Comércio Exterior

Brasil registra superávit comercial de US$ 7 bilhões em outubro, impulsionado pelo agronegócio e mineração

A balança comercial brasileira encerrou outubro de 2025 com superávit de US$ 7 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado representa um avanço de 70,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo foi de US$ 4,1 bilhões.

O desempenho foi sustentado por exportações de US$ 32 bilhões e importações de US$ 25 bilhões, totalizando uma corrente de comércio de US$ 57 bilhões — crescimento de 4,5% em comparação com outubro de 2024.

Agropecuária e indústria extrativa puxam exportações

As exportações brasileiras tiveram alta de 9,1% no mês, impulsionadas principalmente pelos setores agropecuário e extrativo mineral. Entre os destaques, as vendas de carne bovina subiram 40,9%, enquanto as exportações de soja cresceram 42,7%. Já o minério de ferro registrou aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esses segmentos seguem como pilares do comércio exterior do país, sustentando o crescimento das exportações do agronegócio e da mineração, que continuam sendo os principais motores do superávit brasileiro.

Queda nas importações e destaque negativo para petróleo

Do lado das importações, houve uma leve queda de 0,8% em relação a outubro de 2024. Os principais recuos foram observados nas compras de petróleo, com redução de 28,2%, e de acessórios de veículos, que caíram 14,7%.

A diminuição nas importações contribuiu para ampliar o saldo positivo da balança comercial, compensando parcialmente o aumento dos custos de alguns produtos industrializados no mercado internacional.

Superávit acumulado no ano

Entre janeiro e outubro de 2025, o Brasil acumulou exportações de US$ 289,7 bilhões, uma leve alta de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2024. As importações, por sua vez, cresceram 7,1%, somando US$ 237 bilhões.

Com isso, o superávit comercial acumulado no ano registrou queda de 16,6% em relação aos dez primeiros meses do ano passado, refletindo o aumento das compras externas e a desaceleração em alguns setores exportadores.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Chuttersnap/ Unsplash

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Exportação

Exportações do Brasil sobem apesar de queda de 38% nas vendas aos EUA

As exportações brasileiras cresceram mais do que o esperado em outubro, mesmo com uma queda de 37,8% nos embarques para os Estados Unidos, levando alguns economistas a considerarem revisar para cima suas projeções de superávit comercial para 2025.

Os embarques para a China têm sustentado o desempenho das exportações nos últimos meses, embora as perspectivas para 2026 permaneçam incertas devido às negociações tarifárias em andamento entre China e EUA.

O superávit comercial do Brasil atingiu US$ 7 bilhões em outubro, ante US$ 4,1 bilhões no mesmo mês do ano anterior, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações somaram US$ 32 bilhões, alta de 9,1%, enquanto as importações caíram 0,8%, para US$ 25 bilhões.

No acumulado do ano, o superávit comercial está em US$ 52,4 bilhões. As exportações entre janeiro e outubro chegaram a US$ 289,7 bilhões, aumento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2024. As importações totalizaram US$ 237,3 bilhões, alta de 7,1%. O volume total de comércio atingiu US$ 527,7 bilhões.

“Surpresa positiva”

“Prevíamos um superávit de US$ 6,1 bilhões em outubro, então o resultado foi uma surpresa positiva”, disse André Valério, economista do Banco Inter. Ele observou que esse desempenho pode levar a uma revisão da estimativa de superávit comercial do banco para 2025, atualmente em US$ 61 bilhões. Agora, um superávit mais próximo de US$ 63 bilhões é possível.

Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, destacou o forte volume exportado. Dados da Secex mostram que o volume das exportações subiu 3,4% em relação ao mês anterior. “Isso levou o volume dessazonalizado ao nível mais alto da série histórica desde janeiro de 2006. É um recorde, apesar das barreiras comerciais globais deste ano, incluindo restrições sanitárias às aves, problemas na safra de café e tarifas dos EUA”, afirmou.

Valério classificou o cenário de exportações em 2025 como “um pouco atípico” devido às tarifas americanas e seus efeitos. “Houve outra queda acentuada nas exportações para os EUA, enquanto a China continua comprando fortemente, absorvendo boa parte da oferta excedente atual”, disse. O açúcar é um exemplo: os embarques para os EUA diminuíram, enquanto a China absorveu a maior parte da produção.

