Internacional

China multa MSC, CMA CGM e Hapag-Lloyd por irregularidades em fretes marítimos

O governo da China aplicou multas contra nove companhias internacionais de transporte marítimo de contêineres e sete operadores domésticos do tipo NVOCC (Non-Vessel Operating Common Carrier) por supostas violações relacionadas às tarifas de frete. A medida foi anunciada pelo Ministério dos Transportes chinês, que também emitiu um alerta para que as empresas reforcem seus sistemas de controle e conformidade.

Gigantes do transporte marítimo estão entre as empresas penalizadas

Entre as companhias atingidas pela ação estão líderes globais do setor, como MSC Mediterranean Shipping Company, CMA CGM Group, Hapag-Lloyd, Ocean Network Express e Evergreen Marine.

Outras transportadoras de menor porte também aparecem na lista de autuadas, incluindo Wan Hai Lines, SM Line, Emirates Shipping e TS Lines.

Fiscalizações ocorreram em importantes portos chineses

Segundo o ministério, as inspeções foram realizadas nos portos de Guangzhou, Qingdao e Ningbo entre agosto e novembro de 2025.

As autoridades concentraram a fiscalização no cumprimento das regras de registro das tarifas de frete marítimo. De acordo com o governo chinês, as empresas apresentaram irregularidades como ausência de registro obrigatório das tarifas ou divergências entre os valores declarados e os efetivamente praticados.

Além das multas administrativas, o Ministério informou ter realizado reuniões formais consideradas “sérias” com as companhias envolvidas.

Governo chinês promete reforçar controle sobre tarifas de frete

O Ministério dos Transportes afirmou que as empresas deverão aprimorar seus sistemas de declaração de fretes, ampliar os mecanismos de responsabilização interna e cumprir rigorosamente as exigências regulatórias.

As autoridades chinesas classificaram a ação como um “alerta” ao setor e indicaram que novas inspeções serão intensificadas nos próximos meses. O objetivo é ampliar o monitoramento sobre o cumprimento das normas relacionadas aos fretes marítimos, transporte internacional de contêineres e registro de tarifas portuárias.

Pressão sobre armadores já havia ocorrido em março

A nova rodada de penalidades acontece meses após o governo chinês convocar executivos da Maersk e da MSC Mediterranean Shipping Company para reuniões em março deste ano.

Na ocasião, o movimento foi interpretado como uma reação de Pequim após acordos envolvendo operações portuárias no Canal do Panamá. Segundo informações divulgadas pelo jornal Financial Times, autoridades chinesas teriam solicitado discretamente que as companhias abandonassem operações de terminais anteriormente controladas pela CK Hutchison e assumidas pelo governo panamenho.

A CK Hutchison também informou que pretende recorrer à arbitragem contra a APM Terminals, subsidiária ligada à Maersk.

FONTE: Maritime Executive
TEXTO: Redação
IMAGEM: Qingdao

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Portos

Leilão do Tecon Santos 10 terá outorga bilionária e regras mais flexíveis para armadores

A Casa Civil encaminhou novas diretrizes para o leilão do Tecon Santos 10, futuro superterminal de contêineres do Porto de Santos (SP), considerado um dos maiores projetos de infraestrutura portuária do país.

Em nota técnica elaborada pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o governo orienta o Ministério de Portos e Aeroportos a flexibilizar as regras de participação no certame e elevar o valor mínimo de outorga de R$ 500 milhões para R$ 1,044 bilhão.

O documento também libera a participação de armadores internacionais no processo de concessão, tema que vinha gerando forte debate entre empresas do setor e órgãos reguladores.

Armadores poderão disputar o terminal

A nova modelagem abre espaço para grupos de navegação marítima, como MSC, Maersk e Cosco, participarem da disputa pelo superterminal de Santos.

A medida altera o entendimento anterior que buscava restringir a presença de armadores para evitar a chamada verticalização das operações — situação em que uma mesma empresa controla tanto o transporte marítimo quanto a operação portuária.

