Portos

Por que concessão de porto em SC foi prorrogada até 2061

A delegação do Porto de São Francisco do Sul ao governo de Santa Catarina foi prorrogada e vai se estender até 2061. São mais 25 anos de concessão ao Estado a partir de 2036, quando venceria o atual prazo, assinado na prorrogação anterior, válida desde 2011. A portaria, assinada pelo Ministério dos Portos e governo do Estado, além da Antaq e SCPar, foi publicada nesta semana. A ampliação do prazo tem a ver com a modelagem para o aprofundamento do canal externo da baía da Babitonga.

O Porto de São Francisco do Sul é delegado pela União ao governo do Estado desde a fundação, em 1955. Desde 2017, a gestão está com a SCPar, também ligada ao Estado. A nova prorrogação, agora confirmada, começou a ser tratada no ano passado, quando foi definida a modelagem para bancar o aprofundamento do canal da Babitonga, em acesso aos portos de São Francisco do Sul e Itapoá.

Pela modelagem montada para custear a dragagem do canal, o que permitirá o acesso de cargueiros de maior porte, o Porto Itapoá banca as obras por meio de antecipação das tarifas portuárias pagas ao Porto de São Francisco do Sul, a autoridade portuária no complexo. A “devolução” ocorrerá em torno de 12 anos, a partir da realização das obras. A dragagem, ainda a ser licitada, deve começar em 2025.

O Porto Itapoá bancará as obras por meio de antecipação das tarifas portuárias pagas ao Porto de São Francisco do Sul, a autoridade portuária no complexo. A “devolução” ocorrerá em torno de 12 anos, a partir da realização das obras. A dragagem, com custo de R$ 324 milhões, já foi licitada e está em fase de projeto executivo, com início das obras até o começo de 2026. O prazo maior da delegação dá mais segurança ao convênio entre os dois portos, afinal, até o final do contrato, a autoridade portuária, o Porto de São Francisco do Sul, será a mesma.

Fonte: NSC Total

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Portos

Porto de São Francisco do Sul – Tempo de espera dos navios de fertilizantes cai 70%

Maior porto de Santa Catarina em movimentação de cargas, São Francisco do Sul reduziu em 70%, este ano, o tempo de espera das embarcações para o descarregamento de fertilizantes.

O resultado foi obtido graças à edição de uma norma interna da diretoria do Porto, em abril, a pedido do governador Jorginho Mello, que deu preferência de atracação para os navios com fertilizantes, num dos berços do terminal.

Assim, de acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o tempo de espera, que em março chegava a 28 dias, diminuiu para oito dias em junho.

Com essa mudança, o terminal portuário do Norte catarinense ficou mais rápido que o vizinho Porto de Paranaguá, que em junho demorou 12 dias para desembarcar um navio de fertilizantes.

Até o mês de agosto, o desembarque de fertilizantes pelo porto do Norte catarinense alcançou 1,8 milhão de toneladas, o que representa 7% do total importado pelo país.

O produto, que é utilizado para melhorar a produtividade e a qualidade da agricultura, tem como principais provedores a Rússia, Canadá e China, além de Estados Unidos e Marrocos. O restante dos fertilizantes é originário de países do Oriente Médio, como Israel, Omã, Arábia Saudita e Irã.

Para o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, a redução no tempo de espera dos navios assegura a diminuição dos custos de toda a cadeia logística envolvida com fertilizantes. “A medida tem impacto positivo no agronegócio catarinense e brasileiro, já que nosso porto é uma das principais portas de entrada do adubo no país”.

Homenagem
Graças à relevante parceria na importação de fertilizantes, a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro) homenageou o Porto de São Francisco, nesta segunda-feira, 8, durante uma sessão solene na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, que comemorou os 50 anos da entidade.

O presidente Cleverton Vieira recebeu uma placa em “reconhecimento aos relevantes serviços prestados à Fecoagro e ao desenvolvimento do agronegócio e do cooperativismo agropecuário em Santa Catarina”.

