Greve

Greve da Receita Federal: seis meses de greve, bilhões em jogo e nenhuma solução

A greve dos servidores da Receita Federal, que completou seis meses em 26 de maio de 2025, tem provocado efeitos expressivos em portos, aeroportos, fronteiras e na arrecadação federal. Iniciada em 26 de novembro de 2024, essa é a paralisação mais longa já registrada pela categoria, com repercussões diretas sobre o comércio exterior brasileiro, a movimentação de cargas e o funcionamento de órgãos estratégicos da administração tributária.

Impacto direto nos portos e aeroportos do Brasil

Com a adoção da operação-padrão pelos analistas-tributários, houve aumento significativo no tempo de liberação de cargas, bagagens e veículos na última semana. O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, é um dos exemplos emblemáticos: passageiros e empresas enfrentaram filas e atrasos por conta do reforço nas fiscalizações.

Nas regiões de fronteira, os efeitos também são severos. Em São Borja (RS), na divisa com a Argentina, mais de 200 caminhões ficaram retidos nos últimos dias, aguardando liberação pela Receita Federal — uma consequência direta da mobilização dos servidores.

Desde o início do ano, quem precisa liberar mercadorias importadas pelos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, vem enfrentando atrasos inéditos. Além das longas demoras provocadas pela paralisação de parte do efetivo, na semana passada a Alfândega do Aeroporto Internacional de Guarulhos chegou a suspender completamente o atendimento por dois dias.

Prejuízos bilionários e impacto na arrecadação federal

A paralisação dos auditores-fiscais comprometeu a eficiência do sistema arrecadatório brasileiro. Segundo estimativas, as perdas chegaram a R$ 14,6 bilhões até março de 2025, afetando a previsão de receitas do governo e contribuindo para a necessidade de contingenciamento no Orçamento de 2025, conforme reconhecido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Além disso, a greve paralisou as atividades do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão que julga litígios entre contribuintes e a Receita. Desde janeiro, nenhuma sessão foi realizada, o que suspendeu a análise de processos que envolvem bilhões de reais em tributos contestados.

Comércio exterior e setor privado sofrem os efeitos

Empresas que dependem da importação e exportação de insumos relatam aumento nos custos operacionais, riscos de desabastecimento, atrasos na produção e perda de competitividade internacional. O Brasil, neste cenário, enfrenta um gargalo logístico e tributário que compromete sua participação nos fluxos globais de comércio.

Reivindicações e impasse com o governo

A paralisação dos Auditores-Fiscais da Receita Federal, que completa seis meses, tem como pano de fundo uma pauta de reivindicações centrada principalmente em dois eixos: a recomposição salarial e a regulamentação do bônus de eficiência. A categoria afirma que esses pontos são fundamentais para garantir o reconhecimento profissional e a valorização de uma carreira estratégica para o funcionamento do Estado brasileiro.

1. Recomposição do vencimento básico

Os servidores reivindicam a atualização do vencimento básico, que está congelado desde 2016. Segundo o Sindifisco Nacional, a defasagem salarial, acumulada ao longo dos anos, representa uma perda significativa no poder de compra da categoria. A ausência de reajustes em um cenário de inflação contínua é interpretada pelos auditores como um desrespeito à importância da função que exercem.

Os Auditores-Fiscais argumentam que, enquanto outras carreiras de Estado conseguiram negociar reajustes recentes – como a Advocacia-Geral da União, que obteve um aumento escalonado de 19% –, a Receita Federal permanece sem perspectiva concreta de correção salarial. Esse tratamento desigual é um dos principais fatores que alimentam a insatisfação da categoria.

2. Regulamentação do bônus de eficiência

Outro ponto central da pauta é a regulamentação do bônus de eficiência e produtividade. O bônus foi instituído por medida provisória em 2016, mas, até hoje, carece de regulamentação definitiva. Além disso, mudanças recentes promovidas pelo Comitê Gestor do Programa de Produtividade (CGPP), por meio das Resoluções nº 7 e 8, alteraram as regras de cálculo do bônus, o que foi entendido como um ataque direto ao movimento grevista.

