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Subsídio do diesel chega ao fim; governo avalia retirar novos incentivos aos combustíveis

O governo federal encerrou, a partir desta quarta-feira (1º), a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel, medida adotada durante o período de forte alta do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio. Com a redução das cotações internacionais da commodity, a equipe econômica também estuda retirar, de forma gradual, outros incentivos ainda concedidos aos combustíveis.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a revisão faz parte da estratégia de reduzir os gastos públicos sem provocar distorções nos preços praticados no mercado.

Outros subsídios estão em análise

Além do benefício encerrado neste início de julho, o governo avalia o futuro de outras subvenções atualmente em vigor: R$ 1,12 por litro de diesel e R$ 0,44 por litro de gasolina.

De acordo com Durigan, novas decisões deverão ser anunciadas nos próximos dias, sempre considerando o comportamento dos preços internacionais e seus reflexos sobre o mercado brasileiro.

O ministro afirmou que a política adotada busca acompanhar as condições econômicas, evitando a manutenção de preços artificialmente reduzidos. Apesar disso, ressaltou que o cenário internacional ainda exige cautela antes da retirada completa dos incentivos.

Imposto sobre exportação de petróleo também pode ser revisto

Outra medida em avaliação é o imposto de exportação sobre o petróleo, criado para incentivar que parte da produção permanecesse no mercado interno durante o período de maior instabilidade internacional.

Segundo o Ministério da Fazenda, a cobrança poderá ser encerrada ainda em julho ou passar por uma retirada gradual, dependendo da evolução do mercado e do ambiente geopolítico.

Queda do petróleo reduz impacto sobre os preços

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a retirada da subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel não deve provocar aumento significativo nos preços ao consumidor.

Isso ocorre porque a recente queda do petróleo Brent tende a compensar o fim do benefício, mantendo relativa estabilidade nos valores praticados nas bombas.

Mesmo assim, o governo reconhece que os preços dos combustíveis ainda não retornaram completamente aos níveis registrados antes do conflito no Oriente Médio, motivo pelo qual a retirada dos demais incentivos seguirá sendo analisada de forma gradual.

Medidas emergenciais custaram cerca de R$ 16 bilhões

Desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o governo implementou uma série de ações para conter os impactos da alta internacional do petróleo sobre a economia brasileira.

Entre elas estavam reduções tributárias e subsídios destinados ao diesel, gasolina, querosene de aviação e gás de cozinha. Grande parte dessas medidas foi criada com validade inicial de dois meses, sendo posteriormente prorrogada em alguns casos.

Até o momento, o custo estimado dessas iniciativas gira em torno de R$ 16 bilhões, valor que ainda poderá ser revisado pela equipe econômica.

Meta fiscal permanece preservada

Segundo Bruno Moretti, as projeções fiscais do governo foram elaboradas com premissas conservadoras e não consideravam um cenário prolongado de preços elevados do petróleo.

Com isso, a queda das cotações internacionais e o avanço das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio reduzem o risco de perda de arrecadação e reforçam a expectativa de cumprimento da meta fiscal prevista para este ano.

Mercado acompanha queda do petróleo

A possibilidade de retirada dos incentivos ocorre em um momento de recuperação da estabilidade no mercado internacional de energia.

Após o anúncio de um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz começou a ser normalizado, reduzindo as preocupações com o abastecimento global de petróleo.

Com esse cenário, o Brent passou a ser negociado próximo de US$ 73 por barril, abaixo dos níveis observados durante o período mais intenso das tensões geopolíticas, fortalecendo a avaliação do governo de que os subsídios emergenciais podem ser gradualmente encerrados.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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Internacional

Estreito de Hormuz volta a liberar petroleiros e amplia oferta global de petróleo

A retomada gradual da navegação no Estreito de Hormuz começou a aliviar a pressão sobre o mercado internacional de energia. Nesta quarta-feira, três petroleiros que estavam retidos na região iniciaram a saída do Golfo Pérsico transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, movimento que contribui para aumentar a oferta global e reduzir os preços da commodity.

