Exportação

Exportações de Implementos Rodoviários ao México podem atingir US$ 10,6 milhões em 2026

As exportações brasileiras de implementos rodoviários podem chegar a US$ 10,6 milhões nos próximos 12 meses, segundo projeção da indústria após a participação na Expotransporte, realizada entre 12 e 14 de novembro, em Guadalajara. Durante o evento, empresas do setor negociaram cerca de US$ 5,4 milhões, envolvendo 24 fabricantes nacionais.

Programa MoveBrazil impulsiona negócios internacionais

A presença brasileira na feira integrou o MoveBrazil, iniciativa que incentiva as vendas externas e é conduzida pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) em parceria com a ApexBrasil. O programa busca ampliar a presença do país em mercados internacionais, diversificando destinos e fortalecendo a competitividade da indústria.

Perspectivas de vendas futuras

Para a Anfir, o México é considerado um destino prioritário, por unir alta demanda na América do Norte e relevância crescente para os implementos rodoviários brasileiros. A entidade estima que o relacionamento comercial construído na feira pode gerar até US$ 16 milhões em negócios futuros, reforçando a posição estratégica do Brasil na região.

Indústria nacional presente na Expotransporte

Empresas como Cardoso, ComLink, Facchini, Grimaldi, Librelato, Marksell e Rossetti marcaram presença no evento, representando parcela expressiva da capacidade produtiva do segmento. A participação conjunta integra ações de internacionalização coordenadas pela Anfir, voltadas ao aumento do fluxo comercial e ao fortalecimento da cadeia produtiva.

FONTE: Tecnologística
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Aeroportos

Aquisição da Motiva no Brasil: grupo mexicano compra operação de 17 aeroportos

O Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), por meio da subsidiária Aeropuerto de Cancún, anunciou a compra da operação da Motiva (antiga CCR) no Brasil. O acordo, comunicado ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, envolve 17 aeroportos distribuídos em nove estados brasileiros, incluindo os terminais de Confins (MG) e São Luís (MA). A transação, avaliada em R$ 5 bilhões, também contempla ativos em outros países da América Latina.

Reconhecido pela ampla experiência em gestão aeroportuária, o grupo mexicano já administra nove aeroportos no México e outros sete em diferentes países latino-americanos.

Ministro destaca confiança no mercado brasileiro
Ao comentar a negociação, Silvio Costa Filho afirmou que a entrada de um operador internacional reforça os laços comerciais entre Brasil e México e fortalece o turismo de lazer e negócios. Para ele, a compra representa “a maior transação aeroportuária em curso no mundo” e demonstra a confiança no crescimento da aviação brasileira.

O ministro lembrou ainda que a pasta trabalha para ampliar novas concessões e que o setor vive o maior ciclo de investimentos da história recente. Nos últimos dois anos e meio do governo Lula, cerca de 30 milhões de passageiros foram incorporados ao transporte aéreo nacional, impulsionados pela expansão econômica e pelo turismo no país.

Brasil e México podem se tornar hubs estratégicos
Durante o anúncio, o ministro ressaltou o potencial de aumento no número de voos entre os dois países. Pela localização geográfica — o Brasil ao sul e o México ao norte da América Latina — ambos podem funcionar como hubs aeroportuários, conectando Estados Unidos, América do Sul e outros destinos internacionais.

Setor aeroportuário ganha novo dinamismo
A chegada de um novo operador estrangeiro traz mais diversidade ao setor no Brasil. Segundo o ministro, a aquisição evidencia a atratividade do mercado de transporte aéreo, valorizando ativos nacionais e abrindo espaço para novos negócios em outros aeroportos.

Entre janeiro e setembro deste ano, foram registrados 1.375 voos entre Brasil e México, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de passageiros também cresceu: 253 mil viajantes, aumento de 15,4%.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aeroporto Confins/Divulgação

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Comércio Exterior

México aplica tarifas de até 210% sobre açúcar importado para proteger mercado interno

O governo do México anunciou a adoção de tarifas de importação que variam entre 156% e 210% sobre o açúcar estrangeiro. A iniciativa tem como objetivo proteger o setor açucareiro nacional, preservar empregos e garantir estabilidade às famílias que dependem da produção local, segundo o Ministério da Agricultura.

