Economia

Brasil fecha 2025 com maior déficit em conta corrente desde 2014

O déficit em conta corrente do Brasil alcançou US$ 68,8 bilhões em 2025, o maior resultado negativo desde 2014, quando o déficit chegou a US$ 110,5 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O principal fator para a ampliação do déficit foi a redução do superávit comercial, que caiu de US$ 65,8 bilhões em 2024 para US$ 60 bilhões em 2025. Em relação ao PIB, o indicador se manteve praticamente estável, passando de 3,03% para 3,02%.

Investimentos estrangeiros cobrem déficit

O Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil totalizou US$ 77,6 bilhões em 2025, equivalente a 3,41% do PIB, valor suficiente para financiar integralmente o déficit em conta corrente. No entanto, em dezembro, o IED registrou saldo negativo de quase US$ 5,2 bilhões, o pior resultado mensal da série histórica do Banco Central.

O que são as contas externas

As transações em conta corrente fazem parte do balanço de pagamentos, registrando entradas e saídas do país relacionadas a comércio de bens e serviços, renda (como lucros, dividendos e juros) e transferências unilaterais. Quando as saídas superam as entradas, ocorre déficit. Um déficit elevado pode refletir crescimento econômico, mas também indicar gargalos estruturais, como baixa poupança interna.

O IED representa investimentos produtivos de longo prazo realizados por estrangeiros no país, sendo a principal fonte de financiamento do déficit em conta corrente.

Contexto do IED em dezembro

Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, explicou em coletiva que o resultado negativo de dezembro estava acima das expectativas de mercado. Segundo ele, é comum ocorrer remessas de lucros ao exterior no fim do ano, mas em 2025 o volume foi maior, refletindo lucros mais elevados ao longo do ano e antecipação de remessas.

Rocha reforçou que o balanço de pagamentos em 2025 demonstra contas externas sólidas, com o déficit em conta corrente totalmente financiado por IED.

Perspectiva de instituições financeiras

Em nota, o Bradesco afirmou que, embora o déficit em conta corrente tenha componentes estruturais, os investimentos diretos estrangeiros continuam crescendo e devem permanecer robustos.

O Itaú destacou que o déficit de dezembro foi menor do que o esperado, com resultados mais fortes em renda, especialmente lucros e dividendos. O saldo do mês foi de US$ 3,3 bilhões. Segundo o banco, “o forte fluxo de lucros remetidos ao exterior foi parcialmente compensado por significativos reinvestimentos de lucros, que não geram fluxo cambial, mas impactam o déficit em conta corrente e o IED. Em 2025, o movimento de saídas líquidas no mês foi maior, alinhado ao volume elevado de distribuição de lucros”.

Para 2026, o Itaú revisou a previsão do déficit em conta corrente para US$ 70 bilhões, ante US$ 76,7 bilhões, considerando um superávit comercial mais forte do que o projetado anteriormente.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Beto Nociti/BCB

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Agronegócio

Agro sustenta a balança comercial brasileira em 2025 com base em grãos e proteínas

Em um ano marcado por oscilações no comércio internacional, o agronegócio voltou a ocupar papel central na balança comercial brasileira. Em 2025, o setor respondeu por quase metade de tudo o que o país exportou, ocupando um papel central na sustentação da balança comercial e amortecendo movimentos de queda em outros segmentos da economia.

O desempenho do agro se destacou não apenas pelo valor exportado, mas pela capacidade de manter volumes elevados mesmo em um cenário de ajuste nos preços internacionais. O avanço das exportações ocorreu com aumento físico dos embarques, enquanto os preços médios apresentaram variação negativa, o que indica uma pauta sustentada por escala e regularidade logística.

Esse comportamento ajuda a explicar por que o saldo comercial brasileiro permaneceu positivo ao longo do ano. As exportações do agronegócio somaram US$ 169,2 bilhões em 2025, enquanto as importações do setor ficaram em US$ 20,2 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 149,07 bilhões, responsável por grande parte do saldo comercial do país.

