Portos

Portos do Paraná registram alta em exportações e importações em 2025

Entre janeiro e setembro, o complexo portuário somou 55,3 milhões de toneladas, com destaque para milho, farelo de soja e frango congelado

A Portos do Paraná soma 55,3 milhões de toneladas movimentadas ao longo de 2025 e caminha para bater o próprio recorde em dezembro, com mais de 70 milhões de toneladas neste ano. O volume movimentado até setembro já representa 6,2% a mais do que o registrado nos três primeiros trimestres de 2024, quando foram atingidas 52,1 milhões de toneladas. Na avaliação geral, os granéis sólidos lideram as movimentações (61,5%), seguidos de carga geral (25,4%) e granéis líquidos (13,1%).

A quantidade maior de cargas se reflete também na chegada de navios aos portos do Paraná. Foram 2.124 atracações realizadas entre janeiro e setembro de 2025, número já superior ao total registrado em todo o ano passado, que somou 2.068.

O aumento de calado, que passou de 13,1m para 13,3m, também contribui para esses resultados. “Mais carga em um navio, sem aumento de custo operacional, desperta o interesse dos armadores em atracar nos portos paranaenses”, avalia o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Os dados de movimentação de carga relativos ao mês de setembro mostram que o milho é a commodity que mais cresceu, em volume e em porcentagem, nos portos paranaenses em 2025. No comparativo com o mesmo mês de 2024, a alta é de 356%. No acumulado de janeiro a setembro, os embarques do produto aumentaram 284% em relação ao mesmo período do ano anterior — 2.935.569 toneladas contra 756.044 toneladas. Isso representa US$ 582 milhões em FOB (valor do produto no ponto de embarque).

Os principais destinos do milho exportado foram países do Oriente Médio. A combinação de fatores que envolvem a alta produtividade brasileira e os embates tarifários internacionais promovidos pelos Estados Unidos ampliaram a competitividade do grão produzido no Brasil. O aumento na procura pelo produto brasileiro, principalmente pelo Paraná, se deve ao fato de ser a melhor alternativa de escoamento.

“As exportações nos Portos de Paranaguá e Antonina tiveram um crescimento em setembro e o milho com certeza está entre os principais responsáveis por este aumento”, afirmou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

Outra commodity que cresceu no período foi o farelo de soja, que alcançou a marca de 5.085.054 toneladas, 13% a mais do que no ano passado (4.510.525 toneladas). Os cinco principais destinos do farelo foram os Países Baixos, França, Espanha, Coreia do Sul e Alemanha. Representando mais de um quarto da movimentação nacional, o produto registrou US$ 1,6 bilhão em FOB.

O frango congelado também operou em grande volume. O Porto de Paranaguá movimentou 44% da exportação nacional de carne de frango, o que representa 1,5 milhão de toneladas e US$ 2,7 bilhões de FOB. Os três principais destinos foram África do Sul, México e Emirados Árabes. Para atender à grande demanda, o Terminal de Contêineres de Paranaguá possui o maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas, e é o maior concentrador de linhas marítimas do País, com 23 serviços marítimos.

O envio de óleos vegetais também registrou alta de 45% em setembro e, no acumulado do ano (jan/set), soma crescimento de 49% nas exportações. A celulose teve um aumento de 72% no mês e acumula, até o momento, crescimento de 28% no envio para outros países.

IMPORTAÇÕES 

Na importação, o maior volume é o de fertilizantes, com 1.038.153 toneladas em setembro. O Porto de Paranaguá é o maior canal de importação de adubo do Brasil, responsável por 25,5% da movimentação nacional, avaliada em US$ 3 bilhões de FOB.

O desembarque de trigo cresceu consideravelmente no último mês, com alta de 132%, alcançando 269.308 toneladas, diante das 28.850 toneladas desembarcadas em setembro de 2024. A redução da área plantada na última safra e as interferências climáticas comprometeram a produção do cereal, exigindo maior importação para abastecer o mercado interno.

Setembro também foi marcado pelo aumento de 46% na importação de derivados de petróleo. É o primeiro mês de 2025 que a Portos do Paraná contabiliza um incremento de 3% sobre o acumulado em relação aos granéis líquidos.