Detalhes das novas alíquotas

De acordo com o comunicado oficial, o açúcar de beterraba e os xaropes importados passarão a pagar 156% de tarifa, enquanto o açúcar líquido refinado e o açúcar invertido terão taxa de 210,44%.

Setor produtivo apoia decisão

A União Nacional de Produtores de Cana elogiou a medida, afirmando que as altas tarifas praticamente eliminam as importações que poderiam desestabilizar o mercado interno. Segundo a entidade, a decisão cria um ambiente mais previsível e sustentável para o setor açucareiro mexicano.

Modernização e novas políticas

Além da taxação, o governo anunciou um programa de modernização do setor, com foco em aumentar a produtividade, melhorar a rentabilidade e ampliar o uso da cana-de-açúcar na produção de alimentos e biocombustíveis.

Outras tarifas sobre produtos importados

O México também comunicou a aplicação de tarifas de até 50% sobre mais de 1.400 produtos, abrangendo itens como automóveis, cosméticos e eletrônicos provenientes da China e de outros países da Ásia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Daniel Becerril

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Sem Categoria

México impõe tarifas de até 210% sobre importações de açúcar para proteger a indústria nacional

O México impôs tarifas de até 210% sobre as importações de açúcar provenientes de países com os quais não possui acordos comerciais, segundo publicação no diário oficial do governo. A medida, que entra em vigor nesta terça-feira, inclui tarifas de 156% e 210% sobre açúcar de cana, açúcar líquido refinado, açúcar de beterraba e xaropes. O governo afirmou que a ação busca evitar “distorções” no comércio internacional e proteger a indústria nacional da queda nos preços.

Anteriormente, o governo aplicava tarifas de cerca de US$ 0,36 por quilo em algumas importações de açúcar. Em nota publicada no X (antigo Twitter), o Ministério da Agricultura informou que a atualização das tarifas foi feita “diante da queda dos preços internacionais e do excesso de oferta, e em conformidade com os compromissos internacionais do país”, com o objetivo de proteger empregos e fortalecer a produção interna.

A estratégia para o açúcar faz parte do “Plano México”, programa da presidente Claudia Sheinbaum que visa estimular o crescimento econômico por meio do fortalecimento da produção local. As novas tarifas se aplicam a países sem acordos comerciais com o México, incluindo o Brasil, um dos principais exportadores de açúcar para o país.

A medida ocorre enquanto o México se encontra nas etapas finais de negociações comerciais com os Estados Unidos, antes da revisão do acordo de livre comércio EUA-México-Canadá (USMCA), prevista para o próximo ano. A economia mexicana, afetada pela incerteza e pelas tarifas intermitentes dos EUA sobre aço, automóveis e outros produtos não cobertos pelo USMCA, apresentou leve contração no terceiro trimestre, levantando preocupações sobre uma possível recessão.

No fim do mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou a suspensão de tarifas adicionais sobre produtos mexicanos, o que gerou esperança de um acordo mais amplo com Sheinbaum. Enquanto isso, um plano separado da presidente mexicana para impor altas tarifas sobre importações chinesas foi adiado pelo menos até dezembro, devido à oposição do setor privado e de membros do partido governista, o que paralisou o debate no Congresso. Fabricantes mexicanos afirmam que as tarifas propostas aumentariam significativamente os custos de produção, já que muitas indústrias dependem de maquinário, componentes e matérias-primas chinesas.

FONTE: Index Box
IMAGEM: Reprodução/Index Box

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Economia

Banco Mundial eleva previsão de crescimento da América Latina para 2026, mas alerta para desafios estruturais

Região segue com o ritmo mais lento de expansão global.

O Banco Mundial revisou para cima sua projeção de crescimento econômico da América Latina e do Caribe para 2026. Apesar da leve melhora nas estimativas, a região continua sendo a de menor expansão no mundo, impactada por fatores como inflação persistente, altos níveis de endividamento e incertezas ligadas às políticas tarifárias dos Estados Unidos.

Segundo o novo relatório, a economia latino-americana deve crescer 2,5% em 2026, acima da previsão anterior de 2,4%, divulgada em junho. Para 2025, a expectativa de avanço permanece em 2,3%, representando uma leve recuperação frente aos 2,2% registrados em 2024.