Fertilizante x Agrotóxico
Os fertilizantes, que não pertencem à família dos agrotóxicos, são nutrientes utilizados na agricultura para fortalecer o solo e conseguir ganho na produtividade. Eles são essenciais para as plantações de milho, soja, arroz e trigo. O adubo em pequenas bolinhas (similar às de isopor) é produzido artificialmente em fábricas, que fazem a mistura de elementos minerais como nitrogênio, fósforo, calcário e potássio.

A partir da diretriz do governador Jorginho Mello para que o Porto atenda adequadamente a todos os segmentos de carga, fizemos uma revisão da regra de atracação atribuindo preferência aos navios que descarregam fertilizantes.
Isso assegurou a redução de custos para toda a cadeia logística, já que a partir da nova regra estes navios estão ficando menos tempo na espera.

Fonte: Porto de São Francisco do Sul

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Portos

Porto de Itajaí conecta Santa Catarina ao mundo na exportação de frango congelado

Terminal é a principal porta de saída do frango congelado de Santa Catarina para mais de 120 países

Santa Catarina tem no agronegócio uma de suas maiores forças econômicas e, dentro desse setor, a avicultura ocupa papel central. Inserido na região Sul, principal polo produtor de carne de frango do país, o estado se destaca tanto no Brasil quanto no exterior. Nesse cenário, o Porto de Itajaí se consolida como elo estratégico, permitindo que a proteína catarinense alcance mercados em diferentes continentes.

O frango catarinense que deixa o Porto de Itajaí abastece mercados de diferentes continentes. Hoje, mais de 120 países recebem carne de frango do estado. Em 2025, os principais destinos foram Países Baixos, Arábia Saudita, China e Japão; mercados exigentes e diversificados, que confirmam a qualidade da produção brasileira e a importância do terminal como porta de saída para o comércio global de alimentos.

De janeiro a julho deste ano, as exportações de Santa Catarina somaram mais de R$ 37,8 bilhões (US$ 6,95 bilhões), com movimentação de 5,49 milhões de toneladas.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destaca a importância do terminal para Santa Catarina e para o Brasil. “O Porto de Itajaí é fundamental para a economia de milhares de famílias catarinenses, que vivem da produção agroindustrial, e estratégico para a logística nacional. Desde que reassumimos a gestão, nosso compromisso tem sido garantir investimentos e previsibilidade para operadores e exportadores. Os resultados já estão aparecendo”.

A principal força da avicultura de Santa Catarina está no Oeste do estado, responsável por cerca de 80% da produção de frangos e suínos. É ali que se concentram as principais unidades de abate, localizadas a distâncias que variam entre 380 km e 680 km do Porto de Itajaí, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), com dados sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), do estado de Santa Catarina.

O trajeto até o litoral se dá principalmente pelas rodovias federais BR-282 e BR-470, por onde circulam diariamente caminhões frigoríficos carregados. Esse fluxo constante de cargas garante que a produção chegue ao porto mantendo o rigor da cadeia de frio, condição essencial para atender às exigências sanitárias e de qualidade dos mercados internacionais.

Empregos e impacto social

São mais de 90 mil empregos diretos nas agroindústrias de carnes e quase 20 mil produtores integrados à produção primária. Quando somados os indiretos – em transporte, insumos e serviços associados –, centenas de milhares de pessoas dependem dessa cadeia produtiva em todo o estado.

Cada contêiner embarcado em Itajaí carrega também o esforço de milhares de famílias que transformaram a avicultura em motor de desenvolvimento econômico e social.

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos, responsável pela gestão atual do complexo, entre janeiro e julho de 2025, o porto embarcou 7.713 contêineres de frango congelado, totalizando 243.984 toneladas. O produto representou quase 20% de todos os contêineres movimentados no período, consolidando-se como a principal commodity de Itajaí.

Esse protagonismo reforça o papel do terminal como hub especializado na exportação de carnes, especialmente de frango congelado, produto que responde por 60% das exportações da avicultura catarinense.

