Comércio Exterior

Brasil e México vão ampliar acordo de comércio e investimentos

Missão brasileira aproximou os dois países e abriu caminho para novas parcerias, avalia vice-presidente Geraldo Alckmin

Nos próximos 12 meses, Brasil e México vão se debruçar sobre a proposta de ampliação dos acordos vigentes de comércio exterior e investimentos recíprocos. O documento dando o passo inicial desse trabalho foi assinado nesta quinta-feira (28/8) durante a reunião do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

Após o encontro, Alckmin apresentou o cronograma de trabalho para aumentar a complementariedade econômica entre os dois países, que será concluído em julho de 2026.

Para o ministro, a missão brasileira cumpriu seu objetivo de aproximar as duas maiores economias e democracias da América Latina, que alcançaram uma corrente de comércio de US$ 13,6 bilhões em 2024.

“Foi um trabalho bastante amplo e bastante proveitoso. Vou levar ao presidente Lula uma boa notícia de que o Brasil e o México estão mais próximos em benefício das nossas populações e como motor do desenvolvimento da América Latina”, avaliou.

Atualmente, o comércio entre Brasil e México é regulado por dois Acordos de Complementação Econômica (ACE): o ACE-55,que abrange produtos automotivos, e o ACE-53, que estabelece redução ou eliminação de tarifas de importação de aproximadamente 800 linhas tarifárias de produtos não automotivos.

“O que nós estamos trabalhando com o México é atualizar, ampliar os acordos de comércio exterior e investimento. Eles têm mais de 20 anos. No caso do ACE-53, ele cobre praticamente 12% do fluxo do comércio bilateral. Uma cobertura pequena. Foi feito um entendimento para discutir a ampliação”, explicou Alckmin.

“Nos últimos dois dias, foram realizadas reuniões altamente produtivas entre autoridades mexicanas e brasileiras e líderes empresariais para fortalecer a cooperação em desenvolvimento científico, econômico e ambiental; também compartilharam experiências na promoção da industrialização”, ressaltou a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

Saúde, Agro, biocombustíveis e mais

Alckmin liderou a comitiva brasileira em encontros com empresas, parlamentares e representantes do governo mexicano. O resultado desses encontros foi a celebração de parcerias que vão fortalecer ainda mais a relação entre os dois países em setores estratégicos.

Na área da saúde, foram firmados dois acordos que vão permitir parcerias para pesquisa e desenvolvimento de vacinas com RNA mensageiro. Além disso, Brasil e México vão modernizar processos regulatórios e ampliar o acesso a tecnologias de saúde seguras e eficazes.

O memorando que trata de biocombustíveis será base para futuras ações de cooperação, com o objetivo de impulsionar um crescimento do setor no México, aproveitando a reconhecida experiência que o Brasil possui na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.

No agro, a cooperação terá como foco áreas como produção agrícola e pecuária, acompanhamento técnico de pequenos e médios produtores, soberania alimentar, sanidade animal e vegetal, promoção de pesquisa e inovação tecnológica. Além disso, os dois países também se comprometeram a adequar as legislações sobre a rastreabilidade da carne bovina, sem prejuízo às exportações brasileiras de carne para o México.

Com o objetivo de impulsionar o comércio e abrir novas oportunidades de negócios, a ApexBrasil e a Secretaria de Economia do México assinaram um memorando de entendimento para promover o intercâmbio de bens, serviços e investimentos entre os dois países.

Para o fortalecimento comercial, a cooperação cria uma sinergia entre duas importantes políticas de desenvolvimento: a Nova Indústria Brasil, que busca fortalecer a inovação, a sustentabilidade e a produtividade da indústria brasileira, e o Plano México, uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo do país.

