

O avanço operacional é acompanhado por um amplo programa de modernização. Em janeiro, o terminal recebeu dois novos portêineres (guindastes de cais) e oito RTGs elétricos (guindastes de pátio), totalizando agora 16 unidades desse modelo.

Os equipamentos são de última geração e operados remotamente — tecnologia implantada de forma pioneira pela companhia no Brasil no fim de 2024. O investimento nos dez novos guindastes soma R$ 300 milhões.

Nos próximos anos, a empresa prevê a aquisição de mais 30 RTGs elétricos, substituindo gradualmente os modelos movidos a diesel. Cada equipamento convencional trocado por um elétrico reduz cerca de 20 toneladas de emissão de CO2 por mês, reforçando o compromisso com a descarbonização e a logística sustentável.

Expansão bilionária até 2031

O projeto de ampliação do Tecon Santos teve início em 2019 e prevê aportes de aproximadamente R$ 3 bilhões até 2031. Desse total, cerca de R$ 2 bilhões já foram investidos.

A meta é elevar a capacidade operacional para 3 milhões de TEUs até o fim deste ano. O plano de crescimento está alinhado ao Plano de Transição Climática da companhia, que estabelece a meta de neutralidade de carbono (net zero) nos próximos anos.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Logística

Cabotagem no Nordeste cresce e movimenta 60,7 milhões de toneladas em 2025

A cabotagem nos portos do Nordeste brasileiro registrou movimentação de 60,7 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2025, superando os 60,3 milhões de toneladas contabilizados em 2024, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Principais estados e portos movimentados

O crescimento concentrou-se em quatro estados da região: Bahia (15,3 milhões de toneladas), Maranhão (14,6 milhões), Ceará (12,9 milhões) e Pernambuco (12,8 milhões). Os complexos portuários desses estados funcionam como plataformas estratégicas, integrando o transporte marítimo com outras regiões do país e garantindo o fluxo de energia, matérias-primas e produtos industrializados.

Importância para a logística e indústria nordestina

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem a relevância da cabotagem como ferramenta para a competitividade da indústria nordestina e a eficiência logística. “O fortalecimento da cabotagem amplia a eficiência, reduz custos e garante estabilidade no abastecimento, gerando desenvolvimento para os estados”, afirmou.

O transporte marítimo reduz a pressão sobre as rodovias e aumenta a previsibilidade no envio de mercadorias, beneficiando o fornecimento de combustíveis, insumos industriais e bens de consumo, fortalecendo as cadeias produtivas da região.

Principais cargas transportadas

Entre os produtos mais transportados por cabotagem em 2025 estão:

  • Petróleo: 13,3 milhões de toneladas
  • Contêineres: 12,5 milhões de toneladas
  • Derivados de petróleo: 11,7 milhões de toneladas
  • Bauxita: 9,8 milhões de toneladas
  • Minério de ferro: 4,3 milhões de toneladas

A movimentação de contêineres também evidencia a diversidade econômica nordestina, com destaque para arroz, produtos químicos e celulose, mostrando que a cabotagem atende tanto grandes cadeias industriais quanto o abastecimento alimentar e comercial.

Impacto do Programa BR do Mar

O avanço da cabotagem no Nordeste está associado ao Programa BR do Mar, que modernizou regras e trouxe maior segurança regulatória ao setor. Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a previsibilidade promovida pelo programa fortalece a cabotagem como alternativa estratégica na matriz de transportes e impulsiona o desenvolvimento regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Negócios

Hapag-Lloyd anuncia compra da ZIM por US$ 4,2 bilhões e paga prêmio de 58% por ação

A gigante alemã do transporte marítimo Hapag-Lloyd confirmou a aquisição da companhia israelense ZIM Integrated Shipping Services Ltd. em uma transação avaliada em aproximadamente US$ 4,2 bilhões. O acordo prevê o pagamento de US$ 35 por ação em dinheiro, consolidando um dos maiores movimentos recentes no setor de transporte marítimo de contêineres.