Modernização e fortalecimento

O desempenho do Porto de Itajaí em 2025 está associado não apenas à força produtiva do Oeste catarinense, mas também ao processo de reorganização conduzido pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). Após período de paralisação em 2022, o terminal voltou a ser administrado pelo Governo Federal em janeiro de 2025, quando registrou retomada histórica: entre janeiro e junho foram movimentadas 1,859 milhão de toneladas, contra 104,1 mil no mesmo período do ano anterior.

Para sustentar essa trajetória, o MPor anunciou investimentos de R$ 689 milhões até 2026 em obras de infraestrutura, como dragagem, readequação do Molhe de Navegantes, obras na Bacia de Evolução, reforço de energia, entre outras melhorias que impactam diretamente a logística de contêineres refrigerados. Até 2030, o pacote de modernização deve alcançar R$ 844 milhões, incluindo a construção de um píer para cruzeiros.

Outro passo importante foi a criação de um Grupo Técnico de Trabalho encarregado de estruturar a futura Autoridade Portuária própria de Itajaí (Companhia Docas), que dará autonomia administrativa ao complexo. A medida representa maior previsibilidade e segurança para operadores, arrendatários e exportadores que dependem do terminal.

Além da logística

Mais do que uma estrutura de embarque, o Porto de Itajaí simboliza a ligação entre o interior produtivo de Santa Catarina e consumidores de diferentes partes do mundo. Cada navio que parte do terminal carrega não apenas frango congelado, mas também o resultado de décadas de trabalho e investimento em uma cadeia produtiva que gera emprego, renda e reconhecimento internacional para o Brasil.

Com a modernização em curso e a consolidação de sua gestão, Itajaí se projeta não apenas como um porto estratégico para a avicultura catarinense, mas como um ator central no esforço de posicionar o Brasil entre os líderes mundiais da produção e exportação de alimentos.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio Exterior, Negócios, Portos

O HSBC projeta um impacto de US$ 2,1 bilhões em 2026 para a COSCO e a OOCL devido ao novo regime de tarifas portuárias

A COSCO Shipping e sua subsidiária listada em Hong Kong, OOIL/OOCL, podem enfrentar uma conta combinada de pouco mais de US$ 2,1 bilhões em 2026 sob o novo regime de tarifas portuárias que mira o transporte marítimo ligado à China, de acordo com modelagem feita pela equipe de pesquisa em ações do HSBC.

Os analistas estimam a exposição da COSCO em cerca de US$ 1,5 bilhão e da OOCL em aproximadamente US$ 654 milhões para 2026. O cenário considera um custo equivalente a US$ 600 por FEU em um navio de 10.000 TEUs — descrito como pouco mais de um quarto da tarifa spot mais recente entre Xangai e a Costa Oeste dos EUA — e contabiliza 86 navios operados pela COSCO que escalaram portos dos EUA em 1º de agosto de 2025. As medidas do USTR, finalizadas em abril, definiram um período de carência de seis meses a US$ 0 antes do início das cobranças em 14 de outubro de 2025.

A partir dessa data, operadores chineses pagarão por tonelada líquida em cada viagem aos EUA, enquanto operadores não chineses usando navios construídos na China pagarão o valor mais alto entre a taxa por tonelada líquida ou por contêiner — ambas aumentando anualmente até 2028. Cada embarcação pode ser tarifada no máximo cinco vezes por ano.

Embora o arcabouço já esteja definido, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) ainda está estabelecendo os mecanismos de arrecadação, e o setor espera orientações adicionais antes do lançamento. O HSBC enquadra o impacto como desigual entre as companhias: transportadoras não chinesas podem, em grande parte, escapar do regime implantando navios não construídos na China em suas rotas para os EUA.

Em contraste, espera-se que a COSCO e a OOCL arquem com a maior parte da exposição nos serviços transpacificos e transatlânticos, a menos que reorganizem a capacidade.