Projeções para Brasil e México se mantêm estáveis

O Banco Mundial manteve sua projeção de crescimento para o Brasil em 2,4% em 2025, com desaceleração prevista para 2,2% em 2026. Já o México deve registrar expansão de 0,5% este ano, acima da estimativa anterior de 0,2%, acelerando para 1,4% no próximo ano.

De acordo com Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, os governos da região têm conseguido preservar a estabilidade econômica, mesmo diante de sucessivos choques. “Agora é o momento de avançar em reformas que melhorem o ambiente de negócios, ampliem os investimentos em infraestrutura e mobilizem o capital privado”, afirmou.

Argentina e Bolívia enfrentam cenários distintos

A Argentina continua sendo uma das economias com maior ritmo de crescimento entre as grandes da região. No entanto, o Banco Mundial reduziu sua projeção para 2025, de 5,5% para 4,6%, e prevê desaceleração para 4% em 2026.

Já a Bolívia deve enfrentar retração neste e no próximo ano, o que representa um desafio adicional para o governo que será eleito no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 19 de outubro.

Entraves estruturais limitam o desenvolvimento

O relatório do Banco Mundial aponta que, embora os preços devam se manter estáveis, as metas de inflação tornaram-se mais difíceis de alcançar e a queda das taxas de juros ocorre de forma lenta. Além disso, as incertezas sobre o comércio global, especialmente diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, têm inibido investimentos em diversos setores.

Outros fatores históricos também continuam limitando o crescimento: infraestrutura precária, sistemas educacionais deficientes e um ambiente de negócios que favorece empresas já consolidadas. “As empresas querem contratar, mas não encontram trabalhadores qualificados”, explicou William Maloney, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. “O problema está tanto na formação escolar quanto no sistema de capacitação profissional.”

Fonte: Reuters / Infomoney
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: PORTO DE ITAJAÍ

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Comércio Exterior

México propõe aumento de tarifas sobre importações com foco nos produtos chineses

O governo mexicano apresentou uma proposta para aumentar as tarifas sobre produtos de diversos países e proteger setores estratégicos de sua indústria, com taxas de até 50% e o foco em produtos chineses.

O Ministério da Economia divulgou o projeto de lei apresentado ao Congresso na quarta-feira, que visa países com os quais o México não possui acordos comerciais e surge em meio à pressão comercial dos Estados Unidos.

A China reagiu rapidamente nesta quinta-feira (11), chamando a proposta de “coerção”.

Pequim “se opõe de modo veemente a qualquer coerção de terceiros para impor restrições à China sob diferentes pretextos, o que prejudica os direitos e interesses legítimos da China”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, em uma coletiva de imprensa.

“Protegeremos os nossos interesses com determinação, de acordo com as circunstâncias atuais”, enfatizou Lin.

“A China atribui grande importância ao desenvolvimento das relações entre China e México e espera que o México avance na mesma direção com a China”, acrescentou.

Segundo a proposta, veículos leves teriam uma tarifa de 50%, em comparação com a faixa atual de 15% a 20%.

A China, que o governo diz ser o maior exportador para o México sem um acordo comercial, seria severamente afetada, especialmente no setor automotivo, cujas vendas para o país cresceram quase 10% em 2024.

– Impacto em outros setores –

Segundo dados do setor, as empresas chinesas passaram de praticamente nenhuma exportação de carros há uma década para representar 30% do mercado de veículos leves no ano passado.

Além do gigante asiático, o projeto de lei propõe tarifas sobre produtos da Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Rússia, Tailândia e Turquia, que também não possuem acordo comercial com o México.

Outros setores afetados seriam o têxtil e o de vestuário, cujas taxas poderiam chegar a 50%, o que poderia afetar as principais marcas chinesas que vendem online.

Os impostos sobre o setor siderúrgico aumentarão da faixa atual de 0% a 50% para entre 20% e 50%, de acordo com o projeto de lei.

Se a proposta for aprovada pelo Legislativo, terá impacto “em 52 bilhões de dólares (R$ 281 bilhões) em importações” e cobrirá “8,6% do total das importações nacionais”, explicou o Ministério da Economia no documento.

– Pressões dos EUA –

A iniciativa ocorre após a presidente Claudia Sheinbaum receber o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em visita oficial há uma semana, com quem discutiu segurança, combate ao tráfico de drogas e comércio.

Em meio às exigências do presidente americano, Donald Trump, para que seus parceiros comerciais aumentassem as tarifas sobre a China, a presidente mexicana já havia anunciado novas tarifas sobre países com os quais não possui acordos comerciais.

