Portos

TCP participa de simulação de manobras de atracação na USP

Entre 8 e 10 de setembro, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, participou da simulação de manobras de atracação no Tanque de Provas Numéricos da Universidade de São Paulo (TPN-USP). Também participaram do estudo representantes da Portos do Paraná, da Marinha do Brasil e do Sindicato dos Práticos dos Portos e Terminais do Paraná.

O estudo técnico, contratado pela TCP, se concentra na simulação de manobras de atracação e desatracação de navios em diferentes cenários, e deve contribuir com a revisão da portaria que estabelece o calado operacional (profundidade entre o ponto mais baixo da quilha de uma embarcação e a linha da água) do canal de acesso ao Porto de Paranaguá.

“As simulações realizadas serão essenciais para que novos incrementos do calado operacional possam ser realizados de forma segura e célere. A expectativa é de que, em breve, o calado seja ampliado de 12,80 metros para 13,30 metros, permitindo que navios maiores possam chegar e partir do cais do Porto com mais cargas, o que representa um ganho significativo em capacidade operacional e também econômico para Paranaguá”, explica Rafael Stein Santos, gerente institucional e jurídico da TCP.

“As simulações são fundamentais para garantir segurança e agilidade nas manobras de atracação e desatracação no Porto de Paranaguá. Neste projeto específico, estamos trabalhando para avançar mais 50 cm no calado, além dos 12,80 metros atualmente operados pelos navios conteineiros. A expectativa é poder operar embarcações com até 13,30 metros de calado. Aproveitamos a oportunidade para discutir melhorias operacionais para todos os demais segmentos, que passarão a operar com 13,30 metros”, afirma o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

“Cabe ressaltar que todo o estudo técnico foi realizado com as devidas margens de segurança ratificadas no respectivo Estudo de Análise de Risco contratado pela TCP e gerenciado pela Praticagem de Paranaguá durante a simulação das manobras”, comenta Marcos Vinicius de Lima Martini, prático de Paranaguá.

Entre os cenários simulados no Tanque de Provas Numérico estão as manobras de atracação e desatracação de navios porta-contêineres de até 368 metros de comprimento (LOA) e 51 metros de largura (boca).

Em 29 de janeiro de 2024, a TCP foi o primeiro terminal portuário do país a receber um navio de 366 metros de comprimento, MSC Natasha XIII, do armador Mediterranean Shipping Company (MSC). Desde então, outras embarcações de 366m também passaram a atracar no Terminal, porém, o aumento de calado é necessário para que estes porta-contêineres possam utilizar toda a sua capacidade de transporte.

Atualmente, a TCP é o maior terminal de contêineres em movimentação de cargas na Região Sul e o terceiro maior do Brasil, de acordo com o Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). No primeiro semestre, o Terminal atingiu uma movimentação total de 744.650 TEUs entre operações de exportações, importações e transbordo.

Obras de derrocagem

Desde 2024, o canal de acesso ao Porto de Paranaguá já teve seu calado operacional ampliado de 12,10 metros para 12,80 metros à maré zero. Com os 70 centímetros adicionais, os navios podem transportar 560 TEUs a mais por viagem.

O aumento do calado operacional aconteceu após a conclusão das obras de derrocagem submarina de uma parcela das Pedras Palanganas, localizada na região do Canal de Acesso ao Porto. Aproximadamente 20 mil metros cúbicos de rochas foram removidas do leito marinho, e, posteriormente, fragmentadas e doadas aos municípios do litoral paranaense, que recebem o material para ser usado em obras de interesse público, como a pavimentação de vias para tráfego de veículos e pedestres.

A obra foi realizada em conformidade com as medidas estabelecidas no âmbito do licenciamento ambiental federal nº 1144/2016 emitido pelo Ibama. Uma série de medidas de prevenção e mitigação foram realizadas para minimizar a possibilidade de dano à fauna e à flora, assim como monitoramentos periódicos para assegurar a manutenção da qualidade ambiental do local.

Concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá

O leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá já tem data: 22 de outubro. Ele será realizado na B3, em São Paulo. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) deve publicar o editar nos próximos dias e o investimento previsto é de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos.

A concessão abrangerá a ampliação, manutenção e exploração do canal de acesso aquaviário. Entre as principais melhorias previstas no projeto estão aprofundamento, ampliação e alargamento do canal, o alargamento da bacia de evolução e o aprofundamento da área de fundeio nº 6.