Comitiva

A comitiva brasileira é formada pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; e a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura. Também participam os presidentes da ApexBrasil, Jorge Viana; e da Conab, Edegar Pretto; o diretor-presidente substituto da Anvisa, Rômison Mota; e representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz e Instituto Butantan; além de empresários e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Fotos: Jessica Ramírez / Presidencia do México

Ler Mais
Agronegócio

Brasil e México fecham parcerias em agro e biocombustível

Parcerias preveem intercâmbio de experiência e transferência de tecnologia entre dos dois países

Brasil e México fecharam, na quarta-feira (27), parcerias para aprofundar a cooperação nos setores da agropecuária, de biocombustíveis, fortalecimento comercial e atração de investimentos. Em evento de assinatura dos memorandos, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin destacou o impacto que a parceria terá em diversos setores, como o econômico e social.

“Quero destacar a importância do que acabamos de assinar. A importância social, que significa emprego, renda, novas oportunidades, vida digna para a população; a importância econômica, investimentos, crescimento do setor produtivo; importância científica e tecnológica, novas formas tecnológicas para a descarbonização; a importância ambiental”, afirmou Alckmin.

O memorando que trata de biocombustíveis é a base para futuras ações de cooperação, com o objetivo de impulsionar um crescimento do setor no México, aproveitando a reconhecida experiência que o Brasil possui na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.

A parceria prevê o intercâmbio de experiências e a transferência de tecnologia, equipamentos, metodologias e experiências entre os dois países para acelerar o desenvolvimento do setor de matérias-primas e da indústria de biocombustíveis, estimulando a captura e armazenamento de carbono a partir da bioenergia. Isso abre caminho para o crescimento ordenado e sustentável da produção de biocombustíveis, como etanol, SAF e combustíveis marítimos sustentáveis.

A cooperação faz parte da estratégia do Brasil de aprofundar a integração econômica com o fortalecimento de parcerias em setores estratégicos, gerando benefício recíprocos para as duas maiores economias e democracias da América Latina.

Cooperação agropecuária

Em reunião na sede da chancelaria mexicana, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Julio Sacristán, assinaram Memorando de Entendimento sobre cooperação entre os dois países em áreas de produção agrícola e pecuária, acompanhamento técnico de pequenos e médios produtores, soberania alimentar, sanidade animal e vegetal, promoção de pesquisa e inovação tecnológica, financiamento e seguro rural, além de instrumentos que facilitem a comercialização de produtos agrícolas.

O memorando prevê a criação de um grupo de trabalho com representantes das áreas técnicas de ambos os países que irá identificar as áreas de interesse comum, planejar, implementar e atualizar o Plano de Trabalho.

Na reunião com secretário de Agricultura, os dois países também se comprometeram a adequar as legislações sobre a rastreabilidade da carne bovina, sem prejuízo às exportações brasileiras de carne para o México.

Fonte: Canal Rural

Ler Mais
Internacional

Brasil e México estabelecem Marco legal para cooperação agropecuária

Memorando foi assinado nesta quarta-feira (27), em reunião secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural mexicano; em pauta, também, regionalização nos eventuais casos de IAAP
Durante missão oficial liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, Geraldo Alckmin, no México, o Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com o Secretário Julio Antonio Berdegué Sacristán, titular da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SADER).

Após o encontro nesta quarta-feira (27) foi assinado o Memorando de Entendimento sobre cooperação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a SADER, tratando de interesses em áreas mútuas entre os dois países na produção agrícola e pecuária, acompanhamento técnico de pequenos e médios produtores, soberania alimentar, sanidade animal e vegetal, promoção de pesquisa e inovação tecnológica, financiamento e seguro rural, além de instrumentos que facilitem a comercialização de produtos agrícolas.

De acordo com o memorando, Brasil e México realizarão intercâmbio de informações, tecnologias e boas práticas; visitas técnicas e atividades estratégicas de facilitação do comércio bilateral. Para isso, será criado um grupo de trabalho com representantes das áreas técnicas de ambos os países que irá identificar as áreas de interesse comum, planejar, implementar e atualizar o Plano de Trabalho.

REUNIÃO DE TRABALHO

Além da assinatura do memorando, a reunião entre os ministros avançou nas relações comerciais entre Brasil e México. Fávaro destacou a importância da relação com o México e o comprometimento do Brasil com a rastreabilidade bovina.

