Comércio Exterior

Comércio exterior da China cresce 4% em 2025 e reforça liderança global

As exportações subiram 7,1% em relação ao ano anterior.

Crescimento sólido nas exportações e diversificação de mercados

O comércio exterior da China manteve um ritmo sólido de crescimento em 2025, com uma alta de 4% no acumulado de janeiro a setembro, totalizando 33,61 trilhões de yuans (cerca de US$ 4,73 trilhões), segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas (GAC) nesta segunda-feira (13).

As exportações chinesas avançaram 7,1% em relação ao mesmo período de 2024, somando 19,95 trilhões de yuans, enquanto as importações registraram uma leve queda de 0,2%, totalizando 13,66 trilhões de yuans. O desempenho confirma a resiliência da economia chinesa, mesmo diante de um cenário internacional instável e marcado por tensões comerciais.


Parcerias estratégicas impulsionam as trocas comerciais

Em entrevista coletiva em Pequim, o vice-administrador da GAC, Wang Jun, destacou que a China vem mantendo crescimento contínuo há oito trimestres seguidos, com expansão de 1,3% no 1º trimestre, 4,5% no 2º trimestre e 6% no 3º trimestre de 2025.

Segundo ele, o fortalecimento das parcerias comerciais com os países que integram a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) foi decisivo. O comércio bilateral com essas nações somou 17,37 trilhões de yuans, uma alta de 6,2%, representando 51,7% do total das trocas internacionais da China.

“A diversificação dos mercados e o investimento em inovação tecnológica nas exportações são elementos-chave para sustentar o comércio exterior diante das pressões externas”, afirmou Wang.


Tecnologia e sustentabilidade lideram exportações chinesas

O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pelos bens eletromecânicos, que cresceram 9,6%, totalizando 12,07 trilhões de yuans, o equivalente a 60,5% do total exportado pelo país.

Ganhando cada vez mais protagonismo, a chamada “nova tríade” — composta por veículos elétricos, baterias de íons de lítio e painéis solares — apresentou crescimento de dois dígitos nas exportações. Além disso, produtos sustentáveis, como locomotivas elétricas, também ampliaram sua participação nos embarques.


Importações apresentam sinais de recuperação

Apesar da queda marginal no acumulado do ano, as importações chinesas mostraram sinais de recuperação nos últimos trimestres, com aumentos de 0,3% no segundo trimestre e 4,7% no terceiro. Os destaques ficam por conta de:

  • Petróleo bruto: +4,9%
  • Minérios metálicos: +10,1%
  • Instrumentos de medição e teste: +9,3%
  • Equipamentos de informática e comunicação: +8,9%

O vice-administrador da GAC destacou que esses números refletem o aumento da demanda interna e o dinamismo do setor industrial, além do crescimento no número de empresas ativas no setor: já são 700 mil, 52 mil a mais que no mesmo período de 2024.
Desafios à frente e perspectiva de estabilidade

Wang Jun atribuiu o bom desempenho do comércio exterior à liderança central do Partido Comunista da China e à colaboração entre governos locais e empresas. Segundo ele, o país alcançou um “crescimento quantitativo e qualitativo” em meio a desafios globais.

Ainda assim, ele reconheceu que o ambiente externo permanece desafiador, especialmente diante das incertezas econômicas globais e de uma base de comparação elevada em 2024, exigindo maior esforço para manter o ritmo no último trimestre do ano.

FONTE: Com informações do Global Times.
TEXTO: Redação

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Sustentabilidade

Portonave conquista reconhecimento nacional por ações de descarbonização 🏆

Em mais um marco ambiental, o Terminal Portuário recebeu o Selo Diamante no Programa Pró-Clima, a mais alta honraria concedida pela iniciativa

Investir em soluções sustentáveis para reduzir as emissões de carbono nos portos é essencial para garantir operações mais eficientes e ambientalmente responsáveis. Como resultado do comprometimento com essa meta, nesta semana, a Portonave recebeu o Selo Diamante no Programa Pró-Clima, da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos (ABDP). A cerimônia foi no 2º Encontro da ABDP 2025, realizado em São Luís (MA), nesta quarta (8) e quinta-feira (9).

