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Caminhoneiros brasileiros ficam retidos após nevasca histórica nos Andes

Centenas de caminhoneiros brasileiros enfrentam uma longa espera na fronteira entre Argentina e Chile após uma sequência de intensas nevascas atingir a Cordilheira dos Andes. O mau tempo provocou bloqueios em importantes passagens internacionais e deixou grandes filas de caminhões paradas na região.

Entre os profissionais afetados estão motoristas de Santa Catarina, que já acumulam semanas de espera em condições consideradas extremas. Além do frio intenso, os trabalhadores relatam dificuldades para conseguir alimentação, tomar banho e manter uma rotina mínima de descanso.

A situação também provoca impactos no transporte internacional de cargas, com veículos parados, entregas atrasadas e aumento dos custos para as empresas.

Mais de mil caminhões ficam retidos na fronteira

Um dos pontos mais afetados é o Paso Pino Hachado, onde, segundo relatos de transportadores, mais de 1,2 mil caminhões chegaram a ficar impedidos de seguir viagem.

O número de veículos parados fez com que o problema ultrapassasse a esfera individual. Transportadoras passaram a lidar com atrasos nas entregas, mudanças na logística e motoristas impossibilitados de cumprir os cronogramas previstos.

Uma empresa de Concórdia, no Oeste catarinense, chegou a ter aproximadamente 50 caminhões retidos na região.

Entre os motoristas afetados está Jairo Luan Gomes, de Sombrio, no Sul de Santa Catarina. Ele completou 26 dias aguardando a liberação da passagem e, naquele momento, ainda não tinha uma previsão definitiva para deixar a aduana.

Frio extremo transforma caminhões em abrigo

Com a permanência prolongada na fronteira, a cabine dos veículos passou a funcionar como principal espaço de proteção contra as baixas temperaturas.

Jairo contou que a estrutura disponível para os profissionais apresenta limitações. Segundo o motorista, não havia banheiro adequado nem chuveiro com água quente. Em alguns locais, os caminhoneiros precisavam recorrer à água fria mesmo diante de temperaturas negativas.

Durante a tarde, ele chegou a registrar aproximadamente -2°C. A permanência dentro dos caminhões se tornou uma das principais formas de enfrentar o frio enquanto a passagem permanecia bloqueada.

A situação é agravada pelas condições da estrada. A presença constante de neve e gelo reduz a segurança da circulação, principalmente para veículos pesados e carregados.

Falta de comida aumenta dificuldades

A espera prolongada também trouxe problemas relacionados à alimentação dos caminhoneiros. Muitos profissionais haviam deixado o Brasil com mantimentos planejados para uma viagem normal, mas o bloqueio fez os estoques diminuírem rapidamente.

Jairo relatou receber água potável e sopa por meio de iniciativas de apoio organizadas por caminhoneiros e entidades locais. Para as refeições noturnas, alguns profissionais utilizam pequenas cozinhas instaladas nas próprias cabines.

O catarinense Ribamar Laudares, de Chapecó, também enfrentou a situação. Ele passou 11 dias retido na região e viu praticamente todos os alimentos que havia levado antes da viagem chegarem ao fim.

Com poucos estabelecimentos nas proximidades, as alternativas eram limitadas. Em determinado ponto, um food truck comercializava itens básicos, como cachorro-quente e café.

Apenas um chuveiro atende centenas de motoristas

A falta de estrutura para higiene pessoal se tornou outro problema para quem passa vários dias parado.

Ribamar contou que, no lado chileno da fronteira, havia somente um chuveiro disponível para mais de 300 profissionais. O equipamento utilizava um reservatório com cerca de 100 litros de água aquecida.

Para conseguir um banho quente, os motoristas precisavam escolher horários de menor movimento. Muitos acabavam recorrendo à madrugada para enfrentar a fila.

A situação relatada por Jairo era ainda mais precária. Na aduana onde estava retido, segundo ele, os profissionais tinham acesso apenas a um cano com água fria.

Assim, necessidades básicas passaram a exigir planejamento e improviso durante a retenção provocada pela nevasca nos Andes.

