Comércio Exterior

Balança comercial registra menor superávit para março desde 2020, aponta Mdic

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 6,405 bilhões em março de 2026, o menor resultado para o mês nos últimos seis anos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O saldo positivo recuou 17,2% em relação a março de 2025, quando havia alcançado US$ 7,736 bilhões. O desempenho é o mais baixo desde 2020, início da pandemia, período marcado por forte retração econômica global.

Exportações crescem, mas importações avançam mais

Mesmo com o recuo no saldo, as exportações brasileiras somaram US$ 31,603 bilhões no mês, alta de 10% na comparação anual — o segundo maior valor da série histórica para março.

Já as importações atingiram US$ 25,199 bilhões, com crescimento mais expressivo, de 20,1%, registrando o maior patamar desde o início da série, em 1989. Esse avanço mais intenso das compras externas explica a redução do superávit.

Desempenho por setores da economia

Entre os setores, a indústria extrativa liderou o crescimento das exportações, com alta de 36,4%, impulsionada principalmente pelo petróleo. A indústria de transformação avançou 5,4%, enquanto a agropecuária teve aumento mais moderado, de 1,1%.

Entre os produtos, destacaram-se itens como petróleo bruto, minerais, carne bovina, combustíveis e ouro. Por outro lado, houve forte queda nas exportações de café, que recuaram 30,5% em valor, impactadas pela redução no volume embarcado.

Petróleo impulsiona, mas cenário pode mudar

As vendas externas de petróleo registraram crescimento significativo, com aumento de quase US$ 2 bilhões em relação ao mesmo mês de 2025. No entanto, a expectativa é de desaceleração nos próximos meses, influenciada por mudanças tributárias sobre o produto.

Importações sobem com destaque para veículos

No lado das importações, o principal destaque foi a alta nas compras de automóveis, que cresceram mais de 200% na comparação anual. Também houve aumento relevante em medicamentos, fertilizantes e insumos industriais.

Acumulado do ano mantém saldo elevado

No primeiro trimestre de 2026, a balança comercial acumula superávit de US$ 14,175 bilhões, avanço de 47,6% em relação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram US$ 82,338 bilhões (+7,1%), enquanto as importações somaram US$ 68,163 bilhões (+1,3%). O resultado é o terceiro melhor da série histórica para o período.

Projeções indicam superávit maior em 2026

O Mdic revisou suas estimativas e projeta superávit de US$ 72,1 bilhões para 2026, crescimento de 5,9% frente ao resultado de 2025.

A previsão é de que as exportações alcancem US$ 364,2 bilhões no ano, enquanto as importações devem chegar a US$ 280,2 bilhões. As projeções oficiais serão atualizadas novamente ao longo do ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira bate recorde no primeiro trimestre de 2026

O Brasil alcançou um marco no início de 2026, com recordes na balança comercial, incluindo exportações, importações e corrente de comércio. Apenas em março, o país exportou US$ 31,6 bilhões e importou US$ 25,2 bilhões, garantindo um superávit de US$ 6,4 bilhões.

No mesmo período, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 56,8 bilhões, evidenciando o aquecimento do comércio exterior brasileiro.

Resultado do trimestre também é o maior da série

No acumulado de janeiro a março de 2026, os números seguem em alta. As exportações brasileiras totalizaram US$ 82,3 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 68,2 bilhões. O saldo positivo ficou em US$ 14,2 bilhões.

Com isso, a corrente de comércio alcançou US$ 150,5 bilhões no trimestre, consolidando um novo recorde para o período, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Crescimento supera desempenho de 2025

Na comparação anual, os indicadores mostram avanço consistente. As exportações cresceram 10% em março frente ao mesmo mês de 2025. Já as importações registraram alta ainda mais expressiva, de 20,1%.

Esse movimento impulsionou a corrente de comércio mensal, que avançou 14,3% na mesma base de comparação.

Considerando o trimestre, as exportações tiveram aumento de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações subiram 1,3%. A corrente de comércio trimestral cresceu 4,4%.

Indústria extrativa impulsiona exportações

O desempenho dos setores revela mudanças importantes na composição das vendas externas. Em março, o destaque ficou para a indústria extrativa, que avançou 36,4%, com aumento de US$ 1,96 bilhão.