Para os auditores, o bônus não é apenas um adicional financeiro: trata-se de um instrumento de gestão que reconhece o desempenho da categoria e motiva o engajamento em resultados estratégicos. A falta de regulamentação, aliada a mudanças unilaterais, fragiliza esse mecanismo e sinaliza insegurança institucional para os servidores.

3. Valorização da carreira e respeito institucional

Além dos pontos técnicos, os auditores exigem maior valorização institucional da carreira. Alegam que há um esvaziamento progressivo de suas atribuições e uma perda de protagonismo da Receita Federal, em parte atribuída à falta de diálogo com o Ministério da Gestão e Inovação (MGI).

A insatisfação é intensificada pela ausência de uma proposta técnica e financeira compatível com a complexidade e responsabilidade do cargo. Os servidores demandam uma estrutura remuneratória que reflita as particularidades da função – incluindo a composição variável da remuneração, hoje ignorada nas propostas apresentadas pelo governo.

4. Tratamento isonômico entre carreiras de Estado

Outro ponto frequentemente mencionado pelo Sindifisco é a quebra de isonomia entre carreiras típicas de Estado. A categoria questiona o fato de outras carreiras terem recebido atenção e reajustes mais ágeis do governo, enquanto os Auditores-Fiscais seguem em greve sem perspectiva concreta de atendimento de suas demandas. Essa disparidade é vista como um sinal de desvalorização da Receita Federal dentro da estrutura do serviço público.

Essas reivindicações não se restringem a ganhos individuais: para a categoria, elas representam também uma defesa da qualidade da administração tributária no país. Os Auditores-Fiscais sustentam que o fortalecimento da carreira é essencial para o combate à sonegação, a garantia da arrecadação e a efetividade das políticas públicas.

Enquanto o impasse se arrasta, os efeitos da greve se acumulam sobre a economia e as contas públicas, pressionando o governo a apresentar uma resposta concreta. O próximo capítulo da mobilização depende, em grande medida, da disposição política de ouvir e atender uma categoria que se considera estratégica para o Estado brasileiro.

Fotos: Sindifisco
Fontes: Estação News | R7 | ND+ | Gazeta Digital | Sindifisco

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Portos

Governo Federal lança 2º bloco de leilões de portos, com R$ 1 bi de investimentos

Com previsão de ocorrer em julho deste ano, segundo bloco de 2025 terá quatro terminais no RJ, PA, POA e Maceió

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) confirmou nesta sexta-feira (16) o segundo bloco de leilões portuários de 2025. Com valor total de R$ 1,03 bilhão, o novo bloco engloba quatro terminais nos seguintes portos: Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Vila do Conde (PA) e Maceió (AL). A expectativa é de realizar o leilão em julho deste ano, depois de cumpridas as etapas de aprovação dos estudos e a deliberação e publicação do edital pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

“Depois do sucesso do leilão que fizemos em abril, com investimentos de R$ 2 bilhões, estamos dando continuidade ao nosso calendário de licitações, que envolvem a maior carteira de projetos da história e vão atrair grandes investimentos para o País”, afirmou o ministro do MPor, Silvio Costa Filho, lembrando que a expectativa do Governo Federal é fazer, em quatro anos, cerca de 60 leilões.

“O segundo bloco prevê ampliação da capacidade logística para o escoamento da produção agrícola do Brasil, viabilizando maior infraestrutura de transporte e geração de emprego e renda, além de maior conforto para passageiros e turistas”, acrescentou, Costa Filho, que retornou de missão realizada nesta semana à China. No último mês, o ministro apresentou a carteira de investimentos de empreendimentos portuários e hidroviários aos principais players europeus.

O novo bloco de leilões reúne os terminais VCD29, do Porto de Vila do Conde (PA), RDJ07, no Porto do Rio de Janeiro (RJ), o POA26, do Porto de Porto Alegre (RS), e o TMP Maceió, no Porto de Maceió (AL), para a movimentação de granéis sólidos, petróleo e passageiros. A composição do bloco a ser ofertado à iniciativa privada foi possível depois da aprovação do leilão na semana passada, pelo Tribunal de Contas da União, para o arrendamento do terminal VCD29 e a dispensa da análise da concessão do terminal portuário RDJ07.