Neve chega perto de um metro e reduz visibilidade

Imagens feitas pelos próprios caminhoneiros mostram a dimensão do problema. Em alguns trechos, os veículos ficaram cercados pela neve, enquanto a cobertura branca tomava conta da pista.

O acúmulo chegou próximo de um metro em determinados pontos. O chamado “vento branco”, provocado pela movimentação da neve, também reduziu significativamente a visibilidade.

No Paso Pino Hachado, a situação afetou diretamente a circulação. A Ruta Nacional 242 chegou a ter interrupções totais em determinados momentos devido à combinação de neve, gelo e baixa aderência.

Para veículos de carga, o risco é ainda maior. Uma pista congelada aumenta a distância de frenagem e pode dificultar o controle do caminhão. Por esse motivo, uma eventual autorização para reabrir a passagem depende não apenas da melhora do clima, mas também de condições adequadas de segurança.

Viagem pela Patagônia termina em longa espera

Ribamar havia percorrido aproximadamente 1,8 mil quilômetros pela Patagônia antes de alcançar o trecho mais crítico da viagem. Ao chegar à região da Cordilheira, porém, encontrou novamente as estradas cobertas pela neve.

O motorista permaneceu sete dias esperando uma melhora nas condições meteorológicas. Em seguida, novas previsões apontaram para a continuidade das precipitações.

Uma questão relacionada à documentação também fez com que ele perdesse uma oportunidade de atravessar a fronteira. Pouco tempo depois, o aumento da neve voltou a impedir o deslocamento.

Caminhões precisam economizar combustível

A permanência prolongada também exige cuidados com o combustível. Para manter a cabine aquecida, Ribamar precisava ligar o caminhão periodicamente.

O motor permanecia funcionando por aproximadamente 50 minutos a cada cinco horas. O motorista também procurava manter o tanque abastecido como medida preventiva diante da possibilidade de a espera se prolongar.

A rotina exige que os profissionais controlem cuidadosamente os recursos disponíveis, incluindo combustível, comida e água, enquanto aguardam uma oportunidade segura para seguir viagem.

Nevasca gera prejuízos ao transporte internacional

Os efeitos da paralisação vão além dos problemas enfrentados dentro das cabines. Para as transportadoras, caminhões parados representam atrasos nas cargas, motoristas indisponíveis, alterações de rota e elevação dos custos operacionais.

Para os profissionais, porém, o impacto também é pessoal. Cada dia de bloqueio significa mais tempo longe de casa e uma rotina marcada por frio intenso, incerteza e estrutura limitada.

Jairo permanece à espera de uma definição para deixar a região, enquanto outros motoristas catarinenses passaram pela mesma situação antes de conseguir retomar suas viagens.

A liberação dos passos internacionais depende das condições das estradas e da evolução do clima. A redução da neve, a recuperação da pista e a segurança para a circulação de veículos pesados são fatores determinantes para a retomada do tráfego.

Enquanto a situação não se normaliza, a Cordilheira dos Andes deixa de ser apenas uma rota estratégica do transporte internacional e se transforma em um cenário de resistência para os caminhoneiros brasileiros. Para esses profissionais, atravessar milhares de quilômetros exige não apenas experiência ao volante, mas também preparo para enfrentar condições meteorológicas extremas e períodos prolongados de espera.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução / Redes Sociais

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Transporte

Ponte da Integração amplia circulação de veículos entre Paraná e Paraguai com novas regras

A Ponte da Integração, que conecta Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco, no Paraguai, passou a operar com regras mais flexíveis, permitindo a circulação de um número maior de veículos. As mudanças entraram em vigor na segunda-feira (3), após a publicação de um ato declaratório da Receita Federal, que oficializou a ampliação das categorias autorizadas a utilizar a travessia.

As novas diretrizes foram aprovadas na última sexta-feira (31) pela Comissão Mista Brasileiro-Paraguaia e começaram a valer imediatamente. Apesar da ampliação do acesso, cada tipo de veículo deverá seguir horários específicos para a utilização da ponte.

Transporte coletivo internacional ganha novo acesso

Entre as principais alterações está a autorização para que a linha internacional de transporte urbano entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco utilize a Ponte da Integração de forma opcional, no período das 7h às 19h.

