Agronegócio

Abate de bovinos no Brasil chega a 2,44 milhões em junho, com Mato Grosso na liderança

O abate de bovinos no Brasil manteve ritmo elevado em junho de 2026. Dados do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF), vinculado ao Ministério da Agricultura, mostram que os frigoríficos sob inspeção federal processaram 2,44 milhões de cabeças em todo o país durante o mês.

O desempenho reforça a força da pecuária brasileira, embora os números revelem cenários distintos entre os principais estados produtores.

Mato Grosso concentra maior volume de abates

Principal produtor nacional de carne bovina, Mato Grosso liderou o ranking com 551,7 mil bovinos abatidos em junho.

Na sequência aparecem Goiás, com 301,8 mil cabeças, e Mato Grosso do Sul, que registrou 286,2 mil animais enviados aos frigoríficos.

O grupo dos maiores produtores ainda inclui São Paulo, com 265,9 mil bovinos abatidos, seguido por Rondônia, com 257,6 mil, e Pará, que contabilizou 220,9 mil cabeças.

Somados, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul responderam por mais de 1,13 milhão de animais abatidos, praticamente metade de todo o volume registrado pelo sistema federal no período.

Mato Grosso registra semestre recorde

Além da liderança mensal, Mato Grosso também alcançou um desempenho histórico no acumulado do ano.

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que, entre janeiro e junho, o estado abateu 3,65 milhões de bovinos, crescimento de 3,58% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e o maior volume já registrado para um primeiro semestre.

O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento no abate de machos, que cresceu 13,05% e atingiu 1,81 milhão de cabeças. Já o processamento de fêmeas recuou 4,26%, totalizando 1,85 milhão de animais.

Segundo o instituto, esse movimento reflete uma nova fase do ciclo pecuário, marcada pela menor participação de matrizes nos frigoríficos e maior disponibilidade de animais terminados para o mercado.

Outro fator que sustentou a atividade foi a demanda internacional, especialmente da China, que intensificou as compras antes do preenchimento da cota tarifária destinada às exportações brasileiras.

Para o segundo semestre, no entanto, o mercado deverá acompanhar os efeitos da redução desse ritmo de embarques, além da expectativa de menor oferta de animais prontos para o abate.

Mato Grosso do Sul apresenta retração

Ao contrário de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul registra sinais de desaceleração na atividade.

Dados acompanhados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) mostram que os frigoríficos com inspeção federal abateram 275 mil bovinos em maio, praticamente o mesmo volume observado em abril, mas 4,8% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

Nos cinco primeiros meses de 2026, o estado acumulou 1,38 milhão de cabeças abatidas, representando uma queda de 4,4% na comparação anual.

A redução também atingiu o abate de fêmeas, que somou 636,9 mil animais entre janeiro e maio, retração de 4,3%. As vacas responderam por cerca de 46% de todo o volume processado no período.

Segundo a entidade, a menor oferta de animais está relacionada, entre outros fatores, à retenção de matrizes pelos pecuaristas, movimento característico de determinadas fases do ciclo da pecuária.

Rio Grande do Sul também reduz ritmo dos frigoríficos

No Rio Grande do Sul, os dados do Fundesa apontam perda de intensidade na atividade industrial ao longo do primeiro semestre.

O número de bovinos abatidos caiu de 171,5 mil cabeças em março para 144,3 mil em junho. A média diária de processamento também apresentou recuo, passando de 7.966 animais em abril para 6.870 em junho.

O comportamento do mercado gaúcho difere do observado no Centro-Oeste, refletindo uma oferta mais restrita de animais e ajustes realizados pelos frigoríficos diante das condições atuais do setor.

Mercado acompanha diferentes fases do ciclo pecuário

Embora o abate de bovinos siga elevado no cenário nacional, os indicadores mostram que cada região atravessa momentos distintos do ciclo pecuário.

