Negócios, Tecnologia

Acate apresenta o setor de tecnologia de SC no Japão em busca de negócios 

Presidente da Acate, Diego Ramos, destaca que grandes empresas de tecnologia e fundo de investimentos do Japão já marcam presença em SC

A Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) participa da missão catarinense ao Japão e à China, liderada pelo governador Jorginho Mello, para apresentar o setor e ampliar conexões visando mais negócios. O presidente da entidade, Diego Ramos, destaca que os japoneses já investem no setor em SC e que essa presença da Acate segue a estratégia definida pela entidade de internacionalizar mais o setor. Nesse desafio, Diego Ramos tem o apoio do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edgard Usuy, e do secretário executivo da Acate, Gabriel Sant’Ana Santos, que também participam da missão.

No SC Day Tóquio, nesta quarta-feira, o presidente da Acate apresentou dados e oportunidades de investimentos no setor em Santa Catarina para empresários e investidores japoneses. Chamou a atenção pelo fato de empresas japonesas já investirem no setor em SC.

Temos a presença de diversas grandes empresas japonesas de tecnologia em SC, entre elas a Macnica DHW e a NTT, além de fundos de venture capital, como a Softbank, que já aportaram em rodadas de investimentos de startups catarinenses. Estamos animados em ampliar e construir novas pontes entre o nosso estado e países, a exemplo do Japão, que estão à frente no âmbito de desenvolvimento tecnológico e científico – afirmou  Diego Ramos no SC Day Tóquio.

Os representantes da Acate também tiveram reunião com diplomatas brasileiros com o objetivo de apresentar o setor e pedir apoio em conexões para negócios. Eles se reuniram com o secretário do setor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Embaixada do Brasil em Tóquio, Paulo Alves, e representantes do Banco do Brasil no Japão. Na tarde de quarta-feira, o presidente da Acate também participou da comitiva de SC que visitou a Confederação das Indústrias do Japão, a Keidanren.

A agenda de quinta-feira da comitiva catarinense também foi intensa, com foco na economia. O roteiro incluiu visita a grandes grupos empresariais japoneses como Mitsui e Mitsubishi, e visitas à agência de comércio exterior do Japão (JETRO) e à agência de cooperação internacional (JICA), que fez projetos para proteção do Vale do Itajaí frente a enchentes.  

Fonte: NSC Total

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Industria, Notícias

Santa Catarina avança para ampliar exportações de carne bovina ao Japão 

Santa Catarina está determinada a dar um novo passo em sua trajetória de sucesso no comércio exterior. Com um histórico consolidado nas exportações de carne suína e de frango para o Japão, o Estado agora quer conquistar a habilitação para exportar carne bovina ao exigente mercado japonês. Esse é um dos objetivos da missão estratégica ao país asiático que começou no último dia 13 e deve durar cerca de 10 dias. “Santa Catarina está pronta para exportar carne bovina ao Japão. Já temos um histórico de excelência na venda de carne suína e queremos ampliar essa relação comercial”, afirmou o governador Jorginho Mello. 

Durante as agendas em Tóquio, realizadas na quarta-feira (18), a comitiva catarinense esteve no Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF) e na Embaixada do Brasil, reforçando o pedido para que Santa Catarina seja o primeiro estado brasileiro autorizado a exportar carne bovina ao Japão. A ação integra uma estratégia maior de internacionalização da economia catarinense, valorizando a excelência sanitária do estado como um diferencial competitivo. “O controle sanitário e a qualidade da carne de suíno e de aves que entregamos ao Japão abrem as portas comerciais para o setor de carne bovina. Temos qualidade, competitividade e a relação de confiança na sanidade do plantel catarinense. O novilho precoce é o grande atrativo que alia qualidade, sustentabilidade e sanidade”, ressaltou Celles Regina de Mattos, presidente da Cidasc. 

Estado já lidera exportações de carnes ao Japão 

Em 2024, o Japão foi o principal destino das exportações de carne de frango catarinense, com embarques que somaram 148,4 mil toneladas e geraram US$ 283,8 milhões em receita. No setor suinícola, o país asiático aparece como terceiro maior comprador, com 93,4 mil toneladas e uma movimentação de US$ 312,4 milhões. 