“A abertura do tão sonhado mercado de carne bovina e suína no México já vem trazendo resultados muito positivos para ambos os países. No caso do Brasil, após o período de consolidação dessa abertura, empresas privadas começaram a efetivar negócios, resultando em um crescimento de aproximadamente 250% nas exportações de carne bovina em apenas 2 anos e 8 meses. No mesmo período, as vendas de carne suína aumentaram 95% e as de frango, 14%. Esses avanços são benéficos não apenas para o Brasil, mas também para o México, que, em seu programa de combate à inflação dos alimentos, encontra a oportunidade de adquirir carnes de alta qualidade”, detalhou.

Já o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Júlio Berdegué firmou o compromisso do país com a análise, em até dez dias a partir de eventual surgimento de casos de infecção em plantel aviário, de um protocolo de regionalização, mantendo o fluxo das exportações brasileiras.

Ele ainda comentou que a presidente do México, Claudia Sheinbaun, recomendou que ele buscasse, durante a reunião, a experiência brasileira no combate à fome e a pobreza, que fez com quem o Brasil fosse reconhecido pela ONU como fora do Mapa da Fome novamente.

A medida foi destacada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que reforçou a parceria entre Brasil e México com avanço nas tratativas.

Além do compromisso mexicano com a regionalização para comércio de frango, avançaram as negociações para a importação de pêssego mexicano pelo Brasil, bem como para a ampliação do mercado de atum brasileiro no México.

A reunião realizada na sede da chancelaria mexicana na tarde desta quarta-feira (27) contou com a presença da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; do presidente da Apex, Jorge Viana, dos embaixadores Francisco Canabrava e Celso de Tarso; do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua e da Adida Agrícola no México, Adriane Cruvinel.

Fonte: MAPA

Ler Mais
Comércio Exterior

México supera EUA como 2º destino da carne bovina brasileira em agosto, diz Abiec

De 1º a 25 de agosto, o Brasil exportou para o México 10,2 mil toneladas, o equivalente a US$ 58,8 milhões; os embarques aos EUA caíram para 7,8 mil toneladas, ou US$ 43,6 milhões

Com importações crescentes da carne bovina do Brasil, o México assumiu em agosto a segunda posição no ranking dos importadores do produto brasileiro, superando os Estados Unidos, para onde os embarques se enfraqueceram com a imposição de tarifas pelo presidente Donald Trump, afirmou a associação do setor Abiec, nesta quarta-feira.

A conjuntura coincide com uma missão brasileira liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin ao México, iniciada nesta quarta-feira (27), enquanto o maior exportador global de carne bovina busca mercados que possam amenizar o impacto das tarifas norte-americanas adicionais, que complicam os negócios.

A carne bovina brasileira, que já pagava uma taxa de 26,4% fora de uma cota isenta, passou a enfrentar um tributo adicional de 50% com o governo Trump.

De 1º a 25 de agosto, o Brasil exportou para o México 10,2 mil toneladas, o equivalente a US$ 58,8 milhões, segundo os dados da Abiec, publicados antes pelo jornal O Estado de S. Paulo.

De outro lado, os embarques do Brasil para os EUA, que puderam ser feitos sem a tarifa maior até 6 de agosto, caíram para 7,8 mil toneladas, ou US$ 43,6 milhões, no mesmo período. Os norte-americanos também foram superados pela Rússia e Chile, ambos com 7,9 mil toneladas, informou a Abiec à Reuters.

Consultada sobre o interesse do Brasil junto ao México, a Abiec ressaltou que os embarques para os mexicanos já vinham crescendo.

De janeiro a julho deste ano, o Brasil exportou 67.659 toneladas de carne bovina ao México (US$ 365 milhões), quase o triplo do volume do mesmo período do ano passado. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o país havia sido o quarto maior destino da exportação da proteína brasileira, atrás da líder absoluta China, dos EUA e Chile.

Os volumes se comparam com cerca de 46 mil toneladas enviadas ao México em 2024 e apenas pouco mais de 5 mil toneladas em 2023.

Acordo amplo

Entre as prioridades da Abiec no México estão a negociação, junto com o governo brasileiro, de um tratado de livre comércio que dê maior previsibilidade e competitividade às exportações do Brasil, afirmou a associação.