Enquanto estados como Mato Grosso mantêm oferta elevada e forte demanda das indústrias, outras regiões registram menor disponibilidade de animais e redução na atividade dos frigoríficos, cenário que pode influenciar o comportamento da produção e dos preços da carne bovina ao longo dos próximos meses.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Matta

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Exportação

Brasil endurece regras para exportação de carne à União Europeia e exige novos controles sanitários

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou novas exigências para a certificação de produtos de origem animal destinados à União Europeia. A medida atende às normas adotadas pelo bloco europeu sobre o uso de antimicrobianos na produção pecuária e altera os critérios para emissão dos certificados sanitários internacionais.

As determinações estão previstas no Ofício-Circular nº 24/2026/CGCOA/DIPOA/SDA/MAPA, encaminhado aos serviços oficiais de inspeção e aos estabelecimentos habilitados para exportação. A partir de 3 de setembro de 2026, somente poderão ser certificados os produtos que comprovarem conformidade com a legislação europeia.

Exportadores terão de comprovar rastreabilidade e conformidade

Com as novas regras, frigoríficos e demais empresas exportadoras deverão manter sistemas de controle auditáveis que comprovem a elegibilidade de animais, matérias-primas e insumos utilizados na produção.

Entre as exigências estão registros de rastreabilidade, documentação que ateste a conformidade dos produtos, mecanismos para separar lotes aptos e não aptos à exportação e procedimentos para bloquear cargas que deixarem de atender aos critérios estabelecidos. A fiscalização oficial ficará responsável por verificar a implantação e a eficiência desses controles durante as auditorias.

As mudanças têm como base o Regulamento Delegado (UE) 2023/905 e o Regulamento de Execução (UE) 2022/1255, que impedem a entrada no mercado europeu de animais e produtos oriundos de sistemas que utilizem antimicrobianos para promoção de crescimento ou medicamentos considerados críticos para a medicina humana.

Impacto varia entre os setores da produção animal

As novas exigências abrangem carnes, ovos, mel, pescado, aquicultura e outros produtos de origem animal, mas os efeitos deverão ser diferentes em cada cadeia produtiva.

Nos setores de aves, ovos e aquicultura, o MAPA passa a exigir programas documentados de qualificação e monitoramento dos fabricantes de alimentação animal utilizados nos lotes destinados à União Europeia. Também será necessária a comprovação de que esses fornecedores estejam devidamente registrados junto ao ministério.

Nas integrações avícolas, boletins sanitários e registros dos programas de alimentação passam a integrar a documentação sujeita à fiscalização oficial.

Já na bovinocultura, a adaptação tende a ser mais desafiadora devido ao longo ciclo de produção. A certificação exigirá documentação que demonstre que o animal permaneceu em conformidade com as normas europeias durante toda a sua vida produtiva, reforçando a necessidade de sistemas robustos de rastreabilidade desde a cria até o abate.

Fiscalização passa a avaliar programas de autocontrole

Outra mudança importante é a ampliação das responsabilidades das empresas exportadoras. A fiscalização deixará de concentrar sua análise apenas na etapa final de processamento e passará a avaliar os programas de autocontrole adotados pelos estabelecimentos.

O Serviço Oficial deverá verificar se esses procedimentos são suficientes para assegurar a manutenção da elegibilidade sanitária dos produtos destinados ao mercado europeu, analisando sua adequação, implementação e efetividade.

O documento também informa que os mesmos critérios servirão de base para as exportações ao Reino Unido enquanto permanecerem em vigor requisitos equivalentes relacionados ao uso de antimicrobianos, embora não existam novas restrições sanitárias impostas pelas autoridades britânicas neste momento.

Adequação acompanha mudanças na legislação europeia

As novas orientações fazem parte do processo de adequação do Brasil às recentes mudanças regulatórias promovidas pela União Europeia. Em maio, o bloco atualizou a relação de países autorizados a oferecer garantias sobre o controle de antimicrobianos na produção animal e estabeleceu prazo até setembro para adaptação dos sistemas de certificação.

Antes disso, o governo brasileiro já havia publicado a Portaria SDA nº 1.617/2026, proibindo o uso de antimicrobianos como aditivos melhoradores de desempenho animal. A medida integra o alinhamento da legislação nacional às normas internacionais voltadas ao combate da resistência antimicrobiana.

Segundo o MAPA, a emissão dos certificados sanitários internacionais, a partir de 3 de setembro de 2026, dependerá da comprovação de que os produtos atendem integralmente às exigências previstas pela legislação europeia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: IA

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Exportação

Indonésia impulsiona exportações de miúdos bovinos e se torna segundo maior mercado do Brasil

Menos de um ano após a liberação das exportações, a Indonésia já ocupa a segunda posição entre os principais compradores de miúdos bovinos brasileiros, ficando atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil embarcou mais de 12 mil toneladas do produto para o país asiático, movimentando cerca de US$ 19,5 milhões.

O desempenho reflete o potencial de consumo do mercado indonésio, que conta com mais de 284 milhões de habitantes e apresenta demanda crescente por proteínas de origem animal.

Mercado indonésio amplia oportunidades para a carne bovina brasileira

Os números do comércio internacional ajudam a explicar a rápida ascensão da Indonésia como destino estratégico para os subprodutos bovinos do Brasil. Apenas em 2025, o país importou mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos de diversos fornecedores globais, gerando negócios superiores a US$ 150 milhões.

A abertura desse mercado criou novas oportunidades para a indústria frigorífica brasileira, que busca ampliar sua participação em segmentos com elevado potencial de consumo no exterior.

Exportações brasileiras mantêm trajetória de expansão

O Brasil segue como um dos principais exportadores mundiais de miúdos bovinos. Entre janeiro e maio deste ano, os embarques destinados a 117 países ultrapassaram 106 mil toneladas, resultando em receitas de aproximadamente US$ 256 milhões.

No acumulado de 2025, o volume exportado superou 267 mil toneladas, com faturamento acima de US$ 605 milhões, demonstrando a relevância crescente desse segmento para a cadeia da carne bovina brasileira.

Habilitação de frigoríficos ampliou acesso ao mercado

A autorização para exportação de miúdos bovinos à Indonésia foi concedida em agosto de 2025. Logo no mês seguinte, 17 frigoríficos brasileiros passaram a integrar a lista de unidades habilitadas, elevando para 38 o total de estabelecimentos autorizados.

Em janeiro de 2026, outras 14 plantas receberam aprovação, aumentando para 52 o número de unidades aptas a exportar carne bovina e derivados para o mercado indonésio.

Relações comerciais entre Brasil e Indonésia ganham força

A expansão das habilitações acompanha o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, a Indonésia ocupa a 11ª colocação entre os maiores compradores de produtos do agronegócio brasileiro.

Nos cinco primeiros meses de 2026, as importações indonésias de produtos agropecuários brasileiros ultrapassaram US$ 1 bilhão. Entre os destaques estão o complexo soja, fibras, produtos têxteis, além de fumo e seus derivados.

Miúdos bovinos ganham importância no comércio exterior

Embora tenham demanda mais limitada no mercado interno, os miúdos bovinos são amplamente consumidos em diversos países. Esse cenário transforma o comércio internacional em uma alternativa importante para aumentar o aproveitamento econômico dos animais, reduzir desperdícios e gerar receitas adicionais para toda a cadeia produtiva da pecuária brasileira.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Exportação

Carne brasileira: governo busca reverter veto da União Europeia antes de entrada em vigor

O governo federal intensificou as negociações para tentar reverter a decisão da União Europeia que retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco. A medida está relacionada às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária e deve passar a valer em 3 de setembro.

Segundo informações divulgadas pela TV Globo, o Ministério das Relações Exteriores mantém diálogo com representantes europeus na tentativa de encontrar uma solução antes da implementação das restrições.

Governo e setor produtivo buscam alternativas

Além da atuação diplomática, o Ministério da Agricultura e representantes do setor privado trabalham para apresentar as garantias sanitárias exigidas pelas autoridades europeias. Entre as iniciativas em discussão estão visitas técnicas presenciais a propriedades rurais e sistemas de produção animal para comprovar a adequação às normas do bloco.

O objetivo é, ao menos, reduzir os impactos da decisão ou obter uma flexibilização parcial das exigências enquanto as adequações são avaliadas.

Exportações de carne e outros produtos serão afetadas

A nova regulamentação foi publicada pela União Europeia na última sexta-feira (5). Na relação divulgada em 2024, o Brasil aparecia entre os países autorizados a exportar carne bovina, carne de frango, carne equina, além de produtos como tripas, pescado e mel.

Com a atualização da lista, esses produtos deixam de ter acesso ao mercado europeu até que o país comprove o atendimento integral das exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.

Entenda o motivo da restrição

De acordo com a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou informações suficientes para demonstrar o cumprimento das regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

Essas substâncias são utilizadas para prevenir e tratar doenças em rebanhos, mas algumas também podem atuar como promotoras de crescimento. A União Europeia adota regras rigorosas sobre o tema como forma de reduzir os riscos associados à resistência bacteriana em seres humanos.

Brasil poderá voltar à lista de exportadores

Quando a decisão foi anunciada, em maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil poderá ser reintegrado à lista de países habilitados assim que comprovar o cumprimento dos requisitos exigidos.

Na ocasião, o governo brasileiro declarou ter recebido a medida com surpresa e informou que buscaria negociações para evitar prejuízos ao comércio com o mercado europeu.

Acordo Mercosul-União Europeia não deve ser afetado

Apesar das restrições impostas às exportações de produtos de origem animal, a decisão não interfere diretamente no acordo entre Mercosul e União Europeia. A medida é considerada uma regulamentação sanitária específica, aplicada pelo bloco para garantir padrões de segurança alimentar.

Enquanto o Brasil enfrenta o processo de adequação, países do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a exportar seus produtos para o mercado europeu.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Banco de Imagens

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Comércio Exterior

China reconhece Brasil livre de febre aftosa e suspende restrições comerciais à carne

A China oficializou o reconhecimento de que o Brasil está livre de febre aftosa, suspendendo as restrições sanitárias que ainda atingiam parte do território nacional. O anúncio foi feito pela agência alfandegária chinesa na terça-feira (2), em comunicado oficial.

Com a decisão, todo o território brasileiro passa a ser considerado livre da doença, o que abre caminho para a ampliação das exportações de carne bovina e outros produtos de origem animal.

China é principal destino da carne brasileira

O Brasil, líder global na exportação de carne bovina e de frango, direcionou mais da metade de suas vendas externas de carne bovina para o mercado chinês no ano passado.

A China, maior importadora mundial de carne bovina, já comprou quase US$ 3 bilhões em carne brasileira apenas no primeiro trimestre deste ano, segundo dados comerciais.

Governo vê avanço em exportações de carne bovina e suína

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores destacaram que a decisão deve ampliar as oportunidades de venda para o mercado asiático.

Segundo o governo, a medida pode beneficiar não apenas a carne bovina, mas também a carne suína, incluindo miúdos e cortes com osso.

As autoridades brasileiras afirmaram ainda que o reconhecimento é resultado de mais de duas décadas de negociações entre os dois países.

Negociações diplomáticas e diálogo estratégico

O anúncio ocorre após a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim, em um encontro que a China classificou como “diálogo estratégico” bilateral.

No mês anterior, o Brasil havia solicitado maior abertura para ampliar o envio de carne bovina ao país asiático. Durante missão em Pequim no fim de maio, o ministro da Agricultura, André de Paula, também defendeu a redistribuição de cotas de exportação não utilizadas por outros países. A proposta, no entanto, foi rejeitada, segundo informações divulgadas pela Reuters.

China adotou medidas após surtos recentes de febre aftosa

No campo sanitário, a China enfrentou um surto de febre aftosa no final de março, com registros em 219 bovinos distribuídos em dois rebanhos nas regiões de Gansu e Xinjiang, totalizando 6.229 animais.

Após os casos, o governo chinês reforçou o controle nas fronteiras, acelerou a aprovação de vacinas e implementou ações de abate sanitário e desinfecção para conter a disseminação da doença.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Barreto

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Exportação

Exportação de carne bovina para China pode cair e pressionar mercado do boi gordo

A possibilidade de esgotamento da cota de exportação de carne bovina brasileira para a China entre o fim de maio e meados de junho acendeu o alerta no setor pecuário. A projeção é da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que avalia impactos diretos sobre os embarques e o mercado do boi gordo no Brasil.

Segundo o presidente da entidade, Roberto Perosa, caso o volume excedente não encontre novos destinos comerciais, as exportações brasileiras de carne bovina podem registrar retração de até 10% em 2026.

Redução nas exportações pode afetar preço da arroba

Com menor demanda internacional, a tendência é de desaceleração no ritmo de abates e pressão sobre o preço da arroba do boi gordo nos próximos meses. O setor teme que a redução das vendas externas gere excesso de oferta no mercado interno, impactando diretamente produtores e frigoríficos.

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, e qualquer limitação nas compras do país asiático provoca reflexos relevantes em toda a cadeia pecuária.

Para minimizar os impactos, a indústria aposta no fortalecimento do consumo interno no segundo semestre. No entanto, representantes do setor afirmam que o avanço do consumo das famílias tem sido limitado pelo crescimento das apostas online no Brasil.

De acordo com a Abiec, uma pesquisa da Nielsen apresentada ao vice-presidente Geraldo Alckmin aponta queda de 10% no consumo de alimentos entre famílias de menor renda. O levantamento relaciona a redução ao aumento dos gastos com plataformas de apostas.

Embora o consumo de carne bovina ainda mantenha crescimento, o setor acredita que o desempenho poderia ser mais expressivo sem esse cenário. Por isso, entidades ligadas à indústria da carne e ao atacado defendem medidas de restrição às apostas ilegais e maior controle sobre publicidade digital.

EUA, Japão e Coreia do Sul surgem como alternativas

Além do mercado interno, os Estados Unidos aparecem como possível alternativa para ampliar as exportações brasileiras. Porém, a cota atual destinada ao Brasil já foi preenchida, e os embarques fora desse limite enfrentam tarifas que reduzem a competitividade.

A abertura de novos mercados também ganhou prioridade nas negociações internacionais. Países como Japão, Coreia do Sul e Turquia são considerados estratégicos para compensar uma eventual redução das compras chinesas.

Entre eles, o Japão aparece em estágio mais avançado de negociação. Recentemente, técnicos japoneses estiveram na região Sul do Brasil para avaliar o sistema sanitário brasileiro em possível processo de abertura comercial.

Oriente Médio preocupa setor exportador

Outro ponto de atenção para a indústria é o cenário no Oriente Médio, responsável por cerca de 15% das exportações brasileiras de carne bovina.

Segundo a Abiec, os embarques para a região recuaram 20% em março e 10% em abril. Além da redução no volume exportado, empresas enfrentam aumento nos custos logísticos e dificuldades operacionais provocadas pelos conflitos na região. Apesar disso, a expectativa do setor é de gradual normalização do fluxo comercial nos próximos meses.

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor recentemente, a avaliação inicial da Abiec é de impacto limitado no curto prazo. Isso porque ainda será necessário definir a divisão das cotas de exportação entre os países do bloco econômico.

Fonte: Canal Rural

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Paulo Whitaker/Reuters

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Exportação

Exportação de carne bovina em Mato Grosso bate recorde no 1º trimestre de 2026

Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, alcançando 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e março de 2026. O resultado representa um avanço de 53,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o estado foi responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no período, consolidando sua relevância no cenário internacional.

Faturamento cresce com valorização do produto

Além do aumento no volume, a receita também apresentou forte expansão. O faturamento atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que chegou a US$ 4,54 mil.

Esse cenário reforça não apenas o ganho em escala, mas também o avanço no valor agregado da produção.

China lidera compras; EUA ampliam participação

A China permanece como principal destino da carne bovina exportada, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Já os Estados Unidos se destacam pelo crescimento acelerado na demanda. Em apenas três meses, o país adquiriu 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 9,14% das exportações no período e a mais da metade de tudo o que foi enviado ao mercado norte-americano ao longo de 2025.

Expansão de mercados fortalece pecuária

O avanço nas exportações reflete a abertura de novos mercados e o fortalecimento da pecuária de Mato Grosso. Segundo especialistas do setor, a confiança internacional está diretamente ligada à qualidade e à regularidade do produto ofertado.

Eficiência produtiva e sustentabilidade elevam competitividade

O crescimento do setor também está associado a melhorias na genética bovina, no manejo e no cumprimento de exigências sanitárias e ambientais. Esses fatores contribuem para elevar o padrão da carne e ampliar sua aceitação em mercados mais exigentes.

Além do aumento no volume exportado, o estado também tem avançado na geração de valor, com foco em eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis — aspectos cada vez mais determinantes no comércio global.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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Exportação

Exportação de miúdos bovinos em Mato Grosso cresce 102% e impulsiona receita

As exportações de miúdos bovinos em Mato Grosso apresentaram forte avanço em 2025, consolidando esses itens como peças relevantes na balança comercial do estado. Ao longo do ano, foram embarcadas 53,5 mil toneladas de produtos como língua, fígado e rabo, volume 29,6% superior ao registrado em 2024.

De acordo com dados do Comex Stat, a receita gerada chegou a US$ 99,6 milhões, evidenciando o crescimento do setor no mercado internacional.

Receita dispara acima do volume exportado

O destaque ficou para o desempenho financeiro. Enquanto o volume exportado cresceu cerca de 30%, o faturamento avançou 102% na comparação anual, indicando forte valorização dos miúdos bovinos no mercado externo.

Esse cenário revela maior demanda internacional e aumento no valor pago por esses produtos. O fígado bovino, por exemplo, alcançou 29 destinos diferentes, incluindo países como Rússia, Egito e Reino Unido, somando 8,5 mil toneladas exportadas.

Presença global amplia mercados

A produção de Mato Grosso chegou a 53 países em 2025, ampliando a presença internacional da cadeia pecuária. Outro produto de destaque foi a língua bovina, com 4,6 mil toneladas enviadas a 27 mercados.

A lista de importadores inclui desde países da América do Sul, como Argentina e Uruguai, até mercados na África, Ásia e Europa, como Angola, Gana, Cazaquistão e Singapura.

Esse alcance reforça a competitividade da exportação de carne bovina brasileira e seus derivados em diferentes regiões do mundo.

Aproveitamento total do gado aumenta rentabilidade

O avanço nas exportações reflete uma mudança na percepção sobre os miúdos, que passaram a ser vistos como produtos estratégicos dentro da cadeia produtiva.

A demanda internacional por cortes menos tradicionais permite o aproveitamento integral do gado, elevando a eficiência e a rentabilidade de pecuaristas e frigoríficos.

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), esse movimento contribui para diversificar mercados e agregar valor à produção. A comercialização desses itens fortalece a cadeia da pecuária e amplia as oportunidades no comércio exterior.

Setor ganha eficiência e valor agregado

O crescimento das exportações evidencia a capacidade de Mato Grosso em transformar subprodutos em ativos econômicos relevantes. A estratégia de valorização dos miúdos impulsiona o setor e reforça a posição do estado como protagonista no agronegócio brasileiro.

Com maior demanda global e novos mercados sendo explorados, a tendência é de continuidade no avanço da exportação de miúdos bovinos, com impacto positivo na economia regional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Sistema Famato/Reprodução

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Exportação

Exportações de carne bovina: Mato Grosso concentra 23% das vendas do Brasil ao exterior

Mato Grosso assumiu a liderança nacional nas exportações de carne bovina em 2025 e passou a responder por 23,1% do volume total embarcado pelo Brasil. Ao longo do ano, o estado exportou cerca de 978,4 mil toneladas, alcançando 92 mercados internacionais e consolidando sua posição como principal polo do setor no país.

Estado lidera ranking e supera exportadores tradicionais

O desempenho colocou Mato Grosso à frente de estados historicamente fortes no comércio exterior de proteína animal. São Paulo ficou na segunda colocação, com 833,8 mil toneladas exportadas. Na sequência aparecem Goiás (508,1 mil toneladas), Mato Grosso do Sul (450,1 mil toneladas) e Minas Gerais (324,6 mil toneladas).

O avanço reflete não apenas o aumento de volume, mas também mudanças estruturais na cadeia produtiva.

Eficiência produtiva e sanidade impulsionam resultados

Segundo o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o crescimento é resultado de uma evolução consistente do setor. “Mato Grosso avançou muito em eficiência produtiva, sanidade animal e organização da cadeia. Também ampliamos a presença em feiras e eventos internacionais, mostrando que o estado está preparado para atender mercados exigentes, tanto em escala quanto em qualidade”, afirma.

Ano histórico eleva receitas das exportações

O bom desempenho externo foi sustentado por um ano considerado histórico para a pecuária estadual. Em 2025, Mato Grosso registrou o abate de 7,4 milhões de cabeças de gado, o que resultou em uma receita aproximada de US$ 4 bilhões com as exportações de carne bovina.

O valor médio da tonelada exportada ficou em torno de US$ 5,4 mil, indicando maior valorização do produto em mercados estratégicos e com maior nível de exigência.

Diversificação de destinos reduz dependência da China

A China manteve-se como o principal destino da carne bovina mato-grossense, absorvendo 54,8% do volume exportado. No entanto, outros mercados ganharam relevância ao longo do ano, como Rússia (6%), Chile (4,85%) e Estados Unidos (4,1%), sinalizando uma estratégia de diversificação comercial.

Para o Imac, esse movimento é fundamental para a sustentabilidade do setor. “Embora a China continue liderando, o avanço em outros mercados mostra que Mato Grosso consegue atender diferentes exigências sanitárias e comerciais, reduzindo riscos e ampliando oportunidades de valorização da carne no mercado global”, destaca Andrade.

Mercados mais exigentes pagam mais pela carne mato-grossense

Os dados de preços reforçam a importância da diversificação. A União Europeia foi o mercado que pagou os maiores valores, com média de US$ 6.022,79 por tonelada. O Oriente Médio aparece em seguida, com US$ 4.250,79 por tonelada.

Já a China, apesar de liderar em volume, registrou preço médio de US$ 4.145,84 por tonelada, abaixo dos valores praticados em mercados com maior rigor sanitário e exigência de certificações.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Agronegócio

Brasil amplia exportações de carne bovina com abertura dos mercados do Vietnã e da Arábia Saudita

O Brasil deu mais um passo para ampliar a presença de seus produtos agropecuários no mercado internacional. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) informaram a conclusão das negociações sanitárias que viabilizam a abertura de mercados no Vietnã e na Arábia Saudita para produtos bovinos brasileiros.

Segundo comunicado conjunto, as autoridades sanitárias do Vietnã autorizaram a importação de gordura bovina brasileira, medida que amplia o portfólio de produtos exportados e cria novas oportunidades para a cadeia da pecuária nacional.

Vietnã amplia compras do agronegócio brasileiro

Com uma população estimada em cerca de 100 milhões de habitantes, o Vietnã se consolida como um dos principais parceiros comerciais do agronegócio brasileiro. Somente em 2025, o país asiático importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários do Brasil.

Entre os itens mais comercializados estão milho, produtos do complexo soja, além de fibras e produtos têxteis, reforçando a importância estratégica do mercado vietnamita para o setor.

Arábia Saudita autoriza importação de heparina bovina

Já na Arábia Saudita, houve a liberação para a exportação de heparina bovina, substância anticoagulante amplamente utilizada em procedimentos e tratamentos médicos. O aval das autoridades sanitárias sauditas representa um avanço relevante para a indústria brasileira de insumos de origem animal.

O país do Oriente Médio, que possui aproximadamente 34 milhões de habitantes, importou mais de US$ 2,8 bilhões em produtos agropecuários brasileiros no último ano. Entre os principais destaques estão o milho, os produtos do complexo carnes e do complexo sucroalcooleiro.

Expansão de mercados e diversificação das exportações

A abertura desses novos mercados reforça a estratégia brasileira de diversificação das exportações agropecuárias e amplia a competitividade dos produtos de origem bovina no cenário global, fortalecendo a imagem sanitária do Brasil junto a importantes parceiros comerciais.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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