O reconhecimento avaliou a trajetória de descarbonização do Terminal, que apresenta metas e inventários completos de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), nos escopos 1 (emissões diretas), 2 (energia elétrica) e 3 (demais emissões indiretas), com comprovada redução das emissões desses gases poluentes.

A supervisora de Meio Ambiente, Flavia Crozeta, representou a Companhia no evento e recebeu o reconhecimento em nome da equipe. Até o momento, a Portonave é único Terminal Portuário da região Sul a conquistar o selo na categoria Diamante — a mais alta distinção concedida pelo programa — reforçando seu protagonismo entre os portos do país que desenvolvem iniciativas sustentáveis.

Iniciativas que garantiram o selo 🌱

A estratégia em direção a uma operação mais sustentável começou na eletrificação dos 18 guindastes de movimentação de contêineres (RTGs), em 2015, que substituíram os geradores a diesel. O investimento de aproximadamente R$ 25 milhões gerou resultados já no ano seguinte, em 2016, com uma redução de 93,75% nas emissões de GEE associadas à operação destes equipamentos. Desde então, a Companhia incorpora novos equipamentos ecoeficientes e elétricos em suas atividades.

A renovação da frota de empilhadeiras também contribuiu para a redução das emissões. Em 2017, sete equipamentos movidos a Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) geravam 28 toneladas de carbono equivalente (CO₂e). A introdução de três empilhadeiras elétricas permitiu que, em 2023, esse número caísse para 10 toneladas.

Entre 2020 e 2024, a Companhia avançou na transição energética, evitando a emissão de 10,73 toneladas de CO₂e com a instalação de mais de 318 placas solares. Complementando essa iniciativa, de 2022 a 2024 foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que somam 199.744 MWh. Para os próximos anos, já estão garantidos contratos de compra de energia renovável certificada, assegurando emissões zero no Escopo 2 até 2027.

Além disso, o monitoramento das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é realizado desde 2010 pela empresa, seguindo os critérios do Greenhouse Gas Protocol (GHG), mesmo não sendo uma exigência legal.

Sobre a ABDP 🔎

A Aliança é uma iniciativa que visa acelerar o processo de descarbonização dos setores portuário e aquaviário do Brasil e reúne empresas, associações de portos, startups, portos públicos e privados, com o propósito de multiplicar esforços em direção à sustentabilidade.

Sobre a Portonave 🚢

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGEM: Reprodução/Portonave

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Agronegócio

Ferrogrão: julgamento no STF pode destravar ferrovia estratégica para o agronegócio

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quinta-feira (02) o julgamento da Ferrogrão (ADI 6553), projeto de ferrovia que promete transformar a logística do agronegócio brasileiro. A decisão pode abrir caminho para um dos corredores de exportação mais aguardados do país, conectando a produção do Centro-Oeste ao Arco Norte e reduzindo custos de transporte.

Um corredor estratégico para o agro

Com 933 quilômetros de extensão previstos, a Ferrogrão deve ligar Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA). A obra é considerada essencial para encurtar a distância entre o coração do agro e os portos da região Norte, além de aliviar gargalos logísticos.
Estudos apontam que a ferrovia poderá movimentar mais de 50 milhões de toneladas por ano.

Julgamento no STF

Durante a sessão, o relator ministro Alexandre de Moraes fez um resumo do processo, paralisado desde 2023, e ressaltou a complexidade do tema. Ele sugeriu a realização de novos estudos sobre a viabilidade econômica, social e ambiental da obra pelo Ministério dos Transportes.
As partes envolvidas apresentaram sustentações orais, mas o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu o julgamento. A análise será retomada na próxima quarta-feira, 8 de outubro.

Expectativa de autoridades e do setor produtivo

O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, afirmou estar confiante nos estudos complementares.
Já o secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), Marcelo de Oliveira, destacou que a ferrovia é indispensável diante do crescimento da produção agrícola:

“Sem ferrovia e sem concorrência ferroviária não há como avançar, e o governo federal precisa fazer sua parte.”

Sustentabilidade e competitividade

Além de ganhos logísticos, a Ferrogrão é vista como uma alternativa sustentável. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, afirmou que a ferrovia pode reduzir em 40% as emissões de carbono, evitando a liberação de mais de 3,4 milhões de toneladas de CO₂ por ano e gerando uma economia de R$ 8 bilhões.
Segundo ele, é hora de priorizar projetos viáveis:

“Temos que parar de falar em iniciativas quase inconcebíveis como a Bioceânica, que dependem de acordos internacionais, e focar naquilo que é palpável.”