Atualmente listada na Bolsa de Nova York sob o código ZIM, a empresa vinha sendo negociada a US$ 22,20 por papel, com um índice P/L de 2,64, considerado baixo frente ao preço ofertado.

Prêmio expressivo aos acionistas

O valor acordado representa um prêmio de 58% sobre o fechamento das ações em 13 de fevereiro de 2026. Em relação ao preço de US$ 15,50 registrado em 8 de agosto de 2025 — antes das especulações de mercado — o prêmio chega a 126%.

Dados do InvestingPro indicam que a companhia apresentava sinais de subavaliação, com base em estimativas de Valor Justo. Nos últimos seis meses, os papéis acumularam alta de 38,82%, demonstrando forte desempenho no mercado.

Criação da “Nova ZIM” e operação estratégica

Como parte do acordo, o fundo israelense FIMI estruturará uma nova operadora chamada “Nova ZIM”. A empresa será responsável por operar 16 navios ligando Israel aos principais portos da União Europeia, Estados Unidos, Mar Mediterrâneo e Mar Negro.

A nova estrutura assumirá as responsabilidades relacionadas à chamada “Ação Especial do Estado”, garantindo a continuidade de serviços marítimos estratégicos para Israel, com suporte comercial da Hapag-Lloyd.

Após a conclusão da fusão, a companhia combinada deverá operar mais de 400 navios, com capacidade superior a 3 milhões de TEU e movimentação anual projetada acima de 18 milhões de TEU até 2027.

Dividendos e saúde financeira da ZIM

O presidente e CEO da ZIM, Eli Glickman, destacou a transformação estratégica promovida nos últimos anos, ressaltando que, desde o IPO realizado em janeiro de 2021, a empresa distribuiu US$ 5,7 bilhões em dividendos aos acionistas.

Atualmente, a ZIM mantém um dividend yield de 5,59%. Apesar da expectativa de retração nas vendas no ano corrente, a companhia possui classificação geral de saúde financeira considerada “ótima”, com pontuação 3,39, segundo o InvestingPro.

Aprovação e próximos passos

A operação foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da ZIM e ainda depende de aval dos acionistas e de autorizações regulatórias, incluindo aprovação do Estado de Israel relacionada à Ação Especial.

Até a conclusão do processo, prevista para o fim de 2026, as empresas continuarão atuando de forma independente.

Os bancos Evercore e Barclays assessoram financeiramente a ZIM, enquanto Meitar Law Offices e Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom LLP prestam consultoria jurídica.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Comércio Internacional

Maersk fecha 2025 com receita de US$ 54 bilhões e reforça estratégia de eficiência operacional

A Maersk, uma das maiores companhias globais de transporte marítimo e logística integrada, encerrou 2025 com receita de US$ 54 bilhões, segundo balanço divulgado no último dia 05. O resultado operacional medido pelo EBITDA atingiu US$ 9,5 bilhões, enquanto o EBIT totalizou US$ 3,5 bilhões.

O desempenho foi impulsionado pelo aumento dos volumes transportados, ajustes operacionais e um rigoroso controle de custos, mesmo diante de um cenário internacional marcado por volatilidade econômica e excesso de oferta no transporte marítimo.

Corte de custos e reestruturação corporativa

Dentro da política de disciplina financeira, a companhia anunciou a redução de US$ 180 milhões em despesas corporativas. A medida inclui o encerramento de aproximadamente 1.000 posições administrativas, o que representa cerca de 15% do quadro corporativo global.

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo voltado à otimização da estrutura organizacional e à preservação da competitividade em um mercado pressionado por margens mais estreitas.

Segmento de Terminais registra melhor resultado da história

O braço de Terminais apresentou o melhor desempenho desde o início da série histórica da empresa, com crescimento de 20% na receita. O avanço foi impulsionado pelo aumento no volume de cargas, reajustes tarifários e expansão das receitas com armazenagem.

Somente no quarto trimestre, os volumes operados cresceram 8,4%, com destaque para os mercados das Américas e da Europa, que lideraram a expansão.

Divisão Ocean cresce em volume, mas enfrenta pressão nas tarifas

A divisão Ocean, responsável pelo transporte marítimo de contêineres, registrou alta de 4,9% nos volumes em 2025, acompanhando a média do mercado global de contêineres.

Apesar do crescimento operacional, a rentabilidade do segmento foi impactada pela queda nas tarifas de frete, reflexo do excesso de capacidade da frota mundial. Ainda assim, a Maersk destacou ganhos de produtividade com a implementação da nova rede Leste-Oeste, que alcançou mais de 90% de pontualidade, contribuindo para maior confiabilidade e redução de custos operacionais.

Logística & Serviços avança em eficiência

O segmento de Logística & Serviços apresentou melhora consistente nas margens e na eficiência, especialmente nas operações de armazenagem e e-fulfillment.

Em 2025, a área passou por uma reorganização estrutural e foi dividida em três frentes:

  • Landside, com gestão local;
  • Forwarding, sob coordenação global;
  • Solutions, também com gestão global.

Apesar da evolução, a companhia reconhece que ainda há espaço para ampliar o potencial do negócio.

Projeções para 2026 e revisão contábil da frota

Para 2026, a Maersk projeta que o mercado global de contêineres cresça entre 2% e 4%, e pretende acompanhar o ritmo do setor.

A empresa também anunciou a ampliação da vida útil contábil de seus navios, passando de 20 para 25 anos. A medida deve gerar uma redução de aproximadamente US$ 700 milhões em custos, fortalecendo a estratégia de eficiência financeira no médio e longo prazo.

Fonte: Balanço corporativo da Maersk.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: Divulgação / Maersk

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Logística

CMA CGM define novas tarifas FAK do subcontinente indiano para a América Latina

A CMA CGM anunciou a adoção de novas tarifas FAK (Freight All Kinds) para embarques com origem no subcontinente indiano e destino à América Latina. Os novos valores passam a valer a partir de 15 de fevereiro de 2026, conforme comunicado da companhia marítima.

As tarifas contemplam o frete marítimo básico e os adicionais relacionados ao combustível, mas não incluem cobranças extras, como taxas de manuseio em terminal (THC), sobretaxa de alta temporada e encargos de segurança, que poderão ser aplicados conforme o caso.

Tarifas variam conforme destino e tipo de contêiner

Entre os principais portos atendidos, a CMA CGM estabeleceu tarifas de US$ 2.900 para contêineres de 20 e 40 pés com destino a Caucedo. Já para Buenaventura, San Antonio, Callao e Guayaquil, os valores variam entre US$ 2.200 e US$ 2.400, de acordo com o tamanho do equipamento.

No caso de Kingston, as tarifas FAK foram fixadas em US$ 3.000 para contêineres de 20 pés e US$ 3.300 para os de 40 pés.

Portos do Caribe e Panamá têm ampla variação de preços

Para destinos como Manzanillo (Panamá), Cartagena, La Guaira e Puerto Cabello, os valores anunciados pela companhia variam entre US$ 2.400 e US$ 4.500, dependendo do tipo e da dimensão do contêiner utilizado no transporte.

Carga seca e perigosa estão incluídas

As novas tarifas FAK da CMA CGM se aplicam tanto a cargas secas quanto a cargas perigosas, com destino à América Central e à costa oeste da América do Sul. A empresa reforçou que outros encargos locais podem ser adicionados e que a relação completa de sobretaxas está disponível em seu portal oficial de tarifas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Cabotagem no Porto de Natal: Codern e Fiern avaliam potencial logístico e oportunidades para o RN

As oportunidades da cabotagem no Porto de Natal estiveram no centro de uma reunião entre a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern). O encontro teve como foco a análise do transporte marítimo de curta distância como alternativa estratégica para fortalecer a logística portuária e impulsionar o desenvolvimento econômico do estado.

O presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, recebeu o presidente da Fiern, Roberto Serquiz, na sede da companhia. Durante a conversa, foram discutidos caminhos para ampliar o uso da cabotagem, considerando o potencial do Porto de Natal na integração da cadeia logística potiguar.

Cabotagem como alternativa para a logística do estado

De acordo com a Fiern, a federação acompanha há anos as iniciativas voltadas à valorização do transporte marítimo como solução viável para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade da indústria local. A entidade destacou que tem atuado de forma contínua para evidenciar os benefícios da cabotagem como vetor de crescimento regional, em articulação com diferentes atores do setor.

Participação de lideranças das duas instituições

Roberto Serquiz esteve acompanhado do segundo diretor-secretário da Fiern, Etelvino Patrício, que atua diretamente na agenda de cabotagem no Rio Grande do Norte, além do primeiro diretor-tesoureiro da federação, Djalma Júnior, e da coordenadora executiva de Relações Institucionais e de Mercado, Ana Adalgisa Dias.

Pela Codern, também participaram da reunião o diretor técnico e comercial, Paulo Sidney, e o gerente de operações, Rodolfo Gois, que contribuíram com avaliações técnicas sobre a operação portuária e as possibilidades de expansão do modal marítimo.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Negócios

Maersk reestrutura rede marítima, corta custos e sustenta crescimento mesmo com queda nas tarifas

A Maersk, uma das maiores empresas globais de transporte marítimo e logística integrada, fechou 2025 com receita de US$ 54 bilhões, mantendo trajetória de crescimento apesar da pressão sobre as tarifas de frete. O EBITDA somou US$ 9,5 bilhões, enquanto o EBIT alcançou US$ 3,5 bilhões, segundo balanço divulgado na quinta-feira (5).

De acordo com a companhia, o resultado foi impulsionado pelo aumento dos volumes transportados, ajustes na rede marítima e uma política rigorosa de controle de custos, em um cenário internacional marcado por volatilidade e excesso de capacidade no setor.

Corte de custos e ajuste da estrutura corporativa

Como parte da estratégia de disciplina financeira, a Maersk anunciou a redução de US$ 180 milhões em custos corporativos. A medida inclui o encerramento de cerca de 1.000 cargos administrativos, o equivalente a aproximadamente 15% das posições corporativas globais.

A empresa afirma que a iniciativa visa tornar a operação mais enxuta e preparada para ciclos de mercado mais desafiadores.

Terminais registram melhor desempenho histórico

O segmento de Terminais apresentou o melhor resultado de sua série histórica, com crescimento de 20% na receita. O desempenho foi impulsionado pelo aumento dos volumes operados, reajustes tarifários e maior receita com armazenagem.

No quarto trimestre, os volumes avançaram 8,4%, com destaque para as operações nas Américas e na Europa, reforçando a relevância desses mercados para o grupo.

Divisão Ocean cresce em volume, mas sofre com tarifas

Na divisão Ocean, responsável pelo transporte marítimo de contêineres, os volumes cresceram 4,9% em 2025, acompanhando o ritmo do mercado global. A rentabilidade, porém, foi impactada pela queda das tarifas de frete, consequência direta da elevada oferta de navios no mercado internacional.

Mesmo diante desse cenário, a Maersk destacou ganhos operacionais com a nova rede Leste-Oeste, que atingiu mais de 90% de pontualidade, contribuindo para maior confiabilidade do serviço e redução de custos.

Logística avança em eficiência e passa por reorganização

O segmento de Logística & Serviços apresentou evolução gradual nas margens e na eficiência operacional, especialmente nas áreas de armazenagem e e-fulfillment. A companhia reconhece, no entanto, que o negócio ainda não atingiu todo o seu potencial.

