Exportação

Exportações argentinas devem atingir segundo maior recorde da história em 2025

As exportações argentinas de bens devem alcançar US$ 86,5 bilhões em 2025, configurando o segundo maior valor nominal da história do país. A estimativa consta em um relatório do consultor Marcelo Elizondo, elaborado com base nos dados do INDEC até novembro e em uma projeção considerada conservadora para dezembro.

Mesmo diante da queda dos preços internacionais, o desempenho reforça a resiliência do comércio exterior argentino, segundo a análise.

Superávit comercial permanece positivo

O estudo projeta importações em torno de US$ 75,8 bilhões, o que resultaria em um superávit comercial de US$ 10,7 bilhões em 2025. O saldo positivo evidencia o equilíbrio das contas externas, apesar de um cenário global mais desafiador.

De acordo com Elizondo, o resultado fica levemente abaixo do recorde histórico de 2022, quando as exportações somaram US$ 88,446 bilhões, impulsionadas por preços mais elevados. Ainda assim, o número supera o antigo pico de 2011, de US$ 84,051 bilhões.
“Em 2025, a Argentina terá registrado o segundo maior volume nominal anual de vendas externas de sua história”, destacou o consultor.

Queda de preços é compensada por aumento de volume

Entre novembro de 2024 e novembro de 2025, os preços de exportação apresentaram retração média de 3%. A maior queda foi observada no setor de combustíveis e energia (-8,7%), seguido por produtos primários (-2,6%) e manufaturas de origem agropecuária (-1,6%).

Apesar disso, o volume exportado cresceu expressivos 28%, o que permitiu um avanço de 24% no valor total exportado em relação ao ano anterior. Para dezembro, a previsão é de embarques próximos a US$ 7 bilhões, considerados prudentes pelo relatório.

Perfil das exportações e principais destinos

As manufaturas de origem agropecuária lideraram a pauta exportadora, com 35% do total. Em seguida aparecem as manufaturas industriais (26%), os produtos primários (25%) e combustíveis e energia (13%).

No ranking dos mercados de destino, o Brasil manteve-se como principal comprador, seguido por China, Estados Unidos, Chile e Índia, reforçando a diversificação geográfica das vendas externas argentinas.

Serviços e participação no comércio global

No segmento de exportações de serviços, o valor estimado é de US$ 17,8 bilhões em 2025. Já as importações devem alcançar US$ 30 bilhões, resultando em déficit na conta de serviços. Ainda assim, a participação da Argentina no comércio mundial permanece próxima de 0,3%.

Cenário internacional segue desafiador

O relatório aponta que o comércio global deve superar US$ 35 trilhões em 2025. Mesmo nesse ambiente de crescimento, impulsionado por Ásia Oriental, África e países do Sul Global, a Argentina conseguiu manter sua fatia tradicional, apesar de tensões geopolíticas e do aumento dos custos logísticos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio

Superávit da balança comercial pode chegar a US$ 67 bilhões em 2026, apontam projeções

A balança comercial brasileira deve registrar um superávit de US$ 67 bilhões em 2026, segundo a mediana de 46 projeções reunidas por consultorias, entidades e instituições financeiras. O número representa leve avanço em relação aos US$ 63,6 bilhões estimados para 2025, indicando manutenção de um resultado robusto, porém com crescimento mais contido.

A expectativa é de que o setor externo continue sustentando a economia, mesmo diante de preços de commodities mais estáveis e de importações ainda elevadas. Após o recorde histórico de US$ 98,9 bilhões em 2023, o comércio exterior brasileiro entrou em um processo de normalização.

Exportações seguem fortes, mas longe dos picos recentes

Depois do saldo de US$ 74,2 bilhões registrado em 2024, economistas avaliam que o desempenho tende a se acomodar em níveis mais próximos da média histórica. O resultado oficial de 2025 será divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em 6 de janeiro, servindo de base para ajustes nas projeções de 2026.

O cenário desenhado combina exportações com preços mais moderados e importações ainda resilientes, refletindo uma economia que cresce, porém em ritmo mais lento.

Commodities seguem centrais, mas preços preocupam

Entre as projeções mais otimistas está a da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que estima um superávit de US$ 77,4 bilhões em 2026, acima dos US$ 63,8 bilhões previstos para 2025.

Segundo o presidente da entidade, José Augusto de Castro, o desempenho não deve vir de um salto nos preços, mas de volumes exportados relativamente elevados. A atenção recai principalmente sobre petróleo, soja e minério de ferro, responsáveis por cerca de 34% da receita das exportações brasileiras.