Para realizar a travessia, os passageiros deverão apresentar o Documento para Trânsito Vicinal Fronteiriço, conforme previsto nos acordos firmados pelo Mercosul.

Ônibus de turismo e linhas internacionais terão circulação ampliada

Os ônibus de turismo fretado também foram beneficiados pelas novas regras e passam a ter permissão para utilizar a ponte durante as 24 horas do dia.

A autorização é válida para veículos cujo destino final não seja Foz do Iguaçu, Ciudad del Este ou Presidente Franco. O mesmo critério passa a valer para os ônibus internacionais que operam em linhas regulares.

Mudanças incluem novas regras para caminhões

O transporte de cargas também foi contemplado com a atualização das normas.

Agora, caminhões de grande porte vazios poderão atravessar a Ponte da Integração entre 20h30 e 5h. Além disso, veículos de carga com capacidade de até 3,5 toneladas também passam a ter autorização para utilizar a estrutura.

No caso dos caminhões leves vazios, a circulação será permitida entre 7h e 19h. Entretanto, caso retornem transportando carga, a travessia deverá ocorrer obrigatoriamente pela Ponte da Amizade.

Ampliação do acesso gera protesto de caminhoneiros

Inaugurada para o tráfego em dezembro de 2025, após obras iniciadas em 2019, a Ponte da Integração tinha funcionamento inicialmente restrito a caminhões de grande porte e ônibus de turismo. Com as novas regras, tanto os horários quanto o número de categorias autorizadas foram ampliados.

Apesar da flexibilização, as mudanças provocaram reação entre os transportadores brasileiros.

Na segunda-feira (3), o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu (Sintrofi) realizou uma paralisação com apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) e da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar).

Categoria pede igualdade nas regras de circulação

Segundo o Sintrofi, a principal reivindicação é que os caminhões brasileiros também possam utilizar a Ponte da Integração durante o período diurno, nos mesmos moldes da autorização concedida aos caminhões paraguaios de menor porte.

Para a entidade, a diferença nas regras de circulação cria um desequilíbrio operacional entre transportadores dos dois países, impactando a competitividade do setor na região de fronteira.

FONTE: Tribuna PR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Albari Rosa / AEN

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Transporte

Transporte marítimo de contêineres terá 48 viagens canceladas nas principais rotas globais

O mercado de transporte marítimo de contêineres seguirá enfrentando restrições de capacidade no início do terceiro trimestre, apesar da redução gradual no número de cancelamentos de viagens. A avaliação é da consultoria Drewry, que aponta um cenário de recuperação operacional das companhias de navegação, mas ainda insuficiente para atender à forte demanda da alta temporada.

Entre as semanas 28 e 32 — período de 6 de julho a 9 de agosto — estão previstos 48 cancelamentos de itinerários nas principais rotas comerciais entre Oriente e Ocidente.

Maioria das viagens será mantida

Segundo o levantamento, os cancelamentos representam cerca de 7% das viagens programadas para o período, enquanto 93% dos serviços previstos deverão operar normalmente.

Mesmo com a retomada gradual da capacidade pelas empresas de navegação, a Drewry destaca que a demanda sazonal continua superior à oferta disponível, mantendo o mercado de frete marítimo pressionado no início do terceiro trimestre.

Rota transpacífica concentra maior número de cancelamentos

A maior parte das suspensões de viagens deverá ocorrer na rota transpacífica com destino ao leste, responsável por 52% dos cancelamentos previstos nas próximas cinco semanas.

Na sequência aparece o corredor entre Ásia, Norte da Europa e Mediterrâneo, que concentra 29% das viagens canceladas. Já a rota transatlântica deverá responder por 19% das suspensões, sendo a menos impactada entre os principais mercados globais.

A distribuição demonstra que os maiores desafios continuam concentrados nas rotas de maior movimentação de contêineres e comércio internacional.

Capacidade operacional apresenta sinais de recuperação

De acordo com a Drewry, as companhias marítimas continuam ampliando a oferta de espaço nos navios, o que contribui para reduzir gradualmente os cancelamentos registrados nos últimos meses.

