Portos

Porto de Santos deve atingir marca histórica de 100 milhões de TEUs em 2026

O Porto de Santos está prestes a alcançar um marco inédito na movimentação de contêineres. Ainda em 2026, o complexo portuário deverá chegar à marca acumulada de 100 milhões de TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés), consolidando sua posição como o principal hub logístico do Brasil.

O resultado reflete décadas de expansão da infraestrutura portuária, aumento da eficiência operacional e crescimento da movimentação de cargas conteinerizadas.

Movimentação de contêineres acelerou nas últimas décadas

Os primeiros contêineres começaram a ser movimentados no Porto de Santos na década de 1970. A inauguração do Tecon Santos, em 1981, colocou o terminal na liderança nacional desse segmento.

Até o início dos anos 2000, o porto movimentava cerca de 1 milhão de TEUs por ano. Desde então, investimentos em infraestrutura e modernização impulsionaram o crescimento da operação.

A entrada em funcionamento de terminais como BTP, Ecoporto e DP World Santos ampliou significativamente a capacidade do complexo, permitindo que a movimentação alcançasse 5,9 milhões de TEUs em 2025, volume 7,7% superior ao registrado no ano anterior.

Para 2026, a expectativa é superar a marca de 6 milhões de TEUs movimentados.

Tecon 10 deve ampliar capacidade do porto em 50%

O próximo salto na capacidade operacional deverá ocorrer com a implantação do Tecon 10, projeto considerado estratégico para o futuro do Porto de Santos.

O novo terminal terá potencial para ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do complexo. O leilão que definirá a empresa responsável pela implantação e operação da estrutura deve ocorrer em breve.

Segundo o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, o desempenho demonstra a evolução da eficiência logística do porto e sua preparação para atender à crescente demanda do comércio nacional e internacional.

Porto também registra recordes na movimentação de cargas

Além do avanço na operação de contêineres, o Porto de Santos vem registrando resultados históricos na movimentação total de cargas.

Em 2025, o complexo alcançou 186,4 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde anual. O volume representa crescimento de 3,6% em comparação com 2024, quando haviam sido movimentadas 179,8 milhões de toneladas.

Os números reforçam o protagonismo do porto na logística brasileira e sua importância para o escoamento da produção nacional e das operações de comércio exterior.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Movimentação de cargas nos portos gaúchos atinge maior nível da última década

Os portos públicos do Rio Grande do Sul alcançaram o melhor desempenho em movimentação de cargas dos últimos dez anos. Entre janeiro e maio de 2026, os terminais de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre somaram 17,59 milhões de toneladas movimentadas, volume 5,15% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Os números reforçam a importância dos portos gaúchos para a logística nacional e evidenciam o avanço da atividade portuária no estado.

Eficiência operacional fortalece competitividade do sistema portuário

De acordo com a Portos RS, o crescimento ocorre em um cenário de reconhecimento da eficiência operacional dos terminais administrados pela autarquia. Recentemente, o Complexo Portuário do Rio Grande foi apontado como o segundo mais eficiente do Brasil, consolidando sua relevância no cenário logístico nacional.

O resultado fortalece a competitividade dos portos do estado e amplia a capacidade de atração de novos negócios e investimentos.

Porto do Rio Grande lidera movimentação e amplia operações

Principal terminal do estado, o Porto do Rio Grande respondeu pela maior parte das operações no período, movimentando mais de 17 milhões de toneladas. O desempenho representa uma alta de 5,3% em comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

A movimentação de contêineres também apresentou avanço significativo. O terminal registrou 420.327 TEUs, crescimento de 12,45% na comparação anual.

Entre as cargas com maior destaque estão:

  • Celulose: 1,97 milhão de toneladas, aumento de 15,18%;
  • Milho: mais de 1,39 milhão de toneladas, crescimento de 77,9%;
  • Soja em grão: 1,88 milhão de toneladas movimentadas.

Pelotas e Porto Alegre também apresentam resultados positivos

O Porto de Pelotas movimentou 434.744 toneladas entre janeiro e maio, com destaque para as operações envolvendo toras de madeira, uma das principais cargas do terminal.