A ideia é ainda garantir a renovação por mais dois anos do chamado Pacote Contra a Inflação e a Carestia no México (Pacic), “fundamental para manter a isenção tarifária de insumos essenciais à cesta básica mexicana”, disse a Abiec.

O país quer também “ampliar o número de frigoríficos brasileiros habilitados a exportar, diversificando fornecedores, fortalecendo a segurança alimentar do México e consolidando o Brasil como parceiro estratégico”, afirmou o presidente da Abiec, Roberto Perosa, segundo nota encaminhada à Reuters.

Questionado se o México poderia substituir os EUA, a Abiec afirmou que “não há como falar em substituição”.

“Os EUA são um grande e importantíssimo mercado para o Brasil… Por isso seguimos dialogando com o governo brasileiro e com os importadores americanos para que essa relação comercial se restabeleça plenamente, como sempre foi”, disse Perosa.

Em 2024, o Brasil respondeu por 23,5% das importações mexicanas de carne bovina, afirmou a associação.

A Abiec ressaltou também que o México é o 8º maior destino do agronegócio brasileiro, com participação de 1,87%.

Os principais produtos exportados pelo Brasil aos mexicanos são, além de carne bovina, carnes de frango e suína, complexo soja, produtos florestais, café, entre outros.

Mas a carne bovina respondeu, em 2025, por 20% de tudo que o agronegócio do Brasil exportou ao México, disse a Abiec.

Fonte: InfoMoney

Ler Mais
Comércio Exterior

Alckmin viaja ao México para encontro com presidente Sheinbaum e agenda de fortalecimento comercial

Missão contará também com ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Planejamento, Simone Tebet, além de empresários

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, embarca nesta terça-feira (26) para uma missão oficial na Cidade do México. A agenda, que vai até quinta-feira (28/8), tem como objetivo o fortalecimento das relações políticas e a ampliação dos laços comerciais e de investimentos entre as duas maiores economias da América Latina.

O ponto alto da visita será a audiência com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional, na quinta-feira. O encontro reforça o diálogo de alto nível entre os dois governos e a parceria estratégica na região.

“O México é um parceiro importante para o Brasil. Esta visita é uma oportunidade estratégica para aprofundarmos nosso diálogo político e, principalmente, para abrirmos novas frentes de comércio e investimento que gerarão prosperidade para nossos povos”, avalia o vice-presidente.

“Vamos nos reunir com o governo e com o setor privado para destravar oportunidades em áreas como indústria, agronegócio e saúde, fortalecendo a integração produtiva regional”, afirma Alckmin, que lidera a missão.

A comitiva contará com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; e a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura. Também participam os presidentes da ApexBrasil, Jorge Viana; da Conab, Edegar Pretto; da Anvisa, Leandro Safatle; e representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz e Instituto Butantan; além de empresários e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A agenda do vice-presidente na capital mexicana é extensa e abrange encontros com autoridades do governo mexicano e empresários dos dois países, com o objetivo de fomentar negócios e fortalecer parcerias.

Comércio bilateral

Em 2024, a corrente de comércio entre Brasil e México somou US$ 13,6 bilhões. As exportações brasileiras totalizaram US$ 7,8 bilhões, com destaques para as vendas de veículos automóveis de passageiros (US$ 715,4 milhões), carnes de aves e suas miudezas (US$ 563,7 mi) e veículos para transporte de mercadorias (US$ 507 mi).

Já as importações de produtos mexicanos em 2024 totalizaram US$ 5,8 bilhões, com destaques para partes e acessórios de veículos automotivos (US$ 849 mi), veículos automóveis de passageiros (US$ 757,8 mi) e veículos automóveis para transporte de mercadorias (US$ 264,2 mi).

Diálogo e parcerias

A abertura dos trabalhos será na quarta-feira (27), em café da manhã com empresários representantes de mais de 10 empresas brasileiras. Em seguida, Alckmin se reúne com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado mexicano, Alejandro Murat Hinojosa.