Ainda assim, a consultoria ressalta que o aumento da capacidade não acompanha o ritmo da demanda da alta temporada, mantendo pressão sobre os serviços de transporte marítimo.

Outro destaque do relatório é o desempenho da Gemini Cooperation, apontada como a aliança que apresenta o maior índice de confiabilidade no cumprimento dos cronogramas entre os principais grupos de navegação, mesmo diante das interrupções operacionais observadas no mercado.

Mercado acompanha situação no Estreito de Ormuz

A consultoria também informou que segue monitorando os desdobramentos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o comércio marítimo mundial.

Ao mesmo tempo, já são observados sinais de melhora na disponibilidade de capacidade de contêineres na Ásia, indicando um possível reequilíbrio entre oferta e demanda.

Na avaliação da Drewry, caso essa tendência se confirme, os armadores poderão reduzir a prioridade dada às reservas antecipadas com tarifas spot elevadas e direcionar as negociações para fretes marítimos mais competitivos, além de oferecer maior previsibilidade e disponibilidade de espaço aos embarcadores.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mundo Marítimo

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Transporte

Transporte marítimo registra 2.818 incidentes em 2025, aponta relatório da Allianz

O transporte marítimo mundial registrou 2.818 incidentes e acidentes em 2025 envolvendo embarcações com mais de 100 toneladas brutas. O número representa uma redução de aproximadamente 16% em relação a 2024, quando foram contabilizados 3.353 casos.

Os dados fazem parte do relatório “Análise de Segurança e Riscos do Transporte Marítimo 2026”, elaborado pela Allianz Commercial, que avalia a evolução da segurança operacional e os principais desafios enfrentados pela navegação internacional.

Mediterrâneo e Mar do Norte concentram maior número de ocorrências

Entre as regiões analisadas, o Mediterrâneo Oriental e o Mar Negro lideraram o número de registros, com 622 incidentes ao longo de 2025.

Na sequência aparecem as Ilhas Britânicas, o Mar do Norte, o Canal da Mancha e o Golfo da Biscaia, que somaram 619 ocorrências. Juntas, essas áreas responderam por cerca de 44% dos casos registrados entre as dez regiões mais movimentadas do mundo.

Considerando o período entre 2016 e 2025, foram contabilizados 28.660 incidentes em escala global. Nesse intervalo, as Ilhas Britânicas e regiões adjacentes concentraram 5.953 ocorrências, seguidas pelo Mediterrâneo Oriental e Mar Negro, com 5.448 registros.

Falhas mecânicas seguem como principal causa dos acidentes

O levantamento mostra que falhas em máquinas e equipamentos continuam sendo o principal fator de risco para a navegação.

Somente em 2025, esse tipo de ocorrência foi responsável por 1.505 incidentes, equivalentes a 53% do total registrado no ano.

Na sequência aparecem as colisões entre embarcações, com 260 casos, além de incêndios e explosões (218) e encalhes (202).

Ao longo da última década, os problemas mecânicos responderam por 12.991 ocorrências, mantendo-se como a principal causa de acidentes marítimos no mundo.

Perda de embarcações atinge menor nível da década

Outro dado destacado pelo estudo é a redução das perdas totais de navios.

Em 2025, foram registrados 43 navios perdidos, o menor número anual observado durante todo o período analisado pela Allianz Commercial.

Apesar da melhora nos indicadores globais, algumas regiões continuam concentrando a maior parte das perdas. O sul da China, Indochina, Indonésia e Filipinas lideram esse ranking na última década, com 255 embarcações perdidas, reflexo do intenso fluxo marítimo nessas rotas comerciais.

Na sequência aparecem o Mediterrâneo Oriental e o Mar Negro, com 120 perdas, além da região formada por Japão, Coreia e norte da China, com 67 registros.

Navios de carga geral lideram estatísticas de perdas

Entre os diferentes tipos de embarcações, os navios de carga geral apresentaram o maior número de perdas entre 2016 e 2025, totalizando 328 unidades.

Também aparecem entre os mais afetados as embarcações de pesca (141), navios de passageiros (69), rebocadores (56) e navios químicos e de produtos (54).

Quanto às causas das perdas totais, os naufrágios responderam por 368 casos, o equivalente a 41% do total. Incêndios e explosões representaram 20% das perdas, enquanto os encalhes corresponderam a 19%.