Ao longo do ano, o fluxo de embarques manteve ritmo constante, com destaque para o último trimestre. Em dezembro, as exportações agropecuárias atingiram US$ 14 bilhões, maior valor já registrado para o mês, reforçando o peso do setor mesmo em um período tradicionalmente marcado por menor atividade comercial.

Soja, carnes e café organizam a pauta exportadora

A composição da pauta exportadora explica a estabilidade do desempenho ao longo de 2025. A soja em grãos permaneceu como principal produto do agronegócio brasileiro, com embarques de 108,2 milhões de toneladas e receita de US$ 43,5 bilhões. O crescimento ocorreu principalmente em volume, refletindo a capacidade produtiva e logística do país.

As carnes ampliaram participação ao longo do ano, com destaque para a carne bovina. As exportações do produto alcançaram US$ 17,9 bilhões, com aumento expressivo em volume embarcado e ampliação do número de mercados compradores. A abertura de novos destinos contribuiu para a diversificação geográfica das vendas e reduziu a dependência de poucos parceiros comerciais.

O café também ganhou espaço na pauta exportadora em 2025, com receitas de US$ 16 bilhões. Nesse caso, o desempenho esteve mais associado à valorização internacional do produto do que à expansão de volumes, mostrando como diferentes cadeias do agro responderam de forma distinta ao cenário externo.

Do ponto de vista dos destinos, a China manteve a liderança como principal compradora do agronegócio brasileiro, concentrando cerca de um terço das exportações do setor. União Europeia e Estados Unidos vieram na sequência, reforçando o perfil diversificado da demanda e a inserção do Brasil em diferentes mercados consumidores.

Ao encerrar 2025 com volumes elevados, superávit robusto e uma pauta concentrada em grãos e proteínas, o agronegócio entra em 2026 como principal referência do comércio exterior brasileiro. O conjunto de resultados aponta para uma estrutura exportadora baseada em escala produtiva, regularidade logística e demanda externa consistente.

TEXTO E IMAGEM: PROCESS CERTIFICAÇÕES

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Exportação

Exportações crescem 18% na média diária até a terceira semana de janeiro de 2026

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,8 bilhões nas três primeiras semanas de janeiro de 2026. O resultado é fruto de US$ 14,98 bilhões em exportações e US$ 11,2 bilhões em importações, segundo dados preliminares divulgados nesta segunda-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Terceira semana tem déficit pontual

Considerando apenas a terceira semana de janeiro, as exportações somaram US$ 5,1 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 5,4 bilhões, o que resultou em um saldo negativo de US$ 244 milhões no período.

Média diária das exportações avança em relação a 2025

Na comparação entre as médias diárias, as exportações cresceram 18% até a terceira semana de janeiro de 2026, ao atingirem US$ 1,36 bilhão, frente aos US$ 1,15 bilhão registrados em janeiro de 2025.

Já as importações apresentaram queda de 2,6%, com média diária de US$ 1,02 bilhão, ante US$ 1,04 bilhão no mesmo período do ano passado.

Corrente de comércio mantém trajetória de alta

Até a terceira semana de janeiro de 2026, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou média diária de US$ 2,3 bilhões. O saldo médio diário ficou em US$ 341,51 milhões.

Na comparação com a média diária registrada em janeiro de 2025, houve crescimento de 8,2% na corrente de comércio, indicando avanço no fluxo comercial do país no início do ano.

Desempenho das exportações por setor

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária do acumulado até a terceira semana de janeiro de 2026 frente a janeiro de 2025, os resultados foram positivos em todos os segmentos:

  • Indústria Extrativa: alta de US$ 108,39 milhões (32,6%);
  • Agropecuária: crescimento de US$ 28,54 milhões (16,6%);
  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 69,99 milhões (10,9%).

Importações recuam em todos os segmentos

Do lado das importações, a média diária mostrou retração nos principais setores:

  • Indústria Extrativa: queda de US$ 4 milhões (8%);
  • Agropecuária: redução de US$ 7,29 milhões (26%);
  • Indústria de Transformação: recuo de US$ 16,23 milhões (1,7%).