Em 2025, a divisão passou por uma reorganização e foi estruturada em três frentes: Landside, com gestão local; Forwarding, sob gestão global; e Solutions, também com comando global.

Perspectivas para 2026 e foco no longo prazo

Para 2026, a Maersk projeta crescimento do mercado global de contêineres entre 2% e 4%, com a expectativa de acompanhar o desempenho do setor. A empresa também anunciou a revisão da vida útil contábil de seus navios, ampliando o período de 20 para 25 anos.

A mudança deve gerar uma redução de custos estimada em US$ 700 milhões, reforçando a estratégia de eficiência financeira e sustentabilidade dos resultados no médio e longo prazo.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

Porto de Porto Alegre se prepara para receber navio de longo curso

Porto Alegre se prepara para receber mais um navio de longo curso, que realiza transporte marítimo entre portos de diferentes países, no próximo dia 14, segundo a Portos RS. A chegada faz parte de um total de cinco embarcações previstas para atracarem na capital até o fim de fevereiro. O primeiro navio, o Equinox Eagle, transportou 11 mil toneladas de fertilizante nitrato de potássio desde São Petersburgo, na Rússia, e chegou ao porto no dia 26 de janeiro.

Navegação noturna ainda depende de autorização

A retomada da navegação de longo curso e a liberação da navegação noturna foram sancionadas em janeiro pelo governador Eduardo Leite, em ato realizado no Palácio Piratini com órgãos estaduais. Apesar da expectativa, a operação de navios à noite, aguardada há 42 anos, ainda não tem data definida, dependendo da aprovação de órgãos reguladores. A volta do tráfego internacional foi organizada de forma integrada entre a Autoridade Portuária, a Marinha do Brasil e a praticagem da Lagoa dos Patos.

Dragagem é prioridade para o setor industrial

Empresários do setor apontam que a dragagem dos canais é um dos principais desafios da navegação interior gaúcha. No fim de 2024, encalhes de grandes navios prejudicaram operações de importantes indústrias da região Metropolitana. A Federação das Indústrias do RS (Fiergs) saudou a retomada das atividades.

“Durante o período em que a hidrovia e o Porto de Porto Alegre permaneceram impraticáveis, o Conselho de Infraestrutura (Coinfra), por meio do Grupo Técnico de Logística, atuou junto ao governo e à Portos RS, defendendo a priorização da dragagem e a retomada das operações portuárias”, afirmou Cláudio Bier, presidente do Sistema Fiergs.

Bier reforçou a importância de um programa permanente de dragagem e da instalação de dispositivos de proteção nos pilares das pontes sobre o Guaíba. O acúmulo de sedimentos, causado por enchentes nos rios Taquari, Sinos e Gravataí, reduziu a profundidade dos canais para 5,18 metros, limitando a circulação de grandes embarcações. Anualmente, cerca de seis milhões de toneladas de cargas passam por essa hidrovia. A Portos RS investiu R$ 258 milhões, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), para recuperar a navegabilidade da região.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Camila Cunha

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Transporte

Evergreen encomenda 23 navios porta-contêineres de médio porte com entregas entre 2028 e 2029

A Evergreen Marine confirmou a encomenda de 23 navios porta-contêineres de médio porte, com entregas previstas entre 2028 e 2029. O novo programa de construção será executado em estaleiros chineses e amplia a estratégia de crescimento e renovação da frota da armadora, segundo informações divulgadas pela Alphaliner.

Estaleiros chineses concentram o novo programa de construção

Os contratos foram distribuídos entre os estaleiros Yangzijiang Shipbuilding e CSSC Guangzhou Wenchong Shipyard. As encomendas serão formalizadas por meio da Evergreen Marine (Asia), subsidiária da companhia registrada em Singapura.