Segundo José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a surpresa nas exportações de outubro veio principalmente da China. As exportações para o país cresceram 33,4% em relação a outubro de 2024, impulsionadas por soja (+74,9%), minério de ferro (+27,7%), petróleo bruto (+46,9%) e carne bovina (+43,6%). A participação da China nas exportações totais do Brasil passou de 23,6% em outubro de 2024 para 28,8% em outubro de 2025.

Castro observou que a carne bovina é um dos produtos afetados pelas tarifas dos EUA, mas tem sido redirecionada para a China e novos mercados.

Comércio EUA-China

Valério disse que a frágil trégua comercial entre EUA e China é motivo de preocupação. “A China está se comprometendo a comprar mais soja dos EUA, o que pode afetar nosso desempenho. As exportações de soja neste ano estão excepcionalmente altas”, afirmou.

Ele lembrou, contudo, que uma situação semelhante em 2018 ajudou o Brasil a ganhar participação no mercado chinês, mesmo após a normalização das relações. “Podemos ver outro ganho de mercado, mesmo que a China retome as compras dos EUA”, acrescentou.

Herlon Brandão, diretor de estatísticas e estudos de comércio do MDIC, apontou que as exportações para os EUA têm caído em ritmo acelerado: queda de 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro, na comparação anual.

Brandão ressaltou que essa queda não se deve apenas às tarifas. Mesmo produtos que ainda têm tarifa zero registraram retração nas exportações, o que pode indicar uma demanda mais fraca dos EUA. Ele citou como exemplos combustíveis, celulose e ferro-gusa.

Ele afirmou que ainda é cedo para confirmar uma ampla reorientação das exportações brasileiras, embora algumas commodities possam encontrar novos compradores com mais facilidade. Já os bens industriais, como máquinas e equipamentos, enfrentariam maiores dificuldades.

Apoio da Argentina

Valério também destacou o papel da Argentina no comércio brasileiro. As exportações para o país vizinho desaceleraram em outubro, mas continuam fortes, principalmente devido aos embarques de veículos. Ele alertou que 2026 traz novas incertezas. “Há pouco otimismo por causa dos desafios estruturais da Argentina. Grande parte do comércio atual é sustentada pelo peso artificialmente valorizado mantido pelas bandas cambiais do presidente Javier Milei”, disse.

Castro compartilha dessa preocupação, projetando um superávit comercial do Brasil com a Argentina de cerca de US$ 4 bilhões em 2025, mas espera que ele caia para perto de zero em 2026.

Dados da Secex mostram que as exportações para a Argentina subiram 5,8% em outubro e acumulam alta de 41,4% no ano.

Quanto às importações, Valério observou que, excluindo plataformas de petróleo, os números apontam desaceleração. “O crescimento das importações está diminuindo, especialmente do setor industrial, que nos últimos anos impulsionou as compras externas, principalmente de bens de capital. Ainda assim, as importações permanecem robustas, em US$ 25 bilhões por mês, um nível elevado.”

Ele também destacou uma queda de 43% nas importações da Rússia em outubro, devido à redução nos embarques de diesel e fertilizantes. No acumulado do ano, as importações da Rússia caíram 13,1%.

Barbosa, da AZ Quest, afirmou que, com a recente melhora nos preços das commodities, o Brasil poderá manter ou aumentar ligeiramente seus níveis de exportação no próximo ano. “Se a atividade econômica interna desacelerar e reduzir a demanda por importações, o saldo comercial poderá melhorar entre 2025 e 2026.”

A AZ Quest projeta um superávit comercial de US$ 60 bilhões a US$ 65 bilhões em 2025, embora Barbosa observe que as fortes importações no início do ano limitaram o saldo. Para 2026, ele espera que o superávit suba para cerca de US$ 70 bilhões, impulsionado por uma esperada desaceleração das importações e pela continuidade da força nas exportações.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rogerio Vieira/Valor

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Comércio Exterior

China lança iniciativa “Grande Mercado para Todos” para ampliar importações e reduzir superávit comercial

Com foco em equilibrar sua balança comercial e reforçar o compromisso com o livre comércio, a China anunciou nesta terça-feira (4) a criação da iniciativa “Grande Mercado para Todos: Exportar para a China”, voltada a incentivar importações e fortalecer a cooperação econômica global.