Castro avalia que não há sinais de um novo ciclo de alta das commodities. A produção de petróleo tende a crescer, mas os preços permanecem pressionados, assim como os da soja, que deve manter relevância, porém abaixo do pico esperado para 2025.

Comércio global mais fraco limita avanços

A perspectiva de desaceleração do comércio internacional também pesa sobre as projeções. A Organização Mundial do Comércio (OMC) revisou recentemente a expectativa de crescimento do comércio global para 2025, para 2,4%, mas prevê desaceleração acentuada em 2026, com avanço de apenas 0,5%.

Esse cenário reduz o impulso externo e aumenta a dependência do Brasil em relação ao comportamento das grandes economias, especialmente a China.

China, soja e efeitos da guerra comercial

Para o economista André Valério, do Inter, as exportações brasileiras de soja foram impulsionadas no fim de 2025 por compras atípicas da China, em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos.

Segundo ele, parte desse movimento tende a se dissipar, já que Pequim tem sinalizado retomada das compras junto aos norte-americanos. Isso deve limitar novos recordes em 2026, mesmo com ganho pontual de mercado pelo Brasil.

Além disso, Valério destaca que não há sinais claros de recuperação forte da demanda chinesa, o que dificulta um novo ciclo de valorização das commodities.

Preços mistos e atenção às exportações para os EUA

A economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, avalia que 2026 será marcado por um ambiente de preços mistos, em que o desempenho dependerá mais dos volumes exportados do que de ganhos de preço.

Ela observa que as exportações brasileiras para os Estados Unidos foram prejudicadas em 2025 pelas tarifas adotadas pelo governo Donald Trump, e que uma eventual reaproximação comercial pode favorecer os resultados em 2026 e 2027.

Segundo suas projeções, o superávit deve alcançar US$ 65 bilhões em 2025, US$ 68,4 bilhões em 2026 e US$ 76,4 bilhões em 2027, mantendo o setor externo como pilar de estabilidade macroeconômica.

Tarifas do México elevam risco para exportações

Outro fator de atenção é a decisão do México de elevar tarifas de importação para produtos do Brasil e de outros países sem acordo comercial. A medida, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, afeta segmentos como automóveis, autopeças, têxteis, calçados, eletrodomésticos, siderurgia, plásticos e móveis.

O movimento adiciona risco especialmente às exportações de aço e amplia a pressão sobre o saldo comercial brasileiro.

Acordo UE-Mercosul pode ajudar, mas sem efeito imediato

O acordo entre União Europeia e Mercosul, com expectativa de assinatura em janeiro, é visto como positivo, mas com impacto gradual. Analistas avaliam que seus efeitos não devem alterar de forma relevante o desempenho da balança já em 2026.

Ao mesmo tempo, cresce o número de medidas protecionistas no mundo, o que reforça a importância da diplomacia comercial brasileira.

Importações devem perder fôlego, mas seguir elevadas

Do lado das importações, a AEB projeta queda de 2,7% em 2026 frente a 2025, após três anos de crescimento contínuo. A avaliação é que o impulso começa a se esgotar.

Ainda assim, parte das compras externas permanece ligada a bens de capital, insumos e equipamentos. Caso haja queda de juros e manutenção do investimento estrangeiro direto, as importações devem continuar em patamar elevado.

Superávit segue forte, porém sem grandes saltos

As projeções para 2026 variam entre US$ 43,5 bilhões e US$ 85 bilhões, mas a mediana aponta para um resultado sólido e estável. O Brasil deve manter um superávit relevante, sustentado por exportações consistentes e importações moderadas, embora sem o fôlego observado nos anos anteriores.

O desempenho final dependerá principalmente do comportamento das commodities, da demanda chinesa e do avanço — ou recuo — das políticas protecionistas globais.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro sustenta a balança comercial e responde pela maior parte do superávit

Os dados históricos deixam evidente o peso do agronegócio brasileiro na economia nacional. Entre 1997 e novembro de 2025, período considerado nas estatísticas disponíveis, apenas em 2005 e 2006 o superávit comercial total do país superou, de forma marginal, o saldo gerado pelo agro. Ainda assim, a diferença foi mínima e dentro de uma margem estatística pouco relevante.

Nos demais anos, o superávit do agronegócio foi amplamente superior ao resultado geral da balança comercial, exercendo papel decisivo para evitar déficits externos e garantindo fluxo de divisas ao país. Em 2024, esse protagonismo ficou ainda mais claro, quando o saldo do agro foi quase o dobro do superávit total brasileiro.