Outros setores também apresentaram crescimento:

  • Agropecuária: alta de 1,1%
  • Indústria de transformação: crescimento de 5,4%

No acumulado do ano, a indústria extrativa mantém protagonismo, com expansão de 22,6%, seguida pela agropecuária (2,4%) e pela indústria de transformação (2,8%).

Importações crescem puxadas pela indústria

Do lado das compras externas, a indústria de transformação foi o principal motor em março, com crescimento de 20,8%, equivalente a US$ 4,02 bilhões a mais.

A indústria extrativa também registrou alta de 24,1%, enquanto a agropecuária apresentou retração de 10,2%.

No acumulado de 2026, o cenário mostra:

  • Alta de 2,3% na indústria de transformação
  • Queda de 19,9% na agropecuária
  • Redução de 7,4% na indústria extrativa

Cenário reforça força do comércio exterior brasileiro

O resultado do trimestre confirma a resiliência do comércio internacional do Brasil, mesmo diante de um ambiente global desafiador. O avanço das exportações e o crescimento da corrente de comércio indicam maior integração do país às cadeias globais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Economia

Balança comercial brasileira atinge US$ 12,8 bilhões na 3ª semana de março de 2026

A balança comercial brasileira registrou corrente de comércio de US$ 12,8 bilhões na terceira semana de março de 2026, com superávit de US$ 1,4 bilhão. O resultado é fruto de exportações que somaram US$ 7,1 bilhões e importações de US$ 5,7 bilhões no período.

Resultado acumulado em março

No acumulado do mês até a terceira semana, o Brasil alcança US$ 21,8 bilhões em exportações e US$ 16,6 bilhões em importações. O saldo positivo chega a US$ 5,2 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 38,336 bilhões.

Considerando o acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 72,7 bilhões, frente a US$ 59,4 bilhões em importações. Com isso, o superávit comercial atinge US$ 13,3 bilhões, e a corrente de comércio chega a US$ 132,2 bilhões.

Queda nas médias diárias

Na comparação com março de 2025, os dados mostram retração nas médias diárias. As exportações caíram 4,0%, passando de US$ 1,511 bilhão para US$ 1,452 bilhão. Já as importações tiveram leve recuo de 0,1%, saindo de US$ 1,104 bilhão para US$ 1,103 bilhão.

A corrente de comércio média diária ficou em US$ 2,55 bilhões até a terceira semana de março, representando queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O saldo médio diário foi de US$ 348,47 milhões.

Exportações por setor

O desempenho das exportações por setor apresentou variações distintas. A Indústria Extrativa foi destaque, com crescimento de 27,6%, equivalente a US$ 78,26 milhões na média diária.

Por outro lado, houve retração em dois segmentos importantes:

  • Agropecuária: queda de 13,4% (US$ 57,47 milhões);
  • Indústria de Transformação: recuo de 10,3% (US$ 81,26 milhões).

Importações por setor

No campo das importações, o cenário também foi heterogêneo. A Indústria Extrativa registrou aumento de 6,6% (US$ 3,29 milhões), enquanto a Indústria de Transformação teve leve alta de 0,3% (US$ 2,91 milhões).

Em contrapartida, a Agropecuária apresentou queda significativa de 24,9%, com redução de US$ 7,54 milhões na média diária.

Cenário do comércio exterior

Os dados indicam um cenário de estabilidade com viés de queda nas médias comerciais, mesmo diante de um superávit consistente. O avanço da Indústria Extrativa ajuda a sustentar os resultados, enquanto a retração em setores como Agropecuária e Indústria de Transformação acende um alerta para o desempenho das exportações brasileiras.

Tags: balança comercial, comércio exterior, exportações Brasil, importações Brasil, superávit comercial, economia brasileira, março 2026

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Comércio Exterior

Comércio exterior da Malásia supera €630 bilhões em 2025 e abre oportunidades para Europa

A Malásia registrou um recorde histórico no comércio exterior em 2025, ao ultrapassar a marca de €630 bilhões (RM3,061 trilhões) pela primeira vez. O volume total atingiu cerca de €631,7 bilhões, representando um crescimento de 6,3% em relação ao ano anterior.

Exportações e importações batem recordes

O desempenho foi impulsionado por exportações recordes, que chegaram a €331,7 bilhões, enquanto as importações somaram €300,3 bilhões. O resultado gerou um superávit comercial de aproximadamente €31,3 bilhões.

Com isso, o país alcança o 28º ano consecutivo com saldo positivo na balança comercial, mantendo uma trajetória consistente desde 1998.