FONTE: Portal Be News
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Complexo Portuário de Itajaí registra alta de 9% e movimenta 9,7 milhões de toneladas em 2025

Crescimento na movimentação de cargas

Entre janeiro e agosto de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí movimentou 9,7 milhões de toneladas de cargas, volume 9% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 8,9 milhões de toneladas. Nesse intervalo, 815 embarcações passaram pela bacia de evolução.

As exportações somaram 641.345 toneladas, enquanto as importações atingiram 673.623 toneladas. O complexo é composto pelo Porto de Itajaí e seis terminais privados: Teporti, Poly Terminais, Trocadeiro Portos e Logística, Barra do Rio Terminal Portuário, Terminal Braskarne e Portonave (Terminais Portuários de Navegantes).

Porto de Itajaí: crescimento no cais público e na área arrendada

O Porto de Itajaí (cais público e área arrendada) recebeu 288 navios nos primeiros oito meses de 2025, número muito acima das 85 embarcações registradas em igual período de 2024.

A área arrendada, administrada pela JBS Terminais, movimentou 2,4 milhões de toneladas de cargas, sendo 1,35 milhão de toneladas em exportações e 1,05 milhão em importações.

Já o cais público registrou 392.806 toneladas no período, contra 240.250 toneladas no ano anterior – um crescimento de 63,5%. Desse total, 242.771 toneladas foram importadas e 150.035 exportadas.

Relevância estratégica para o comércio

A soma das operações do cais público e da área arrendada chegou a 2,79 milhões de toneladas, divididas entre 1,5 milhão de toneladas exportadas e 1,29 milhão importadas.

Os resultados reforçam a importância estratégica do Complexo Portuário de Itajaí no comércio exterior, consolidando-o como um dos principais hubs logísticos do Brasil, com destaque para o avanço simultâneo em cargas e em número de embarcações.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Portos movimentam maior volume de cargas da história em julho

Os portos registraram movimentação de 124,7 milhões de toneladas. 73% foram de navegação de longa distância – exportação e importação – e 20% de cabotagem – entre portos brasileiros

Os portos brasileiros registraram, em julho, o maior volume mensal de cargas da história. Foram 124,7 milhões de toneladas. Nesse sentido, foram 73% de navegação de longa distância – exportação e importação – e 20% de cabotagem – entre portos brasileiros. 

Nos primeiros sete meses do ano, os portos atingiram 780,4 milhões de toneladas de cargas. Do mesmo modo, o volume é 1,76% maior do que o do mesmo período de 2024.

ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reafirmou que o governo federal tem atuado com a finalidade de ampliar as concessões e fortalecer a infraestrutura nacional. 

“Temos como foco garantir segurança jurídica e atrair novos investimentos. Essa política, liderada pelo presidente Lula, vem aumentando a capacidade dos portos e fortalecendo as exportações do Brasil.” Sílvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos

Ainda de acordo com Sílvio Costa Filho, “a ampliação da capacidade de nossos portos é fundamental para a economia nacional”.

A principal carga foi de granéis sólidos (minerais e vegetais), com mais de 76,6 milhões de toneladas. Todos os tipos de carga tiveram aumento em julho, em relação aos números registrados no mesmo mês em 2024.

“Granéis líquidos (especialmente combustíveis) tiveram um aumento de 6%, enquanto a movimentação de granéis sólidos aumentou quase 4%. O crescimento de carga em contêineres foi de 3% no período e o volume de carga geral foi 0,9% superior ao registrado em julho do ano passado”, informou o ministério.

Fonte: Folha Vitória

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Comércio Exterior, Logística

Movimentação de cargas cresce 7% nos primeiros sete meses de 2025

O Porto de São Francisco do Sul fechou os sete primeiros meses de 2025 com um crescimento de 7% na movimentação de cargas, em comparação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a julho, passaram pelo terminal 10,5 milhões de toneladas, frente às 9,8 milhões registradas em 2024.

No acumulado de 2025, as exportações pelo Porto somaram 5,8 milhões de toneladas, o que representa 55% do total movimentado no período. Os principais destaques foram a soja, com 4 milhões de toneladas, e o milho, com 1,3 milhão.

As importações, por sua vez, totalizaram 4,7 milhões de toneladas – equivalente a 45% das cargas. Os principais produtos importados foram materiais siderúrgicos, com 2,8 milhões de toneladas, e fertilizantes, com 1,6 milhão de toneladas. Somente em julho, o Porto movimentou 1,7 milhão de toneladas, um salto de 46% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registrados 1,1 milhão de toneladas. 