Santa Catarina exporta carne de frango para o Japão desde 1989, e carne suína in natura desde 2013. Agora, a meta é abrir também o mercado japonês para a carne bovina catarinense, o que ampliaria ainda mais a presença do Estado na Ásia. 

Reconhecimento sanitário fortalece posição de SC 

A força do agro catarinense no comércio exterior se deve, sobretudo, ao rigor sanitário. Santa Catarina é, desde 2007, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de febre aftosa sem vacinação — status fundamental para acessar mercados exigentes como o japonês. O estado também tem a menor prevalência de tuberculose e brucelose bovina no país e é o único com identificação individual de 100% do rebanho bovino, via sistema SRBOV-SC. “As relações comerciais com o Japão são resultado de confiança mútua, compromisso com a qualidade e pioneirismo sanitário. Reafirmamos nosso trabalho para ampliar a presença catarinense no mercado japonês, agora com a carne bovina”, afirmou o secretário de Agricultura, Carlos Chiodini. 

SC Day reúne grandes empresas e potenciais investidores em Tóquio 

Durante o SC Day Tóquio, evento promovido na Embaixada do Brasil, Jorginho Mello apresentou as potencialidades catarinenses a representantes de conglomerados japoneses como Mitsui, Mitsubishi, Sumitomo, Itochu, Marubeni, Yokorei e Nippon, além das operações locais da BRF e da Seara. “Santa Catarina tem excelência em sanidade animal, com status internacional reconhecido e um parque industrial moderno. Estamos prontos para exportar carne bovina com a mesma qualidade com que já exportamos frango e suíno para mais de 150 países”, reforçou o governador. 

A comitiva também cumpriu agendas com a agência de comércio exterior JETRO, a agência de cooperação internacional JICA e a Federação das Indústrias do Japão (Keidanren). 

Porto de São Francisco do Sul receberá investimentos japoneses 

A visita ao Japão também gerou avanços na área de infraestrutura logística, essencial para a competitividade do comércio exterior. Foi assinado um protocolo de intenções entre o Governo de SC e a empresa japonesa Marubeni, com foco em novos investimentos no Porto de São Francisco do Sul. “Significa investimentos de milhões de dólares e, ao mesmo tempo, oportunidade de emprego e renda para o catarinense. Nós queremos exportar para o mundo a nossa proteína animal, mas precisamos de investimentos em infraestrutura, sejam elas ferroviárias, rodoviárias e portos”, destacou o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen. 

Uma missão para abrir portas e construir o futuro 

A delegação catarinense reúne representantes dos três poderes, prefeitos de cidades estratégicas como Joinville e Blumenau, além de lideranças empresariais das federações Fecomércio, Fiesc e Acate. “Santa Catarina é um estado que tem muito a oferecer, e esta missão à Ásia é uma grande oportunidade de abrir novas portas para os nossos produtos, atrair investimentos e desenvolver soluções inovadoras em parceria com quem é referência mundial”, destacou o governador Jorginho Mello. 

Além da abertura do mercado japonês para a carne bovina, a missão tem entre os objetivos a atração de investimentos em infraestrutura, o fortalecimento das exportações agrícolas e pesqueiras, e a projeção de Santa Catarina como referência global em sanidade animal e qualidade industrial. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTOS: SECOM/SC 

Ler Mais
Comércio, Logística

Portos de SC movimentam 1 em cada 5 contêineres no país

Dados da Antaq divulgados pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias indicam que portos de SC cresceram acima da média nacional no primeiro quadrimestre de 2025

Os portos de SC movimentam 20% do mercado nacional de contêineres, ou seja: a cada cinco contêineres, um passa pelo estado. Com este número, Santa Catarina lidera a movimentação no Sul do país, na frente do Paraná (com 10,1%) e Rio Grande do Sul (com 6,21%).

Na movimentação total de cargas, o crescimento catarinense no primeiro quadrimestre de 2025 foi o maior, com 7,93% a mais do que o mesmo período de 2024, superando o índice nacional (que teve queda de 1,1%).