O aumento das tarifas busca “proteger a indústria nacional em setores estratégicos, substituir importações da Ásia por produção nacional” e “melhorar a balança comercial do México”, detalha o projeto divulgado pela pasta de Economia.

Segundo a iniciativa, 325 mil empregos em risco em indústrias estratégicas também serão protegidos, e espera-se que outros milhares sejam criados com o aumento da produção nacional.

O Ministério da Economia também afirmou que essas tarifas estão dentro do máximo estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e que os produtos foram selecionados com o objetivo de evitar gerar pressões inflacionárias.

Gigantes do setor automotivo, como as empresas americanas General Motors e Ford, a alemã Volkswagen e as japonesas Nissan, Honda e Toyota, estão estabelecidas no México.

O governo de esquerda de Sheinbaum tem ampla maioria no Congresso bicameral para aprovar a proposta.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Exportação

Exportações brasileiras de carne de frango crescem 3,9% em agosto, com México liderando embarques

As exportações brasileiras de carne de frango, abrangendo produtos in natura e processados, somaram 394,6 mil toneladas em agosto, alta de 3,9% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registradas 379,8 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Confira abaixo um histórico das exportações brasileiras de carne de frango de jan a julho de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne de Frango | Jan 2022 a Jun 2025 | TEUs

Apesar do crescimento em volume, a receita gerada caiu 11,9%, totalizando US$ 699,4 milhões, contra US$ 793,6 milhões em agosto do ano passado.

Resultado acumulado no ano mostra leve queda
De janeiro a agosto, os embarques brasileiros somaram 3,394 milhões de toneladas, ligeira redução de 1,1% em comparação ao mesmo período de 2024 (3,432 milhões de toneladas). A receita acumulada no período atingiu US$ 6,308 bilhões, queda de 0,2% em relação a 2024 (US$ 6,319 bilhões).

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho de agosto reflete a estabilidade observada desde a reconquista do status de Livre de Influenza Aviária, com perspectivas de aumento graças à retomada das importações pelo Chile e à oficialização da reabertura da União Europeia.

México assume liderança entre os principais destinos
O México liderou pela primeira vez o ranking dos destinos da carne de frango brasileira, com 37,5 mil toneladas embarcadas em agosto, aumento de 873,3% sobre o mesmo período do ano passado.

Outros principais destinos incluem:

Emirados Árabes Unidos: 32,5 mil t (-16,9%)
Japão: 30,3 mil t (-22,2%)
Arábia Saudita: 27 mil t (+0,6%)
África do Sul: 25,7 mil t (-8,4%)
Filipinas: 19,7 mil t (+27,2%)
Coreia do Sul: 15,3 mil t (+65,7%)
Iraque: 12,7 mil t (+15%)
Reino Unido: 11,3 mil t (+130,2%)
Singapura: 10,9 mil t (+14%)

Principais estados exportadores
Entre os estados brasileiros, o Paraná liderou em agosto com 158,7 mil toneladas exportadas (-1,6%), seguido por:

Santa Catarina: 89,7 mil t (+6,5%)
Rio Grande do Sul: 44,1 mil t (+16,6%)
São Paulo: 24,5 mil t (+3%)
Goiás: 21,5 mil t (+20,8%)

A ABPA destaca que a manutenção de volumes estáveis, combinada à recuperação de mercados estratégicos, projeta perspectiva positiva para os próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Internacional

Brasil e México firmam plano de trabalho para atualização de Acordos de Complementação

Documento estabelece cronograma de negociações para a ampliação e modernização dos ACEs 53 e 55

No dia 28 de agosto de 2025, em cerimônia realizada na Cidade do México, durante a visita oficial do Vice-Presidente e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ao México, foi assinado um plano de trabalho conjunto entre Brasil e México, por ocasião do encontro com a Presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum.

O documento estabelece um cronograma de negociações para a ampliação e modernização dos Acordos de Complementação Econômica n.º 53 e n.º 55, que estruturam a relação bilateral no comércio preferencial.

O plano prevê etapas claras, desde a elaboração dos Termos de Referência em setembro de 2025, passando pelo anúncio oficial do início das negociações em dezembro, até a realização de três rodadas de negociação entre abril e junho de 2026, com a meta de concluir os trabalhos e assinar um novo instrumento em julho de 2026.