Já o Porto de Porto Alegre registrou 155.707 toneladas no período, volume que representa crescimento de 41,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Os dados demonstram a contribuição dos diferentes terminais para o fortalecimento da infraestrutura logística do estado.

Número de embarcações reforça atividade intensa nos terminais

Ao longo dos cinco primeiros meses de 2026, os portos administrados pela Portos RS receberam 1.550 embarcações, evidenciando o elevado ritmo das operações e a importância estratégica do sistema portuário gaúcho para o escoamento de cargas.

Para o presidente da Portos RS, Fábio Machado, os resultados refletem a capacidade dos terminais de atender ao aumento da demanda logística com eficiência e competitividade.

Segundo ele, o desempenho consolida o Rio Grande do Sul como uma das principais plataformas logísticas do país e contribui para ampliar o potencial de atração de investimentos para o setor.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Ferrovia de SC pode ampliar movimentação de cargas em até 75% com nova concessão

A movimentação de cargas na ferrovia de Santa Catarina que liga Mafra a São Francisco do Sul poderá registrar crescimento de até 75% nas próximas décadas. A projeção faz parte dos estudos que fundamentam a futura concessão do lote Corredor Paraná–Santa Catarina, integrante da Malha Sul ferroviária, elaborados para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Atualmente, o trecho de 212 quilômetros transporta cerca de 3 milhões de toneladas por ano, com predominância de grãos destinados ao Porto de São Francisco do Sul. A expectativa é que esse volume alcance aproximadamente 5,3 milhões de toneladas até 2050.

Demanda deve crescer de forma gradual ao longo do contrato

Segundo as estimativas apresentadas no estudo de demanda, a movimentação ferroviária deverá atingir cerca de 3,5 milhões de toneladas já em 2030. A partir daí, a tendência é de expansão contínua ao longo da vigência da nova concessão.

As projeções consideram fatores como o aumento da produção agrícola em regiões atendidas por novas ferrovias, além do crescimento das cargas transportadas diretamente pela malha e do uso da infraestrutura por meio do chamado direito de passagem.

Investimentos previstos superam R$ 600 milhões

O trecho entre Mafra e São Francisco do Sul é atualmente o único segmento operacional da Malha Sul em território catarinense. Para modernizar a infraestrutura ferroviária, os estudos preveem investimentos de aproximadamente R$ 608 milhões.

Entre as melhorias planejadas estão a renovação da via permanente, substituição de trilhos e dormentes, além de intervenções voltadas ao aumento da eficiência e da segurança operacional da ferrovia.

O novo contrato deverá ter duração estimada de 35 anos.

Governo prepara nova licitação para a Malha Sul

A concessão atualmente em vigor tem validade até 2027. Diante disso, o governo federal avalia a possibilidade de prorrogar a operação existente por até dois anos, garantindo a continuidade dos serviços até a conclusão do processo licitatório.

A ANTT já autorizou a realização das audiências públicas para discutir o projeto da nova concessão. Os encontros estão programados para ocorrer em julho, com sessões previstas em Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.

Consulta pública e leilão estão no cronograma

De acordo com o cronograma divulgado pela agência reguladora, a consulta pública permanecerá aberta até agosto. A previsão é que o edital seja publicado até dezembro, enquanto o leilão para definição da nova concessionária deverá ocorrer a partir de 2027.

A expectativa do setor é que a modernização da infraestrutura ferroviária fortaleça a logística regional, aumente a competitividade do transporte de cargas e amplie a integração entre o interior produtivo e os portos do Sul do país.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gustavo Rotta/Divulgação Rumo

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Portos

Porto de São Sebastião reduz tarifas em 35% para atrair novas cargas de granéis sólidos

O Porto de São Sebastião passou a conceder um desconto de 35% nas tarifas portuárias para operações envolvendo granéis sólidos que ainda não fazem parte da carteira regular de cargas do terminal. A iniciativa já está em vigor após aprovação do Conselho de Administração da Companhia Docas de São Sebastião.

A estratégia tem como foco atrair novos clientes, ampliar a utilização da infraestrutura disponível e fortalecer a posição do porto no mercado de logística portuária paulista.