Segundo a nota técnica do PPI, não foram identificados impedimentos concorrenciais ou regulatórios suficientes para barrar a entrada dessas companhias no leilão.

O texto afirma ainda que limitar a participação dos armadores poderia gerar ineficiências produtivas, econômicas e sociais para o setor portuário.

Operadoras atuais também poderão entrar na disputa

Outra mudança relevante envolve as empresas que já atuam no Porto de Santos. Pela nova orientação, operadoras atuais poderão participar diretamente do leilão do Tecon Santos 10.

No entanto, caso vençam a disputa, precisarão formalizar a venda definitiva de suas participações em outros terminais de contêineres localizados no porto antes da assinatura do novo contrato.

A proposta busca reduzir riscos concorrenciais e evitar concentração excessiva no mercado portuário.

Segundo o documento, caso a venda dos ativos não seja concluída, o governo poderá convocar o segundo colocado do leilão sem prejuízos ao processo.

Projeto prevê mais de R$ 6 bilhões em investimentos

O Tecon Santos 10 é tratado como estratégico para ampliar a capacidade logística do maior porto da América Latina.

O terminal deve receber investimentos superiores a R$ 6 bilhões e tem potencial para aumentar em cerca de 50% a movimentação de contêineres no Porto de Santos, que atualmente opera próximo do limite de capacidade.

A expectativa do governo é que o novo terminal ajude a reduzir custos logísticos e aumente a eficiência das operações portuárias brasileiras.

Cronograma do leilão sofreu atrasos

Inicialmente previsto para ocorrer no fim de 2025, o leilão acabou sendo adiado em meio às divergências entre empresas interessadas e discussões sobre o modelo regulatório.

Agora, o cenário mais otimista aponta para a realização do certame no segundo semestre de 2026, embora ainda exista a possibilidade de o processo ficar para 2027.

Empresas como ICTSI e JBS defendiam um modelo mais restritivo, com etapas separadas para entrada de novos operadores e atuais participantes do mercado.

Governo defende maior concorrência no certame

Na nota técnica, o PPI afirma que o governo federal não pretende favorecer novos participantes em detrimento das empresas já estabelecidas no setor.

O entendimento da Casa Civil é de que uma concorrência mais ampla pode aumentar as chances de selecionar operadores mais eficientes e competitivos para administrar o terminal.

O documento destaca ainda que o aumento da disputa tende a beneficiar a cadeia logística nacional, reduzindo custos e ampliando a capacidade operacional do comércio exterior brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jorge Silva/Reuters

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Transporte

MSC alcança 1.000 navios e consolida liderança no transporte marítimo global

A gigante do transporte marítimo Mediterranean Shipping Company (MSC) atingiu um marco histórico ao se tornar a primeira empresa do mundo a operar uma frota de 1.000 navios porta-contêineres. A informação foi divulgada pela consultoria asiática Linerlytica, especializada no setor.

Entrega de novo navio garante recorde

O feito foi possível após a entrega do navio MSC Migsan, com capacidade para 11.480 TEUs, construído pelo estaleiro Zhoushan Changhong Shipyard. A incorporação da embarcação elevou a frota da companhia ao patamar inédito de quatro dígitos na indústria de contêineres.

Expansão acelerada e liderança global

Empresa privada e maior armadora de contêineres do planeta, a MSC ultrapassou a dinamarquesa Maersk há cerca de cinco anos, consolidando sua posição no topo do ranking mundial. Atualmente, sua frota é cerca de 57% maior que a da principal concorrente.

Com capacidade total de aproximadamente 7,3 milhões de TEUs, a companhia alcança um volume equivalente à soma das frotas de outras grandes operadoras globais, como Hapag-Lloyd, Ocean Network Express, Evergreen Marine e HMM.

Crescimento impulsionado pelo mercado

Segundo especialistas, o avanço da empresa coincide com o período de maior valorização já registrado no mercado de transporte de contêineres, especialmente a partir de 2020. O diferencial da MSC está no fato de ter ampliado sua presença global majoritariamente por meio de crescimento orgânico, sem depender de grandes aquisições.