Estratégia para reduzir desequilíbrios comerciais

A medida surge em meio a crescentes tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, num contexto em que o país asiático mantém altos superávits com diversas nações. Apesar do avanço nas exportações de produtos manufaturados, o ritmo das importações chinesas tem sido tímido, o que, segundo economistas, contribui tanto para pressões deflacionárias internas quanto para atritos no comércio internacional.

Plano global de cooperação econômica

O ministro do Comércio, Wang Wentao, explicou que o programa prevê a realização de dez grandes eventos anuais, com a participação de cinco a seis países em cada edição. O objetivo, afirmou, é tornar a China o principal destino de exportação e promover “cooperação vantajosa para todos”.

O anúncio ocorreu durante uma cerimônia em Xangai, com a presença do primeiro-ministro Li Qiang, na véspera da China International Import Expo (CIIE) — feira internacional de importação que acontece de 5 a 10 de novembro e serve como vitrine para o comércio global.

Abertura comercial e desafios de credibilidade

Lançada em 2018 pelo presidente Xi Jinping, a CIIE busca reforçar a imagem da China como defensora do livre comércio e contrapor críticas sobre seu expressivo superávit comercial com parceiros internacionais.

No entanto, o evento já foi alvo de questionamentos. Em 2023, a Câmara de Comércio Europeia classificou a feira como uma “vitrine política”, afirmando que os superávits chineses com países europeus continuavam crescendo, mesmo após o início da exposição.

A nova iniciativa tenta responder a essas críticas ao incentivar maior abertura de mercado, diversificação de importações e parcerias comerciais equilibradas, reforçando o papel da China como ator central no comércio internacional.

FONTE: Investimentos e Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ling Tang/Unsplash

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Comércio Exterior

Balança Comercial Tem Superávit de US$ 1,1 Bi na 3ª Semana de Outubro de 2025

Exportações e importações mantêm ritmo positivo e saldo comercial segue em alta

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,1 bilhão na terceira semana de outubro de 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — totalizou US$ 13,1 bilhões, com exportações de US$ 7,1 bilhões e importações de US$ 6 bilhões.

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês

Acumulado do mês mostra saldo positivo

No acumulado de outubro até a terceira semana, o Brasil exportou US$ 18,4 bilhões e importou US$ 15,1 bilhões, gerando um superávit de US$ 3,3 bilhões. A corrente de comércio mensal soma US$ 33,44 bilhões, mantendo um bom desempenho nas trocas internacionais.

Resultado no ano segue em crescimento

Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações brasileiras alcançaram US$ 276,1 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 227,4 bilhões, resultando em um superávit acumulado de US$ 48,8 bilhões. A corrente de comércio anual chegou a US$ 503,5 bilhões, indicando um avanço sólido no comércio exterior do país.

Comparação com outubro de 2024

Ao comparar as médias diárias até a terceira semana de outubro de 2025 com as do mesmo mês em 2024, observa-se:

  • Exportações: aumento de 6,0%, passando de US$ 1,331 bilhão para US$ 1,411 bilhão;
  • Importações: crescimento de 1,1%, subindo de US$ 1,145 bilhão para US$ 1,157 bilhão.

A média diária da corrente de comércio no período foi de US$ 2,57 bilhões, com superávit médio diário de US$ 253,67 milhões. Em relação ao mesmo período de 2024, a corrente de comércio registrou alta de 3,7%.

Desempenho por setor

Exportações por setor, na média diária, até a terceira semana de outubro de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024:

  • Agropecuária: crescimento de 12,7% (aumento de US$ 32,54 milhões);
  • Indústria Extrativa: alta de 23,4% (mais US$ 67,24 milhões);
  • Indústria de Transformação: queda de 2,5% (redução de US$ 19,57 milhões).