Com isso, a previsão é passar para 13,3 metros de profundidade média ainda na fase de implantação e chegar a 15,5 metros após a concessão, o que viabiliza a atracação de navios de maior porte. O futuro concessionário executará todos os investimentos necessários para atingir a meta estabelecida, incluído serviços de dragagem, derrocagem, sinalização náutica, batimetria, programas e monitoramentos ambientais, dentre outros.

Fonte: TCP

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Portos

TCP opera 1 milhão de TEUs 14 dias mais cedo do que em 2024

Outros oito recordes operacionais foram quebrados até julho

No último dia 13, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, atingiu um novo marco histórico ao alcançar uma movimentação de um milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) com duas semanas de antecedência em relação ao recorde anterior, registrado em 27 de agosto de 2024.

O resultado também representa um avanço expressivo em relação a 2021, quando a TCP bateu a marca de um milhão de TEUs pela primeira vez, em 28 de novembro daquele ano. 

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o Terminal havia movimentado 943.892 TEUs, volume 4% superior aos 906.357 TEUs do mesmo período do ano passado. Deste total, as exportações atingiram 380.982 TEUs e as importações 375.730 TEUs, alta de 2% e 3%, respectivamente, e que representam novos recordes para os dois segmentos.

Boa parte do aumento no volume movimentado está nas operações de contêineres refrigerados (reefer), que chegaram a 80.299 unidades entre janeiro e julho de 2025, crescimento de 5% em comparação com o mesmo período de 2024.

“Os recordes atingidos ao longo de 2025 nas operações rodoviárias, ferroviárias e de navios ressaltam um avanço em todas as frentes. Este é um indicativo forte de que a estratégia de investimentos da TCP em infraestrutura, equipamentos, e no desenvolvimento contínuo de nossos colaboradores está trazendo resultados diretos, que impulsionam a performance do Terminal e de nossos clientes”, afirma o gerente de operações da TCP, Felipe de França.

Em maio, a TCP estabeleceu um novo recorde histórico na movimentação de contêineres, totalizando 141.788 TEUs. Este resultado representa a segunda maior marca mensal de 2025, superando o desempenho de março, quando foram registrados 138.485 TEUs. Antes disso, o maior volume mensal havia sido alcançado em outubro de 2024, com 137.370 TEUs.

Em número de contêineres, o Terminal também superou duas vezes o recorde de outubro de 2024, que era de 74.350 boxes. Em maio de 2025, a TCP a movimentou 76.622 unidades e em julho 77.427 contêineres, volume 4% superior ao registrado no melhor mês do ano passado para este indicador.  

Nas operações de Gate (via de acesso rodoviário), o número de transações, como é chamado o processo de entrada de contêineres no terminal, alcançou um novo recorde em julho de 2025, quando 55.255 unidades foram movimentadas. O número de transações em um único dia também teve uma nova máxima em 16 de abril, dia em que 2.781 boxes passaram pelo Gate.

“A TCP possui 40 guindastes pórticos sobre rodas (RTG) e 69 Terminal Tractors (TT), sendo este o maior parque de máquinas entre os terminais brasileiros. Junto aos investimentos em infraestrutura, como a recente modernização do Gate, que triplicou a capacidade de acesso de veículos ao pátio de operações, e a conclusão da obra do maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas, o Terminal de Contêineres de Paranaguá chega ao mês de agosto com excelentes resultados e com capacidade para seguir ampliando seu protagonismo no setor logístico portuário do país”, comenta França.

Na ferrovia que conecta o Terminal de Contêineres de Paranaguá ao norte e oeste do estado do Paraná, a TCP registrou uma nova máxima de 9.627 unidades movimentadas, em março de 2025, superando em 7% o recorde anterior de 9.086 boxes, de julho de 2024.

No KBT, projeto logístico intermodal em operação desde 2021 e que conecta a TCP a um terminal de contêineres localizado na planta Puma II, da Klabin, em Ortigueira (PR), por meio de um ramal operado pela Brado Logística, um novo recorde de produtividade mensal foi alcançado em maio, quando 4.912 contêineres foram movimentados, alta de 17% frente à máxima anterior, que havia sido de 4.195 unidades, em abril de 2025.