Resiliência diante de desafios globais

Mesmo em um cenário marcado por tensões geopolíticas, reorganização das cadeias de suprimentos e aumento do protecionismo internacional, a Malásia demonstrou resiliência econômica.

O país tem ampliado sua participação em cadeias globais de valor, especialmente em setores de alta tecnologia, reforçando sua posição estratégica no comércio internacional.

Parceria estratégica com Europa e França

Os números reforçam a relevância da Malásia como parceira confiável para a União Europeia e a França, principalmente no fornecimento industrial e na diversificação de cadeias produtivas.

Em 2025, o comércio entre Malásia e União Europeia atingiu cerca de €47,1 bilhões. Já as exportações malaias para o bloco europeu cresceram pelo segundo ano consecutivo, somando €26,7 bilhões.

Segundo autoridades, o país se destaca como um parceiro capaz de garantir fornecimento de alta qualidade e fomentar cooperação industrial de longo prazo.

Indústria e tecnologia lideram crescimento

O avanço das exportações foi puxado principalmente pelos produtos manufaturados, que representaram 86,4% do total exportado.

O setor de eletrônicos e semicondutores segue como o principal destaque, com vendas estimadas em €146,9 bilhões. A demanda global por inteligência artificial, automação e tecnologias avançadas impulsionou esse crescimento.

Esse cenário posiciona a Malásia como um elo importante nas cadeias globais, capaz de atender à demanda europeia por componentes, equipamentos e produtos de alto valor agregado.

Acordos comerciais ampliam competitividade

A atratividade do país também é reforçada por sua ampla rede de acordos internacionais. Atualmente, a Malásia possui 17 acordos de livre comércio (FTAs) em vigor.

Em 2025, o comércio com parceiros desses acordos ultrapassou €413,8 bilhões pela primeira vez, fortalecendo o acesso a mercados, a diversificação comercial e a resiliência das cadeias de suprimentos.

Promoção de negócios e novas oportunidades

A agência de promoção comercial da Malásia em Paris continuará incentivando negócios por meio de feiras internacionais, missões empresariais e programas de conexão entre compradores e fornecedores.

A expectativa é que o desempenho robusto do comércio exterior se traduza em novas oportunidades concretas para empresas da Malásia, França e demais países europeus.

FONTE: ESM Magazine
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ESM Magazine

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Comércio Exterior

Corrente de comércio atinge US$ 12,8 bilhões na primeira semana de março

A corrente de comércio brasileira somou US$ 12,8 bilhões na primeira semana de março de 2026. No período, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,8 bilhão, resultado de exportações de US$ 7,3 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões.

Os dados mostram o desempenho das trocas comerciais do Brasil no início do mês e refletem a dinâmica recente do comércio exterior brasileiro.

Desempenho da balança comercial em 2026

No acumulado de 2026 até agora, o país contabiliza US$ 58,2 bilhões em exportações e US$ 48,4 bilhões em importações. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 9,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 106,6 bilhões no período.

Exportações e importações registram leve queda

Na comparação das médias diárias, as exportações brasileiras apresentaram recuo de 3,3%. A média diária registrada até a primeira semana de março de 2026 foi de US$ 1,461 bilhão, abaixo dos US$ 1,511 bilhão observados em março de 2025.

Já as importações tiveram redução mais discreta, de 0,4%, passando de US$ 1,104 bilhão em março do ano passado para US$ 1,100 bilhão na média diária registrada neste início de mês.

Com isso, a média diária da corrente de comércio atingiu US$ 2,56 bilhões, enquanto o saldo comercial médio diário ficou em US$ 360,92 milhões. Em relação à média registrada em março de 2025, houve queda de 2,1% na corrente de comércio.

Desempenho por setores nas exportações

Considerando o acumulado até a primeira semana de março de 2026 e comparando com o mesmo período do ano passado, o desempenho das exportações por setor apresentou resultados distintos.

A indústria extrativa registrou crescimento de 4,9%, com aumento de US$ 13,85 milhões na média diária. Por outro lado, houve retração na agropecuária, com queda de 8,5% (redução de US$ 36,58 milhões), e nos produtos da indústria de transformação, que recuaram 3,6%, equivalente a US$ 28,21 milhões a menos na média diária.

Importações também variam entre setores

Entre os setores importadores, a indústria extrativa apresentou crescimento expressivo de 19,9%, com avanço de US$ 9,89 milhões na média diária.