Localizado na cidade de Barcarena, no Pará, o Porto de Vila do Conde fica às margens da Baía do Marajó. O arrendamento do terminal VCD29 tem investimentos previstos de R$ 908,5 milhões, com prazo de 25 anos. O novo terminal será utilizado para armazenagem e movimentação de granéis sólidos vegetais, principalmente soja e milho.

“Com a aprovação do TCU, vamos dar agilidade à aprovação dos estudos para cumprir o cronograma proposto e realizar o leilão em parceria com a Antaq em julho deste ano”, afirmou o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, reforçando o caráter diversificado dos leilões, que vão desde à movimentação de granéis, petróleo e passageiros.

O RDJ07, no Porto do Rio de Janeiro, receberá R$ 99,4 milhões em estrutura especializada em movimentação de petróleo (carga offshore). A concessão também tem prazo de 25 anos.

Já para o POA26, localizado na Poligonal do Porto Organizado de Porto Alegre (RS), estão previstos R$ 21,1 milhões pelo arrendamento da área, destinada à movimentação e armazenagem de granel sólido, com prazo de 10 anos de concessão.

E o TMP Maceió, por sua vez, é destinado ao embarque e desembarque de passageiros que transitam pelo Porto de Maceió, contribuindo para o conforto e a segurança dos turistas. Além do terminal, está prevista a construção de estacionamento adjacente. O investimento será de R$ 3,7 milhões, com prazo de 25 anos de concessão.

Fonte: Portal do Governo

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Comércio, Portos

Porto de São Francisco do Sul registra aumento de 6% na movimentação de cargas

A movimentação de produtos no Porto de São Francisco do Sul registrou um aumento de 6% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O volume total de cargas embarcadas e desembarcadas no maior porto de Santa Catarina atingiu 1,48 milhão de toneladas, frente a 1,39 milhão de toneladas em 2024.

Destaque para a exportação de soja e milho (610 mil toneladas) e a importação de produtos siderúrgicos (413 mil toneladas) e fertilizantes (347 mil toneladas).

A movimentação total nos quatro primeiros meses de 2025 chegou a 5,7 milhões de toneladas. As exportações continuam como o principal fluxo das cargas que passaram pelo terminal do Norte catarinense, representando 54% do total (3,1 milhões de toneladas), enquanto as importações somaram 2,6 milhões de toneladas (46%).

“O Porto de São Francisco do Sul segue sendo destaque na movimentação de commodities. Com um trabalho de gestão eficiente, mantém os índices em alta, garantindo o crescimento na movimentação das cargas”, avalia o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins.

Já o presidente do Porto de São Francisco, Cleverton Vieira, explica as vantagens do terminal portuário ser multipropósito, ou seja, que trabalha com vários tipos de produtos, como soja, milho, fertilizantes e siderúrgicos.

“Esta característica possibilita a manutenção do crescimento na movimentação de produtos, mesmo quando há oscilações de mercado em determinado segmento. Por isso, valorizamos os investimentos na infraestrutura, para estarmos sempre preparados para atender a todos os usuários da melhor forma possível”.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Logística, Portos

Portos brasileiros batem recorde de movimentação em março; Porto de Itajaí reforça papel estratégico no cenário nacional

Os portos brasileiros movimentaram mais de 113,7 milhões de toneladas de cargas em março de 2025. Um crescimento de 5,49% em relação ao mesmo período do ano passado e o melhor resultado da história para o mês, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o recorde é resultado dos investimentos em modernização da infraestrutura promovidos pelo Governo Federal.

E, claro, o Porto de Itajaí está presente nesse avanço! Só em março, foram 318.681 toneladas de cargas movimentadas, reforçando o papel estratégico de Itajaí como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

“Isso demonstra que a federalização do porto foi positiva para o terminal e para a cidade”, afirmou o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos.

