Internacional

EUA e Irã avançam em acordo de paz, mas impasse sobre urânio e Estreito de Ormuz continua

As negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito iniciado em fevereiro avançaram nos últimos dias, segundo declarações oficiais dos dois países. Apesar dos sinais positivos, ainda existem divergências importantes envolvendo o programa nuclear iraniano e o controle da navegação no Estreito de Ormuz, área estratégica para o transporte mundial de petróleo.

Negociações de paz mostram avanço

Na quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que há “bons sinais” nas conversas diplomáticas para um possível acordo de paz no Oriente Médio.

Segundo Rubio, os diálogos têm evoluído, mas alguns pontos seguem sendo considerados sensíveis pelas autoridades americanas. Entre eles está o estoque de urânio enriquecido mantido por Teerã.

Estreito de Ormuz segue como principal obstáculo

Outro ponto de tensão envolve a proposta iraniana relacionada ao controle permanente da navegação no Estreito de Ormuz, rota marítima considerada vital para o comércio internacional de petróleo.

Durante entrevista concedida em Miami, na Flórida, Rubio afirmou que os EUA consideram “inaceitável” qualquer sistema de pedágio ou restrição fixa no local.

De acordo com o secretário de Estado, a comunidade internacional não apoia medidas que possam limitar o tráfego marítimo em uma das regiões mais estratégicas do planeta para o abastecimento energético global.

EUA falam em “outras opções” caso acordo fracasse

Apesar do tom otimista nas negociações, Rubio ressaltou que o governo americano possui alternativas caso não haja consenso entre as partes.

Sem detalhar quais seriam essas medidas, ele lembrou que o presidente dos Estados Unidos já indicou publicamente que poderá recorrer a “outras opções” se as tratativas não resultarem em um acordo considerado satisfatório por Washington.

Irã vê aproximação entre os lados

As declarações do representante americano ocorreram pouco depois de o governo iraniano afirmar que a proposta mais recente enviada pelos EUA ajudou a aproximar os dois países de um possível entendimento diplomático.

O avanço das conversas é acompanhado com atenção pela comunidade internacional devido ao impacto que o conflito pode gerar sobre a segurança no Oriente Médio e o mercado global de energia.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Metrópoles

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Internacional

Estreito de Ormuz registra saída de petroleiros com 6 milhões de barris de petróleo

Três superpetroleiros deixaram o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira transportando cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio com destino aos mercados asiáticos. As embarcações estavam paradas no Golfo há mais de dois meses devido ao aumento das tensões militares envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Os dados de monitoramento marítimo das plataformas LSEG e Kpler apontam que outro navio petroleiro também entrou na região utilizando a rota de navegação determinada pelas autoridades iranianas.

Guerra no Irã reduz tráfego marítimo no Estreito de Ormuz

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, provocou forte impacto na circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, corredor estratégico responsável por aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo e energia.

Antes da escalada militar, a região registrava entre 125 e 140 travessias diárias. Atualmente, o movimento caiu drasticamente, com média de apenas 10 embarcações transitando por dia, segundo análise baseada em dados de rastreamento marítimo.

Além da redução no tráfego, cerca de 20 mil marítimos permanecem retidos em centenas de navios dentro do Golfo.

Navios seguem para China e Coreia do Sul

Entre os petroleiros que deixaram o estreito está o VLCC Universal Winner, de bandeira sul-coreana, carregando 2 milhões de barris de petróleo do Kuwait desde março. O navio segue para Ulsan, na Coreia do Sul, onde está localizada a refinaria da SK Energy.

Outros dois superpetroleiros chineses também cruzaram a região:

  • O VLCC Yuan Gui Yang transporta 2 milhões de barris de petróleo iraquiano Basrah e deve chegar ao porto de Shuidong, na província chinesa de Guangdong, em junho;
  • Já o VLCC Ocean Lily leva cargas de petróleo do Catar e do Iraque para o porto de Quanzhou, na província de Fujian.