Importações por setor, também na média diária:

  • Indústria de Transformação: crescimento de 2,6% (acréscimo de US$ 27,01 milhões);
  • Agropecuária: leve queda de 0,5% (menos US$ 0,11 milhão);
  • Indústria Extrativa: retração de 22% (redução de US$ 15,38 milhões).

Esses dados refletem um cenário de balança comercial favorável, impulsionado por setores estratégicos como a agropecuária e a indústria extrativa, apesar da queda nas exportações da indústria de transformação.

FONTE: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
TEXTO: Redação

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Comércio Exterior

Brasil perde posições no ranking global de superávits comerciais com queda nas commodities

O Brasil caiu da quinta para a nona colocação no ranking mundial de superávits comerciais no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento do Valor Econômico. O resultado reflete o impacto da valorização do real frente ao dólar, a desaceleração do comércio internacional e a queda dos preços das commodities.

Desempenho global e retração brasileira

Entre janeiro e junho de 2024, o país ficava atrás apenas de China, Alemanha, Holanda e Irlanda. Neste ano, Taiwan, Suíça, Noruega e Singapura ultrapassaram o Brasil, que apresentou uma redução de 28% no superávit, enquanto a Alemanha teve queda de 21,4%.
A China manteve a liderança global, com superávit de US$ 574 bilhões, alta de 32,7% sobre 2024, impulsionada pelo crescimento de 7% nas exportações e queda de 6% nas importações.

Segundo especialistas, o recuo brasileiro foi causado pela redução dos preços médios de produtos como soja, petróleo e minério de ferro, além do crescimento das importações, que surpreendeu analistas.

Projeções indicam superávit mais fraco, mas ainda sólido

Levantamento do Valor Data aponta que o Brasil deve fechar 2025 com superávit de US$ 62,5 bilhões. O Banco Central, por meio do Boletim Focus, prevê US$ 62 bilhões, enquanto o governo federal projeta US$ 60,9 bilhões.
Apesar do resultado positivo, economistas alertam que a estrutura atual da balança comercial deixa o país mais vulnerável a oscilações externas.

Os dados, obtidos junto ao Trademap, mostram que entre os 20 maiores superávits do mundo, o Brasil registrou a maior retração, seguido por Austrália (-22,8%) e Alemanha.

Exportações estagnadas e importações em alta

De acordo com José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o superávit de janeiro a junho caiu de US$ 41,6 bilhões em 2024 para US$ 29,8 bilhões em 2025.
As exportações cresceram apenas 1%, enquanto as importações avançaram 15%, puxadas por bens intermediários e de capital — insumos ligados à produção industrial.

A soja, o petróleo e o minério de ferro — que juntos representam 30% das exportações brasileiras — registraram quedas expressivas nos preços: -10%, -6,7% e -20,4%, respectivamente.

Café e carne bovina sustentam parte do saldo comercial

A retração maior foi evitada graças ao desempenho de café e carne bovina.
O café não torrado teve alta de 78,7% nos preços, elevando em 47,4% a receita de exportação. Já a carne bovina cresceu 13% em preços e 27,7% em faturamento, compensando parte das perdas nas vendas aos Estados Unidos, afetadas por novas tarifas.

Dependência de commodities preocupa especialistas

Para Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, a dependência do Brasil em commodities torna o país mais sensível à volatilidade dos preços internacionais. Mesmo com volumes exportados em alta, as receitas diminuem.
Na China, observa ela, a concentração em produtos de maior valor agregado reduz esse impacto.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) apontam que o volume exportado pelo Brasil entre janeiro e setembro aumentou 3,6% sobre 2024 — o maior desde 2006.

O economista André Valério, do Banco Inter, ressalta que o país está retornando aos níveis de superávit pré-2023, quando o recorde de US$ 99 bilhões foi impulsionado pelos altos preços do petróleo no pós-pandemia. Desde o fim de 2023, no entanto, o barril subiu apenas 1,7%.

Importações indicam economia interna mais aquecida

Mesmo com a redução do saldo, Benedito avalia que o movimento reflete uma economia doméstica mais ativa.

“O país está importando mais porque a produção e o consumo estão fortes. É um sinal de resiliência, não de fragilidade”, explica.