Fonte: Porto de Itajaí

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Internacional, Logística, Portos

China acena para a possibilidade de novos projetos no Porto de Paranaguá

Tema foi abordado pelo vice-ministro de Transportes da China durante visita à Portos do Paraná 

O vice-ministro dos Transportes da China, Wang Gang, visitou o Porto de Paranaguá nesta quinta-feira (15). O representante do governo chinês veio ao Brasil para tratar de diversos temas que integram o acordo de cooperação entre os dois países no setor de transportes. A comitiva aproveitou a visita para conhecer a estrutura do Porto de Paranaguá, responsável por grande parte das exportações de produtos com destino ao país asiático.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, recepcionou a comitiva e ressaltou que a empresa pública tem investido continuamente para ampliar sua capacidade operacional. “Para nós, é uma honra muito grande recebê-lo em nossa casa”, destacou Garcia.

Wang Gang falou sobre a relevância dos portos paranaenses para a China e afirmou que há planos de ampliação dos investimentos no Porto de Paranaguá. O terminal de contêineres, por exemplo, é administrado por um conglomerado chinês (China Merchants Group – CMG). A expectativa é de que a estrutura seja contemplada.

Entre os produtos mais exportados para a China pelo Porto de Paranaguá estão soja em grão, farelo de soja, pastas químicas e carnes congeladas. Somente em 2024, mais de 13 milhões de toneladas foram enviadas ao país asiático. De janeiro a março deste ano, já foram movimentadas 3,3 milhões de toneladas com destino à China.

Por ser o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do mundo — respondendo por cerca de 48% da produção nacional — o Porto de Paranaguá tem papel estratégico nas relações comerciais com os chineses. Considerando o conjunto das exportações de carnes bovina, suína e de aves, o terminal paranaense é responsável por cerca de 30% do escoamento de toda a produção brasileira.

Fonte: Portos do Paraná

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Comércio, Portos

Produtores argentinos são apresentados aos portos do Paraná

Comitiva está no Brasil para intercâmbio e visitas técnicas

A Portos do Paraná recepcionou, nesta terça-feira (20), um grupo de 27 produtores argentinos da província de Córdoba, vinculados à Associação de Cooperativas Argentinas (ACA). Eles estão realizando um intercâmbio no Brasil e aproveitaram a oportunidade para conhecer de perto o complexo portuário paranaense. A maioria dos visitantes é ligada à produção de soja, milho e trigo, e pôde observar como é feita a movimentação de cargas nos Portos de Paranaguá e Antonina.

“Mostramos a eles um pouco do que é a Portos do Paraná. Falamos sobre as principais cargas que passam por aqui, o processo logístico e apresentamos os investimentos que estão sendo feitos e os que ainda serão iniciados para impulsionar ainda mais nossas operações”, destacou o assistente administrativo André Lobo, responsável pela apresentação institucional à comitiva argentina.

De acordo com Geferson Ecker, guia e responsável pela vinda dos argentinos, a ACA é uma das maiores representantes do setor produtivo do país vizinho. “Eles têm 136 entidades associadas e estão no Brasil para entender o mercado de grãos. Estamos realizando visitas a cooperativas brasileiras, ao Porto de Paranaguá e a cerealistas. A ideia é compreender como está o mercado brasileiro neste período”, explicou.

Para o conselheiro da Cooperativa Unión de Justiniano Posse, da província de Córdoba, a maior surpresa tem sido a grandiosidade das produções no Paraná e também do Porto de Paranaguá. “Excelente a visita, excelente a atenção do Porto. No nosso caso, a principal produção envolve grãos: soja, milho e trigo. Algumas cooperativas são fortes também na produção de arroz. Temos alguma diversidade e viemos para entender como funciona a produção no Brasil e ver se podemos melhorar algo copiando o que é feito aqui”, afirmou.

Para a assessora da Diretoria de Desenvolvimento Empresarial, Anielle Silveira, receber grupos interessados na atividade portuária é muito importante para a Portos do Paraná. “Estamos sempre abertos a recepcionar comitivas como esta da Argentina, para apresentar a atuação dos Portos de Paranaguá e Antonina e fortalecer as relações com a comunidade empresarial e o setor produtivo”, finalizou.