Na semana passada, outro petroleiro chinês, o Yuan Hua Hu, também deixou o Estreito de Ormuz carregando petróleo iraquiano rumo ao leste da China.

Riscos à navegação continuam elevados

Autoridades marítimas internacionais seguem alertando para o alto risco operacional na região. O Centro Conjunto de Informação Marítima, coordenado pela Marinha dos Estados Unidos, informou que embarcações sofreram abordagens agressivas e ações consideradas hostis por unidades iranianas nos últimos dias.

Entidades do setor de transporte marítimo emitiram novos protocolos de segurança para navios que pretendem atravessar o estreito. Entre os principais riscos citados estão:

  • ataques militares;
  • uso de drones;
  • presença de minas marítimas;
  • congestionamentos inesperados;
  • redução da supervisão militar nas rotas.

Segundo as associações marítimas, centenas de navios ainda aguardam autorização ou condições mais seguras para cruzar a região, o que pode gerar novos problemas de navegação quando o fluxo começar a ser normalizado.

Petroleiro entra na região com transponder desligado

Os sistemas de rastreamento também identificaram a entrada do petroleiro Grand Lady, de bandeira cipriota, no Estreito de Ormuz com o transponder desligado — equipamento usado para transmitir localização e informações da embarcação.

O navio, que estava vazio, aparece ancorado próximo a Dubai, aumentando a preocupação sobre a segurança e o monitoramento do tráfego marítimo na área.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Irã cria agência para controlar tráfego e cobrar taxas no Estreito de Ormuz

O governo do Irã oficializou nesta segunda-feira (18) a criação da Autoridade dos Estreitos do Golfo Pérsico (PGSA), novo órgão responsável pela administração e fiscalização do Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo e combustíveis.

A medida amplia o controle exercido por Teerã sobre a região desde o agravamento das tensões no Oriente Médio e cria novas exigências para a navegação internacional.

Nova agência terá poder sobre tráfego marítimo e cobrança de taxas

O anúncio foi divulgado por canais oficiais ligados ao Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano e à Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo informações publicadas pela Lloyd’s List, a PGSA ficará encarregada de autorizar a passagem de embarcações e também de cobrar tarifas de trânsito — prática inédita na região.

A nova estrutura utilizará plataformas digitais para monitorar em tempo real as operações marítimas, funcionando como um centro de inteligência, rastreamento e controle portuário em mar aberto.

A decisão pode provocar impactos relevantes nos custos do transporte marítimo internacional, especialmente nas rotas ligadas ao comércio global de petróleo e derivados.

Navios terão de enviar informações detalhadas ao Irã

Com as novas regras, embarcações que pretendem cruzar o estreito precisarão apresentar relatórios completos às autoridades iranianas.

O protocolo exige dados sobre proprietários dos navios, seguros contratados, lista de tripulantes e detalhes das rotas planejadas para a travessia.

Na visão da imprensa estatal iraniana, incluindo a Press TV, o novo sistema reforça a soberania do país sobre suas águas territoriais e moderniza o gerenciamento do tráfego marítimo em um dos principais gargalos logísticos do mundo.

Controle do Estreito de Ormuz se torna instrumento estratégico

O presidente da Comissão Parlamentar de Segurança Nacional do Irã, Ebrahim Azizi, já havia indicado no domingo (17) que o mecanismo estava pronto para operar imediatamente.

Segundo ele, a iniciativa faz parte de uma política permanente de controle regional e não deve ser revertida mesmo em caso de redução das tensões militares.

Desde fevereiro, após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, Teerã vem afirmando que o fluxo comercial no Estreito de Ormuz não retornará ao modelo anterior.

O governo iraniano defende que a segurança da rota depende do reconhecimento internacional de sua autoridade sobre a área.

Petróleo e comércio global podem sentir impacto

O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, tornando-se peça-chave na geopolítica energética internacional.