Exportações do agro seguem determinantes em 2025

Em 2025, a importância do setor se mantém em patamar elevado. Até novembro, as exportações do agronegócio representaram 48,85% do total exportado pelo Brasil, praticamente metade de tudo o que o país vendeu ao exterior.

O dado mais expressivo, porém, está no resultado da balança. O saldo comercial do agronegócio correspondeu a 136,36% do superávit geral, ou seja, mais do que o dobro do resultado total do país. Isso indica que outros segmentos da economia apresentaram déficits que foram compensados exclusivamente pelo desempenho do agro.

Impacto direto nas contas externas e na renda nacional

Os números mostram que, sem a contribuição do agronegócio, o Brasil enfrentaria dificuldades severas para honrar compromissos externos, importar insumos estratégicos e manter o equilíbrio das contas públicas. O efeito direto seria a redução da disponibilidade de recursos, com reflexos negativos sobre o crescimento econômico e o nível de renda da população.

Apesar desse papel central, o setor permanece no centro de debates e críticas dentro do próprio ambiente político nacional. O contraste entre a relevância econômica do agro brasileiro e o tratamento que recebe nas discussões públicas levanta questionamentos sobre os rumos futuros da economia sem sua principal âncora comercial.

BALANÇA COMERCIAL BRASIL: TOTAL E AGRONEGÓCIO (EXP. – IMP. – SALDO) (US$ BILHÕES)

1997:

TOTAL: EXP. 52,9 – IMP. 60,5 – SALDO -7,6 (AGRO: EXP. 23,4- IMP. 8,2 – SALDO 15,2)

1998

TOTAL: EXP. 51,1 – IMP. 58,7 – SALDO -7,6 (AGRO: EXP. 21,6 – IMP. 8,0 – SALDO 13,6)

1999

TOTAL: EXP. 47,9 – IMP. 50,2 – SALDO -2,3 (AGRO: EXP. 20,5 – IMP. 5,7 – SALDO 14,8)

2000

TOTAL: EXP. 55,0 – IMP. 57,0 – SALDO -2,0 (AGRO: EXP. 20,6 – IMP. 5,8 – SALDO 14,8)

2001

TOTAL: EXP. 58,0 – IMP. 56,6 – SALDO 1,4 (AGRO: EXP. 23,9 – IMP. 4,8 – SALDO 19,1)

2002

TOTAL: EXP. 60,2 – IMP. 48,3 – SALDO 11,9 (AGRO: EXP. 24,8 – IMP. 4,4 – SALDO 20,4)

2003

TOTAL: EXP. 72,8 – IMP. 49,3 – SALDO 23,5 (AGRO: EXP. 30,6 – IMP. 4,7 – SALDO 25,9)

2004

TOTAL: EXP. 95,1 – IMP. 63,8 – SALDO 31,3 (AGRO: EXP. 39,0 – IMP. 4,8- SALDO 34,2)

2005

TOTAL: EXP. 118,6 – IMP. 74,7 – SALDO 43,9 (AGRO: EXP. 43,6 – IMP. 5,1 – SALDO 38,5)

2006

TOTAL: EXP. 137,6 – IMP. 92,5 – SALDO 45,1 (AGRO: EXP. 49,5 – IMP. 6,7 – SALDO 42,8)

2007

TOTAL: EXP. 159,8 – IMP. 122,0 – SALDO 37,8 (AGRO: EXP. 58,4 – IMP. 8,7 – SALDO 49,7 )

2008

TOTAL: EXP. 195,8 – IMP. 174,7 – SALDO 21,1 (AGRO: EXP. 71,8 – IMP. 11,9 – SALDO 59,9)

2009

TOTAL: EXP. 151,8 – IMP. 129,4 – SALDO 22,4 (AGRO: EXP. 64,8 – IMP. 9,9 – SALDO 54,9)

2010

TOTAL: EXP. 200,4 – IMP. 183,3 – SALDO 17,1 (AGRO: EXP.76,4 – IMP.13,4 – SALDO 63,0)

2011

TOTAL: EXP. 253,7 – IMP. 228,0 – SALDO 25,7 (AGRO: EXP. 95,0 – IMP. 17,5 – SALDO 77,5)

2012

TOTAL: EXP. 240,0 – IMP. 225,2 – SALDO 14,8 (AGRO: EXP. 95,8 – IMP. 16,4 – SALDO 79,4)

2013

TOTAL: EXP. 232,5 – IMP. 241,5 – SALDO -9,0 (AGRO: EXP. 100,0 – IMP. 17,1 – SALDO 82,9)