Esses três fatores concentraram aproximadamente 80% de todas as embarcações perdidas no período.

Conflitos e riscos geopolíticos aumentam desafios para o setor

Embora os indicadores de segurança tenham apresentado melhora, a Allianz Commercial alerta que o transporte marítimo internacional enfrenta um cenário de crescente instabilidade.

Segundo o relatório, fatores como conflitos geopolíticos, interrupções em rotas estratégicas, envelhecimento da frota mundial e aumento dos custos de manutenção vêm ampliando os riscos operacionais.

O estudo destaca que cerca de 90% do comércio internacional depende do modal marítimo, tornando a segurança das operações um elemento essencial para o funcionamento da economia global.

Nesse contexto, a avaliação é de que o setor precisará priorizar cada vez mais a resiliência operacional, equilibrando eficiência, gestão de riscos e capacidade de adaptação diante de um ambiente internacional marcado por maior volatilidade.

Apesar dos desafios, o relatório aponta que a redução tanto dos incidentes quanto das perdas totais de embarcações em 2025 demonstra avanços importantes na segurança marítima, ainda que esses resultados permaneçam sob pressão diante das transformações geopolíticas e econômicas em curso.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mundo Marítimo

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Portos

Novo porto seco de Foz do Iguaçu será inaugurado em dezembro de 2026

O novo porto seco de Foz do Iguaçu tem inauguração marcada para 10 de dezembro de 2026. A informação foi divulgada na terça-feira (13) pelo presidente da operadora logística Multilog, Djalma Vilela. De acordo com ele, o empreendimento contará com 550 mil metros quadrados de área alfandegada e segue dentro do cronograma estabelecido.

Atualmente, as obras estão na etapa de terraplanagem e pavimentação. A previsão é que, em fevereiro, tenha início a construção dos prédios que irão abrigar as operações do complexo logístico.

Estrutura moderna para operações aduaneiras

O projeto do porto seco contempla áreas específicas para movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias importadas e exportadas, todas sob controle da Receita Federal. O complexo terá espaços cobertos destinados ao armazenamento e à vistoria de cargas, além de câmara fria com docas exclusivas, voltadas a produtos que exigem controle rigoroso de temperatura.

A infraestrutura incluirá ainda balanças de alta precisão, scanners, sistemas de monitoramento por câmeras e vigilância interna e externa. Estão previstos gates automatizados de entrada e saída de veículos, inclusive para cargas especiais com dimensões excedentes, além de sistemas integrados de pesagem e identificação veicular. Haverá também uma área dedicada aos motoristas.

Expansão da capacidade logística e impacto regional

Com a nova estrutura, o porto seco de Foz do Iguaçu terá um aumento de 30% na capacidade operacional a partir de dezembro. Atualmente, a unidade figura entre as mais movimentadas do país e se consolida como um dos principais centros logísticos do Mercosul.

Somente em 2025, passaram pelo local 215.070 veículos, o maior volume registrado desde o início das operações. Segundo a Multilog, o novo empreendimento foi dimensionado para acompanhar o crescimento do comércio exterior, incluindo no planejamento a implantação de um terminal de contêineres, o que deve reforçar ainda mais a eficiência logística da região.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Importação

Início de 2026 exige planejamento das importações diante do Ano Novo Chinês

O início de 2026 tende a ser um período decisivo para a organização das importações brasileiras. Após a desaceleração típica do fim de ano, empresas retomam negociações, ajustam volumes e definem cronogramas de embarque para o primeiro trimestre. Esse planejamento, no entanto, precisa considerar um fator central do comércio global: o calendário do Ano Novo Chinês.

Em 2026, o Ano Novo Chinês será celebrado entre terça-feira, 17 de fevereiro, e terça-feira, 3 de março. Durante esse período, fábricas, escritórios, armazéns e parte da operação portuária na China reduzem ou interrompem suas atividades. Como o país é o principal fornecedor de produtos industrializados para o Brasil, o impacto se reflete diretamente nos prazos de produção e embarque.