No mês passado, o Irã já havia começado a arrecadar receitas provenientes das tarifas cobradas de petroleiros e cargueiros que utilizam a rota.

Especialistas avaliam que a criação da PGSA transforma uma medida inicialmente ligada ao contexto de guerra em uma política permanente de Estado, aumentando a pressão sobre o comércio marítimo global e sobre os preços internacionais do petróleo.

Cessar-fogo não reduziu tensão econômica

A criação da nova autoridade ocorre em meio a um cenário de cessar-fogo considerado frágil. Embora a trégua militar entre as partes tenha entrado em vigor em 8 de abril, as disputas econômicas permanecem intensas.

Enquanto o Irã amplia o controle e a cobrança de taxas no estreito, os Estados Unidos mantêm restrições severas aos portos iranianos e às exportações do país.

Analistas internacionais observam com preocupação a possibilidade de que as novas exigências relacionadas a seguros e tripulações sejam utilizadas para restringir a passagem de embarcações ligadas a países aliados de Washington.

O funcionamento da PGSA também amplia o debate sobre a liberdade de navegação em águas internacionais, tema frequentemente defendido pelas potências ocidentais.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marinha dos Estados Unidos

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Indústria

Escassez de ácido sulfúrico ameaça indústria global e pressiona agronegócio e tecnologia

A intensificação do conflito no Oriente Médio e as restrições no Estreito de Ormuz provocaram uma forte turbulência no mercado internacional de ácido sulfúrico, considerado um dos insumos mais importantes da economia mundial. Conhecido como o “sangue da indústria”, o composto químico é essencial para diversos setores produtivos e sua falta já acende um alerta em cadeias estratégicas ao redor do planeta.

Crise afeta fertilizantes, chips e baterias

A redução na oferta global do produto impacta diretamente a fabricação de fertilizantes agrícolas, elevando os custos de produção no campo e pressionando os preços dos alimentos. Ao mesmo tempo, segmentos ligados à tecnologia, como a produção de semicondutores e chips eletrônicos, também enfrentam dificuldades de abastecimento.

Outro setor atingido é a mineração de metais utilizados em baterias elétricas, fundamentais para a indústria de veículos eletrificados e armazenamento de energia. Especialistas apontam que o problema deixou de ser regional e se transformou em uma ameaça global para a segurança industrial e econômica.

Dependência logística expõe fragilidade do mercado

A crise também revelou a vulnerabilidade das cadeias internacionais de suprimentos e a forte dependência de rotas comerciais consideradas estratégicas. Empresas de diferentes países passaram a enfrentar aumento expressivo nos custos operacionais para garantir o fornecimento mínimo do insumo químico.

Em vários mercados, indústrias já operam sob risco de paralisações e redução de produção, cenário que compromete margens de lucro e amplia a insegurança em setores considerados essenciais para a economia global.

Estratégia e diversificação ganham importância em 2026

Diante do cenário de instabilidade, cresce a pressão para que empresas adotem medidas de resiliência estratégica. Entre as alternativas avaliadas estão a diversificação de fornecedores, a busca por substitutos químicos e o fortalecimento de parcerias regionais para reduzir a dependência de mercados instáveis.

A nova realidade do comércio internacional reforça a necessidade de adaptação rápida das companhias frente à fragilidade das commodities essenciais e aos riscos geopolíticos que impactam diretamente a indústria mundial.

FONTE: Maxiquim
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

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Internacional

Irã responde proposta de paz dos EUA e cobra fim da guerra no Oriente Médio

O governo do Irã informou neste domingo (10) que encaminhou aos Estados Unidos uma resposta oficial sobre a proposta de negociações de paz voltadas ao encerramento do conflito na região. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com base em relatos da mídia estatal iraniana.