2014

TOTAL: EXP. 220,9 – IMP. 230,8 – SALDO -9,9 (AGRO: EXP. 96,7 – IMP. 16,6 – SALDO 80,1)

2015

TOTAL: EXP. 186,8 – IMP. 173,1 – SALDO 13,7 (AGRO: EXP. 88,2 – IMP. 13,1 – SALDO 75,1)

2016

TOTAL: EXP. 179,5 – IMP. 139,3 – SALDO 40,4 (AGRO: EXP. 84,9 – IMP. 13,6 – SALDO 71,3)

2017

TOTAL: EXP. 215,0 – IMP. 159,0 – SALDO 56,0 (AGRO: EXP. 96,0 – IMP. 14,1 – SALDO 81,9)

2018

TOTAL: EXP. 231,9 – IMP. 185,3 – SALDO 46,6 (AGRO: EXP. 101,7 – IMP. 14,1 – SALDO 87,6)

2019

TOTAL: EXP. 221,1 – IMP. 185,9 – SALDO 35,2 (AGRO: EXP. 96,8 – IMP. 13,8 – SALDO 83,0)

2020

TOTAL: EXP. 209,2 – IMP. 158,8 – SALDO 50,4 (AGRO: EXP. 100,8 – IMP. 13,0 – SALDO 87,8)

2021

TOTAL: EXP. 280,6 – IMP. 219,4 – SALDO 61,2 (AGRO: EXP. 120,6 – IMP. 15,5 – SALDO 105,1)

2022

TOTAL: EXP. 334,5 – IMP. 272,7 – SALDO 61,8 (AGRO: EXP.159,1 – IMP. 17,2 – SALDO 141,9)

2023

TOTAL: EXP. 339,6 – IMP. 240,8 – SALDO 98,8 (AGRO: EXP. 166,5 – IMP. 16,6 – SALDO 149,9)

2024

TOTAL: EXP. 337,0 – IMP. 262,5 – SALDO 74,5 (AGRO: EXP. 164,4 – IMP. 19,3 – SALDO 145,1)

2025 (TOTAL até Novembro) (AGRO até Novembro)

TOTAL:EXP. 317,82-IMP. 259,98- SALDO 57,84 (AGRO: EXP.155,25 – IMP.18,54 – SALDO 136,71)

FONTE: Samir Keedi
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 12,4 bilhões na segunda semana de dezembro

A corrente de comércio brasileira somou US$ 12,4 bilhões na segunda semana de dezembro de 2025, com superávit de US$ 1,5 bilhão. O resultado é fruto de exportações de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Resultado mensal mantém saldo positivo

No acumulado de dezembro, o país registra US$ 14,3 bilhões em exportações e US$ 11 bilhões em importações, o que gera um saldo comercial positivo de US$ 3,3 bilhões. A corrente de comércio do mês atinge US$ 25,2 bilhões, mantendo a tendência de crescimento observada ao longo do ano.

Desempenho anual reforça força do comércio exterior

No acumulado de 2025, as exportações brasileiras totalizam US$ 332,1 bilhões, enquanto as importações somam US$ 271 bilhões. O superávit comercial no ano chega a US$ 61,1 bilhões, com corrente de comércio acumulada de US$ 603 bilhões, consolidando o bom desempenho do comércio exterior brasileiro.

Médias diárias mostram avanço expressivo

Na comparação entre as médias diárias até a segunda semana de dezembro de 2025 e o mesmo período de 2024, as exportações cresceram 20,4%, passando de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,4 bilhão por dia. As importações avançaram 13,9%, com média diária de US$ 1,1 bilhão, ante US$ 964,06 milhões no ano anterior.

Com isso, a média diária da corrente de comércio alcançou US$ 2,52 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 327,67 milhões. Em relação a dezembro de 2024, houve alta de 17,5% na corrente de comércio.

Exportações por setor puxam crescimento

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária até a segunda semana de dezembro de 2025 frente ao mesmo período de 2024, todos os segmentos apresentaram crescimento. A Agropecuária registrou aumento de US$ 77,86 milhões, alta de 41,1%. A Indústria Extrativa teve avanço de US$ 125,57 milhões, com crescimento de 52,0%. Já a Indústria de Transformação apresentou elevação de US$ 37,67 milhões, equivalente a 5,0%.