A liberação das embarcações ocorre após o acordo provisório firmado entre Irã e Estados Unidos, que ajudou a destravar parte das cargas que permaneciam paradas devido às tensões no Oriente Médio.

Petroleiros seguem para Ásia e Oriente Médio

Entre os navios que deixaram a região está o VL Breeze, um superpetroleiro de grande porte que transporta aproximadamente 2 milhões de barris de condensado do Catar e petróleo de Abu Dhabi. A embarcação segue em direção a Daesan, na Coreia do Sul, contratada pela refinaria sul-coreana Hyundai Oilbank.

Outro navio que atravessou o estreito foi o VLCC Plata Carrier, responsável pelo transporte de cerca de 2 milhões de barris de petróleo saudita com destino à Ásia. A embarcação opera sob contrato da Indian Oil Corporation.

Também deixou a região o petroleiro Prudent Warrior, que carrega cerca de 1 milhão de barris de petróleo Basrah, do Iraque, com destino ao porto de Sohar, em Omã.

Milhões de barris ainda aguardam saída do Golfo

Levantamentos das consultorias especializadas Kpler e Vortexa indicavam, na semana passada, que aproximadamente 90 milhões de barris de petróleo permaneciam represados dentro do Golfo devido às restrições impostas pelo conflito regional.

Segundo o Ministério dos Oceanos e da Pesca da Coreia do Sul, quatro embarcações operadas por empresas sul-coreanas já conseguiram deixar o Estreito de Hormuz e seguem viagem para seus respectivos destinos.

Apesar da melhora no fluxo marítimo, 18 dos 26 navios que ficaram retidos desde o início da crise ainda permanecem na região.

Corredores marítimos temporários garantem navegação

Ainda não há confirmação sobre o uso das rotas emergenciais criadas para facilitar a saída segura dos navios. As medidas foram implementadas por Omã em conjunto com a Organização Marítima Internacional (IMO).

O governo omanense anunciou a manutenção da navegação livre pelo Estreito de Hormuz, sem cobrança de tarifas adicionais, e definiu dois corredores temporários, posicionados ao norte e ao sul da rota tradicional de navegação.

A iniciativa busca garantir maior segurança às embarcações que deixam a área em meio ao cenário de instabilidade geopolítica.

Mercado de gás natural também mostra recuperação

Além do transporte de petróleo, a movimentação de gás natural liquefeito (GNL) também apresenta sinais de normalização.

Dados de navegação mostram que os navios-tanque Shandong Redwood e Milaha Qatar, ambos vazios, cruzaram recentemente o estreito para realizar carregamentos no Catar.

Com essas embarcações, chega a nove o número de navios de GNL identificados transitando pela região para abastecimento no país, o maior volume registrado desde o início do conflito.

Catar prevê retomada total da produção de GNL

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, afirmou que a produção de gás natural liquefeito deverá retornar aos níveis normais nas próximas semanas.

A expectativa reforça a percepção de recuperação gradual das exportações energéticas da região e reduz preocupações sobre possíveis impactos prolongados no abastecimento global de petróleo e gás.

A reabertura das rotas marítimas e a retomada dos embarques são acompanhadas de perto por governos, empresas e investidores, já que o Estreito de Hormuz é considerado uma das passagens mais estratégicas para o comércio mundial de energia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz mantém fluxo marítimo estável em meio às negociações entre EUA e Irã

O movimento de embarcações no Estreito de Ormuz permaneceu estável nesta terça-feira (23), segundo informações da plataforma de monitoramento marítimo MarineTraffic. O cenário ocorre enquanto avançam as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã para reduzir as tensões no Oriente Médio.

Considerado um dos corredores marítimos mais importantes para o transporte global de energia, o estreito continua operando sem interrupções relevantes, apesar das recentes preocupações envolvendo a segurança da região.

Tráfego de navios segue regular nas últimas 24 horas

Dados de monitoramento apontam que quase 24 embarcações cruzaram a passagem marítima nas últimas 24 horas. Entre elas, pelo menos sete navios-tanque e sete navios de carga seguiram em direção ao Golfo de Omã.