Sucessão familiar e legado

A companhia também anunciou recentemente mudanças em sua estrutura de comando. O fundador Gianluigi Aponte, de 85 anos, transferiu o controle do grupo para seus filhos, Diego Aponte e Alexa Aponte.

“Essa transição reflete não apenas o comprometimento e as conquistas deles, mas também a continuidade da tradição marítima da nossa família”, afirmou o empresário.

Natural de Nápoles, Aponte fundou a MSC em 1970 e transformou a companhia em um dos maiores conglomerados do setor, com forte atuação também no mercado de cruzeiros.

Fortuna e relevância global

A família Aponte figura entre as mais ricas do mundo, aparecendo regularmente na lista de bilionários da Forbes e sendo frequentemente apontada como a mais rica da Suíça.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Zhoushan Changhong International Shipyard

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Transporte

MSC interrompe transporte marítimo para o Oriente Médio e afeta exportações brasileiras de carne

A MSC (Mediterranean Shipping Company), considerada a maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo, comunicou clientes brasileiros que cargas destinadas ao Oriente Médio terão a viagem interrompida. A medida foi tomada em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, que tem elevado o risco de navegação em rotas estratégicas do comércio internacional.

Empresas exportadoras de carne do Brasil receberam a notificação, incluindo companhias ligadas à Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes). No aviso, a companhia informa que declarou “End of Voyage”, ou seja, fim de viagem, para contêineres com destino a portos do Golfo Árabe.

Cargas serão descarregadas em portos alternativos

Segundo o comunicado enviado pela empresa de logística marítima, os contêineres que já estão em trânsito serão retirados dos navios e descarregados no porto seguro mais próximo da rota atual. Após o desembarque, as mercadorias ficarão disponíveis para retirada pelos proprietários da carga.

Além da interrupção da rota, a MSC informou que aplicará uma sobretaxa de US$ 800 por contêiner — cerca de R$ 4,2 mil na cotação atual. Os exportadores também deverão arcar com custos adicionais relacionados à descarga, manuseio e armazenagem das mercadorias.

No comunicado, a empresa justificou a decisão com base no cenário geopolítico da região.

“Diante do atual cenário no Oriente Médio e dos recentes acontecimentos que tornaram o ambiente ainda mais sensível, a MSC lamenta informar que se vê obrigada a declarar fim de viagem”, informou a companhia aos clientes.

Setor de carnes relata surpresa com a decisão

A decisão pegou exportadores brasileiros de surpresa. Um empresário do setor de carne bovina, que preferiu não se identificar, afirmou que nunca havia recebido um aviso semelhante de uma empresa de navegação.

De acordo com ele, dois contêineres da companhia serão deixados em um porto ainda não informado. Caso a empresa queira retirar a carga, terá de assumir os custos logísticos adicionais.

O caso foi encaminhado ao departamento jurídico da empresa exportadora. Mesmo assim, a avaliação interna é de que há poucas alternativas diante das cláusulas contratuais comuns no transporte marítimo internacional.

Conflito no Oriente Médio começa a afetar logística global

A interrupção das rotas ocorre em meio à escalada das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, situação que aumenta o risco para navios em corredores estratégicos do comércio global e já pressiona o frete marítimo internacional.

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirma que o setor já percebe sinais de impacto na logística das exportações brasileiras.

Segundo ele, há relatos de navios interrompendo rotas, cargas sendo redirecionadas para outros portos e dificuldades operacionais em regiões estratégicas como o Canal de Suez, um dos principais corredores do comércio mundial.

Perosa ressalta que os efeitos ainda não são generalizados, mas geram preocupação no setor.

“O Oriente Médio funciona como um grande hub logístico para a carne bovina brasileira. Por isso, qualquer instabilidade na região pode afetar significativamente nossas exportações”, afirmou.

Exportações podem ter bilhões em risco

De acordo com dados da Abiec, as exportações brasileiras de carne bovina para o Oriente Médio movimentaram cerca de US$ 2 bilhões em 2025 — aproximadamente R$ 10,6 bilhões.