Importações também avançam em todos os segmentos

O desempenho das importações por setor também foi positivo no período analisado. A Agropecuária cresceu 12,6%, com acréscimo de US$ 2,85 milhões na média diária. A Indústria Extrativa avançou 28,9%, somando US$ 11,2 milhões. A Indústria de Transformação teve aumento de US$ 121,47 milhões, alta de 13,6%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNC

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Exportação

Exportações da China sobem 5,9% em novembro enquanto envios para EUA caem 29%

As exportações da China cresceram 5,9% em novembro na comparação anual, recuperando-se da contração de 1,1% registrada em outubro, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas. O valor total das vendas externas alcançou US$ 330,3 bilhões, superando as expectativas dos economistas e indicando uma melhora frente ao mês anterior.

O resultado reforça o aumento do superávit comercial, que nos primeiros 11 meses de 2025 ultrapassou US$ 1,08 trilhão, maior nível anual da série histórica, acima do excedente de US$ 992 bilhões registrado em 2024.

Exportações para os EUA em queda

Apesar do crescimento geral, as exportações chinesas para os Estados Unidos recuaram quase 29% em novembro, marcando o oitavo mês consecutivo de quedas de dois dígitos. O declínio reflete o impacto de tarifas aplicadas durante a guerra comercial, embora a trégua anunciada em outubro entre Xi Jinping e Donald Trump abra espaço para recuperação nos próximos meses.

Economistas apontam que os efeitos do corte de tarifas ainda não foram totalmente refletidos nos números de novembro, e o desempenho futuro dependerá do avanço do acordo e da demanda externa.

Exportações para outros mercados se fortalecem

Enquanto os envios para os EUA caíram, as exportações chinesas dispararam para outras regiões, incluindo Sudeste Asiático, América Latina, África e União Europeia, diversificando os mercados e compensando parcialmente o recuo no principal parceiro comercial.

As importações da China também apresentaram crescimento de 1,9% em novembro, atingindo US$ 218,6 bilhões, melhorando frente à alta de 1% de outubro, apesar da crise persistente no setor imobiliário e da desaceleração nos investimentos empresariais.

Foco em manufatura avançada e crescimento interno

Em paralelo, o governo chinês reforçou a aposta no fabrico avançado como motor de crescimento para os próximos anos. Durante a reunião anual de planejamento econômico, liderada por Xi Jinping, foi destacado o compromisso com “prosseguir o progresso garantindo a estabilidade”, priorizando novas tecnologias e indústrias emergentes.

Apesar das tensões comerciais e do protecionismo internacional, especialistas esperam que a China continue ganhando quota de mercado global. A Morgan Stanley projeta que, até 2030, o país alcance 16,5% da participação nas exportações mundiais, impulsionado por setores de alto crescimento, como veículos elétricos, robótica e baterias.

Perspectivas para a economia chinesa

Mesmo com a trégua comercial temporária, analistas destacam que o ambiente global de comércio permanece incerto, com relações entre China e EUA ainda fragilizadas. No entanto, o crescimento das exportações fora do mercado americano e o foco em inovação tecnológica reforçam a capacidade do país em manter a liderança no comércio internacional nos próximos anos.

FONTE: Euronews
TEXTO: Redação
IMAGEM: AP/Chinatopix

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Comércio Internacional

China alerta para aumento de tensões no comércio global e foca em crescimento interno

Os líderes da China manifestaram preocupação com uma possível escalada das tensões comerciais globais enquanto planejam a política econômica para 2026. O alerta surge após o país registrar um superávit comercial recorde, mesmo em meio à guerra tarifária com os Estados Unidos.

Em comunicado divulgado pelo Politburo na segunda-feira, o órgão enfatizou a necessidade de “uma melhor coordenação entre o trabalho econômico doméstico e uma batalha econômica e comercial internacional”, prometendo “agir sem demora” para desenvolver novos motores de crescimento.

Analistas interpretam a mensagem como um sinal de que o governo manterá vigilância constante sobre o comércio internacional, evitando medidas de estímulo mais agressivas em um cenário de desaceleração econômica.

Pressões internacionais e protecionismo

Embora as relações comerciais com os EUA tenham melhorado, outros países intensificam ações proativas. O Japão e alguns membros da União Europeia, como a Holanda e a França, avaliam medidas de retaliação, incluindo tarifas contra produtos chineses, caso Pequim não ajuste seus desequilíbrios comerciais.

Segundo economistas da Huaxi Securities, a tendência de desglobalização segue firme, pressionando a China a diversificar suas exportações e fortalecer a demanda interna para equilibrar o impacto externo.