No sentido oposto, seis embarcações de carga entraram no Golfo Pérsico, incluindo dois navios que navegavam sob bandeira iraniana.

O volume registrado reflete a continuidade das operações comerciais e ocorre após um aumento gradual da movimentação marítima desde o início das conversas entre representantes de alto escalão dos dois países, realizadas em Genebra.

Redução das interferências em sistemas de navegação

Outro fator que demonstra a melhora do cenário regional é a diminuição das interferências nos sinais de GPS. O problema havia se intensificado durante o período de maior tensão entre Washington e Teerã, afetando a navegação de embarcações na área.

Nos últimos dias, entretanto, os registros de interrupções e falhas nos sistemas de posicionamento apresentaram queda significativa, contribuindo para a normalização das operações marítimas.

ONU coordena retirada de milhares de marinheiros retidos na região

Em paralelo à retomada gradual da estabilidade, a agência marítima da Organização das Nações Unidas anunciou um plano para retirar mais de 11 mil marinheiros que permanecem retidos em áreas próximas ao conflito.

Segundo o secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, a operação será conduzida em cooperação com Irã, Omã, demais países costeiros da região, além dos Estados Unidos e representantes da indústria marítima internacional.

Acúmulo de detritos nos cascos desafia setor marítimo

Apesar da manutenção do fluxo comercial, empresas de transporte marítimo enfrentam um novo obstáculo para restabelecer plenamente a eficiência da rota.

Durante meses, diversas embarcações permaneceram aguardando autorização ou condições seguras para atravessar o estreito. Nesse período, grandes quantidades de detritos e organismos marinhos se acumularam nos cascos dos navios, cobrindo extensas áreas.

Agora, a remoção desse material tornou-se uma etapa necessária para garantir melhor desempenho operacional e reduzir impactos sobre a navegação em uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Stringer/Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise após Irã acusar EUA e Israel de descumprirem cessar-fogo

O governo do Irã anunciou que pretende voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais de energia do planeta, após acusar Estados Unidos e Israel de descumprirem os termos de um recente acordo de cessar-fogo.

Segundo as Forças Armadas iranianas, a medida foi motivada pelo que classificaram como uma “violação clara” dos compromissos assumidos por Washington no acordo firmado para encerrar os confrontos na região.

Acordo previa suspensão imediata das operações militares

Teerã afirma que a decisão está baseada no primeiro ponto do pacto de 14 cláusulas divulgado em 17 de junho, que estabelecia a interrupção imediata e permanente das ações militares em todas as frentes de conflito, incluindo o território libanês.

As autoridades iranianas sustentam que os acontecimentos registrados nos dias seguintes ao anúncio demonstram que o entendimento não foi respeitado pelas partes envolvidas.

Ataques no sul do Líbano aumentam tensão regional

A controvérsia ganhou força após relatos de bombardeios israelenses no sul do Líbano que teriam deixado pelo menos 20 mortos menos de 24 horas após a divulgação do novo cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.

O episódio elevou novamente as preocupações sobre a estabilidade do acordo e alimentou as críticas do governo iraniano em relação à atuação de Washington e Tel Aviv.

Estados Unidos contestam fechamento da rota marítima

Apesar das declarações iranianas, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou neste sábado (20) que não há indícios concretos de que o país tenha iniciado o bloqueio da passagem marítima.

Durante entrevista coletiva, Vance declarou que as autoridades americanas não identificaram evidências que confirmem o fechamento do corredor estratégico.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global de energia. Localizado entre o Irã, os Emirados Árabes Unidos e Omã, o canal concentra aproximadamente 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) negociados internacionalmente.

No início deste ano, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, o tráfego na região chegou a ser interrompido, provocando forte impacto nos mercados e uma rápida alta nos preços do petróleo.

Pressão internacional se volta para Donald Trump

Para o correspondente da BBC em Israel, Jon Donnison, os sinais de desgaste do acordo já eram visíveis desde sua assinatura.

Segundo a análise, a reabertura parcial do Estreito de Ormuz representava uma das principais conquistas do entendimento diplomático e era considerada fundamental para evitar uma crise econômica de alcance global.