Já a agropecuária teve retração de 23,3%, com queda de US$ 7,06 milhões, enquanto os produtos da indústria de transformação registraram leve redução de 0,4%, equivalente a US$ 3,59 milhões.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações brasileiras atingem US$ 26,3 bilhões em fevereiro e registram recorde para o mês

As exportações brasileiras alcançaram US$ 26,3 bilhões em fevereiro de 2026, estabelecendo um recorde histórico para o mês. O valor representa um crescimento de 15,6% em relação a fevereiro de 2025, segundo dados divulgados pelo governo federal durante a apresentação da balança comercial brasileira.

O resultado foi destacado pelo vice-presidente da República e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante coletiva de imprensa sobre o desempenho do comércio exterior do Brasil.

De acordo com o ministro, além do recorde nas exportações, o país também registrou a maior corrente de comércio para meses de fevereiro, reforçando a ampliação da inserção do Brasil no mercado internacional.

Balança comercial tem superávit de US$ 4,2 bilhões

No segundo mês de 2026, as exportações somaram US$ 26,3 bilhões, enquanto as importações brasileiras chegaram a US$ 22,1 bilhões.

Com isso, o país registrou superávit comercial de US$ 4,21 bilhões. A corrente de comércio, que representa a soma de exportações e importações, atingiu US$ 48,4 bilhões no período.

Na comparação com fevereiro de 2025, quando as vendas externas somaram US$ 22,75 bilhões, houve avanço significativo de 15,6% nas exportações. Já as importações recuaram 4,8%, passando de US$ 23,22 bilhões no ano passado para US$ 22,1 bilhões neste ano.

Resultado acumulado do ano mantém saldo positivo

Considerando o período de janeiro a fevereiro de 2026, o desempenho da balança comercial brasileira também apresenta resultado positivo.

No acumulado do ano:

  • Exportações: US$ 50,9 bilhões
  • Importações: US$ 42,9 bilhões
  • Superávit comercial: cerca de US$ 8 bilhões
  • Corrente de comércio: US$ 93,8 bilhões

Na comparação com os dois primeiros meses de 2025, as exportações cresceram 5,8%, enquanto as importações registraram queda de 7,3%. Já a corrente de comércio apresentou leve redução de 0,6%.

Indústria extrativa lidera crescimento das exportações

A análise setorial indica que o principal impulso das exportações brasileiras em fevereiro veio da indústria extrativa, que registrou crescimento expressivo.

Na comparação com fevereiro de 2025:

  • Agropecuária: alta de US$ 0,3 bilhão (6,1%)
  • Indústria extrativa: aumento de US$ 2,37 bilhões (55,5%)
  • Indústria de transformação: crescimento de US$ 0,85 bilhão (6,3%)

Importações recuam em todos os principais setores

Do lado das importações brasileiras, houve retração nos três principais setores da economia em fevereiro, na comparação anual.

Os resultados foram:

  • Agropecuária: queda de US$ 0,11 bilhão (20%)
  • Indústria extrativa: redução de US$ 0,11 bilhão (12,1%)
  • Indústria de transformação: recuo de US$ 0,87 bilhão (4%)

Desempenho por setor no acumulado de 2026

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, os setores exportadores também apresentaram expansão:

  • Agropecuária: aumento de US$ 0,36 bilhão (4,2%)
  • Indústria extrativa: crescimento de US$ 1,85 bilhão (16%)
  • Indústria de transformação: alta de US$ 0,53 bilhão (1,9%)

Já entre os setores importadores, houve retração generalizada no período:

  • Agropecuária: queda de US$ 0,28 bilhão (24,7%)
  • Indústria extrativa: redução de US$ 0,45 bilhão (21,9%)
  • Indústria de transformação: recuo de US$ 2,61 bilhões (6,1%)

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Julio César Silva/MDIC

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira registra quarto maior superávit para fevereiro da história

A balança comercial brasileira apresentou desempenho expressivo em fevereiro e alcançou o quarto melhor resultado para o mês desde o início da série histórica. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) indicam que o país registrou superávit comercial de US$ 4,208 bilhões no período.

O resultado representa uma recuperação significativa frente ao mesmo mês de 2025, quando houve déficit de US$ 467 milhões. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pela redução das importações e pelo aumento das exportações de petróleo.