Ela projeta superávit de US$ 65 bilhões em 2025, sustentado por exportações para China e Argentina, mesmo com queda nas vendas aos EUA.
A economista prevê crescimento do PIB de 2,2% e Selic em 12,5% até o fim de 2026, com possibilidade de cortes posteriores.

Lívio Ribeiro, sócio da BRCG e pesquisador do FGV Ibre, estima Selic de 13,25% em 2026, o que deve conter investimentos e importações. Ele lembra que o Brasil importou duas plataformas de petróleo em 2025, evento considerado atípico, e espera apenas uma nova importação em 2026.

“O desafio será avaliar como a economia reagirá aos estímulos de renda e ao comportamento das importações de bens de consumo”, destaca Ribeiro.

Segundo o economista, o superávit comercial brasileiro deve alcançar US$ 61 bilhões em 2025 e cair para US$ 55 bilhões em 2026, com exportações estáveis e importações levemente maiores.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Washington Alves/Valor

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Comércio Exterior, Economia

Superávit da balança comercial atinge US$ 1,5 bilhão na 2ª semana de outubro.

Balança comercial brasileira mantém saldo positivo impulsionado por exportações

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de outubro de 2025, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A corrente de comércio no período somou US$ 12,3 bilhões, com destaque para o desempenho das exportações.

Exportações superam importações e impulsionam saldo comercial

Entre os dias analisados, as exportações atingiram US$ 6,9 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,4 bilhões. No acumulado de outubro até a segunda semana, as vendas externas somam US$ 11,6 bilhões e as compras do exterior, US$ 9,1 bilhões. O resultado é um superávit de US$ 2,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 20,6 bilhões.

No acumulado do ano, o país já exportou US$ 269,3 bilhões e importou US$ 221,4 bilhões, gerando um saldo positivo de US$ 48 bilhões. A corrente de comércio anual já alcança US$ 490,8 bilhões.

Exportações crescem 8,6% em outubro

Na comparação entre as médias diárias de exportações da segunda semana de outubro de 2025 (US$ 1,4 bilhão) e do mesmo período de 2024 (US$ 1,3 bilhão), houve um crescimento de 8,6%.

Já as importações apresentaram uma leve retração de 1%, passando de US$ 1,145 bilhão em outubro de 2024 para US$ 1,134 bilhão em 2025. Com isso, a corrente de comércio diária chegou a US$ 2,581 bilhões, enquanto o superávit médio diário foi de US$ 312,35 milhões, um avanço de 4,2% na comparação anual.

Desempenho por setor: agropecuária lidera alta nas exportações

Na análise por setores, o destaque ficou com a agropecuária, que registrou crescimento de 15% nas exportações, com média diária US$ 38,4 milhões superior à de 2024. A indústria extrativa teve avanço de 17,4% (US$ 50,07 milhões), enquanto a indústria de transformação cresceu 3,7% (US$ 29,1 milhões).

Nas importações, o setor de indústria de transformação teve alta de 1% (US$ 10,38 milhões). Em contrapartida, a agropecuária caiu 4,8% (US$ 1,02 milhão) e a indústria extrativa teve queda expressiva de 30,5% (US$ 21,35 milhões).

FONTE: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

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Exportação

Mesmo com tarifaço dos EUA, Brasil bate recorde de exportações em setembro

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 18,5% em setembro de 2025, após a implementação do tarifaço de 50% sobre produtos nacionais pelo governo de Donald Trump. Apesar da retração no comércio com os norte-americanos, o Brasil conseguiu alcançar US$ 30,53 bilhões em exportações no período, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Superávit em queda, mas projeções revisadas para cima

As importações brasileiras somaram US$ 27,54 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 2,99 bilhões no mês. O saldo positivo, no entanto, foi 41% menor em comparação a setembro de 2024.

De janeiro a setembro, o país acumula superávit de US$ 45,5 bilhões, queda de 22,5% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, diante do cenário, o MDIC revisou suas projeções para 2025:

  • Superávit comercial: de US$ 50,4 bilhões para US$ 60,9 bilhões;
  • Exportações: de US$ 341,9 bilhões para US$ 344,9 bilhões;
  • Importações: de US$ 291,5 bilhões para US$ 284 bilhões.