Nesse período, os embarques de grãos (soja e milho) somaram 974 mil toneladas, enquanto os desembarques de produtos siderúrgicos e fertilizantes alcançaram, respectivamente, 634 mil e 190 mil toneladas.

“São Francisco do Sul segue se destacando como importante corredor logístico para o comércio exterior catarinense e brasileiro. Os números positivos refletem todo o trabalho que é feito pela gestão e colaboradores, para manter o Porto em constante crescimento”, avalia o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o caráter multipropósito de São Francisco do Sul é um dos principais fatores para o aumento sustentável no volume de cargas. 

Fonte: Porto de São Francisco do Sul

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Portos

Portos de SC registram aumento na movimentação de cargas

O resultado supera a média nacional

Os portos de Santa Catarina registraram aumento de 5,23% na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Entre janeiro e junho, eles movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas. O resultado supera a média nacional, de 1,02%, e representa o melhor desempenho entre os estados do Sul do país. A Gerência de Portos da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias apurou os dados junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Conforme o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins os números são resultado de planejamento.

“Os portos de Santa Catarina seguem cumprindo o seu papel de importância dentro da logística estadual e nacional. Pelos nossos portos passam quase 20% do total de contêineres do país. Atendemos também setores do agronegócio e seguimos em constante crescimento nos últimos anos “, comentou.

No setor de contêineres, os portos de Santa Catarina registraram crescimento de 12,4% em relação a 2024, movimentando mais de 1,34 milhão de TEUs. A carga corresponde a mais de 15 milhões de toneladas e supera o crescimento nacional que é de 10,2%. Os portos catarinenses respondem por 19,25% de toda a movimentação de contêineres do Brasil.

Resultados

No primeiro semestre, o Porto Itapoá registrou o segundo maior movimento do país, com 8,1 milhões de toneladas em cargas conteinerizadas. A Portonave movimentou 4,8 milhões de toneladas, o Porto de Itajaí, 1,4 milhão, e o Porto de Imbituba, 656,3 mil toneladas.

Balanço total

Na movimentação total de cargas, o Porto de São Francisco do Sul liderou no primeiro semestre com 8,7 milhões de toneladas, seguido por Itapoá, com 8,1 milhões. O Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul registrou 5,1 milhões, a Portonave, 4,8 milhões, Imbituba, 3,6 milhões, e Itajaí, 1,6 milhão de toneladas. Outros terminais do estado somaram 246 mil toneladas.

Fonte: Guararema News

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Comércio, Logística

Receita Federal e ACII discutem facilitação na movimentação de cargas e melhorias no atendimento aduaneiro em Itajaí

Com o objetivo de destravar gargalos logísticos e promover mais fluidez nas operações aduaneiras, a Associação Empresarial de Itajaí (ACII) realizou, na noite de segunda-feira (11), uma reunião plenária com a presença do delegado da Receita Federal no Porto de Itajaí, André Bueno Brandão Sette e Câmara. O encontro abriu espaço para um diálogo direto com a Receita Federal, do qual surgiram propostas concretas voltadas a impulsionar a eficiência da cadeia logística regional.

Entre os principais assuntos debatidos, ganhou destaque a proposta de facilitar o transporte de cargas soltas — como bobinas de aço — entre o porto e os recintos alfandegados próximos. Atualmente, esse tipo de operação depende de autorizações pontuais, analisadas caso a caso, o que gera atrasos e insegurança para operadores e importadores. A solução sugerida prevê a adoção de um modelo semelhante ao utilizado para cargas a granel, com liberação antecipada e verificação posterior, o que promete acelerar o fluxo logístico e garantir maior segurança jurídica. A proposta será levada à reunião nacional da Receita Federal, marcada para os dias 13 e 14 de agosto, em Brasília.

Também foi discutida a necessidade de unificar e agilizar a análise dos pedidos de habilitação no Radar Siscomex para empresas associadas à ACII. Empresários relataram dificuldades na comunicação com os fiscais e inconsistências nas decisões, mesmo quando toda a documentação está em conformidade. Em resposta, o delegado André Bueno destacou que empresas certificadas como Operadores Econômicos Autorizados (OEA) já contam com prioridade nos processos e incentivou as demais a buscarem essa certificação como forma de obter mais agilidade e benefícios no comércio exterior.