Próximos passos

A superintendente de Inteligência de Mercado da Infra S.A., Lilian de Alencar Pinto Campos, lembrou que novos estudos de viabilidade foram iniciados em 2023, concluídos em 2024 e entregues ao Judiciário.
Ela acrescentou que já existem instâncias técnicas do governo preparando a estrutura regulatória para um eventual leilão de concessão da ferrovia, reforçando a necessidade de segurança jurídica para atrair investimentos privados.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Comércio Exterior

Cabotagem no Brasil: BR do Mar impulsiona transporte hidroviário e reduz custos logísticos

Modal hidroviário ganha força com nova regulamentação.

O transporte por cabotagem, ainda subutilizado pelas empresas brasileiras, pode se tornar uma alternativa estratégica com a regulamentação do programa BR do Mar, oficializada em julho de 2025. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 29% das indústrias utilizam esse modal atualmente. Entre as que ainda não aderiram, 20% demonstram interesse, desde que haja melhorias na infraestrutura e redução de custos operacionais.

Potencial logístico ainda pouco explorado

Apesar da extensa costa e rede fluvial do país, a cabotagem representa apenas 11% da matriz de transportes nacional, com forte concentração no setor de petróleo e derivados, que responde por 75% da movimentação. O estudo da CNI revela que 76% dos empresários que já utilizam o modal desconhecem o programa BR do Mar. Por outro lado, entre os que conhecem, 90% acreditam que a iniciativa pode trazer benefícios, principalmente na diminuição dos gastos logísticos.

O que é o BR do Mar?

Lançado em 2022, o BR do Mar tem como objetivo ampliar a oferta de embarcações e reduzir os custos logísticos no país. Com o Decreto nº 12.555/25, foram estabelecidas regras para que as Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs) possam afretar embarcações estrangeiras, conforme os critérios definidos pelo programa.

A cabotagem consiste no transporte de cargas entre portos do mesmo país, sem atravessar fronteiras internacionais. É uma alternativa ao transporte rodoviário, com vantagens como maior capacidade de carga, menor custo, segurança contra roubos e redução de impactos ambientais.

“O Brasil possui uma costa extensa, mas ainda explora pouco a navegação de cabotagem. Para a indústria, que movimenta grandes volumes, esse modal pode ser decisivo para aumentar a competitividade”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Desafios e oportunidades

A redução de custos é apontada como principal vantagem por 85% das empresas que já utilizam a cabotagem e por 70% das que ainda não aderiram. No entanto, infraestrutura portuária deficiente é vista como o maior obstáculo por quase 70% dos entrevistados.

Outros entraves incluem:

  • Incompatibilidade geográfica (45%)
  • Falta de rotas disponíveis (39%)
  • Tempo de trânsito elevado (15%)
  • Distância até os portos (15%)
  • Segurança do modal como diferencial (21%)

Os estados com maior interesse em ampliar o uso da cabotagem são Rio Grande do Sul (17%), Bahia (13%), Rio Grande do Norte (13%) e Santa Catarina (13%).

Cabotagem como vetor de competitividade e sustentabilidade

De acordo com Paula Bogossian, analista de infraestrutura da CNI, o uso mais amplo da cabotagem poderia reduzir em até 13% os custos logísticos do Brasil. “O país ainda depende excessivamente do transporte rodoviário para longas distâncias. Equilibrar a matriz de transportes é essencial para a competitividade”, afirma.

O estudo mostra que empresas que utilizam o modal percorrem em média 1.213 km, enquanto as que não o utilizam cobrem 862 km. O uso da cabotagem cresce conforme o porte da empresa: 7% das pequenas, 22% das médias e 44% das grandes já adotam o modal.

Apesar da regulamentação, ainda faltam definições sobre contratos de afretamento de longo prazo e critérios para o conceito de embarcação sustentável. A CNI defende que a agenda ambiental seja integrada ao crescimento da cabotagem.

“O modal já é seis vezes menos poluente que o transporte rodoviário. Precisamos de parâmetros equilibrados, que não inviabilizem o crescimento da indústria naval brasileira”, reforça Muniz.