Importação de plataforma influenciou resultado do ano passado

De acordo com o governo federal, o saldo negativo registrado em fevereiro de 2025 ocorreu devido à compra de uma plataforma de petróleo, operação de grande valor que impactou diretamente a balança comercial do período.

Como essa importação não se repetiu em fevereiro deste ano, o saldo voltou ao campo positivo, reforçando o desempenho das exportações brasileiras.

Entre todos os meses de fevereiro já registrados, o resultado atual só fica atrás dos obtidos em 2024, quando o país atingiu superávit recorde de US$ 5,13 bilhões, além dos resultados de 2022 e 2017.

Exportações batem recorde para fevereiro

No comparativo anual, o comércio exterior brasileiro apresentou crescimento nas vendas externas e redução nas compras internacionais.

Os números de fevereiro foram:

Exportações: US$ 26,306 bilhões, alta de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado
Importações: US$ 22,098 bilhões, queda de 4,8% na mesma base de comparação

O valor exportado representa o maior já registrado para meses de fevereiro desde o início da série histórica, em 1989. Já as importações tiveram o segundo maior resultado para o período, ficando atrás apenas de fevereiro de 2025.

Superávit acumulado no ano cresce mais de 300%

Considerando os dois primeiros meses de 2026, o saldo da balança comercial soma US$ 8,023 bilhões, valor 329% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.

O desempenho foi influenciado pelo impacto pontual da importação da plataforma de petróleo em 2025. Mesmo assim, o resultado atual é o segundo melhor para o período de janeiro e fevereiro, ficando atrás apenas de 2024.

No acumulado do ano:

Exportações: US$ 50,922 bilhões, crescimento de 5,8%
Importações: US$ 42,898 bilhões, queda de 7,3%

Petróleo impulsiona exportações da indústria extrativa

Ao analisar o desempenho por setores, o comércio exterior brasileiro registrou crescimento nas exportações em diferentes áreas da economia.

Na comparação anual, os resultados foram:

Agropecuária: alta de 6,1%, com aumento de 1,7% no volume e 4,4% no preço médio
Indústria extrativa: crescimento de 55,5%, impulsionado pelo petróleo, com aumento de 63,6% no volume exportado
Indústria de transformação: avanço de 6,3%, com aumento de 4% no volume

Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das exportações estão soja, milho, frutas frescas, óleos brutos de petróleo, minério de ferro, carne bovina, ouro não monetário e produtos semiacabados de ferro ou aço.

Somente as exportações de petróleo bruto cresceram cerca de US$ 1,622 bilhão em comparação com fevereiro de 2025. Esse tipo de venda costuma variar bastante mensalmente devido às paradas programadas para manutenção em plataformas.

Queda das importações reflete desaceleração econômica

A retração das importações brasileiras esteve ligada principalmente à redução nas compras de gás natural e à desaceleração da economia, que tende a diminuir investimentos e demanda por equipamentos.

Entre os produtos que registraram maior queda nas importações estão:

Trigo e centeio não moídos
Látex e borracha natural
Gás natural
Motores e máquinas não elétricos
Plataformas e embarcações
Inseticidas

Governo projeta superávit de até US$ 90 bilhões em 2026

Para 2026, o Mdic projeta que a balança comercial do Brasil encerre o ano com superávit entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

A estimativa oficial prevê:

Exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões
Importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões

As projeções do governo são atualizadas a cada trimestre, e novas estimativas mais detalhadas deverão ser divulgadas em abril.

Em 2025, o país fechou o ano com superávit comercial de US$ 68,3 bilhões. O recorde histórico ocorreu em 2023, quando o saldo positivo atingiu US$ 98,9 bilhões.

As previsões do mercado financeiro são mais conservadoras. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, analistas projetam superávit de US$ 68,63 bilhões para o comércio exterior brasileiro neste ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Comércio

Balança comercial acumula US$ 72,6 bilhões na corrente de comércio até fevereiro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 5,136 bilhões entre janeiro e a segunda semana de fevereiro de 2026. No mesmo período, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou US$ 72,625 bilhões.

O resultado é fruto de US$ 38,88 bilhões em exportações e US$ 33,744 bilhões em importações, segundo dados preliminares divulgados nesta quinta-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Desempenho na segunda semana de fevereiro

Considerando apenas a segunda semana de fevereiro, o país contabilizou superávit de US$ 1,501 bilhão. A corrente de comércio no período somou US$ 12,403 bilhões, com US$ 6,952 bilhões em exportações e US$ 5,451 bilhões em importações.