Benefício contempla cargas minerais e vegetais

A redução tarifária é destinada a cargas de origem mineral e vegetal que ainda não são movimentadas regularmente no terminal. Entre os produtos analisados está a gipsita, matéria-prima amplamente utilizada na fabricação de cimento e fertilizantes, embora outras cargas também possam se enquadrar na política de incentivo.

A expectativa é diversificar as operações e ampliar o volume de mercadorias movimentadas pelo porto nos próximos anos.

Estudos de produtividade embasam política de descontos

A definição do benefício levou em consideração análises técnicas relacionadas à eficiência operacional das cargas. Um dos principais indicadores avaliados foi a prancha operacional, que mede a quantidade de toneladas movimentadas diariamente durante as operações de embarque e desembarque.

Segundo a autoridade portuária, cargas com maior produtividade tendem a reduzir os custos da infraestrutura pública utilizada, criando condições para a concessão de descontos sem comprometer a sustentabilidade financeira das operações.

Gipsita apresenta potencial para ampliar movimentação

Entre os produtos estudados, a gipsita se destaca pelo potencial de movimentação estimado em cerca de 8 mil toneladas por dia.

Além do volume expressivo, a carga possui uma vantagem operacional relevante: pode ser movimentada mesmo em períodos de chuva, reduzindo interrupções nas atividades portuárias e aumentando a disponibilidade do cais para receber novas embarcações.

Essa característica contribui para melhorar o aproveitamento da infraestrutura e elevar a eficiência das operações.

Porto busca expandir participação nas cadeias logísticas

A iniciativa ocorre em um momento de prospecção de novos fluxos de carga para o terminal, que conta com um berço dedicado à navegação de longo curso.

Nesse contexto, a rapidez nas operações de carregamento e descarregamento tem influência direta na capacidade de atendimento do porto e na atração de novos negócios.

De acordo com a administração portuária, ganhos de produtividade geram benefícios para toda a cadeia logística, permitindo melhor aproveitamento da infraestrutura existente, redução de custos operacionais e ampliação da capacidade de movimentação de cargas.

Expectativa é atrair novos investimentos e aumentar volume operacional

A administração do Porto de São Sebastião acredita que a política tarifária diferenciada poderá estimular a chegada de novos granéis sólidos, fortalecer a competitividade do terminal e ampliar sua participação nas cadeias logísticas do estado de São Paulo.

Com a medida, o porto busca consolidar sua posição como alternativa estratégica para empresas que operam no setor de transporte e comércio de cargas a granel.

FONTE: Agência SP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Suape movimenta mais de 11,2 milhões de toneladas e registra crescimento de 26,9% em 2026

O Porto de Suape encerrou os cinco primeiros meses de 2026 com resultados expressivos na movimentação de cargas. Entre janeiro e maio, o complexo portuário pernambucano registrou 11.268.644 toneladas transportadas, volume 26,9% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado.

Com o desempenho acumulado até maio, Suape ocupa a quarta posição entre os portos públicos mais movimentados do Brasil, conforme levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado reforça a importância estratégica do terminal para a logística nacional e para o desenvolvimento econômico do Nordeste.

Granéis líquidos lideram operações e impulsionam crescimento

A principal contribuição para o avanço da movimentação veio dos granéis líquidos, segmento responsável por 66,2% das cargas movimentadas no período.

Ao todo, foram registradas 7,45 milhões de toneladas de petróleo, derivados e outros produtos líquidos, representando um crescimento de 41,9% em comparação aos cinco primeiros meses de 2025.

Segundo o complexo portuário, o aumento está diretamente relacionado à expansão das atividades da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), que atualmente possui capacidade para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Movimentação de contêineres permanece estável

O terminal de contêineres, conhecido como Tecon Suape, manteve um volume consistente de operações ao longo do período.

Entre janeiro e maio, foram movimentados 275.714 TEUs, desempenho semelhante ao registrado no mesmo intervalo de 2025. O segmento respondeu por 25,9% de toda a movimentação do complexo.

A estabilidade demonstra a manutenção da demanda pelos serviços de transporte marítimo de contêineres, fundamentais para a conexão de Pernambuco com mercados nacionais e internacionais.

Granéis sólidos avançam mais de 40%

Outro destaque foi o crescimento das operações de granéis sólidos, que alcançaram 658.642 toneladas, avanço de 43,6% na comparação anual.

Os principais produtos movimentados foram trigo, cimento, clínquer e coque, refletindo o fortalecimento das cadeias industriais e da construção civil. As cargas gerais soltas representaram 2,1% do volume total registrado pelo porto.

Número de embarcações cresce e reforça atividade portuária

O aumento da movimentação também impactou o fluxo marítimo em Suape. Nos cinco primeiros meses de 2026, o complexo recebeu 693 embarcações de diferentes perfis e portes, número 14,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O resultado evidencia a intensificação das operações e o fortalecimento da infraestrutura portuária para atender à crescente demanda logística.

Investimentos ampliam competitividade do complexo

De acordo com a administração do porto, os números refletem um ciclo contínuo de expansão sustentado pelo crescimento industrial, pelas operações ligadas ao setor energético e pelos investimentos realizados nos últimos anos.

A estratégia inclui obras de modernização, ampliação da capacidade operacional e melhorias na infraestrutura, fortalecendo a posição de Suape como um dos principais hubs logísticos, industriais e energéticos do país.

Além disso, novos investimentos previstos para os píeres destinados à movimentação de granéis líquidos devem aumentar a eficiência operacional e preparar o porto para acompanhar o crescimento da cadeia de petróleo, combustíveis e derivados, segmento que concentra a maior parte das cargas movimentadas no complexo.

FONTE: Porto de Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Porto de Paranaguá amplia capacidade e reforça liderança nas exportações brasileiras

O Porto de Paranaguá segue consolidando sua posição como um dos principais polos logísticos do país. Impulsionado pelo aumento da movimentação de cargas e por novos investimentos em infraestrutura, o complexo portuário registrou resultados expressivos nos primeiros cinco meses de 2026, especialmente no segmento de exportação de proteína animal.

Entre janeiro e maio, o porto embarcou 277,5 mil toneladas de carne bovina para o mercado internacional. O volume garantiu ao terminal a segunda colocação nacional nesse tipo de operação, respondendo por 24,7% das exportações brasileiras do produto. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Movimentação de contêineres cresce em 2026

O desempenho positivo também foi observado no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, foram movimentados 690 mil TEUs, medida utilizada para contabilizar contêineres de 20 pés.

Segundo a administradora do terminal, as exportações alcançaram 3,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres, representando crescimento de 8% em comparação ao mesmo período de 2025. Já as importações somaram 1,3 milhão de toneladas, avanço de 6% na mesma base de comparação.

Investimentos fortalecem infraestrutura portuária

Para atender à expansão da demanda e melhorar a eficiência logística, o Porto de Paranaguá integra um conjunto de obras e projetos coordenados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Um dos principais empreendimentos é o Moegão, novo sistema de descarga ferroviária do corredor de exportação. Considerada a maior obra pública portuária em execução no Brasil, a estrutura já superou 95% de conclusão e recebeu investimentos superiores a R$ 500 milhões, com recursos financiados pelo BNDES.

Quando entrar em operação, o sistema deverá elevar em aproximadamente 60% a capacidade ferroviária do porto, permitindo o aumento da circulação diária de vagões de 550 para 900 unidades. A iniciativa também busca melhorar o equilíbrio da matriz de transporte regional, ampliando a participação do modal ferroviário.

Canal de acesso receberá mais de R$ 1 bilhão em investimentos

Outro projeto estratégico em andamento é a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá. O contrato prevê aportes de R$ 1,23 bilhão ao longo dos próximos 25 anos para serviços de dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária.

A expectativa é que a medida aumente a segurança da navegação, reduza gargalos operacionais e proporcione maior previsibilidade para as operações de embarque e desembarque.

Sustentabilidade ganha espaço nas operações

Além dos investimentos logísticos, o complexo portuário também avança na agenda ambiental. Entre as ações implementadas estão projetos voltados à energia solar em terminais do porto, contribuindo para a redução das emissões de carbono e para a adaptação às exigências de sustentabilidade do comércio internacional.

As iniciativas reforçam o compromisso do setor com práticas mais sustentáveis e com a modernização das operações portuárias.

Porto de Paranaguá se consolida como hub logístico estratégico

Localizado em uma das regiões mais importantes para o escoamento da produção nacional, o Porto de Paranaguá conecta grandes centros produtores aos mercados globais. Em 2025, os portos paranaenses alcançaram um recorde histórico de movimentação, somando cerca de 73,5 milhões de toneladas transportadas.

Com novos investimentos em infraestrutura portuária, logística de exportação, acesso aquaviário e sustentabilidade, o terminal amplia sua competitividade e fortalece sua posição entre os principais hubs logísticos da América do Sul.

FONTE: Divulgação/TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Porto de Suape registra crescimento de 26,9% na movimentação de cargas em 2026

O Complexo Industrial Portuário de Suape manteve o ritmo de expansão em 2026 e alcançou a marca de 11,26 milhões de toneladas de cargas movimentadas entre janeiro e maio. O volume representa um crescimento de 26,9% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Com o desempenho registrado nos cinco primeiros meses do ano, o porto pernambucano consolidou sua posição entre os principais terminais do país, ocupando atualmente o quarto lugar entre os portos públicos brasileiros mais movimentados, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Crescimento acompanha avanço das atividades industriais

Os resultados reforçam a tendência positiva observada desde o início do ano. Em janeiro, Suape já havia apresentado forte expansão, com alta de 38,6% na movimentação de cargas e aumento de 26,2% nas atracações em relação ao mesmo mês de 2025.

O avanço reflete o fortalecimento das operações industriais instaladas no complexo e a ampliação das conexões logísticas que ligam Pernambuco aos mercados nacional e internacional.

Granéis líquidos lideram movimentação do porto

O segmento de granéis líquidos foi o principal responsável pelo crescimento das operações. Entre janeiro e maio, foram movimentadas 7,45 milhões de toneladas de petróleo, combustíveis, derivados e outros produtos líquidos, um aumento de 41,9% na comparação anual.

O desempenho está diretamente relacionado à ampliação da produção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que atualmente opera com capacidade para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Ao todo, os granéis líquidos representaram 66,2% de toda a carga movimentada pelo complexo no período.

Movimentação de contêineres permanece estável

O Tecon Suape, terminal especializado em contêineres, registrou movimentação de 275.714 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés) nos primeiros cinco meses do ano.

O resultado ficou praticamente no mesmo patamar observado em 2025 e respondeu por 25,9% de toda a movimentação do porto.

Granéis sólidos apresentam forte avanço

Outro destaque do período foi o crescimento das operações com granéis sólidos, que alcançaram 658.642 toneladas movimentadas, representando uma alta de 43,6%.

Entre os produtos com maior participação estão trigo, cimento, clínquer e coque. Já o segmento de cargas gerais soltas respondeu por 2,1% do volume total registrado no complexo.

Número de embarcações também aumenta

O aumento da movimentação de cargas impactou diretamente o fluxo marítimo do porto. Entre janeiro e maio, Suape recebeu 693 embarcações de diferentes categorias, resultado 14,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Investimentos fortalecem competitividade do complexo

De acordo com o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, os números demonstram a consolidação de um ciclo sustentável de crescimento impulsionado pelos investimentos realizados nos últimos anos.

Segundo ele, a expansão do parque industrial, o fortalecimento das operações ligadas ao setor energético e os projetos de modernização vêm ampliando a competitividade do porto e reforçando sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

Expansão da infraestrutura deve sustentar crescimento

O momento positivo também acompanha os investimentos em infraestrutura, modernização operacional e ampliação da capacidade portuária.

Para o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária de Suape, José Constantino, o aumento da demanda por combustíveis e derivados evidencia a necessidade de avançar com os projetos de ampliação dos Píeres de Granéis Líquidos.

Segundo ele, as melhorias previstas serão fundamentais para elevar a eficiência operacional, aumentar a capacidade de atendimento e acompanhar o crescimento da cadeia de petróleo, combustíveis e derivados, responsável pela maior parte da movimentação do complexo.

Com localização estratégica e integração às principais rotas marítimas do país, Suape segue ampliando sua relevância como plataforma logística, industrial e energética do Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Itajaí registra crescimento de 82% na movimentação de abril em relação a 2025

O Porto de Itajaí segue consolidando sua retomada operacional e registrou, em abril de 2026, crescimento de 82% na movimentação de cargas na área arrendada e no cais comercial em comparação com o mesmo mês de 2025.

De acordo com os dados operacionais de abril, foram movimentadas 441.082 toneladas na área arrendada e no cais comercial do Porto de Itajaí. Em abril de 2025, o volume havia sido de 242.098 toneladas. O resultado confirma a recuperação da atividade portuária e o fortalecimento do porto público como eixo estratégico para a economia de Itajaí e de Santa Catarina.  

O desempenho também foi expressivo na movimentação de contêineres. Em abril de 2026, o Porto de Itajaí registrou 42.363 TEUs, contra 20.955 TEUs em abril de 2025, o que representa crescimento de 102% no período.

No acumulado do ano, a área arrendada e o cais comercial somaram 2.112.499 toneladas movimentadas, frente a 1.479.661 toneladas no mesmo período de 2025, avanço de 43%. Já em TEUs, o acumulado chegou a 195.934 unidades, crescimento de 75% em relação aos 112.216 TEUs registrados no ano anterior.  

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, os números demonstram a força da retomada e o papel estratégico do porto público.

“Esse crescimento mostra que o Porto de Itajaí está no caminho certo. A retomada das operações vem gerando resultados concretos, com mais cargas, mais contêineres, mais competitividade e impacto direto na economia da cidade. O porto público voltou a cumprir seu papel de indutor do desenvolvimento”, destacou.

Os resultados reforçam o momento de expansão do Porto de Itajaí, que vem ampliando sua capacidade operacional, fortalecendo a movimentação de cargas e contribuindo para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico em toda a região.

TEXTO E IMAGEM: Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Itajaí: concessão do canal viabiliza remoção do navio Pallas e amplia capacidade operacional

A futura concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí deve impulsionar uma nova fase de modernização do complexo portuário catarinense e solucionar um entrave histórico à expansão da estrutura: a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado na foz do rio Itajaí-Açu há mais de 130 anos.

Estruturado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 350 milhões ao longo de 25 anos. A expectativa é que o leilão da concessão seja realizado ainda no segundo semestre deste ano.

Ampliação do calado permitirá receber grandes cargueiros

A concessão faz parte da estratégia do Governo Federal para fortalecer a retomada do Porto de Itajaí como um dos principais polos logísticos do país.

Entre os benefícios previstos estão a realização de dragagens programadas, maior previsibilidade operacional e o aprofundamento do calado para até 16 metros. A medida permitirá a operação de embarcações com até 400 metros de comprimento, incluindo alguns dos maiores navios cargueiros em atividade no comércio marítimo internacional.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o porto recebeu atenção prioritária do governo após enfrentar dificuldades operacionais que afetaram a economia catarinense e nacional. Para ele, a concessão representa mais um passo para aumentar a eficiência e a competitividade do terminal.

Remoção do Pallas é considerada estratégica para expansão do porto

Além das intervenções de dragagem e reestruturação do canal de acesso, o contrato prevê a retirada de obstáculos que limitam o desenvolvimento da área portuária, incluindo os destroços do navio Pallas e remanescentes de antigas estruturas de espigões.

O projeto também contempla a implantação do sistema Vessel Traffic Service (VTS), tecnologia utilizada para aprimorar a segurança da navegação e o monitoramento do tráfego marítimo.

A remoção do Pallas é apontada como uma das ações mais relevantes para o crescimento do complexo. Com a retirada da embarcação, será possível ampliar a bacia de evolução, permitindo a operação de navios da categoria New Panamax e elevando a capacidade logística do porto.

Estudos técnicos já estão em andamento

No final de maio, a Superintendência do Porto de Itajaí, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Autoridade Portuária Federal firmaram um convênio para desenvolver os estudos necessários à retirada dos destroços.

Para o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a iniciativa integra um conjunto de projetos estratégicos implementados após a retomada da gestão federal. Segundo ele, a medida contribuirá para aumentar a segurança das operações e criar condições para receber embarcações de maior porte.

Movimentação de cargas cresce em 2026

Com localização estratégica próxima às rodovias BR-101 e BR-470, o Complexo Portuário de Itajaí atende exportadores e importadores de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal, sendo um dos principais corredores logísticos para cargas de alto valor agregado.

Após encerrar 2025 com movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o porto manteve trajetória de crescimento em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas, volume quase 40% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em abril, a movimentação alcançou 430,3 mil toneladas, representando crescimento de 57% na comparação anual.

Navio naufragado em 1893 limita expansão operacional

O navio Pallas afundou em 1893 na entrada do rio Itajaí-Açu e permaneceu submerso por mais de um século. Sua localização foi redescoberta em 2017 durante obras de dragagem e ampliação do porto.

Embora atualmente não comprometa as operações de navegação, a estrutura submersa impede a ampliação da bacia de evolução e restringe a entrada de embarcações maiores.

Com a retirada dos destroços, será possível adequar futuramente a Bacia de Evolução nº 2, que deverá atingir 530 metros de diâmetro. A ampliação proporcionará mais segurança nas manobras, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aescom/MPor

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Portos

Exportações crescem 28,8% em maio e impulsionam movimentação nos portos paranaenses

Impulsionada pelo crescimento das exportações, a Portos do Paraná movimentou 6,12 milhões de toneladas em maio, volume 14,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram movimentadas 5,35 milhões de toneladas. No acumulado de janeiro a maio, a movimentação total alcançou 28,87 milhões de toneladas, resultado 2,4% superior ao do mesmo período do ano passado, que somou 28,19 milhões de toneladas.

“Toda essa movimentação demonstra que os portos paranaenses são altamente competitivos e geram bons resultados para os operadores que atuam aqui. Por isso, seguimos investindo em infraestrutura, modernização de sistemas e capacitação de pessoal. Só assim é possível construir uma logística cada vez mais inteligente e eficiente”, enfatiza o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Nas exportações, a Portos do Paraná alcançou 4,04 milhões de toneladas em maio, cerca de 900 mil toneladas a mais do que no mesmo período de 2025, crescimento de 28,8%. Já as importações somaram 2,07 milhões de toneladas, volume aproximadamente 140 mil toneladas inferior ao registrado no ano anterior.
 

Soja lidera crescimento

O principal produto impulsionador do comércio exterior foi a soja. As 831,8 mil toneladas exportadas em maio de 2025 saltaram para 1,58 milhão de toneladas em maio de 2026, um crescimento de 91%. No acumulado do ano, a commodity registra alta de 29%.

O Porto de Paranaguá é responsável pelo embarque de 14,2% de toda a soja exportada pelo Brasil, com destino principalmente aos mercados da Ásia e do Oriente Médio.

O farelo de soja foi o segundo grande destaque do mês. O volume exportado passou de 628,3 mil toneladas em maio de 2025 para 796 mil toneladas em maio deste ano, crescimento de 27%.

O Porto de Paranaguá é o segundo maior exportador de farelo de soja do Brasil, com participação de 26,5% nas exportações nacionais registradas nos cinco primeiros meses do ano, de acordo com dados do Comex Stat, sistema do Governo Federal que reúne informações sobre o comércio exterior, e do Centro de Estatísticas da Portos do Paraná.


Contêineres e proteínas animais em alta

As cargas exportadas por contêineres registraram aumento de aproximadamente 30 mil toneladas, alcançando 824,3 mil toneladas em maio, crescimento de 4%.

Grande parte desse volume é composto por proteínas animais congeladas. De janeiro até o fim de maio, cerca de 1,5 milhão de toneladas de carnes foram enviadas para mercados como China, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Japão, entre outros países.

Também houve crescimento nas exportações de óleos vegetais, com alta de 53% em maio e de 40% no acumulado do ano. Já a celulose registrou aumento de 5% no período analisado.
 

Importações

Entre as importações, os fertilizantes, principal produto desembarcado pelos portos paranaenses, somaram 825 mil toneladas em maio. O volume representa uma redução de 14% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Por outro lado, as importações por contêineres, segundo principal segmento movimentado nos portos paranaenses, cresceram de 582,1 mil toneladas para 651 mil toneladas em maio, avanço de 12%.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

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