Segundo o Vice-Presidente Geraldo Alckmin, “a modernização dos acordos reforça a integração produtiva, amplia as oportunidades para empresas brasileiras e mexicanas e fortalece a relação estratégica entre as duas maiores economias da América Latina”.

Com a adoção desse cronograma, Brasil e México reafirmam seu compromisso de avançar em direção a uma parceria econômica que impulsionará cadeias regionais de valor, com impacto positivo sobre a competitividade, o emprego e o desenvolvimento sustentável.

Fonte: MDIC

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Comércio Exterior

Comércio Brasil-México: veja produtos mais exportados e mercados que país busca ampliar

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, disse que Brasil e México têm “boa complementaridade econômica” e é possível avançar nas parcerias em produtos agropecuários, na área industrial e no setor de serviços, como inteligência artificial (IA) e data centers. “Tem muitas possibilidades”.

Alckmin lidera uma missão brasileira que desembarcou no México nesta semana com foco em, entre outros temas, ampliar os laços comerciais e de investimentos entre as duas maiores economias da América Latina.

Após a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial do Brasil, sobre diversos produtos do país, uma das estratégias do governo e exportadores para mitigar os efeitos da taxa extra ao país é diversificar ou ampliar mercados. O México é atualmente o sexto maior parceiro comercial do Brasil.

Nesta quinta-feira, 28, está prevista uma audiência com a presidente do país, Claudia Sheinbaum, que deve acontecer nesta quinta-feira. A comitiva também realizará uma série de reuniões com empresários mexicanos e encerrará a missão em evento da Associação Brasileira de Proteína Animal.

“O México é um parceiro importante para o Brasil. A visita é uma oportunidade estratégica. Vamos nos reunir com o governo e com o setor privado para destravar oportunidades em áreas como indústria, agronegócio e saúde, fortalecendo a integração produtiva regional”, disse Alckmin.

Principais parceiros do Brasil no primeiro semestre de 2025

O mercado Brasil – México

Em 2024, a relação comercial entre Brasil e México ultrapassou os US$ 13 bilhões. Mais da metade foi de produtos que o Brasil exportou para o México, a exemplo de automóveis de passageiros, carnes de aves e miudezas e veículos para transporte de mercadorias.

Por outro lado, o Brasil importou do México, em 2024, aproximadamente US$ 6 bilhões em produtos como peças e acessórios de carros, veículos automóveis de passageiros e veículos automóveis para transporte de mercadorias.

Carlos Braga Monteiro, CEO do Grupo Studio, aponta que o México é um parceiro crucial para o Brasil na busca de diversificação. Monteiro afirma que ampliar o relacionamento com o México reduz exposição a choques em mercados principais e ajuda na construção de resiliência externa

“O México não vai substituir os Estados Unidos como principal destino do agro brasileiro, mas pode se tornar um mercado estratégico. Hoje, mais de 70% das importações mexicanas ainda vêm do mercado americano. Mesmo assim, o Brasil já começa a ganhar espaço em setores onde é líder global, como soja, carnes e celulose, oferecendo competitividade e ajudando a reduzir a dependência mexicana de um único fornecedor”, aponta Braga. 

Rogério Marin, CEO da Tek Trade, especialista em comércio exterior e presidente do Sindicato das Empresas de Comércio Exterior de Santa Catarina (Sinditrade) também avalia que o país representa uma oportunidade importante para o agro brasileiro, “especialmente com as isenções fiscais temporárias concedidas pelo governo mexicano”, que segundo ele impulsionaram as importações de produtos como milho, soja e carnes.

“Acordos sanitários recentes abriram portas para itens como material genético de suínos e aves, pepsinas suínas e carne processada, reforçando a posição do México como parceiro estratégico na América do Norte. Além disso, o México absorve matérias-primas brasileiras, transformando-as localmente, o que sustenta um comércio bilateral baseado em rigorosos padrões de saúde e segurança”, diz Marin. 

Por muitos anos, os dois países competiram pela liderança regional na América Latina, divergindo em estratégias comerciais. Enquanto o México tem fortes laços com os Estados Unidos, antes por meio do Nafta (e agora do USMCA – Acordo Estados Unidos- México- Canadá), o Brasil aposta no Mercosul, de perfil mais fechado. Mas isso vem mudando.