A pesquisa da CNI ouviu 195 empresas de 29 setores industriais, abrangendo todas as regiões do país.

FONTE: Com informações da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
IMAGEM: Foto Divulgação

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Portos

Portonave vence o Prêmio Expressão de Ecologia 2025 🏆

Mais de 7,2 milhões de litros de água foram reaproveitados em iniciativa sustentável na obra de adequação do cais, que rendeu o reconhecimento

Certificado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como o mais importante reconhecimento ambiental do país no setor empresarial, o Prêmio Expressão de Ecologia atribuiu ao Terminal Portuário o título de vencedor da 31ª edição, na categoria “Conservação da Água”, pelo projeto “Economia Circular: Gestão Eficiente da Água na Obra do Cais da Portonave”.

A premiação foi entregue no Jurerê Beach Village, em Florianópolis, no último sábado (27). Pelo Terminal, o troféu foi recebido pelo diretor superintendente administrativo da Portonave, Osmar Castilho, o gerente de Segurança Patrimonial, Rodrigo Santa Rita e a especialista em Meio Ambiente, Edna Wisnieski.

O consumo de água é um dos grandes desafios na gestão ambiental da obra de adequação do cais. Por esse motivo, por iniciativa própria, a Companhia implementou alternativas sustentáveis para reduzir o uso excessivo. A medida, desenvolvida como parte do Plano de Monitoramento Ambiental da empresa, se baseia no conceito de economia circular. A ação inclui a captação da água da chuva e o reuso das águas residuárias — provenientes da lavagem de equipamentos e caminhões betoneira — para a umidificação das vias do canteiro de obras e do cais, com o objetivo de controlar a emissão de poeira.

O projeto foi executado entre agosto e dezembro de 2024. Nesse período, além de economizar cerca de R$ 50 mil em água potável, foram reaproveitados mais de 7,2 milhões de litros de água; sendo que, somente em agosto, o volume superou 1,64 milhão de litros.

Desafios ambientais 📊

Iniciada em janeiro de 2024, com investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, a obra do cais vai viabilizar a recepção de navios com até 400 metros de comprimento. Com a obra, a Portonave terá ganho de escalas, mais eficiência operacional e vai gerar mais oportunidades de emprego com os novos equipamentos. Além desses, a adequação do cais envolve outros números expressivos. Um deles é o volume total de concreto que será empregado no reforço do cais: 117 mil metros cúbicos. Os processos de produção e cura desse material exigem uma grande quantidade de água — entre 160 e 250 litros por metro cúbico. Em um cálculo simples, o consumo total para produzir todo o concreto da obra pode variar de 18,7 a 29,2 milhões de litros.

Toda a água utilizada nesse processo é proveniente do sistema público e de empresas privadas, que abastecem os reservatórios da obra com caminhões-pipa. Como parte das atividades de construção, o canteiro de obras dispõe de uma usina misturadora, responsável pela produção do concreto utilizado em toda a estrutura da obra, incluindo elementos pré-moldados, estacas, paredes diafragma e outros componentes. Assim, conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), é necessário o uso da água potável para assegurar a qualidade do material.

Além da água utilizada nessa produção, é necessário realizar a lavagem constante dos equipamentos e caminhões betoneira a fim de evitar o acúmulo de resíduos e preservar a funcionalidade dos materiais.

O sistema bate lastro como solução sustentável ♻

Para solucionar o problema do desperdício de água, ao lado da usina misturadora, foi instalado um sistema de tratamento da água para ser utilizada na lavagem de equipamentos e veículos, conhecido como bate lastro. O sistema é composto por uma rampa e seis tanques de decantação em série, para os quais os efluentes são direcionados. Nesses tanques, ocorre a separação dos sedimentos: os sólidos em suspensão se acumulam no fundo, enquanto a água clarificada segue para as etapas seguintes de tratamento.

Depois de tratada, a água é bombeada para reservatórios com capacidade total de 60 mil litros, onde fica armazenada para reaproveitamento na limpeza das instalações do canteiro de obras e na umidificação das vias de circulação de veículos para evitar a dispersão da poeira.