Os dados reforçam o cenário de crescimento das exportações brasileiras no início de 2026, com destaque para o desempenho da indústria extrativa e da agropecuária.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Economia

PIB da China cresce 5% e exportações sustentam economia em meio à fraqueza interna

A economia da China registrou crescimento de 5,0% do PIB no último ano, alcançando a meta estipulada pelo governo. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço das exportações chinesas, que compensaram a desaceleração do consumo interno e ajudaram a reduzir os impactos das tarifas comerciais dos Estados Unidos — embora essa estratégia comece a mostrar sinais de esgotamento.

Exportações garantem meta de crescimento econômico

Para sustentar o ritmo da atividade econômica, a China ampliou sua participação na demanda global por produtos manufaturados, alcançando níveis inéditos de presença em mercados internacionais. Como resultado, o país acumulou um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão, valor cerca de 20% superior ao registrado em 2024.

O montante é equivalente ao tamanho econômico de uma das 20 maiores economias do mundo, como a Arábia Saudita, reforçando o peso do setor externo no desempenho do PIB chinês.

Redução nos EUA e avanço em novos mercados

Mesmo com uma queda de aproximadamente 20% nas exportações para os Estados Unidos, os embarques chineses cresceram de forma expressiva para outras regiões. Empresas do país expandiram vendas para Europa, América Latina e mercados emergentes, em uma tentativa de reduzir a dependência do mercado norte-americano diante das políticas tarifárias mais rígidas adotadas nos últimos anos.

Produtores chineses têm buscado diversificar destinos e adaptar estratégias comerciais para manter competitividade global.

Estratégia externa enfrenta limites

Apesar dos resultados positivos no curto prazo, especialistas avaliam que o modelo baseado fortemente em exportações se torna cada vez mais difícil de sustentar, especialmente diante de tensões geopolíticas, riscos protecionistas e da necessidade de estimular a demanda doméstica.

“Estamos indo bem na Europa e na América Latina e não precisamos desse mercado”, afirmou Dave Fong, coproprietário de fábricas no sul da China que produzem desde mochilas escolares até equipamentos industriais, ao comentar a redução da dependência dos Estados Unidos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Economia

Exportações da China superam expectativas e mercado reduz projeção de inflação para 2026

O mercado financeiro iniciou a semana com revisões importantes tanto no cenário doméstico quanto no internacional. Enquanto analistas reduziram a projeção de inflação para 2026 no Brasil, novos dados mostraram um desempenho acima do esperado das exportações da China, reforçando sinais de resiliência da economia asiática.

Inflação de 2026 tem expectativa revisada para baixo

As expectativas para a inflação brasileira em 2026 foram ajustadas para baixo, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para o encerramento de 2026 passou a 4,05%, indicando uma leitura mais favorável para o controle dos preços no médio prazo.

Exportações da China crescem acima do previsto em dezembro

No cenário internacional, os números da balança comercial da China surpreenderam positivamente. Em dezembro, as exportações chinesas avançaram 6,6% na comparação anual, acelerando em relação ao crescimento de 5,9% registrado em novembro de 2025.

O resultado ficou bem acima da estimativa da FactSet, que previa uma alta de apenas 2,5%, reforçando a força do comércio exterior chinês no fim do ano.

Importações também aceleram e superam projeções

As importações da China também apresentaram desempenho melhor do que o esperado. Em dezembro, houve crescimento de 5,7% na comparação anual, ante avanço de 1,9% em novembro.
O consenso de mercado, no entanto, apontava para uma queda de 1,6%, o que evidencia uma recuperação mais robusta da demanda interna chinesa.

Superávit comercial segue elevado

Ainda em dezembro, a China registrou superávit comercial de US$ 114,14 bilhões, acima do saldo positivo de US$ 111,68 bilhões observado em novembro. A previsão da FactSet era de um superávit maior, de US$ 117,9 bilhões, mas o resultado manteve o patamar historicamente elevado.

No fechamento de 2025, as exportações chinesas cresceram 5,5% em relação a 2024, enquanto as importações permaneceram estáveis. O superávit comercial anual atingiu um recorde de US$ 1,189 trilhão, consolidando a China como um dos principais motores do comércio global.