Resposta iraniana prioriza cessar-fogo e segurança marítima

Segundo autoridades iranianas, a comunicação enviada aos norte-americanos teve como foco principal o encerramento das hostilidades em diferentes frentes do conflito, especialmente no Líbano. O documento também abordou a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de petróleo.

Apesar disso, o governo iraniano não detalhou de que forma ou em qual prazo o tráfego marítimo na região poderia ser totalmente retomado.

EUA querem acordo antes de discutir programa nuclear

A proposta apresentada pelos EUA prevê a interrupção dos confrontos armados antes da abertura de negociações mais amplas sobre temas considerados sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano.

O Paquistão, que atua como mediador nas conversas diplomáticas, foi responsável por entregar a resposta do Irã ao governo norte-americano.

Donald Trump critica resposta do Irã

Em publicação na rede social Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a resposta iraniana como “totalmente inaceitável”.

Na mensagem, Trump afirmou que leu o posicionamento enviado pelos representantes iranianos e demonstrou insatisfação com o conteúdo apresentado.

Tensão continua no Golfo Pérsico

Mesmo após um cessar-fogo de aproximadamente um mês e de cerca de 48 horas de relativa tranquilidade na região, drones considerados hostis foram identificados sobre países do Golfo Pérsico neste domingo. O episódio reforça o clima de instabilidade e os riscos de novos confrontos no Oriente Médio.

Navios voltam a cruzar o Estreito de Ormuz

Apesar das restrições e bloqueios recentes, duas embarcações receberam autorização para atravessar o Estreito de Ormuz. Entre elas estava um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil, que já havia tentado realizar a travessia no último dia 4 de maio.

De acordo com a agência iraniana Tasnim News Agency, a embarcação utilizou uma rota determinada pelas Forças Armadas do Irã.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da tensão após bloqueio de petroleiros pelo EUA

Os Estados Unidos afirmaram estar impedindo a entrada e saída de mais de 70 petroleiros em portos do Irã, ampliando a tensão no Estreito de Ormuz e aumentando a pressão sobre o mercado internacional de petróleo.

A informação foi divulgada pelo Centro de Comando dos EUA para o Oriente Médio, que declarou nas redes sociais que os navios bloqueados têm capacidade para transportar mais de 166 milhões de barris de petróleo iraniano, avaliados em cerca de 13 bilhões de dólares.

Irã acusa EUA de violar cessar-fogo

O anúncio ocorreu no mesmo dia em que o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou Washington de descumprir o acordo de cessar-fogo firmado recentemente entre os dois países.

Segundo o governo iraniano, forças americanas atacaram dois petroleiros próximos ao porto de Jask e ao Estreito de Ormuz, além de realizarem bombardeios em regiões costeiras estratégicas ligadas à hidrovia.

De acordo com o comunicado oficial, os ataques aconteceram entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira e receberam uma “forte resposta” das forças armadas iranianas, impedindo que os objetivos americanos fossem alcançados.

O governo iraniano classificou as ações como uma “clara violação” do cessar-fogo e acusou os EUA de manterem uma postura “agressiva e provocativa” no Oriente Médio.

Conselho de Segurança da ONU é alertado

O relatório iraniano também foi encaminhado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e ao secretário-geral da ONU, com alertas sobre os riscos da falta de reação internacional diante da atuação americana na região.

Teerã ainda afirmou que a presença militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã tem aumentado a instabilidade regional, em vez de promover segurança.

Donald Trump ameaça novas ofensivas contra o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou os recentes confrontos envolvendo forças americanas e iranianas no Estreito de Ormuz e afirmou que o cessar-fogo ainda não estaria consolidado.

Ao ser questionado sobre os ataques, Trump classificou os bombardeios como um “tapa de amor”, mas voltou a ameaçar o Irã com ações militares mais intensas caso o país não aceite um acordo para encerrar o conflito.

“Vocês só vão ter que olhar para um grande clarão vindo do Irã”, declarou o republicano ao comentar possíveis novos ataques.