Fonte: Portos do Paraná

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Logística, Portos

Porto de Suape vai fazer concessão para o hub de veículos

O Porto de Suape vai fazer uma concessão para a operação do hub de veículos, o mais movimentado do Norte/Nordeste. “O pátio necessita de investimentos para poder aumentar a capacidade de movimentação de automóveis”, diz o presidente do Porto de Suape, Armando Monteiro Bisneto. Vai ser a primeira concessão a ser realizada na gestão dele, que está à frente da estatal desde o dia 25 de abril.

Segundo o executivo, a concessão, provavelmente, vai ocorrer em julho deste ano, porque a modelagem da futura concessão está quase pronta. Será lançado um edital com todas as regras da concorrência, incluindo o quanto a empresa que vencer a licitação deve investir para deixar o hub mais competitivo.

No ano passado, 80.051 veículos passaram por Suape, sendo, praticamente, a mesma quantidade de 2023. Em 2024, o Porto de Suape passou a receber desembarques expressivos de veículos da montadora chinesa Build Your Dreams (BYD), que escolheu o porto pernambucano como base de distribuição dos seus automóveis para uma parte do Nordeste.

Somente como exemplo, em abril do ano passado, foram quase 2 mil veículos híbridos e elétricos da BYD que chegaram ao porto pernambucano. A companhia chinesa está implantando uma unidade fabril para produzir veículos na Bahia.

O hub de veículos de Suape concentra as operações da planta da Stellantis em Goiana (PE), que produz carros com a marca Jeep. No ano passado, o hub movimentou 77% dos veículos fabricados na unidade pernambucana. Também em 2024, a Stellantis liderou as exportações de veículos, com embarques para países como México e Argentina.

De janeiro a dezembro de 2023, houve crescimento de 42% na movimentação de automóveis por Suape em relação ao ano anterior. Ainda em 2023, 80.647 unidades passaram pelo porto, incluindo operações de exportação, importação e transbordo. Em 2022, a atividade mobilizou 56.932 veículos.

Hub de veículos do Porto de Suape acelerou depois de 2021
O hub de veículos de Suape entrou num novo ritmo de movimentação desde 2021, quando passou a receber novas operações e ocorreu um aumento de 20% no número de veículos importados e exportados. Na estatal, são pelo menos dois pátios de veículos e um terceiro pátio que também pode ser usado para este fim.

Uma das maiores operadoras de veículos em Suape é a empresa Nexus, companhia nacional do grupo K-Line que atua no ramo logístico automotivo e de cargas de projeto.

Fonte: Movimento Econômico

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Aeroportos, ANVISA, Portos

Anvisa informa sobre ações em portos, aeroportos e fronteiras relacionadas à influenza aviária em aves

Não há, até o momento, definição de medidas sanitárias para viajantes, meios de transporte, cargas ou remessas postais.

A Anvisa está acompanhando as novas informações sobre a influenza aviária em criações comerciais de aves. Nesta sexta-feira (16/5), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou emergência zoossanitária no município de Montenegro, no estado do Rio Grande do Sul, pelo período de 60 dias. O motivo foi a detecção da infecção pelo vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP). 

Neste momento, não há definição de medidas sanitárias temporárias voltadas a viajantes, meios de transporte, cargas ou remessas postais, conforme orientação do Plano de Contingência Nacional – Ministério da Saúde.

Orientação aos pontos de fronteira 

A Agência reforça a importância de que os administradores de terminais portuários, aeroportuários e de fronteiras, bem como operadores de transporte, mantenham seus planos de contingência atualizados para resposta a casos suspeitos de síndrome gripal e avaliação de exposição a animais, especialmente nas áreas afetadas no Brasil e no mundo.  

Saiba mais:

Planos de Contingência – Anvisa 

Atualização Epidemiológica – Opas (15/5/2025) 

A Anvisa segue monitorando o cenário, em articulação com o Ministério da Saúde, o Ministério da Agricultura e Pecuária e organizações internacionais, com foco na vigilância, prevenção e controle da influenza aviária. 