Com informações de Dow Jones Newswires.
Texto: Redação

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Exportação

Exportações crescem 43,8% até a segunda semana de janeiro de 2026, aponta Secex

A balança comercial brasileira encerrou a segunda semana de janeiro de 2026 com superávit de US$ 2 bilhões, impulsionado por exportações de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,2 bilhões. No acumulado do mês, as vendas externas somam US$ 10 bilhões, enquanto as compras do exterior alcançam US$ 5,9 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.

Média diária das exportações avança 43,8%

Na comparação entre as médias diárias de exportações, os dados mostram forte crescimento. Até a segunda semana de janeiro de 2026, a média foi de US$ 1,7 bilhão, contra US$ 1,154 bilhão registrados em janeiro de 2025, o que representa uma alta de 43,8%.

Já as importações, pela média diária, apresentaram queda de 7,0%, passando de US$ 1 bilhão em janeiro de 2025 para US$ 974,86 milhões no mesmo período de 2026.

Corrente de comércio cresce quase 20%

Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 2,635 bilhões por dia até a segunda semana de janeiro de 2026. O saldo médio diário foi de US$ 685,61 milhões. Na comparação com a média de janeiro de 2025, houve crescimento de 19,6% na corrente de comércio.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12/1) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Desempenho das exportações por setor

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária até a segunda semana de janeiro de 2026 e comparando com igual período do ano anterior, os resultados foram positivos em todos os segmentos:

  • Agropecuária: aumento de US$ 55,96 milhões, alta de 32,5%
  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 274,11 milhões, avanço de 82,3%
  • Indústria de Transformação: elevação de US$ 173,41 milhões, expansão de 27,0%

Importações recuam em todos os setores

Do lado das importações, o desempenho também foi analisado pela média diária no mesmo comparativo anual. Todos os setores registraram retração:

  • Agropecuária: queda de US$ 7,32 milhões (-26,2%)
  • Indústria Extrativa: recuo de US$ 17,37 milhões (-34,6%)
  • Indústria de Transformação: redução de US$ 44,64 milhões (-4,6%)

O resultado reforça o início positivo do comércio exterior brasileiro em 2026, com forte crescimento das exportações e controle das importações, ampliando o superávit comercial.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro registra recorde histórico de exportações em 2025 e alcança superávit de US$ 149 bilhões

O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com o maior resultado já registrado em vendas externas. As exportações do agro somaram US$ 169,2 bilhões, alta de 3% na comparação com 2024, quando o setor havia exportado US$ 164,3 bilhões. O desempenho garantiu ao segmento participação de 48,5% das exportações totais do Brasil no ano.

O avanço foi sustentado principalmente pelo aumento de 3,6% no volume exportado, movimento que compensou a leve retração de 0,6% nos preços médios internacionais.

Estratégia de diversificação impulsiona desempenho do agro

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o resultado recorde reflete a atuação coordenada do governo federal, envolvendo o Mapa, o Itamaraty, o MDIC e a ApexBrasil, com foco na diversificação de produtos e mercados. O ministro também destacou a capacidade produtiva do campo brasileiro, que conseguiu abastecer o mercado interno e exportar excedentes, contribuindo para o controle de preços, geração de empregos e crescimento econômico, com base em uma agropecuária cada vez mais tecnológica e sustentável.

Importações crescem, mas superávit segue elevado

As importações agropecuárias totalizaram US$ 20,2 bilhões em 2025, crescimento de 4,4% frente ao ano anterior. Com isso, a corrente de comércio do agronegócio alcançou US$ 189,4 bilhões. O saldo da balança comercial do agro fechou o ano com superávit expressivo de US$ 149,07 bilhões.

Dezembro tem melhor resultado da série histórica

Somente em dezembro, as exportações do agronegócio chegaram a US$ 14 bilhões, o maior valor já registrado para o mês, com crescimento de 19,8% em relação a dezembro de 2024. As importações somaram US$ 1,62 bilhão, resultando em superávit mensal de US$ 12,38 bilhões.