Com a nova escalada de tensão, a atenção internacional se concentra agora na capacidade do presidente Donald Trump de influenciar Israel a reduzir suas operações militares no Líbano e preservar o acordo firmado recentemente.

Crescem as críticas dos EUA às ações israelenses

O episódio ocorre em meio ao aumento das divergências entre Washington e Tel Aviv. Nos últimos dias, integrantes do governo americano intensificaram críticas às operações militares israelenses no sul do Líbano, alegando uso excessivo da força durante as ações na região.

A evolução dos acontecimentos poderá ser decisiva para o futuro do cessar-fogo e para a estabilidade geopolítica no Oriente Médio.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Negociações entre EUA e Irã avançam na Suíça, mas conflito no Líbano segue como obstáculo

Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reuniram neste domingo (21), na Suíça, para a primeira rodada de negociações após a assinatura de um memorando de entendimento que busca estabelecer um acordo de paz abrangente para o Oriente Médio. O encontro aconteceu em um momento de forte tensão regional, marcado pela escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano.

A reunião teve duração de cerca de 80 minutos e abordou temas considerados centrais para a implementação do memorando, incluindo segurança regional, sanções econômicas e estabilidade no Golfo.

Irã condiciona acordo ao fim dos conflitos regionais

Durante as conversações, a delegação iraniana destacou que qualquer avanço rumo a um acordo definitivo dependerá da interrupção das hostilidades em todas as frentes de conflito da região, especialmente no Líbano. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, o objetivo do encontro foi discutir mecanismos para colocar em prática os compromissos assumidos no memorando. O governo iraniano argumenta que não há condições para avançar nas negociações finais enquanto persistirem operações militares na região.

A posição foi reforçada após novos ataques israelenses ao território libanês no sábado (20). Em resposta, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, contrariando os termos do memorando que previam a manutenção da livre navegação por 60 dias.

Sanções e exportação de petróleo também estiveram na pauta

Outro tema discutido entre os dois países foi a flexibilização das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Irã. De acordo com Baqaei, as delegações trataram de possíveis isenções para a exportação de petróleo iraniano, atualmente limitada pelas restrições norte-americanas. Também foram debatidas alternativas para a liberação de recursos financeiros iranianos bloqueados no exterior.

Enquanto as negociações aconteciam na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom ao responsabilizar o Hezbollah pela deterioração da situação no Líbano. Em declaração pública, Trump afirmou que o Irã deve conter a atuação do grupo libanês e advertiu que poderá ordenar novos ataques contra o país caso considere necessário.

A reação iraniana veio rapidamente. O presidente do Parlamento do Irã, MB Ghalibaf, que participa das negociações, declarou que Teerã não se intimida diante das ameaças e afirmou que as Forças Armadas iranianas estão preparadas para responder a qualquer ação militar.

EUA demonstram otimismo com diálogo diplomático

Apesar das declarações mais duras de Trump, integrantes da delegação norte-americana demonstraram confiança no processo diplomático. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que lidera as negociações em nome da Casa Branca, afirmou que houve avanços significativos nos últimos dias. Segundo ele, o governo americano busca construir uma nova fase de relacionamento com o povo iraniano e acredita na diplomacia como ferramenta para reduzir as tensões no Oriente Médio.

Enquanto o Irã pressiona Washington a influenciar Israel para encerrar suas operações militares, o governo israelense reafirmou que pretende manter tropas no sul do Líbano. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as forças israelenses continuarão atuando na chamada zona de segurança e terão liberdade para realizar ações contra ameaças consideradas relevantes para a segurança nacional. A declaração reforça o posicionamento já defendido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de que não haverá retirada das tropas israelenses da região neste momento.

Hezbollah promete reagir à ocupação israelense

Também neste domingo, o Hezbollah voltou a criticar a presença militar israelense em território libanês. Em comunicado, o secretário-geral da organização, Sheikh Naim Qassem, afirmou que qualquer violação relacionada à ocupação será respondida pelo grupo. Segundo ele, os Estados Unidos possuem influência suficiente para pressionar Israel a interromper suas operações militares, mas continuam apoiando as ações israelenses na região.

O posicionamento evidencia a complexidade do cenário diplomático e militar no Oriente Médio, onde as negociações entre Washington e Teerã seguem diretamente condicionadas à evolução dos conflitos em curso.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução ©ANSA/EPA

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Internacional

Estreito de Ormuz terá administração regional após acordo entre Irã e Estados Unidos

Um memorando de entendimento firmado entre Irã e Estados Unidos estabelece uma série de compromissos para reduzir tensões no Oriente Médio, incluindo o encerramento imediato de conflitos em andamento e a definição de uma nova gestão para o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O documento, composto por 14 cláusulas, foi divulgado por veículos de comunicação iranianos e norte-americanos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também compartilhou o conteúdo nas redes sociais.

Fim dos conflitos está entre as primeiras medidas previstas

O primeiro item do acordo determina o encerramento imediato e permanente das operações militares relacionadas aos conflitos envolvendo Israel no Líbano e na Faixa de Gaza.

Além disso, Irã e Estados Unidos assumem o compromisso de não iniciar novas ações militares um contra o outro, respeitando a soberania e a integridade territorial dos países envolvidos.

Segundo o texto, as partes também concordam em evitar interferências em assuntos internos e trabalhar pela estabilidade regional.

Estreito de Ormuz terá gestão compartilhada

Um dos pontos mais relevantes do memorando trata da administração futura do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa do comércio global de petróleo.

Pelo acordo, a definição da gestão da via será conduzida pelo Irã, pelo Sultanato de Omã e pelos demais países banhados pelo Golfo Pérsico, seguindo normas do direito internacional e respeitando a soberania dos Estados costeiros.

O documento também prevê a liberação da navegação comercial pelo estreito durante um período inicial de 60 dias, sem cobrança de taxas e com garantia de segurança para as embarcações.

Antes da escalada das tensões na região, cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente transitava pelo local.

Suspensão de sanções e desbloqueio de recursos

Outro aspecto central do entendimento envolve a retirada gradual das sanções econômicas contra o Irã.

O memorando prevê que os Estados Unidos iniciem o processo de eliminação das restrições impostas ao país, incluindo medidas ligadas ao comércio de petróleo, transações financeiras e ativos iranianos congelados no exterior.

Também está prevista a liberação de fundos bloqueados e a emissão de autorizações para operações bancárias e comerciais relacionadas à economia iraniana.

Programa nuclear ficará sob supervisão internacional

Em contrapartida, o governo iraniano reafirmou o compromisso de não desenvolver armas nucleares.

O texto estabelece que o país aceitará inspeções e mecanismos de monitoramento conduzidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, as duas partes deverão negociar o destino do material nuclear enriquecido atualmente armazenado pelo Irã, sob supervisão internacional.

Plano de reconstrução prevê investimento bilionário

O memorando também contempla a elaboração de um programa de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã.

A proposta prevê investimentos mínimos de US$ 300 bilhões, financiados em cooperação com parceiros regionais e articulados pelos Estados Unidos. Os detalhes do mecanismo de implementação deverão ser definidos durante as negociações do acordo definitivo.

Prazo de 60 dias para acordo final

Embora algumas medidas tenham aplicação imediata, como a redução das hostilidades, a flexibilização do bloqueio naval e a liberação gradual da navegação em Ormuz, o memorando estabelece um prazo inicial de 60 dias para a conclusão de um acordo definitivo.

Esse período poderá ser prorrogado mediante consenso entre as partes.

O texto ainda prevê a criação de um mecanismo de monitoramento para acompanhar o cumprimento das cláusulas acordadas e determina que o pacto final seja posteriormente ratificado por meio de resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Acordo entre EUA e Irã prevê fim de sanções e desmantelamento do programa nuclear

O governo dos Estados Unidos apresentou novos detalhes sobre o acordo provisório em negociação com o Irã, destacando que a proposta atende às principais metas defendidas pelo presidente Donald Trump para encerrar o impasse entre os dois países.

Segundo uma autoridade norte-americana envolvida nas tratativas, o entendimento prevê medidas relacionadas ao programa nuclear iraniano, à redução de sanções econômicas e à estabilidade regional.

Proposta inclui abertura do Estreito de Ormuz

Entre os pontos centrais do esboço está a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia.

O acordo também prevê o fim das restrições impostas pelos Estados Unidos aos portos iranianos, medida que poderá facilitar o fluxo comercial do país e contribuir para a retomada de atividades econômicas afetadas pelas sanções internacionais.

Programa nuclear iraniano está no centro das negociações

Outro eixo fundamental das conversas envolve o futuro do programa nuclear iraniano. De acordo com a fonte americana, a proposta estabelece o desmantelamento das atividades nucleares consideradas sensíveis.

O texto em negociação prevê ainda a transferência do material nuclear enriquecido do Irã para os Estados Unidos. Segundo o governo norte-americano, esse material seria destruído antes de ser retirado do território iraniano.

A iniciativa faz parte dos esforços para impedir o avanço da capacidade nuclear do país e ampliar as garantias de segurança internacional.

Alívio econômico dependerá do cumprimento das obrigações

A flexibilização das sanções econômicas é um dos temas mais delicados das negociações entre Washington e Teerã.

Segundo a autoridade, o Irã não receberá benefícios econômicos imediatos apenas pela assinatura do memorando de entendimento ou durante o período de negociação.

O governo americano afirma que qualquer medida de alívio econômico estará condicionada ao cumprimento efetivo dos compromissos assumidos pelo país.

Benefícios serão concedidos por etapas

De acordo com a proposta apresentada, os incentivos econômicos serão liberados gradualmente, conforme o Irã execute as ações previstas no acordo.

Entre as exigências estão a entrega do material nuclear enriquecido, o encerramento de instalações ligadas ao programa atômico e a adoção de medidas voltadas à promoção da estabilidade regional.

A avaliação do governo dos Estados Unidos é que o modelo cria mecanismos de verificação e garante que os benefícios econômicos sejam concedidos apenas após resultados concretos.

Negociações seguem focadas em segurança e estabilidade

As discussões entre Estados Unidos e Irã continuam concentradas na busca por um entendimento que combine segurança internacional, controle nuclear e redução das tensões no Oriente Médio.

Para Washington, a proposta em análise estabelece uma relação direta entre o cumprimento das obrigações iranianas e a concessão de incentivos econômicos, criando um caminho gradual para a normalização das relações entre os dois países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Aeroportos

Companhias aéreas enfrentam alta nos custos e devem ter queda de 50% na lucratividade em 2026

O aumento das tensões no Oriente Médio tem provocado impactos significativos na aviação mundial. Segundo projeções da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), os gastos adicionais com combustível devem elevar em cerca de US$ 100 bilhões os custos das companhias aéreas neste ano, reduzindo drasticamente a rentabilidade do setor.

A expectativa é que o lucro líquido global das empresas aéreas caia de aproximadamente US$ 45 bilhões registrados em 2025 para cerca de US$ 23 bilhões em 2026. Com isso, a margem líquida da indústria deve recuar de 4,2% para 2%.

As estimativas foram apresentadas por Willie Walsh, diretor-geral da IATA, durante a 82ª Assembleia Geral Anual da entidade, realizada no Rio de Janeiro.

Demanda por viagens continua em crescimento

Apesar do cenário de custos elevados, a entidade não classifica a situação atual como uma crise para a aviação comercial. Isso porque a demanda global por voos segue avançando, embora em ritmo inferior ao projetado antes do agravamento do conflito.

De acordo com a IATA, o segmento de passageiros deve registrar crescimento de 2,1%, enquanto o transporte de cargas aéreas tem previsão de expansão de 0,7%.

Walsh destacou que o período mais crítico para o setor ocorreu entre março e abril. Dados consolidados mostram que a demanda global por transporte aéreo, medida em quilômetros pagos por passageiro, apresentou queda de 3,4% em abril na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Entretanto, ao excluir os mercados do Oriente Médio, o desempenho global teria apresentado crescimento de 1,2%, evidenciando que os impactos da guerra estão concentrados principalmente na região.

Passageiros mantêm planos de viagem apesar das tarifas mais altas

O executivo afirmou que o aumento do preço do combustível tem levado as empresas a reajustarem as tarifas aéreas. Ainda assim, os consumidores continuam demonstrando disposição para viajar.

Pesquisas realizadas pela entidade indicam que 86% dos passageiros consideram natural que os preços das passagens acompanhem a valorização do petróleo. Além disso, quase metade dos entrevistados pretende gastar mais com viagens em 2026 do que no ano anterior, enquanto 43% afirmam que manterão o mesmo orçamento.

Segundo Walsh, esse comportamento sustenta a expectativa de uma temporada de verão forte no Hemisfério Norte. A principal dúvida, no entanto, é por quanto tempo viajantes e empresas conseguirão absorver os custos crescentes da conectividade aérea.

IATA critica falhas na cadeia de suprimentos da indústria

Durante o evento, o diretor-geral da IATA também direcionou críticas à cadeia de suprimentos aeroespacial, apontando atrasos recorrentes na entrega de aeronaves e motores.

Segundo ele, a carteira global de pedidos ultrapassa 18 mil aeronaves, enquanto a idade média da frota mundial atingiu o recorde de 15,2 anos. Além disso, mais de 5 mil aeronaves modernas e mais eficientes em consumo de combustível deixaram de ser entregues conforme o planejado.

Na avaliação da entidade, esses problemas geraram perdas superiores a US$ 11 bilhões para as companhias aéreas somente em 2025, devido ao aumento dos custos de leasing, manutenção e menor eficiência operacional.

Fabricantes de motores são alvo de críticas

Walsh afirmou que o setor perdeu a paciência com os fabricantes de motores e cobrou maior comprometimento com qualidade e prazos de entrega.

O executivo argumentou que, enquanto as empresas aéreas enfrentam atrasos e problemas técnicos, os fabricantes vêm registrando crescimento expressivo de lucros. Para ele, a indústria precisa voltar a priorizar a confiabilidade dos equipamentos e atender às necessidades dos clientes.

Segurança aérea segue como referência mundial

Apesar dos desafios econômicos e operacionais, a segurança continua sendo um dos pontos fortes da aviação global.

Dados apresentados pela IATA mostram que quase 5 bilhões de passageiros viajaram em cerca de 39 milhões de voos durante o último ano. Nesse período, foram registrados 51 acidentes, dos quais oito tiveram consequências fatais.

Segundo Walsh, a evolução contínua da segurança depende da adoção de padrões globais, regulamentações consistentes e compartilhamento de dados entre autoridades e empresas do setor.

Para a entidade, a aplicação uniforme das melhores práticas internacionais permanece essencial para reduzir riscos e fortalecer ainda mais a segurança do transporte aéreo mundial.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Lindsey Wasson

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Internacional

Opep+ amplia produção de petróleo pela quarta vez após fechamento do Estreito de Ormuz

A Opep+ aprovou neste domingo (7) mais uma ampliação nas metas de produção de petróleo, marcando o quarto ajuste consecutivo desde o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity.

A medida foi adotada em meio aos impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã, conflito que interrompeu o tráfego na passagem marítima e gerou preocupações sobre o abastecimento internacional de petróleo.

Segundo comunicado divulgado pela organização, os sete países participantes do acordo aprovaram um acréscimo de 188 mil barris por dia na produção. O novo volume entrará em vigor a partir de julho.

Produção volta a crescer após cortes iniciados em 2023

Desde abril de 2026, os principais integrantes da aliança vêm promovendo aumentos graduais na oferta de petróleo. Somados, os reajustes já representam quase 600 mil barris adicionais por dia.

Os incrementos ocorreram da seguinte forma:

  • Abril: aumento de 206 mil barris por dia;
  • Maio: acréscimo de 188 mil barris por dia;
  • Junho: novo ajuste de 188 mil barris por dia;
  • Julho: mais 188 mil barris por dia aprovados neste fim de semana.

O movimento representa uma reversão parcial dos cortes voluntários anunciados em abril de 2023. Naquele período, a desaceleração econômica global e a queda nos preços levaram a Opep+ a retirar cerca de 1,65 milhão de barris diários do mercado para evitar uma desvalorização ainda maior da commodity.

Conflito no Oriente Médio altera estratégia da organização

A crise geopolítica no Oriente Médio mudou significativamente o cenário do mercado energético. O fechamento do Estreito de Ormuz, considerado um dos corredores mais importantes para o transporte de petróleo no mundo, afetou o fluxo internacional da commodity e incentivou a retomada gradual da produção anteriormente reduzida.

Em comunicado oficial, a Opep+ afirmou que a medida também permitirá que os países participantes acelerem seus compromissos de compensação relacionados às metas de produção estabelecidas anteriormente.

Produção da Opep+ segue em nível historicamente baixo

Apesar dos sucessivos aumentos anunciados nos últimos meses, a produção efetiva do grupo continua abaixo dos níveis históricos.

Dados divulgados pela organização mostram que os 11 membros atuais registraram queda de 1,22 milhão de barris por dia em maio, alcançando uma produção total de 16,33 milhões de barris diários. Trata-se do menor volume registrado em quase quatro décadas.

Países participantes do acordo

Atualmente, o grupo responsável pelo ajuste produtivo é composto por:

  • Arábia Saudita
  • Rússia
  • Iraque
  • Kuwait
  • Cazaquistão
  • Argélia
  • Omã

Os Emirados Árabes Unidos deixaram a organização em maio de 2026, encerrando uma participação que durou cerca de 60 anos.

Mercado acompanha impactos sobre os preços do petróleo

A nova decisão da Opep+ é acompanhada de perto por investidores e agentes do setor energético, que monitoram os reflexos da guerra no Golfo e as possíveis consequências para os preços do petróleo, a segurança do abastecimento global e a estabilidade do mercado internacional de energia.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Irã e EUA discutem acordo que pode reabrir tráfego no Estreito de Ormuz

Um possível avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos pode levar à reabertura do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

A informação foi divulgada pela TV estatal iraniana nesta quarta-feira (27), que afirmou que Teerã recebeu um rascunho preliminar e não oficial de um memorando de entendimento envolvendo os dois países.

Proposta prevê retomada do comércio marítimo

De acordo com a emissora iraniana, o esboço do acordo estabelece que o Irã retomaria o fluxo comercial no Estreito de Ormuz aos níveis registrados antes da guerra no prazo de um mês.

Em troca, os Estados Unidos retirariam forças militares posicionadas próximas ao território iraniano e suspenderiam o bloqueio naval aplicado na região.

O estreito é considerado um ponto estratégico para o mercado global de energia, já que grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio passa pelo local.

Acordo ainda depende de negociações finais

Apesar da divulgação do possível entendimento, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente os detalhes do documento.

Segundo a TV estatal, o texto permanece em fase de negociação e qualquer medida concreta dependerá de “verificação tangível” por parte de Teerã.

O rascunho também prevê que o controle do tráfego marítimo no estreito seja administrado pelo Irã em cooperação com Omã.

Outro ponto citado pela emissora indica que embarcações militares não fariam parte do acordo inicial.

Conselho de Segurança da ONU pode validar entendimento

Caso as negociações avancem e um acordo definitivo seja fechado em até 60 dias, o entendimento poderá ser transformado em uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

A possibilidade é vista como uma tentativa de garantir maior segurança jurídica e estabilidade internacional para o cumprimento do eventual acordo.

Tensões entre Washington e Teerã continuam

A divulgação do rascunho ocorre em meio a um cenário ainda marcado por desconfiança entre Washington e Teerã após meses de tensões militares e confrontos indiretos na região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir com integrantes do governo na Casa Branca para discutir o avanço das negociações.

Recentemente, Trump afirmou que os dois países estariam “praticamente próximos” de um entendimento, embora o processo diplomático continue cercado de incertezas.

O possível acordo é acompanhado com atenção pelo mercado internacional devido aos impactos diretos que qualquer alteração no fluxo do Estreito de Ormuz pode provocar nos preços do petróleo e na segurança energética global.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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