No acumulado do mês até a segunda semana, as vendas externas totalizam US$ 13,727 bilhões, enquanto as compras internacionais chegam a US$ 12,934 bilhões. O saldo positivo em fevereiro é de US$ 793 milhões, com corrente de comércio de US$ 26,661 bilhões.

Crescimento nas médias diárias

Na comparação entre as médias diárias até a segunda semana de fevereiro de 2026 e o mesmo mês de 2025, as exportações cresceram 20,7%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,3 bilhão.

As importações também avançaram no período comparativo, com alta de 11,4%. A média diária saiu de US$ 1,16 bilhão em fevereiro de 2025 para US$ 1,29 bilhão em fevereiro deste ano.

Exportações por setor

O desempenho setorial das exportações mostra avanço consistente frente a fevereiro do ano anterior:

  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 121,93 milhões na média diária, alta de 57,2%;
  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 107,5 milhões, avanço de 15,9%;
  • Agropecuária: elevação de US$ 3,41 milhões, crescimento de 1,4%.

Os dados reforçam a expansão das vendas externas, especialmente nos segmentos ligados à produção mineral e industrial.

Importações por setor

No campo das importações, o comportamento foi misto no acumulado até a segunda semana de fevereiro:

  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 9,49 milhões na média diária, alta de 20,0%;
  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 127,78 milhões, avanço de 11,8%;
  • Agropecuária: retração de US$ 3,56 milhões, queda de 13,4%.

O cenário indica maior dinamismo nas compras de produtos industriais, enquanto o setor agropecuário registrou redução nas aquisições externas.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Exportação

Exportações do Brasil para países árabes crescem 10% e geram superávit de US$ 1,3 bilhão

As exportações brasileiras para países árabes iniciaram o ano em ritmo positivo. Em janeiro, o Brasil faturou US$ 1,985 bilhão com vendas externas para a região, avanço de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e foram compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. No mesmo período, as importações recuaram 25,1%, totalizando US$ 668,9 milhões.

Emirados lideram compras de produtos brasileiros

Entre os parceiros comerciais, os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino das vendas, com US$ 600,1 milhões — crescimento expressivo de 110%.

Na sequência aparecem:

  • Arábia Saudita: US$ 245,13 milhões (+9%)
  • Egito: US$ 233,5 milhões (-42,3%)

O resultado reforça a importância da região para o comércio exterior brasileiro e amplia a diversificação dos mercados compradores.

Fornecedores árabes ao Brasil

No fluxo inverso, a Arábia Saudita foi o maior fornecedor entre os países árabes, com embarques de US$ 205,8 milhões, apesar da queda de 47,6%.

Já os Emirados Árabes Unidos registraram forte crescimento nas vendas ao Brasil, alcançando US$ 141,6 milhões (alta de 497%), enquanto o Egito exportou US$ 128,5 milhões, avanço de 19,8%.

Principais produtos comercializados

Entre os itens exportados pelo Brasil, destacam-se:

  • açúcar
  • milho
  • carne de frango
  • minério de ferro
  • gado vivo
  • petróleo bruto
  • carne bovina congelada

Já nas compras brasileiras, predominam:

  • petróleo refinado
  • fertilizantes nitrogenados
  • petróleo bruto
  • fertilizantes fosfatados

Corrente de comércio e saldo positivo

A corrente de comércio bilateral somou US$ 2,6 bilhões em janeiro, leve queda de 1,6% na comparação anual. Apesar disso, o superávit comercial brasileiro cresceu 44,4%, atingindo US$ 1,3 bilhão.

O desempenho reforça a relevância do mercado árabe para a balança comercial nacional e evidencia o peso do agronegócio e de commodities minerais nas vendas externas.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Argentina vê oportunidade geopolítica inédita para fortalecer o comércio exterior

O comércio exterior argentino voltou ao centro do debate econômico, não como um tema isolado, mas como um pilar estrutural do modelo de crescimento do país. Em um ambiente internacional marcado por tensões geopolíticas, reconfiguração das cadeias globais de valor e disputa entre grandes potências, a inserção internacional da Argentina surge simultaneamente como desafio e oportunidade.

Para Martín Tanco, especialista em comércio internacional com mais de 40 anos de experiência no assessoramento a empresas, o setor externo é hoje um dos poucos espaços capazes de gerar um círculo virtuoso sustentável para a economia argentina.