No período da tarde, o ministro do MDIC terá três reuniões seguidas com ministros mexicanos: secretários de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Julio Berdegué Sacristán, de Relações Exteriores, Juan Ramón de la Fuente; e de Economia, Marcelo Ebrard. O encerramento do primeiro dia da missão será no Encontro Empresarial Brasil-México.

Abrindo o segundo dia de trabalhos, Alckmin receberá as Chaves da Cidade do México das mãos da Chefe de Governo, Clara Brugada Molina, em cerimônia no Antigo Palácio da Prefeitura, como reconhecimento da importância da visita.

Alckmin vai se reunir com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, na quinta, debatendo temas de interesse entre os dois países, como negociações comerciais, segurança alimentar e transição energética. O encontro com a chefe do executivo será depois da reunião com o secretário de Saúde, David Kershenobich Stalnikowitz.

À tarde, o vice-presidente realizará uma série de reuniões com empresários mexicanos e encerrará a missão no México no evento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) “Proteína Animal: Decisões Baseadas na OMSA para Segurança Alimentar”.

AGENDA

Quarta-feira (27)

Horário da Cidade do México

08h30 Café da manhã de trabalho com empresários brasileiros (12 empresas)

11h00 Reunião com o Senador Alejandro Murat Hinojosa, Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado da República

12h30 Reunião com Julio Berdegué Sacristán, Secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México

14h00 Reunião com a Juan Ramón de la Fuente, Secretário de Relações Exteriores do México

16h00 Reunião com Marcelo Ebrard Casaubon, Secretário de Economia do México

18h00 Encontro Empresarial Brasil-México

Quinta-feira (28)

08h30 Cerimônia de Entrega das Chaves da Cidade do México por Clara Brugada Molina, Chefe de Governo da Cidade do México

10h       Reunião com David Kershenobich Stalnikowitz, Secretário de Saúde do México

12h       Audiência com Claudia Sheinbaum, Presidente dos Estados Unidos Mexicanos

14h00 Conferência de imprensa

16h30 Reunião com empresários

18h       Participação no Evento da ABPA – “Proteína Animal: Decisões Baseadas na OMSA para a Segurança Alimentar”

Fonte: MDIC

Ler Mais
Exportação

México fixa preços de exportação para tomates frescos após fim de acordo com EUA

A decisão segue a retirada de Washington em julho de um acordo de 2019 entre os dois países que regulava as exportações mexicanas de tomate para os EUA

O México estabeleceu preços mínimos de exportação para tomates frescos para proteger sua produção doméstica e garantir o abastecimento interno depois que um acordo bilateral com os EUA expirou, disseram os ministérios da Economia e da Agricultura do México em um comunicado conjunto no domingo.

A decisão segue a retirada de Washington em julho de um acordo de 2019 entre os dois países que regulava as exportações mexicanas de tomate para os EUA.

Em 14 de julho, o governo Trump anunciou uma tarifa de cerca de 17% sobre as importações de tomates frescos do México.

Embora as novas regras mexicanas de preços se apliquem exclusivamente às exportações definitivas, elas não restringem os volumes de exportação nem impõem preços máximos. Os preços serão revisados anualmente ou antes, se as condições do mercado exigirem, informaram os ministérios mexicanos.

Os preços mínimos de exportação por quilograma foram fixados em US$1,70 para tomates cereja e grape, US$0,88 para tomates Roma, US$0,95 para tomates redondos e US$1,65 para tomates redondos com talos. Outras variedades, como os tomates coquetel e os tomates da variedade tradicional, também terão um preço mínimo de US$1,70.

De acordo com dados oficiais, o México exportou US$3,3 bilhões em tomates no ano passado.

“Essa ação reforça o compromisso do governo com a competitividade agrícola, o emprego rural digno e a soberania alimentar”, disseram os ministérios.

Os ministérios acrescentaram que as associações mexicanas de produtores de tomate expressaram seu apoio ao acordo, que entrou em vigor imediatamente após sua publicação em 8 de agosto no diário oficial do governo.