Trump também afirmou que Teerã “vai sofrer muito” se não houver um entendimento diplomático rápido.

Bombardeios ampliam crise no Oriente Médio

Há cerca de um mês, Trump já havia feito declarações duras contra o Irã antes de anunciar uma trégua temporária de duas semanas.

Nesta quinta-feira, forças americanas voltaram a bombardear instalações militares iranianas após ataques contra navios de guerra dos EUA que navegavam pela rota considerada estratégica para o comércio global de petróleo.

As declarações do presidente americano ocorreram depois de representantes das forças armadas iranianas acusarem Washington de atacar um petroleiro iraniano que seguia em direção ao Estreito de Ormuz.

FONTE: CBN
TEXTO: Redação
IMAGEM: GIUSEPPE CACACE/AFP

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Internacional

Estreito de Bab el-Mandeb entra no radar e amplia tensão global no Oriente Médio

A crescente tensão no Oriente Médio ganhou um novo ponto de atenção além do já conhecido Estreito de Ormuz. O Estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica para o transporte de energia, passou a ser citado como possível alvo de bloqueio por parte do Irã, elevando a preocupação nos mercados globais de petróleo.

A ameaça surge em meio ao agravamento do cenário geopolítico e à pressão sobre rotas marítimas essenciais para o comércio internacional.

Rota estratégica liga o Mar Vermelho ao Canal de Suez

Localizado entre Iêmen, Djibuti e Eritreia, o Estreito de Bab el-Mandeb é um dos principais corredores marítimos do mundo. A passagem conecta o Mar Vermelho ao Canal de Suez, sendo responsável por cerca de 12% do transporte marítimo global de petróleo.

Nos últimos meses, a importância da rota aumentou ainda mais, especialmente após restrições no fluxo pelo Estreito de Ormuz, transformando o local em alternativa relevante para o escoamento de petróleo da região.

Irã sinaliza possível bloqueio com apoio de aliados

De acordo com informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, o grupo Houthi — apoiado por Teerã — estaria preparado para atuar no controle da passagem marítima.

Segundo fontes militares citadas pela agência, os combatentes do movimento Ansar Allah teriam capacidade de interromper o tráfego na região, caso haja necessidade de ampliar a pressão contra adversários.

A sinalização reforça a estratégia do Irã de utilizar pontos logísticos sensíveis como instrumento de influência na geopolítica internacional.

Alertas aumentam após ameaças e movimentações militares

As declarações também vieram acompanhadas de avisos direcionados aos Estados Unidos. Segundo fontes iranianas, qualquer ação considerada imprudente envolvendo o Estreito de Ormuz poderia ampliar o conflito para outras rotas estratégicas.

O cenário se torna ainda mais delicado diante da presença militar americana na região, o que eleva o risco de escalada e impactos diretos na segurança energética global.

Ataque dos houthis eleva nível de tensão

No sábado (28), o grupo Houthi realizou um ataque com mísseis contra Israel, marcando a primeira ofensiva desse tipo desde o início recente das hostilidades.

De acordo com os próprios houthis, o alvo seriam posições militares estratégicas israelenses. O governo de Israel informou que o projétil foi interceptado com sucesso.

O episódio reforça o ambiente de instabilidade e amplia as preocupações sobre possíveis impactos no fluxo de petróleo e no comércio marítimo internacional.

Mercado acompanha riscos para o petróleo

Com duas rotas estratégicas sob ameaça, cresce a atenção de analistas e investidores quanto aos efeitos sobre o preço do petróleo e a logística global.

Qualquer interrupção no tráfego por estreitos como Bab el-Mandeb ou Ormuz pode gerar volatilidade nos mercados, afetando diretamente a economia mundial.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Brasil

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Logística

HMM suspende reservas e desvia cargas do Oriente Médio por riscos à navegação

A HMM anunciou mudanças em suas operações logísticas relacionadas ao Oriente Médio, após o agravamento da instabilidade marítima na região. A companhia decidiu desviar cargas em trânsito e suspender novas reservas destinadas a portos considerados áreas de risco.