Os dados foram apurados pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, conforme informações da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Quais portos de SC se destacaram

Na movimentação total de contêineres, passaram pelos portos catarinenses até o mês de abril 949,1 mil TEUs, que significam 10,2 milhões de toneladas e crescimento de 16% e 19,2%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2024. Veja o ranking:

  • Porto Itapoá – lidera a movimentação com 489,8 mil TEUs e terceiro maior movimento do Brasil;
  • Portonave – 348,1 TEUs (quarto maior movimento do país);
  • Porto de Itajaí  – 73,6 mil TEUs;
  • Porto de Imbituba – 37,4 mil TEUs.

O primeiro quadrimestre de 2025 também registrou uma movimentação total de cargas nos portos de SC de 21,8 milhões de toneladas. Veja quanto cada porto catarinense movimentou no total:

  1. Porto de São Francisco do Sul  – 5,7 milhões de toneladas
  2. Porto Itapoá  – 5,4 milhões de toneladas
  3. Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul – 3,4 milhões de toneladas
  4. Portonave  – 3,3 milhões de toneladas
  5. Imbituba – 2,3 milhões de toneladas
  6. Porto de Itajaí  – 858,3 mil toneladas
  7. Demais Terminais Portuários Privados (TUPs) – 178,6 mil toneladas

Fonte: ND +

Ler Mais
Tecnologia

Comitiva da Alesc discute instalação de fábrica de carros elétricos em SC

Missão formada por quatro deputados estaduais visitou fábrica chinesa que pretende investir na produção de eletrificados no Brasil

Deputados buscam atrair montadora para Santa Catarina
Trazer para Santa Catarina uma fábrica da JMEV, empresa especializada na fabricação de carros elétricos compactos e médios. Esse foi o objetivo da conversa entre executivos da empresa e uma comitiva de deputados estaduais, que ocorreu nesta segunda-feira (16), na cidade de Nanchang, capital da província de Jiangxi, na China.


A comitiva é formada pelos deputados Fernando Krelling (MDB), Mauro De Nadal (MDB), Fabiano da Luz (PT) e Rodrigo Minotto (PDT). Na ocasião, eles apresentaram aos executivos asiáticos as potencialidades da economia catarinense, principalmente em áreas como tecnologia, metal-mecânica e o número de startups — o que, segundo os brasileiros, vai ao encontro da proposta da JMEV, que é a expansão de veículos elétricos.

Sustentabilidade e desenvolvimento econômico
É consenso entre os parlamentares que a instalação de uma unidade da montadora em solo catarinense proporcionaria vantagens para o estado muito além do desenvolvimento econômico.

O vice-presidente da Alesc, deputado Fernando Krelling, destacou a importância para a preservação ambiental. “Imagine só a possibilidade de estar aqui conversando com eles e a possibilidade de levarmos uma empresa de carros elétricos focada na sustentabilidade. É muito importante para o estado de Santa Catarina. O estado vai se desenvolver cada vez mais, de forma sustentável. Carro elétrico não é apenas uma tendência de mercado, mas sim um planejamento de médio e longo prazo para a sustentabilidade do nosso estado.”

Potencial industrial de Santa Catarina
“Nossa primeira visita aqui na China foi muito positiva. Estivemos com executivos da JMEV, conhecemos toda a cadeia produtiva de veículos elétricos e fizemos um convite para que a empresa se estabeleça em Santa Catarina. Mostramos toda a nossa potencialidade, tudo que Santa Catarina pode oferecer para que essa empresa possa se instalar e produzir veículos elétricos em solo catarinense”, acrescentou De Nadal.

“A cada dia, uma oportunidade de poder estar aqui na China conhecendo novos negócios. A JMEV é uma empresa automobilística que tem a vontade de expandir os seus negócios para o Brasil, especialmente para Santa Catarina. Por isso estamos aqui, buscando alternativas, construindo pontes e buscando bons resultados para o nosso estado”, acrescentou Minotto.