O México se tornou o quarto principal destino da carne bovina brasileira em 2024, demonstrando potencial para compensar possíveis perdas no mercado norte-americano. O café brasileiro também deve ser tema central nas negociações, sendo um dos cinco principais produtos exportados para o México.

Produtos que o Brasil mais enviou para o México em 2024

  • Veículos (outros que não ferroviários/trilhos): US$ 1,56 bilhão
  • Máquinas e Equipamentos (reatores nucleares, caldeiras): US$ 1,20 bilhão
  • Carnes e miudezas comestíveis: US$  881,34 milhões
  • Oleaginosas, frutos oleaginosos, grãos, sementes: US$  726,00 milhões
  • Madeira e artigos de madeira: US$  318,09 milhões

 Produtos que o México mais enviou para o Brasil em 2024

  • Veículos (não ferroviários/trilhos): US$ 1,90 bilhão
  • Máquinas e equipamentos (reatores, caldeiras, etc.): US$ 664,43 milhões
  • Equipamentos elétricos e eletrônicos: US$ 636,50 milhões
  • Produtos químicos orgânicos: US$ 149,13 milhões
  • Plásticos: US$ 114,11 milhões

Exportações de carne bovina quase triplicam

Segundo dados da Abiec, de janeiro a julho deste ano, o Brasil exportou 67.659 toneladas de carne bovina ao México (US$ 365 milhões), quase o triplo do volume do mesmo período do ano passado. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o país havia sido o quarto maior destino da exportação da proteína brasileira, atrás da líder absoluta China, dos EUA e do Chile.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse na quarta-feira, 27, que a abertura do mercado de carne bovina e suína no México vem trazendo resultados positivos para ambos os países. Segundo o ministro, no caso do Brasil, após o período de consolidação dessa abertura, empresas privadas começaram a efetivar negócios, o que resultou, segundo ele, em um crescimento de aproximadamente 250% nas exportações de carne bovina em apenas 2 anos e 8 meses.

“No mesmo período, as vendas de carne suína aumentaram 95% e as de frango, 14%. Esses avanços são benéficos não apenas para o Brasil, mas também para o México, que, em seu programa de combate à inflação dos alimentos, encontra a oportunidade de adquirir carnes de alta qualidade”, disse Favaro. 

Outros mercados

Ainda na busca pela diversificação de destinos, Marin, da Sinditrade, acredita que o Canadá desponta como um mercado semelhante ao México, com importações significativas de soja, milho e carnes. “Como parte do USMCA, é uma opção estratégica para diversificar o agro brasileiro, especialmente em cenários de barreiras comerciais americanas.”

“Mercados asiáticos, como Indonésia e Malásia, e alguns mercados africanos também são promissores, mas o Canadá alinha-se mais ao México por sua proximidade geoeconômica e demanda por commodities. Expandir acordos com o Canadá pode posicionar o Brasil como líder global no fornecimento de alimentos, apontando para um futuro de maior diversificação”, avalia Marin. 

A comitiva para o México conta com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; e a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha. Também participam os presidentes da ApexBrasil, Jorge Viana; da Conab, Edegar Pretto; da Anvisa, Leandro Safatle; e representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz e Instituto Butantan; além de empresários e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Fonte: Istoé Dinheiro

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Internacional

China se opõe ao plano do México de aumentar tarifas sobre Pequim

País defende uma globalização econômica “universalmente benéfica e inclusiva”, acrescentou porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (28) que o país defende uma globalização econômica “universalmente benéfica e inclusiva” e se opõe ao unilateralismo, ao protecionismo e a medidas discriminatórias e excludentes de qualquer natureza.

A declaração aconteceu ao ser questionado sobre o plano do governo do México de aumentar as tarifas sobre Pequim como parte da proposta orçamentária para 2026.

“O México é o segundo maior parceiro comercial da China na América Latina e a China é o terceiro maior destino de exportação do México. Nossa cooperação comercial e econômica beneficia ambos os lados”, defendeu o porta-voz.

Segundo ele, a China também se opõe “firmemente” a medidas tomadas sob coerção para restringir a potência asiática ou minar seus direitos e interesses legítimos sob qualquer pretexto.

“Acreditamos que o país em questão manterá sua independência e lidará adequadamente com os assuntos relevantes”, acrescentou.

Fonte: CNN Brasil

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