Diversificação de mercados compensa perdas

Embora o tarifaço tenha reduzido as vendas aos EUA, o Brasil ampliou suas exportações para outros mercados internacionais estratégicos. Na Ásia, os principais destaques foram:

  • China: aumento de 14,9% (US$ 1,1 bilhão);
  • Singapura: alta de 133,1% (US$ 0,5 bilhão);
  • Índia: crescimento de 124,1% (US$ 0,4 bilhão);
  • Bangladesh: avanço de 80,6% (US$ 0,1 bilhão);
  • Filipinas: elevação de 60,4% (US$ 0,1 bilhão).

Na América do Sul, as exportações brasileiras subiram 29,3%, com destaque para a Argentina, que comprou 24,9% a mais de produtos nacionais. Já para a União Europeia, o crescimento foi mais modesto, de 2%.

Brasil reforça posição no comércio global

Mesmo diante das barreiras impostas pelos EUA, o desempenho em outros mercados mostra a resiliência do comércio exterior brasileiro e reforça a estratégia de diversificação de destinos para manter o ritmo de crescimento das exportações.

FONTE: Bahia Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diego Baravelli/Minfra

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Comércio Exterior, Economia, Exportação

Balança comercial brasileira bate recordes em setembro e no acumulado de 2025

O Brasil alcançou novos patamares na balança comercial em setembro de 2025, com crescimento expressivo nas exportações, importações e na corrente de comércio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Setembro registra superávit de US$ 2,99 bilhões

No mês de setembro, o país exportou US$ 30,5 bilhões e importou US$ 27,5 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 2,99 bilhões. A corrente de comércio — soma das exportações e importações — atingiu US$ 58,1 bilhões, representando um avanço de 12% em relação ao mesmo mês de 2024.

As exportações cresceram 7,2% na comparação anual, enquanto as importações tiveram alta de 17,7%, evidenciando o dinamismo das trocas comerciais brasileiras.

Acumulado do ano ultrapassa US$ 470 bilhões

Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil acumulou US$ 257,8 bilhões em exportações e US$ 212,3 bilhões em importações, com saldo positivo de US$ 45,5 bilhões. A corrente de comércio anual chegou a US$ 470,1 bilhões, um crescimento de 4,2% frente ao mesmo período de 2024.

Setembro/2025 Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados

Setores exportadores mantêm desempenho positivo

Em setembro, os principais setores exportadores apresentaram os seguintes resultados:

  • Agropecuária: aumento de US$ 1,03 bilhão (+18%)
  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 0,56 bilhão (+9,2%)
  • Indústria de Transformação: alta de US$ 0,42 bilhão (+2,5%)

No acumulado do ano, o setor agropecuário cresceu 2,1%, enquanto a indústria de transformação avançou 3,7%. Já a indústria extrativa teve queda de 5,7%.

Indústria de transformação lidera nas importações

As importações também registraram variações significativas por setor:

  • Em setembro, destaque para a indústria de transformação, com aumento de US$ 4,56 bilhões (+21,5%)
  • Agropecuária teve leve alta de US$ 0,02 bilhão (+3,5%)
  • Indústria extrativa recuou US$ 0,4 bilhão (-26,1%)

No acumulado de 2025, a indústria de transformação cresceu 10,4% nas importações, enquanto a agropecuária subiu 8,6%. A indústria extrativa, por outro lado, caiu 22,1%.

FONTE : Gov.br
TEXTO: REDAÇÃO 

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Industria, Informação, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

Importações superam exportações brasileiras em fevereiro e balança comercial fica negativa

A balança comercial brasileira registrou em fevereiro de 2025 saldo negativo de US$ 324 milhões, calculado a partir de US$ 22,929 bilhões em exportações e US$ 23,253 bilhões em importações.

É o primeiro déficit registrado desde janeiro de 2022, quando foi registrado saldo negativo de US$ 59 milhões. O resultado foi impactado por uma queda de 1,8% no valor exportado em relação ao mesmo mês do ano anterior. O recuo de 26,4% (US$ 1,53 bilhão) no valor exportado pela indústria extrativa foi o determinante para o impacto, enquanto agropecuária cresceu 1,3% (US$ 60 milhões) e indústria de transformação, 8,1% (US$ 1,02 bilhão).