No entanto, considerando cargas que apenas transitam pela região antes de seguir para outros destinos, o volume potencialmente impactado pode chegar perto de US$ 6 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 31,7 bilhões.

A reportagem procurou a MSC para comentar a situação, mas a empresa não respondeu até a publicação.

FONTE: SBT News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MSC

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Internacional

MSC declara fim de viagem para cargas destinadas ao Golfo Árabe devido à situação no Oriente Médio

A MSC anunciou que, diante da instabilidade atual no Oriente Médio, será necessário declarar Fim de Viagem para todas as cargas sob sua responsabilidade, tanto em portos quanto em alto-mar, com destino a portos no Golfo Árabe.

Medida também afeta contêineres vazios

A determinação inclui todos os contêineres vazios que já foram liberados para carregamento e tinham como destino a região.

Redirecionamento e custos adicionais

As cargas em trânsito serão desviadas para o próximo porto seguro disponível. Nesse local, a mercadoria será descarregada e ficará à disposição dos clientes para retirada ou entrega local.

Um sobretaxa obrigatória de US$ 800 por contêiner será aplicada a todas as remessas afetadas, para cobrir custos do desvio. Além disso, todas as despesas relacionadas ao descarregamento — incluindo manuseio, armazenamento e taxas adicionais — serão de responsabilidade exclusiva do cliente, conforme os termos do MSC Sea Waybill / Bill of Lading, especialmente a Cláusula 13 sobre circunstâncias especiais.

Alternativas de transporte

Caso o cliente deseje enviar a carga para outro destino, será necessário reservar uma nova viagem através dos canais oficiais da MSC.

Contato e orientações

A empresa solicita que os clientes entrem em contato com o escritório local da MSC para obter detalhes sobre o porto de destino designado e confirmar as instruções de retirada local da carga.

A MSC reforça que a decisão foi tomada em função de circunstâncias excepcionais fora de seu controle e agradece a compreensão e cooperação de seus clientes neste período.

Para mais informações ou suporte, os clientes podem contatar qualquer representante da MSC na sua rede global de mais de 675 escritórios.

FONTE: MSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Globo

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Portos

Panamá assume controle de portos de Hong Kong no Canal do Panamá

O governo do Panamá assumiu nesta segunda-feira (23) o controle de dois portos estratégicos no Canal do Panamá que eram operados pela empresa CK Hutchison, sediada em Hong Kong. Os terminais de Balboa, no lado do Pacífico, e de Cristóbal, no Atlântico, estavam sob gestão da companhia desde 1997.

A decisão foi tomada após a Suprema Corte do Panamá declarar a concessão inconstitucional em janeiro de 2026, alegando que o contrato apresentava “viés desproporcional em favor da empresa”, prejudicando os interesses do Estado. A concessão havia sido renovada por mais 25 anos em 2021.

Reações internacionais e contexto político

A revogação ocorre em meio a tensões internacionais. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou retomar o controle do canal, alegando que a via estratégica estaria sob influência chinesa.

Em nota, a CK Hutchison classificou a tomada dos portos como ilegal, afirmando que “as ações do governo panamenho representam sérios riscos às operações, bem como à saúde e segurança nos terminais de Balboa e Cristóbal”.

Importância estratégica dos portos

Os terminais são cruciais para o comércio global, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico e representando aproximadamente 5% do transporte marítimo mundial.

Durante o período de transição de 18 meses, a operação ficará a cargo de empresas internacionais:

  • O porto de Balboa será administrado pela APM Terminals, subsidiária da dinamarquesa Maersk, em contrato de US$ 26 milhões;
  • O porto de Cristóbal será operado pela Investment Limited, do grupo MSC, com contrato de US$ 16 milhões.