Veículos mais acessíveis
Já Fabiano da Luz apontou a acessibilidade de alguns modelos produzidos pela marca. “Aqui, eles produzem um modelo de veículo que pode chegar ao Brasil ou ser fabricado no Brasil a um preço um pouco acima dos R$ 50 mil. Então, é um carro acessível, principalmente para aquela população de baixa renda que há muito tempo não consegue comprar um carro novo e está sempre comprando carro usado.”

No último mês, representantes da empresa estiveram em Santa Catarina justamente para discutir a possibilidade de instalar uma fábrica no estado. Atualmente, 45% da frota chinesa já é composta por carros elétricos.

Sobre a JMEV
Com sede em Nanchang, a JMEV foi fundada em 2015 e produz, em média, 100 mil carros elétricos por ano.

Recentemente, a empresa anunciou que produzirá no Brasil, em parceria com a E-Motors, um carro elétrico manual (JMEV EV3), com foco na formação de condutores de autoescola. O preço deve ficar em torno de R$ 100 mil.

Próximo compromisso
A próxima agenda do grupo será na cidade de Taiyuan, capital da província de Shanxi. No local, a comitiva será recebida por empresários e parlamentares locais, na sede do Legislativo estadual. A proposta é discutir negócios com Santa Catarina, além de retribuir uma visita feita por representantes da província à Assembleia Legislativa, ocorrida em julho de 2024.

Fonte: Agência AL

Ler Mais
Negócios

Santa Catarina e Aomori renovam parceria histórica iniciada em 1980

Apoio do Japão tornou Santa Catarina o maior produtor de Maçã do Brasil – Foto: Divulgação / Secom GOVSC

O Governo de Santa Catarina e a Província de Aomori, no Japão, reafirmaram nesta segunda-feira, 16, a parceria de mais de quatro décadas que une os dois territórios. A agenda oficial marcou a assinatura de um documento que renova o compromisso de amizade entre as regiões, firmado originalmente em 23 de outubro de 1980. A cerimônia contou com a presença do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e do governador da Província de Aomori, Soichiro Miyashita, além de autoridades locais, representantes da missão catarinense e lideranças do setor produtivo.

A cooperação entre Aomori e Santa Catarina tem raízes na agricultura, especialmente na introdução de técnicas de cultivo da maçã. No início da década de 1980, especialistas japoneses colaboraram com produtores catarinenses, fornecendo conhecimento e tecnologia adaptados ao clima da Serra catarinense. O resultado foi um salto de produtividade e qualidade que consolidou Santa Catarina como o maior produtor de maçãs do Brasil, enquanto Aomori segue como a região líder no Japão.

O vínculo entre os dois povos também se fortaleceu em momentos difíceis. Em 1983, durante as enchentes que devastaram o Vale do Itajaí, o governo de Aomori prestou apoio humanitário a Santa Catarina, ampliando a relação para além da cooperação técnica e fortalecendo os laços de solidariedade.

Durante o encontro desta segunda-feira, o governador Jorginho Mello manifestou também o desejo de abrir mercados para a exportação da maçã catarinense ao Japão. “Nosso Estado se tornou referência em produtividade e qualidade na fruticultura. Sabemos que o Japão enfrenta desafios climáticos que limitam a produção interna, e queremos ser parceiros para atender essa demanda com a excelência da maçã de Santa Catarina”, afirmou.

“Estamos aqui não apenas para celebrar o passado, mas para abrir novas portas para o futuro. Aomori e Santa Catarina têm muito a trocar, seja na agricultura, na educação, no intercâmbio cultural ou no comércio”, destacou o governador após a assinatura.

O novo documento assinado pelas autoridades reforça a intenção de estreitar laços institucionais, econômicos e culturais, ampliando o escopo da parceria entre os dois governos. O texto também reconhece o papel dessa relação no fortalecimento da amizade entre Japão e Brasil como um todo.

A renovação da parceria ocorre no contexto da Missão Internacional à Ásia, liderada pelo governador de Santa Catarina, com passagens por Japão e China, e tem como objetivo fortalecer vínculos estratégicos para inovação, investimentos e desenvolvimento sustentável.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Investimento

Missão de SC na Ásia busca ampliar exportações e atrair investimentos

Governador lidera comitiva que desembarcou em Tóquio neste domingo

Santa Catarina iniciou na sexta-feira (13) a missão oficial à Ásia. A primeira parada ocorre no Japão, onde a comitiva liderada pelo governador Jorginho Mello desembarcou no domigo (15), em Tóquio. A agenda estratégica é voltada à atração de investimentos, ampliação das exportações e de parcerias tecnológicas e fortalecimento do setor agroindustrial catarinense.