Abertura de mercados fortalece presença internacional

Em 2025, o Brasil alcançou a marca de 525 novos mercados abertos desde 2023. De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, essas aberturas já geraram cerca de US$ 4 bilhões em receitas cambiais adicionais, sem considerar ampliações de acesso já existentes. A diversificação de destinos permitiu ao setor enfrentar desafios do cenário global, como barreiras tarifárias, casos de influenza aviária e queda de preços de algumas commodities.

Safra recorde garante excedentes exportáveis

A safra de grãos 2024/2025 atingiu 352,2 milhões de toneladas, crescimento de 17% sobre o ciclo anterior. Na pecuária, a produção de carnes bovina, suína e de frango também alcançou níveis históricos, assegurando excedentes para exportação sem comprometer o abastecimento interno.

Principais destinos das exportações agropecuárias

A China manteve a liderança como maior compradora do agro brasileiro, com US$ 55,3 bilhões em aquisições, equivalente a 32,7% do total exportado e crescimento de 11%. A União Europeia aparece em seguida, com US$ 25,2 bilhões (+8,6%), enquanto os Estados Unidos somaram US$ 11,4 bilhões, registrando queda de 5,6%.

Outros mercados ampliaram significativamente suas compras, como Paquistão, Argentina, Filipinas, Bangladesh, Reino Unido e México.

Soja, carnes e café lideram a pauta exportadora

A soja em grãos seguiu como principal produto exportado, com US$ 43,5 bilhões em receitas e volume recorde de 108,2 milhões de toneladas. A carne bovina também bateu recorde, alcançando US$ 17,9 bilhões, com crescimento de quase 40% em valor e abertura de 11 novos mercados.

A carne suína registrou aumento de 19,6% em valor e colocou o Brasil, pela primeira vez, como terceiro maior exportador mundial. Já a carne de frango teve leve avanço no volume exportado, mesmo após um ano marcado por restrições sanitárias.

O café brasileiro apresentou forte valorização, com crescimento de 30,3% em valor, totalizando US$ 16 bilhões, impulsionado por preços internacionais elevados. Também se destacaram as exportações de frutas, pescados e produtos não tradicionais.

Produtos não tradicionais ganham espaço e batem recordes

Itens fora do grupo principal de commodities tiveram crescimento expressivo em 2025. Entre os destaques estão gergelim, miudezas bovinas, DDG de milho, feijões, pimenta, amendoim, óleo de amendoim, melões frescos e castanha de caju, muitos deles com recordes históricos de valor e volume exportado.

Iniciativas ampliam acesso do produtor ao mercado externo

Ferramentas como AgroInsight, Passaporte Agro e Caravanas do Agro Exportador fortaleceram o apoio ao exportador brasileiro. Lançado em janeiro de 2025, o AgroInsight já mapeou mais de 800 oportunidades de negócios em 38 países, contribuindo para ampliar a presença do agronegócio brasileiro no comércio internacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior

Portos concentram 95% do comércio exterior e impulsionam superávit recorde do Brasil em 2025

Balança comercial brasileira atinge maior resultado da história

O comércio exterior brasileiro fechou 2025 com superávit de US$ 68,2 bilhões, o maior já registrado desde o início da série histórica, em 1989. O resultado marca o terceiro ano consecutivo de saldo positivo na balança comercial do Brasil, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

Ao longo do ano, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou US$ 629 bilhões, sendo que 95% das cargas passaram pelos portos brasileiros, reforçando a relevância do setor portuário para a economia nacional.

Exportações crescem e importações batem novo recorde

As exportações brasileiras totalizaram US$ 348,676 bilhões, crescimento de 3,5% em comparação a 2024. Já as importações somaram US$ 280,4 bilhões, avanço de 6,7% em relação ao ano anterior e cerca de US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, registrado em 2022.

O vice-presidente da República e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o desempenho foi resultado da ampliação de mercados internacionais. Segundo ele, a estratégia de diversificação ajudou o país a reduzir impactos das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. “Mesmo diante de um cenário geopolítico complexo, conseguimos abrir novos mercados e fortalecer parcerias já existentes”, afirmou.