A medida reflete preocupações crescentes com a segurança da navegação comercial em rotas estratégicas do transporte marítimo internacional, especialmente no Golfo Arábico, no Mar Vermelho e no Corno de África.

Cargas em trânsito passam a ser redirecionadas

Diante do cenário de insegurança, a transportadora sul-coreana informou que mercadorias já em transporte poderão ser redirecionadas para portos alternativos, sempre que a operação exigir ajustes por motivos logísticos ou de segurança.

Com o novo procedimento, a empresa aplicará uma sobretaxa de desvio de US$ 1.000 por contêiner, destinada a cobrir custos adicionais gerados pelo redirecionamento das cargas. Entre os gastos incluídos estão operações portuárias extras, armazenamento e reorganização logística.

Reservas já feitas enfrentam restrições

A empresa também informou que cargas já reservadas, mas ainda não embarcadas, não poderão seguir para os destinos afetados neste momento.

Nos casos em que os contêineres já estejam dentro do terminal, os clientes poderão optar por retirar a carga, assumindo os custos e riscos da operação, ou manter o embarque sujeito às condições contratuais vigentes.

Novas reservas estão suspensas

Outra medida anunciada pela companhia foi a suspensão imediata e por prazo indeterminado de novas reservas com origem ou destino em portos situados no Golfo Arábico, Mar Vermelho e Corno de África.

A decisão indica o impacto crescente da crise no Oriente Médio sobre o transporte marítimo global, que vem enfrentando aumento de riscos operacionais, elevação de custos logísticos e maior incerteza nas cadeias de suprimento internacionais.

Com o agravamento das tensões na região, armadores, operadores portuários e empresas de comércio exterior têm sido obrigados a adaptar rotas e estratégias para manter o fluxo de mercadorias e reduzir os riscos para navios, tripulações e cargas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Internacional

Irã Instala Minas Navais no Estreito de Ormuz e Aumenta Tensão com EUA

O Irã começou a instalar minas navais no Estreito de Ormuz, ponto estratégico responsável por cerca de 20% do petróleo bruto mundial, segundo fontes próximas a relatórios de inteligência americana. A ação ocorre em um momento de alta tensão entre Teerã e Washington.

Instalação de minas ainda parcial, mas capacidade é alta

Fontes afirmam que, até o momento, foram colocadas algumas dezenas de minas, mas a maior parte da frota iraniana — entre 80% e 90% de pequenas embarcações e navios lança-minas — ainda está disponível. Com esses recursos, o Irã poderia implantar centenas de minas ao longo da hidrovia, ampliando significativamente o risco para o tráfego marítimo internacional.

Reação dos Estados Unidos

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu exigindo a remoção imediata das minas caso elas tenham sido instaladas. Em postagem na rede social Truth Social, Trump alertou que a não retirada das explosivos acarretaria “consequências militares de magnitude sem precedentes” para o Irã.

Guarda Revolucionária controla o estreito

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, em parceria com a marinha tradicional, passou a controlar efetivamente o estreito. Segundo a CNN, a força dispõe de uma rede de embarcações dispersas para lançamento de minas, barcos-bomba e baterias de mísseis em terra, tornando a travessia extremamente arriscada.