A CK Hutchison deve recorrer da decisão na Câmara de Comércio Internacional (CCI). A China ameaçou multar o Panamá pelo cancelamento da concessão, enquanto o embaixador dos EUA no país, Kevin Cabrera, afirmou que a empresa não estava desempenhando suas funções de maneira satisfatória.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Notícias

EUA aplicam multa milionária à MSC por irregularidades em cobranças portuárias

A Federal Maritime Commission (FMC), órgão regulador do transporte marítimo nos Estados Unidos, aplicou uma multa de US$ 22,67 milhões à Mediterranean Shipping Company (MSC) por violações à Shipping Act, legislação que disciplina as práticas comerciais do setor no país.

A penalidade envolve três infrações distintas relacionadas a cobranças portuárias, falta de transparência tarifária e aplicação indevida de taxas.

Cobrança indevida de demurrage e detention

De acordo com a FMC, uma das irregularidades ocorreu entre 2018 e 2020, quando a MSC cobrou taxas de demurrage e detention de agentes aduaneiros que figuravam apenas como notify parties nos conhecimentos de embarque.

Segundo a agência reguladora, esses agentes não tinham controle operacional sobre a carga nem responsabilidade direta pela movimentação dos contêineres, o que torna a cobrança incompatível com os critérios estabelecidos pela legislação marítima dos EUA.

Falhas de transparência em tarifas de contêineres refrigerados

Outra infração identificada pela comissão refere-se ao período entre 2021 e 2023, quando a MSC deixou de detalhar, em sua tabela tarifária oficial, as cobranças aplicáveis a contêineres refrigerados inoperantes (non-operating reefers).

A ausência dessas informações violou as exigências de transparência tarifária previstas na Shipping Act, que determina a divulgação clara e acessível de todas as taxas praticadas pelas companhias de navegação.

Valores excessivos configuraram prática irregular

Além da omissão de informações, a FMC concluiu que a MSC também aplicou valores considerados excessivos de demurrage e detention relacionados ao uso desses equipamentos refrigerados inoperantes. Para o órgão regulador, a prática ultrapassou limites aceitáveis e caracterizou conduta indevida no transporte marítimo de linha regular.

Fiscalização mais rigorosa no setor marítimo

A decisão reforça a postura mais assertiva adotada pela Federal Maritime Commission nos últimos anos, especialmente após a ampliação de seus poderes de fiscalização e enforcement. O movimento ocorre em um contexto de maior escrutínio sobre as práticas comerciais das armadoras, com foco em equilíbrio contratual, previsibilidade de custos e proteção dos usuários do transporte marítimo.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

ZIM vira alvo de disputa entre Hapag-Lloyd e MSC e agita transporte marítimo global

O transporte marítimo de contêineres entrou em uma nova fase de intensa movimentação estratégica após surgirem informações de que a Hapag-Lloyd teria apresentado uma proposta para adquirir a ZIM Integrated Shipping, armadora israelense com operações em mais de 90 países.

Embora a possível transação ainda esteja em estágio inicial, o movimento já repercute no mercado financeiro e nas cadeias logísticas globais, despertando atenção de portos, terminais e operadores marítimos em diferentes regiões.

Mercado reage e ZIM confirma análise de alternativas

A notícia impulsionou as ações da ZIM na Bolsa de Nova York, refletindo a expectativa de investidores diante de um possível processo de consolidação do setor marítimo.

Apesar de não haver confirmação oficial por parte das companhias envolvidas, o conselho de administração da ZIM reconheceu que avalia alternativas estratégicas, que vão desde parcerias operacionais até uma eventual venda da empresa.

MSC entra na disputa e amplia concorrência

A Hapag-Lloyd, no entanto, não é a única interessada. Informações de mercado indicam que a MSC (Mediterranean Shipping Company), maior armadora de contêineres do mundo, também teria formalizado interesse na aquisição da ZIM.

Além disso, surgem especulações sobre a possível participação de outros grandes grupos, como a Maersk, o que reforça o valor estratégico da companhia israelense no cenário global.

Mesmo com uma participação menor no mercado mundial, a ZIM é vista como um ativo relevante por sua presença em rotas estratégicas, elevada flexibilidade operacional e modelo de negócios baseado no afretamento de navios, característica que permite rápida adaptação a cenários de volatilidade econômica e geopolítica.

Debate interno em Israel e mudanças na governança

A possibilidade de venda da ZIM também provoca repercussões internas em Israel. Representantes de trabalhadores e setores políticos expressaram preocupação com a transferência de controle para grupos estrangeiros, especialmente no caso da Hapag-Lloyd, que conta com investidores do Oriente Médio em sua estrutura acionária.

Temas como segurança nacional e soberania logística passaram a integrar o debate público. Paralelamente, disputas entre acionistas resultaram em ajustes na composição do conselho de administração, evidenciando a pressão por decisões rápidas diante do interesse crescente de grandes armadoras globais.

Efeitos sobre portos e cadeias logísticas

Uma eventual aquisição da ZIM por um dos gigantes do setor pode gerar impactos relevantes no equilíbrio do transporte marítimo internacional. Especialistas apontam que a consolidação pode alterar rotas comerciais, alianças operacionais, escalas portuárias e o poder de negociação com terminais e operadores logísticos.

Em portos estratégicos, como o Porto de Santos, o movimento pode representar tanto oportunidades quanto desafios, especialmente em relação à concentração de cargas, renegociação contratual e redefinição de serviços.

Enquanto as negociações seguem sob sigilo, o episódio reforça uma tendência já consolidada no setor marítimo: a busca por escala, eficiência operacional e maior controle das cadeias logísticas globais em um ambiente marcado por instabilidade econômica e tensões geopolíticas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Darryl Brooks

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Transporte

MSC ultrapassa 7 milhões de TEUs e reforça liderança no transporte marítimo global

A Mediterranean Shipping Company (MSC) alcançou um feito inédito ao superar 7 milhões de TEUs em capacidade de frota, consolidando-se como a maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo. Segundo dados da Alphaliner, o marco foi atingido com a entrega quase simultânea dos navios “MSC Salerno” e “MSC Grace”, ambos da classe Neopanamax, com capacidade para 16 mil TEUs cada.

Expansão acelerada e consistente

Em apenas 15 meses, a MSC aumentou sua capacidade de 6 para 7 milhões de TEUs, um crescimento impulsionado principalmente por novas encomendas navais, que somaram 799 mil TEUs em 68 entregas. Mesmo sem incorporar navios megamax nesse período, a companhia adicionou 33 embarcações entre 14 mil e 16 mil TEUs, ampliando sua força na categoria Neopanamax.

O avanço também foi estimulado pelo mercado de afretamento. No mesmo intervalo, a MSC afretou mais de 50 navios, sendo metade por meio da renovação de contratos e a outra metade — cerca de 135 mil TEUs — através de novos acordos. Além disso, a empresa expandiu sua frota com aquisições de segunda mão, adicionando mais de 250 mil TEUs, embora parte desses navios já operasse sob contratos anteriores.

Segundo a Alphaliner, “a onda contínua de compras da MSC se traduziu apenas parcialmente em crescimento de frota”, já que parte das aquisições substituiu embarcações mais antigas.

Frota em renovação e baixo descarte

A rápida expansão da frota contrasta com a baixa taxa de reciclagem da MSC. Desde que atingiu 6 milhões de TEUs, apenas nove navios foram aposentados, todos de pequeno porte e construídos entre as décadas de 1980 e 1990. Com uma capacidade total de 17 mil TEUs, essas baixas foram praticamente compensadas pela entrega de um único navio Neopanamax, destaca o relatório.

Liderança global e domínio de mercado

Detendo mais de 21% da capacidade global de transporte de contêineres, a MSC ampliou sua vantagem sobre a Maersk para 2,4 milhões de TEUs. Sua frota atual, de quase 1.000 embarcações, supera a soma das frotas da Maersk (4,59 milhões de TEUs) e da Hapag-Lloyd (2,41 milhões de TEUs), consolidando uma liderança difícil de alcançar.

Apesar das comparações com a aliança Gemini Cooperation — formada por Maersk e Hapag-Lloyd —, a Alphaliner ressalta que a MSC opera de forma independente, fora das alianças tradicionais. Mesmo assim, sua presença nas rotas leste-oeste é considerada equivalente à das grandes coalizões marítimas.

Uma ascensão de meio século

Fundada em 1970, a MSC levou 37 anos para alcançar o primeiro milhão de TEUs, em 2007. Desde então, sua expansão tem sido exponencial, multiplicando esse número por sete em menos de duas décadas.

Com o novo recorde, a MSC lidera o seleto grupo das companhias que integram o chamado “clube do milhão de TEUs”, ao lado de Maersk, CMA CGM, Cosco, Hapag-Lloyd, ONE, Evergreen e HMM. Juntas, essas empresas concentram 80% da capacidade global de transporte marítimo, com uma frota total de 3.821 navios e 26,6 milhões de TEUs.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Sem Categoria

Arrendadoras chinesas perdem posições enquanto a MSC avança em novo ranking de proprietários

Dados exclusivos enviados ao Splash Extra pela consultoria britânica Maritime Strategies International (MSI) mostram as mais recentes classificações de proprietários de frotas, comparadas com o ano anterior. O levantamento considera a tonelagem de porte bruto (dwt) das frotas atualmente em operação, sem incluir encomendas, embarcações offshore ou de cruzeiro.

A Mediterranean Shipping Co (MSC), com sede na Suíça e reconhecida como a maior empresa de transporte de contêineres do mundo, apresentou a maior expansão de frota do último ano, enquanto várias gigantes chinesas de leasing perderam posições, já que suas carteiras de novas construções ainda não se traduziram em navios em operação.

A COSCO, gigante chinesa do setor, continua sendo o maior proprietário do mundo em tonelagem, com sua frota alcançando 76,2 milhões de toneladas de porte bruto (dwt) em 31 de agosto. Mas o grande destaque foi a MSC, que aumentou sua frota de 35,5 milhões de dwt para 44,5 milhões de dwt em um ano, ultrapassando a Bank of Communications Leasing e assumindo a segunda posição no ranking.

Mesmo com crescimento para 41,4 milhões de dwt, o Bank of Communications caiu para o terceiro lugar. O Mitsui OSK Lines (Japão) e a China Merchants completam o top 5, ambos com ligeiro aumento de capacidade.

Um dos movimentos mais notáveis foi a ascensão da belga CMB.TECH, que estreou na oitava posição com 22,6 milhões de dwt, impulsionada principalmente pela aquisição da Golden Ocean, empresa de granel sólido. A Evergreen, de Taiwan, também subiu no ranking, agora em 19º lugar com 13,5 milhões de dwt, enquanto a alemã Hapag-Lloyd aparece entre as 25 maiores, com 12,6 milhões de dwt, reflexo da ampliação de sua frota de porta-contêineres.

Outros destaques positivos incluem as sul-coreanas Pan Ocean e HMM, além da singapurense Berge Bulk, que adicionaram mais de 1 milhão de dwt às suas frotas ao longo do ano.

Em contrapartida, a ICBC Financial Leasing caiu do sétimo para o décimo lugar, com sua frota reduzida de 24,3 milhões para 19,9 milhões de dwt. A Minsheng Financial Leasing também perdeu posições, enquanto a NITC (National Iranian Tanker Company), do Irã, despencou do 19º para o 25º lugar, impactada por sanções e vendas de ativos.

Apesar das quedas, a China mantém domínio global, com COSCO, China Merchants, ICBC, CDB Leasing e China VLCC todas entre as 15 maiores. O Japão também segue fortemente representado por MOL, NYK, K Line, Nissen Kaiun e Shoei Kisen. Já a Grécia mantém presença relevante com grupos como Angelicoussis, Dynacom, Tsakos, Minerva e Navios.

Gráfico por Maritime Strategies International

FONTE: Splash 247
IMAGEM: Reprodução?/BE News

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