Houve queda tanto no volume quanto no preço dos óleos brutos de petróleo e do minério de ferro. Já a indústria de transformação, destaque positivo do mês, foi alavancada pela celulose e carnes. No acumulado do ano, a indústria de transformação teve crescimento de 3,7% (US$ 99 milhões).Plataforma de petróleo alavanca importações

Pelo lado das importações, no acumulado do ano, o desempenho das importações foi impulsionado pela compra de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 2,7 bilhões. Sem a plataforma, haveria uma importação de US$ 20,6 bilhões, valor mais próximo do registrado em fevereiro nos anos anteriores.

A plataforma de exploração de petróleo teve a China como país de origem. Assim, houve crescimento de 21,8% (US$ 7,65 bilhões) na indústria de transformação e de 24,8% (US$ 230 milhões) na agropecuária, além de queda de 13,7% (cerca de US$ 330 milhões) na indústria extrativa.

‘Efeito Trump’ ainda não é observado

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), os saldos do Brasil tem apresentado uma tendência de retração, porém ainda não é esperado que o registro de déficit torne-se frequente.

Diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do órgão, Herlon Brandão comentou em coletiva de imprensa que considera improvável mesmo que a guerra tarifária acirrada recentemente por Donald Trump tenha impacto sobre os números. “A exportação é muito superior a importação já há vários anos”, disse. “Uma mudança em um parceiro comercial não é o suficiente para reverter essa tendência que já vem de anos.”

Brandão descartou também impactos da medida do governo que isenta de impostos uma série de alimentos importados. A iniciativa foi tomada como forma de tentar frear a inflação.

O MDIC divulga anualmente sua projeção para a balança comercial do ano em abril. A expectativa é de que seja calculado novamente um superávit comercial.

FONTE: Isto É Dinheiro
Importações superam exportações brasileiras em fevereiro e balança comercial fica negativa – ISTOÉ DINHEIRO

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Mercado Internacional

Queda acentuada no superávit comercial

O Brasil registrou superávit comercial de US$ 2,164 bilhões em janeiro; o que representa uma queda de 65,1% em relação ao ano anterior.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, esse resultado se deve à queda de 5,7% nas exportações; que totalizaram 25,18 bilhões de dólares, um aumento de 12,2% nas importações, que atingiram 23,015 bilhões de dólares.

O declínio das exportações foi marcado pelo declínio de setores-chave. O setor agrícola caiu 10,1% e a indústria extrativa 13,6%. A soja, principal produto de exportação, sofreu uma contração de 70,1%, o que reduziu as vendas externas do grão em 1,02 bilhão de dólares.

Impacto sobre parceiros de negócios

A China, maior compradora de produtos brasileiros, reduziu suas importações em 29,7%. Os Estados Unidos também registraram queda de 4,3%. Em contraste, as exportações para a Argentina e a União Europeia cresceram 57,9% e 28,3% respectivamente, com Bélgica, Espanha e Itália liderando os aumentos.

Em termos de importações, o Brasil comprou mais de todos os seus principais parceiros comerciais. As aquisições da China cresceram 18,3%, dos EUA 7,6%, da Argentina 11,2% e da UE 2,1%. Houve um aumento de 20,3% nas compras de produtos agrícolas, incluindo frutas e matérias-primas para a indústria alimentícia.

Desempenho por setores

O colapso das exportações afetou diversas commodities importantes. Além da soja, o milho caiu 29,9% e o trigo 39%. Na indústria extrativa, as exportações de minério de ferro caíram 22% e as de petróleo bruto, 8,3%.

Em contraste, as importações refletiram o aumento da demanda por insumos industriais. Motores e máquinas não elétricos aumentaram 56,7%, geradores elétricos 98,5% e peças de veículos 20,3%.

O saldo comercial de janeiro foi o menor dos últimos meses, em contraste com o superávit de US$ 74,6 bilhões alcançado em 2024. No entanto, o comércio total cresceu 2,1% na comparação anual, atingindo US$ 48,2 bilhões.

FONTE: Todo dia logística News
Forte queda no superávit comercial – TodoLOGISTICA NEWS

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