Fonte: Anvisa

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Inovação, Logística, Portos, Sustentabilidade

Portonave adere ao Movimento Mente em Foco e Educa 2030 do Pacto Global da ONU no Brasil

A Companhia já está comprometida com a adesão do Movimento Conexão Circular e, para impulsionar ainda mais o desenvolvimento sustentável, amplia seu compromisso com novas iniciativas

Há uma década, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para um futuro mais justo até 2030. Para acelerar esse processo, a Rede Brasil do Pacto Global desenvolveu dez movimentos aos quais empresas podem aderir e assumir compromissos públicos. Entre eles, a Portonave integrou o “Mente em Foco” e o “Educa 2030”, com metas específicas, que contribuem para o bem-estar, a saúde e a educação dos profissionais.

As adesões foram oficializadas por meio da assinatura da diretoria da empresa e integram a Estratégia ESG (Ambiental, Social e Governança) do Terminal Portuário, baseada em três pilares: Soluções Inteligentes, Pessoas a Bordo e Legado Duradouro. Em cada movimento, todos os compromissos assumidos já são cumpridos pela Companhia, o que demonstra seu comprometimento com o crescimento alinhado à sustentabilidade. 

Iniciativas para promoção da saúde mental são destaque

O Movimento Mente em Foco, alinhado ao ODS 3 – Saúde e Bem-estar, tem como meta auxiliar as empresas a reconhecerem a importância da saúde mental no ambiente de trabalho e a agirem em benefício da sociedade, para combater o estigma e o preconceito social ao redor do assunto.  

A Portonave já cumpre a maioria dos compromissos assumidos, sendo eles:

– Ter um profissional de referência para aconselhamento e atendimento;

– Oferecer orientação, manejo de crises e garantir a avaliação permanente dos profissionais – esta última etapa segue em implementação;

– Manter gestores engajados e capacitados;

– Criar um programa antiestigma;

– Promover ações de incentivo à saúde mental.

Entre as iniciativas para a construção de um ambiente de trabalho saudável e produtivo, estão o Programa Saúde em Equilíbrio, com ações e diversos benefícios, como quick massage – equipe de massoterapeutas disponíveis de segunda a sexta-feira na empresa – equipe de corrida, acompanhamentos com nutricionista e palestras sobre saúde, além do Programa de Apoio à Maternidade, que realiza o acompanhamento das profissionais gestantes e no retorno da licença maternidade.

A iniciativa mais recente e de destaque é o “Programa Cuidar”, lançado no início deste ano, com propósito de cuidar mais da saúde mental. Com ele, uma rede de apoio interna foi estruturada, que conta com 25 profissionais de diferentes departamentos, os chamados “multiplicadores do cuidado”, além de psicólogos, capacitados para acolhimento, diálogo e escuta ativa. 

Educação continuada como investimento estratégico

O estímulo ao desenvolvimento profissional figura como uma prioridade constante para a Portonave. O Terminal possui um programa de subsídio à educação continuada de 80% para cursos profissionalizantes, graduação, pós-graduação e idiomas. Também oferece capacitações no segmento portuário, como os Programas: Programa de Desenvolvimento Portuário (PDP), Excelência Operacional e Programa Movimentação.

Com a adesão do Movimento Educa 2030, alinhado ao ODS 4 – Educação de Qualidade, a Companhia aderiu às metas: 

– Oferecer a todos os profissionais da organização que não possuem Ensino Médio ou Técnico a possibilidade de concluí-lo até 2030;

– Manter 30% dos profissionais da organização com Ensino Superior concluído até 2030;

– Atingir a cota legal de Jovem Aprendiz até 2030, de 5%. 

Todos esses compromissos já foram cumpridos. Cerca de 36% dos profissionais possuem Ensino Superior completo – número maior do que a meta aderida. Desde 2008, aproximadamente 700 jovens aprendizes já foram capacitados pelo Terminal. 

Meta de lixo zero até 2030

Em 2024, a Portonave aderiu ao Movimento Conexão Circular, seu primeiro compromisso assumido com a Rede Brasil do Pacto Global, alinhado ao ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis. A proposta é acelerar a transição para a economia circular, modelo que visa minimizar o desperdício e a poluição e incentiva a reutilização, reparo, renovação e reciclagem de materiais. A meta assumida é zerar o envio de resíduos operacionais para aterros sanitários até 2030. No ano passado, a Companhia implementou uma composteira para o reaproveitamento dos resíduos orgânicos, que são transformados em adubo. 