Crescimento interno como prioridade

Internamente, a economia chinesa enfrenta desafios: consumo estagnado, queda de investimentos e desaceleração na manufatura. Em resposta, o Politburo estabeleceu o aumento da demanda doméstica como prioridade para 2026, incentivando o desenvolvimento de novas forças produtivas, incluindo setores emergentes como robótica humanoide e tecnologia de ponta.

Economistas do Goldman Sachs destacam que o comunicado sinaliza a intenção de expandir o setor manufatureiro e manter a resiliência das exportações, embora mostre menor preocupação com o crescimento do consumo e do setor imobiliário.

Infraestrutura e estímulo econômico

Com a construção de infraestrutura em nível elevado e o mercado imobiliário em colapso, a China busca novos setores para impulsionar a economia. Reformas de longo prazo, como expansão da rede de proteção social e ajustes tributários, são consideradas essenciais para reequilibrar o modelo de crescimento voltado para o consumo.

Além disso, políticas para estimular investimentos em infraestrutura digital e serviços devem apoiar o aumento do consumo, cujo gasto per capita ainda permanece abaixo da tendência pré-pandemia.

Política fiscal e perspectivas para 2026

O Politburo indicou que a política fiscal terá papel central em 2026, acompanhada por um relaxamento monetário gradual. A prioridade em prevenir riscos sistêmicos foi reduzida, sinalizando foco maior em promover crescimento, confiança empresarial e consumo.

Analistas da Nomura Holdings destacam que Pequim já utilizou suas ferramentas de política mais acessíveis e que os mercados precisarão de paciência para observar um ponto de inflexão real no crescimento e o fim da deflação.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Sem Categoria

China registra superávit comercial acima de US$ 1 trilhão em 2025 e estabelece novo recorde

A China superou a marca de US$ 1 trilhão de superávit comercial em 2025, atingindo o maior saldo positivo de sua história. Os números, divulgados a partir de dados preliminares do comércio exterior chinês, destacam o fortalecimento do país como principal polo exportador do mundo.

O resultado expressivo é fruto da combinação entre exportações em forte expansão — especialmente nos segmentos de alta tecnologia, indústria avançada e manufaturas de maior valor agregado — e uma desaceleração das importações, influenciada pelo ritmo moderado da recuperação econômica interna. O desempenho supera com ampla margem os superávits registrados em anos anteriores.

Avanço das exportações impulsiona o resultado

Ao longo de 2025, as exportações chinesas cresceram de forma consistente, apoiadas pelo aumento da demanda em mercados emergentes e pela ampliação de acordos comerciais na Ásia, África e América Latina. A estratégia de Pequim de fortalecer cadeias industriais nacionais, ampliar a autossuficiência tecnológica e reduzir vulnerabilidades externas segue no centro da política econômica do país.

Setores como veículos elétricos, equipamentos de energia renovável, semicondutores e produtos químicos finos foram novamente determinantes para o avanço, consolidando a China como líder global nessas áreas.

Importações mais fracas ampliam o superávit

A queda no ritmo das importações também contribuiu para o saldo histórico. Entre os fatores que influenciaram o movimento estão estoques internos elevados, políticas de substituição de importações em setores estratégicos e estímulos voltados ao fortalecimento do consumo doméstico.

Especialistas apontam que o superávit recorde reforça a importância da China na economia mundial, mas também intensifica discussões sobre desequilíbrios comerciais com grandes parceiros, como Estados Unidos e União Europeia.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Reuters

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Comércio Exterior

Brasil registra superávit comercial de US$ 7 bilhões em outubro, impulsionado pelo agronegócio e mineração

A balança comercial brasileira encerrou outubro de 2025 com superávit de US$ 7 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado representa um avanço de 70,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo foi de US$ 4,1 bilhões.

O desempenho foi sustentado por exportações de US$ 32 bilhões e importações de US$ 25 bilhões, totalizando uma corrente de comércio de US$ 57 bilhões — crescimento de 4,5% em comparação com outubro de 2024.

Agropecuária e indústria extrativa puxam exportações

As exportações brasileiras tiveram alta de 9,1% no mês, impulsionadas principalmente pelos setores agropecuário e extrativo mineral. Entre os destaques, as vendas de carne bovina subiram 40,9%, enquanto as exportações de soja cresceram 42,7%. Já o minério de ferro registrou aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esses segmentos seguem como pilares do comércio exterior do país, sustentando o crescimento das exportações do agronegócio e da mineração, que continuam sendo os principais motores do superávit brasileiro.

Queda nas importações e destaque negativo para petróleo

Do lado das importações, houve uma leve queda de 0,8% em relação a outubro de 2024. Os principais recuos foram observados nas compras de petróleo, com redução de 28,2%, e de acessórios de veículos, que caíram 14,7%.