Ambas as transportadoras já começaram a se ajustar. A OOCL lançou no mês passado um novo circuito Ásia–México (TLP8), com a primeira viagem em 20 de agosto, oferecendo escalas diretas em Ensenada e Manzanillo, além de transbordo via Yokohama. Comunicados de mercado também destacaram um circuito expresso Ásia–México (WSA8/TLP8) em parceria com a COSCO, empregando sete navios entre 3.300 e 4.300 TEUs. A COSCO já operava um serviço México Expresso desde 2024 e vem aumentando a capacidade para a América Latina. A OOIL, controladora da OOCL, reconheceu o risco da nova política nos resultados intermediários do mês passado: “As tarifas adicionais aplicadas pelos EUA a transportadoras chinesas terão um impacto relativamente grande no Grupo”, afirmou a empresa.

A COSCO Shipping é uma operadora de transporte marítimo de contêineres que participa de serviços em aliança e tem expandido a capacidade em rotas para a América Latina, incluindo o México Expresso lançado em 2024.

A OOIL é a empresa controladora da marca de navegação OOCL.

Fonte: Port News

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Portos

Complexo Portuário do Pecém ganha terminal de cargas frias

O novo empreendimento do grupo suíço Fracht AG, poderá abrigar até 174 mil toneladas por ano

O governador do Ceará Elmano de Freitas anunciou um terminal de cargas frias no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. O novo empreendimento do grupo suíço Fracht AG poderá abrigar até 174 mil toneladas por ano de cargas resfriadas, congeladas e secas.

Por meio das redes sociais, o governador comemorou o fortalecimento de parcerias que geram desenvolvimento para o Ceará. “O Ceará segue avançando com mais um grande empreendimento. Em reunião com a diretoria do grupo suíço Fracht AG, fortalecemos parcerias e incentivos. A empresa inaugura hoje o terminal que vai integrar rodovia, porto e, em breve, ferrovia, com a chegada da Transnordestina, tornando o Ceará ainda mais forte como hub logístico do Nordeste”, pontuou.

O gestor estadual ainda ressaltou o impacto do empreendimento na geração de emprego. “Com capacidade para 174 mil toneladas/ano de cargas secas, resfriadas e congeladas, o armazém frigorífico do Ceará será responsável pela geração de 480 empregos diretos e indiretos. É mais desenvolvimento e oportunidade para os cearenses”, ressaltou.

O inédito terminal multimodal de cargas com soluções logísticas para cargas frias vai reforçar o processo logístico das empresas que produzem ou movimentam cargas resfriadas, como frutas e congeladas, como aves, carnes e peixes. O empreendimento ainda conta com monitoramento remoto, em tempo real, da temperatura das cargas. Para a instalação no Complexo do Pecém, foram investidos aproximadamente R$ 105 milhões, onde o mesmo foi projetado para oferecer uma cadeia de serviços completa: frete marítimo, despacho aduaneiro, armazenagem e transporte.

De acordo com o diretor-geral da Fracht Log, Thiago Abreu, a multinacional suiça, viu, no Ceará, um estado estratégico. “O Grupo Fracht AG é um grupo multinacional de origem suíça e enxerga o Ceará como um estado estratégico para o desenvolvimento dos seus negócios no Brasil e na América do Sul. Por isso, o grupo percebeu a oportunidade de erguer um empreendimento inédito nessa região do país: o mais moderno terminal de cargas frias do Ceará. Uma solução logística integrada aos modais rodoviário e marítimo, e muito em breve ao modal ferroviário, com a chegada da Transnordestina ao Pecém”, afirmou.

“Esse é um empreendimento que fortalece a competitividade das empresas importadoras e exportadoras, amplia as oportunidades de negócios no mercado interno nacional e reafirma o papel do Estado do Ceará como protagonista no cenário logístico brasileiro, sem abrir mão da sustentabilidade”, concluiu o diretor-geral da Fracht Log.

O presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, comemorou a chegada o novo empreendimento. “É com muita alegria que a gente presencia a entrega desse equipamento tão importante, com uma capacidade tão significativa de armazenamento, que vai agregar muita na logística do nosso Complexo e também do nosso Estado. Vai consolidar ainda mais o Pecém e o Ceará como um hub de logístico do nosso País”, finalizou.