Compromisso que se estende além da obra ✅

O reaproveitamento da água não se limita à obra do cais. O Terminal Portuário também aplica práticas permanentes voltadas à gestão eficiente dos recursos hídricos. Entre essas, estão os sistemas de captação de água da chuva instalados em dois pontos da Companhia: no prédio administrativo e na câmara frigorífica, Iceport. Cerca de 32% da água utilizada nas operações da Iceport são provenientes da captação de águas pluviais, principalmente destinadas às torres de resfriamento.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGENS: Assessoria de Imprensa Portonave

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Portos

Portonave é reconhecida internacionalmente por redução nas emissões de gases poluentes

11ª Edição do Prêmio Marítimo das Américas premiou os avanços da empresa em gestão ambiental portuária, sendo o único terminal portuário do Brasil a receber o prêmio

No ano em que celebra 18 anos de operações, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, foi destaque na cerimônia do Prêmio Marítimo das Américas 2025, realizado pela Comissão Interamericana de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), no Peru. Vencedora na categoria Operações Portuárias Verdes e Gestão Sustentável, com o projeto “Transição Energética na Atividade Portuária e seu Impacto na Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)”, a Companhia foi reconhecida pelas boas práticas no segmento portuário nas Américas.

O transporte marítimo representa aproximadamente 3% das emissões globais, segundo a Organização Marítima Internacional (IMO). Com o objetivo de contribuir para um setor mais limpo, a Companhia está alinhada à visão de desenvolvimento sustentável de sua acionista, a Terminal Investment Limited (TiL), e adota ações estratégicas para isso. A Portonave é certificada no Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001) e, desde 2010, faz o monitoramento das emissões de GEE, com base no Greenhouse Gas (GHG) Protocol, referência mundial na verificação e qualificação de organizações.

Entre 2015 e 2024, houve uma redução de 63% nas emissões de gases poluentes nas operações do terminal – o equivalente a aproximadamente 79 mil toneladas de carbono. Um passo importante foi, em 2016, a eletrificação dos 18 guindastes para movimentação de contêineres, os Rubber Tyred Gantries (RTGs), que passaram a operar com energia elétrica – uma redução de 96,5% nas emissões de GEE. Outros investimentos em equipamentos ecológicos – como empilhadeiras – e em fontes de energia renovável – placas solares – também são permanentes.

Recentemente, a Companhia anunciou a compra de equipamentos 100% elétricos, que totalizam R$ 439 milhões: dois novos guindastes para movimentação de cargas nos navios, os Ship-to-Shore (STS) Cranes, mais 14 guindastes eletrificados para as operações no pátio de contêineres, os Rubber Tyred Gantry (RTGs), uma empilhadeira elétrica e dois novos Scanners para inspeção de cargas.

Por serem elétricos, os novos equipamentos contribuem para a redução do uso de combustíveis fósseis e das emissões de GEE. A empilhadeira e os Scanners já iniciaram as operações, enquanto os demais equipamentos têm previsão de chegada para o próximo ano.

Atualmente, a Portonave realiza a Obra de Adequação do Cais para receber navios maiores, de até 400 metros de comprimento, ter mais eficiência operacional e preparar a estrutura para a instalação do sistema shore power. Esse sistema possibilitará que os navios atracados recebam energia elétrica, o que contribuirá consideravelmente para operações mais limpas – uma tecnologia inédita entre os portos brasileiros. Com isso, o Terminal Portuário unirá operações eficientes e de excelência ao crescimento sustentável do setor.

Zero emissões indiretas até 2027 🚫

Outra prática, alinhada à pauta climática, é a aquisição de energia renovável. De 2022 a 2024, foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que, somados, correspondem a 199.744 MWh (unidade de energia). Para os próximos anos, a Companhia já fechou contratos de compra de energia renovável certificada, garantido zero emissões no Escopo 2 até 2027.

Parcerias pelo futuro sustentável 🌏

Como membro da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos, iniciativa que surgiu de uma parceria entre o Porto de Itaqui e o Valencia Ports, a Portonave busca soluções integradas por meio da colaboração de diversos atores nacionais e internacionais, como outros portos e empresas. Também, realiza um levantamento sobre os riscos das mudanças climáticas na infraestrutura portuária, que inclui a elaboração de um plano de ação, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) – com publicação prevista para este segundo semestre.

Desempenho por TEU movimentado 🚢

O Terminal Portuário possui um indicador próprio para avaliar seu desempenho em relação às emissões, o Indicador de Pegada de Carbono, que considera as toneladas de carbono equivalente (tCO₂e) por TEU (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentado. No ano passado, alcançou seu menor índice (0,003 tCO₂e/TEU), uma redução de 80% em relação a 2015 (0,016 tCO₂e/TEU).

Sobre o prêmio 🏆

Criado em 2014, o Prêmio Marítimo das Américas, organizado pela Comissão Interamericana de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), reconhece iniciativas de destaque no segmento portuário em sustentabilidade e inovação. Neste ano, o reconhecimento das melhores práticas foi destinado a três categorias: Gestão de Riscos de Desastres, Operações Portuárias Verdes e Gestão Sustentável e Relação Porto-cidade.

Sobre a Portonave ✅

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

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Sustentabilidade

Brasil e China seguem no diálogo sobre sustentabilidade e transparência nas cadeias produtivas agropecuárias

Plataforma Agro Brasil+Sustentável e programa Caminho Verde Brasil foram apresentados à CAAS, reforçando a cooperação em inovação e no desenvolvimento do agronegócio

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu, na sexta-feira (19), delegação chinesa ligada à Academia Chinesa de Ciências Agrícolas (CAAS). A agenda principal do encontro foi a sustentabilidade e a transparência nas cadeias produtivas agropecuárias, além das experiências e avanços dos dois países nesses assuntos.

A comitiva esteve com o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, Pedro Neto, que destacou a importância dos diálogos Brasil x China, especialmente para a construção de um entendimento comum sobre aspectos de produção sustentável relevantes para os dois países. Nesse contexto, o secretário ressaltou a robustez do marco regulatório brasileiro para as atividades agropecuárias, dando ênfase à importância do Código Florestal Brasileiro como marco legal que alia a preservação da vegetação nativa ao uso sustentável do solo.

No encontro, foram apresentadas duas importantes iniciativas de políticas públicas desenvolvidas no Brasil. A primeira foi a Plataforma AgroBrasil+Sustentável, uma ferramenta digital governamental que integra dados oficiais para gerar informações rastreáveis e confiáveis sobre a produção agropecuária sustentável no país, facilitando o acesso do produtor a políticas públicas e mercados. Para Pedro Neto, “um dos maiores desafios dos produtores brasileiros é comprovar que seguem a legislação ambiental sem promover desmatamento. Por isso, o Mapa desenvolveu a Plataforma AgroBrasil+Sustentável, ferramenta digital oficial que promove transparência e evidencia o compromisso da produção agropecuária brasileira com a sustentabilidade”.

A outra iniciativa apresentada foi o Caminho Verde Brasil, programa que incentiva o aumento da produção sem abertura de novas áreas, priorizando a recuperação de pastagens degradadas. A meta é restaurar até 40 milhões de hectares nos próximos dez anos, transformando-os em áreas agricultáveis de alta produtividade. A apresentação do Caminho Verde foi feita pelo coordenador-geral de Promoção de Investimentos Estrangeiros e Cooperação do Mapa, André Okubo, que ressaltou que a proposta é transformar um passivo ambiental em oportunidade, ampliando a produção de alimentos sem comprometer nossos biomas.

Representando a comitiva chinesa, o diretor-geral do Instituto de Economia e Desenvolvimento Agrícola da CAAS, Hu Xiangdong, destacou a similaridade entre a instituição e a Embrapa e apontou oportunidades de aprofundar a cooperação técnica e científica. “Podemos fortalecer nossas relações para além do comércio, ampliando parcerias em inovação e desenvolvimento agrícola”, declarou.

Brasil e China têm uma relação diplomática e de amizade que já dura cinco décadas e contam com um ambiente de diálogo e cooperação estruturado na Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Consulta e Cooperação (COSBAN), onde acontecem as discussões estratégicas sobre temas relevantes. Além disso, os dois países seguem conversando sobre sustentabilidade nas cadeias produtivas agropecuárias como forma de fortalecer os vínculos de cooperação e também comerciais, especialmente em um momento de oportunidade geopolítica.

Ao final do encontro, o secretário Pedro Neto enfatizou que as duas iniciativas se complementam e projetam o agronegócio brasileiro como referência internacional em sustentabilidade.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Evento, Inovação, Sustentabilidade

Brasil destaca inovação e sustentabilidade em Fórum de Negócios Indonésia–América Latina e Caribe

O fórum busca criar novas redes de negócios, derrubar barreiras comerciais e abrir espaço para oportunidades em setores estratégicos como alimentos, têxteis, energia e automotivo

O 7º Fórum de Negócios Indonésia–América Latina e Caribe (INA-LAC Business Forum) 2025 começou nesta segunda-feira (22/9), em São Paulo, com a presença do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa. O encontro reúne autoridades e empresários para ampliar parcerias, estimular investimentos e consolidar o Brasil como uma potência inovadora e sustentável.

“A Indonésia é uma potência emergente e um parceiro natural para o Brasil. Compartilhamos afinidades culturais, políticas e econômicas que fortalecem nossa relação de confiança”, afirmou o secretário-executivo, ao destacar o papel estratégico da parceria entre os dois países.

Promovida anualmente pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, a Missão Empresarial INA-LAC busca fortalecer a cooperação econômica e comercial entre a Indonésia e os países da América Latina e do Caribe (ALC). O fórum facilita novas redes de negócios, ajuda a superar barreiras comerciais e amplia as oportunidades em setores como alimentos, têxteis, energia e automotivo.

Segundo Márcio Elias Rosa, “o Brasil vive um momento de estabilidade e confiança, criando condições atrativas para novos investimentos”. Ele lembrou que o país registra PIB em crescimento, inflação em queda e desemprego no menor nível desde 2012, além de avanços estruturais como o Novo PAC — que prevê R$ 1,7 trilhão em investimentos —, a Reforma Tributária e o Plano de Transição Ecológica.

O secretário também ressaltou a agenda industrial e tecnológica: “O Brasil aposta na inovação e na descarbonização, consolidando sua liderança global em energias limpas”. Entre os destaques estão a Nova Indústria Brasil, o Programa Mover e o RenovaBio, além da recente adoção da mistura obrigatória de 30% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel.

Em 2024, o comércio bilateral somou US$ 6,34 bilhões, com potencial de expansão em setores de maior valor agregado. “Queremos diversificar as trocas e explorar toda a complementaridade das nossas economias. Brasil, Indonésia e Congo são guardiões das maiores florestas tropicais do mundo. Temos a responsabilidade conjunta de conciliar conservação e desenvolvimento e de mostrar ao mundo que é possível proteger e valorizar nossos biomas com justiça climática”, completou Rosa.

Durante sua participação, Rosa também destacou os investimentos recíprocos, como o megacomplexo de celulose da Bracell em Mato Grosso do Sul e os projetos em níquel e cobre na Indonésia. “São iniciativas que integram cadeias globais de valor e reforçam nossa confiança mútua”, afirmou.

Encerrando sua participação, Márcio Elias Rosa reforçou o espírito do encontro: “Se eu pudesse resumir nossa relação em uma palavra, seria parceria. Entre governos, empresas e povos. O Brasil enxerga a Indonésia como um parceiro de longo prazo, admira sua cultura, sua natureza e a resiliência de seu povo. Que este Fórum seja lembrado como um marco de amizade renovada e de confiança recíproca”.

Fonte: MDIC

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Sustentabilidade

Brasil e Reino Unido firmam memorando de entendimento em fertilizantes sustentáveis

Acordo prevê ações conjuntas em produção e uso sustentável de fertilizantes, inovação agrícola e segurança alimentar

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), representado pelo secretário-executivo adjunto, Cleber Soares, e pelo secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, concluiu, entre os dias 8 e 12 de setembro, missão oficial ao Reino Unido com a assinatura de um memorando de entendimento voltado a promover a produção e o uso sustentável de fertilizantes, além de ampliar a cooperação científica entre os dois países.  

O acordo estabelece iniciativas conjuntas em pesquisa, inovação e compartilhamento de boas práticas para otimizar a gestão do nitrogênio, reduzir emissões de gases de efeito estufa e proteger os solos. O entendimento também prepara Brasil e Reino Unido para apresentar resultados durante a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, em novembro deste ano.  

O memorando foi firmado no contexto da criação do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), lançado em 2025 no âmbito do Plano Nacional de Fertilizantes. O CEFENP tem como objetivo estimular pesquisa, inovação e a troca de conhecimentos em nutrição de plantas, conectando instituições nacionais e internacionais para contribuir com a segurança alimentar e o uso sustentável de insumos agrícolas. 