Outro ponto levantado durante a plenária foi a padronização das normas de acesso e dos requisitos para uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) nos recintos alfandegados. Segundo os participantes, há divergências entre os operadores quanto às exigências, o que gera confusão e entraves operacionais. Como encaminhamento, foi sugerida a elaboração de uma nota técnica ou a inclusão do tema na próxima reunião da COLFAC (Comissão Local de Facilitação do Comércio), prevista para setembro.

A regionalização dos serviços da Receita Federal também foi debatida. Embora tenha melhorado a especialização e a velocidade das análises, a medida resultou na piora do atendimento presencial e na dificuldade de comunicação direta com os fiscais. Muitos contribuintes têm sido obrigados a se deslocar para outras cidades, como Florianópolis ou Blumenau, em busca de soluções que antes eram tratadas localmente. Para contornar essa limitação, foi sugerida a criação de um plantão eletrônico com agendamento online, permitindo o atendimento remoto e mais eficiente.

A presidente da ACII, Thaísa Nascimento Corrêa, reforçou a importância de consolidar um canal permanente de diálogo entre o setor produtivo e a Receita Federal. “Queremos mais previsibilidade, clareza e segurança jurídica nos processos. A ACII está à disposição para colaborar na construção de soluções, incluindo propostas de automatização e novos modelos de atendimento”, afirmou.

Texto: Assessoria de Imprensa
Fotos: Divulgação

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Comércio, Logística

TESC cresce 20% em movimentação de cargas no 1º semestre de 2025

Terminal Portuário SC registrou aumento em diversos segmentos de cargas, com destaque para a operação de grãos na exportação, consolidando sua vocação para alavancar o agronegócio brasileiro, com crescimento de 30% no período

No 1º semestre de 2025, o TESC (Terminal Portuário Santa Catarina) movimentou 3,3 milhões de toneladas de cargas, um crescimento de 20% em relação ao volume de 2024. Este aumento foi registrado em todos os segmentos de cargas – soja e milho em grãos, produtos siderúrgicos, granéis sólidos de importação, produtos florestais renováveis e cargas gerais – com destaque para produtos de origem vegetal, que cresceu 30%.  

O TESC iniciou a operação dos silos e berço dedicado de grãos para exportação em 2023, depois de realizar investimentos superiores a R$ 250 milhões com a implantação do projeto para atender às necessidades específicas do setor agrícola. Deste então, já registrou em dois anos de operações da planta de grãos, cerca de 5 milhões de toneladas embarcadas e existe espaço para crescer ainda mais, com uma capacidade instalada para operar 4 milhões de toneladas de grãos ao ano na maturação do projeto, afirma o diretor de operações e comercial do terminal, o COO Randal Couceiro.

Mesmo atuando em uma área compacta, de 68 mil m², localizada no Complexo Portuário de São Francisco do Sul, o TESC tem demonstrado capacidade técnica e planejamento estratégico para sustentar um modelo operacional de alta performance. O terminal portuário, cuja missão é fornecer serviços e infraestrutura portuária eficientes e sustentáveis para a promoção do comércio marítimo do Brasil, movimenta cargas vindas de 3 regiões do país, com uma área de influência de superior a mil quilômetros.

De acordo com o CEO Fabio Mota, o TESC tem se consolidado como uma das operações portuárias mais eficientes do Brasil. “Nosso diferencial multipropósito, alinhado aos excelentes indicadores de desempenho, tem despertado o interesse de outros terminais portuários em conhecer de perto o uso inteligente da infraestrutura para o atendimento a diferentes segmentos de cargas e segmentos econômicos, com qualidade, competitividade e segurança”, destaca Mota.

Sobre o TESC

Com 29 anos de atuação, o TESC é um terminal portuário multipropósito estrategicamente localizado no complexo portuário de São Francisco do Sul (SC), em uma área de 68 mil m2.

A proximidade das rodovias BR-280 e BR-101 permite rápido acesso aos grandes centros industriais e econômicos das regiões Sul e Sudeste, conferindo agilidade no fluxo de cargas de importação e exportação.