Fonte: InfoMoney

Ler Mais
Comércio Exterior

Nem a China vai tomar o café que os EUA nos compram e nem o México supera os americanos na compra da carne brasileira

Veja a coluna de Valdir Barbosa desta segunda-feira (04)

Duas notícias nesse final de semana movimentaram debates e pessoas que por algum motivo não compreenderam bem o que alguns orgãos de comunicação informaram.

A primeira vem da China que credenciou 183 empresas brasileiras para exportação de café para aquele país.

Outra que chegou a virar manchete em várias páginas foi sobre o México que disparou na compra da carne bovina brasileira, ultrapassando os Estados Unidos e já ocupando o segundo lugar nesse mercado.

O México realmente teve uma boa escalada na compra da carne bovina do Brasil subindo de 3 mil para 16 mil toneladas. É um grande e pequeno salto de janeiro a junho desse ano. Os Estados Unidos compraram 156 mil toneladas, 140 mil a mais que o México. E antes do tarifaço era previsto um embarque de mais 200 mil toneladas até dezembro.

Algumas pessoas já dão como certo a China comprar todo o café que vai para os Estados Unidos, um volume de 8 milhões de sacas, por causa do credenciamento de 183 empresas exportadoras de café no Brasil.

Vamos aos números: os americanos são os maiores consumidores de café no mundo e nos compram 8 milhoes de sacas.

A China está em fase inicial de consumo de café, com a maioria de jovens no consumo, através de variados drinks, não cafezinho como bebemos aqui.

Ano passado a China importou 530 mil sacas de café contra 8 milhões dos Estados Unidos. A distancia ainda é muito grande!

Muitos exageros saem de palanques políticos do governo que buscam transformar tudo em voto e que as vezes dá certo, porque a maioria das pessoas ouve e não sabe traduzir para a prática.

Quantas vezes já se falou que o governo conseguiu nos ultimos 3 anos mais de 370 novos mercados para exportar seus produtos. Ter uma carteira recheada de clientes é sempre bom, mas esse números não significam que serão transformados em grandes negócios. E nem o Brasil teria tantos produtos para atender a tantos mercados.

A prova foi o bloqueio da importação da carne de frango durante a gripe aviária. China e União Europeia não retornaram as compras até hoje. Vamos com calma!

Itatiaia Agro, Valdir Barbosa…

Fonte: Itatiaia Colunas

Ler Mais
Comércio, Comércio Exterior

Brasil busca ampliar comércio com México e Canadá após tarifaço imposto por Trump

Diante da iminente entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros, o governo federal prepara uma reorientação estratégica nas relações comerciais com os países da América do Norte. A partir de 1º de agosto, a sobretaxa deve atingir setores importantes da pauta de exportações nacionais, levando o Brasil a intensificar as negociações com Canadá e México como alternativa para mitigar as perdas no mercado norte-americano.

Segundo o jornal O Globo, a movimentação já começou. O governo brasileiro articula, para setembro, uma proposta de retomada das negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá. Antes disso, em agosto, Brasília receberá a visita do ministro do Comércio canadense, Maninder Sidhu, com expectativa de avanços concretos. Paralelamente, o país busca expandir os termos do acordo comercial já existente com o México.

Em contato telefônico realizado na noite de quarta-feira (23), os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Claudia Sheinbaum concordaram com uma visita oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) à Cidade do México nos dias 27 e 28 de agosto. A missão contará também com a presença de ministros e empresários brasileiros, e tem como objetivo estreitar as relações comerciais em áreas estratégicas.

Acordos com potencial em setores-chave – No caso canadense, apesar da dependência do mercado dos EUA — que absorve 50% do aço, 46% do cobre e 90% do alumínio produzidos no país — há interesse em diversificar parceiros comerciais. A principal barreira para a conclusão do acordo é o setor agrícola, devido aos altos subsídios concedidos pelo governo canadense. No entanto, há otimismo quanto a possíveis parcerias nos segmentos de energia nuclear, aeronáutica e semicondutores.