Nas semanas que antecedem o feriado, é comum a concentração de pedidos e embarques, já que importadores buscam antecipar cargas. Após o término das festividades, a retomada das operações ocorre de forma gradual, o que pode gerar acúmulo de pedidos, aumento no tempo de fabricação e ajustes nas janelas de embarque. Esse comportamento afeta cadeias que dependem de reposição contínua, como eletrônicos, têxteis, utilidades domésticas e artigos sazonais.

Diante desse cenário, o início do ano deixa de ser apenas um momento de retomada comercial e passa a exigir organização logística mais precisa. Empresas que não consideram o impacto do calendário chinês podem enfrentar atrasos no abastecimento e dificuldade para cumprir prazos de venda ao longo do primeiro semestre.

Organização logística e previsibilidade das operações

A definição das importações para o primeiro trimestre de 2026 depende de decisões antecipadas. Ajustar cronogramas, definir volumes com antecedência e escolher janelas de embarque compatíveis com o período pré e pós-Ano Novo Chinês reduz riscos operacionais. Nesse contexto, o papel do parceiro logístico ganha relevância.

Um operador logístico com atuação internacional e conhecimento das rotas asiáticas consegue orientar o importador sobre prazos realistas, alternativas de transporte e impactos do feriado na origem. Essa atuação envolve não apenas o transporte, mas também a coordenação com fornecedores, agentes de carga e o acompanhamento do fluxo logístico.

Além disso, o início do ano costuma concentrar revisões de contratos de frete e reorganização de rotas globais, o que pode influenciar custos e disponibilidade de espaço. O acompanhamento contínuo dessas variáveis permite decisões mais alinhadas à dinâmica do comércio internacional.

Com o Ano Novo Chinês ocorrendo entre fevereiro e março de 2026, o planejamento das importações no início do ano se consolida como etapa estratégica. A combinação entre organização prévia e suporte logístico adequado contribui para operações mais previsíveis e para a continuidade do abastecimento ao longo do ano.

TEXTO E IMAGEM: PROCESS GROUP

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Notícias

Furacão Melissa paralisa navegação comercial no Caribe e fecha o Porto de Kingston

O furacão mais poderoso de 2025 afeta diretamente o transporte marítimo.

O Furacão Melissa alcançou a categoria 5, tornando-se a tempestade mais intensa do mundo em 2025, com ventos sustentados de até 280 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). A passagem do fenômeno pelo Caribe já provoca graves impactos na navegação comercial, com portos fechados, rotas alteradas e atrasos em cadeias logísticas globais.

Porto de Kingston fecha e operações são suspensas

Na Jamaica, o Porto de Kingston, um dos principais centros de transbordo de contêineres da região, foi fechado preventivamente diante da aproximação do furacão. A medida, necessária para garantir a segurança de trabalhadores e embarcações, interrompeu temporariamente as operações de carga e descarga.

Com o fechamento do porto, companhias marítimas enfrentam atrasos significativos na chegada e na partida de navios. Diversas embarcações cargueiras aguardam em alto-mar até que as condições climáticas permitam retomar a navegação. O impacto se estende às cadeias de suprimentos internacionais, afetando o fluxo de mercadorias entre a América Central, América do Norte e Europa.

Cruzeiros desviam rotas para fugir da tempestade

As companhias de cruzeiros Royal Caribbean e Carnival também anunciaram mudanças nos itinerários de suas embarcações. As novas rotas evitam a zona de risco que abrange a Jamaica, Cuba, Bahamas e as Ilhas Turcas e Caicos — áreas sob alerta de ventos extremos, chuvas torrenciais e marés de tempestade.

Segundo especialistas do setor, a alteração repentina de rotas causa prejuízos operacionais e logísticos, mas é essencial para preservar a segurança dos passageiros e tripulantes.

Riscos elevados para embarcações e tripulações

Com ventos que superam os 250 km/h, o Furacão Melissa representa uma ameaça severa à navegação marítima. As condições extremas aumentam o risco de acidentes, avarias e derramamento de cargas, além de dificultarem a comunicação e o controle das embarcações em alto-mar.