O plano contempla:

  • 7 navios de 5.900 TEUs, que serão construídos pela Yangzijiang Shipbuilding;
  • 16 navios de 3.100 TEUs, que ficarão a cargo do estaleiro Guangzhou Wenchong.

Com essa nova rodada de investimentos, a Evergreen passa a contar com uma carteira total de 53 navios encomendados, considerando pedidos anteriores.

Propulsão convencional com foco em flexibilidade futura

Apesar de optar por propulsão convencional, a Evergreen pretende que as novas embarcações sejam preparadas para adaptações futuras, possibilitando a conversão para combustíveis alternativos, como metanol ou gás natural liquefeito (GNL). A medida segue a tendência do setor marítimo de buscar maior flexibilidade diante das exigências ambientais e regulatórias.

As primeiras entregas estão previstas para meados de 2028, com conclusão do cronograma ao longo de 2029.

Valores variam conforme porte e especificações técnicas

De acordo com a armadora, os valores dos contratos variam conforme o tamanho e o nível de especificação de cada navio:

  • Entre US$ 67 milhões e US$ 82 milhões para as embarcações maiores;
  • Entre US$ 46 milhões e US$ 56 milhões para os navios de menor porte.

O custo final dependerá das soluções técnicas e dos equipamentos definidos para cada unidade.

Projetos consagrados no segmento de médio porte

O estaleiro Guangzhou Wenchong será responsável por uma variante do projeto “Wenchong Swan 3100”, modelo já conhecido pela Evergreen. Atualmente, a armadora opera 11 navios dessa classe, identificados internamente como “Classe Ever-V”.

Já a Yangzijiang Shipbuilding costuma trabalhar com projetos desenvolvidos pelo Instituto Chinês de Projeto e Pesquisa de Navios Mercantes (MARIC). Nesse segmento, o modelo “MARIC Hercules 6000” é frequentemente adotado, embora o projeto final das novas unidades ainda não tenha sido oficialmente confirmado.

Fonte: Mundo Marítimo (com informações da Alphaliner).

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO MUNDO MARÍTIMO

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Portos

Portonave amplia conexões internacionais com a nova linha ZIM Gulf Toucan

Nova linha fortalece a logística entre o Sul do Brasil e o Caribe
A Portonave, terminal portuário privado localizado em Navegantes (SC), anunciou a expansão de seu portfólio de serviços com a inclusão da linha ZIM Gulf Toucan (ZGT). A operação, conduzida pela armadora ZIM Integrated Shipping Services, passa a conectar a costa leste da América do Sul a relevantes polos logísticos do Caribe, da costa leste dos Estados Unidos e do Golfo do México.

Frequência semanal e ampla cobertura de portos internacionais
De acordo com a empresa, o novo serviço contará com frequência semanal e será operado por oito navios. As escalas abrangem portos do Brasil, Argentina e Uruguai, além de terminais estratégicos na Jamaica, Colômbia, México e Estados Unidos, ampliando as alternativas de transporte marítimo para exportadores e importadores da região Sul.

Perfil das cargas e modelo operacional da ZGT
A expectativa é que a ZIM Gulf Toucan movimente, principalmente, cargas como madeira e derivados, papel e celulose, maquinários, metais comuns, produtos químicos, além de carnes congeladas e alimentos em geral.
A operação ocorre no formato Vessel Sharing Agreement (VSA), modelo em que diferentes armadores compartilham os mesmos navios. Nesse arranjo, a ZIM lidera o serviço, enquanto a Ocean Network Express (ONE) adquire espaços nas embarcações.

Portonave consolida posição entre os principais terminais do país
Fundada em 2007 como o primeiro terminal portuário privado do Brasil, a Portonave alcançou, em 2025, a quarta colocação no ranking nacional de movimentação de contêineres cheios em longo curso, com 9% de participação no volume total do país.
No âmbito institucional, o terminal também recebeu o Selo Diamante de Sustentabilidade, concedido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, e foi reconhecido como uma das melhores empresas de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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