Com mais de 58 milhões de toneladas movimentadas ao longo de sua história, o Terminal é reconhecido pela versatilidade e eficiência em embarque de grãos vegetais, produtos siderúrgicos, granéis sólidos de importação, carga geral e carga de projeto, por esta razão é um terminal multipropósito. 

Com informações da assessoria de imprensa do TESC.

Fonte: FIESC

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Comércio, Portos

Portos públicos da região Sul movimentam 9,9 milhões de toneladas em maio

Crescimento na movimentação é de mais de 8% em relação ao mesmo mês do ano passado; cabotagem na região também teve alta expressiva

Os portos públicos da região Sul movimentaram 9,9 milhões de toneladas de cargas em maio de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O volume representa um crescimento de 8,27% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registradas 9,1 milhões de toneladas. O desempenho confirma a relevância logística do Sul do Brasil e o dinamismo dos terminais localizados nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Entre os portos da região, Paranaguá (PR) liderou a movimentação, com 4,7 milhões de toneladas no mês. O Porto de Rio Grande (RS) aparece em seguida, com 2,5 milhões de toneladas, enquanto São Francisco do Sul (SC) respondeu por 1,6 milhão de toneladas. Outros destaques foram Imbituba (SC), com 629 mil toneladas, e Itajaí (SC), com 216 mil toneladas.

A movimentação de contêineres alcançou 2,4 milhões de toneladas, superando em 20% o registrado em maio de 2024. A exportação de soja se manteve forte, somando 2,1 milhões de toneladas. O segmento de fertilizantes também apresentou avanço significativo, com 1,8 milhão de toneladas, frente a 1,2 milhão no ano anterior.

Outro produto de peso foram os resíduos da extração do óleo de soja, conhecidos como bagaço, com 628 mil toneladas; insumo valorizado na produção de ração animal, biodiesel e outros setores. Já o açúcar fechou o mês com 618 mil toneladas movimentadas.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem os investimentos do atual governo no setor. “A movimentação nos portos do Sul ocorre em um cenário de grandes investimentos para modernização e aumento da competitividade nos terminais brasileiros, acompanhando tendências nacionais de crescimento e diversificação dos produtos transportados”, disse.

Crescimento da cabotagem
A movimentação de cargas por cabotagem (transporte marítimo entre portos nacionais) registrou 571 mil toneladas em maio, alta de 21,3% em relação a 2024. O avanço reflete a ampliação do uso desse modal no escoamento de cargas; neste caso específico, em rotas que conectam o Sul a outros portos do país.

O crescimento ocorre em um momento estratégico para o setor: em evento realizado neste mês com a participação do Ministério de Portos e Aeroportos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que regulamenta o programa BR do Mar, iniciativa federal voltada a estimular a cabotagem. A expectativa é que o novo marco regulatório amplie ainda mais a participação desse modal na matriz logística nacional, impulsionando a integração entre portos e reduzindo custos no transporte de cargas.

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio, Logística

Movimentação de Cargas no Porto de São Francisco, no Brasil, Sobe para 8,8 Milhões de Toneladas no 1º Semestre de 2025

Movimentação de cargas no Porto de São Francisco no primeiro semestre do ano manteve a tendência de crescimento observada desde 2023. Entre janeiro e junho, passaram pelo terminal no norte de Santa Catarina 8,8 milhões de toneladas.

As exportações representaram 54% (4,7 milhões de toneladas), impulsionadas pelo embarque de grãos, que totalizaram 4,4 milhões de toneladas — sendo 3,4 milhões de toneladas de soja e 1 milhão de toneladas de milho.

As importações somaram 4,1 milhões de toneladas (46%), com destaque para 2,3 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos vindos da China e 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes provenientes do Oriente Médio, principalmente Egito, Omã e Irã.

No mesmo período do ano passado, o porto movimentou 8,7 milhões de toneladas.

“O Porto de São Francisco continua exercendo um papel fundamental como um dos principais corredores logísticos do sul do Brasil. O crescimento dos últimos anos exige uma gestão alinhada aos interesses dos operadores que utilizam o porto para desenvolver seus negócios de importação e exportação”, afirmou o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (Spaf), Beto Martins.

Segundo o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o crescimento é resultado de uma gestão técnica aliada ao desempenho eficiente dos operadores portuários e demais trabalhadores do terminal.