O estreito está sendo descrito como um “vale da morte“, já que qualquer embarcação enfrenta risco elevado. Autoridades americanas informaram que a Marinha dos EUA ainda não escoltou navios na região, embora Trump tenha sinalizado na segunda-feira (9) que estudava opções para proteger a passagem de embarcações estratégicas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Internacional

Guerra no Oriente Médio eleva preço de fertilizantes e ameaça custo de alimentos no Brasil

O conflito no Irã e no Oriente Médio começa a refletir diretamente no setor agrícola brasileiro. Além da alta do petróleo, a guerra tem pressionado os preços de fertilizantes, especialmente os nitrogenados, usados em culturas como milho e soja. A redução da oferta global pode, no longo prazo, elevar também o custo de carnes, ovos e outros alimentos que dependem desses insumos.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Oriente Médio responde por cerca de 30% dos fertilizantes comercializados mundialmente. Com o Estreito de Ormuz parcialmente bloqueado, o frete se encarece e aumenta o custo de chegada dos insumos, enquanto atrasos nos embarques elevam a volatilidade de preços e dificultam o planejamento agrícola. Dados do Rabobank indicam que 45% das exportações globais de ureia passam direta ou indiretamente por rotas ligadas ao Golfo Pérsico.

Dependência do Brasil e tipos de fertilizantes

O Brasil importa cerca de 85,7% dos fertilizantes usados na agricultura nacional, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Em 2025, o país comprou 43,32 milhões de toneladas de fertilizantes, enquanto a produção interna foi de 7,22 milhões de toneladas. Os insumos mais utilizados são nitrogenados, fosfatados, potássicos e NPK (composto dos três nutrientes).

Do volume importado de fertilizantes nitrogenados, 15,8% vieram do Oriente Médio, enquanto China, Rússia e Nigéria responderam por 70,4%, segundo estudo do Insper Agro Global baseado em dados do Trade Data Monitor (2026). A ureia, em especial, já registra aumento de 33% no preço (incluindo custo e frete) desde o início do conflito, devido à elevação do preço do gás natural, matéria-prima fundamental.

Impactos na safra brasileira

Para o pesquisador Alberto Pfeifer, do Insper Agro Global, os efeitos ainda são limitados às safras futuras. “As plantações em andamento já utilizam estoques de fertilizantes disponíveis. O impacto maior deve aparecer na próxima safra de verão, que começa em agosto, dependendo da evolução do conflito”, afirmou. Nas culturas de milho e soja, os fertilizantes representam cerca de 40% do custo total da safra.

Fertilizantes fosfatados também registram aumento de cerca de 8% nos preços, influenciados pelo custo do gás natural. Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, reforça que o nitrogênio em estoque sustenta as safras atuais, e parte dos produtores já garantiu insumos para a próxima safra, com prazo até junho.

Repercussões internacionais e ajustes de mercado

Enquanto o Brasil observa a situação, outros países como Estados Unidos, Índia e nações europeias compram nitrogenados, já que o plantio de milho ocorre mais cedo nessas regiões. Segundo Lucchi, o aumento do custo dos fertilizantes pode reduzir áreas plantadas e afetar a dinâmica de preços internacionais de milho e soja.

Mauro Osaki, pesquisador do Cepea/USP, alerta que produtores que não compraram fertilizantes antecipadamente enfrentarão valores mais altos. Culturas como trigo e cevada podem sofrer redução de área ou perda de padrão tecnológico, devido à dificuldade de financiamento e rentabilidade negativa histórica.

Perspectivas e impacto nos alimentos

Embora seja possível redirecionar compras de fertilizantes para outros mercados, o desafio é garantir volume, preço competitivo, frete e entrega no tempo certo. Marcos Pelozato, advogado especializado em agronegócio, aponta que o cenário mais provável é o aumento de custos, disputa por carga e atrasos logísticos.

“O risco maior não é falta de alimentos no curto prazo, e sim preços mais altos. Quando o país importa 85% do que usa em fertilizantes, qualquer crise em rotas estratégicas pressiona a inflação de alimentos no Brasil”, explica Pelozato.

Hortaliças, legumes e parte do hortifruti devem sentir os efeitos primeiro, seguidos por grãos como milho, soja e trigo. Caso o conflito se prolongue, carnes, ovos e leite podem ser impactados indiretamente, já que dependem de milho e soja para a alimentação animal.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Moraes/Reuters

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