“O comércio exterior é central em qualquer plano econômico, tanto pela geração de divisas quanto pelo impacto positivo sobre o emprego, a produtividade e o crescimento das exportações”, avalia.

Reconfiguração global abre janela estratégica para a Argentina

Segundo Tanco, o país vive uma oportunidade geopolítica única, impulsionada, entre outros fatores, pela política de tarifas elevadas dos Estados Unidos, que acelerou o redesenho das cadeias produtivas globais e abriu espaço para novos fornecedores internacionais.

No entanto, o especialista ressalta que essa oportunidade não é automática. Para aproveitá-la, as empresas argentinas precisam agir rapidamente, investindo em planejamento estratégico, financiamento, inovação tecnológica e, sobretudo, em certificações internacionais, exigidas pelos mercados desenvolvidos.

Superávit comercial e mudança na matriz produtiva

Os números recentes reforçam o peso do setor externo. Em 2024, a Argentina registrou um superávit comercial recorde, impulsionado principalmente pelas exportações agroindustriais e energéticas. Em 2025, o saldo positivo foi mantido, com crescimento de 24% nas exportações, puxado por soja, trigo e petróleo.

Apesar do avanço em volume, os preços internacionais seguem limitados. “Os preços não são os melhores, mas cresce o potencial da energia, do lítio e da mineração”, observa Tanco, destacando uma transformação gradual na fonte de geração de dólares da economia.

Atualmente, cerca de 73% das divisas ainda vêm da agroindústria, concentrada no corredor central do país, enquanto 27% têm origem na energia e na mineração. As projeções para 2030, no entanto, indicam uma virada histórica: energia e mineração devem responder por 53%, superando o agro, com 47%.

Impacto regional e desafios logísticos

Essa transformação não é apenas setorial, mas também territorial. O deslocamento do eixo produtivo para as regiões andina e patagônica redesenha o mapa econômico argentino e impõe novos desafios em infraestrutura, logística e acesso a mercados internacionais.

Apesar dos avanços, a concentração das exportações em poucos complexos produtivos segue sendo uma limitação estrutural.

Importações, normalização e risco da restrição externa

Do lado das importações, o crescimento recente gera leituras distintas. Para Tanco, o aumento das compras externas reflete, em parte, a normalização da economia após um período de forte controle cambial.

“Viemos de um regime extremamente restritivo. A liberação elevou as importações, que agora tendem a se estabilizar”, explica. Segundo ele, há hoje uma relação mais saudável entre importações e exportações, com as compras externas acompanhando a expansão das vendas ao exterior.

A dúvida histórica permanece: a Argentina conseguirá crescer sem esbarrar na restrição externa? Para o especialista, o contexto global pode favorecer uma ruptura desse padrão.

Geopolítica, acordos e competitividade internacional

Em um mundo polarizado entre Estados Unidos, União Europeia e o eixo Rússia–China, a Argentina tem a vantagem de estar fora dos principais focos de conflito. Ainda assim, precisa avançar na integração às regras do comércio internacional.

Entre as prioridades estão o fortalecimento da presença no G20, o cumprimento do Acordo de Paris e a busca pela adesão à OCDE. No mapa comercial, Brasil, China, Estados Unidos e União Europeia seguem como principais parceiros.

Enquanto os EUA se destacam como fonte de investimentos, a China é vista como um parceiro mais previsível, avançando de forma silenciosa na aquisição de ativos estratégicos.

Infraestrutura, logística e decisões-chave para o futuro

Para consolidar o comércio exterior como motor de desenvolvimento, Tanco aponta uma dívida histórica em logística internacional. Projetos como o dragagem da Hidrovia Paraná–Paraguai, o Canal Magdalena, a melhoria das rodovias e dos acessos portuários são fundamentais para reduzir custos e elevar a competitividade.

O debate sobre as retenções às exportações também segue no radar, já que sua eliminação costuma gerar aumento imediato dos embarques. Além disso, a nova geografia produtiva exige repensar a estratégia portuária diante da concorrência dos portos chilenos.

Nesse cruzamento entre infraestrutura, política comercial e estratégia empresarial, está em jogo o futuro do comércio exterior argentino. Para Tanco, a chave será “fortalecer a competitividade e a resiliência para enfrentar riscos políticos e econômicos em um cenário global cada vez mais fragmentado”.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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