Acompanhando o avanço no fluxo de cargas na ferrovia, o número de trens que chegaram ao Terminal também alcançou um novo recorde para um único mês com a chegada de 121 composições em maio de 2025. “O modal ferroviário é uma solução estratégica bastante utilizada pelos exportadores do estado, pois, além de reduzir a emissão de gases de efeito estufa e aliviar a pressão sobre o modal rodoviário, também diminui o risco de avarias e traz mais assertividade no tempo de trânsito das cargas. Por ser o único terminal portuário do Sul do Brasil a possuir uma conexão direta entre um ramal ferroviário e o pátio de operações, a TCP conta com uma equipe totalmente dedicada a aprimorar, de forma contínua, o desempenho dessa operação, e os recordes alcançados neste ano são reflexo direto desses avanços”, ressalta França.

No cais do Terminal de Contêineres de Paranaguá, janeiro encerrou com recorde na operação de navios, foram 91 embarcações atracadas em um único mês. “As operações marítimas foram destaque em 2025 com a ampliação do calado operacional para 12,80 metros a maré zero, enquanto, em 2024, a máxima profundidade permitida entre a parte mais baixa das embarcações até a linha da água era de 12,10 metros. Com 70 centímetros adicionais, os navios agora podem chegar e partir da TCP transportando 560 TEUs a mais, fator que deve seguir impulsionando o número de cargas movimentadas pelo Terminal”, acrescenta França.

Atualmente, a TCP conta com 23 serviços marítimos em seu portfólio, sendo esta a maior concentração de linhas em um único terminal portuário na costa brasileira.

Fonte: Modais em Foco

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Negócios

Jacky Song assume como novo CEO da TCP

Com mais de 20 anos de experiência no setor portuário, Song liderou projetos na China e em terminais no continente africano

Nomeado em agosto de 2025 como o novo CEO da TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, Jacky Song traz consigo mais de 20 anos de experiência no setor portuário. Nascido em 1980, Song é formado em Contabilidade Internacional pela Universidade de Línguas Estrangeiras de Tianjin e iniciou sua carreira em 2003 no principal terminal da China Merchants Port Holdings (CMPort), o Shekou Container Terminal (SCT), em Shenzhen, na China.

Para ampliar sua experiência internacional, em 2014, assumiu o cargo de diretor de operações (COO) na Port of Djibouti S.A. (PSDA), onde liderou projetos importantes, como a execução do projeto do terminal, a aquisição de equipamentos e a condução de obras no terminal multipropósito. Em 2018, foi para o Tincan Island Container Terminal (TICT), na Nigéria, como vice-diretor executivo, estando à frente do projeto de negociação de expansão e concessão do terminal.

Em 2022, retornou à CMPort como vice-gerente geral do departamento comercial, atuando também como diretor do conselho do TICT e da Kumport. Em Shenzhen, liderou projetos como a implementação do sistema operacional de terminal CTOS (Container Terminal Operation System) e do projeto ERTG no SCT.

Em junho de 2024, Song foi nomeado para o cargo de diretor comercial da TCP (CCO), no mesmo ano em que a empresa alcançou um crescimento de 24% e um volume total recorde de 1,558 milhão de TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados. De acordo com Song, esse resultado destaca a sólida posição competitiva da TCP e sua forte capacidade de resposta ao mercado portuário brasileiro. 

“Aproveitando nossa extensa rede de transporte marítimo e recursos de transporte intermodal, estabeleceremos um corredor logístico altamente eficiente que chegará ao interior do Brasil e a toda a América do Sul, oferecendo serviços de cadeia de suprimentos globais de alta qualidade para clientes finais locais e companhias marítimas. Nosso objetivo é tornar a TCP o parceiro mais confiável do Brasil”, ressalta o CEO.

Atualmente, a TCP conta com o maior parque de máquinas entre os terminais portuários da costa brasileira, com 69 Terminal Tractors (TT) e 40 guindastes pórticos sobre pneus (RTG). O Terminal também possui o maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas, e é o maior concentrador de linhas marítimas do país, com 23 serviços marítimos.

Para o seu futuro à frente da TCP, Song destaca o pioneirismo global da CMPort no desenvolvimento de portos verdes, com projetos neutros em carbono, e na implementação de tecnologias essenciais, como o armazenamento de energia solar, equipamentos automatizados e alternativas de energia de baixo carbono.

Sendo a TCP um ativo estratégico importante para a CMPort na América do Sul, Song explica que o Terminal busca um crescimento robusto no desempenho operacional, mas também valoriza a coexistência harmoniosa com o meio ambiente, o desenvolvimento participativo com os colaboradores e as relações de confiança baseadas na cooperação benéfica com seus clientes globais.

“Vamos enfrentar conjuntamente os desafios climáticos globais com o governo brasileiro e as empresas locais para alcançar o desenvolvimento sustentável. Por meio de bases operacionais sólidas e modelos de cooperação inovadores, a empresa aspira a se tornar um parceiro estável e de longo prazo no mercado brasileiro, apoiando o crescimento econômico sustentável da região”, afirma Song.

Fonte: Terminal de Contêineres de Paranaguá – 203 Comunicação

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Logística, Portos

TCP anuncia novo serviço semanal de cabotagem

No final de junho, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, anunciou a inclusão em seu portfólio do serviço Puma, uma nova linha semanal de cabotagem. Operada pelo armador Mercosul Line, a rota teve sua atracação inaugural neste domingo (22), marcando o início de uma conexão estratégica que integra os portos de Buenos Aires, Montevidéu, Mar del Plata, Itajaí, Paranaguá e Santos.

Composta por duas embarcações, a nova linha fortalece a posição da TCP como um importante hub logístico na América do Sul, trazendo mais uma opção de rota para o escoamento das cargas dos clientes do Terminal. O navio Mercosul Santos, com 210 metros de comprimento, 30 metros de largura, capacidade para quase 2.500 TEUs e, aproximadamente, 500 tomadas reefer, foi o primeiro a atracar na TCP. A expectativa é que o serviço Puma movimente, em média, mais de 1.700 TEUs por escala.

Entre os principais produtos que devem ser movimentados nesta rota, tanto para exportação quanto para importação, estão os do setor automotivo, equipamentos e peças mecânicas, laticínios, plásticos, borrachas, cobre, zinco e alumínio.

A gerente comercial de armadores da TCP, Carolina Brown, afirma que a nova linha representa um avanço estratégico para a logística nacional. “Com essa nova conexão, fortalecemos a integração entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai, oferecendo uma rota eficiente e sustentável para o transporte de cargas. É uma solução que amplia as possibilidades logísticas dos nossos clientes e reforça o papel de Paranaguá como elo fundamental no comércio sul-americano”, destaca.

A cabotagem, utilizada para o transporte de contêineres entre portos de diferentes regiões de um mesmo país, é uma alternativa econômica e segura, que reduz os riscos de avarias, além de emitir menos gases de efeito estufa em comparação com outros modais. No caso do serviço Puma, há ainda o diferencial da conexão direta com países do Mercosul, promovendo uma integração logística com os países vizinhos.

Com a inclusão da nova linha, a TCP passa a contar com três linhas dedicadas à cabotagem, totalizando 25 serviços marítimos em seu portfólio, consolidando o Terminal como o maior concentrador de escalas marítimas do país. Essa ampla malha de conexões garante uma cobertura global para exportadores e importadores que operam a partir de Paranaguá.

Fonte: Datamar News

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Informação, Notícias, Portos

Porto de Paranaguá recebe estruturas gigantes do Exército

Os suportes flutuantes auxiliam na mobilidade de tropas e no atendimento à população em casos de calamidades como as enchentes

O Porto de Paranaguá recebeu no mês de março, 72 módulos de suporte flutuante que serão utilizados pelo Exército no Rio Grande do Sul (RS). As estruturas metálicas vieram dos Estados Unidos e medem entre 3,1 e 6,2 metros de altura, com o peso entre quatro a oito toneladas cada.

As peças estão sendo retiradas do porto por caminhões, que pertencem ao Exército. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) é responsável por carregar os módulos nos veículos militares. A operação segue nesses primeiros dias de abril.​

“Já realizamos esta operação antes, justamente porque o Paraná tem se destacado no país como hub de excelência no transporte de cargas. Atuamos com agilidade e segurança no manuseio destes módulos”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.​

As peças fazem parte das chamadas cargas gerais, que são mercadorias embaladas em caixas, engradados, fardos e tambores, por exemplo. Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, 2,9 milhões de toneladas de cargas gerais foram movimentadas nos portos paranaenses.​

“Por serem mercadorias de grande proporção, a operação deve ser feita com cuidado redobrado para evitar acidentes e avarias”, afirmou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.​

As peças estão sendo enviadas via terrestre até o 3º Batalhão de Engenharia de Combate da cidade de Cachoeira do Sul (RS). Doze veículos e 24 militares foram mobilizados para realizar esta etapa da logística. “É uma ação minuciosa, em que operamos oito caminhões por dia”, explicou o tenente André Foerster.​

A estrutura pode ser montada de forma rápida em rios de grande volume de água, para a travessia de tropas e de viaturas, incluindo alguns veículos blindados. “Porém, as pontes também auxiliam na mobilidade da população, como nos casos das enchentes ocorridas em 2024 no Rio Grande do Sul”, pontuou o tenente.

FONTE: DataMar News
Porto de Paranaguá recebe estruturas gigantes do Exército – DatamarNews

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Comércio Exterior, Exportação, Industria, Informação, Negócios, Notícias

Exportação de carne bovina cresce 22% na TCP

A exportação de carne bovina pela TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, cresceu 22% no primeiro bimestre de 2025, totalizando 123 mil toneladas embarcadas em 4.483 contêineres.

Esse desempenho supera o crescimento nacional da categoria, que, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), registrou aumento de 4,7% em volume para o período. Ao todo, o Brasil embarcou 428 mil toneladas de carne bovina, gerando uma alta 13,9% no faturamento, que chegou a R$ 2,045 bilhões.

Segundo Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da TCP, o aumento expressivo do volume embarcado reforça a confiabilidade operacional do Terminal e ressalta que esse desempenho está diretamente ligado à infraestrutura oferecida. “A TCP é referência em atendimento e serviços especializados para os exportadores de carne. Com a conclusão das obras do maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, aliados a fatores como uma taxa de ocupação de pátio normalizada, e um sistema eficiente para agendamento de entrega e retirada de cargas, o Terminal inicia 2025 convertendo novos clientes e ampliando sua participação de mercado no segmento de carnes e congelados”, comenta.

Além da alta nos embarques de carne bovina, a TCP segue como o maior corredor de exportação de carne congelada de frango do mundo e, no primeiro bimestre de 2025, o Terminal movimentou um total de 382 mil toneladas do produto, o que representa 42% de todo o volume embarcado pelo país. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 911 mil toneladas de carne de frango no primeiro bimestre, gerando uma receita de US$ 1,696 bilhão, crescimento de 22% em relação ao ano anterior.

Somente o estado do Paraná, maior produtor nacional de carne de frango, foi responsável por embarcar 186 mil toneladas do produto no primeiro bimestre deste ano. Guidolim explica que “o Terminal possui uma parceria de longa data com as indústrias do nosso estado, e essa sinergia garante eficiência máxima para o exportador que opera pela TCP. Com um ramal ferroviário que conecta as regiões norte e oeste do estado diretamente a área alfandegada dentro do pátio de operações do Terminal, este também acaba sendo um modal estrategicamente utilizado pelos exportadores dessas regiões, que buscam maior confiabilidade operacional na hora de exportar a carne de frango”.

Entre janeiro e fevereiro, as exportações de carne bovina, de frango, suína, entre outras, representaram um total de 545 mil toneladas em exportações na TCP, volume embarcado em 20.035 contêineres. Com isso, o Terminal tem uma participação de mercado de 40,1% no segmento de carnes e congelados, se comparado aos terminais portuários de estados vizinhos, como São Paulo e Santa Catarina.

Em junho de 2024, a TCP concluiu as obras de expansão do seu pátio reefer, área destinada ao armazenamento de contêineres refrigerados, como os utilizados no transporte de carnes e congelados. Com um aumento de 45% no número de tomadas, de 3.624 para 5.268, o Terminal de Contêineres de Paranaguá possui o maior pátio reefer da América do Sul.

O gráfico abaixo mostra a trajetória ascendente das exportações de carne bovina registradas no Porto de Paranaguá, no sul do Brasil, de janeiro de 2021 a janeiro de 2025, de acordo com dados do DataLiner.

Exportações de carne bovina | Porto de Paranaguá | Janeiro de 2021 – Janeiro de 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Abertura de novos mercados impulsiona setor de carnes e congelados

O setor brasileiro de carnes e congelados vive um momento de expansão no mercado internacional, impulsionado pela conquista de novos mercados internacionais. Em fevereiro de 2025, o México se destacou ao aumentar em 41% suas importações de carne bovina brasileira, quando comparado ao volume registrado em janeiro, alcançando 4.421 toneladas. Esse crescimento é apenas um exemplo do cenário positivo, que inclui a abertura de mais de 20 novos mercados para a carne brasileira desde 2023.

Para acompanhar esse ritmo de crescimento, a TCP oferece oito serviços diretos para a Ásia e ampla cobertura na América Central e no Caribe. Já a infraestrutura do Terminal favorece conexões eficientes para mercados estratégicos como Japão, Singapura e México.

“Somos o Terminal com a maior concentração de linhas marítimas do Brasil. Essa diversificação de destinos e a nossa alta frequência de escalas, com 25 serviços semanais, garantem que nossos clientes tenham flexibilidade logística e previsibilidade nos embarques, um fator essencial para que exportadoras atendam os prazos estabelecidos pelos importadores”, explica Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores da TCP.

O avanço nas exportações também reflete a ampliação do acesso a países que historicamente possuíam barreiras sanitárias rigorosas. Em 2023, por exemplo, o Japão autorizou a importação de carne enlatada bovina, enquanto Israel abriu seu mercado para carne de aves. Já em 2024, países como Panamá e El Salvador passaram a importar carnes e miúdos de aves, ampliando ainda mais o alcance da proteína brasileira. Enquanto os surtos de Influenza Aviária (H5N1) em países como os Estados Unidos têm impactado o abastecimento no mercado global de carne de frango, o Brasil vive um momento de expansão e que pode impulsionar a demanda pela proteína brasileira nos próximos meses.

Diante desse cenário, a expectativa é que os embarques de carnes e congelados com origem no país superem as projeções para 2025. “Nosso atendimento especializado, somado às facilidades oferecidas, como a franquia gratuita de armazenagem por sete dias para os exportadores, posiciona a TCP como o parceiro estratégico do setor”, finaliza Guidolim.

FONTE: Datamar News
Exportação de carne bovina cresce 22% na TCP – DatamarNews

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TCP registra crescimento de 24% com movimentação superior a 1,5 milhão de TEUs em 2024

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, encerrou 2024 atingindo o recorde histórico de 1.558.453 TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados.

O volume representa uma alta de 24% em relação ao volume registrado no balanço de 2023 e corresponde a 10,8 milhões de toneladas em cargas. A conquista posiciona o Porto de Paranaguá como o segundo do Brasil a ultrapassar a marca de 1,5 milhão de TEUs.

Como comparação, a medida de 1.558.453 TEUs é equivalente a 9.500 quilômetros de contêineres, comprimento que se assemelha à distância em linha reta de Paranaguá até a cidade-estado de Mônaco, no sul da França (9.574km), ou 2,2 vezes a distância do Chuí ao Monte Caburaí, pontos mais extremos ao norte e ao sul do Brasil.

Este volume expressivo de contêineres chegou e partiu do cais da TCP por meio da atracação de 992 navios ao longo de 2024, número 19% superior ao fluxo de embarcações registrado em 2023. Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores da TCP, o resultado é reflexo direto do aumento no número de serviços marítimos que atendem o Terminal. “No último ano, a TCP passou a receber atracações de mais oito serviços, sendo seis de longo curso e dois de cabotagem. Com 25 linhas semanais, o Terminal se destaca como o maior concentrador de serviços do Brasil, o que evidencia a vocação da TCP para se tornar um dos principais hubs portuários da costa atlântica da América do Sul”, afirma.

Além dos novos serviços marítimos, a atracação dos maiores porta-contêineres a operar no Brasil, que possuem 366 metros de comprimento e mais de 48 metros de largura, também foi motivo de celebração para a equipe do Terminal. Para 2025, a expectativa é de que com o aumento do calado operacional, como é chamada a profundidade entre o ponto mais baixo da quilha (peça que vai da proa a popa e fica na parte inferior das embarcações) até a linha da água, navios maiores e com mais carga possam operar de forma mais ágil e segura.

Em novembro de 2024, a TCP passou a contar com um novo calado operacional, ampliado de 12,1 metros para 12,6 metros em maré zero. Estima-se que 50 centímetros adicionais de calado, os navios poderão operar com, aproximadamente, 400 TEUs a mais.

“Os recentes recordes comerciais e operacionais atingidos pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá ressaltam a sua importância para a corrente de comercio brasileira e, em 2025, esperamos impulsionar ainda mais os resultados da TCP e de nossos clientes, tendo em vista que os reflexos do aumento de calado terão impacto direto na produtividade e que esperemos novas atualizações de calado ainda este ano”, avalia Carolina.

O balanço comercial de 2024 se destaca pelas exportações de carnes e congelados que foram de mais de 3,4 milhões de toneladas. “A megaobra de ampliação da área para armazenagem de contêineres refrigerados (reefer) foi um investimento estratégico que colocou a TCP como o principal corredor de exportação de carnes do Brasil e referência mundial no segmento. Com 5.268 tomadas, o Terminal possui o maior pátio reefer da América do Sul, uma vantagem que se traduz em maior flexibilidade e capacidade operacional para nossos clientes. Hoje, mais de um terço das exportações de carne nos terminais portuários brasileiros acontece pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá”, explica Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da TCP.

Ao todo, a movimentação de contêineres reefer alcançou a marca de 266.246 TEUs, incremento de 7% em relação a 2023 e que conferiu a conquista de uma nova máxima para a operação nesse segmento no Terminal.

Em segundo lugar vieram as exportações de madeira com um crescimento de 47% e chegando à marca de 1,4 milhão de toneladas. Já o segmento de papel e celulose embarcou 974 mil toneladas, crescimento de 54% em comparação ao ano anterior.

Boa parte das cargas de papel e celulose chega ao Terminal de Contêineres de Paranaguá por meio da linha férrea, que conecta o porto às regiões oeste e norte do estado do Paraná. “Hoje, a TCP é o único terminal portuário do Sul do Brasil a possuir conexão direta entre a zona primária e um ramal ferroviário. Esse é um diferencial que traz maior previsibilidade, segurança, redução de custo e das emissões de gases de efeito estufa na cadeia logística de nossos clientes”, comenta Guidolim.

O KBT, projeto logístico intermodal em operação desde 2021 e que conecta a TCP a um terminal de contêineres localizado na planta Puma II, da Klabin, em Ortigueira (PR), por meio de um ramal operado pela Brado Logística, também encerrou o ano com um novo recorde de produtividade. Utilizado exclusivamente para transportar contêineres com papel e celulose, o KBT movimentou 86.440 TEUs, crescimento de 33% em relação ao ano anterior, quando 64.978 TEUs foram transportados.

Já na movimentação geral de contêineres pela ferrovia, que liga o Terminal de Contêineres de Paranaguá aos ramais que chegam até Cambé, no norte do Paraná, e Cascavel, na região oeste do estado, o volume foi de 101.527 TEUs, acréscimo de 9%.

No fluxo de importações, o maior volume foi para produtos dos segmentos químicos e petroquímicos. Com uma alta de 14%, mais de 648 mil toneladas foram desembarcadas, número impulsionado principalmente pela chegada de defensivos agrícolas e fC.

Em seguida, vieram os segmentos automotivo e de veículos, que cresceram 12% e movimentaram 562 mil toneladas em importações, garantindo insumos, peças e componentes para abastecer majoritariamente o polo industrial localizado em Curitiba e região metropolitana.

Fonte: TCP
TCP registra crescimento de 24% com movimentação superior a 1,5 milhão de TEUs em 2024 – TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Informação, Logística, Portos

Terminal de Contêineres de Paranaguá espera ampliar embarques de algodão

Tradings e operadores logísticos vêm avaliando alternativas às exportações por Santos (SP)

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) espera aumentar os embarques de algodão, em meio a uma diversificação de rotas logísticas da pluma brasileira. Atualmente, as exportações do produto são amplamente dominadas pelo porto de Santos. Mas tradings e operadores logísticos vêm avaliando outras possibilidades.

Entre os locais que estão movimentando cargas da pluma, buscando ganhar espaço entre os pontos de embarque alternativos ao terminal paulista, estão portos como Itapoá (SC) e Salvador (BA). Em Paranaguá (PR), o TCP não quer ficar para trás nesta tendência.

“A estratégia de diversificação de rotas de exportação de algodão não é uma escolha. É mandatória. Se não fizer isso, não se exporta algodão, ou se exporta de uma maneira limitada, abaixo do que se prevê de meta”, analisa Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento do TCP.

Em todo o ano de 2023, o terminal de Paranaguá embarcou 50,1 mil toneladas de algodão em pluma. De janeiro a agosto de 2024, foram 22 mil toneladas. Com o Brasil assumindo a liderança mundial das exportações do produto, a administração do local acredita que é possível ganhar espaço no segmento.

Nas previsões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as exportações totais de algodão da safra 2024/24 devem totalizar 2,85 milhões de toneladas. Para a pluma da temporada 2024/25, a projeção é de 2,86 milhões. Neste cenário, a previsão do TCP é encerrar este ano com crescimento. E manter a tendência nos próximos.

“Começamos a retomar esse projeto do algodão em Paranaguá alguns anos atrás. Tivemos um bom volume no ano passado e projetamos continuar crescendo ano a ano. A gente vê uma dinâmica dos terminais e uma demanda do mercado necessitando de mais players na exportação de algodão”, diz Guidolim.

O algodão em pluma chega a Paranaguá por caminhões. Nos armazéns da chamada retroárea portuária, o produto é estufado em contêineres para ser exportado, e direcionado para o terminal de embarque nos navios.

Atualmente, a maior parte da pluma exportada pelo TCP é originada em Mato Grosso. A expectativa é de que volumes cada vez maiores “desçam” do Centro-oeste, considerando que a cotonicultura do Estado prevê aumento na demanda do exterior.

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as exportações de algodão em pluma do Estado na safra 2023/24 são estimadas em 1,79 milhão de toneladas, 5,66% a mais que na temporada anterior (1,69 milhão). Para o ciclo 2024/25, a previsão é de 1,99 milhão de toneladas, 11,16% a mais.

“A gente espera chegar a mais de 50% de crescimento no algodão. É o que a gente está projetando de mercado e espera fazer. O algodão vem ganhando corpo e a gente quer que continue crescendo”, afirma Guidolim.

Ele avalia que, ao procurar alternativas a Santos, a cadeia produtiva do algodão tende a escolher Paranaguá, entre outros motivos, por proporcionar um alto volume de frete de retorno, que compensa a operação logística. O caminhão que chega carregado com a pluma retorna ao ponto de origem com fertilizantes, ajudando a diluir o custo da operação.

O porto de Paranaguá é um dos principais locais de entrada do fertilizante importado pelo Brasil. De janeiro a setembro de 2024, foram 7,84 milhões de toneladas desembarcadas, 11% a mais que no mesmo período em 2023 (7,05 milhões). É o principal produtor em volume de importações no terminal paranaense.

O executivo do TCP acrescenta que o terminal paranaense concentra rotas logísticas para diversos destinos, especialmente o mercado asiático, principal cliente internacional da cotonicultura brasileira. Outra característica que, em sua avaliação, favorece a escolha do local como ponto de embarque da pluma.

“Paranaguá sempre foi muito estratégico para o fluxo de caminhões com fertilizantes, o que torna o frete de retorno ainda mais competitivo”, diz Guidolim, do TCP. “E, quando você tem, em um terminal, essa concentração de serviços, facilita para o exportador. Conseguimos trabalhar no conceito de ‘one stop shop’, a centralização da logística em um player”, acrescenta.

TCP

Atualmente, o TCP é o segundo maior terminal do Brasil em movimentação de contêineres, atrás apenas de Santos, de acordo com dados estatísticos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A capacidade estática de armazenagem do local está próxima de 45 mil TEU’s (medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

Entre 2022 e 2024, a companhia investiu R$ 370 milhões em melhorias na infraestrutura e compra de equipamentos, seja para algodão ou outras cargas, e concluiu obras de modernização de estruturas, como vias e portões de acesso, monitoramento e fluxo de entrada e saída de caminhões, e na área de ferrovia.

“A ferrovia, hoje, não entra tanto no algodão, mas é um produto a ser estudado pelo segmento. Existe a possibilidade de, assim como em outros terminais portuários, a ferrovia na exportação de algodão”, diz Guidolim, ressaltando que, em Paranaguá, há o acesso direto ao terminal alfandegado por via férrea.

Investimentos em estruturas específicas para movimentar algodão, especificamente, afirma o executivo, têm sido feitos por parceiros do TCP. Segundo ele, são armazéns e retroáreas para recebimento e estufagem de contêineres.

Terminal de Contêineres de Paranaguá espera ampliar embarques de algodão

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