Além de Jorginho, também estão na comitiva o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini. E ainda os deputados Fernando Krelling (MDB), Mauro De Nadal (MDB), Fabiano da Luz (PT) e Rodrigo Minotto (PDT). Além disso, integram o grupo nomes como os prefeitos de Joinville, Adriano Silva, e de Blumenau, Egídio Ferrari. E o presidente da Fecomércio, Hélio Dagnoni, o presidente da AFEIESC, Ariel Verdi, além do presidente da Acate, Diego Brites Ramos.

Na ocasião, eles apresentaram aos executivos asiáticos as potencialidades da economia catarinense. Principalmente em áreas como tecnologia, metal-mecânica e o número de startups. O que, segundo os brasileiros, vai ao encontro da proposta da JMEV, que é a expansão de veículos elétricos.

“Santa Catarina é um estado que tem muito a oferecer. E esta missão à Ásia é uma grande oportunidade de abrir novas portas para os nossos produtos em exportações. Atrair investimentos e desenvolver soluções inovadoras em parceria com quem é referência mundial. Estamos aqui para mostrar ao mundo que Santa Catarina está pronta para crescer ainda mais e gerar mais qualidade de vida para a nossa gente”, destacou o governador Jorginho Mello.

SC Day em Tóquio em busca de exportações

Durante a estadia no Japão, a comitiva catarinense participa do SC Day, evento institucional promovido na Embaixada do Brasil em Tóquio e visita gigantes empresariais como Mitsui, Mitsubishi e membros da Keidanren (Federação das Indústrias do Japão). A programação inclui ainda reuniões com o Ministério da Agricultura, a agência de comércio exterior JETRO e a agência de cooperação internacional JICA, que poderá renovar e expandir projetos de infraestrutura e contenção de cheias em Santa Catarina.

Um dos principais temas no país será o reconhecimento da excelência catarinense em sanidade animal, com foco na exportação de carne bovina ao Japão. “Santa Catarina já possui um frigorífico apto para exportar carne bovina para o Japão. Nossa missão aqui é mostrar que temos todas as credenciais técnicas e sanitárias para atender esse mercado exigente, com qualidade e segurança, e buscar a abertura dessa nova frente de negócios para o Estado”, explicou o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen.

Intercâmbio em produção de maçã Fuji e frutos do mar

A visita à província de Aomori, marcada pela histórica irmandade com Santa Catarina desde os anos 1980, também está na agenda. Lá, a comitiva terá encontros com o governo local, a cooperativa agrícola AOREN, o Instituto de Pesquisa Pesqueira de Aomori e outras instituições ligadas à fruticultura e à aquicultura. Os temas principais incluem o intercâmbio em produção de maçãs – especialmente a variedade Fuji, já difundida em SC –, rastreabilidade no agronegócio e o potencial de cooperação na área de moluscos e frutos do mar, setores em que Aomori e o Litoral catarinense têm grande sinergia.

Fonte: Guararema News

Ler Mais
Logística

Apesar de problemas pontuais, SC tem a segunda melhor logística do Brasil

Apesar de apresentar deficiências pontuais, Santa Catarina ocupa a segunda colocação no ranking de competitividade logística dos estados brasileiros, atrás apenas de São Paulo. O dado é do Centro de Liderança Pública (CLP), e reflete o desempenho logístico do estado mesmo diante de desafios significativos — especialmente na malha rodoviária.

“Embora Santa Catarina possua restrições em todos os modais, considerando que o modal rodoviário é responsável por aproximadamente 70% da nossa matriz de transporte, a situação precária das rodovias, tanto federais quanto estaduais, é hoje o maior entrave. Ainda assim, temos a segunda melhor logística do país”, destaca Egídio Martorano, presidente da Câmara para Assuntos de Transporte e Logística da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).