Com o México, a ampliação do pacto vigente poderá abranger setores como o aeroespacial, farmacêutico, de energia e agricultura. Assim como o Canadá, os mexicanos têm nos EUA seu maior mercado de exportação — cerca de 80% do total —, o que exige do Brasil negociações que agreguem valor e atratividade para os dois lados.

Dados comerciais reforçam urgência – Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que, em 2023, o Brasil exportou US$ 54,5 bilhões para a América do Norte, com importações de US$ 49,2 bilhões, o que gerou um superávit de US$ 5,4 bilhões. Os principais produtos vendidos foram siderúrgicos, petróleo, aeronaves, café, carne bovina e equipamentos de construção civil.

O déficit com os Estados Unidos somou US$ 284 milhões, puxado por compras de aeronaves, motores, máquinas e combustíveis. Entre os produtos exportados aos EUA estão aço, café, celulose, petróleo e aviões.

Já com o Canadá, o Brasil obteve superávit de US$ 273 milhões. As exportações foram lideradas por ouro, alumínio e açúcar, enquanto fertilizantes, adubos e motores figuraram entre os principais produtos importados.

No comércio com o México, o Brasil registrou superávit de US$ 132 milhões. Os principais itens vendidos foram carne bovina, soja e automóveis.

Além dos vizinhos dos EUA, o Brasil quer aproveitar a presidência temporária do Mercosul no segundo semestre para fomentar avanços com países da Ásia, como Japão, Vietnã e Indonésia. A diversificação de parcerias internacionais é vista como uma resposta urgente às novas restrições impostas pelo governo Trump, que deve impactar setores estratégicos da economia brasileira.

Fonte: Brasil 247

Ler Mais
Comércio Exterior

Lula propõe aprofundar relações econômicas e comerciais com o México

Alckmin visitará o país em agosto, acompanhado de comitiva empresarial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou nesta quarta-feira (23) para a presidente do México, Claudia Sheinbaum, para discutir as relações econômicas e comerciais entre os dois países. Segundo o Palácio do Planalto, Lula ressaltou a importância de aprofundar essas relações, principalmente diante do atual momento de incertezas. 

Na conversa, Lula e Sheinbaum acertaram uma visita oficial ao México que será liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. A data da viagem será dias 27 e 28 de agosto. Alckmin deverá levar uma comitiva de empresários de diferentes setores.

“Como resultado da visita, Lula propôs o início de negociações para ampliar acordo comercial Brasil-México, que favoreça a expansão do fluxo comercial entre os dois países”, informou o Palácio do Planalto, em nota sobre o telefonema.

Os dois presidentes também destacaram os setores da indústria farmacêutica, agropecuária, de etanol, biodiesel, aeroespacial, bem como de inovação e educação como áreas estratégicas na relação bilateral.

A visita de Alckmin ao México ocorre em meio à ampliação da pressão tarifária por parte dos Estados Unidos contra seus parceiros históricos. Recentemente, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o aumento tarifário a ser aplicado a partir de 1º de agosto sobre produtos brasileiros exportados para os EUA.

Dias antes, Trump já havia imposto 30% de tarifas de exportação sobre produtos oriundos do México, país vizinho que tem profunda relação comercial com os EUA.  O vice-presidente brasileiro também tem sido o principal interlocutor do país com empresários e com o governo norte-americano nas tentativas de negociação sobre as tarifas unilaterais. 

Fonte: Agência Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior

Abertura de mercado no México para produtos brasileiros destinados à alimentação animal

O governo brasileiro recebeu, com satisfação, a decisão do governo do México de aprovar o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) que viabiliza a exportação de produtos destinados à alimentação de animais de companhia (“pets”) do Brasil para aquele país.

Essa abertura representa uma oportunidade para o setor privado brasileiro expandir negócios no segmento de nutrição “pet”, um mercado em forte expansão no mundo. Com cerca de 130 milhões de habitantes e um dos maiores contingentes de animais de estimação da América Latina, o México é hoje o segundo maior mercado para produtos “pet” da região, atrás apenas do Brasil.

Em 2024, o México importou mais de USD 2,9 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para complexo soja, proteína animal, café e produtos florestais.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 393 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Informativo dos Portos

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook