Portos

TCP bate recorde histórico e movimenta 152 mil TEUs em setembro

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) alcançou um novo recorde de movimentação em setembro. A empresa operou 152.347 contêineres de 20 pés, medida conhecida como TEU, no período. O resultado é o maior já registrado pelo terminal em um único mês e representa uma alta de 2,5% sobre o recorde anterior, de 148.690 TEUs, registrado em outubro de 2025.

O desempenho também reforçou o crescimento das operações portuárias em Paranaguá ao longo de 2026, impulsionado pelo aumento da demanda e pela capacidade operacional do terminal.

TCP registra dois recordes diários em setembro

Além da marca mensal, o terminal paranaense atingiu dois recordes em operações realizadas em dias específicos.

Em 17 de setembro, a movimentação ferroviária registrou o maior volume diário da história, com 488 transações de contêineres. Quatro dias depois, em 21 de setembro, a movimentação geral chegou a 10.640 TEUs em apenas 24 horas, estabelecendo outro recorde.

Para Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, os números refletem a combinação entre infraestrutura, tecnologia e desempenho das equipes.

“O resultado de setembro demonstra a capacidade e a eficiência do Terminal para atender ao crescimento da demanda do mercado. Essa conquista reflete a dedicação de cada colaborador, aliada à infraestrutura e à tecnologia de ponta da operação, e representa um passo importante em direção à projeção de movimentação anual da companhia.”

Movimentação de contêineres cresce 4% no ano

De janeiro a setembro, a TCP movimentou 1,279 milhão de TEUs, volume 4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram operados 1,228 milhão de TEUs.

Nas operações terrestres, o fluxo de veículos pelo gate rodoviário aumentou 3%, alcançando 489 mil transações.

O transporte sobre trilhos também apresentou crescimento. A ferrovia que atende o terminal e conecta Paranaguá a cidades como Ortigueira, Cambé e Cascavel registrou 1.010 encostes de trens no período, alta de 3%.

Já o volume de cargas cheias transportadas por ferrovia teve expansão mais expressiva, de 25%. Foram 1,210 milhão de toneladas movimentadas em 2026, contra 964 mil toneladas no ano anterior.

A TCP também mantém a posição de maior concentradora de serviços marítimos semanais regulares do Brasil, com 22 linhas marítimas em sua programação. Até setembro, 760 navios haviam atracado no terminal.

Exportações de cargas cheias chegam a 6,3 milhões de toneladas

Entre janeiro e setembro, as exportações de cargas cheias pelo terminal somaram 6,363 milhões de toneladas, crescimento de 6% na comparação com as 6,023 milhões de toneladas registradas em 2025.

O segmento de carnes e congelados foi o principal destaque. O setor movimentou 2,973 milhões de toneladas, alta de 8% em relação ao ano anterior. O volume corresponde a 47% de todas as cargas exportadas pelo terminal no período.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a estrutura destinada ao armazenamento de produtos refrigerados tem sido aproveitada pelos exportadores.

“Os exportadores estão aproveitando ao máximo a infraestrutura para armazenagem de carnes e congelados do Terminal, que, em 2026, registrou um forte avanço nas exportações de carne de frango e suína, ao passo que a carne bovina se manteve estável para o período.”

TCP amplia capacidade para contêineres refrigerados

A movimentação de contêineres refrigerados cresceu 6% em 2026, chegando a 112.315 unidades até setembro.

O Terminal de Contêineres de Paranaguá possui atualmente o maior pátio do Brasil destinado à armazenagem desse tipo de carga, com capacidade para 5.280 contêineres conectados à rede elétrica.

As obras de expansão já estão em andamento e devem elevar a capacidade para 6 mil tomadas até o fim de 2027.

Além das carnes e produtos congelados, outros segmentos relevantes apresentaram crescimento nas exportações. O setor de madeira e produtos florestais avançou 6%, com 1,064 milhão de toneladas embarcadas.

Na sequência, o segmento de papel e celulose registrou alta de 10%, totalizando 824 mil toneladas exportadas.

Importações avançam 5% até setembro

As importações também apresentaram desempenho positivo. A movimentação de cargas importadas pela TCP cresceu 5% e atingiu 2,440 milhões de toneladas nos nove primeiros meses do ano.

O setor automotivo foi responsável pelo desembarque de 454 mil toneladas, volume 7% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Outro destaque foi o segmento de bens de consumo, que cresceu 17%. A movimentação passou de 144 mil toneladas para 168 mil toneladas no período.

De acordo com Fabio Mattos, a expansão do setor automotivo está relacionada à chegada de veículos elétricos, autopeças e componentes destinados principalmente ao abastecimento da indústria da Região Metropolitana de Curitiba.

No caso dos bens de consumo, o crescimento é associado à estrutura de armazenagem da TCP. O terminal possui um armazém alfandegado com mais de 9 mil metros quadrados, além de serviços voltados às necessidades dos importadores.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: TCP

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Portos

Neltume Ports defende viabilidade jurídica de novo terminal de contêineres no Porto de Montevidéu

A Neltume Ports reafirmou a viabilidade jurídica do projeto Montevideo Container Terminal (MCT), apresentado para a construção de uma nova instalação especializada em contêineres no Porto de Montevidéu, no Uruguai.

A manifestação ocorreu após questionamentos da Katoen Natie, controladora de 80% da Terminal Cuenca del Plata (TCP). A empresa belga alertou que uma eventual aprovação do projeto pelo governo uruguaio poderia levar à abertura de um diferendo junto ao Centro Internacional de Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (Ciadi).

Neltume prevê investimento de US$ 900 milhões

Em resposta, a Neltume Ports afirmou que o projeto foi apresentado dentro das regras jurídicas atualmente vigentes no país e que cabe às autoridades uruguaias analisar a proposta e decidir sobre sua eventual implementação.

A companhia chilena declarou ainda estar disposta a investir US$ 900 milhões no empreendimento. Segundo a empresa, o objetivo é ampliar a capacidade do Porto de Montevidéu e transformar a instalação em um hub logístico regional, com potencial para dobrar os volumes de carga nos próximos anos.

Decisão do Tribunal Administrativo é ponto central

Um dos principais argumentos apresentados pela Neltume é a decisão nº 719 do Tribunal de lo Contencioso Administrativo (TCA), publicada em 17 de dezembro de 2025.

A sentença anulou a cláusula 3.5.4 do regime de gestão da Terminal Cuenca del Plata, estabelecido pelo Decreto 114/021. O dispositivo impunha restrições à concessão da exploração de outras terminais especializados em contêineres.

Para a Neltume, com a anulação dessa cláusula, o Estado uruguaio deixou de estar submetido à limitação que restringia a concessão de novas instalações desse tipo.

A empresa também destacou que a Administración Nacional de Puertos, a TCP e empresas do grupo Katoen Natie, incluindo Nelsury S.A. e Seaport Terminal Montevideo S.A., participaram do processo analisado pelo TCA e estão abrangidas pelos efeitos da decisão.

Empresa cita livre concorrência no sistema portuário

Na interpretação da Neltume Ports, a sentença do TCA reforça a necessidade de preservar a livre concorrência no setor portuário e evitar a formação de monopólios de fato.

A companhia considera que a criação do MCT estaria alinhada a esse princípio ao adicionar infraestrutura, capacidade e alternativas para os usuários do Porto de Montevidéu.

Segundo a empresa, a entrada de um novo operador poderia contribuir para melhorar as condições de serviço, ampliar a oferta portuária e fortalecer a competitividade do comércio exterior uruguaio.

Neltume contesta argumento sobre estabilidade jurídica

A posição da companhia chilena contrasta com a interpretação apresentada pela Katoen Natie sobre a proteção jurídica concedida à TCP.

A empresa belga sustenta que as garantias contratuais e de investimento deveriam impedir uma decisão estatal capaz de alterar as condições econômicas estabelecidas para a operação da terminal.

A Neltume, por outro lado, argumenta que a decisão do TCA mudou a base jurídica que deve ser considerada na análise de uma eventual autorização para uma nova instalação de contêineres.

A empresa faz uma distinção entre uma alteração posterior das normas e a anulação judicial de uma disposição considerada incompatível com a legislação.

Cláusula anulada é considerada nula desde a origem

De acordo com a Neltume, a chamada cláusula de estabilidade jurídica prevista no acordo entre o Estado uruguaio e as empresas do grupo Katoen Natie poderia oferecer proteção, sob determinadas condições, contra mudanças regulatórias posteriores à assinatura do contrato.

A companhia afirma, entretanto, que situação diferente ocorre quando uma disposição é declarada nula pela Justiça administrativa por contrariar o ordenamento jurídico vigente.

Na avaliação da Neltume, a cláusula 3.5.4 anulada pelo TCA seria nula desde sua origem, o que a diferenciaria de uma mudança normativa posterior ao acordo firmado com a Katoen Natie.

Projeto pretende ampliar capacidade do Porto de Montevidéu

A Neltume Ports também ressaltou sua presença histórica no mercado uruguaio. A empresa atua no Porto de Montevidéu por meio da Montecon desde 2000.

Com base nessa experiência, a companhia afirma que o país tem uma oportunidade de ampliar sua capacidade portuária, recuperar volumes de carga e fortalecer sua posição como centro logístico regional.

Para a empresa, o projeto MCT representa uma proposta de ampliar infraestrutura portuária, capacidade operacional, concorrência e investimentos, com impactos esperados sobre o Porto de Montevidéu e o comércio exterior do Uruguai.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Conflito portuário no Uruguai afeta exportações de pescado e desvia cargas para Argentina e Brasil

O prolongado conflito portuário no Uruguai já provoca impactos diretos sobre as exportações de pescado e leva empresas a buscar alternativas logísticas em portos da Argentina e do Brasil. As dificuldades para embarcar as cargas podem resultar em esperas de duas a três semanas, pressionando o fluxo financeiro das empresas pesqueiras.

O cenário ganhou força nos últimos dias após cinco grandes companhias de navegação que atuam no país alertarem o governo uruguaio sobre os efeitos das interrupções recorrentes no Porto de Montevidéu.

Cinco armadores cobram solução para as interrupções

Maersk Uruguay, Ocean Network Express (ONE), CMA CGM Uruguay, Cosco Shipping Lines e Hapag-Lloyd Uruguay encaminharam uma carta a seis ministros do governo uruguaio. No documento, as empresas pedem medidas capazes de restabelecer a previsibilidade das operações portuárias.

Segundo as companhias, mais de 35 dias de interrupções ou restrições operacionais foram acumulados desde o início de 2026. Entre os principais efeitos estão atrasos, perda de cargas de transbordo e dificuldades para manter os serviços marítimos dentro da programação.

O problema está concentrado na Terminal Cuenca del Plata (TCP), principal terminal especializado em contêineres do Porto de Montevidéu. A paralisação ocorre em meio às negociações entre a administração da terminal e os trabalhadores para a renovação do acordo coletivo.

Terminal movimenta cerca de 80% dos contêineres do país

A dimensão do conflito está relacionada à importância da TCP para o comércio exterior uruguaio. Segundo Carlos Abel Olivera, diretor-executivo da empresa pesqueira Novabarca, aproximadamente 80% dos contêineres do Uruguai passam pela terminal.

Dessa forma, qualquer interrupção nas operações repercute diretamente sobre as cadeias de exportação e importação.

Para o setor pesqueiro, os efeitos já são sentidos na rotina das empresas. A dificuldade para conseguir espaço nos navios tem provocado acúmulo de produtos acabados em câmaras frigoríficas, além de atrasos nos recebimentos.

Exportadores enfrentam atrasos de até três semanas

Olivera relatou que a frequência dos embarques caiu significativamente. Antes, segundo ele, a empresa conseguia retirar as cargas duas ou três vezes por semana. Agora, a espera pode chegar a duas ou três semanas.

O atraso afeta diretamente o capital de giro das empresas pesqueiras. Depois de capturado e processado, o pescado precisa permanecer armazenado até que seja possível embarcá-lo. Enquanto isso, continuam os custos de produção, conservação e armazenamento.

Para as empresas, o produto estocado representa recursos financeiros que ainda não retornaram ao caixa. O efeito se espalha pela cadeia de pagamentos e dificulta o cumprimento de compromissos comerciais.

Cargas começam a ser direcionadas para outros portos

A falta de regularidade também ameaça a capacidade dos exportadores de cumprir os prazos acordados com compradores internacionais.

Diante das dificuldades em Montevidéu, operadores de comércio exterior já passaram a considerar Buenos Aires, na Argentina, e Santos, no Brasil, como alternativas para o embarque das mercadorias.

A mudança pode alterar os fluxos logísticos regionais e reduzir a utilização do porto uruguaio por determinados segmentos exportadores.

Navieras alertam para perda de confiabilidade de Montevidéu

As cinco companhias marítimas afirmam que a repetição das interrupções está prejudicando a confiabilidade comercial do Porto de Montevidéu.

Além das cargas que deixam de ser embarcadas, as empresas alertam para a possibilidade de perda de operações de transbordo. Esse tipo de movimentação é importante para conectar cargas da região aos serviços marítimos internacionais.

A redução dos transbordos também pode afetar a competitividade do comércio exterior uruguaio e a manutenção de empregos relacionados às operações portuárias.

Negociação envolve cerca de 550 trabalhadores

O conflito tem como um de seus principais pontos a negociação de um novo acordo coletivo para aproximadamente 550 trabalhadores da TCP.

A estrutura societária da terminal é formada majoritariamente pela empresa belga Katoen Natie, que detém 80% de participação, enquanto os outros 20% pertencem à Administração Nacional de Portos do Uruguai.

As divergências trabalhistas deram origem a sucessivas interrupções ao longo dos últimos meses, afetando a programação das operações.

Governo estabelece serviços mínimos

Diante da continuidade das medidas, o governo uruguaio determinou, em setembro, um regime de serviços mínimos para preservar atividades consideradas essenciais.

A medida inclui operações como carregamento e descarregamento de navios, recebimento de contêineres de importação e exportação, armazenamento e atendimento de cargas refrigeradas e produtos perecíveis.

O modelo adotado no Uruguai é diferente do existente na Argentina, onde há a possibilidade de utilização da conciliação obrigatória para suspender medidas durante uma negociação trabalhista.

No caso uruguaio, o governo tem atuado por meio de negociações e da definição de serviços mínimos, enquanto trabalhadores e empresa continuam tentando chegar a um acordo.

Setor pesqueiro já sente impacto financeiro

A pressão sobre o comércio exterior uruguaio aumenta à medida que as interrupções continuam.

Para a indústria pesqueira, os efeitos já incluem menor frequência de embarques, lotação das câmaras frigoríficas, atraso no recebimento dos pagamentos e dificuldades para cumprir os prazos acordados com clientes internacionais.

Ao mesmo tempo, a perda de previsibilidade vem incentivando parte dos operadores a transferir cargas para portos de outros países da região, aumentando a pressão sobre a posição de Montevidéu como ponto estratégico da logística sul-americana.

FONTE: PESCARE
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/PESCARE

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Portos

TCP movimenta mais de 800 contêineres de cargas fracionadas em 2026

Terminal de Contêineres de Paranaguá recebeu 851 unidades no primeiro semestre, com mais de 9 mil processos de entrega registrados entre janeiro e julho

Entre janeiro e julho de 2026, a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, recebeu 851 contêineres de cargas fracionadas, modalidade conhecida como LCL (less than a container load).

O sistema permite reunir mercadorias de diferentes importadores em uma única unidade de transporte marítimo. A estratégia otimiza o espaço disponível e pode reduzir custos de importação, além de diminuir a burocracia para empresas que não possuem volume suficiente para ocupar um contêiner inteiro.

Operação LCL ganha agilidade no terminal

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a estrutura do terminal contribui para tornar o processo de cargas LCL mais rápido. A empresa conta com mais de 9 mil metros quadrados de área no maior armazém em zona primária do Brasil.

De acordo com o executivo, a liberação de cargas fracionadas ocorre, em média, em 48 horas. Para importadores de Curitiba e da Região Metropolitana, a TCP também oferece entrega diretamente no endereço do cliente.

Nos primeiros sete meses do ano, o terminal contabilizou 9.034 processos de entrega de cargas fracionadas aos respectivos destinatários. Entre os produtos movimentados, plásticos e suas obras tiveram maior participação, respondendo por aproximadamente 46% dos processos.

Como funciona a desova de cargas LCL

A operação começa com o posicionamento do contêiner LCL na doca do armazém alfandegado de importação. Depois da retirada do lacre, a unidade é aberta e as mercadorias passam por conferência e aferição.

Na sequência, as remessas são retiradas do contêiner e organizadas de acordo com cada cliente. As cargas são então paletizadas e embaladas, concluindo a chamada desova de contêineres LCL.

Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP, explica que esse procedimento permite separar as diferentes remessas transportadas dentro da mesma unidade.

Estrutura própria reduz burocracia e custos

Quando um terminal portuário não dispõe de um armazém alfandegado para importação, a desova dos contêineres LCL precisa ocorrer em outro recinto alfandegado.

Nessas situações, o importador precisa solicitar documentos como a Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA) ou a Declaração de Trânsito de Contêineres (DTC) para viabilizar a transferência da unidade.

Esse procedimento pode aumentar o tempo da operação e gerar custos adicionais na importação. A estrutura disponível na TCP permite que o processo seja realizado dentro do próprio terminal, reduzindo etapas e tornando a operação mais direta.

Comparativo com o volume de 2025

Em todo o ano de 2025, a TCP recebeu 1.508 contêineres LCL destinados à importação. No mesmo período, foram registrados 16.405 processos de entrega de cargas fracionadas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

TCP antecipa marca de 1 milhão de TEUs movimentados e reforça crescimento no Porto de Paranaguá

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, alcançou a marca de 1 milhão de TEUs movimentados em 2026 antes do registrado no ano anterior. O resultado foi atingido 10 dias mais cedo do que em 2025, refletindo o crescimento das operações e o aumento da demanda por movimentação de cargas.

O contêiner que simbolizou o marco foi embarcado durante a operação do navio VALOR, da MSC, embarcação que opera na rota entre o Brasil e a Europa.

Segundo o gerente comercial da TCP, Fabio Mattos, o desempenho é resultado dos investimentos realizados em infraestrutura, equipamentos e na ampliação da capacidade operacional do terminal.

“A antecipação desse marco demonstra que o Terminal está preparado para atender ao crescimento da demanda com eficiência. Os investimentos e o trabalho das equipes têm sido fundamentais para manter esse ritmo e buscar um novo recorde histórico em 2026”, destacou.

Melhor resultado mensal impulsiona desempenho do terminal

O avanço ocorre após um mês de julho de forte movimentação. No período, a TCP registrou 147,9 mil TEUs, o maior volume mensal do ano e um crescimento de 5% em relação ao mesmo mês de 2025.

Outro destaque foi a expansão da movimentação de contêineres refrigerados (reefer), utilizados principalmente para o transporte de carnes e alimentos congelados. Entre janeiro e julho, esse segmento cresceu 10%, passando de 80,3 mil para 88,4 mil unidades.

Operações rodoviárias, ferroviárias e marítimas seguem em expansão

Nos primeiros sete meses do ano, cerca de 379 mil contêineres passaram pelos acessos rodoviários do terminal, enquanto outros 62 mil foram movimentados por ferrovia, por meio de 774 composições ferroviárias.

A TCP destaca-se por ser o único terminal de contêineres da região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio operacional, característica que amplia a integração entre os modais e melhora a eficiência logística.

No mesmo período, o terminal recebeu 597 navios e manteve sua posição como o maior concentrador de serviços marítimos do país, oferecendo 22 linhas semanais entre rotas de cabotagem e de longo curso, conectando Paranaguá a mercados das Américas, Europa, África e Ásia.

Exportações de carnes lideram crescimento da movimentação

O desempenho da balança comercial movimentada pela TCP foi impulsionado principalmente pelas exportações de carnes e produtos congelados. Entre janeiro e julho, o terminal embarcou 4,913 milhões de toneladas de cargas, resultado 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

As exportações de carne de frango e carne suína foram responsáveis por grande parte desse crescimento, elevando o volume transportado de 2,047 milhões para 2,344 milhões de toneladas.

Para acompanhar o aumento da demanda, a TCP segue ampliando sua estrutura destinada aos contêineres refrigerados. A previsão é elevar a capacidade de armazenamento de 5.280 para 5.500 tomadas elétricas ainda em 2026.

Papel, celulose e setor automotivo também avançam

Além das carnes, o segmento de papel e celulose apresentou crescimento de 9%, alcançando 623 mil toneladas movimentadas neste ano.

Nas importações, o destaque ficou para o setor automotivo, impulsionado pelo mercado de veículos elétricos e pela chegada de peças e componentes. O volume desembarcado atingiu 346 mil toneladas, alta de 8% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A marca de 1 milhão de TEUs foi alcançada na última segunda-feira (3), consolidando o ritmo de crescimento da TCP e reforçando a expectativa de que o terminal encerre 2026 com o melhor desempenho de sua história.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Brado e TCP ampliam ferrovia em Paranaguá e elevam capacidade logística do terminal

A Brado Logística e a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, concluíram em julho a ampliação da infraestrutura ferroviária dentro do pátio operacional do terminal. A nova estrutura deve elevar em aproximadamente 20% a capacidade de movimentação de cargas por ferrovia, além de tornar as operações mais ágeis e eficientes.

A expansão contempla a implantação de uma terceira linha férrea e uma nova área de manobras, reforçando a integração entre o porto e importantes polos produtivos do Paraná.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o ramal ferroviário atende cidades estratégicas como Ortigueira, Cambé e Cascavel, responsáveis por grande parte da produção e exportação de carne de frango, papel e celulose.

Com a nova configuração, a capacidade anual de transporte de contêineres cheios passa de 55 mil para cerca de 66 mil unidades, ampliando o atendimento aos clientes que utilizam o modal ferroviário.

Projeto fortalece a logística do Paraná

Para Vinicius Cordeiro, gerente executivo de Comercial e Novos Negócios da Brado, a entrega da obra representa um novo momento para a logística paranaense, ao ampliar a conexão entre produtores, indústrias e mercados nacionais e internacionais.

De acordo com o executivo, a ampliação permitirá oferecer soluções logísticas mais eficientes e sustentáveis, especialmente para o agronegócio e para o setor industrial, segmentos que demandam maior capacidade de transporte para acompanhar o crescimento da produção.

A expectativa é que a maior integração entre ferrovia e porto aumente a competitividade dos produtos do Paraná, proporcionando mais previsibilidade e eficiência no escoamento das cargas.

Terminal ganha terceira linha férrea e amplia operações simultâneas

A TCP é o único terminal portuário da Região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio operacional. Com a conclusão da obra, foram incorporados 757 metros adicionais de trilhos, incluindo uma terceira linha férrea e uma nova área destinada às manobras.

Antes da ampliação, o terminal operava com duas linhas, permitindo que um trem entrasse enquanto outro deixava o pátio, com operações limitadas a 41 contêineres por movimentação.

Agora, dois trens poderão realizar operações de carga e descarga ao mesmo tempo, enquanto um terceiro deixa o terminal, aumentando significativamente a produtividade da operação ferroviária.

Mudanças reduzem impactos no trânsito da Avenida Portuária

A nova configuração também traz benefícios para o fluxo de veículos na região portuária.

Anteriormente, as composições chegavam a Paranaguá com 82 vagões, mas precisavam ser divididas em dois trechos para cruzar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o trânsito em duas etapas.

Com a ampliação da ferrovia, os trens passam a cruzar a via em uma única composição, mantendo velocidade reduzida e eliminando as longas interrupções registradas anteriormente, o que melhora tanto a operação ferroviária quanto a mobilidade urbana.

Transporte ferroviário ganha protagonismo nas exportações

A TCP destaca que o transporte ferroviário vem se consolidando como uma alternativa estratégica para a logística de cargas, oferecendo mais segurança, menor risco de avarias e maior previsibilidade nos prazos de entrega.

Em 2024, dos 310 mil contêineres de exportação movimentados pelo terminal, aproximadamente 52 mil — cerca de 17% do total — foram transportados pela Brado por meio da ferrovia.

Investimentos somam R$ 500 milhões em cinco anos

A expansão ferroviária faz parte de um amplo plano de modernização da TCP. Nos últimos cinco anos, a empresa investiu aproximadamente R$ 500 milhões na ampliação da infraestrutura e na modernização das operações.

Para acompanhar o aumento da demanda ferroviária, o terminal passou a operar com três guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), um equipamento a mais que anteriormente. Os equipamentos também foram eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos, medida que reduz em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de carbono da operação.

Os investimentos incluíram ainda novos Terminal Tractors (TTs) e adequações no gate de acesso, permitindo maior fluidez para a terceira linha ferroviária e melhor desempenho na movimentação de cargas.

Brado amplia ativos para aumentar produtividade

Além das intervenções realizadas pela TCP, a Brado Logística investiu em novos ativos e componentes destinados à implantação da infraestrutura ferroviária.

Entre as melhorias estão a instalação de novos trilhos, três aparelhos de mudança de via (AMVs) e reforços estruturais, permitindo maior capacidade de manobra, redução do tempo de espera das composições e aumento da produtividade operacional.

Segundo a empresa, o conjunto de investimentos amplia a confiabilidade das operações e melhora a capacidade de resposta às demandas crescentes do mercado.

Para a TCP, a modernização fortalece a integração entre os diferentes modais de transporte, amplia a competitividade do terminal e contribui para tornar mais eficiente a cadeia logística do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

TCP conclui ampliação da ferrovia no Terminal de Contêineres de Paranaguá e eleva capacidade operacional

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, e a Brado Logística finalizaram, em julho, as obras de expansão da infraestrutura ferroviária dentro do terminal paranaense. A modernização deve aumentar em cerca de 20% a capacidade de movimentação de cargas por ferrovia, além de tornar as operações mais ágeis e eficientes.

Nova linha férrea amplia transporte de contêineres

Com a implantação de uma terceira linha ferroviária e de uma nova área de manobras, o terminal passa a ampliar sua capacidade anual de transporte de contêineres cheios de 55 mil para aproximadamente 66 mil unidades.

O ramal ferroviário conecta o Porto de Paranaguá aos municípios de Ortigueira, Cambé e Cascavel, importantes polos de produção de papel, celulose e carne de frango, fortalecendo o escoamento da produção para o mercado externo.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o investimento representa um ganho relevante de produtividade para os clientes atendidos por esses corredores logísticos.

Infraestrutura fortalece logística do Paraná

Para a Brado Logística, a entrega da obra marca uma nova fase para o transporte multimodal no estado. De acordo com Vinicius Cordeiro, gerente executivo Comercial e de Novos Negócios da empresa, a expansão amplia as conexões entre produtores e mercados nacionais e internacionais, oferecendo uma alternativa mais eficiente e sustentável para o transporte de cargas.

O executivo destaca que a melhoria é especialmente importante para o agronegócio e para o setor industrial paranaense, que demandam soluções logísticas capazes de acompanhar o crescimento da produção e ampliar a competitividade das exportações.

Operação ferroviária ganha mais agilidade

A TCP é o único terminal portuário da região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio de operações. Com a expansão, foram adicionados 757 metros de trilhos, incluindo a terceira linha e uma nova área destinada às manobras ferroviárias.

Antes da ampliação, o terminal operava com duas linhas, permitindo a movimentação de um trem por vez durante as operações de carga e descarga. Agora, será possível realizar o atendimento simultâneo de dois trens enquanto uma terceira composição deixa o terminal, aumentando a fluidez operacional.

Menos impactos no trânsito da Avenida Portuária

Outra mudança importante ocorre na circulação ferroviária dentro de Paranaguá. Anteriormente, os trens precisavam ser divididos em duas composições menores para atravessar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o trânsito em duas ocasiões.

Com a nova configuração, os trens poderão cruzar a via em composição completa, reduzindo o número de bloqueios, diminuindo o tempo de espera para motoristas e garantindo maior fluidez tanto para o transporte ferroviário quanto para o tráfego urbano.

Investimentos somam R$ 500 milhões nos últimos cinco anos

A ampliação faz parte de um plano de modernização da TCP, que investiu aproximadamente R$ 500 milhões em infraestrutura e ampliação da capacidade operacional nos últimos cinco anos.

Para acompanhar o aumento da movimentação ferroviária, o terminal passou a operar com três guindastes RTG, todos eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos. A iniciativa reduz em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de carbono relacionadas à operação desses equipamentos.

Além disso, a empresa incorporou novos Terminal Tractors (TTs) e promoveu adaptações no gate de acesso para atender à terceira linha ferroviária e melhorar o fluxo interno de cargas.

Brado reforça investimentos para ampliar eficiência

A Brado Logística também realizou aportes em equipamentos e componentes ferroviários essenciais para a expansão da infraestrutura. Entre as melhorias estão a instalação de novos trilhos e de três aparelhos de mudança de via (AMVs), que ampliam a capacidade de manobras, reduzem o tempo de espera das composições e aumentam a produtividade do terminal.

Segundo a empresa, os investimentos elevam a confiabilidade da operação e oferecem maior capacidade de resposta ao crescimento da demanda por transporte ferroviário.

Para Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP, a ampliação fortalece a integração entre os modais de transporte, aumenta a eficiência das operações e contribui para tornar a cadeia logística do comércio exterior brasileiro mais competitiva.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Paranaguá amplia capacidade e reforça liderança nas exportações brasileiras

O Porto de Paranaguá segue consolidando sua posição como um dos principais polos logísticos do país. Impulsionado pelo aumento da movimentação de cargas e por novos investimentos em infraestrutura, o complexo portuário registrou resultados expressivos nos primeiros cinco meses de 2026, especialmente no segmento de exportação de proteína animal.

Entre janeiro e maio, o porto embarcou 277,5 mil toneladas de carne bovina para o mercado internacional. O volume garantiu ao terminal a segunda colocação nacional nesse tipo de operação, respondendo por 24,7% das exportações brasileiras do produto. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Movimentação de contêineres cresce em 2026

O desempenho positivo também foi observado no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, foram movimentados 690 mil TEUs, medida utilizada para contabilizar contêineres de 20 pés.

Segundo a administradora do terminal, as exportações alcançaram 3,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres, representando crescimento de 8% em comparação ao mesmo período de 2025. Já as importações somaram 1,3 milhão de toneladas, avanço de 6% na mesma base de comparação.

Investimentos fortalecem infraestrutura portuária

Para atender à expansão da demanda e melhorar a eficiência logística, o Porto de Paranaguá integra um conjunto de obras e projetos coordenados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Um dos principais empreendimentos é o Moegão, novo sistema de descarga ferroviária do corredor de exportação. Considerada a maior obra pública portuária em execução no Brasil, a estrutura já superou 95% de conclusão e recebeu investimentos superiores a R$ 500 milhões, com recursos financiados pelo BNDES.

Quando entrar em operação, o sistema deverá elevar em aproximadamente 60% a capacidade ferroviária do porto, permitindo o aumento da circulação diária de vagões de 550 para 900 unidades. A iniciativa também busca melhorar o equilíbrio da matriz de transporte regional, ampliando a participação do modal ferroviário.

Canal de acesso receberá mais de R$ 1 bilhão em investimentos

Outro projeto estratégico em andamento é a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá. O contrato prevê aportes de R$ 1,23 bilhão ao longo dos próximos 25 anos para serviços de dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária.

A expectativa é que a medida aumente a segurança da navegação, reduza gargalos operacionais e proporcione maior previsibilidade para as operações de embarque e desembarque.

Sustentabilidade ganha espaço nas operações

Além dos investimentos logísticos, o complexo portuário também avança na agenda ambiental. Entre as ações implementadas estão projetos voltados à energia solar em terminais do porto, contribuindo para a redução das emissões de carbono e para a adaptação às exigências de sustentabilidade do comércio internacional.

As iniciativas reforçam o compromisso do setor com práticas mais sustentáveis e com a modernização das operações portuárias.

Porto de Paranaguá se consolida como hub logístico estratégico

Localizado em uma das regiões mais importantes para o escoamento da produção nacional, o Porto de Paranaguá conecta grandes centros produtores aos mercados globais. Em 2025, os portos paranaenses alcançaram um recorde histórico de movimentação, somando cerca de 73,5 milhões de toneladas transportadas.

Com novos investimentos em infraestrutura portuária, logística de exportação, acesso aquaviário e sustentabilidade, o terminal amplia sua competitividade e fortalece sua posição entre os principais hubs logísticos da América do Sul.

FONTE: Divulgação/TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

TCP fortalece comércio com a América do Norte e supera 1,1 milhão de toneladas movimentadas

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, ampliou sua participação no comércio exterior com os países da América do Norte, consolidando a região como um dos principais mercados de origem e destino das cargas movimentadas pelo terminal. Em 2025, o volume total de operações entre exportações e importações ultrapassou 1,1 milhão de toneladas.

Os números, levantados pela plataforma Dataliner e analisados pela equipe de inteligência de mercado da empresa, evidenciam o fortalecimento das conexões logísticas entre Paranaguá e os mercados dos Estados Unidos, México e Canadá.

Exportações lideram movimentação de cargas

Do total movimentado em 2025, cerca de 950,8 mil toneladas corresponderam às exportações, enquanto as importações somaram 190,5 mil toneladas. Entre os principais produtos embarcados estiveram madeira, papel e carne de frango, além de mercadorias ligadas aos setores de agronegócio, indústria, embalagens e construção civil.

Mesmo diante de um ambiente global mais desafiador, influenciado por novas tarifas comerciais adotadas pelos Estados Unidos, o fluxo de cargas seguiu em expansão. Nos três primeiros meses de 2026, a TCP registrou 231,9 mil toneladas exportadas para a América do Norte, enquanto as importações alcançaram 38 mil toneladas.

Carne bovina impulsiona crescimento das exportações

A carne bovina foi um dos principais destaques do primeiro trimestre de 2026. O volume exportado para os países norte-americanos chegou a 35,7 mil toneladas, avanço de 19% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Somente os Estados Unidos receberam 31,7 mil toneladas do produto, registrando crescimento de 26%. O desempenho mantém a trajetória positiva observada em 2025, quando a TCP atingiu recorde histórico ao embarcar 1,034 milhão de toneladas de carne bovina, resultado 53% superior ao registrado em 2024.

De acordo com Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o terminal desempenha papel estratégico para as exportações brasileiras de proteína animal. Segundo ele, a empresa possui a maior estrutura da América do Sul para armazenamento de contêineres refrigerados, com capacidade para 5.280 tomadas destinadas a cargas congeladas e resfriadas.

Madeira segue como principal produto exportado

A madeira continuou liderando os embarques destinados à América do Norte. Entre janeiro e março de 2026, o produto movimentou 110 mil toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Amplamente utilizada nos setores de construção civil, fabricação de móveis e embalagens, a madeira representa uma das principais cargas exportadas pelos estados do Sul e Sudeste por meio do terminal paranaense.

Segundo Mattos, a demanda norte-americana por madeira e proteínas permanece elevada, exigindo dos exportadores maior flexibilidade para adaptar estratégias comerciais diante das mudanças do cenário internacional.

México ultrapassa Estados Unidos como principal destino

Uma das principais mudanças observadas no início de 2026 foi o avanço do México como principal destino das exportações realizadas pela TCP para a América do Norte.

No primeiro trimestre, o país recebeu 130,4 mil toneladas de mercadorias, superando os Estados Unidos, que importaram 93 mil toneladas pelo terminal.

O crescimento mexicano foi impulsionado principalmente pela madeira, que atingiu 55 mil toneladas embarcadas, alta de 33%. Também ganharam destaque as exportações de papel, com 35,7 mil toneladas, e de carne de frango, que somou 26,7 mil toneladas.

Estados Unidos lideram importações e Canadá acelera compras

Enquanto o México avançou nas exportações, os Estados Unidos permaneceram como principal origem das importações recebidas pela TCP na região. No trimestre, foram enviadas 30,6 mil toneladas ao terminal.

Entre os produtos importados destacaram-se o polietileno, utilizado pela indústria de transformação, e o enxofre, matéria-prima importante para a produção de fertilizantes.

Já o Canadá apresentou uma das maiores taxas de crescimento nas operações comerciais. Embora o volume ainda seja menor em relação aos demais parceiros, as exportações praticamente dobraram, passando de 4,2 mil para 8,1 mil toneladas.

O destaque ficou para o segmento de papel, cujo volume exportado quintuplicou e atingiu 3,6 mil toneladas. Também registraram crescimento os embarques de madeira, carne suína e carne bovina.

Estrutura logística garante competitividade

Para atender à crescente demanda comercial com a América do Norte, a TCP conta atualmente com seis serviços marítimos regulares que conectam Paranaguá aos principais portos da costa atlântica dos Estados Unidos e do México. O terminal também dispõe de uma rota dedicada à costa do Pacífico mexicano.

Segundo a empresa, a combinação entre infraestrutura, capacidade de armazenagem e ampla oferta de serviços marítimos contribui para manter a competitividade das cargas brasileiras, mesmo em cenários de instabilidade no comércio internacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

TCP recebe primeiro navio a operar com novo calado máximo de 13,30 metros

Navios podem transportar mais cargas por viagem após ampliação

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, recebeu, na última semana de janeiro, o navio MSC Bianca, primeiro porta-contêineres a operar com o novo calado operacional (profundidade entre a parte mais baixa do navio a linha d’água) do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, de 13,30 metros.

Com 328 metros de comprimento (LOA), 48 metros de largura (boca) e capacidade para transportar mais de 11 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés), a atracação do navio marca o início de uma nova etapa para o Terminal após a atualização dos parâmetros de profundidade.

Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores da TCP, a operação do primeiro navio sob as novas dimensões traduz, na prática, os benefícios do avanço para clientes e armadores.

“Com o novo calado, os navios podem otimizar e aumentar o volume de embarque em desembarque em nosso porto, reduzindo limitações operacionais e aumentando a previsibilidade das operações. Na prática, isso se traduz em melhor utilização da capacidade das embarcações e ganhos reais de eficiência. O resultado é mais competitividade para os armadores, exportadores e importadores que utilizam o Terminal, com potencial para redução de custos logísticos e maior segurança no planejamento das cadeias de suprimento”, explica.

Desde 2024, o calado operacional do canal de acesso ao porto vem sendo ampliado de forma gradativa, e a revisão mais recente, homologada pela Portos do Paraná e aprovada pela Marinha do Brasil e pela Praticagem, permite ganhos de capacidade conforme a janela de maré e o porte das embarcações: para navios de até 300 metros de comprimento, o calado a maré zero passa de 12,80 para 13,00 metros, podendo chegar a 13,30 metros com 30 centímetros de maré positiva.

Já os navios de 336 a 366 metros mantêm o limite de 12,80 metros em maré zero, mas passam a operar com 13,10 metros com 30 centímetros de maré positiva e com o calado máximo de 13,30 metros quando a maré alcançar 50 centímetros. Considerando esse acréscimo nas condições em que o calado máximo é aplicado, estima-se que os navios porta-contêineres possam transportar aproximadamente 400 TEUs cheios adicionais por viagem, com impacto direto na eficiência logística e no volume movimentado pelo Terminal.

De acordo com Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, “o aprofundamento do canal de acesso é um catalisador para a economia da região e do país, porque com o ganho de capacidade operacional todas as atividades econômicas que estão ligadas ao porto, de forma direta ou indireta, também crescem no mesmo ritmo. Os esforços empregados, especialmente pela Autoridade Portuária, para a melhoria de condição de acesso ao Porto são fundamentais para que a TCP se mantenha na vanguarda das operações portuárias no Brasil”.

Pioneira na operação de embarcações de grande porte, a TCP foi o primeiro terminal portuário do Brasil a receber navios de 366 metros de comprimento. Com os novos parâmetros de calado, essas embarcações passam a utilizar o Terminal com ainda mais eficiência e capacidade, reforçando a posição de Paranaguá como um hub estratégico para rotas de longo curso.

O Terminal de Contêineres de Paranaguá é o maior concentrador de linhas marítimas da costa brasileira, com 23 escalas fixas semanais entre operações de longo curso e cabotagem.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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