Segundo Martorano, é urgente investir na conclusão de obras em andamento, bem como na restauração e manutenção preventiva de grande parte da malha existente. “A preservação do patrimônio rodoviário exige ações de curto, médio e longo prazo.”

Outro ponto crítico é o acesso terrestre aos portos, que ainda enfrenta gargalos importantes. “Também precisamos ampliar e diversificar a matriz de transporte, com investimentos consistentes na malha ferroviária. E é estratégico adequar nossos portos para receber navios de maior porte, que exigem calado mais profundo. A dragagem na Baía da Babitonga (em Itapoá e São Francisco do Sul), viabilizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) do Governo do Estado, é um bom exemplo.”

Martorano cita ainda outros desafios, como a ampliação do canal de acesso e da bacia de evolução do rio Itajaí-Açu, que atende os portos de Itajaí e Navegantes, além de ajustes necessários no molhe do porto de Imbituba.

No modal aéreo, ele defende a implementação de uma política estadual de transporte de passageiros e cargas, especialmente para a aviação regional. “O Plano Aeroviário Estadual, recentemente atualizado pelo Governo Jorginho Mello, pode ser uma referência técnica importante para o setor”, pontua.

Para o especialista, o principal gargalo logístico do estado é a falta de investimentos sustentáveis e de um planejamento integrado e de longo prazo. “O Governo do Estado já iniciou esse processo com a contratação do Plano Estadual de Transporte e Logística (PELT), uma iniciativa essencial para consolidar uma visão estratégica.”

Espaço de discussões e fomento

Nesse cenário, a feira Logistique 2025, que será realizado em agosto no Expocentro BC, em Balneário Camboriú, surge como espaço relevante de debate e articulação. “A Logistique é um fórum importante para discutir os gargalos da infraestrutura logística catarinense e fomentar investimentos que agreguem competitividade à indústria e fortaleçam a imagem do estado nos cenários nacional e internacional”, afirma o diretor-geral do evento.

Além da feira, o evento — considerado um dos mais expressivos do setor no Brasil — conta com o Logistique Summit , um congresso técnico que promove discussões qualificadas sobre o futuro da logística em Santa Catarina. “Grandes nomes da economia, logística, comércio exterior e navegação farão parte dos painéis e debates do Summit”, informa a diretora executiva do evento, Karine Marmitt.

Egídio Martorano, da Fiesc, destaca ainda o papel estratégico da Logistique como ponto de encontro entre profissionais do setor público e privado. “Eventos como este são fundamentais para debater desafios, compartilhar soluções e se atualizar quanto às tendências, inovações tecnológicas e novidades do setor. A Logistique se consolida como referência, reforçando a vocação de Santa Catarina como um hub logístico essencial para o Sul do Brasil e para o país como um todo.”

Fonte: Informativo dos Portos

Ler Mais
Logística, Portos

Porto de SC tem aval para implantar terceira faixa no acesso de caminhões

Obras têm custo estimado em R$ 12 milhões

A ampliação do acesso ao Porto de São Francisco do Sul teve nova etapa preparatória nesta semana, com a publicação da autorização do DNIT para o terminal utilizar a faixa de domínio de trecho da BR-280. O projeto prevê terceira faixa em segmento de mil metros, nas proximidades do porto, junto à rodovia federal. A próxima etapa será a busca de autorização do Ministério dos Portos, para uso dos recursos nas obras. O custo é estimado em R$ 12,4 milhões.

A terceira faixa é a forma encontrada para desafogar o trânsito de caminhões no segmento da BR-280 a partir do cruzamento com a SC-415. O local é tema de inquérito civil aberto pelo Ministério Público de Santa Catarina para apurar os engarrafamentos. A ferrovia de acesso ao porto também cruza a região. O projeto da terceira faixa, em ponto que não faz parte da duplicação da BR-280, foi contratado pelo Sindicato dos Operadores Portuários de São Francisco do Sul (Sinposf).