Fonte: Modais em Foco

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Portos, Sustentabilidade

Porto sem Papel já evitou o corte de 30 mil árvores e a emissão de 72 mil toneladas de CO₂

Desde 2011, digitalização dos processos portuários gera ganhos ambientais e fortalece o compromisso do Brasil com a sustentabilidade

O Programa Porto sem Papel (PSP), iniciativa do Governo Federal coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, já acumula resultados expressivos no campo da sustentabilidade. Desde a sua criação, a digitalização dos processos portuários permitiu evitar o uso de aproximadamente 342,8 milhões de folhas de papel, o que equivale a 1.579 toneladas. O impacto representa a preservação estimada de 30,6 mil eucaliptos, reforçando o compromisso do setor portuário brasileiro com práticas mais sustentáveis.

Criado para reduzir a burocracia nos portos, o Porto sem Papel unifica em uma plataforma digital única todas as informações necessárias para a atracação e operação das embarcações. Antes, a rotina exigia a entrega de diversos formulários físicos a diferentes órgãos anuentes. Hoje, com a centralização dos dados, armadores e agentes de navegação podem iniciar o preenchimento do Documento Único Virtual (DUV) ainda durante a viagem do navio, antes da atracação. Esse procedimento garante maior previsibilidade, acelera a liberação e reduz o tempo de permanência das embarcações nos portos.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o Porto sem Papel é um marco na modernização do setor portuário e destacou que a digitalização dos processos traz ganhos de eficiência ao mesmo tempo em que reforça o compromisso do Brasil com a sustentabilidade. “Estamos mostrando que é possível modernizar o setor, reduzir burocracia e, ao mesmo tempo, contribuir para a preservação do meio ambiente”, disse.

Essa agilidade tem reflexos diretos na sustentabilidade: além da expressiva economia de papel, a digitalização também contribui para a diminuição do tempo de espera dos navios, o que impacta na redução do consumo de combustível e das emissões de gases do efeito estufa. Entre 2013 e 2024, o sistema evitou a liberação de cerca de 72 mil toneladas de CO₂ na atmosfera, resultado da maior eficiência operacional.

Para Antonio Teixeira, gerente de operações do GAC, empresa internacional de logística marítima com atuação no Brasil, o programa mudou a lógica de trabalho no setor. Segundo ele, hoje é possível preencher até 90% da documentação antes mesmo da chegada da embarcação, o que reduz o tempo de liberação de quatro ou cinco horas para até duas horas em alguns casos. “O Porto sem Papel é uma ferramenta absurdamente benéfica. Só vem melhorando e se consolidando como uma das melhores mudanças do setor nos últimos anos”, afirmou.

Ele destaca ainda que os benefícios vão além do aspecto ambiental. “Antes era preciso imprimir pilhas de papel e se deslocar até os órgãos. Hoje, tudo pode ser feito do escritório ou até em home office, algo impensável antes. Isso reduz deslocamentos, custos e até o estresse do trabalho”, acrescentou.

Na avaliação de Teixeira, o Porto sem Papel se tornou também sinônimo de qualidade de trabalho e de vida, além de ampliar a eficiência para quem utiliza corretamente o sistema.

Com resultados crescentes, a iniciativa se consolida como um dos principais marcos da modernização do sistema portuário brasileiro, alinhando competitividade com responsabilidade socioambiental.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Notícias, Portos

Dezenas de contêineres caem no mar em porto na Califórnia; vídeo

Algumas das caixas de 12 metros de comprimento estavam começando a submergir no mar, enquanto outras permaneciam flutuando, empilhadas umas sobre outras

Dezenas de contêineres de carga caíram de um navio atracado em um porto da Califórnia nesta terça-feira, interrompendo as operações no terminal de embarque. Vídeos mostram o momento em que os contêineres caíram como dominós de um enorme navio enquanto enormes guindastes de carga se moviam sobre ele no Porto de Long Beach, perto de Los Angeles.

Imagens aéreas mostram vários contêineres amassados ​​após caírem sobre o que parece ser uma embarcação de apoio. Vários reboques de contêineres também podem ser vistos cercando o Mississippi, de bandeira portuguesa.

Ainda não se sabe o que há dentro dos contêineres, mas jornalistas no terminal relataram ter visto sapatos e roupas flutuando na água. Algumas das caixas de 12 metros de comprimento estavam começando a submergir no mar, enquanto outras permaneciam flutuando, empilhadas umas sobre as outras.

Vários contêineres estavam pendurados precariamente na lateral do navio. A Guarda Costeira informou que pelo menos 67 contêineres caíram no mar por volta das 9h, horário local, mas ninguém ficou ferido no incidente.

“As operações de carga foram temporariamente suspensas no terminal enquanto os trabalhadores trabalham para proteger os contêineres”, disse Art Marroquin, porta-voz do porto.

O Porto de Long Beach é um dos mais movimentados dos Estados Unidos, movimentando cerca de US$ 300 bilhões em mercadorias anualmente, de acordo com seu website. É um dos terminais mais importantes para mercadorias da Ásia e se conecta a mais de 200 portos ao redor do mundo.

Fonte: O Globo
Vídeo: ABC7 News Bay Area

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Portos

Trabalhador cai na água durante incidente com navio no Porto de Itajaí

* Porto de Itajaí informa ocorrência controlada na JBS Terminais sem feridos graves”

Na madrugada desta terça-feira (9), por volta das 5h20, durante a operação do navio MV EUROPE no berço 2 da JBS Terminais, a embarcação abriu do cais em razão da correnteza. A operação foi imediatamente paralisada e dois rebocadores foram acionados para apoio.

No intervalo da suspensão das atividades, um TPA – trabalhador portuário avulso – estivador, caiu na água  ao descer pela escada do navio. Ele foi resgatado rapidamente, recebeu atendimento no local e, segundo avaliação do OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra), o trabalhador encontra-se bem, sem ferimentos graves, e está apto a retornar às atividades.

Às 7h15, com apoio dos rebocadores, o navio foi reaproximado ao cais, a escada foi reposicionada e a situação foi normalizada sem maiores impactos.

De acordo com o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, todos os protocolos de segurança foram seguidos e a prioridade da Autoridade Portuária é garantir a integridade dos trabalhadores.

Fonte: Porto de Itajaí

Imagem: Ilustrativa/RêConecta News

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Comércio Exterior

FIESC propõe redução temporária de taxas portuárias a exportadoras durante tarifaço

Em documento enviado aos administradores da Portonave e do Porto de Itajaí, entidade destaca impacto negativo das tarifas de 50% impostas pelos EUA às exportadoras e cita corte de empregos

Num esforço para minimizar os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, a Federação das Indústrias (FIESC), enviou ofício aos superintendentes da Portonave e do Porto de Itajaí sugerindo a redução de tarifas portuárias. A iniciativa é uma das medidas do desTarifaço, programa de apoio aos exportadores desenvolvido pelas entidades da FIESC.

“O chamado “tarifaço” têm exigido redução substancial dos preços de vendas e renegociação com os clientes com o objetivo de manter este mercado, que é estratégico, e que foi conquistado e consolidado com muito esforço ao longo de anos”, argumenta o presidente da FIESC, Gilberto Seleme. “A situação exige um esforço conjunto em todas as instâncias relacionadas ao tema, para mitigar os efeitos negativos para o País e Santa Catarina”, acrescenta.

A FIESC destaca que, diante do momento crítico, especialmente para setores como o de madeira e móveis, a concessão de incentivos como descontos temporários nas taxas de vistoria de container (scanner) e a ampliação do prazo de “free time” podem dar um alívio aos exportadores para manter custos competitivos no mercado externo.

A Federação também pede contribuições dos terminais para identificar medidas relacionadas aos órgãos auxiliares e intervenientes do Comércio Exterior que permitam a redução dos custos das operações.

Os setores de madeira e móveis exportaram em 2024 cerca de US$ 1,6 bilhão. Empregam mais de 70 mil trabalhadores, congregando cerca de 6 mil estabelecimentos. O mercado norte-americano é o principal destino das exportações do setor de madeira e de móveis catarinenses, representando cerca de 50% da destinação das vendas externas.

Embora foque principalmente na cadeia florestal, a Federação pede para que as medidas também sejam avaliadas para outros setores, colocando-se à disposição para apresentar as justificativas.

No documento, a FIESC lembrou o fechamento de 581 vagas de trabalho em julho de 2025 só no setor de madeira e móveis, um dos mais impactados pelo aumento das tarifas, dada a exposição ao mercado norte-americano.


Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Portos

Portos do Paraná registram maior movimentação de agosto da série histórica

Exportações de milho crescem 1.043% e impulsionam resultado positivo

A movimentação de cargas nos portos paranaenses atingiu, em agosto de 2025, o maior volume já registrado para o mês, de acordo com a média histórica. Conforme relatório mensal da Diretoria de Operações, foram movimentadas 7.077.439 toneladas de produtos exportados e importados, número 3% superior ao de agosto de 2024.

No acumulado entre janeiro e agosto, o resultado é ainda mais expressivo: 48.648.592 toneladas, um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior que atingiu 46.367.569 toneladas.

“Esse crescimento no envio e recebimento de cargas ocorre graças aos investimentos que estamos fazendo na infraestrutura, à gestão e ao planejamento de trabalho iniciados em 2019”, ressalta Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

Segundo as estatísticas da empresa pública, o volume médio de cargas nos portos de Paranaguá e Antonina deve permanecer próximo das 6 milhões toneladas até dezembro, o que abre espaço para que a movimentação anual supere o recorde anterior. A expectativa é atingir a marca de 70 milhões de toneladas em dezembro de 2025.

Destaques de agosto

O milho foi o principal produto do mês, com 833.052 toneladas embarcadas — alta de 1.043% em relação a agosto de 2024 (72,9 mil toneladas). No acumulado do ano, o crescimento foi de 261%, passando de 581,7 mil toneladas em 2024 para 2,09 milhões em 2025. O milho representou 12% da movimentação de agosto e 13% do total anual.

A safra recorde brasileira e o surgimento de novos compradores internacionais favoreceram esse aumento significativo nas exportações.

As cargas conteinerizadas apresentaram alta de 11%, passando de 787,8 mil toneladas (ago/24) para 875,6 mil toneladas (ago/25).

Outros produtos também registraram alta nas exportações em agosto, como óleo vegetal, com aumento de 19% na comparação com o mesmo mês de 2024. No acumulado, a alta foi de 50%.

O envio de derivados de petróleo aumentou 74% em relação ao ano anterior, e a celulose cresceu 58% em agosto, acumulando 24% a mais no período anual.

Já o açúcar ensacado apresentou elevação de 7%. As vendas externas, que estavam estagnadas em razão da baixa produção de cana-de-açúcar causada por intempéries climáticas, começam a se reposicionar no mercado.

Importações

O volume total de produtos importados se manteve estável em agosto frente a 2024, mas apresentou alta de 5% no acumulado do ano.

“O desempenho demonstra equilíbrio entre exportações e importações. Esse avanço está diretamente ligado à infraestrutura portuária, como o aumento de calado, que permite maior carregamento nos navios”, explica Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias.

O desembarque de componentes para a produção de solventes e derivados de petróleo teve bom desempenho em agosto, com altas de 34% e 16%, respectivamente.

A cevada soma, no acumulado de 2025, um crescimento de 87%. A forte demanda está associada às indústrias cervejeiras e a uma grande maltaria instalada na região dos Campos Gerais.

Situação semelhante ocorreu com os fertilizantes, que registraram recuo em agosto, mas acumularam alta de 10% no ano, representando 16% de todas as importações.

Balança cambial

Apesar das oscilações do dólar, a balança cambial se manteve estável em relação ao mesmo período de 2024 devido a grande safra brasileira e a demanda internacional. Em alguns momentos, a leve valorização do Real frente ao Dólar, acabou amenizando a diferença entre o preço pago pelo produto e a expectativa dos produtores

Fonte: Portos do Paraná

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