As autoridades de vários países caribenhos permanecem em alerta máximo, monitorando a trajetória do furacão, que deve atingir a Jamaica na manhã de terça-feira (28) e seguir em direção a Cuba. Evacuações em áreas costeiras já foram realizadas, enquanto os Estados Unidos preparam apoio humanitário para as regiões afetadas.

Expectativa é de desvio do furacão para o mar aberto

Após passar pelo Caribe, o Melissa poderá ser empurrado por uma frente fria em direção ao oceano Atlântico, o que deve poupar a costa leste dos EUA de impactos diretos. Mesmo assim, o rastro de destruição e os efeitos sobre o transporte marítimo internacional devem se prolongar por semanas.

Fonte: Com informações do Centro Nacional de Furacões (NHC) e agências internacionais.
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: REPRODUÇÃO INTERNET

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Comércio Exterior, Economia, Mercado Internacional

Tarifas dos EUA impõem novos desafios à logística do Brasil à América do Norte

Empresas do setor apontam para uma necessidade crescente de adaptação, revisão de contratos e fortalecimento do planejamento aduaneiro. 

A adoção de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos importados reacende discussões sobre os impactos na cadeia logística internacional, especialmente nas rotas entre o Brasil e a América do Norte. Empresas do setor podem sentir necessidade crescente de adaptação, revisão de contratos e fortalecimento do planejamento aduaneiro. 

“Mais do que uma questão tributária, estamos diante de uma reconfiguração da estratégia logística entre os países”, afirma Luciano Zucki, cofundador e diretor da PLEX Logistics, companhia especializada em transporte internacional com sede em Miami. Segundo ele, empresas brasileiras precisam revisar seus custos logísticos, reavaliar modais e, principalmente, investir em previsibilidade nas operações. 

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), alumínio, autopeças e têxteis são os setores mais afetados, impactando diretamente os importadores da América Latina.O Brasil figura entre os principais parceiros comerciais dos EUA no Hemisfério Sul, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o que acende o alerta para possíveis gargalos nos fluxos logísticos. 

A PLEX Logistics tem atuado no assessoramento de embarcadores e operadores logísticos para mitigar riscos, otimizar processos e identificar oportunidades em mercados alternativos. “Nosso papel é orientar os clientes com base em dados, inteligência de mercado e alternativas de transporte mais competitivas”, reforça Zucki. 

A empresa mantém operações marítimas, aéreas e rodoviárias, com foco em soluções personalizadas para importação e exportação entre os dois continentes. 

Website: https://www.linkedin.com/company/plex-international-logistics/ 

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Logística

PLEX Internacional participa da LABACE e reforça papel estratégico da logística na aviação executiva

A PLEX Internacional marcou presença na LABACE – Latin American Business Aviation Conference & Exhibition, realizada nos dias 05, 06 e 07 de agosto, no Campo de Marte, em São Paulo — o maior evento de aviação geral da América Latina. A feira reuniu os principais players do setor para apresentar inovações, tendências e oportunidades de negócios. “Acreditamos que esse é o espaço ideal para entender as novas demandas da aviação executiva, antecipar movimentos de mercado e, claro, apresentar tudo o que a Plex tem feito para entregar valor real aos nossos clientes. Nosso propósito com essa presença é fortalecer parcerias, gerar conexões e mostrar o quanto a logística pode ser estratégica para o crescimento da aviação executiva”, afirma Luciano Zucki, Business Development Director da PLEX.

A empresa vive o segmento aeronáutico todos os dias, com atuação no transporte e logística internacional de peças, apoio a oficinas de reparo, soluções OAG e atendimento dedicado à frota de jatos executivos. O diferencial está na agilidade, no conhecimento técnico e na capacidade de oferecer soluções sob medida para cada cliente. ”Trabalhamos com quem não pode parar e sabemos o que está em jogo quando uma aeronave está no solo esperando por uma peça”, reforça Zucki.

O potencial da aviação executiva no Brasil é expressivo. Segundo dados da ANAC, o país conta com uma frota de mais de 1.100 jatos executivos e pouco mais de 2.000 helicópteros — a segunda maior frota do mundo.

Para a PLEX, participar da LABACE é uma oportunidade de acompanhar tendências, antecipar movimentos de mercado e contribuir para que essa frota continue operando com segurança, agilidade e precisão.