A duplicação da BR-280 está parada no lote de São Francisco do Sul, com segmento em Araquari. A paralisação ocorreu no final de 2022, para revisão do projeto. O DNIT pretende retomar as obras em dois trechos até o final do ano. O restante do lote, inclusive a ponte no canal do Linguado, só voltará após a elaboração de novo projeto, ainda a ser contratado.

Fonte: NSC

Ler Mais
Notícias

Estaleiro de Navegantes é responsável pela restauração de última embarcação a vapor do mundo

Vapor Benjamim Guimarães voltou a funcionar após restauro conduzido pelo estaleiro INC e bancado por obra Novo PAC

A Indústria Naval Catarinense (INC), estaleiro com sede em Navegantes, fez história ao devolver às águas do rio São Francisco o Vapor Benjamim Guimarães, patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais. A embarcação, único exemplar do mundo movido a vapor, foi restaurada por meio de projeto de R$ 5,3 milhões incluído no Novo PAC, dentro do Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos das Bacias dos Rios São Francisco e Parnaíba.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou da cerimônia de reinauguração no último dia 2 de junho e celebrou a recuperação da embarcação. “O vapor é um símbolo da cidade e patrimônio de Minas Gerais. Por anos ficou abandonado nas margens do São Francisco, enquanto assistíamos a sua triste deterioração”, ressaltou o ministro. Segundo Alexandre Silveira, a recuperação vai permitir a retomada do turismo na região.

A entrega histórica também foi comemorada pelo CEO do INC, Josuan Moraes Junior, estaleiro que tem DNA catarinense e foi responsável por todo o restauro feito às margens do rio São Francisco. “Mantivemos e recuperamos as máquinas originais, assim ele continua sendo movido a vapor produzido por uma caldeira a lenha. A alegria do povo de Pirapora ao receber de volta seu principal patrimônio histórico, totalmente restaurado e operacional, foi contagiante e emocionante”, explica Josuan Moraes.

A embarcação é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e sua restauração iniciou em 2019. João Paulo Martins, presidente do Iepha-MG, destaca que o vapor Benjamim Guimarães é mais que uma embarcação. “É um monumento flutuante, um elo entre o passado e o presente que corta as águas do Velho Chico levando memórias, cultura e identidade. Para o Iepha, a restauração não é apenas trabalho técnico , mas um compromisso com a preservação da história viva de Minas Gerais,” conclui João Paulo. 

A embarcação é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e sua restauração iniciou em 2019. João Paulo Martins, presidente do Iepha-MG, destaca que o vapor Benjamim Guimarães é mais que uma embarcação. “É um monumento flutuante, um elo entre o passado e o presente que corta as águas do Velho Chico levando memórias, cultura e identidade. Para o Iepha, a restauração não é apenas trabalho técnico , mas um compromisso com a preservação da história viva de Minas Gerais,” conclui João Paulo. 

Cinco anos depois

O processo de restauração teve início em dezembro de 2019 ao ser firmado um convênio entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Iepha-MG, com investimento de R$ 3,7 milhões. O objetivo era executar a substituição do casco e restaurar as demais áreas da embarcação e do mobiliário.

As obras começaram em novembro de 2020, já sob responsabilidade do estaleiro de Navegantes, com acompanhamento técnico do Iepha-MG, da Delegacia Fluvial de Pirapora, da Marinha do Brasil e da Prefeitura de Pirapora. A previsão inicial era concluir o trabalho em até oito meses, mas houve o encerramento do convênio pelo Iphan quando estavam executados 92% da obra e pagos 26% dos trabalhos. Com a não liberação total dos recursos previstos, apenas R$ 925 mil foram recebidos e o contrato foi encerrado em março de 2022.

Em novembro de 2024, as obras foram retomadas a partir de contrato direto entre a Eletrobras e o estaleiro INC. As intervenções incluíram a troca do casco, reparos na chaminé, na estrutura da roda de pás, revisão das estruturas de madeira, camarotes, máquinas a vapor, sistemas de água e esgoto, além da revisão completa do maquinário para restabelecer a plena função do vapor. Em 1º junho, bem no dia do aniversário de Pirapora, a obra foi inaugurada em clima de festa e repleta de significado para a comunidade.