Movimentação portuária cresce e reforça logística nacional

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, o setor deve encerrar 2025 com movimentação estimada em 1,34 bilhão de toneladas, crescimento de 3,25% frente ao ano anterior. O desempenho dos principais terminais evidencia o avanço da infraestrutura portuária brasileira.

O Porto de Santos, em São Paulo, registrou entre janeiro e outubro alta de 29%, com 119,4 milhões de toneladas movimentadas. Já o Porto de Paranaguá, no Paraná, cresceu 13,5%, alcançando 55,2 milhões de toneladas. No Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, avançou 7,6%, com 31,4 milhões de toneladas, puxadas principalmente por grãos e minérios.

Infraestrutura portuária como diferencial competitivo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados positivos do comércio exterior do Brasil refletem os investimentos e a modernização do setor. Segundo ele, os portos nacionais se consolidaram como um diferencial competitivo. “Estamos garantindo condições para escoar a produção brasileira ao mercado internacional e, ao mesmo tempo, receber insumos e mercadorias essenciais para a indústria e o consumo interno”, declarou.

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Exportação

Exportações brasileiras atingem US$ 349 bilhões em 2025 e registram recorde histórico

As exportações brasileiras alcançaram um novo recorde em 2025, mesmo diante de um cenário internacional desafiador. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), indicam que o Brasil exportou US$ 348,7 bilhões ao longo do ano, valor US$ 9 bilhões superior ao recorde anterior, registrado em 2023. O desempenho consolida os últimos três anos como os melhores da história da balança comercial brasileira.

Crescimento supera média do comércio global

Na comparação com 2024, as exportações cresceram 3,5% em valor e 5,7% em volume. Esse avanço mais do que dobra a estimativa da Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento do comércio global em 2025, projetado em 2,4%.

Além disso, mais de 40 mercados bateram recorde de compras de produtos brasileiros, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o resultado reflete a ampliação de mercados e políticas de estímulo à competitividade. “Mesmo diante de dificuldades geopolíticas, conseguimos abrir novos mercados e expandir os já existentes, apoiados por iniciativas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasil Soberano”, afirmou.

Importações, corrente de comércio e superávit

As importações brasileiras também atingiram um patamar recorde em 2025, somando US$ 280,4 bilhões, alta de 6,7% em relação a 2024 e quase US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, de 2022.

Com isso, a corrente de comércio chegou a US$ 629,1 bilhões, o maior valor já registrado, com crescimento de 4,9% na comparação anual. O superávit comercial ficou em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da série histórica, atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024.

Desempenho recorde em dezembro

Em dezembro de 2025, as exportações totalizaram US$ 31 bilhões, alta de 24,7% e recorde para o mês. As importações alcançaram US$ 21,4 bilhões (+5,7%), enquanto o saldo comercial foi de US$ 9,6 bilhões, crescimento de 107,8%, também o maior já registrado para dezembro. A corrente de comércio mensal somou US$ 52,4 bilhões, avanço de 16,2%.

Exportações por setores e produtos

A indústria de transformação registrou crescimento de 3,8% em valor, impulsionada por aumento de 6% em volume, atingindo o recorde de US$ 189 bilhões. Entre os destaques estão carne bovina, carne suína, alumina, veículos de carga, caminhões, café torrado, máquinas elétricas, produtos de perfumaria, cacau em pó e defensivos agrícolas.

Na indústria extrativa, o volume exportado cresceu 8%, com minério de ferro e petróleo atingindo recordes de embarque. Já os produtos agropecuários avançaram 3,4% em volume e 7,1% em valor, com destaque para o café verde, que alcançou valor recorde, além da soja e do algodão em bruto, que registraram volumes históricos.

Principais destinos das exportações

A China manteve-se como principal destino, com crescimento de 6% e exportações que chegaram a US$ 100 bilhões, puxadas por soja, carne bovina, açúcar, celulose e ferro-gusa. Para a União Europeia, o aumento foi de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, milho, minério de cobre e aeronaves.