A feira, reconhecida por ir além de contratos e números, é uma celebração da aviação geral e um ponto de encontro de profissionais, compradores e apaixonados pelo setor. Em sua exposição estática, é possível conhecer de perto as principais inovações das aeronaves, descobrir evoluções tecnológicas, ampliar relacionamentos e ter acesso exclusivo a lançamentos dos maiores fabricantes do mundo.

Com sua participação, a PLEX reforça o compromisso de evoluir junto com a aviação executiva, lado a lado com os principais players do mercado, garantindo que cada operação logística seja sinônimo de eficiência e confiabilidade.

TEXTO: REDAÇÃO

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Comércio Exterior, Importação, Informação, Logística, Navegação, Sustentabilidade

Braskem investe em frota própria de navios para etano e nafta

A Braskem colocou em operação o primeiro navio de uma frota própria que será dedicada ao transporte internacional de suas principais matérias-primas, nafta e etano.

Com custo total de US$ 332 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,9 bilhão ao câmbio atual, os seis navios que atenderão ao complexo petroquímico da Braskem Idesa, no México, e às centrais base nafta no Brasil trarão redução de gastos com frete e garantia de disponibilidade, num momento em que os estaleiros têm se dedicado mais à construção de embarcações para contêineres do que para líquidos e gases.

Todos os navios serão financiados pela norueguesa Ocean Yield, via leasing, com prazo de 15 anos. Mas a Braskem tem opção de compra ao fim dos contratos. “O conceito é ter frete mais competitivo, ser mais eficiente e ser mais sustentável ,gerando menos emissões”, diz a diretora de logística da Braskem, Silvia Migueles.

O primeiro navio, “Brillant Future”, está dedicado ao transporte de etano dos Estados Unidos para o complexo mexicano da Braskem, e recebeu investimentos de US$ 80 milhões. Construído pela chinesa Yamic, tem 188 metros de comprimento e capacidade para 19 mil toneladas por viagem.

A segunda embarcação da frota da Braskem, similar ao “Brillant Future”,  em junho e fará a mesma rota. Equipados com motor bicombustível, os navios podem usar tanto óleo de bunker quanto o próprio etano como combustível,resultando em uma redução de 40% das emissões de gás carbônico.

Ambos chegam à Braskem às vésperas da inauguração do novo terminal de etano no México, que possibilitará à Braskem Idesa importar toda a matéria-prima que demanda para produção de polietileno e, futuramente, ampliar suas operações.

Outras quatro embarcações, que abastecerão as unidades da petroquímica no Brasil com nafta importada de diferentes regiões – Estados Unidos, Oriente Médio e África, entre outras -, entrarão em operação em 2028. Com custo unitário de US$ 43 milhões cada, terão de capacidade de transporte de 55 mil toneladas da matéria-prima.

A nafta ainda é a matéria-prima mais consumida pelas operações brasileiras da Braskem e, embora a Petrobras seja uma fornecedora relevante – além de acionista relevante da petroquímica -, hoje 60% já são importados. Por ano, as centrais no país demandam entre 4,5 e 5,5 milhões de toneladas do insumo.

De acordo com Migueles, a contratação dos seis navios já recebeu o aval do conselho de administração. Grandes petroquímicas globais, como Ineos e Reliance, têm frota própria para transporte do etano. No caso da Braskem, o investimento, no formato de leasing, não deve jogar mais pressão sobre o balanço da companhia. “A importação de nafta é crucial para as operações no Brasil. Hoje, a disponibilidade de navios maiores [para transporte desse tipo de carga] é muito baixa no mundo”, afirma o gerente de logística da Braskem, Eduardo Ivo Cavalcanti.

No ano passado, a petroquímica já havia se tornado uma Empresa Brasileira de Navegação (EBN) e deu início a operações próprias de cabotagem, com expectativa de economia de R$ 10 milhões ao ano. Mais adiante, o plano é ampliar o número de embarcações. Conforme os executivos, a Braskem não almeja ser autossuficiente ou prestar serviços para terceiros de navegação.

Fonte: Valor Econômico
Braskem investe em frota própria de navios para etano e nafta | Empresas | Valor Econômico

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