Durante encontro com o Department for Environment, Food and Rural Affairs (DEFRA), foram discutidos temas como a regionalização para influenza aviária, a habilitação de ovos, lácteos e pescado, além do reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação. O governo britânico manifestou disposição em acelerar a análise dos dossiês sanitários, enquanto o Brasil ressaltou a robustez de seus controles e defendeu que a aquicultura seja avaliada separadamente da pesca extrativa. 

A agenda incluiu ainda compromissos acadêmicos e científicos. Na Universidade de Oxford, a delegação brasileira apresentou propostas ligadas ao CEFENP e debateu tecnologias voltadas à nutrição de plantas, como a produção de amônia verde e processos bioquímicos para ampliar a eficiência no uso de nutrientes. Já no Rothamsted Research, os representantes conheceram campos experimentais ativos desde 1843 e arquivos históricos de solo e plantas, reforçando a relevância de parcerias de longo prazo. 

O Reino Unido é um dos principais parceiros do Brasil na Europa. Em 2024, as importações britânicas de produtos agropecuários brasileiros somaram US$ 1,8 bilhão, com destaque para carnes, produtos florestais, soja e café. No mesmo ano, oito novos produtos brasileiros foram habilitados para o mercado britânico: feno processado, polpa cítrica desidratada, farelo de mandioca, erva-mate processada, flor seca de cravo-da-índia, fibra de coco, Dry Distillers Grains (DDG) de milho e fruto seco de macadâmia. 

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Portos

Itajaí sedia congresso técnico do setor portuário

Evento rola nesta segunda e terça-feira, no Riviera Convention, na Praia Brava.

Considerado um dos mais importantes eventos do setor no país, o congresso Portos & Costas Brasil 2025 inicia nesta segunda, em Itajaí. A programação vai até terça e contará com especialistas nacionais para debater infraestrutura portuária, dragagem, hidrovias, marinas, cruzeiros, meio ambiente e sustentabilidade.

O evento acontece no Riviera Convention Center, na Praia Brava. Além de painéis temáticos sobre diferentes áreas, o congresso permite aos participantes o contato com representantes e grandes empresas do setor, geração de negócios e troca de conhecimentos. Essa é a 3ª edição do congresso.

Idealizador do evento, Mauricio Torronteguy, sócio-diretor da MTCN, destaca a evolução do congresso. “O Portos & Costas ganhou relevância nas suas duas primeiras edições e, neste ano, vamos buscar repetir essa performance com nomes de primeira grandeza”, afirma. As inscrições para o congresso são limitadas a 280 participantes e podem ser feitas pelo site portosecostas.com.br/inscricoes. A programação completa também está disponível no site oficial.

Temáticas em destaque

A eficiência portuária, determinante para a competitividade no comércio exterior, estará no centro dos debates. O painel sobre infraestrutura terá nomes como Julio Cesar de Sousa Dias, da Secretaria Nacional de Portos; Fabio Wosniak, da Wosniak Engenharia; Gustavo Maschietto, da Carioca Engenharia; e Osmari de Castilho Ribas, diretor-superintendente da Portonave.

O painel Navegação e Hidrovias, moderado por Eduardo Aoun Tannuri, discutirá metodologias para comboios e empurradores, além de parcerias público-privadas e os desafios da infraestrutura hidroviária. Já o painel Meio Ambiente e Sustentabilidade abordará dragagens com sedimentos contaminados, estratégias de descarbonização e programas de conservação de fauna costeira.

O eixo Engenharia e Processos Costeiros trará especialistas como Antônio Klein e Pedro Pereira (UFSC), Gabriel Paschoal (Hidromares), Mariana Grandezzi (ArcelorMittal) e Guilherme Medeiros (Porto de São Francisco). O debate terá foco em tecnologia, sustentabilidade e aproveitamento de material dragado.

A dragagem será tema de outro painel, com participação de Willian Fronza (Van Oord), John Verly (Royal IHC) e Calebe Sangi Silva (VLI), além de Mauricio Gaspar Filho e Matheus Trocoli Novaes, da Autoridade Portuária de Santos (APS), que apresentarão experiências do maior porto da América Latina.

Fonte: Diarinho

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