As exportações para a Argentina avançaram 31,4%, impulsionadas pelo setor automotivo. Já para os Estados Unidos, houve retração de 6,6% no ano, influenciada pelas tarifas impostas a produtos brasileiros, especialmente entre agosto e dezembro. Em dezembro, no entanto, os embarques superaram US$ 3 bilhões, sinalizando recuperação parcial.

Importações por categorias e origens

Nas importações, os bens de capital lideraram o crescimento, com alta de 23,7%, seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). As compras de combustíveis recuaram 8,6%.

Entre as origens, aumentaram as importações da China (+11,5%), dos Estados Unidos (+11,3%) e da União Europeia (+6,4%). Já as compras de produtos da Argentina registraram queda de 4,7%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal do Boi

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Comércio Exterior

Balança comercial registra recorde em dezembro, mas superávit cai em 2025

A balança comercial brasileira encerrou 2025 com saldo positivo de US$ 68,293 bilhões. Apesar de ser o melhor resultado já registrado para um mês de dezembro desde o início da série histórica, em 1989, o superávit anual ficou 7,9% abaixo do apurado em 2024. O desempenho foi impactado principalmente pelo avanço das importações e pela queda nos preços das commodities, como o petróleo.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Mesmo com a retração, o resultado de 2025 representa o terceiro maior superávit da história do comércio exterior brasileiro.

Histórico recente da balança comercial

Os maiores saldos já registrados ocorreram em:

  • 2023: superávit de US$ 98,903 bilhões
  • 2024: superávit de US$ 74,177 bilhões

Em 2025, tanto as exportações brasileiras quanto as importações alcançaram níveis recordes.

Exportações e importações batem recorde

Mesmo diante do aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e da desvalorização de commodities no mercado internacional, as exportações somaram US$ 348,676 bilhões, crescimento de 3,5% em relação a 2024.

As importações, impulsionadas pela expansão da economia interna, avançaram em ritmo mais acelerado e totalizaram US$ 280,382 bilhões, alta de 6,7% no mesmo período.

Projeções oficiais foram superadas

O saldo final ficou acima das expectativas do governo. A projeção inicial do Mdic apontava superávit de US$ 60,9 bilhões em 2025, com exportações estimadas em US$ 344,9 bilhões.

As importações, por outro lado, ficaram abaixo da previsão de US$ 284 bilhões, o que contribuiu para um resultado comercial melhor do que o esperado no fechamento do ano.

Resiliência do comércio exterior brasileiro

Durante entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin destacou o desempenho do comércio exterior do Brasil, mesmo em um cenário internacional adverso.

Segundo ele, o volume exportado cresceu 5,7% em 2025, enquanto o comércio global avançou 2,4%. O resultado, de acordo com o ministro, evidencia a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Dezembro tem melhor resultado da série histórica

Somente em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% na comparação com o mesmo mês de 2024. O valor superou o recorde anterior, de dezembro de 2023.

No mês, os números foram:

  • Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7%
  • Importações: US$ 21,405 bilhões, crescimento de 5,7%

Desempenho por setores

Em dezembro, as exportações cresceram em todos os segmentos da economia:

  • Agropecuária: +43,5%, com aumento de 35,2% no volume e 6,7% no preço médio
  • Indústria extrativa: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% nos preços
  • Indústria de transformação: +11%, com avanço de 14,9% no volume e retração de 4,2% no preço médio

Produtos que impulsionaram as exportações

Entre os principais destaques do mês estão:

  • Agropecuária: soja (+73,9%), café não torrado (+52,9%) e milho não moído (+46%)
  • Indústria extrativa: petróleo bruto (+74%) e minério de ferro (+33,7%)
  • Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%) e ouro não monetário (+88,7%)

No caso do petróleo, a retomada das atividades das plataformas após manutenção programada em novembro foi decisiva para o crescimento.

Importações acompanham retomada econômica

O aumento das importações reflete a recuperação da atividade econômica, com maior consumo e expansão dos investimentos. Entre os principais produtos importados em dezembro estão:

  • Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)
  • Indústria extrativa: fertilizantes brutos (+222,4%) e carvão não aglomerado (+26,3%)
  • Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%) e medicamentos, inclusive veterinários (+47,7%)

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Petrobras/Divulgação

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