“Nos últimos dois anos, alcançamos os maiores volumes de carga da história do Porto: 16,8 milhões de toneladas em 2023 e 17 milhões de toneladas em 2024. Pensávamos que havíamos chegado ao limite, mas esse aumento no primeiro semestre mostra que todos os investimentos em infraestrutura feitos nos últimos meses estão contribuindo para esse crescimento contínuo”, disse Vieira.

Ele destacou que, nos últimos dois anos, melhorias estruturais aumentaram a competitividade do porto. “Além da abertura de uma nova via de acesso, investimos R$200 milhões em infraestrutura portuária, incluindo um novo parque tecnológico e modernização de equipamentos.”

Nos próximos meses, serão investidos mais R$324 milhões no aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, R$18 milhões na restauração do Berço 201 e R$12,5 milhões na quarta faixa da BR-280 que leva ao porto.

Fonte: Datamar News

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Portos

Mesmo com neblina em agosto, Porto de Santos quebra novo recorde de movimentação de cargas

O Porto de Santos bateu novos recordes de movimentação de cargas no mês de agosto de 2024. Foram 15,9 milhões de toneladas no mês e 121,5 milhões no acumulado desde janeiro. As marcas foram obtidas mesmo com o registro no mês de 116 horas de navegação suspensa devido à neblina.

Faltando ainda um trimestre para o fim do ano, o Porto de Santos já superou toda a movimentação de oito anos atrás (2016), quando foram registradas 113,8 milhões de toneladas. O crescimento em relação ao recorde anterior, janeiro a agosto de 2023, foi de 9 %.

O presidente da APS, Anderson Pomini, lembrou que os números mostram todos os meses que Santos é um porto mundial de 1ª classe: “Assim que fomos classificados, por exemplo, pela terceira maior armadora do mundo, a empresa francesa CMA GCM, que vai investir R$ 6,3 bilhões no mais importante porto do hemisfério sul”.

Os embarques no ano já ultrapassam 90,3 milhões de toneladas, aumento de 8,3% em relação a 2023. Destaque para o complexo soja (grãos e farelo), que já somam 34,1 milhões, seguido do açúcar (17,8 milhões) e milho (5,6 milhões). Mas o maior crescimento no período foi do café em grãos, que teve aumento de 53,5% nos carregamentos e já chega a quase 1,6 milhão de toneladas.
Nos desembarques, o aumento nos oito meses do ano foi de 11,2% em relação a 2023, ultrapassando 31,2 milhões de toneladas. A carga mais descarregada foi o adubo, com 4,9 milhões de toneladas (a 5ª mais movimentada do Porto de Santos, superada por soja, açúcar, milho e celulose). Um destaque foi o trigo, que subiu 23,4% e marcou 829,3 mil toneladas.

A movimentação de contêineres também foi recorde, com 3,5 milhões de TEU, aumento de 15,1% em comparação ao mesmo período de 2023.

Consulte o gráfico abaixo para uma comparação das exportações e importações de contêineres registradas em Santos entre janeiro de 2021 e julho de 2024. As informações foram derivadas do DataLiner, plataforma de dados marítimos da Datamar.

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Movimento mensal

Os 15,9 milhões de toneladas no mês equivalem a um aumento de 4,9% ante agosto de 2023. Mais da metade (8,5 milhões) são granéis sólidos. Destaque para as exportações de açúcar e soja em grãos, que apresentaram crescimento de 23,8% e 17,2%, respectivamente. Açúcar (2,9 milhões), milho (2,8 milhões) e complexo soja (2 milhões) foram as cargas de maior movimentação no mês. Mas o maior crescimento, de 29,6%, foi do embarque de carnes (31,5%), passando de 218,3 mil toneladas.

O crescimento da movimentação de contêineres foi de 6% ante agosto de 2023, passando de 476 mil TEU. Melhor marca para o mês de agosto.

A participação acumulada de Santos na corrente comercial brasileira apresentou aumento ao registrar 28,5% em agosto de 2024 frente ao mesmo período do ano anterior (28,3%). O número de atracações no ano subiu de 3.584 em 2023 para 3.700 em 2024. No mês, mesmo com os recordes, o número de atracações diminuiu de 459 em agosto de 2023 para 446 no mesmo mês deste ano.

FONTE: Mesmo com neblina em agosto, Porto de Santos quebra novo recorde de movimentação de cargas – DatamarNews

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