A diminuição nas importações contribuiu para ampliar o saldo positivo da balança comercial, compensando parcialmente o aumento dos custos de alguns produtos industrializados no mercado internacional.

Superávit acumulado no ano

Entre janeiro e outubro de 2025, o Brasil acumulou exportações de US$ 289,7 bilhões, uma leve alta de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2024. As importações, por sua vez, cresceram 7,1%, somando US$ 237 bilhões.

Com isso, o superávit comercial acumulado no ano registrou queda de 16,6% em relação aos dez primeiros meses do ano passado, refletindo o aumento das compras externas e a desaceleração em alguns setores exportadores.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Chuttersnap/ Unsplash

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Exportação

Exportações do Brasil sobem apesar de queda de 38% nas vendas aos EUA

As exportações brasileiras cresceram mais do que o esperado em outubro, mesmo com uma queda de 37,8% nos embarques para os Estados Unidos, levando alguns economistas a considerarem revisar para cima suas projeções de superávit comercial para 2025.

Os embarques para a China têm sustentado o desempenho das exportações nos últimos meses, embora as perspectivas para 2026 permaneçam incertas devido às negociações tarifárias em andamento entre China e EUA.

O superávit comercial do Brasil atingiu US$ 7 bilhões em outubro, ante US$ 4,1 bilhões no mesmo mês do ano anterior, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações somaram US$ 32 bilhões, alta de 9,1%, enquanto as importações caíram 0,8%, para US$ 25 bilhões.

No acumulado do ano, o superávit comercial está em US$ 52,4 bilhões. As exportações entre janeiro e outubro chegaram a US$ 289,7 bilhões, aumento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2024. As importações totalizaram US$ 237,3 bilhões, alta de 7,1%. O volume total de comércio atingiu US$ 527,7 bilhões.

“Surpresa positiva”

“Prevíamos um superávit de US$ 6,1 bilhões em outubro, então o resultado foi uma surpresa positiva”, disse André Valério, economista do Banco Inter. Ele observou que esse desempenho pode levar a uma revisão da estimativa de superávit comercial do banco para 2025, atualmente em US$ 61 bilhões. Agora, um superávit mais próximo de US$ 63 bilhões é possível.

Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, destacou o forte volume exportado. Dados da Secex mostram que o volume das exportações subiu 3,4% em relação ao mês anterior. “Isso levou o volume dessazonalizado ao nível mais alto da série histórica desde janeiro de 2006. É um recorde, apesar das barreiras comerciais globais deste ano, incluindo restrições sanitárias às aves, problemas na safra de café e tarifas dos EUA”, afirmou.

Valério classificou o cenário de exportações em 2025 como “um pouco atípico” devido às tarifas americanas e seus efeitos. “Houve outra queda acentuada nas exportações para os EUA, enquanto a China continua comprando fortemente, absorvendo boa parte da oferta excedente atual”, disse. O açúcar é um exemplo: os embarques para os EUA diminuíram, enquanto a China absorveu a maior parte da produção.

Segundo José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a surpresa nas exportações de outubro veio principalmente da China. As exportações para o país cresceram 33,4% em relação a outubro de 2024, impulsionadas por soja (+74,9%), minério de ferro (+27,7%), petróleo bruto (+46,9%) e carne bovina (+43,6%). A participação da China nas exportações totais do Brasil passou de 23,6% em outubro de 2024 para 28,8% em outubro de 2025.

Castro observou que a carne bovina é um dos produtos afetados pelas tarifas dos EUA, mas tem sido redirecionada para a China e novos mercados.

Comércio EUA-China

Valério disse que a frágil trégua comercial entre EUA e China é motivo de preocupação. “A China está se comprometendo a comprar mais soja dos EUA, o que pode afetar nosso desempenho. As exportações de soja neste ano estão excepcionalmente altas”, afirmou.

Ele lembrou, contudo, que uma situação semelhante em 2018 ajudou o Brasil a ganhar participação no mercado chinês, mesmo após a normalização das relações. “Podemos ver outro ganho de mercado, mesmo que a China retome as compras dos EUA”, acrescentou.

Herlon Brandão, diretor de estatísticas e estudos de comércio do MDIC, apontou que as exportações para os EUA têm caído em ritmo acelerado: queda de 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro, na comparação anual.

Brandão ressaltou que essa queda não se deve apenas às tarifas. Mesmo produtos que ainda têm tarifa zero registraram retração nas exportações, o que pode indicar uma demanda mais fraca dos EUA. Ele citou como exemplos combustíveis, celulose e ferro-gusa.

Ele afirmou que ainda é cedo para confirmar uma ampla reorientação das exportações brasileiras, embora algumas commodities possam encontrar novos compradores com mais facilidade. Já os bens industriais, como máquinas e equipamentos, enfrentariam maiores dificuldades.

Apoio da Argentina

Valério também destacou o papel da Argentina no comércio brasileiro. As exportações para o país vizinho desaceleraram em outubro, mas continuam fortes, principalmente devido aos embarques de veículos. Ele alertou que 2026 traz novas incertezas. “Há pouco otimismo por causa dos desafios estruturais da Argentina. Grande parte do comércio atual é sustentada pelo peso artificialmente valorizado mantido pelas bandas cambiais do presidente Javier Milei”, disse.

Castro compartilha dessa preocupação, projetando um superávit comercial do Brasil com a Argentina de cerca de US$ 4 bilhões em 2025, mas espera que ele caia para perto de zero em 2026.

Dados da Secex mostram que as exportações para a Argentina subiram 5,8% em outubro e acumulam alta de 41,4% no ano.

Quanto às importações, Valério observou que, excluindo plataformas de petróleo, os números apontam desaceleração. “O crescimento das importações está diminuindo, especialmente do setor industrial, que nos últimos anos impulsionou as compras externas, principalmente de bens de capital. Ainda assim, as importações permanecem robustas, em US$ 25 bilhões por mês, um nível elevado.”

Ele também destacou uma queda de 43% nas importações da Rússia em outubro, devido à redução nos embarques de diesel e fertilizantes. No acumulado do ano, as importações da Rússia caíram 13,1%.

Barbosa, da AZ Quest, afirmou que, com a recente melhora nos preços das commodities, o Brasil poderá manter ou aumentar ligeiramente seus níveis de exportação no próximo ano. “Se a atividade econômica interna desacelerar e reduzir a demanda por importações, o saldo comercial poderá melhorar entre 2025 e 2026.”

A AZ Quest projeta um superávit comercial de US$ 60 bilhões a US$ 65 bilhões em 2025, embora Barbosa observe que as fortes importações no início do ano limitaram o saldo. Para 2026, ele espera que o superávit suba para cerca de US$ 70 bilhões, impulsionado por uma esperada desaceleração das importações e pela continuidade da força nas exportações.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rogerio Vieira/Valor

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Comércio Exterior

China lança iniciativa “Grande Mercado para Todos” para ampliar importações e reduzir superávit comercial

Com foco em equilibrar sua balança comercial e reforçar o compromisso com o livre comércio, a China anunciou nesta terça-feira (4) a criação da iniciativa “Grande Mercado para Todos: Exportar para a China”, voltada a incentivar importações e fortalecer a cooperação econômica global.

Estratégia para reduzir desequilíbrios comerciais

A medida surge em meio a crescentes tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, num contexto em que o país asiático mantém altos superávits com diversas nações. Apesar do avanço nas exportações de produtos manufaturados, o ritmo das importações chinesas tem sido tímido, o que, segundo economistas, contribui tanto para pressões deflacionárias internas quanto para atritos no comércio internacional.

Plano global de cooperação econômica

O ministro do Comércio, Wang Wentao, explicou que o programa prevê a realização de dez grandes eventos anuais, com a participação de cinco a seis países em cada edição. O objetivo, afirmou, é tornar a China o principal destino de exportação e promover “cooperação vantajosa para todos”.

O anúncio ocorreu durante uma cerimônia em Xangai, com a presença do primeiro-ministro Li Qiang, na véspera da China International Import Expo (CIIE) — feira internacional de importação que acontece de 5 a 10 de novembro e serve como vitrine para o comércio global.

Abertura comercial e desafios de credibilidade

Lançada em 2018 pelo presidente Xi Jinping, a CIIE busca reforçar a imagem da China como defensora do livre comércio e contrapor críticas sobre seu expressivo superávit comercial com parceiros internacionais.

No entanto, o evento já foi alvo de questionamentos. Em 2023, a Câmara de Comércio Europeia classificou a feira como uma “vitrine política”, afirmando que os superávits chineses com países europeus continuavam crescendo, mesmo após o início da exposição.

A nova iniciativa tenta responder a essas críticas ao incentivar maior abertura de mercado, diversificação de importações e parcerias comerciais equilibradas, reforçando o papel da China como ator central no comércio internacional.

FONTE: Investimentos e Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ling Tang/Unsplash

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