Sobre a Rede Brasil do Pacto Global da ONU

É uma iniciativa de adesão voluntária que se baseia em compromissos assumidos pelos CEOs das empresas participantes para implementar princípios universais de sustentabilidade e tomar medidas que apoiem o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Atualmente, o Pacto Global Rede Brasil é a segunda maior rede local do mundo, com cerca de 1,9 mil participantes.

Sobre a Portonave

A empresa está localizada em Navegantes, litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Faz parte do grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL) – que administra cerca de 70 terminais em cinco continentes. São 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o mais eficiente em produtividade de navio no ano de 2024. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG e desenvolve diversas ações e iniciativas voltadas aos aspectos ambientais e sociais.

Fonte: Portonave

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Agronegócio, Comércio, Logística

VLI atinge recorde histórico de movimentação de açúcar na Ferrovia Centro-Atlântica 

A VLI, companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, atingiu seu recorde histórico de movimentação de açúcar na safra de 2024/2025 – iniciada em abril do ano passado e concluída no último mês de março – na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A marca de 6,2 milhões de toneladas transportadas foi atingida mesmo com a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil sendo 5,3% inferior ao volume registrado na safra anterior. Nos portos, a empresa manteve o mesmo desempenho do exercício anterior, embarcando 5,0 milhões de toneladas no Terminal Integrador Portuário Luiz Antônio de Mesquita (Tiplam).

A safra 2024/2025 foi marcada por desafios climáticos, que impactaram no volume da produção da commodity no Centro-Sul brasileiro. Tais efeitos ocasionaram uma maior compactação do açúcar, o que representa um grande desafio logístico, por dificultar o desembarque do produto. Para solucionar a questão, a VLI investiu na cocriação de soluções inovadoras com seus clientes, como a adoção do uso de socadores pneumáticos para auxiliar na descarga dos vagões, a adoção de um tempo de descanso mínimo nos Terminais Integradores de Guará (TIGU) e Uberaba (TIUB), aspersão nos armazéns (aplicação de partículas de água no produto para equilíbrio de temperatura), entre outros.

“O resultado expressivo que obtivemos na safra 2024/2025, mesmo com um volume produzido de açúcar menor no Centro-Sul brasileiro, é fruto de nossa capacidade para desenvolver soluções operacionais e estratégicas inovadoras, sempre com o olhar atento às necessidades de negócio de nossos clientes. Ao trabalharmos lado a lado, superamos os desafios e alcançamos uma nova marca histórica na Ferrovia Centro-Atlântica, uma ferrovia de características singulares, na qual a VLI possui expertise para extrair o máximo em eficiência, contribuindo com os fluxos dos nossos clientes e a economia do Brasil”, afirma Marcelo Cardoso, diretor de operações do Corredor Sudeste da VLI.

As soluções logístico-estratégicas propostas pela VLI viabilizaram impactos positivos no negócio dos clientes que utilizam o Tiplam para a exportação de açúcar. A Czarnikow, por exemplo, aumentou seus carregamentos no terminal em 32% em relação ao volume movimentado na safra 2023/2024.

Corredor Sudeste da FCA

O corredor Sudeste da Ferrovia Centro-Atlântica é um sistema logístico de alta eficiência, que atende fluxos de importação e de exportação por meio do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita, o Tiplam. Sua área de cobertura abrange estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal, movimentando açúcar, grãos e fertilizantes, majoritariamente.

A estrutura do corredor também inclui dois terminais integradores, em Uberaba (MG) e Guará (SP), onde é feito o transbordo da carga para o sistema ferroviário. Além da alta eficiência ofertada aos clientes, o Tiplam também gera impactos positivos na região da Baixada Santista, uma vez que todos os seus fluxos de exportação são feitos por ferrovia, contribuindo para o trânsito e o ambiente da região, uma vez que o modal ferroviário é até nove vezes menos intensivo que o rodoviário na emissão de CO² na atmosfera.

Fonte: Datamar News

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