Embarcação norte-americana

O Benjamin Guimarães é um barco a vapor construído em 1913, nos Estados Unidos, que originalmente navegou pelo rio Mississipi. Ele chegou ao Brasil para servir à Amazon River Plate Company, no Rio Amazonas. Durante a década de 1920, a embarcação foi levada ao rio São Francisco para transporte de passageiros e cargas entre Pirapora [MG] e Juazeiro [BA]. A partir da década de 1980, o vapor fazia apenas passeios turísticos. O Benjamin Guimarães foi finalmente tombado como patrimônio histórico em 1985. Em 2014, acabou desativado pela precariedade da sua estrutura. A embarcação agora restaurada é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) e um símbolo da navegação no Rio São Francisco.

Curiosidade 

Para proteger a embarcação que estava atracada na margem do rio São Francisco enquanto a restauração não acontecia, foi necessário reduzir o fluxo de 4000 m³/s para 3000 m³/s na Usina Hidrelétrica de Três Marias (MG), o que restringiu a geração de energia naquele período. Agora, haverá ampliação da flexibilidade da operação nos reservatórios sem prejudicar o uso dos recursos hídricos

Fonte: Diarinho

Ler Mais
Comércio, Portos

Portos de Santa Catarina lideram movimentação de contêineres no Sul do Brasil

Os portos de Santa Catarina lideram a movimentação de contêineres entre os Estados do Sul do Brasil. A participação catarinense no mercado nacional é de 20% (um em cada cinco contêineres movimentados no Brasil passa pelo Estado), seguido pelo Paraná com 10,1% e Rio Grande do Sul com 6,21%. Na movimentação total de cargas o crescimento no primeiro quadrimestre de 2025 também foi o maior, com 7,93% a mais do que o mesmo período de 2024, superando o índice nacional que teve queda de 1,1%. Os dados foram apurados pela Gerência de Portos, da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), conforme informações da Agência Nacional de Transportes Aquaviarios (Antaq).

“O papel de Santa Catarina no comércio internacional é importantíssimo. Somos porta de entrada para muitas matérias primas necessárias para as indústrias de vários estados brasileiros. E também saem pelos nossos portos os produtos industrializados aqui e também nas fábricas que ficam em nossos vizinhos. Com o apoio que temos dado em investimentos nos portos públicos, com a PPP que fizemos para aumentar a capacidade de entrada de navios na Baía da Babitonga, esses números vão crescer ainda mais no futuro”, afirmou o governador Jorginho Mello.

‘’O desempenho crescente dos portos de Santa Catarina, diante de um momento competitivo e difícil, revela como tem sido importante o trabalho realizado pela gestão dos portos. Com investimentos significativos, tem sido possível melhorar os índices de produtividade e eficiência logística. Dessa forma, nosso estado continua sendo uma das principais portas de entrada e saída do comércio internacional brasileiro’’, avalia o secretário da SPAF, Beto Martins.

Na movimentação total de contêineres, passaram pelos portos catarinenses até o mês de abril, 949,1 mil TEUs, que significam 10,2 milhões de toneladas, e crescimento de 16% e 19,2%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2024. O Porto Itapoá lidera a movimentação com 489,8 mil TEUs e terceiro maior movimento do Brasil, seguido pelo Portonave com 348,1 TEUs e quarto maior movimento do país. O Porto de Itajaí movimentou 73,6 mil TEUs e o Porto de Imbituba movimentou 37,4 mil TEUs.

O primeiro quadrimestre de 2025 também registrou uma movimentação total de cargas nos Portos de Santa Catarina de 21,8 milhões de toneladas. O Porto de São Francisco do Sul registrou o movimento de 5,7 milhões de toneladas, seguido pelo Porto Itapoá com 5,4 milhões de toneladas, Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul, com 3,4 milhões de toneladas, Portonave com 3,3 milhões de toneladas, Imbituba com 2,3 milhões de toneladas, Porto de Itajaí com 858,3 mil toneladas, e mais 178,6 mil toneladas pelos demais Terminais Portuários Privados (TUPs).

Foto: Jonatã Rocha/Secom GOVSC
Texto: Secom/GOVSC

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook