Agricultura

Área técnica do Mapa alerta para efeitos do fim da moratória da soja

Na avaliação da equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária, a suspensão do acordo pode prejudicar a imagem de sustentabilidade do grão brasileiro no exterior

A área técnica do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) elaborou um parecer listando eventuais efeitos da suspensão da chamada moratória da soja sobre as exportações brasileiras. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela CNN.

Na avaliação da equipe do Mapa, a moratória da soja se tornou um instrumento de comprovação da sustentabilidade do grão produzido no Brasil. Por essa razão, a suspensão do mecanismo pode ser vista como um retrocesso pelos compradores internacionais.

“O Ministério da Agricultura e Pecuária informa que a nota técnica citada expressa uma análise preliminar e não corresponde a um posicionamento consolidado do ministério, como devidamente explicitado nas conclusões do referido documento”, diz o Mapa em nota enviada à CNN.

Em 18 de agosto, a Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu suspender, de modo preventivo, os efeitos da moratória da soja. Na ocasião, o órgão antitruste também resolveu instaurar um processo administrativo contra empresas e associações signatárias do acordo.

Uma semana depois, a Justiça Federal de Brasília derrubou em caráter liminar a decisão do Cade, restaurando a vigência do acordo.

A moratória da soja é um acordo privado entre grandes tradings e exportadoras do produto, que impede a comercialização do grão produzido em área desmatada da Amazônia Legal após 2008.

O trato foi firmado após a implementação do Código Florestal e, portanto, impede a compra do grão de áreas mesmo que o corte de vegetação tenha ocorrido obedecendo às leis.

O acordo divide o agronegócio. Por um lado, as tradings argumentam que a moratória foi responsável por frear o desmatamento, melhorando a imagem da soja do Brasil no exterior. Do outro, os produtores de soja criticam o acordo por entenderem que é uma conduta anticoncorrencial.

Fonte: CNN Brasil

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Negócios

Brasil e Costa Rica fortalecem cooperação agrícola e ampliam comércio bilateral

Missão oficial do Mapa resultou em novas aberturas de mercado e reforçou integração regional

Após dois dias de missão oficial à Costa Rica, encerrada no dia 29 de agosto e voltada ao fortalecimento das relações bilaterais e à ampliação da cooperação agrícola entre os dois países, a delegação brasileira liderada por Augusto Luis Billi, diretor de Negociações Não-Tarifárias e de Sustentabilidade da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), acompanhado por Danilo Tadashi Tagami Kamimura, coordenador-geral de Temas Sanitários e Fitossanitários, e pela adida agrícola em San José, Priscila Rech Moser, conquistou avanços concretos com a abertura do mercado costarriquenho para subprodutos bovinos destinados à alimentação animal e milho de pipoca do Brasil, além da autorização para a entrada de sementes de quiabo e de aspargo da Costa Rica no mercado brasileiro.

A missão incluiu reunião bilateral com o diretor do Serviço Fitossanitário do Estado (SFE), e o diretor-geral do Serviço Nacional de Saúde Animal (Senasa), ocasião em que foram discutidos avanços em temas como carnes, material genético, farinhas, mel e cooperação técnica.

A delegação brasileira também esteve na sede do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), onde foi recebida pelo diretor-geral, Manuel Otero, e pelo vice-diretor-geral, Lloyd Day. O encontro tratou da integração regional e dos preparativos para a Junta Interamericana de Agricultura (JIA), que será realizada no Brasil em novembro, antecedendo a COP 30.

No IICA, os representantes conheceram ainda o Centro de Interpretação para a Agricultura e a Inovação (Cimag), espaço interativo de 400 m² dedicado à agricultura digital e às tecnologias aplicadas ao campo, que combina recursos de realidade aumentada, inteligência artificial e simulações digitais.

Com cerca de 5,2 milhões de habitantes, a Costa Rica importou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, com destaque para cereais, farinhas e preparações. O fortalecimento da relação comercial com o país e a diversificação da pauta exportadora fortalece a presença brasileira no mercado local e amplia o potencial de comércio bilateral.

A missão reforçou o empenho do Brasil e da Costa Rica em ampliar parcerias agropecuárias, diversificar mercados e fortalecer a cooperação técnica em favor do desenvolvimento sustentável de ambos os países.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agricultura, Agronegócio

Abertura de novos mercados para o Brasil

Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 415 aberturas de mercado desde o início de 2023, em 71 destinos

O governo brasileiro concluiu, nesta semana, negociações sanitárias e fitossanitárias que resultam em novas aberturas de mercado para produtos do agronegócio nacional.

No Togo, as autoridades locais autorizaram a importação de sementes de milho, de braquiária, de soja e de sorgo do Brasil. As sementes brasileiras são reconhecidas internacionalmente por sua qualidade genética, alta taxa de germinação e sanidade, resultado de investimentos contínuos em pesquisa e inovação, o que contribui para aumentar a produtividade e a segurança alimentar em países parceiros.

Na Indonésia, as autoridades locais aprovaram a exportação de bovinos vivos para reprodução, o que permitirá fortalecer a pecuária local, além de oferecer aos produtores brasileiros oportunidades futuras para ampliação de negócios na Ásia.

Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 415 aberturas de mercado desde o início de 2023, em 71 destinos.

Tais avanços são resultado do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

Mais um recorde para o agro brasileiro: 400 mercados abertos em 2,5 anos

Diversificação da pauta, qualidade e união entre governo e setor produtivo consolidam a liderança do Brasil no comércio global de alimentos, fibras e energia

O agro brasileiro alcançou mais um feito histórico. A abertura de mercado número 400 permite ao país exportar carne bovina com osso e miúdos bovinos para as Filipinas, importante parceiro comercial que em 2024 comprou mais de US$1,5 bilhão em produtos agropecuários brasileiros.

Entre 2019 e 2022 foram abertos 241 mercados para os produtos do agro. Agora, em apenas 2,5 anos, o país alcança a marca recorde de 400 mercados abertos, destacando a posição do Brasil como líder confiável na oferta de alimentos, fibras e energia de qualidade, com garantia de sanidade e sustentabilidade. Vale destacar também que desde 2023 o país ampliou o acesso de seus produtos em aproximadamente 200 mercados previamente conquistados.

“Cada novo mercado aberto ou ampliado é uma vitória para o produtor brasileiro. Não se trata apenas de negócios, mas de mostrar ao mundo a qualidade, o compromisso e a dedicação de quem faz o agro do Brasil acontecer. Estamos criando novas oportunidades e reafirmando nossa posição como parceiros confiáveis no comércio internacional”, afirma o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Essa conquista é resultado da colaboração entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)e ApexBrasil em parceria também com o setor privado.

Novos mercados e nichos emergentes

Entre as aberturas mais notáveis, não apenas pelos potenciais de mercado, mas também pelo simbolismo que carregam, estão produtos tradicionais e nichos emergentes:

  • Sorgo para a China (2024) – Potencial de US$ 35,65 milhões
  • Gergelim para a China (2024) – Projeção de US$ 142,63 milhões
  • Farinha de aves para a Indonésia (2023) – US$ 17 milhões exportados em 2024
  • Carne bovina para o Vietnã (2025) – Potencial de US$ 183 milhões
  • Carne bovina para o México (2023) – US$ 214,32 milhões exportados em 2024
  • Carne suína para o México (2023) – US$ 102,06 milhões exportados em 2024
  • Carne suína para a República Dominicana (2023) – US$ 31,56 milhões exportados em 2024
  • Algodão para o Egito (2023) – US$ 56,01 milhões
  • Abacate Hass para o Japão (2024) – Estimativa de US$ 570 mil

Destacam-se, ainda, mais de 80 mercados abertos para as proteínas animais, mais de 30 para o setor de reciclagem animal e mais de 20 para as frutas brasileiras.

No primeiro semestre de 2025, as exportações do agronegócio somaram US$ 82,8 bilhões. Esse valor está em linha com os números do mesmo período do ano anterior. Demonstrando os resultados da política de diversificação de produtos e destinos, os gêneros menos tradicionais da pauta exportadora já apresentam crescimento de 21% no acumulado do ano.

As conquistas são resultado do trabalho articulado entre as áreas internacional e técnica do Mapa, com atuação das adidâncias agrícolas, de outros ministérios, agências governamentais e setor produtivo. O Brasil mantém hoje 40 adidos em 38 países, tendo incrementado o número em 38% no ano passado.

“Esses acessos são fruto de uma construção que alia negociação e parte técnica. Um trabalho muitas vezes silencioso e contínuo. Quero destacar o papel dos adidos agrícolas que abrem caminhos e, ao abri-los, reduzem riscos e ampliam a previsibilidade para quem produz no Brasil e compete globalmente. Não se trata apenas de onde podemos vender hoje, mas de onde poderemos vender também amanhã”, afirma Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

Desde 2023 o Mapa esteve presente em 110 missões internacionais e ainda investiu na elaboração de ferramentas de inteligência voltada para o agro como o AgroInsight e o Passaporte Agro.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

Acrimat critica Plano Brasil Soberano e cobra compensação para pecuaristas

Associação de Criadores do Mato Grosso afirma que o setor produtivo é quem realmente paga a conta das sobretaxas dos EUA e que as perdas diárias chegam a US$ 12 milhões

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou preocupação com o Plano Brasil Soberano, anunciado pelo governo federal, nesta quarta-feira (13) para mitigar os impactos das novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

A iniciativa destina R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, amplia linhas de financiamento às exportações, prorroga a suspensão de tributos para empresas exportadoras e aumenta a restituição de tributos federais via Reintegra.

Segundo o governo federal, o plano se organiza em três eixos: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial, com o objetivo de proteger exportadores, preservar empregos e incentivar investimentos em setores estratégicos.

Desde 14 de julho, o Comitê Interministerial de Negociações e Contramedidas Econômicas e Comerciais, coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, realizou 39 reuniões com cerca de 400 representantes de empresas, federações e governos estaduais, além de contatos com empresas norte-americanas.

No entanto, o plano não foi bem recebido por todos os setores. Em nota, a Acrimat pontua ver com “muita preocupação” o plano de ajuda emergencial ao setor exportador.

“No nosso setor, o pecuarista já está pagando essa conta sozinho com a derrubada dos preços da arroba quase que imediatamente após o anúncio do tarifaço pelos Estados Unidos. O produtor já está perdendo quase 400 reais por animal abatido, independentemente do destino dessa carne”, diz o presidente da entidade Oswaldo Pereira Ribeiro Jr.

Ele reforça que, na visão da Associação, a prioridade deveria ser o ressarcimento dos produtores locais.

“Se há alguém ou setor que deva ser atendido, ressarcido ou ter qualquer tipo de compensação, é o pecuarista. Não há sentido algum dar incentivo a quem já se preveniu repassando seus prováveis futuros prejuízos ao produtor que sempre paga a conta.”

Conforme Ribeiro Jr., desde o anúncio das tarifas, o setor produtivo vem registrando perdas de cerca de US$ 12 milhões por dia com a queda nos preços da arroba, um período em que os produtores esperavam recuperação do valor da carne.

“Solicitamos ao governo federal que analise com cuidado antes de ajudar a quem não está pagando essa conta, para não cometer mais uma vez injustiça seja ela fiscal, tributária ou moral”, frisa o presidente da Acrimat.

O Plano Brasil Soberano, de acordo com o governo federal, busca não apenas reagir a uma ameaça imediata, mas também reconstruir e fortalecer o sistema nacional de financiamento e seguro à exportação, tornando o país mais competitivo e menos vulnerável a medidas externas. A expectativa com a medida é estimular empresas brasileiras a expandirem sua presença internacional e garantir que a defesa dos empregos caminhe junto com a preparação estratégica para novos desafios no comércio exterior.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior

Com peso forte, Argentina acelera compra de carne do Brasil ao maior nível desde 1997

Os argentinos consomem cerca de 50 quilos de carne vermelha por pessoa ao ano, um volume em queda nos últimos anos, mas ainda entre os maiores do mundo

A Argentina, tradicional potência pecuária, está importando carne bovina enquanto as políticas cambiais e comerciais do presidente Javier Milei tornam mais barato adquirir o produto no exterior, mesmo com os preços internos ainda elevados.

As importações mensais vindas do Brasil saltaram para uma média de 1.033 toneladas métricas no primeiro semestre de 2025, contra apenas 24 toneladas no mesmo período do ano passado — um recorde sazonal desde o início da série histórica, em 1997, segundo dados oficiais brasileiros. No total, as compras externas de carne bovina pela Argentina já estão no maior nível desde 2019.

Os argentinos consomem cerca de 50 quilos de carne vermelha por pessoa ao ano, um volume em queda nos últimos anos, mas ainda entre os maiores do mundo. Com o churrasco — ou asado — profundamente enraizado na cultura nacional, o preço da carne é acompanhado de perto pelo eleitorado que Milei busca conquistar nas eleições legislativas de outubro. Em junho, o custo da carne na região de Buenos Aires subiu 53% em relação ao ano anterior, bem acima da inflação geral, de 39%.

Embora o aumento das importações tenha pouco impacto em um país que produz cerca de 250 mil toneladas por mês, ele evidencia a decisão de Milei de manter o peso valorizado e abrir mais a economia ao comércio exterior para conter a inflação.

As medidas ajudaram a desacelerar a alta de preços antes da votação de outubro, mas também tornaram as importações mais baratas — um fator que pressiona a balança comercial no momento em que Milei precisa gerar mais dólares para estabilizar a economia e cumprir metas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O peso se desvalorizou nas últimas semanas, mas a cotação atual, em torno de 1.360 pesos por dólar, ainda é considerada relativamente forte quando se leva em conta o custo dos bens e serviços no país.

“Como a Argentina ficou mais cara em termos de dólar, abriu-se a porta para trazer carne do Brasil a preços competitivos”, disse Diego Ponti, analista do mercado de carne bovina na consultoria AZ Group. “Mas são volumes muito pequenos — negócios isolados feitos por compradores próximos à fronteira ou por frigoríficos com plantas nos dois países.”

Segundo dados da AZ Group, frigoríficos argentinos chegaram a pagar, em alguns momentos deste ano, o equivalente a quase US$ 5 por quilo de boi gordo.

A maior parte das exportações argentinas — que somaram cerca de US$ 3,4 bilhões no ano passado — vai para a China. No entanto, com o presidente dos EUA Donald Trump impondo uma tarifa de 50% sobre a carne bovina brasileira como parte de sua guerra comercial global, isso pode aumentar a concorrência pelas vendas.

“A maior parte dos excedentes que o Brasil não conseguir vender aos EUA provavelmente será destinada à China”, afirmou Ponti. “Isso levaria os importadores chineses a negociar contratos mais baratos.”

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior

Pecuaristas dos EUA aplaudem tarifaço e querem banir carne do Brasil

Associação Nacional de Pecuaristas dos Estados Unidos diz à CNN que tarifa de 50% é “um bom começo” para futura suspensão do produto brasileiro

Em meio às preocupações com as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, um setor aplaude com entusiasmo as iniciativas de Donald Trump. E vai além: defende a suspensão total da entrada dos produtos brasileiros nos Estados Unidos.

“A Associação Nacional de Pecuaristas dos Estados Unidos (NCBA) apoia firmemente o plano do presidente Trump de impor ao Brasil com uma tarifa de 50%”, cita a entidade à CNN.

A entidade que representa os pecuaristas americanos há mais de um século, desde 1898, informa que “há muitos anos defende a suspensão total da carne bovina brasileira importada”.

“Uma tarifa de 50% é um bom começo, mas precisamos suspender as importações de carne bovina do Brasil para que possamos conduzir uma auditoria completa”, citou a entidade.

A NCBA acusa produtores brasileiros de terem uma “abismal falta de responsabilidade em relação à saúde do gado e à segurança alimentar”.

Os pecuaristas americanos citam especificamente os casos da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da vaca louca.

“A falha do Brasil em reportar casos atípicos de EEB e seu histórico de febre aftosa são uma grande preocupação para os produtores de gado dos EUA”, citam os produtores americanos.

O governo brasileiro rebate a afirmação dos pecuaristas americanos.

O Ministério da Agricultura cita que o Brasil nunca teve um “caso clássico” do mal da vaca louca – aqueles em que a doença ocorre pela ingestão de alimentos contaminados, especialmente farinha de carne e ossos. Essa foi a origem do surto na Europa há algumas décadas.

No Brasil, há registro de seis casos atípicos da doença. A situação não interfere no status do país na Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Isso acontece porque os casos têm ocorrência espontânea, quando a infecção se dá pela mutação espontânea da proteína – normalmente pela idade avançada do animal, sem ter relação com a ingestão de alimentos contaminados.

“Assim, o Brasil mantém o reconhecimento pela OMSA como país de risco insignificante para a doença desde 2012”, cita o Ministério da Agricultura.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Exportação

Exportação de miúdos gera oportunidades para a pecuária brasileira

A China tem desempenhado um papel crucial para as exportações brasileiras, representando uma fatia significativa de nosso comércio internacional. Com uma população de 1,4 bilhão de pessoas, o mercado chinês se destaca como maior consumidor de alimentos do planeta. O Brasil é um importante parceiro comercial no setor alimentício, com destaque para a carne bovina e a demanda por produtos nacionais continua crescendo. Entre os itens de maior potencial estão os miúdos (órgãos e vísceras) e subprodutos de carne apreciados na cultura chinesa.

Com o objetivo de fortalecer, entender as necessidades e as futuras oportunidades para a pecuária brasileira no mercado asiático, principalmente no território chinês, o RAMAX-Group, esteve presente na SIAL China 2025. Realizado em Xangai, o evento é uma das maiores exposições de alimentos e bebidas do mundo e abrange quase todos os setores da indústria alimentícia.

Segundo Milton Ribeiro, Diretor Comercial do Grupo RAMAX, ter participado desse evento foi importante para absorver tendências e inovações que vão impactar diretamente a forma como uma multinacional atende seus clientes. “A feira nos conectou com líderes globais, permitindo fortalecer nossa rede e ampliar a oferta de soluções para o mercado chinês e mundial”, destacou. Ainda segundo o executivo, o evento possibilitou também uma troca de experiências sobre tecnologia para otimização. Ou seja, como novas ferramentas e processos podem tornar a logística e a entrega ainda mais rápidas, seguras e eficientes. “Estamos em constante evolução para nos mantermos atualizados e sempre um passo à frente, para entregar o melhor aos nossos parceiros e clientes”, acrescentou.

Livro da febre aftosa

O CEO do Grupo RAMAX, Magno Gaia participou na última semana, em Paris, junto com a comitiva do governo federal brasileiro de uma cerimônia da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), para a entrega de um certificado de reconhecimento internacional do Brasil como um país livre de febre aftosa sem vacinação. “Essa conquista significa acesso a novos mercados internacionais, mais valor para a nossa carne e ainda mais respeito ao produtor”, diz. Além disso, ele pondera que isso reforça a posição do Brasil como grande exportação de proteína animal.

O certificado também simboliza décadas de trabalho de todo o setor, além da dedicação constante do pecuarista e da cadeia agropecuarista. “Sem dúvida este é um passo muito importante para alcançarmos novas oportunidades para que nossos produtos possam acessar cada vez mais os mercados mais exigentes do mundo, como a China”, destacou Gaia.

Apetite chinês

O ano de 2024 entrou para a história como as maiores exportações de carne bovina pelo Brasil. Foram ao todo 2,89 milhões de toneladas, um incremento de mais de 26% ante o ano anterior. O volume exportado teve crescimento de 22%, movimentando US$ 12,8 bilhões. Esse resultado, segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), coloca o setor na dianteira dentre os demais que desenvolvem para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2024, de US$ 74,6 bilhões.

A China manteve sua posição como principal destino da carne bovina brasileira, com 1,33 milhão de toneladas exportadas, gerando um faturamento de US$ 6 bilhões. Em seguida, destacaram-se os Estados Unidos, somando US$ 1,35 bilhão. Outros mercados importantes incluem os Emirados Árabes Unidos (132 mil toneladas e US$ 604 milhões), a União Europeia (82,3 mil toneladas e US$ 602 milhões), o Chile (110 mil toneladas e US$ 533 milhões) e Hong Kong (116 mil toneladas e US$ 388 milhões).

Fonte: Notícias Agrícolas

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Agronegócio, Comércio Exterior, Importação, Informação

China proíbe a importação de carne e animais devido a surtos de doenças

Restrição inclui ovinos, caprinos e produtos de diversos países afetados por febre aftosa e varíolas, reforçando medidas sanitárias rigorosas

A China, maior importadora mundial de carne, anunciou a proibição da importação de ovinos, caprinos, aves e animais de dedos pares provenientes de países africanos, asiáticos e europeus, devido a surtos de doenças como varíola ovina, varíola caprina e febre aftosa.

Segundo informações da Agência Reuters, a medida inclui tanto produtos processados quanto não processados e foi implementada após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar dados sobre os surtos em diversos países. Os comunicados da Administração Geral de Alfândegas da China, datados de 21 de janeiro, detalham os países afetados.

Entre os países incluídos na proibição estão Gana, Somália, Catar, Congo, Nigéria, Tanzânia, Egito, Bulgária, Timor-Leste e Eritreia. Além disso, a China suspendeu a importação de ovinos, caprinos e seus produtos da Palestina, Paquistão, Afeganistão, Nepal e Bangladesh, citando especificamente surtos de varíola ovina e caprina.

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Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Exportação, Gestão, Importação, Informação, Investimento, Mercado Internacional, Sustentabilidade

Agro brasileiro conquista quatro novos mercados na China

Ministro Carlos Fávaro destaca potencial de comércio de US$ 450 milhões por ano.

Principal parceiro comercial do Brasil, a China abriu quatro mercados para produtos da agropecuária brasileira em acordos firmados por ocasião do encontro bilateral entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping nesta quarta-feira (20), em Brasília.  Com isso, o Brasil registra a conquista de 281 mercados agropecuários desde o início de 2023.

São quatro protocolos firmados entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Administração Geral de Aduana da China (GACC) que estabelecem os requisitos fitossanitários e sanitários para a exportação dos produtos.

Em uma pauta diversificada, que beneficia produtores de diferentes regiões do Brasil, uvas frescas, gergelim, sorgo e farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal poderão ser comercializados na China.

O anúncio foi feito pelo presidente Lula em declaração à imprensa após a reunião ampliada com o presidente chinês, no Palácio do Alvorada.

“O agronegócio continua a garantir a segurança alimentar chinesa. O Brasil é, desde 2017, o maior fornecedor de alimentos da China”, ressaltou o presidente Lula.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou das cerimônias por ocasião da visita oficial e destacou a importância da retomada da boa relação diplomática entre Brasil e China, que completou 50 anos neste ano de 2024.

“O Brasil já se mostrou um país confiável na posição de maior fornecedor de alimentos e energia renovável e podemos continuar ampliando cada vez mais as parcerias, pois temos gente vocacionada, tecnologia e condições de intensificar nossa produção com sustentabilidade”, destacou o ministro Carlos Fávaro.

Considerando a demanda chinesa dos produtos frutos dos protocolos assinados ao longo de 2023 e a participação brasileira nesses mercados, o potencial comercial é de cerca de US$ 450 milhões por ano, conforme estimativa da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

“Mas se levarmos em conta outras variantes de mercado e o potencial brasileiro, podemos comercializar muito mais, ultrapassando a cifra de US$ 500 milhões por ano. Nestes 4 produtos a China importa quase US$ 7 bilhões e o Brasil vem se consolidando cada vez mais como um parceiro estratégico, confiável e seguro para a China”, explicou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua.

Maior importadora de gergelim do mundo, com participação de 36,2% nas importações globais do produto, a China desembolsou US$ 1,53 bilhão em 2023 na compra deste produto. Já o Brasil, que ocupou a sétima colocação nas exportações, representando 5,31% do comércio mundial, vem aumentando sua área de plantio do pulse. 

Da mesma forma, o país asiático é o principal importador da farinha de pescado (US$ 2,9 bilhões em importações em 2023).  O Brasil registrou participação de 0,79% das exportações mundiais no ano passado.

No sorgo, a participação brasileira é de 0,29% no mercado mundial. A China importou US$ 1,83 bilhão deste produto no ano passado, sendo a maior parte dos Estados Unidos.

Após crescimento exponencial e recorde de exportações de uvas frescas, o produto brasileiro chega aos consumidores chineses com registro de 2% no comércio mundial desta fruta. A China é um grande consumidor de uvas premium e importou mais de US$ 480 milhões deste produto no ano passado.

No caso das uvas frescas de mesa, deverão ser exportadas frutas majoritariamente dos estados de Pernambuco e da Bahia. Pomares, casas de embalagem e instalações de tratamento a frio devem cumprir boas práticas agrícolas e ser registrados no Mapa.

Já as empresas exportadoras de farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal devem implementar o sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) ou sistema de gerenciamento com base nos princípios da APPCC; estabelecer e executar um sistema para garantir o recall e a rastreabilidade dos produtos; ser aprovadas pelo lado brasileiro e registradas pelo lado chinês. O registro será válido por 5 anos.

As matérias-primas devem ser provenientes de pescado (exceto mamíferos marinhos) capturados na zona marítima doméstica ou em mar aberto e da criação de pescado em cativeiro, ou de subprodutos de pescado provenientes de estabelecimentos que manuseiam pescado para consumo humano.

FONTE: Informações à imprensa
Agro brasileiro conquista quatro novos mercados na China — Ministério da Agricultura e Pecuária

 

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